TRABALHO DE COMUNICAÇÃO, HISTÓRIA E SOCIEDADE

Universidade Vila Velha

TRABALHO DE COMUNICAÇÃO, HISTÓRIA E SOCIEDADE

Dayane Paradizzo

O escritor e jornalista brasileiro Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro. Perdeu sua mãe quando tinha 7 anos e sofreu preconceito durante a vida por ser mestiço.

 Biografia do autor

Com a ajuda de seu padrinho, Visconde de Ouro Preto, Lima Barreto recebeu uma educação escolar de qualidade. Cursou Engenharia na Escola Politécnica, em 1897, porém abandonou os estudos, já que seu pai estava doente e Lima precisava trabalhar para cuidar e sustentar os irmãos.

Conseguiu um cargo na Secretaria de Guerra e, simultaneamente, colaborava escrevendo crônicas e artigos para revistas e jornais, o que ele já fazia desde os tempos de estudante. O escritor recebeu ainda algumas críticas pelo fato de sua literatura fugir dos padrões, pois abordava coisas como injustiças sociais e as dificuldades da República.

Junto a alguns amigos, fundou a Revista Floreal, onde publicou parte de seu primeiro romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, em 1907, mas que foi lançado em livro apenas em 1909. Dois anos depois, em 1911, publicou sua principal obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, lançado em livro no ano de 1915.

Lima Barreto era um boêmio, sofreu com o alcoolismo e foi internado em um hospício duas vezes, pois também teve depressão e tinha alucinações devido a embriaguez. A primeira internação aconteceu em 1914 e o escritor ficou lá por dois meses, enquanto a segunda foi em 1919. As experiências vividas durante as internações são retratadas por ele em “Cemitério dos Vivos”, com trechos publicados em 1921.

As obras de Lima Barreto revelavam a realidade do cotidiano das pessoas, suas histórias e costumes sem nenhum tipo de idealização e isso fez com que poucos aceitassem sua literatura e o reconhecessem como um escritor.

Após sua morte, causada por um ataque cardíaco no dia 1 de novembro de 1922, seus contos e romances se tornaram famosos e valorizados. Principalmente pelo fato de que a maior parte dessas obras foram publicadas posteriormente.

a época

O romance “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi escrito por Lima Barreto em 1911, tendo seu lançamento como livro no ano de 1915, no século XX. Esse período foi marcado por diversos acontecimentos importantes para o mundo e para a história, e deu origem ao livro “A Era dos Extremos: o breve século XX, 1914-1991”, de Eric Hobsbawm. No prefácio, o autor diz que “não é possível escrever a história do século XX como a de qualquer outra época”.

Martin Gilbert, no livro “História do Século XX”, afirma que “foi um século de progressos na qualidade de vida de milhões de pessoas, mas também um século de declínio em muitas regiões do globo”.

“[…] a ciência e a medicina faziam progressos gigantescos. O automóvel dava os primeiros passos e […] o avião iria subir aos céus. […] O choque de nações e as suas alianças, as rivalidades entre impérios e o colapso destes, e os conflitos de nacionalidade e grupos nacionais tiveram um papel central no desenrolar do século. Não passou um ano sem que houvesse seres humanos mortos na guerra ou a tentar recompor-se das marcas destruidoras da guerra.” (GILBERT, Martin, 1997, p.5)

Para o repórter Ricardo Bonalume Neto, o verdadeiro começo do século XX foi no ano de 1914, quando a Primeira Guerra Mundial se iniciou. Alguns autores e historiadores compartilham dessa opinião, já que o cenário negativo visto naquele período se tornaria a característica do resto do século, recebendo posteriormente o nome de “A Era da Catástrofe”.

Em seu livro, Hobsbawn divide o século XX em três eras e a primeira dela é a “Era da Catástrofe”, que vai de 1914 a 1945. O período é marcado pelas duas grandes guerras mundiais, pela Crise de 1929, a Revolução Russa, além do surgimento da União Soviética como potência.

No Brasil, os primeiros anos do século XX também foram marcados por revoluções, como as Revoltas da Vacina, em 1904, e da Chibata, em 1910, além da Guerra do Contestado, que foi de 1912 a 1916. Anos depois, eclodiu a Revolução de 1930, liderada pelos estados da Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que pôs fim a República Oligárquica e marcou o início da Era Vargas.

Após a Primeira Guerra Mundial houve o “período entreguerras”, em que os países tentavam se reerguer após o conflito. Esse período foi marcado por outros conflitos, como a Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945) e a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

Sofrendo com um caos em seu cenário político e econômico, os movimentos radicais da Alemanha passaram a ter apoio popular, principalmente o que seria o Partido Nazista posteriormente. Além disso, no início da década de 1920, surgiu um movimento político na Itália: o fascismo, liderado por Mussolini.

Conclusão

O escritor e jornalista brasileiro Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro. Perdeu sua mãe quando tinha 7 anos e sofreu preconceito durante a vida por ser mestiço. 

Com a ajuda de seu padrinho, Visconde de Ouro Preto, Lima Barreto recebeu uma educação escolar de qualidade. Cursou Engenharia na Escola Politécnica, em 1897, porém abandonou os estudos, já que seu pai estava doente e Lima precisava trabalhar para cuidar e sustentar os irmãos. 

Conseguiu um cargo na Secretaria de Guerra e, simultaneamente, colaborava escrevendo crônicas e artigos para revistas e jornais, o que ele já fazia desde os tempos de estudante. O escritor recebeu ainda algumas críticas pelo fato de sua literatura fugir dos padrões, pois abordava coisas como injustiças sociais e as dificuldades da República. 

Junto a alguns amigos, fundou a Revista Floreal, onde publicou parte de seu primeiro romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, em 1907, mas que foi lançado em livro apenas em 1909. Dois anos depois, em 1911, publicou sua principal obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, lançado em livro no ano de 1915. 

Lima Barreto era um boêmio, sofreu com o alcoolismo e foi internado em um hospício duas vezes, pois também teve depressão e tinha alucinações devido a embriaguez. A primeira internação aconteceu em 1914 e o escritor ficou lá por dois meses, enquanto a segunda foi em 1919. As experiências vividas durante as internações são retratadas por ele em “Cemitério dos Vivos”, com trechos publicados em 1921. 

As obras de Lima Barreto revelavam a realidade do cotidiano das pessoas, suas histórias e costumes sem nenhum tipo de idealização e isso fez com que poucos aceitassem sua literatura e o reconhecessem como um escritor. 

Após sua morte, causada por um ataque cardíaco no dia 1 de novembro de 1922, seus contos e romances se tornaram famosos e valorizados. Principalmente pelo fato de que a maior parte dessas obras foram publicadas posteriormente.

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