VACINA COM ÊNFASE EM HPV

Faculdade Una contagem

VACINA COM ÊNFASE EM HPV

THAYNARA GOMES DIAS

Introdução

Como tema para nosso trabalho de Projeto Interdisciplinar, da Faculdade Una de Contagem, escolhemos como tema a Vacinação, visando trazer a sua importância para a população, e enfatizando especificamente a Vacina do HPV. Durante nossos estudos, verificamos que a vacinação é um dos mais eficazes meio para a prevenção de doenças. Ela tem como objetivo imunizar a população preventivamente contra possíveis patologias. Desde primórdios da sociedade já havia pesquisadores que tentavam encontrar formas viáveis de proteger o organismo contra doenças, mas somente no Séc. XVIII Eward Jenner (1), deu o primeiro passo na imunização de pessoas contra varíola, se tornando essa a primeira vacina conhecida (2). A vacinação é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações que podem até mesmo ocasionar a morte.

Eward Jenner
Eward JennerUniversidade Regional de Blumenau. Sistema de Informação Aplicada a Saúde – SIAS. Vacinação

VACINA
VACINAMANUEL ANSEDE (31 AGO 2017) brasil.elpais/Inoculação de pus de vaca no Hospital de Crianças Pobres de Barcelona DIVULGAÇÃO

 Atualmente podemos identificar vários grupos contrários à vacinação. Os argumentos são de esperar o sistema imunológico amadurecer, separar vacinas que são administradas em conjunto para não agredir tanto o organismo, deixar que a criança crie seu próprio sistema imunológico ou até mesmo se a criança é saudável não existe motivo para vacinar, além da alegação da artificialidade da vacina (3). Tudo isso amplamente rebatido por médicos e especialistas, uma vez que o sistema imunológico deve ser estimulado para proteger a criança, além do fato de que as vacinas disponibilizadas pelo SUS, ou até mesmo em redes particulares são seguras e por esse motivo estão disponíveis para a população. Várias doenças já erradicadas em vários países tem ressurgido e assustado em surtos epidêmicos. Nos Estados Unidos por exemplo, o Sarampo atingiu 189 pessoas em 2013, após estar erradicado há quase 15 anos, segundo o Centro de Controle de Prevenção de Doenças,(3). Isso traz várias consequências à saúde pública (aumento de surtos, gastos com tratamento e internações, e até mesmo a morte). O estatuto da criança e do adolescente (ECA), lei 8.069/90 prevê punições aos pais que não vacinarem seus filhos, a legislação afirma que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”, bem como as vacinações da primeira infância. As punições estão previstas no artigo 129 do estatuto. Prevê multa de três a 20 salários, aplicando-se o dobro em caso de rescindência para os casos que descumprirem “dolosa e culposamente os deveres inerentes ao pátrio poder familiar”. “A vacina é vista como expressão do cuidado parental, e responsabilidade dos pais” (COUTO e Barbieri, 2014).

ECA – Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990

Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.

Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos.

Parágrafo único. É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

§ 1o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016)

Vacinas são reconhecidamente seguras e eficazes, passando por vários processos para averiguar segurança e eficácia (5), que vão desde ensaios clínicos à testes, tudo isso antes de ser disponibilizada à população, e agregada ao quadro do PNI (Programa Nacional de Imunização).

Diante dessa importante forma de prevenção à doenças, senão a principal forma, temos o surgimento da vacina contra o HPV (human papiloma vírus), causador da verruga genital e de vários tipos de câncer, como câncer cervical, mais conhecido como câncer de coloco do útero. No SUS, o Brasil oferece a vacina quadrivalente, que protege contra os quatro tipos de vírus do HPV mais comuns no Brasil, podendo ser administrada em meninos e meninas de 9 a 14 anos, em homens e mulheres de 9 a 26 anos que forem portadores de HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplante e em pessoas em tratamento contra o Câncer. A vacina foi adotada no Brasil a partir de 2014, e desde então apresentou polêmica em relação à alguns pais, seja por falta de informação, resistência ou preconceito. Vários Órgãos Nacionais, as Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP) salientam a importância da vacinação, para a proteção adequada quanto ao vírus HPV (6).

Durante o estudo, percebemos que as informações prestadas referente ao HPV são amplas, e bem divulgadas (7). A falta de interesse pelas informações referentes à vacinação é que leva ao preconceito. Muitos não sabem afirmar sintomas, ou até mesmo ignoram o fato de que o homem além de transmitir tal doença, também exibe os sintomas.

MULHERES INFECTADAS POR HPV
MULHERES INFECTADAS POR HPVN° de mulheres no estudo: 1.921 Prevalência de qualquer infecção de HPV por características demográficas, Estados Unidos, 2007.

Sabemos que no Brasil, segundo o MS: “No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente que acomete as mulheres e faz, por ano, 5.264 vítimas fatais. Em 2018, as estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) são de 16.370 casos novos a cada 100 mil mulheres e risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres” (8). O principal motivo de rejeição da vacina, por se tratar de uma DST, seria o início sexual precoce na vida da adolescente, influenciada pela vacina. Segundo pesquisas realizadas nos Estados de 2006 a 2007, e apresentadas em estudo do MS (8), a vacinação contra o HPV não é indicativo que as garotas iniciem a sua vida sexual precocemente. 

INCIDÊNCIA
INCIDÊNCIA digitaispuccampinas.wordpress.com/2012/06/18/

É importante a conscientização em meninos e meninas quanto à vacinação, identificar possíveis dúvidas e saná-las. As campanhas e palestras feitas em escolas são de extrema importância, durante nossos estudos, pudemos vivenciar prática em escolas que se mostraram fundamental para sanar dúvidas referentes à vacina, à doença, sintomas, e etc.

JUSTIFICATIVA

Dada a cresce queda nas campanhas de vacinação deste ano (11), entendemos por interessante analisar a importância da vacinação, e a consciência da população diante o exposto. A vacina do HPV, por se tratar de uma vacina nova, foi à escolhida para termos uma base de mensuração das informações, visto que foi uma vacina incorporada ao calendário apenas em 2014, e por isso ainda recente, e de aspectos diferentes quanto a impactos na saúde tanto de mulheres como homens, além do fato de se enquadrar como uma DST. Mensurar o nível de informações recebidas, a aceitação da vacina e o público alvo atingido são de fundamental importância para se identificar medidas a serem tomadas para reverter o quadro e atingir um maior número de pessoas a serem imunizadas

OBJETIVO

O objetivo geral do nosso estudo é levar um conhecimento amplo sobre como surgiu à vacina, para que serve, e como ela é importante para a população se prevenir de várias doenças, com ênfase no HPV.

O presente estudo tem como objetivo especifica conscientizar a população sobre as vantagens da vacinação para que haja barreira sobre a proliferação de doenças. Através dos estudos obtidos, podemos ver que o HPV (Papiloma Vírus Humano) é uma doença que ainda atinge um número grande de pessoas, devidamente pela falta de vacinação e conhecimento da população a respeito. A importância de ter a vacinação em dia, consequentemente reduz a possibilidade de um aumento das doenças. O HPV é uma doença que apresenta os sintomas em longo prazo, podendo levar mais de 10 anos para aparecer os primeiros sintomas. Vale ressaltar, que o HPV não tem um tratamento específico, o tratamento ira de acordo com cada caso apresentado, podendo voltar, mesmo após tratamento concluído.

Por fim, como forma de demonstrar a aplicação prática do presente estudo, foram disponibilizados na escola uma palestra onde foram discutidos os temas relevantes sobre a história, marcos e importância da vacinação, enfatizando o HPV, citando sobre os tipos, causas e tudo que envolve a doença. Neste contexto foi possível verificar que ainda é um assunto que levanta muitas curiosidades e questionamentos por parte da população que apresentavam o mínimo de conhecimento sobre a doença.

Contudo, o objetivo a ser alcançado no decorrer do trabalho é poder disseminar informações para maximizar o conhecimento da população quanto à prevenção e tratamento do HPV e como a vacina pode ser importante para evitar um quadro grave da doença.

METODOLOGIA

Local da Intervenção:

Escola Estadual Vinicius de Moraes – Município de Contagem – MG

População abordada:

Pré-adolescentes de 9 a 14 anos matriculados na mesma

 

Etapas do projeto:

 Etapa: Questionário

Para obtermos informações sobre o conhecimento dos participantes foi realizado um questionário composto por cinco questões, com as opções de respostas “sim” ou “não”, abordando as seguintes questões:

1- Você conhece o Papiloma Vírus Humano (HPV)?

2- Tanto homem quanto a mulher podem transmitir o HPV?

3- O HPV é uma DST?

4- Você conhece os sintomas do HPV?

5- Você sabia que a prevenção como o papa Nicolau é a melhor forma de se prevenir o HPV?

 Etapa: Palestra

Inicialmente uma palestra com o uso do programa PowerPoint, onde foi discutido os temas relevantes sobre a história, marcos e importância da vacinação, enfatizamos o HPV citando tipos, como contrai a doença, como se manifesta, prevenção e tratamento. Foi reproduzido um vídeo, retirado do Youtube apontando a importância, subtipos, eficácia e doses da vacina contra o HPV. Após a palestra discutimos o tema com os participantes, podendo responder as dúvidas e demais informações.

 

Etapa: Analise

Analisamos as respostas obtidas com o questionário e obtemos dados e resultados.

Informações gerais das vacinas

Uma vacina é uma preparação biológica que fornece imunidade adquirida ativa para uma doença particular.

No século XVIII, Edward Jenner descobriu a vacina antivariólica, a primeira de que se tem registro. Ele fez uma experiência comprovando que, ao inocular uma secreção de alguém com a doença em outra pessoa saudável, esta desenvolvia sintomas muito mais brandos e tornava-se imune à patologia em si, ou seja, ficava protegida. Jenner desenvolveu a vacina a partir de outra doença, a cowpox (tipo de varíola que acometia as vacas), pois percebeu que as pessoas que ordenhavam as vacas adquiriam imunidade à varíola humana. Consequentemente, a palavra vacina, que em latim significa “de vaca”, por analogia, passou a designar todo o inóculo que tem capacidade de produzir anticorpos.

A vacinação garante que o indivíduo fique protegido contra uma determinada doença e impede que esta continue propagando-se pela população.

A vacina é uma importante forma de imunização ativa (quando o próprio corpo produz os anticorpos) e baseia-se na introdução do agente causador da doença (atenuado ou inativado) ou substâncias que esses agentes produzem no corpo de uma pessoa de modo a estimular a produção de anticorpos e células de memória pelo sistema imunológico. Por causa da produção de anticorpos e células de memória, a vacina garante que, quando o agente causador da doença infecte o corpo dessa pessoa, ela já esteja preparada para responder de maneira rápida, antes mesmo do surgimento dos sintomas da doença. A vacina é, portanto, uma importante forma de prevenção contra doenças.

Como funcionam as imunizações? 

O objetivo das imunizações é estimular o organismo a produzir anticorpos contra determinados germes, principalmente bactérias e vírus. O nosso sistema imunológico cria anticorpos específicos sempre que entra em contato com algum germe. Se entramos em contato com o vírus da rubéola, por exemplo, ficamos doente apenas uma vez, pois o corpo produz anticorpos que impedem que o vírus volte a nos infectar no futuro.

A lógica da vacina é tentar estimular o organismo a produzir anticorpos sem que ele precise ter ficado doente antes. Tentamos apresentar ao sistema imune a bactéria ou vírus de forma que haja produção de anticorpos, mas não haja desenvolvimento da doença.

Geralmente uma vacina age apenas contra um único germe. Por exemplo, a vacina contra o sarampo não protege o paciente contra catapora e vice-versa. Já existem vacinas conjuntas, que são na verdade duas ou mais vacinas dadas em uma única administração, como a vacina tríplice viral, que é composta por três vacinas em uma única injeção: sarampo, rubéola e caxumba. O sistema imune é estimulado simultaneamente contra esses três vírus. Nem toda vacina pode ser dada em conjunto.

Evolução da Imunização

Evolução da Imunização
Evolução da ImunizaçãoCGPNI/DEVIT/SVS

Tipos de vacinas e imunizações 

A grande dificuldade na hora de desenvolver uma vacina é criá-la de modo que a bactéria ou vírus consigam estimular o sistema imunológico a criar anticorpos, mas não sejam capazes de provocar doença. Às vezes, basta expor o organismo à bactéria ou ao vírus mortos para haver produção de anticorpos e tornar o paciente imune a este germe. Porém, nem todos os vírus ou bactérias mortos são capazes de estimular o sistema imune, fazendo com que tenhamos que buscar outras soluções para imunizar o paciente.

O grau de maturidade do sistema imunológico também é importante. O ideal seria podermos dar logo todas as vacinas ao recém-nascido. Infelizmente isso não funciona. O nosso sistema imune precisa de tempo para se desenvolver e ser capaz de gerar anticorpos quando estimulados pela vacinação.

Vacinas inativadas 

As vacinas inativadas são aquelas feitas com germes mortos ou apenas partes do germe. As vacinas com germes mortos são as mais seguras, porém costumam apresentar uma capacidade de imunização mais baixa, sendo necessárias mais de uma dose para criar uma proteção prolongada. Em alguns casos a imunização desaparece após alguns anos, sendo necessária a aplicação de doses de reforço.

Muitas vezes não é preciso expor o sistema imune a todo vírus ou bactéria. O germe pode ser cultivado em laboratório e partes da sua estrutura que não são necessárias para criação de anticorpos podem ser retiradas. Em alguns casos, uma única proteína do germe é tão diferente das nossas proteínas que é suficiente para o sistema imunológico reconhecê-la como algo estranho, produzindo anticorpos eficientes contra o invasor. As vacinas com subunidades dos germes costumam ter entre 1 a 20 partes do mesmo.

Exemplos de vacinas com vírus ou bactérias inativos: 

– Pólio.

– Cólera.

– Raiva.

– Influenza (gripe)*.

– Hepatite A.

* Há também vacinas com vírus vivo.

Exemplos de vacinas com uma ou mais partes dos germe: 

– Hepatite B.

– Meningite.

– Meningite.

– HPV.

– Haemophilus influenzae.

Toxoides 

Algumas vezes o que causa doença não é a bactéria em si, mas sim algumas toxinas que a mesma produz. Neste caso, a vacina não precisa ser direcionada contra a bactéria, basta que o sistema imune consiga ter anticorpos contra as toxinas. Os toxoides são vacinas feitas com toxinas modificadas, incapazes de causar doença.

Os toxoides também costuma gerar uma imunização fraca, necessitando de reforço após alguns anos.

Exemplos de vacinas com toxoides: 

– Tétano.

– Difteria.

Imunoglobulinas

As imunoglobulinas são um tipo de imunização diferente das vacinas. As vacinas são chamadas de imunização ativa, pois induzem o sistema imune a produzir anticorpos. As imunoglobulinas são chamadas de imunização passiva, pois elas próprias já são os anticorpos.

Quando exposto a determinado germe, o sistema imune pode levar algumas semanas para produzir anticorpos em quantidade adequada para combatê-lo. Em alguns casos, a doença é tão agressiva que não temos tempo de esperar a produção destes anticorpos. Daí surge a necessidade de usarmos as imunoglobulinas, que são uma coleção de anticorpos previamente formados por outras pessoas ou animais. Pegamos anticorpos já formados por outros e administramos no paciente, havendo imediato combate à infecção.

As imunoglobulinas causam uma imunização curta, suficiente apenas para tratar a infecção. O paciente não fica imunizado por tempo prolongado, sendo necessária a administração de uma vacina após o controle da doença. Por exemplo, um profissional de saúde não vacinado contra a hepatite B que acidentalmente se fure com uma agulha infectada precisa tomar a imunoglobulina e a vacina para não se infectar. A imunoglobulina impedirá a infecção atual enquanto que a vacina servirá, neste caso particular, apenas para preveni-lo de futuras contaminações.

Exemplos de doenças que podem ser tratadas com imunoglobulinas (anticorpos)

:

– Hepatite B.

– Raiva.

– Difteria.

– Catapora.

– Sarampo.

– Tétano.

Vacinas vivas atenuadas 

O ideal é sempre criarmos vacinas com germes mortos, incapazes de causar doenças. Todavia, nem sempre isso é possível. Há casos em que não conseguimos induzir a produção de anticorpos pelo sistema imune a não ser que o mesmo seja exposto ao germe vivo. Neste caso, a opção é manter o vírus ou bactérias vivos, mas atenuados, ou seja, fracos o suficiente para não conseguirem causar sintomas relevantes.

As vacinas com germes vivos são seguras em pacientes sadios, mas não devem ser dadas a pessoas com deficiência no sistema imune, como transplantados, pacientes com AIDS, pacientes em uso de drogas imunossupressoras ou pacientes em quimioterapia. Este grupo apresenta elevado risco de desenvolver a doença se tomarem a vacina.

As grávidas também não podem tomar vacinas com vírus vivos pois há riscos de infecção do feto e complicações da gestação.

Como as vacinas com germes vivos são o que há de mais próximo com um infecção real, elas costumam ser os melhores estimulantes para a produção de anticorpos pelo sistema imune. Este tipo de vacina costuma utilizar apenas uma ou duas doses e produz uma imunização por muitos anos, às vezes para o resto da vida.

Vacinas com vírus vivos atenuados são mais fáceis de serem produzidas do que com bactérias, que são germes bem mais complexos e difíceis de serem manipulados.

Exemplos de vacinas com bactérias ou vírus vivos atenuados: 

– Catapora.

– Rubéola.

– Caxumba.

– Varíola.

– Sarampo.

– Febre amarela.

Por que não existem vacinas contra HIV e outras infecções? 

Nem sempre conseguimos manipular o nosso sistema imune adequadamente. Há vários germes que naturalmente são menos estimulantes ao nosso sistema imunológico. Alguns vírus rapidamente se “escondem” dentro de pontos do nosso organismo, impedindo que o sistema imune os reconheça.

No caso da vacina contra o HIV há alguns pontos importantes. O vírus morto não parece ser capaz de estimular o sistema imune. Por outro lado, a vacinação com vírus vivo é perigosa, pois não se trata de uma infecção benigna, como a catapora ou rubéola. Para se ter uma vacina com o vírus HIV vivo é preciso antes ter plena certeza que não iremos infectar o paciente em vez de ajudá-lo a criar anticorpos. Temos que descobrir um modo de atenuar o HIV de modo que este seja incapaz de causar doença, mas capaz de induzir a criação de anticorpos. A maioria das pequisas hoje não são feitas com o HIV vivo.

O modo que o vírus HIV age também dificulta a produção de vacinas. O vírus se esconde dentro das próprias células do sistema imune, tornando difícil para o organismo produzir anticorpos efetivos contra o mesmo. Além disso, o HIV sofre mutação de modo muito rápido, podendo o vírus ter proteínas diferentes entre duas pessoas infectadas. É preciso identificar uma proteína que seja comum a todos os vírus e que também consiga estimular a produção de anticorpos pelo sistema imune.

Tomar a mesma vacina mais de uma vez faz mal? 

Muitas pessoas ficam confusas quando perdem o cartão de vacinação, pois têm medo de tomar uma vacina que já tenha sido administrada no passado. Não há nenhum problema em repetir vacinas. Muitas delas, aliás, precisam ser reforçadas de tempos em tempos, como as vacinas para tétano, febre amarela e difteria, que perdem efeito após 10 anos.

Se houver dúvida quanto a imunização prévia em relação a uma doença, o melhor é vacinar. Se o paciente já tiver tomado a vacina anteriormente, isso não fará mal. Pior é deixar o paciente não imunizado e exposto à infecção.

O único cuidado que se deve ter é não administrar a mesma vacina com intervalos de poucos dias, principalmente se for vacina com germes vivos, pois não há aumento da eficácia e o risco de efeitos colaterais fica muito elevado.

HPV(Papiloma Vírus Humano)

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

A abreviação significa Vírus do Papiloma Humano. Os HPVs são um grupo de mais de 100 vírus relacionados. Para cada variedade de HPV de um grupo é atribuído um número, o qual é chamado de tipo de HPV. O HPV é chamado de vírus de papiloma, porque alguns tipos de HPV causam verrugas ou papilomas, que são tumores não cancerígenos.

Os vírus do papiloma são atraídos para as células epiteliais escamosas e podem viver somente nestas células do corpo. As células epiteliais escamosas superfícies úmidas, tais como a vagina, ânus, colo uterino, vulva, cabeça do pênis, boca, garganta, tráquea, brônquios e pulmões. Os diferentes tipos de HPV não crescem em outras partes do corpo.

Das mais de 100 variedades conhecidas de HPV, cerca de 60 tipos causam verrugas na pele, como nos braços, tórax, mãos e pés. Estas são as verrugas comuns.

Os outros 40 tipos são das mucosas. O termo “mucosa” refere-se ás membranas mucosas do corpo, ou ás camadas úmidas que cobrem os órgãos e as cavidades do corpo que são expostas ao ambiente externo. Por exemplo, a vagina e o ânus têm um revestimento úmido na parte superior. Os tipos de HPV da mucosa também são chamados de HPV tipo genital (ou ano genital), já que muitas vezes afeta a área genital e anal. Os HPV das mucosas não crescem na pele.

Sinais e Sintomas 

A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu).

A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. A maioria das infecções em mulheres (sobretudo em adolescentes) tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em um período aproximado de até 24 meses.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

• Lesões clínicas:

 se apresentam como verrugas na região genital e no ânus (denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”). Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e solidas). Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.

• Lesões subclínicas

 (não visíveis ao olho nu): podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas e não apresentam sinal/sintoma. As lesões subclinas podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer.

Podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal e/ou região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.

Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe (Papilomatose Respiratória Recorrente).

 Podendo se contaminar mais de uma vez pois HPV é um vírus, e como vírus não tem tratamento, o que ocorre em nosso organismo é a produção de anticorpos que irão inativar este vírus, isso pode ser um critério de cura do vírus. Mas como o HPV tem várias subespécies, o indivíduo pode se contaminar de novo com um vírus diferente. Por isso a importância da vacina.

Tratamento 

O tratamento das verrugas anogenitais (região genital e no ânus) consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume. Sobre o tratamento:

• Deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos.

• São químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade.

• Podem ser domiciliares (autoaplicados: imiquimode, podofilotoxina) ou ambulatoriais (aplicado no serviço de saúde: ácido tricloroacético – ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia), conforme indicação profissional para cada caso.

• Podofilina e imiquimode não deve ser usada na gestação.

• Pessoas com imunodeficiência:Nestes casos os pacientes requerem um acompanhamento mais atento, já que pessoas com imunodeficiência tendem a apresentar pior resposta ao tratamento. O tratamento das verrugas ano genitais não eliminam o vírus, por isso as lesões podem reaparecer. As pessoas infectadas e suas parceiras devem retornar ao serviço, caso identifique novas lesões

Diagnóstico 

O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.

• Lesões clínicas

: podem ser diagnosticadas, por meio do exame clínico urológico (pênis), ginecológico (vulva/vagina/colo uterino) e dermatológico (pele).

• Lesões subclínicas:

 podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como: o exame preventivo Papanicolau (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia, e também por meio de biopsias e histopatologia para distinguir as lesões benignas das malignas.

Prevenção 

Além disso, a vacina do HPV é uma forma interessante de prevenir a doença. O ministério da saúde por meio do programa Nacional de imunização (PNI), em 2014 ampliou o calendário Nacional de vacinação com a introdução da vacina quadrivalente* contra o papiloma vírus humano (HPV) no Sistema Único de saúde (SUS). A vacinação juntamente com as atuais ações para a prevenções e rastreamento do câncer no colo do útero, possibilitando nas próximas décadas prevenir, minimizar e até mesmo erradicar essa doença que reapresenta hoje a quarta principal causa de morte por neoplasias entre as mulheres. Existem duas vacinas para prevenção HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis: a vacina quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18. A outra opção é a vacina bivalente, que confere proteção contra HPV 16 e 18.

De acordo com a literatura científica, as vacinas contra o HPV previnem aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero, aqueles causados pelos HPV 16 e 18. Isso não elimina, porém, a necessidade de as mulheres passarem por consultas de rotina ao ginecologista para a realização de exames preventivos.
Uma vez que, pode se considerar não somente o impacto da vacina na redução da morbimortalidade da doença, mas também a eficiência do programa de imunização, isto é maximizando os benefícios à saúde frente a minimização nós custos relacionados à doença, como, hospitalização, tratamentos, dias de trabalho perdidos, sobrevida e recursos.

A vacina contra o HPV é mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST. Ela funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Vacina contra o HPV no sus

é a medida mais eficaz para prevenção contra uma possível infeção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para: 

• Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;

• Pessoas que vivem HIV;

• Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos;

VACINA CONTRA O HPV NA REDE PRIVADA

O preço da vacina bivalente contra o HPV é de, aproximadamente, R$ 200 por dose e o da tetravalente é de, aproximadamente, R$ 300 por dose, quando tomadas no particular.

Mas, ressalta-se que a vacina não é um tratamento, não sendo eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes.

prevenção  contra o HPV

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina protege em até 98,8%, contra quatro subtipos do HPV, sendo que dois deles são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. Dessa forma, após receber a vacina, o organismo será estimulado a produzir anticorpos específicos para cada tipo de HPV, que farão o papel de inativá-lo, impedindo a sua instalação e multiplicação. Os artigos científicos apontam que a vacina contra HPV é mais eficaz quando aplicada em quem ainda não iniciou a vida sexual, e por isso o SUS só aplica a vacina para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.

Existem 3 vacinas diferentes contra o HPV: a vacina quadrivalente a vacina bivalente e a nonavalente. Sendo que a nonavalente ainda não está com data para ser implantada na campanha do SUS.

VACINA QUADRIVALENTE (GARDISIL) 

Indicada para mulheres entre os 9 e 45 anos, e homens entre os 9 e os 26 anos de idade; Protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18; Protege contra as verrugas genitais, o câncer do colo do útero na mulher e o câncer do pênis ou do ânus no caso do homem; Fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, sendo chamada comercialmente de Gardasil; É a vacina oferecida pelo SUS para meninos e meninas entre os 9 e os 14 anos. Doses: São feitas 3 doses, no esquema 0-2-6 meses, sendo que a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira dose. Em crianças, o efeito de proteção já pode ser obtido com apenas 2 doses, por isso algumas campanhas de vacinação podem disponibilizar apenas 2 doses.

Vacina bivalente 

Indicada a partir dos 9 anos e sem limite de idade; Protege apenas contra os vírus 16 e 18, que são os maiores causadores do câncer do colo do útero; Protege contra o câncer do colo do útero, mas não contra as verrugas genitais; Fabricada pelo laboratório GSK, sendo comercialmente vendida como Cervarix; Doses: Quando tomada até aos 14 anos são feitas 2 doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre si. Para pessoas acima dos 15 anos, são feitas 3 doses, no esquema 0-1-6 meses.

Vacina Nonavalente ( Gardisil 9) 

Indicada para meninos e meninas com idade entre 9 a 26 anos; protege contra 9 subtipos de vírus do HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58; protegem contra o câncer do colo do útero, vagina, vulva e anus, e contra verrugas provocadas pelo hpv. E fabricada pelo mesmo fabricante da quadrivalente, e é comercializada com o nome de Gardisil 9. Quando tomadas até os 14 anos, devem ser administradas 2 doses, sendo a segunda feita entre 5 a 13 meses após a primeira. Se a vaciação for depois de 15 anos, deve-se seguir o esquema de 3 doses (0-2-6 meses), onde a segunda e feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira.

A vacinação pode ajudar a prevenir a infeção pelo HPV e o câncer de colo do útero, mas não é indicada para tratar a doença. Por isso, também é importante usar o preservativo em todos os contatos íntimos e, além disso, a mulher deve consultar o ginecologista pelo menos 1 vez por ano e realizar exames ginecológicos como o Papanicolau.

O papanicolau

 é um exame ginecológico preventivo mais comum para identificar de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Esse exame ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas antes de se tornarem câncer. O exame não é capaz de diagnosticar a presença do vírus, no entanto, é considerado o melhor método para detectar câncer de colo do útero e suas lesões precursoras.

Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir 100% dos casos, por isso é muito importante que as mulheres façam o exame de Papanicolau regularmente.

Preservativo:

 o uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

A medida preventiva mais preconizada para o HPV é o uso de camisinha. A maior parte das transmissões desse vírus são sexuais e ao impedir o contato da pele entre os parceiros, a camisinha é uma das melhores formas de prevenir o problema.

Tipos 

 Entre esses tipos, 14 apenas podem causar lesões precursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, garganta ou ânus. 70% dessas lesões são causadas pelos HPVs tipo 16 e 18, enquanto o HPV 31, 33, 45 e outros tipos menos comuns são encontradas nos casos restantes.

Já os HPVs tipo 6 e 11 também são bastante comuns em mulheres, mas causam apenas verrugas genitais.

O tipo de HPV é detectado através de dois tipos de exames: o teste genético PCR e o teste de captura híbrida. Esses testes podem trazer informações como o tipo, a carga viral ou até marcar se esse HPV é ou não oncogênico, ou seja, se pode evoluir para um câncer.

Causas 

O HPV é um vírus que se transmite no contato pele com pele, por isso pode ser considerado uma doença sexualmente transmissível, até porque 98% das transmissões ocorrem através do contato sexual. Mas diferente das outras DSTs, não é preciso haver troca de fluídos para que a transmissão ocorra: só o contato do pênis com a vagina, por exemplo, já ocasiona a transmissão do vírus.

O uso da camisinha é uma proteção importante para evitar a transmissão do HPV e não deve ser esquecida mesmo durante o sexo anal ou sexo oral. A camisinha feminina é uma boa aliada, pois ela permite um contato menor ainda entre a pele dos parceiros.

Outras formas de transmissão, muito mais raras, são pelo contato com verrugas de pele, compartilhamento de roupas íntimas ou toalhas e, por fim, a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o feto, que pode ocorrer durante o parto.

O vírus pode ser transmitido mesmo quando a pessoa não percebe ter os sintomas. Outro ponto sobre o HPV é que apesar de os sintomas normalmente se manifestarem após entre dois e oito meses da infecção, ele pode ficar encubado, ou seja, presente no organismo, mas sem se manifestar, por até 20 anos. Por isso é praticamente impossível saber quando ou como a pessoa foi infectada pelo HPV.

Pode-se existir a implantação oral do HPV durante o ato sexual(oro-genital) (mucosa com mucosa). 

Fatores de risco 

Quaisquer pessoas que tenham uma vida sexual ativa estão em risco de entrar em contato com algum dos tipos de HPV. No entanto alguns fatores de risco aumentam a chance de esse contato ocorrer:

• Sexo sem proteção

• Vida sexual precoce

• Múltiplos parceiros

• Não fazer exames de rotina

• Imunodepressão, ou seja, a queda do sistema imunológico

• Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Além disso, os fatores de risco para câncer associado ao HPV são alterações da resposta imunológica em nosso organismo, como:

• Múltiplas gestações

• Uso de contraceptivos orais de alta dose por tempo prolongado

• Tabagismo

• Infecção pelo HIV

• Tratamento com quimioterapia, radioterapia ou imunossupressores

• Presença de outras doenças sexualmente transmitidas.

Como a vacina funciona?

A pessoa que recebe a vacina por via intramuscular nas doses indicadas, irá estimular a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV que contém a vacina. Teremos um elevado nível desses anticorpos que persistiram durante anos.

Quando a pessoa vacinada entrar em contato com o HPV esses anticorpos irão inativar este HPV impedindo que ele se instale e se multiplique. Dessa maneira impede a progressão da infecção pelo HPV.

HPV X VACINA
HPV X VACINADiferença entre o Vírus do HPV e a Vacina do HPV

Tratamento do HPV

Para a infecção pelo HPV, não há tratamento especifico para eliminar o vírus.

O tratamento das verrugas genitais deve ser individualizado, dependendo da extensão, quantidade e localização das lesões. Podem ser usados laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

Remédios para HPV 

Os remédios que podem ser indicado pelo médico para eliminar as lesões causadas pelo HPV podem servir para eliminar as lesões ou fortalecer o sistema imune.

• Podofilox 0,5% por 3 dias seguidos, ficando 4 dias sem tratamento e repetindo o processo até 4 vezes;

• Ácido tricloroacético ou dicloroacético de 80 a 90%, 1 vez por semana;

• Imiquimode a 5%, 3 vezes por semana, por até 16 semanas;

• Resina de podofilina de 10 a 25%, 1 vez por semana, por até 4 semanas;

• Retinoides: compostos de vitamina A que ajudam na regeneração da pele que podem ser usados 2 vezes ao dia, por 4 a 8 semanas.

Além disso pode ser indicado usar o Interferon para complementar o tratamento.

Estes tratamentos são utilizados, principalmente, no tratamento do HPV genital e para complementar o tratamento deve-se ter uma boa higiene íntima e usar camisinha em todo contato íntimo, verificando atentamente se o preservativo cobriu as lesões. Também é importante que o parceiro seja avaliado por um médico para verificar se já foi contaminado e então iniciar o tratamento.

Cirurgia para HPV 

A cirurgia pode ser indicada quando as lesões são muito grandes e quando a pessoa tem tendência para sangramentos, podendo ser realizada no consultório médico ou hospital.

As opções incluem retirada das lesões com bisturi, eletrocoagulação, crioterapia ou laser, tendo grandes chances de eliminar completamente as verrugas. Como estes tratamentos podem causar dor, o médico, pode indicar uma anestesia para diminuir o incômodo durante o tratamento.

Quando existe câncer a realização de cirurgia para remover as verrugas também é indicada.

Tratamento do HPV no homem 

Quando o homem possui o vírus do HPV o tratamento só é indicado quando este apresenta sintomas como verrugas nas regiões afetadas. O tratamento é o mesmo que o realizado na mulher, podendo ser feito em casa com os medicamentos receitados pelo médico. Conheça outros sintomas do HPV no homem.

Tratamento do HPV na gravidez 

O tratamento deve começar, preferencialmente, nas primeiras semanas de gestação, com os remédios citados acima e sob a orientação do obstetra.

Porém, quando a mulher apresenta verrugas genitais no final da gestação, é recomendado fazer o parto por cesárea, pois há risco de transmissão da doença para o bebê, caso entre em contato com as lesões.

Geralmente, é recomendado fazer o tratamento do HPV antes de engravidar para reduzir as chances de existirem verrugas durante o parto.

Como fica o parto em caso de HPV 

Normalmente, não é contraindicação para o parto normal, mas quando as verrugas genitais são muito grandes pode ser indicada cesárea ou cirurgia para retirar as verrugas.

Apesar de haver risco da mãe transmitir o vírus para o bebê durante o parto, não é comum o bebê ficar contaminado. No entanto, quando o bebê fica contaminado, ele pode apresentar verrugas na boca, garganta, olhos ou região genital.

O tratamento do HPV dói? 

O tratamento do HPV pode doer durante a retirada das verrugas, especialmente durante a crioterapia e, por isso, o paciente pode ficar com a região dolorida até 7 dias. Contudo pode-se colocar compressas mornas de chá de camomila na área para diminuir a dor.

É de extrema importância o paciente seguir com o tratamento após a detectar o a presença do vírus no organismo.

RESULTADO E DISCUSSÃO

Diante de todo trabalho exposto acima, o grupo percebeu que em pleno o século XXI, onde é possível se obter informações de uma  maneira mais rápida e prática ainda é perceptível a falta de informações básicas da saúde e sobre doenças que estão propicias a adquirir no decorrer da vida. Partindo deste pressuposto, para obter informações sobre o conhecimento dos participantes da palestra, foi aplicado um questionário simples e sucinto composto com cinco questões, com as opções de “sim” ou “não”, a seguir os resultados de cada pergunta separados por gênero, quantidade de participantes e respostas.

1- O gráfico a seguir identifica-se o conhecimento dos participantes sobre o HPV, no caso das mulheres na resposta positiva foram 63,33% e negativa 6,67%. Os homens que conhecem são 20% e que não conhecem 10%.

Mulheres X Homens
Mulheres X HomensNº de mulheres e homens que conhecem o HPV (2018)

2- O gráfico representa o número de mulheres que acreditam que o HPV pode ser transmitido tanto pelo homem como por mulheres sua porcentagem positivamente foi de 56,67% e negativamente 13,33%. Os homens positivamente foi de 16,67% e negativamente 13,34%

Tanto Homem quanto Mulher pode transmitir o HPV ?
Tanto Homem quanto Mulher pode transmitir o HPV ?Pesquisa feita na atuação da prática(2018)

3- O gráfico indica quantas pessoas sabem que o HPV é uma DST. As mulheres que sabem são de 66,67% e as que não sabem é 3,33%. Os homens que sabem são de 23,33% e os que não sabem 6,67%.

HPV é uma DST
HPV é uma DSTResultado do questionário (2018)

4- O gráfico a seguir mostra a quantidade de pessoas que conhecem os sintomas do HPV, as mulheres que conhecem representam 10% e as que não conhecem são 60%. Os homens que conhecem são de 3,33% e que não sabem 26,67%.

Sintomas HPV
Sintomas HPVConhecimento dos sintomas do HPV

5- O gráfico representa o conhecimento dos participantes quanto a melhor maneira de prevenção do HPV que é o Papanicolau. As mulheres que marcaram positivamente foram de 53,33% e negativamente 16,67%. Já os homens que marcaram positivamente foram de 13,33% e negativamente foram 16,67%.

Papanicolau melhor forma de prevenção
Papanicolau melhor forma de prevençãoQuestionário(2018)

Conclusão

Neste trabalho abordamos o assunto da vacina com ênfase no HPV, e  a prática que o grupo executou, uma palestra para pré-adolescentes com a faixa etária entre 9 á 14 anos, com o objetivo de transmitir as informações sobre a importância da vacinação, prevenção e tratamento do HPV. Concluímos que, é perceptível a falta de informação sobre a doença e que palestras como a que executamos pode ajudar para um maior conhecimento e formação dos adolescentes.

Cumprimos todos os objetivos que nos foram propostos abordando sobre o tema e respondendo todos os questionamentos e dúvidas adquiridas no decorrer da apresentação. O grupo teve uma resposta positiva e um bate-papo legal como resultado do nosso trabalho feito na  Estadual Vinicius de Moraes – Município de Contagem – MG.

Este trabalho foi muito importante para o nosso conhecimento e compreensão sobre esse tema. Visto que, nos permitiu a conhecer melhor sobre a doença e poder transmitir isso para outras pessoas, compreendo melhor sobre o que é, sintomas, tratamentos e prevenção. Além de ter-nos permitido desenvolver e aperfeiçoar competências de seleção, organização e comunicação da informação nos capacitando a ser profissionais qualificados e entendedores sobre o tema. 

ANEXOS UTILIZADOS: 

Imagem


Imagem

Imagem

ANEXO D: Vídeo retirado da plataforma Youtube do canal MD.SAUDE, utilizado na palestra. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8wjytNHWCuo.

Imagem

feito

Use agora o Mettzer em todos
os seus trabalhos acadêmicos

Economize 40% do seu tempo de produção científica