SEQUENCIAMENTO DAS OPERAÇÕES DE CONSTRUÇÃO DE SUPERESTRURURA DE EDIFÍCIOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

SEQUENCIAMENTO DAS OPERAÇÕES DE CONSTRUÇÃO DE SUPERESTRURURA DE EDIFÍCIOS

cinthia rayara campos de carvalho

rany gleybson campos de carvalho

Resumo

O presente trabalho propõe-se à tratar do sequenciamento das operações de construção de superestrutura de edifícios de concreto armado, a partir da análise da situação corrente no Estado do Pará. Objetiva-se sequenciar essas operações afim de disponibilizar instrução técnica apropriada para direcionar o processo de execução na busca pelo bom desempenho da superestrutura após sua finalização, em termos de resistência, estética e durabilidade, bem como detalhar informações pertinentes na execução das operações, como insumos, tecnologia de construção e normas técnicas. A metodologia consistiu inicialmente na revisão da literatura técnica acompanhada do resgate da experiência dos autores em canteiros de obras; a seguir foi elaborada uma estruturação das atividades até o nível das operações, mediante o uso de uma Estrutura Analítica do Projeto genérica, para finalmente expressar o sequenciamento por meio de itemização textual que contém as regras de precedências e sucessões tecnológicas. A conclusão do trabalho evidencia a necessidade da compreensão das técnicas de construção, bem como a relevância de uma adequada estruturação e análise do projeto a fim de que possa ser realizado um sequenciamento útil das operações.

Palavras-chave: Sequenciamento de Operações. Construção Civil. Planejamento de Projetos. Estrutura Analítica de Projeto.

Abstract

The present work proposes to deal with the sequencing of construction operations of superstructures from reinforced concrete buildings, from the analysis of the current situation of the State of Pará region. The objective is to sequence these operations to make available a proper technical instruction to direct the execution process in the search for the good performance of the superstructure after being finished, in terms of resistance, aesthetics, and durability. As well as detailing relevant information in the execution of operations, like inputs, construction’s technology, and technical standards. The applied methodology was a formulation of an analytical structure of the generic project, the broad consultation on construction technology including the existed relationship between each operation at this stage of the project. From the check of the operations and from their interrelations, rules of succession and precedence between the operations were allowed making possible it’s sequencing. The conclusion of that work shows the need to understand the construction techniques, as well as the relevance of a correct structuring and analysis of the project in the process of sequencing operations.

Palavras-chave: Sequencing. Construction Techniques. Planning.WBS.

Introdução

TEMA E JUSTIFICATIVA

O planejamento e o controle, juntamente com direção e organização, são funções da Administração da Produção responsáveis pela elaboração dos planos de ação e pela detecção dos desvios que ocorrem entre o planejado e o executado.

Em um sistema produtivo, ao serem definidas suas metas e estratégias faz-se necessário formular planos para atingi-las, administrar os recursos humanos e físicos com base nesses planos, direcionar a ação dos recursos humanos sobre os físicos e acompanhar esta ação permitindo a correção de possíveis desvios. No conjunto de funções dos sistemas de produção aqui descritos, essas atividades são desenvolvidas pelo PCP (Tubino, 2000, p. 23).

O Planejamento e Controle de Produção (PCP), nesta monografia predominantemente referindo-se a projetos de Construção Civil, necessita de uma estruturação das atividades e operações, com a finalidade de orientar o orçamento e a programação. Nesse objetivo, o meio mais utilizado atualmente é a Estrutura Analítica de Projeto (EAP). 

O tema focalizado é o sequenciamento das operações da construção de edifícios, o qual diz respeito ao detalhamento em níveis do empreendimento e à inter-relação tecnológica entre as operações da produção. A excelência do produto, por sua vez, depende da observância das exigências técnicas; desse modo, faz-se necessário abordar princípios de técnicas de construção em apoio ao objetivo principal.

A relevância deste trabalho encontra-se no intento de aclarar as obscuridades existentes no estabelecimento congruente de padrões, baseado na norma técnica e literatura concernente, apresentando uma recomendação operativa de sequenciamento das operações de superestrutura de um edifício tradicional de concreto armado, tendo em vista singularidades no Estado do Pará. 

Esse tema, na forma como proposto nesse trabalho, é inexplicavelmente ausente dos livros de Tecnologia da Construção Civil e de Gestão da Construção Civil nacionais, posto que esses, na imensa maioria, apresentam as técnicas, mas não o sequenciamento. A mesma observação é válida para as monografias.

Nos cursos de graduação nacionais em Engenharia Civil, o sequenciamento é normalmente encontrado de maneira fragmentada nas diversas disciplinas. Portanto, a reunião de toda a informação condensada em um único trabalho é útil para a integração disciplinar do aluno.

Da mesma forma, os engenheiros recém-formados sentem necessidade, muitas vezes intransponível por força dos motivos anteriormente expostos, de material bibliográfico que forneça rapidamente essas informações, considerada a velocidade da execução das obras.

Também é interessante destacar a importância do trabalho para a criação de templates necessários ao use de instrumentos computacionais de gestão, tais como os softwares de programação de projetos ou o BIM (Business Integrated Management).

Finalmente, o presente Trabalho de Conclusão de Curso está integrado a um projeto mais amplo de apresentar sequenciamentos para toda a construção de um edifício, inicialmente.

 QUESTÕES DA PESQUISA

Portanto o problema da pesquisa pode ser apresentado por meio das seguintes questões:

•   Como estruturar um projeto?

•   Como sequenciar as operações da execução de uma superestrutura genérica de edifício de concreto armado, tal como praticada tradicionalmente na região metropolitana de Belém, por empresas de pequeno a médio porte?

• Qual a importância do sequenciamento das operações para o gerenciamento do empreendimento?

OBJETIVOS DA PESQUISA

Objetivo geral

O desígnio do presente trabalho é apresentar o sequenciamento das operações da construção de uma superestrutura genérica de edifício, com múltiplos pavimentos, de concreto armado, considerando a prática tradicional utilizada em Belém do Pará, em empresas de pequeno e médio porte que não dispõem de muitos recursos tecnológicos.

Objetivos específicos

Para atingir o objetivo geral dispõe-se do seguintes objetivos específicos:

• Elaborar uma estrutura analítica para estabelecer a análise hierárquica das operações.

• Evidenciar as repetições das operações nos pavimentos da edificação de acordo com a lógica vertical.

• Expor as imposições que as técnicas tradicionais de construção de superestrutura de concreto armado trazem ao sequenciamento, quando trata-se de edifícios.

•  Criar o sequenciamento a partir da estrutura analítica e das técnicas de construção. 

ESTRUTURA DO TRABALHO

Esta pesquisa encontra-se dividida em quatro capítulos, conforme descrição abaixo:

O presente capítulo apresentou o tema, a justificativa, as questões da pesquisa e os objetivos geral e específicos.

No capítulo 2 realizou-se uma revisão da literatura técnica alusiva ao tema da pesquisa, onde foram estabelecidos os fundamentos teóricos, sobre os quais esta investigação científica desenvolveu-se.

No capítulo 3 demonstrou-se o desenvolvimento do trabalho, bem como a satisfação dos objetivos específicos e geral, a partir do progresso da proposta essencial da pesquisa, ou seja, neste capítulo tratou-se  especificamente sobre sequenciamento das operações de produção e dos fundamentos técnicos para sua realização.

No capítulo 4 foram apresentadas as conclusões da pesquisa e elencadas propostas de solução para as questões feitas na introdução do trabalho, a partir de uma análise dos dados levantados e anexados no capítulo 3.

REVISÃO LITERÁRIA

Nesta revisão, aborda-se a importância do sequenciamento das operações na execução de superestruturas de edifícios de concreto armado, com base em uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP).

Dada a influência da taxatividade da técnica no ordenamento das operações faz-se necessária a abordagem de conceitos técnicos de construção e suas implicações no processo de sequenciamento, tais como: regras de sucessão e precedência, e transferência de equipamentos e materiais nas operações.

Assim sendo, esse capítulo propõe-se a revisar e comentar quatro macros pontos: estrutura analítica de projeto (EAP); técnicas de construção; regras de sucessão e precedência, e sequenciamento 

ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO (EAP) 

O estudo deste item está respaldado nos ensinamentos apontados pelo Project Management Institute, PMI. 

Segundo PMI (2013), a EAP é uma decomposição hierárquica do escopo total do trabalho a ser executado pela equipe do projeto a fim de alcançar os objetivos do projeto e criar as entregas requeridas. Criar a EAP é o processo de subdivisão das entregas e do trabalho do projeto em componentes menores e mais facilmente gerenciáveis.

Abaixo, tem-se como exemplo, uma ilustração dos componentes que fazem parte do processo de estruturação analítica de projeto, segundo o PMI (2013).

Diagrama do fluxo de dados no processo de criação de EAPDiagrama do fluxo de dados no processo de criação de EAPPMI (2013)

 Deste conjunto de informações descrito na imagem acima, só será estudado com mais esmero o item 6.2 (definir as atividades), uma vez que é o item relacionado ao sequenciamento da produção.

No processo de criação e estruturação de EAP, aparecerá, segundo  (PMI, 2013) :

• As entradas;

• As técnicas e ferramentas;

• Saídas.

As entradas são as informações necessárias para que seja possível conhecer e estruturar o projeto, pode-se citar como itens de entrada:

• Escopo do projeto;

• Especificações da diretoria da empresa;

• Fatores ambientais;

• Outros.

Todos esses requisitos são fundamentais para que a EAP seja construída de forma que atenda as necessidades da empresa.

As ferramentas e técnicas representam a forma como a EAP será construída, segundo PMI (2013) esse item pode ser dividido em decomposição e opinião especializada.

Decomposição é a técnica usada para dividir e subdividir o escopo do projeto e suas entregas em partes menores e mais facilmente gerenciáveis. O nível de decomposição é frequentemente guiado pelo grau de controle necessário para gerenciar o projeto de forma eficaz. (PMI, 2013). Ainda com base em PMI (2013) o trabalho definido no nível mais baixo da EAP é chamado de “pacote de trabalho”, no entanto esse termo será tratado como “operação” nesta pesquisa.

A opinião especializada é usada em duas situações, a primeira como fator de desempate, quando na estruturação do projeto há divergência entre os gestores e quando se trata de um processo que requer um conhecimento mais aprofundado sobre os detalhes do processo. Como exemplo pode-se citar montagem de elevador, caso queira se detalhar esse processo.

As saídas da EAP são as atividades de controle e aplicação daquilo que se tinha como fundamento básico nas entradas e que foi trabalhado com a técnica e as ferramentas dos especialistas que criaram a EAP.

A EAP pode ser estruturada como uma lista resumida, um gráfico organizacional ou outro método que identifique uma decomposição hierárquica. (PMI, 2013).

Utilizar-se-á, nesta pesquisa, uma EAP detalhada no seu mais profundo nível, ou seja, até os pacotes de trabalho ou operações, a partir dos quais serão desenvolvidos os estudos para o estabelecimento do sequenciamento para a execução da superestrutura de um edifício de concreto armado.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

As técnicas de construção são o conjunto de normas, métodos, ferramentas e equipamentos pelos quais o projeto é construído. Acerca das técnicas de construção afirma Paliari apud  Ferreira (2014) :

“A técnica construtiva tem seu foco principal nas boas práticas de construção, abordando todas as etapas do fluxograma dos processos, ou seja, todas as etapas pelas quais o material percorre até se tornar parte integrante da edificação: recebimento, estocagem, processamento intermediário, transporte e processamento final”.(2014)

A padronização do produto, o efeito aprendizado, a garantia de qualidade e o aproveitamento eficaz dos insumos são alguns dos reflexos da técnica construtiva que tornam importante seu conhecimento e observação.

Comumente grandes e médias empresas criam instruções técnicas que servem como parâmetro didático para execução dos processos construtivos, essas instruções são um esclarecimento das técnicas de construção adotadas pela empresa, um dos resultados dessa prática é a padronização dos produtos e consequentemente o efeito aprendizado nos trabalhadores responsáveis por operações repetitivas. 

Como produto da padronização das operações de sua melhor execução, devido ao efeito aprendizado; do estabelecimento de critérios no recebimento e estocagem de materiais, percebe-se o aumento da qualidade. 

De acordo com as técnicas de construção existe um procedimento executivo para cada operação, entre as operações, no entanto, há uma relação de dependência intrínseca a aplicação das técnicas construtivas. A partir deste entendimento nota-se a construção de uma influência direta das técnicas construtivas sobre o sequenciamento das operações.

No capítulo posterior, à medida que as operações forem sequenciadas serão feitas constantes referências às normas e imposições técnicas relativas as mesmas, como delimitações na ordem do sequenciamento. 

REGRAS DE SUCESSÃO E PRECEDÊNCIA

López (2008), parafraseando, informa que as relações entre as operações são denominadas de relações de dependência. Uma operação que deva começar ou finalizar antes que outra operação possa começar é chamada operação predecessora. Toda operação que dependa do início ou fim de outra é chamada operação sucessora. 

Será chamada de operação central aquela a qual as operações precedem ou sucedem no processo de análise das suas inter-relações. A aplicação desses conceitos tem caráter dinâmico, que varia de acordo com a operação estudada, podendo em um caso ser central e em outro ser uma predecessora ou sucessora, exceto as operações de inicio e fim de um sequenciamento, dado que aquela não tem predecessora e esta não tem sucessora.

É uma regra de precedência aquila que condicionar uma operação a ser executada antes da operação central por interferir na técnica de construção da operação central, a regra de precedência define uma operação como predecessora, destarte, a regra de precedência está diretamente relacionada com a operação central e indiretamente relacionada a operação predecessora, pois ela não interfere na sua técnica de construção.

É uma regra de sucessão aquila que condicionar uma operação a ser executada depois da operação central por interferir na técnica de construção da desta, a regra de sucessão define a operação sucessora, isto posto a regra de sucessão está diretamente relacionada com a operação central e indiretamente relacionada a sucessora, pois ela não interfere na sua técnica de construção.

Regras de precedência e sucessão no estabelecimento de ordem de operaçõesRegras de precedência e sucessão no estabelecimento de ordem de operaçõesOs autores (2016)

Regras de precedência e sucessão na técnica de construçãoRegras de precedência e sucessão na técnica de construçãoOs autores (2016)

Neste trabalho as regras de sucessão e precedência constituem-se como a principal ferramenta discriminatória da ordem das operações no sequenciamento. 

 SEQUENCIAMENTO 

O sequenciamento das operações diz respeito a delimitação de prioridades (a ordem) segundo as quais as atividades devem ocorrer num sistema de operações, no intuito de atingir um conjunto de objetivos de desempenho.(CORRÊACORRÊA,2011).

A função do sequenciamento em particular depende do tipo de sistema produtivo em que se está programando.(TUBINO,2009).

 Os sistemas produtivos podem ser divididos em:

• Processos contínuos;

• Processos repetitivos em massa;

• Processos repetitivos em lotes e

• Processos por projeto.

Ressalta-se que o sequenciamento funciona em planejamento de curto prazo, na programação da produção.

 Processos contínuos 

Segundo Tubino (2009), os processos contínuos de produção são caracterizados por grandes produções, grandes demandas, pouca variedade no produto, alta uniformidade e onde os processos produtivos são altamente dependentes, a citar-se como exemplo: refinaria de petróleo e usina de concreto.

Nestes processos de produção, grande parte do foco da gerência deve estar na entrada e manutenção de estoques de matéria-prima, uma vez que os itens de produção, normalmente, se reduz à uma pequena quantidade de itens e sua produção é contínua.

O sequenciamento nesse tipo de processo de produção será bem voltado para as solicitações de material e fiscalização dos processos de confecção do produto.

 Processos repetitivos em massa 

Segundo Tubino (2000), os processo repetitivos em massa se assemelham bastante com os processos contínuos, no que diz respeito à grande escala de produção, baixa flexibilidade nas operações, e altos padrões de qualidade.

No entanto, os processos repetitivos caracterizam-se pela identificação dos produtos, também é composto por fabricação de inúmeros subitens que serão agrupados no final da produção na formação do produto final.

Esses centros de trabalho são especializados, contendo tempos de ciclo baixos, normalmente na casa dos minutos ou até segundos. Alguns exemplos de produtos fabricados nesses processos são: automóveis, eletrodomésticos, etc.

O sequenciamento dentro desses processos produtivos está no balanceamento (sequenciamento) de linhas de montagem que consiste em buscar um ritmo equilibrado entre vários postos de trabalho da linha de montagem, de forma a atender economicamente a taxa de demanda, expressa em termos de “tempo de ciclo”. (Tubino, 2000).

Na prática, esse sequenciamento tem como objetivo estudar os tempos de ciclo de cada operação realizada por homens ou máquinas, da linha de montagem e buscar uma ordem e planos de ação que garantam a sincronização e otimização da linha de montagem, cortando desperdícios e aumentando a produção.

Processos repetitivos em lote 

Segundo Tubino (2009), os processos repetitivos em lotes, diferentemente das linhas de montagem, caracterizam-se pela produção de um volume médio de itens padronizados produzidos em lotes.

Nesses tipos de processo pode-se perceber maior flexibilidade, maior variedade dos itens na cadeia de produção, esses itens são produzidos em lotes, onde esses lotes seguem uma série de operações encadeadas, que precisam de um correto sequenciamento para maior eficácia do processo.

Alguns aspectos da produção repetitiva em lotes começam a remeter à realidade da construção civil, assunto central da pesquisa, conforme Tubino (2009):

Esses sistemas produtivos são relativamente flexíveis, empregando equipamentos menos especializados agrupados em centros de trabalho (ou departamentos), que permitem em conjunto com funcionários polivalentes, atender a diferentes volumes e variedades de pedidos dos clientes internos, como linhas de montagem da própria empresa, ou dos clientes externos (mercado). (Tubino, 2009).

Dentro destes processos repetitivos por lotes, a questão inicial que irá interferir no sequenciamento é a escolha da sequencia baseada nas ordens de serviço ou dos recursos disponíveis, outras questões implicarão no sequenciamento neste processo, mas serão abordadas com maior especificidade mais à frente.

Processos por projeto 

O processo por projeto é bem familiar à questão da construção civil como se percebe na afirmativa de Tubino (2000):

Os processos por projeto buscam atender a demanda específica de um determinado cliente, que muito provavelmente não se repetirá nos próximos pedidos. Desta forma, os recursos produtivos são temporariamente alocados a este produto, e uma vez concluídos, passam para a próxima tarefa, que pode ter características diferentes. Sendo assim, os produtos são planejados em estrita ligação com as necessidades dos clientes, dificultando a padronização das operações e das instalações e equipamentos. Geralmente o projeto executado exige a criação de uma estrutura própria de PCP que, ao final do mesmo se desloca para o próximo projeto (Tubino, 2000, p. 168).

Como pôde ser observado os processos por projeto são bem mais complexos que os demais e mais aplicativos ao caso da construção civil, para tanto exige um estudo de sequenciamento específico que pode variar de autor para autor.

Segundo Tubino (2000), as técnicas mais empregadas para planejar, sequenciar e acompanhar projetos são as técnicas  PERT e CPM, no entanto outras técnicas e regras de sequenciamento serão estudadas mais adiante.

Regras de sequenciamento 

 As regras de sequenciamento são heurísticas, vários fatores podem influenciar na escolha e no resultado de uma determinada regra de sequenciamento.

Segundo Corrêa e Corrêa (2011) por se tratar de um problema multi-objetivo e complexo ficou claro que não há uma regra de sequenciamento mágica que maximize o desempenho da unidade produtiva em todos os aspectos.

As regras de sequenciamento podem ser classificadas de várias formas, elas podem ser divididas em estáticas ou dinâmicas, na primeira as prioridades não mudam, o contrário da segunda cujas prioridades, são alteradas a medida que as ordem de serviço se alteram. As regras também podem ser locais e globais, neste caso enquanto as locais se preocupam apenas com sua frente de trabalho as globais tem uma visão mais ampla que incluem processos antecessores e sucessores.

Com relação a isso Corrêa e Corrêa (2011) aponta que, baseado na pesquisa de Costa(1996), deve-se optar pelas regras de sequenciamento dinâmicas em detrimento das estáticas e globais antes das locais.

Frisa-se que as regras de sequenciamento variam de acordo com os processos produtivos, neste item do capítulo será mencionado algumas regras do processo produtivo em lotes e do processo produtivo por projeto, já que são aqueles que mais se aplicam à realidade da construção civil.

 O motivo pelo qual se optou por falar desses dois processos produtivos em conjunto foi o fato de que algumas técnicas e ferramentas de sequenciamento se confundem entre os dois, como é o caso da teoria das restrições, gráfico de Gantt, regra do PEPS.

 A regra do PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) é uma regra de sequenciamento de processos em lotes, mas se aplica muito bem ao caso da construção civil, uma vez que regularmente as operações que se resolvem começar na construção de edifícios não para até que seja concluído, o que não impede que processos paralelos sejam iniciados e concluídos. Como exemplo tem a estrutura de um edifício que começa e termina antes que a alvenaria seja concluída.

 A filosofia de gestão, Teoria das Restrições, difundida por Goldratt nos anos 70, também pode ser usada como mecanismo de sequenciamento da produção, segundo Tubino(2009), pode-se empregar uma heurística de cinco passos como forma de direcionar as ações da programação da produção dentro das regras da teoria das restrições:

a) Identificar os gargalos do sistema;

b) Programar esses gargalos de forma a obter o máximo de benefícios;

c) Programar os demais recursos em função da programação anterior;

d) Investir prioritariamente no aumento da capacidade dos gargalos restritivos do sistema;

e) Alterando os pontos de gargalos restritivos, voltar ao passo a).

O PCP, nos casos de processos por projeto, busca sequenciar as diferentes atividades do projeto, de forma que cada uma delas tenha seu inicio e conclusão encadeados com as demais atividades que estarão ocorrendo em sequencia e/ou paralelo com a mesma (TUBINO, 2009).

As redes em PERT e CPM são métodos práticos e comumente usado nos casos de processos produtivos em projeto, especialmente nos casos de construção civil.

A técnica consiste em elaborar uma rede ou diagrama, que represente as dependências em todas as atividades que compõe o projeto. A partir da montagem da rede, pode-se trabalhar com os tempos e a distribuição de recursos necessários para atingir a previsão de conclusão. (TUBINO,2009).

Como já foi dito as regras de sequenciamento são extremamente heurísticas e podem variar à medida que se percebe às peculiaridades de cada projeto, não cabendo espaço para imposições taxativas de regras a esse trabalho.

DESENVOLVIMENTO

O desígnio do presente trabalho é apresentar o sequenciamento das operações da construção de uma superestrutura de edifício, com múltiplos pavimentos, de concreto armado genérica. Considerando a prática tradicional utilizada em Belém do Pará, voltado para empresas de pequeno e médio porte que não dispõe de muitos recursos tecnológicos a partir da perspectiva de planejamento com uso de EAP.

ESTRUTURAS (Item 1 – EAP) 

Transferência dos Eixos (Item 1.1.2.1 – EAP) 

  • Conceito

Ribeiro (2016) afirma que os eixos de referência são:

Os eixos de referência são dois eixos perpendiculares entre si, localizados na planta de locação da estrutura de forma a referenciar todos seus elementos constituintes. O objetivo da transferência dos eixos é garantir a verticalidade (prumo) da estrutura, de forma que um pavimento fique exatamente posicionado acima do pavimento inferior, sem ocorrer desalinhamentos que resultarão no desaprumo da estrutura. (Ribeiro, 2016, p. 2).

A figura 4 destaca os eixos de referência em perspectiva de uma edificação.

Eixos de referênciaEixos de referênciaCauduro (2016)

  • Materiais

Os materiais utilizados para a Transferência dos Eixos são:

  • Trena metálica ou de fibra de vidro;
  • Prumo de centro;
  • Linha de náilon.
  • Barra de aço

Transferência de EixosTransferência de EixosCunha (2016, p. 54)

  • Equipe

A equipe designada para execução da operação Transferência dos Eixos é composta por carpinteiro ou encarregado de carpintaria, acompanhado de servente.

O erro na Transferência dos Eixos pode causar prejuízos ao processo de execução da estrutura como: locação errada dos pilares, erro de prumo da edificação.

  • Precedência

A predecessora da operação em questão é a Concretagem (item 1.7 – EAP) do pavimento imediatamente inferior. A regra de precedência que estabelece a Concretagem como predecessora à Transferência dos Eixos é a condição de trabalho na laje, pois para tornar possível o trabalho da equipe de Transferência dos Eixos, a laje deve estar desobstruída, com o concreto endurecido e livre para movimentação de pessoas.

  • Sucessão

A operação sucessora à Transferência dos Eixos é a Fixação de Gastalhos (item 1.1.1.2 – EAP) para montagem dos pilares, mas não há nenhuma regra de sucessão que obrigue essa sequencia de serviço.

Fixação de Gastalho (Item 1.1.2.2 – EAP)

  • Conceito

Segundo Ribeiro (2016) os gastalhos são:

Os gastalhos são elementos de madeira utilizados na locação e no auxílio para prumagem e contraventamento lateral das formas para pilares. Tem-se, pois, o gastalho-padrão para a locação das fôrmas dos pilares e os gastalhos “fixo” e “maluco”, que auxiliam no contraventamento e na prumagem dos painéis. (Ribeiro, 2016, p. 9).

Os gastalhos “fixo” e “maluco” são também peça de madeira aplicadas em diagonal da parte superior da fôrma até a base de concreto de forma que ajude a fixação das fôrmas laterais dos pilares.

GastalhosGastalhosAquino (2016, p. 14)

  • Materiais
  • Esquadro;
  • Martelo;
  • Pregos de aço;
  • Madeira
  • Equipe

Para Fixação de Gastalhos serão necessários carpinteiros, e ajudantes de carpintaria.

  • Precedência

A operação que é imediatamente predecessora a Fixação dos Gastalhos é a Transferência de Eixos.

Segundo Ribeiro (2016).

A fixação dos gastalhos deve ser executada de 6 a 12 horas depois da concretagem da laje para permitir a fixação de pregos no concreto sendo essa uma das regras de precedência para essa atividade, a outra regra de precedência que rege a mesma é a necessidade da transferência dos eixos para locação dos pilares e consequentemente dos gastalhos. (Ribeiro, 2016, p. 9)

  • Sucessão

A operação que sucede a Fixação dos Gastalhos é a Armadura de Pilares (Item 1.2.1.0 – EAP), porém não possui uma regra de sucessão para está operação. 

  • Técnica de execução

Segundo Yázigi (2009):

É necessário apicoar o concreto da base dos pilares, removendo a nata endurecida de cimento depositada na superfície. É preciso fixar dois pontaletes no engastalho que servirão de guia e permitirão o travamento do pé dos painéis de face do pilar ou então confeccionar o engastalho com as medidas externas da fôrma do pilar e em todo o seu perímetro. (Yázigi, 2009, p. 241).

Armadura de Pilares (Item 1.2 – EAP)

  • Conceito

Segundo Bastos (2014) , a armadura de uma peça estrutural é: um conjunto de barras de aço convenientemente posicionados de forma à contribuir com o elemento na sua resistência à tração.

A Armadura de Pilares é constituída de barras longitudinais e estribos horizontais, com a finalidade de atender aos esforços cortantes, de tração, de torção e de compressão.

  • Materiais

A NBR 7480 (1996) fixa as condições exigíveis na encomenda, fabricação e fornecimento de barras e fios de aço destinados à armadura para concreto armado.

A Figura 7 extraída de Pinheiro et al. (2003, p. 5)  exemplifica os materiais usados na confecção de armaduras para pilares e vigas.  Exemplifica os materiais usados na confecção de armaduras para pilares e vigas.

Diâmetro nominal de açoDiâmetro nominal de açoPinheiro et al. (2003, p. 5)

Além desses materiais deverão ser utilizados os seguintes materiais e equipamentos, segundo Yázigi (2009):

  • Vergalhões e arame de aço para concreto armado (barras e fios);
  • Arame recozido n° 18;
  • Torquês;
  • Jogo de chaves de dobramento;
  • Distanciadores plásticos;
  • Etiquetas lisas para marcação permanente;
  • Tesoura manual com lâmina para corte de aço;
  • Serra circular elétrica portátil com disco abrasivo;
  • Bancada para dobramento de aço, com pinos;
  • Maquina elétrica para corte de vergalhões de aço.
  • Equipe

A equipe necessária para executar essa operação são ferreiros e ajudantes de ferreiro. 

  • Precedência

A operação predecessora à Armadura de Pilares é a Fixação de Gastalhos (Item 1.1.2.2 – EAP), uma vez que se estes não houverem sido fixados a armadura pode ser montada em local errado, com afastamento em relação aos eixos principais.

Vale ressaltar que o processo de armadura costumeiramente é dividido em três sub-operações: corte, dobramento e montagem, onde o corte é a ruptura do aço de seu tamanho de compra (12 metros) para o tamanho de projeto, o dobramento é o condicionamento do aço que foi dobrado ao formato de projeto e a montagem é a união dos diversos elementos da armadura (varas longitudinais e estribos) formando a armadura do pilar, viga ou laje.

  • Sucessão

A próxima operação será a Colocação de Chupetas (Item 1.1.2.3 – EAP), não há, no entanto nenhuma influência direta na montagem da armadura dada pela fixação das chupetas.  

  • Técnica de execução

Segundo Yázigi (2009)

Para pilares, talvez seja necessário fixar totalmente a armação antes de um dos lados da fôrma ser montada. O método convencional de amarração é feito com o uso de arame nº 18 de ferro recozido. Na maioria das interseções das barras em lajes, cortinas e outras superfícies planas, assim como em interseções de barras principais e de amarração ou distribuição. A soldagem em barras da armadura, no sentido de aumentar seu comprimento, somente será executada por especialista e quando determinada pelo engenheiro da construtora. (Yázigi, 2009, p. 226)

Colocação de Chupetas e Espaçadores (Item 1.1.2.3 – EAP)

  • Conceito

As chupetas são troncos de cone que unidos à tubos de pvc rígido, normalmente de ¾ ”, são estabelecidos no interior da armadura dos pilares, com acesso à lateral externa das fôrmas dos pilares, e servem como duto para passagem de tensores.

Os espaçadores são elementos que tem como finalidade garantir que a armadura fique em uma posição onde se possa ter cobrimento de concreto sobre o aço.

  • Materiais

As chupetas são peças de plástico ou PVC, conforme a figura 8:

Chupeta para pilarChupeta para pilarOs autores (2017)

Chupeta aplicadaChupeta aplicadaVotorantim Cimentos (2016)

Vale ressaltar que as chupetas são descartáveis, assim sendo torna-se irrelevante a reutilização dos mesmos. Também se considera importante lembrar que a quantidade de chupetas por pilar depende da especificação do projeto de fôrma.

  • Equipe

A colocação das chupetas pode ser feita tanto pelos operários que executaram a armadura, como pelos que irão executar a fôrma.

  • Precedência

A operação que precede a Colocação de Chupetas e Espaçadores é a Armadura dos Pilares (Item 1.2.0.0 – EAP), uma vez que os tubos rígidos, onde são fixadas as chupetas, ficam totalmente apoiados na armadura dos pilares, e os espaçadores são colocados nos vergalhões com pode-se observar na figura 9.

Espaçadores de plástico aplicado em pilarEspaçadores de plástico aplicado em pilarCava (2017)

  • Sucessão

A operação que sucede a Colocação de Chupetas é a Fixação de Painéis (Item 1.1.2.4 – EAP), uma vez que não podem ser fixados os painéis sem que as chupetas e os espaçadores estejam no lugar, pois impediria a correta colocação dos mesmos.

  • Técnica de execução

A execução dos espaçadores segundo Yázigi (2009)

Para a manutenção do cobrimento correto, pequenos afastadores (espaçadores ou distanciadores) ou calços com espessura igual à do cobrimento recomendado e situando-se bem próximos entre si, para evitar que a armação ceda. Devem ser fixados para manter a armadura afastada das fôrmas. Os calços de material plástico são fabricados para atender a diversas bitolas de barras, assim como a diversas medidas de cobrimentos. Ao se fixarem espaçadores em certo número de barras paralelas, não devem eles ficar em linha reta ao longo de uma seção, pois isso poderia criar no concreto uma faixa enfraquecida. (Yázigi, 2009, p. 245).

A execução das chupetas segundo Yázigi (2009).

Posicionar tubos com diâmetro de  3/4″ de PVC rígido atravessando o pilar (se necessário, vedados com cones de encosto plásticos – chupetas – nas extremidades) e dentro deles passar barras de ancoragem roscadas (também chamadas tirantes) ou então ferros de amarração (barras de aço para concreto), Travar, nas laterais das fôrmas, as barras de ancoragem com porcas próprias ou os ferros de amarração com tensores (neste caso, com a utilização da ferramenta esticador), esse travamento é apoiado em perfis de aço horizontais (gastalhos ou gravatas), encostados na forma do pilar. (Yázigi, 2009, p. 241).

Fixação de Painéis de Pilares (Item 1.1.2.4 – EAP)

  • Conceito

Segundo Associação Brasileira de Cimento Portland (apud Carmo, 2007, p. 3) as fôrmas são responsáveis por:

  • Garantir a geometria (dimensões e formatos);
  • Garantir o posicionamento das peças;
  • Manter a conformação do concreto “fresco”;
  • Permitir a obtenção das superfícies especificadas (concreto aparente, a ser revestido, texturado, etc.);
  • Possibilitar o posicionamento de outros elementos nas peças;
  • Proteger o concreto novo (devido a fragilidade do concreto novo, as fôrmas o protegem contra impactos acidentais, bem como variações bruscas de temperatura);
  • Evitar a fuga de finos (as fôrmas devem ser estaques, evitando a perda de argamassa ou nata de cimento).

Elementos usados na fixação de painéisElementos usados na fixação de painéisCarmo (2007, p. 24)

  • Materiais

As fôrmas podem ser feitas de diversos tipos de material, elas podem ser de madeira serrada, madeira revestida (compensado resinado ou plastificado), podem ser de metal, plástico, papelão, PVC, entre outros. O material usado nas fôrmas vai depender muito de sua aplicação e de um estudo prévio com relação ao custo x benefício que se pode obter a partir de cada tipo de fôrma.

A escolha do material usado na confecção das fôrmas é um processo que envolve a verificação de alguns detalhes da construção:

  • Em quanto tempo a fôrma será requisitada para que esteja disponível;
  • Quantas vezes a fôrma será reutilizada;
  • Quantos jogos de fôrma serão comprados.
  • Qual o tempo mínimo de desfôrma para cada elemento estrutural.
  • Equipe

A equipe designada para a realização da Fixação dos Painéis é composta por carpinteiros, ajudantes habilitados e serventes.

  • Precedência

A operação que precede a Fixação de Painéis é a Colocação de Chupetas (Item 1.1.2.3 – EAP), a regra de precedência que estabelece essa ordem é o fato de que a chupeta tem a função de conferir firmeza ao painel, além de ser um duto de passagem para o tensor, que por sua vez será usado na fixação dos painéis. Outra operação que pode ser predecessora para esta operação é a Desfôrma de Pilares item (3.1.17 da pesquisa, p.54) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

  • Sucessão

As fôrmas de madeira são travadas por meio de gravatas (perfis horizontais de aço ou madeira) e apertadas por meio de tensores, logo a operação que sucede a Fixação dos Painéis é a Colocação de Tensores (Item 1.1.2.5 – EAP).

  • Técnica de execução

Segundo Yázigi (2009).

Deve-se definir a altura do topo do pilar para fixação dos painéis nos pontaletes guia. É necessário montar as faces laterais menores e uma lateral maior dos pilares, pregando-as no pontalete-guia. Tem de ser conferido o encontro das faces no topo do pilar com auxilio de um esquadro metálico, de forma a garantir a perpendicularidade entre elas. É preciso nivelar as faces montadas, verificando a necessidade de colocação de “mosquitos” (tocos de madeira com prego) para fechar as aberturas na base do pilar, causadas por problemas de nivelamento da laje já concretada, O prumo do pilar deve ser obtido por meio de ajustes nas escoras laterais dos painéis, nas duas direções. É necessário deixar na base dos pilares (em toda largura dela), uma janela de inspeção para limpeza antes da concretagem. Se o pilai* tiver mais de 2,5 m de altura, deve-se deixar janela de Inspeção para lançamento do concreto com duas etapas. (Yázigi, 2009, p. 241).

  • Transferência de material

Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de fôrmas presentes na obra e com as técnicas expostas na operação Desfôrma de Pilares item (3.1.17 da pesquisa, p.54).

Colocação de Tensores (Item 1.1.2.5 – EAP)

  • Conceito

Segundo detalhes em obras de CA, Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares, vigas altas, painéis, suportando a pressão do concreto fresco. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas, roscas e porcas e/ou outros acessórios.

  • Equipe

Para Colocação de Tensores será necessário uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

  • Precedência

A operação que precede a Colocação de Tensores é a Fixação de Painéis (Item 1.1.2.4 – EAP), os tensores tem como função travar os painéis para suportar as tensões exercidas nos mesmo, logo a colocação dos tensores só pode ter inicio após o termino da Fixação dos Painéis, sendo essa a regra que precedência que rege essa operação. Outra operação que pode ser predecessora para esta operação é a Desfôrma de Pilares item (3.1.17 da pesquisa, p.54) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

  • Sucessão

A operação que sucede a Colocação de Tensores é o Alinhamento e Nivelamento de Vigas (item 1.1.1.1 – EAP), não tendo uma regra de sucessão que liga essas operações.

  • Técnica de execução

Segue o mesmo padrão que o item 3.1.4 Colocação de chupetas e Espaçadores (Item 1.1.2.3 – EAP).

  • Transferência de material

Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de tensores presentes na obra e com as técnicas expostas na operação Desfôrma de Pilares item (3.1.17 da pesquisa, p.54).

Alinhamento e Nivelamento de Vigas (Item 1.1.1.1 – EAP)

  • Conceito

No processo de garantia do eixo das vigas e da preservação do nível de cada elemento, evitando assim mudança no pé direto dos pavimentos e no comportamento dos esforços de solicitação é necessário que se execute o nivelamento e o alinhamento de cada viga antes da concretagem.

 Chama-se de nivelamento a operação onde se conforma um elemento à um nível de referência, e alinhamento a operação de garantia do eixo do elemento a partir de uma linha de referência.

Após a conclusão dos painéis dos pilares as vigas que serão confeccionadas interligando esses pilares devem estar niveladas e alinhadas, para tanto se faz necessário o uso de linha de náilon, garantindo entre os topos das fôrmas dos pilares o nivelamento e o alinhamento das vigas.

  • Materiais

Os materiais usados nessa operação são: linha de náilon, nível de borracha, lápis de carpinteiro, trena metálica e esquadro metálico.

  • Equipe

A equipe delegada para essa operação é composta por carpinteiros, serventes habilitados e serventes.

  • Precedência

A operação que precede o Nivelamento e Alinhamento de Vigas é a Fixação de Painéis (Item 1.1.2.4 – EAP), uma vez que o nível para linha de náilon será o do topo dos painéis dos pilares.

  • Sucessão

A operação que sucede o Nivelamento e Alinhamento é o Escoramento de Vigas (Item 1.4.1 – EAP), o alinhamento servirá de base para a fixação das escoras antes da colocação do fundo das vigas.

  • Técnica de execução 

Segundo Yázigi (2009).

Têm de ser nivelados os fundos de viga com cunhas de madeira aplicadas na base dos garfos. Em seguida, serão posicionados os demais garfos, travando-os com um sarrafo-guia pregado á meia-altura dos garfos já fixados. Com o auxilio de cunhas, deve-se levantar os demais garfos até o nível correto, encostando-os no fundo da viga. Em seguida, posicionar os painéis laterais, encostando-os na borda do painel de fundo. Todos os garfos posicionados no vão precisam estar aprumados e alinhados. (Yázigi, 2009, p. 243)

Escoramento de Vigas (Item 1.4.1.0 – EAP)

  • Conceito

O Escoramento, segundo (Carmo, 2007)  é uma estrutura provisória destinada a suportar cargas de uma estrutura permanente ou não permanente. A ABCP define o escoramento como sendo uma estrutura provisória composta por um conjunto de elementos que apoiam as fôrmas de lajes e vigas, suportando as cargas atuantes, transmitindo para a estrutura anterior ou para o piso até que a estrutura se torne autoportante.

  • Materiais
  • Escoras de madeira;
  • Madeira serrada;
  • Madeira bruta.
  • Escoras metálicas;
  • Equipe

Para fixação das escoras será necessário uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

  • Precedência

A operação  que é imediatamente predecessora do Escoramento de Vigas é a Colocação de Tensores (Item 1.1.2.5 – EAP), no entanto a regra de precedência para esta operação  é a necessidade de uma resistência mínima do concreto do pavimento inferior que suportará as cargas até que a estrutura se torne autoportante com diz Carmo (2007) , ela é executada neste momento devido a regra de precedência da operação  posterior, Fundo de vigas (Item 1.1.1.2 – EAP) e devido a sua regra de precedência. Outras operações que podem ser predecessoras para esta operação são as operações Reescoramento 1ª etapa, Reescoramento 2ª etapa, Desescoramento itens (3.1.18; 3.1.22; 3.1.23 da pesquisa, p.55; 59 e 60) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

    • Sucessão

    A operação  que sucede o Escoramento de Vigas é a Fôrma do Fundo de Vigas (Item 1.1.1.2 – EAP), não há uma regra de secessão para esta operação , ela é executada neste momento devido a regra de precedência da operação  posterior, Fundo de vigas (Item 1.1.1.2 – EAP).

    • Transferência de material

    Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de escoras presentes na obra e com as técnicas expostas nas operações Reescoramento 1ª etapa, Reescoramento 2ª etapa, Desescoramento itens (3.1.18; 3.1.22; 3.1.23 da pesquisa, p.55; 59 e 60).

    Fundo de Vigas (Item 1.1.1.2 – EAP)

    • Conceito

    As fôrmas de vigas são divididas em fundo e laterais, o funda da viga é a base para nivelamento e alinhamento da mesma.

    • Materiais
    • Cunhas de madeira;
    • Painéis;
    • Madeira serrada;
    • Madeira serrada;
    • Madeira plastificada;
    • Metal;
    • Plástico;
    • Papelão
    • PVC;
    • Entre outros.
    • Equipe

    Para executar a operação  de Fundo de Vigas é necessária uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

    • Precedência

    A operação  que precede o Fundo de Viga é o Escoramento de vigas (Item 1.4.1.0 – EAP), o fundo das vigas deve ser iniciado a partir do topo dos pilares e apoiado nos escoramentos a fim de serem alinhados e nivelados, sendo essa a regra de sucessão que rege esse sequenciamento. Outra operação que pode ser predecessora para esta operação é a operação Desfôrma de Fundo de Vigas item (3.1.21 da pesquisa, p.58) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

        • Sucessão

        A operação  que sucede o Fundo de Vigas é a Lateral de vigas (Item 1.1.1.3 – EAP), não tendo uma relação de dependência entre as operações, as laterais da fôrma das vigas são executadas na sequencia do Fundo de Vigas, pois são subitens da mesma operação  de Fôrma de Vigas (Item 1.1 – EAP).

        • Técnica de execução

        Segundo Yázigi (2009).

        Montadas todas as formas de pilar, deve-se iniciar a colocação das formas de viga. E necessário passar desmoldante nessas fôrmas; esse procedimento é dispensável quando se tratar da primeira utilização. É preciso colocar os fundos de viga a partir do topo das formas de pilar, apoiando-os diretamente em alguns garfos posicionados no vão abaixo da viga. Ao menos em um dos encontros (extremidades do fundo da viga) com os pilares, é necessário prever um mosquito para facilitara desforma. (Yázigi, 2009, p. 241)

        • Transferência de material

        Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de fôrmas presentes na obra e com as técnicas expostas na operação Desfôrma de Fundo de Vigas item (3.1.21 da pesquisa, p.58).

        Lateral de Vigas (Item 1.1.1.3 – EAP)

        • Conceito

        A Lateral de Vigas é formada com fôrmas que respeitam as mesmas especificações do item (3.1.5 da pesquisa, p.33).

        Fôrma de vigasFôrma de vigasSilva (2017)

        • Materiais

        Os materiais que podem ser utilizados na confecção da Lateral de Vigas estão especificados no item (3.1.5 da pesquisa, p.34).

        • Equipe

        A equipe delegada para a Fixação dos painéis Laterais das vigas é composta por carpinteiros, ajudantes habilitados e serventes.

        • Precedência

        A operação  que precede a Fixação das Laterais de Viga é a colocação do Fundo das Vigas (Item 1.1.1.2 – EAP), haja vista que os painéis são colocados sobre o fundo uma vez que é necessário que já haja nivelamento no Fundo das Vigas para que recebam os painéis. Outra operação que pode ser predecessora para esta operação é a operação Desfôrma de Lateral de Viga item (3.1.19 da pesquisa, p.56) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

        Segundo Yázigi (2009)  tem-se a seguinte sequencia na instalação das fôrmas laterais de vigas:

        Em seguida serão posicionados os demais garfos, travando-os com um sarrafo guia pregado à meia-altura dos garfos já fixados. Com o auxilio de cunhas, deve-se levantar os demais garfos até o nível correto, encostando-os no fundo da viga, em seguida posicionar os painéis laterais, encostando-os na borda do painel de fundo. (Yázigi, 2009, p. 241)

        • Sucessão

        A operação  que sucede as Laterais de Vigas é o Escoramento de Lajes (Item 1.4.2.0 – EAP), não há nenhuma interferência direta na execução das laterais de vigas.

        • Técnica de execução

        Segue o mesmo padrão do item 3.1.9 Fundo de vigas (Item 1.1.1.2 – EAP).

        • Transferência de material

        Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de fôrmas presentes na obra e com as técnicas expostas na operação Desfôrma de Lateral de Viga item (3.1.19 da pesquisa, p.56).

        Escoramento de Lajes (Item 1.4.2.0 – EAP)

        • Conceito

        Segundo ABCP (apud CARMO, 2007) o escoramento é:

        Uma estrutura provisória composta por um conjunto de elementos que apoiam as fôrmas de lajes e vigas, suportando as cargas atuantes (peso próprio do concreto, movimentação de operários e equipamentos, etc.) transmitindo para a estrutura anterior ou para o piso, até que essa estrutura se torne autoportante. (Carmo, 2007, p. 12)

        Escoramento metálicoEscoramento metálicoCarmo (2007, p. 22)

        • Materiais

        O Escoramento das Lajes pode ser confeccionado a partir da madeira ou de metal.

        O Escoramento de Lajes é composto por alguns elementos:

        • Escora (metálica ou madeira);
        • Longarina (metálica ou madeira);
        • Cunhas (madeira)
        • Travessões ou transversinas (metálico ou madeira)
        • Equipe 

        A equipe designada ao Escoramento das Lajes é composta por carpinteiros, ajudantes habilitados e serventes.

        • Precedência

        A operação  que precede o escoramento lajes é a Fixação de Laterais de Vigas (1.1.1.3 – EAP), uma vez que o Escoramento de Lajes tem que ser uma base nivelada para as fôrmas das lajes, onde o nível referência é o topo das vigas, que por sua vez é delimitado pelos painéis laterais de vigas. Segundo Yazigi (2009) tem-se que:

        As longarinas horizontais são suportadas por escoras, as extremidades das longarinas próximas as vigas necessitam ser apoiadas em sarrafos pregados no garfo das escoras. O uso de escoras telescópicas facilita o posterior nivelamento da laje. O nivelamento tem de ser feito ajustando-se a altura das escoras de apoio da fôrma por meio de cunhas. (Yázigi, 2009, p. 242)

        Outras operações que podem ser predecessoras para esta operação são as operações Reescoramento 1ª etapa, Reescoramento 2ª etapa, Desescoramento itens (3.1.18; 3.1.22; 3.1.23 da pesquisa, p.55; 59 e 60) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

        • Sucessão

        A operação  sucessora para o Escoramento das Lajes é a Fôrma de Lajes (1.2.1.0 – EAP), não há influência direta na montagem da Fôrma de Lajes na execução da operação  em questão.

        • Transferência de material

        Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de escoras presentes na obra e com as técnicas expostas nas operações Reescoramento 1ª etapa, Reescoramento 2ª etapa, Desescoramento itens (3.1.18; 3.1.22; 3.1.23 da pesquisa, p.55; 59 e 60).

        Fôrma de Lajes (Item 1.2.1 – EAP)

        • Conceito

        O conceito de Fôrma de Lajes é encontrado nos outros subitens de fôrma: Fixação de Painéis (Item 1.1.2.4 – EAP), Fundo de Vigas (Item 1.1.1.2 – EAP).

        • Materiais
        • Fundo de laje;

        As lajes podem ser maciças, nervuradas, pré-moldadas, protendida, etc. para cada tipo de laje há uma especificação do material usado na confecção da fôrma, em caso de lajes maciças o fundo da fôrma é confeccionado em geral com compensado, no caso de lajes nervuradas esse fundo é preenchido com EPS.

        Fôrma de lajesFôrma de lajesCunha (2016)

        • Gabarito lateral:

        A especificação desse material esta feita no item Fixação de Painéis (3.1.5 da pesquisa, p.33).

        • Equipe

        Para executar esta operação  é necessária uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação  que precede a Fôrma das Lajes é o Escoramento das Lajes (Item 1.4.2.0 – EAP), os fundos das fôrmas das lajes ficam apoiados sobre o seu escoramento e são nivelados a partir do mesmo, sendo está a regra de precedência para esta operação. Outra operação que pode ser predecessora para esta operação é a operação Desfôrma de Laje item (3.1.20 da pesquisa, p.57) de pavimentos inferiores, essa precedência acontece devido a transferência de materiais de um pavimento para outro.

        • Sucessão

        A operação  que sucede a Fôrma das Lajes é a Armadura das Lajes (Item 1.2.3.0 – EAP), não há uma regra de sucessão para esta operação, pois a execução de sua sucessora não influencia na sua execução, sendo a regra de precedência da operação de Armadura de Lajes (Item 1.2.3.0 – EAP) quem dita a ordem para este sequenciamento.

        • Técnica de execução 

        Segundo Yazigi (2009) as ‘’longarinas (horizontais, de perfis metálicos ou pontaletes de madeira) precisam ser suportadas por escoras metálicas (verticais, telescópicas, com regulagem da altura a cada 10 cm). As extremidades das longarinas próximas às vigas necessitam ser apoiadas em sarrafos pregados no garfo das escoras. O uso de escoras telescópicas facilita o posterior nivelamento da laje,

        Deve ser lançado o compensado do soalho da laje do andar superior sobre as longarinas, seguindo a identificação do projeto. Pode-se pintar a posição das paredes no soalho da laje, a fim de facilitar o trabalho e evitar erros na locação das tubulações elétricas e hidráulicas c dos gabaritos de furação e rebaixos, E necessário pregar o soalho nos sarrafos laterais dos painéis das laterais das vigas, Esse encontro de peças tem de ser sem folga. Será pregado o restante do soalho nas longarinas. É preciso nivelar os panos de laje e verificar contra flecha, caso esta seja necessária. O nivelamento tem de ser feito ajustando-se a altura das escoras de apoio da forma por meio de cunhas. A conferência do nivelamento é feita com nível de bolha ou aparelho a lasers linha de náilon, colocados na parte superior 1 ou inferior da fôrma. Deve ser verificado o esquadro da laje por intermédio de medidas diagonais. Tem de ser passado desmoldante em toda a superfície do soalho; tal procedimento é dispensável na primeira utilização da fôrma. (Yázigi, 2009, p. 242) 

        • Transferência de material

        Nesta operação deve-se salientar a transferência de material que ocorre de forma vertical de um para outro pavimento. Essa movimentação acorre de forma diretamente relacionada com a quantidade de jogos de fôrmas presentes na obra e com as técnicas expostas na operação Desfôrma de Laje item (3.1.20 da pesquisa, p.57).

        Armadura de Vigas (Item 1.2.2.0 – EAP) 

        • Conceito

        Segundo (Bastos, 2014), a armadura de uma peça estrutural é: um conjunto de barras de aço convenientemente posicionados de forma à contribuir com o elemento na sua resistência à tração.

        A armadura de viga corresponde aos estribos (armadura transversal) e barras de aço (armadura longitudinal), posicionadas de forma a atender os esforços solicitantes de tração, compressão, momento fletor e torção na estrutura.

        Armadura de vigasArmadura de vigasOs autores (2017)

        • Materiais

        A especificação desta material esta descriminada no item (3.1.3 da pesquisa, p.28).

        • Equipe

        Para esta operação é necessário uma equipe de ferreiros e ajudantes de ferreiro.

        • Precedência

        A operação que precede a Armação das Vigas é a Fôrma das Vigas (Item 1.1.1.0 – EAP), a Armadura das Vigas é posicionada dentro das fôrmas, elas servem de apoio para a ferragem, a fôrma deve está iniciada, sendo essa a regra de precedência que rege este sequenciamento.

        Segundo Yazigi (2009):

        Para armação de vigas rasas e peças semelhantes, as formas podem ser completadas Antes de a armação ser colocada. Para seções profundas, tais como paredes, pode ser montado em primeiro lugar um lado da fôrma, sustentando a fixação da armação e montando, por último, o lado restante da fôrma.(Yázigi, 2009, p. 245)

        • Sucessão

        A operação que sucede a Armação de Vigas é a Armadura de Lajes (Item 1.2.3.0 – EAP), a regra que rege este sequenciamento é a regra de precedência da próxima operação.

        • Técnica de execução 

        Segundo Yázigi (2009) :

        A sequência de montagem deve ser a seguinte: posicionar duas barras de aço. Fixando somente os das extremidades. Em seguida, posicionar as demais barras e amarrá-las aos estribos de extremidade. Depois de posicionar os demais estribos, conferir os espaçamentos e o número de barras longitudinais e de estribos. Amarrar firmemente o conjunto em todos os pontos de contato. É preciso colocar um estribo no topo dos arranques dos pilares e outro na altura da laje, garantindo a posição das batias longitudinais. É recomendável colocar protetores plásticos nas pontas dos arranques. E necessário garantir sempre o acesso do vibrador em regiões com congestionamento de ferragem, verificando a posição e a distância entre as barras. Deve-se observar se o cobrimento mínimo da armadura está satisfeito, principalmente no cruzamento entre pilares e vigas. Têm de ser colocados espaçadores atentando para que seja considerada a área de todas as faces das peças, para não permitir que a armadura senha algum ponto de contato com as fôrmas. (Yázigi, 2009, p. 245)

        Armadura de Lajes (Item 1.2.3.0 – EAP) 

        • Conceito

        O conceito para a Armadura de Lajes é essencialmente o mesmo descrito no item (3.1.3 da pesquisa, p.28)


        Armadura de lajesArmadura de lajesOs autores (2017)

        • Materiais

        Os materiais utilizados na confecção das Armaduras de Lajes também estão descritos no item (3.1.3 da pesquisa, p.34)

        • Equipe

        A equipe executora da Armadura das Lajes é composta por ferreiros, ajudantes habilitados e serventes.

        • Precedência

        A operação que precede a Armadura de Lajes é a Armadura de Vigas, o motivo pelo qual a Armadura das Lajes é feita após a Armadura das Vigas é o transpasse da ferragem, sendo esta a regra de precedência que rege o sequenciamento desta operação.

        • Sucessão

        A operação que sucede a Armadura das Lajes é o Controle da Produção de Fôrmas (1.8.0.0), haja vista que a armadura da laje representa o fim das operações que antecedem a Concretagem, se faz, portanto necessário que uma conferência final seja realizada antes da finalização do processo com o lançamento do concreto.

        • Técnica de execução

        Segundo Yázigi (2009) :

        Antes de iniciar a montagem da armadura de laje. é preciso posicionar e fixar os gabaritos metálicos ou de madeira para os rebaixos e as caixinhas de madeira para passagem das instalações elétricas e hidráulicas. Deve-se posicionar as barras da armadura principal. Em seguida, posicionar as barras da armadura secundária. Após, amarrar os nós alternadamente, isto é. ferro sim, ferro não. Finalmente, posicionaras barras da armadura negativa, amarrando-as à armadura das vigas. Têm de ser utilizados espaçadores em número médio de cinco peças por metro quadrado de laje, de modo a garantir o cobri mento mínimo. Havendo balanços ou pontos em que a armadura negativa é notoriamente importante, deve-se ter atenção redobrada quanto ao uso de caranguejos e calços. Também é necessário cuidar para que o contorno dos furos para passagem futura de tubulação das instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado sejam reforçados, segundo orientação do projetista. Sempre que for preciso caminhar sobre a armação, têm de ser colocadas firmemente, sobre elas, pranchas de madeira com pés de apoio na forma (nunca na ferragem). (Yázigi, 2009, p. 246)

        Controle da Produção de Fôrmas (Item 1.8.0.0 – EAP) 

        • Conceito

        A conferência das fôrmas é o ato de verificar o produto do trabalho da equipe de fôrmas antes da concretagem, com a intenção de analisar e encontrar possíveis erros, para correção.

        Segundo Cunha (2016) , os principais pontos que devem ser verificados são:

        • Possíveis frestas nos encontros de viga com pilar;
        • Posicionamento de escoras das vigas;
        • Posicionamento de laterais de vigas;
        • Distribuição dos travessões e longarinas de apoio das lajes;
        • Distribuição dos painéis das lajes;
        • Conferência dos eixos,
        • Posicionamento das escoras das lajes.
        • Materiais 

        Não é necessário nenhum material na realização desta tarefa.

        • Equipe

        A operação deve ser executada por equipe técnica administrativa da obra como engenheiro, estagiário ou técnico de edificações.

        • Precedência

        A operação predecessora ao Controle de Produção de Fôrmas é a Armadura de Laje (Item 1.2.3.0 – EAP), durante a armação das peças estruturais as fôrmas podem ser danificadas, devido a armadura de lajes ser a ultima peça estrutura a ser executada o controle das fôrmas pode ser iniciado após seu término.

        • Sucessão

        A sucessora da operação em questão é a Concretagem (1.7.0.0 – EAP), o motivo pelo qual a Concretagem deve ser executada após a conclusão do controle está ligado à causa pela qual se faz o controle, ou seja, evitar falhas no processo de fôrma para que não prejudique a edificação.

        Porém só é válida a conferência se houver meios de correção, logo o controle deve ser feito antes da Concretagem facilitando a forma de correção das fôrmas.

        Concretagem (Item 1.7.0.0 – EAP) 

        • Conceito

        Segundo a UEPG Concretagem é a fase final de um processo de elaboração de elementos de infraestrutura e superestrutura. A Concretagem relaciona todo o processo de criação de uma peça de concreto, desde o lançamento do concreto fresco, adensamento, cura e secagem

        • Materiais

        Segundo Yázigi (2009)  os materiais usados para a concretagem são:

        • Concreto com as características estabelecidas no projeto estrutural;
        •  Fôrma cônica com base (slump-test);
        • Fôrma cilíndrica com soquete para moldagem de corpo de prova;
        • Motor de vibrador de mangote;
        • Mangote vibrador de imersão pendular;
        • Acabadora mecânica com quatro pás;
        • Taliscas de madeira;
        • Gabarito metálico ou de madeira para rebaixos;
        • Quadros de madeira para furos ou rasgos em lajes ou vigas.
        • Equipe 

        Na Concretagem são envolvidos todos os profissionais que participaram dos preparativos da estrutura, são estes: carpinteiros, ferreiros, pedreiros e serventes.

        • Precedência

        Quanto às predecessoras da Concretagem tem-se, segundo Yazigi (2009):

        Para estrutura de edifícios (lajes, vigas e pilares), o concreto do pavimento inferior deve estar adequado para a sobrecarga da laje a ser concretada. As fôrmas têm de estar totalmente executadas e escoradas, limpas, com desmoldante aplicado e conferidas. A armadura precisa estar limpa, posicionada e conferida. (Yázigi, 2009, p. 251)

        Portanto tem-se como operações precedentes à Concretagem várias operações, no entanto para efeito de organização se estabeleceu a operação Controle de Produção de Fôrmas (1.8.0.0 – EAP)

        • Sucessão

        Após a Concretagem dá-se inicio ao processo de desfôrma, iniciado pela operação Desfôrma de pilares (1.3.2.0 – EAP).

        • Técnica de execução 

        Dentro do de plano de concretagem, faz-se relevante fazer um planejamento quanto à rastreabilidade do concreto que é a discriminação da forma em que o concreto será lançado nos elementos estruturais, deve-se observar na confecção do plano de concretagem os seguintes pontos:

        • Melhor distribuição da área por caminhões betoneira, sobre os quais serão realizados os ensaios;
        • A finalização da Concretagem deve ser direcionada para a saída do pavimento;

        Rastreabilidade de concretoRastreabilidade de concretoStant (2017)

        O objetivo da rastreabilidade é garantir controle de qualidade, para tanto tem-se que haver controle da resistência do concreto que foi aplicado, a forma usual de controle de resistência é através da ruptura de corpos de prova.

        A confecção de corpos de prova é importante para cada caminhão betoneira aplicada sobre o pavimento concretado, esses corpos de prova devem ser confeccionados e submetidos ao rompimento conforme a norma NBR 5738/03.

        Segundo Yazigi (2009):

        Deve ser distribuído o posicionamento das taliscas, nivelando sua altura por meio de aparelho de nível a laser ou de mangueira de nível. Em seguida, é preciso posicionar as caixas para passagem futura de tubulação das instalações e os gabaritos para rebaixos (quando houver). Após, molhar as formas abundantemente e lançar o concreto, tomando o cuidado de não permitir grande acúmulo de material em uma região da fôrma. Respeitar sempre o tempo-limite de 2 h 30 min entre a saída do caminhão da usina (ou sua produção na obra) e o lançamento do concreto. Depois, iniciar o lançamento do concreto seguindo o plano de concretagem, de modo que este termine, quando o transporte for feito com gericas. próximo à saída do guincho, ou quando por bombeamento, ou com grua, junto da escada. Em seguida, executar as faixas mestras entre as taliscas com o próprio concreto da laje. Depois, lançar o concreto nos vazios entre as mestras. Finalmente, espalhar o concreto com auxilio de pás e enxadas e adensá-lo (durante e após o lançamento), com vibrador de imersão de mangote, em diversos pontos, com distanciamento (D) entre eles dado em função do diâmetro da agulha do vibrador (025 mm – 035 mm: D = 15 cm. 035 mm • 050 mm: D = 40 cm, 050 mm – 075 mm: D = 60 cm). Quanto à duração da vibração, saber quando o concreto se encontra bem vibrado é, em grande parte, resultado de experiência pessoal. (Yázigi, 2009, p. 252)

        Desfôrma de Pilares (Item 1.3.2.0 – EAP) 

        • Conceito

        Retirada de fôrmas para reaproveitamento futuro em pavimentos superiores. As fôrmas servem como uma proteção para o concreto segundo, Yazigi (2009) não poderá o correr a retirada das fôrmas antes dos seguintes prazos (NBR-Cl18):

        • 3 dias ,para faces laterais;
        • 14 dias, para as faces inferiores, permanecendo as escoras principais devidamente espaçadas
        • 21 dias, para retirada total das fôrmas e escoras.

        • Materiais

        Segundo (Yázigi, 2009)  os materiais usados na desfôrma de um modo geral são:

        • Corda;
        • Martelo;
        • Ponteiro pequeno;
        • Marreta de 1 kg;
        • Guincho;
        • Cunhas de madeira dura;
        • Equipe

        Para a execução da Desfôrma dos Pilares é necessário uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede a Desfôrma dos Pilares é a Concretagem (Item 1.7.0.0 – EAP), o concreto dos pilares deve estar curado, liberado para desfôrma, segundo recomendações das normas técnicas, ou seja, três dias para retiradas de fôrmas laterais, (Yázigi, 2009).

        • Sucessão

        Após a Desfôrma dos Pilares segue-se com o Reescoramento 1ª etapa (Item 1.5.1.0 – EAP). Porém não há uma regra de sucessão para esta operação.

        • Técnica de execução 

         Segundo Yázigi (2009).

        A desforma começa pelos pilares, soltando-se inicialmente os tensores. Deve-se retirar os painéis, desprendendo-os, nunca usando alavancas (pés-de-cabra) entre o concreto endurecido e as fôrmas. Caso um painel necessite ser afrouxado, terão de ser utilizadas cunhas de madeira dura. E preciso manusear as peças com cuidado para não danificar as fôrmas.
         Painéis de maiores dimensões e principalmente pilares de canto podem ser mantidos no lugar, amarrando-os com cordas para evitar eventuais choques ou quedas. E necessário retirar os tubos passantes de PVC, utilizando um pequeno ponteiro. Deve-se manter as reescoras das vigas ou lajes, se necessário, nos locais recomendados pelo projetista. Têm de ser retirados os sarrafos-guia e removidas as cunhas laterais e da base dos garfos, para soltá-los. (Yázigi, 2009, p. 243)

        Reescoramento de Estruturas 1ª etapa (Item 1.5.1.0 – EAP) 

        • Conceito

        O Reescoramento tem também como finalidade o reaproveitamento de fôrmas de lajes e vigas para próximas etapas da obra, visando assim economia, tanto no escoramento, quanto nas fôrmas.

        O Reescoramento é feito em etapas, visto que o concreto não atingiu a sua resistência final ao iniciarmos a retirada das escoras, sendo assim este processo deve ser feito de forma gradual até a retirada total das escoras.

        Na 1ª etapa do Reescoramento a quantidade de escoras a ser retirada e o seu reposicionamento depende do projeto de fôrma e escoras.

        • Materiais

        O Reescoramento utiliza as mesmas escoras do escoramento.

        • Equipe

        A operação de Reescoramento necessita de uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede o Reescoramento é a Desfôrma dos Pilares (Item 1.3.2.0 – EAP), não há, porém nenhuma regra que impeça o Reescoramento de acontecer antes da desfôrma.

        No caso do escoramento a regra de precedência que existe está ligada à operação Concretagem (1.7.0.0 – EAP), por causa do tempo de cura do concreto.

        • Sucessão

        A operação que sucede o Reescoramento em sua primeira etapa é a Desfôrma das Laterais das Vigas, não há, porém nenhuma regra de sucessão neste caso.

        Desfôrma de Laterais de Vigas (Item 1.3.1.1 – EAP) 

        • Conceito

        O conceito desta operação é exposto no item 3.1.17 da pesquisa (p.53).

        • Materiais

        Os materiais usados nesta operação estão descritos no item (3.1.17 da pesquisa, p.54)

        • Equipe

        Para a execução da Desfôrma de Laterais de Vigas é necessário uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede esta operação é o Reescoramento 1ª etapa (item 1.5.1.0 – EAP), pois o travamento lateral das vigas fica fixado no escoramento inicial, assim sendo é necessário que haja uma mudança nas escoras retirando-se o travamento lateral das vigas para que possa ser feita a Desfôrma Lateral das Vigas.

        Pode-se perceber nas figuras 16 e 17 como fica a laje após a primeira etapa do escoramento e qual sua relação com as fôrmas laterais de vigas.

        Viga após desfôrmaViga após desfôrmaIw8 equipamentos (2016)

        • Sucessão

        A operação sucessora da Desfôrma Lateral de Vigas é a Desfôrma das Lajes, embora não haja nenhuma regra de sucessão que correlacione as duas operações.

        • Técnica de execução

        Segue o mesmo padrão do item 3.1.17 Desfôrma de Pilares (Item 1.3.2.0 – EAP).

        Desfôrma de Lajes (Item 1.3.3.0 – EAP) 

        • Conceito

        O conceito desta operação é exposto no item (3.1.17 da pesquisa, p.53)

        • Materiais

        Os materiais usados nesta operação estão descritos no item (3.1.17 da pesquisa, p.54).

        • Equipe

        Para a execução da Desfôrma das Lajes é necessário uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede a Desfôrma das Lajes é a Desfôrma das Laterais de Vigas (Item 1.3.1.1 – EAP), a regra de precedência para essa operação não está relacionada com a operação imediatamente predecessora da mesma, mas sim com concretagem das estruturas (Item 1.7.0.0 – EAP), para iniciar-se a Desfôrma das Lajes segundo Yazigi (2009) o concreto deve estar curado, pra retirada das fôrmas laterais deve-se esperar no mínimo 3 dias, as fôrmas de fundo no mínimo 14 dias e para retirada total 21 dias.

        • Sucessão

        A operação que sucede a Desfôrma das Lajes é o Reescoramento das Estruturas 1ª etapa (Item 1.5.1.0 – EAP), não há uma regra de sucessão para essa operação.

        • Técnica de execução

        Segue o mesmo padrão do item 3.1.17 Desfôrma de Pilares (Item 1.3.2.0 – EAP).

        Desfôrma de Fundo de Vigas (Item 1.3.1.0 – EAP) 

        • Conceito

        O conceito desta operação é exposto no item (3.1.17 da pesquisa, p.53).

        • Materiais

        Os materiais usados nesta operação estão descritos no item (3.1.17 da pesquisa, p.54).

        • Equipe

        Para executar esta operação será necessária uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede a Desfôrma do Fundo de Vigas é o Reescoramento de Estruturas 1ª etapa (Item 1.5.1.0 – EAP), para se iniciar a Desfôrma do Fundo das Vigas é necessária à retirada das escoras, devido às escoras serem fixas no fundo das fôrmas, sendo esta a regra de precedência desta operação.

        • Sucessão

        A operação que sucede a Desfôrma do Fundo das Vigas é o Reescoramento de Estrutura 2ª etapa (Item 1.5.2.0 – EAP), mesmo depois da retirada das fôrmas o concreto ainda não atingiu sua resistência final, sendo ainda necessário o Reescoramento para manter a estrutura estável.

        • Técnica de execução

        Segue o mesmo padrão do item 3.1.17 Desfôrma de Pilares (Item 1.3.2.0 – EAP).

        Reescoramento de Estruturas 2ª etapa (Item 1.5.2.0 – EAP) 

        • Conceito

        A segunda etapa do Reescoramento se dá pela necessidade de fazer a Desfôrma do Fundo das Vigas e por causa do reaproveitamento de escoras, logo após o tempo mínimo de cura do concreto, especificado no item (3.1.17 da pesquisa, p.53).

        Pode-se proceder com a retirada das fôrmas inferiores das vigas e lajes, para tal se faz necessário a retirada das escoras, no entanto por já haverem se passados vários dias após a concretagem, não há necessidade de se colocar a mesma quantidade de escoras que estavam no local, assim sendo há um novo Reescoramento.

        • Materiais

        As mesmas escoras do escoramento e Reescoramento 1ª etapa

        • Equipe

        Para executar esta operação será necessária uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede a segunda etapa do Reescoramento é a Desfôrma dos Fundos de Vigas e de Lajes (itens 1.3.1.2 e 1.3.3.0 – EAP), uma vez que o Reescoramento é motivado pela Desfôrma, não pode ser feito antes da mesma.

        Principalmente porque uma das características deste tipo de Reescoramento é que ele é iniciado com escoras fixadas nas fôrmas e tem seu término com as escoras tendo contato direto com o concreto pronto dos elementos estruturais.

        Laje após desfôrmaLaje após desfôrmaOs autores (2017)

        • Sucessão

        A operação sucessora é o Desescoramento (item 1.6.0.0 – EAP), não há regra de sucessão que influencie no Reescoramento 2ª etapa.

        Desescoramento (Item 1.6.0.0 – EAP) 

        • Conceito

        A retirada completa das escoras de um pavimento da edificação.

        • Materiais

        O único equipamento que usualmente é utilizado nesta operação é um martelo, quando alguma escora está com algum problema no sistema de rosca da peça.

        • Equipe

        Para executar esta operação será necessária uma equipe de carpinteiros e ajudantes de carpintaria.

        • Precedência

        A operação que precede o Desescoramento é o Reescoramento 2ª etapa (item 1.5.2.0 – EAP), uma vez que antes de se remover por completo as escoras é feita uma remoção parcial conforme projeto de fôrmas da edificação.

        • Sucessão

        Não há sucessoras para a operação Desescoramento dentro da macroestrutura.

        Conclusão

        O desenvolvimento do presente trabalho possibilitou um estudo detalhado das operações que compõem a atividade superestrutura, adotando como recursos o uso de EAP e o conhecimento das técnicas de construção, tornando possível culminar a pesquisa com um sequenciamento das mesmas, o que se faz relevante diante da necessidade de esclarecimento sobre a ordem de execução das operações, para acadêmicos, técnicos, engenheiros e profissionais do setor da construção civil.

        Com relação à análise e estruturação do projeto, realizou-se uma pesquisa, descrita no capítulo II, onde tratou-se das entradas; técnicas e ferramentas (salienta-se a ideia de decomposição); e saídas, que são conceitos usados na criação e estruturação da EAP. Tais conceitos foram aplicados na construção da EAP apresentada no apêndice A.

        Averiguou-se que, embora haja várias ferramentas para o sequenciamento de uma atividade, no presente trabalho credencia-se a EAP como uma ferramenta de destaque dentre as demais, tendo em vista sua eficácia no detalhamento das operações. 

        Conclui-se também que, no processo de planejamento, o devido conhecimento da técnica deve anteceder a realização de todas as operações, sob risco de insucesso no planejamento.

        A partir de uma análise e estruturação de projeto, que abranja todas as operações necessárias para a execução da atividade, e do estudo das imposições técnicas de cada operação da EAP, pode-se sequenciar as operações de forma coerente e objetiva.

        O correto sequenciamento serve como diretriz para o gerenciamento dos insumos da produção (material, ferramentas e mão-de-obra), pois ele parte da compreensão das repetições de certas operações, que determina o deslocamento dos insumos, e de suas técnicas de execução, gerando uma projeção do comportamento das atividades no seu processo de execução e suas inter-relações.

        Destaca-se ainda a distinta relevância de assimilar todas as nuances do fator “repetição” no gerenciamento, levando em conta os tempos ótimos exigidos pela técnica, e pelas normas de execução. Outra faceta do fator “repetição” é sua influência sobre o reaproveitamento de insumos (fôrmas, escoras, tensores, etc.) e sobre o efeito “aprendizagem” nos colaboradores. 

        O processo de execução de superestrutura pode ser desempenhado de várias formas, contudo, alicerçado na presente investigação cientifica, sugere-se que a ordem das operações está em maior grau de coerência tal como foi disposta na pesquisa, de forma mais detalhada no capítulo III e resumidamente no apêndice B, tendo em vista que atende melhor as exigências técnicas.

        Conclui-se a presente investigação cientifica com a certeza de que há muito que se aprender sobre o sequenciamento das operações, deixa-se em aberto como temas de possíveis pesquisas: as demais atividades que envolvem a execução de edifícios (revestimentos, alvenaria, instalações, etc.), assim como a atividade de superestrutura utilizando outra metodologia executiva (concreto protendido, lajes nervuradas, estrutura com elementos metálicos, lajes em steel deck, etc.)  e uma linha de estudo a desbravar.

        APÊNDICE A — Estrutura Analítica de Projeto (superestrutura)

        Estrutura Analítica de Projeto

        ITEMDESCRIÇÃO
        1.ESTRUTURA
        1.1.FÔRMAS
        1.1.1.Fôrma da vigas
        1.1.1.1Alinhamento e
        nivelamento
        1.1.1.2Fundo de viga
        1.1.1.3lateral de
        vigas
        1.1.2.Fôrma de
        pilares
        1.1.2.1Transferência
        dos eixos
        1.1.2.2Fixação de
        gastalho
        1.1.2.3Colocação de
        chupetas e espaçadores
        1.1.2.4Fixação de
        painéis
        1.1.2.5Colocação de
        tensores
        1.1.3.Fôrma de lajes
        1.1.3.1EPS e gabarito
        lateral
        1.2.ARMADURAS
        1.2.1.Armaduras de
        pilar
        1.2.2.Armaduras de
        vigas
        1.2.3.Armaduras de
        lajes
        1.3.DESFÔRMA
        1.3.1.Desfôrma de
        vigas
        1.3.1.1Desfôrma de
        laterais
        1.3.1.2Desfôrma de
        fundo de vigas
        1.3.2.Desfôrma de
        pilares
        1.3.3.Desfôrma de
        lajes
        1.4.ESCORAMENTO
        1.4.1.Escoramento de
        vigas
        1.4.2.Escoramento de
        lajes
        1.5.REESCORAMENTO
        1.5.1.Reescoramento
        de estruturas 1ª etapa
        1.5.2.Reescoramento
        de estruturas 2ª etapa
        1.6.DESESCORAMENTO
        DE ESTRUTURA
        1.7.CONCRETAGEM
        1.8.CONTROLE DE
        PRODUÇÃO DE FÔRMAS
          

        Os autores (2017)


        APÊNDICE B — Sequenciamento de Operações

        Sequenciamento de operações

        Ordem na pesquisa Referência na EAPOperações
        3.1.11.1.2.1Transferência
        dos eixos
        3.1.21.1.2.2Fixação de
        gastalho
        3.1.31.2.1Armaduras de
        pilar
        3.1.41.1.2.3Colocação de
        chupetas e espaçadores
        3.1.51.1.2.4Fixação de
        painéis de Pilares
        3.1.61.1.2.5Colocação de
        tensores
        3.1.71.1.1.1Alinhamento e
        nivelamento de vigas
        3.1.81.4.1Escoramento de
        vigas
        3.1.91.1.1.2Fundo de viga
        3.1.101.1.1.3Lateral de
        vigas
        3.1.111.4.2Escoramento de
        lajes
        3.1.121.1.3Fôrma de lajes
        3.1.131.2.2Armaduras de
        vigas
        3.1.141.2.3Armaduras de
        lajes
        3.1.151.8Controle de
        produção de fôrmas
        3.1.161.7Concretagem
        3.1.171.3.2Desfôrma de
        pilares
        3.1.181.5.1Reescoramento
        de estruturas 1ª etapa
        3.1.191.3.1.1Desfôrma de
        laterais de vigas
        3.1.201.3.3Desfôrma de
        lajes
        3.1.211.3.1.2Desfôrma de
        fundo de vigas
        3.1.221.5.2Reescoramento
        de estruturas 2ª etapa
        3.1.231.6Desescoramento
        de estrutura
           

        Os autores (2017)

        ANEXO A — Normas relacionadas às operações que envolvem a execução de superestrutura.

        NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento;

        NBR 14931:2004 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento;

        NBR 12655:2015 – Concreto de cimento Portland – Preparo, controle, recebimento e aceitação – Procedimento;

        NBR 7480:2007 – Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado – Especificação;

        NBR 7481:1990 – Tela de aço soldada – Armadura para concreto – Especificação;

        NR 18:2015 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção;

        NBR 5738:2015 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova;

        NBR 7190:1997 – Projeto de estruturas de madeira;

        NBR 15696:2009 – Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos.


        feito

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