SENSIBILIDADE DENTÁRIA DURANTE E APÓS O CLAREAMENTO DENTAL

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

SENSIBILIDADE DENTÁRIA DURANTE E APÓS O CLAREAMENTO DENTAL

AMANDA KARLA PACHECO BATISTA

RESUMOS DOS ARTIGOS

Universidade Tuiuti do Paraná

Amanda Karla Pacheco Batista 7° período

Professor Roberto Shimizu

Resumo livros baratieri

BARATIERI, L.N.et al Odontologia Restauradora – Fundamentos e Possibilidades. Edta Santos.2001

BARATIERI, L.N.et al Clareamento Dental. SP:Sant .p.176.1993

Por ser uma técnica conservadora, é a primeira opção de tratamento nos casos de alterações de cor. Como toda técnica, existem suas limitações, a escolha da melhor opção ira depender do tipo de alteração de cor, idade e estilo de vida do paciente e se o dente é vital ou não.

As técnicas existentes no mercado atualmente são caseira e de consultório. Os produtos que podem ser utilizados na técnica caseira são a base de peroxido de carbamida e peroxido de hidrogênio, em diferentes concentrações. Os que utilizamos no consultório são à base de peroxido de hidrogênio a altas concentrações. Ambas as técnicas são consideradas são consideradas eficazes e seguras, sendo amplamente discutidas na literatura.

O sucesso do tratamento depende de uma conjunção de fatos, como colaboração do paciente, supervisão do profissional, produto utilizado e correto diagnostico da alteração da cor dos dentes.

ESCOLHA DO AGENTE CLAREADOR

Os agentes existentes no mercado são Peroxido de Carbamida e Peroxido de Hidrogênio, a diferença entre eles esta relacionada com a concentração e marca comercial. Há alguns anos atrás, para a técnica caseira utilizava-se apenas o peroxido de carbamida, porém, atualmente temos a opção de peroxido de hidrogênio com concentrações menores (até 9%), nesta concentração o tempo varia de 30 min à 1h30min por dia.

A diferença ente o peroxido de carbamida e o de hidrogênio é a velocidade de degradação do produto. Todos clareiam com sucesso, porém em mais ou menos tempo. A concentração e o tempo que o gel esta sobre o dente esta diretamente relacionado à presença de sensibilidade dental.

LIMITACOES DA TECNICA

Existem 4 fatores que podem limitar a técnica clareadora. São elas sensibilidade dental, irritação gengival, ação sobre tecidos duros dentários e influencia dos procedimentos adesivos.

sensibilidade dental: a alta permeabilidade dentinária associada ao pequeno tamanho da molécula de oxigênio contribui para o transito deste agente ativo dentro da estrutura dental, causando esta sensibilidade. A frequência do uso também é fator relevante, pois várias aplicações diárias tem maiores chances de sensibilidade. Quando isso ocorrer, o alternar os dias do clareamento podem ajudar no tratamento. Nos casos de sensibilidade exacerbada, a interrupção devera ser necessária. Clareadores a base de peroxido de carbamida em concentrações de 10%, utilizados em até 2 horas por dia, são considerados os produtos mais seguros a serem utilizados, por apresentarem menor sensibilidade.

USO DE AGENTES DESSENSIBILIZANTES

Atualmente no mercado existem dessensibilizantes à base de nitrato de potássio e flúor, em concentrações variadas e que podem ser ministradas de acordo com a sensibilidade do paciente. Os produtos à base de fluoretos obliteram os túbulos dentinários, enquanto os à base de nitrato de potássio atuam nas fibras nervosas, tendo um efeito anestésico ou analgésico, impedindo que elas se repolarizem após a despolarização causada pelo efeito da dor. (artigos 68 e 69)

METODOS DE APLICACAO DOS DESSENSIBILIZANTES

– Aplicação de dessensibilizante à base de nitrato de potássio e flúor deve ser ministrado aplicando o produto em moldeiras logo após o tratamento clareador

– Aplicação de dessensibilizante à base de nitrato de potássio e flúor deve ser ministrado aplicando o produto sobre os dentes previamente clareados quando uso ambulatorial

– flúor gel neutro 2% durante 1 minuto em moldeira

– uso de creme dental com dessensibilizante antes e durante o tratamento

– bochechos com solução de fluoreto de sódio

– cremes dentais à base de cloreto de estrôncio e arginina também podem ser utilizados

alimentos e bebidas acidas desencadeiam a sensibilidade.

Fatores que podem minimizar a sensibilidade dental transclareamento caseiro:

– diminuir tempo de uso

– usar em dias alternados

– fazer apenas uma aplicação diária

– diminuir a concentração do agente clareador

– utilizar dessensibilizante associado

– evitar a ingestão de alimentos e bebidas acidas

BASTING R.T. et al Clinical comparative study of the effectiveness of and tooth sensitivity to 10% and 20% carbamide peroxide home-use and 35% and 38% hydrogen peroxide in-office bleaching materials containing desensitizing agents. Oper Dent. p.464-73. 2012

Basting et al. (2012) realizou uma comparação clinica da efetividade e sensibilidade dentária utilizando CP a 10% e 20% que continham dessensibilizantes (nitrato de potássio 0,5% e ions fluoretados 0,11% , HP a 35%( nitrato de potássio ) e 38%( nitrato de potássio 3% e ions fluoretados 1,1% ). Os voluntários foram auxiliados a realizar o clareamento caseiro durante duas horas à noite por três semanas, e o clareamento de consultório seguiu as recomendações do fabricante , que seriam três aplicações por sessão em três sessões com intervalos de sete dias. O resultado foi avaliado semanalmente desde o início e de 2 a 3 semanas após o término.

13% desistiram devido à sensibilidade, 43,2% apresentaram algum tipo de sensibilidade. Sobre o clareamento caseiro, 20% apresentou uma significante prevalência de sensibilidade ( 71% apresentou sensibilidade ), e no clareamento feito em consultório 38% apresentou baixa prevalência de sensibilidade. Não houve diferença de efetividade do clareamento entre os produtos. Numa tentativa de diminuir ou limitar os efeitos secundários da sensibilidade dentária durante o branqueamento, introduziram diferentes agentes dessensibilizantes na composição dos agentes de branqueamento, tal como nitrato de potássio, fluoreto de sódio ou amorfo fosfato de cálcio. Os agentes de uso doméstico avaliados neste estudo contem nitrato de potássio e fluoreto de sódio, que demonstraram ser eficientes e significativos para o resultado da pesquisa.

Clareamento caseiro teve 25 voluntários para CP 20% e 24 voluntários para CP10%. O de consultório teve 24 voluntários para o HP 35% e 21 voluntários para o HP 38%. Houve prevalência de sensibilidade significativa durante o clareamento no clareamento caseiro realizado com CP 20%, mais de 70% reportaram algum nível de sensibilidade. A menor prevalência de sensibilidade dentária foi observada pelo grupo que utilizou o HP 38% , que foi de 15%.

A sensibilidade pode ser atribuída à concentração do peróxido ou ao tempo em que o agente esteve em contato com as estruturas dentárias.

Vários estudos clínicos compararam o desempenho dos agentes de alta e baixa concentração usados para branqueamento de dentes no uso doméstico ou no consultório, e alguns tem mostrado um efeito de clareamento semelhante apesar das diferentes concentrações e técnicas usadas. Entretanto, a incidência de sensibilidade dental ou irritação gengival é mais comum quando a concentração do agente clareador ou o tempo de aplicação é aumentado.

No entanto, devido ás diferentes técnicas disponíveis para dentes branqueadores ( de consultório e caseiro ), várias concentrações diferentes dos produtos, e a adição ou não de flúor ou produtos dessensibilizantes no gel clareador, é muito difícil para o dentista escolher a técnica e o agente que será mais eficaz para cada paciente.

A sensibilidade dentária é o efeito adverso mais comum do clareamento dentário, está relacionado à permeabilidade do esmalte e da dentina e pela consequente passagem do peróxido através do esmalte e dentina até chegar na polpa.

MAGALHÃES, L.L.F.M. Branqueamento Dentário em Dentes Vitais. 2016

Magalhães, (2016) afirmou que peróxido de hidrogênio aplicado num período maior que 15 minutos seria capaz de provocar uma irritação pulpar.

O uso da técnica caseira com peróxido de hidrogênio de 6 a 9,5% está cada vez mais sendo utilizado devido ao menor tempo de uso e ao fato de ser utilizado no período diurno.

O uso da técnica caseira com peróxido de carbamida a 10 ou 16% é mais seguro do que as técnicas utilizadas em consultório médico dentário, no que se diz respeito à sensibilidade dentária. O uso da técnica caseira com peróxido de hidrogênio de 6 a 9,5% está cada vez mais sendo utilizado devido ao menor tempo de uso e ao fato de ser utilizado no período diurno.

As técnicas de branqueamento dentário em consultório com alta concentração do agente branqueador e usando fonte de luz pode ser considerada segura desde que sejam respeitadas as limitações de uso e os protocolos exigidos.

Comparadas às técnicas de uso em ambulatório e em consultório, podemos concluir que as fontes de luz ativam o agente branqueador e diminuem o tempo de ação de modo eficaz.

O branqueamento alcançado utilizando fonte de luz a laser é superior ao LED, porém deve-se ter o cuidado de não aumentar demasiadamente a temperatura da estrutura dental, devendo seguir de forma rígida a prescrição do fabricante.

O médico dentista deve estar ciente dos riscos, saber avaliar os efeitos adversos para que possa diagnosticar e planear seu tratamento de branqueamento de modo mais seguro, efetivo e duradouro.

É de extrema importância saber apontar os problemas estéticos do sorriso do paciente para fazer um correto diagnóstico. Analisar seu grau de cooperação frente às recomendações do médico dentista, determinar as necessidades de cada paciente, considerar estética bucal, gengival e facial do paciente de acordo com suas expectativas de beleza. Estabelecer um olhar crítico do sorriso e analisar as necessidades individuais de cada paciente.

SIMÕES M.P. Efetividade do clareamento caseiro com peróxido de hidrogênio e sua influência na dureza e rugosidade do esmalte. 2008

De acordo com Simões (2008), a microdureza do esmalte dental humano reduz após o clareamento após em média 3 semanas com peróxido de carbamida a 10% a 22% in situ, mesmo permanecendo 22 horas em saliva artificial. Com relação ao uso de peróxido de hidrogênio em baixas concentrações (3 a 10 %) para uso diurno em moldeiras ou em tiras e seus efeitos sobre o esmalte dental, ainda existem poucos trabalhos na literatura.

A técnica mais utilizada para o clareamento de dentes vitais é a do clareamento caseiro, que se destaca por seu baixo custo, segurança pelo uso de agentes clareadores em baixa concentração e resultados efetivos após 3 a 4 semanas (SIMÕES et al,2008).

Com relação à microdureza e efetividade do agente clareador, em um teste realizado com peróxido de hidrogênio a 6% e 6,5%, foi observado o aumento na rugosidade superficial do esmalte. A microdureza permaneceu reduzida quando comparada com a microdureza inicial, independente do agente clareador utilizado. A concentração de 6% obteve a maior efetividade no clareamento (SIMÕES, 2008).

PINHEIRO, H. B.et al Análise microestrutural do esmalte tratado com peróxido de hidrogênio e carbamida: Effects of hydrogen peroxide and carbamide peroxide on enamel morphology. Rev Gaúcha Odontol.v59, n2.p.215-20.2011

Foram selecionados dez dentes terceiros molares superiores e divididos aleatoriamente em dois grupos (n=5). Cada coroa dental foi seccionada ao meio, no sentido mésio-distal, sendo produzidos dois espécimes, um referente à face vestibular (clareado) e outro referente à face palatina (controle). Desta forma, cinco espécimes serviram como controle e seus pares foram submetidos às seguintes técnicas clareadoras: G1 – clareamento de consultório com peróxido de hidrogênio a 35% (FGM, Whiteness HP, Joinville, Brasil) e aplicação de luz através de um aparelho de LED/Laser (DMC Equipamentos, Whitening Lase II, São Carlos, Brasil) e G2 – clareamento caseiro com peróxido de carbamida a 16% (FGM, Whiteness HP, Joinville, Brasil). Durante todo o experimento, os espécimes foram armazenados em saliva artificial a 37ºC. Após as técnicas clareadoras terem sido concluídas, os espécimes foram analisados no microscópio eletrônico de varredura.Não houve diferença no grau de alteração morfológica provocado pelo peróxido de hidrogênio a 35% se comparado ao peróxido de carbamida a 16%.Os agentes clareadores em baixa e alta concentração foram capazes de provocar alterações morfológicas na superfície do esmalte dental.

As duas principais abordagens para o clareamento de dentes vitais são: clareamento caseiro supervisionado pelo dentista e o clareamento de consultório ou power bleaching. No clareamento caseiro geralmente são usados produtos à base de peróxido de carbamida (10% a 22%), o que corresponde a aproximadamente 1/3 da concentração de peróxido de hidrogênio. No clareamento de consultório são utilizados produtos com concentração mais alta e por menos tempo, por exemplo, peróxido de hidrogênio de 25% a 35% ou peróxido de carbamida a 35%.Como a dentina e o esmalte são estruturas permeáveis ou semi-permeáveis, o peróxido de hidrogênio, por ter baixo peso molecular, é capaz de difundir-se livremente através destas estruturas e, com isso, é concebível que alterações na superfície e subsuperfície do esmalte dental possam ocorrer. Independentemente da técnica clareadora a ser utilizada, os agentes clareadores podem provocar várias alterações na estrutura dental, dentre elas: aumento de

porosidade no esmalte, aumento da permeabilidade do esmalte, diminuição dos valores de microdureza tanto em esmalte quanto em dentina13-14 e mudanças no conteúdo

mineral. Estas alterações podem caracterizar um processo químico de dissolução da porção mineralizada dos dentes, responsável pela perda de estrutura dental. Este processo é chamado de erosão.

Conclui-se que, tanto o agente clareador em alta concentração, quanto em baixa concentração foram capazes de provocar alterações morfológicas de aspecto semelhante na superfície do esmalte dental. Este estudo mostrou que os agentes clareadores promoveram alterações não uniformes na superfície dental, caracterizadas pelo aumento de porosidade, realce das periquimácias e áreas de erosão.

WANG Yet al Evaluation of the efficacy of potassium nitrate and sodium fluoride as desensitizing agents during tooth bleaching treatment –A systematic review and meta-analysis. J. of Dent. p.913-923. 2015

A técnica com CP bem sucedida foi publicada por Haywood e Heymann em 1989 e deu início a popularidade do clareamento dental. 

Nitrato de potássio e fluoreto de sódio são amplamente utilizados no tratamento a sensibilidade dental. São agentes dessensibilizantes para reduzir o efeito adverso e são adicionados ao gel clareador.

ALMEIDA, A. F.et al Genotoxic potential of 10% and 16% Carbamide Peroxide in dental bleaching. Braz Oral Res.2015

Apesar da alta taxa de sucesso deste tipo de tratamento ainda há alguns efeitos adversos relatados, dentre eles lesões pré-malignas, reabsorção e sensibilidade dentária, especialmente quando mal utilizado.

A descoloração dos dentes pode ser influenciada por uma combinação de fatores extrínsecos. As manchas intrínsecas estão relacionadas com as propriedades do esmalte dentina, enquanto as manchas extrínsecas estão associadas à deposição de alimentos e bebidas na superfície do dente

Alguns autores sugeriram que uma maior concentração de agente branqueador poderia melhorar e acelerar o efeito de branqueamento e fazê-lo durar mais tempo. Contudo, os ensaios clínicos a longo prazo tanto 10% como 16% de CP produziram um branqueamento semelhante. Além disso, uma maior concentração de CP pode

também aumentar os efeitos colaterais.

A citologia esfoliativa foi utilizada na mucosa oral. Trata-se de um método simples, e o método é barato,foi usado como um adjunto em epidemiologia molecular. O micronúcleo bucal o ensaio de citometria (BMNcyt) é um método não invasivo para estudar danos no DNA, instabilidade cromossômica, morte e o potencial regenerativo da tecido mucoso. O ensaio MN detecta danos no nível cromossômico, levando a um genoma mais grave correlação com um risco para a saúde. Outra vantagem desta abordagem minimamente invasiva é que pode ser utilizado sem estabelecer culturas de células.A freqüência espontânea de MN em humanos exfoliadas bucais está entre 0,3% e 1,7%.

Quando o branqueamento não é prolongado ou feito muito frequentemente, agentes branqueadores contendo peróxido de carbamida por si só não causam estresse mutagênico em células epiteliais gengivais. No entanto, exposição a agentes de branqueamento devem ser evitadas, pelo menos em um prazo curto. Estudos futuros devem explorar se a exposição a estes produtos, associação com outros fatores, como tabaco,alcool e bebidas quentes, tem o potencial de causar danos genéticos.

KOSSATZ S. “Efficacy of and effect on tooth sensitivity of in-office bleaching gel concentrations : a randomized clinical trial.” Rev. assoc prul. Dent. SP ,2013

Métodos: 60 participantes com a cor do dente

Mais escuros que C2, sem restaurações na dentição anterior e maiores de 18 anos. Dois grupos para receber quer IO com 35% de peróxido de hidrogénio ou AH com 16% de peróxido de carbamida.

Resultados: Ambas as técnicas de clareamento demonstraram equivalente e significativo cor do dente sombra relâmpago.

Não houve recuperação significativa de cor após 2 anos para ambas as técnicas, desafiando o conceito difundido de que o clareamento feito em casa tem uma maior duração de tom alcançado no clareamento.

A sensibilidade dos dentes ou a irritação gengival é mais comum quando a concentração do agente é maior. Em resumo, ambas as técnicas foram eficazes para clarear os dentes e produziu resultados duradouros e satisfatórios. Assim,

 A escolha da técnica de branqueamento depende das preferências do paciente. Branqueamento em casa e no consultório são protocolos eficazes para o branqueamento dos dentes vitais, maior intensidade de sensibilidade dentária foi relatada para o branqueamento feito no consultório.

SOARES, F. F.et al Clareamento em dentes vitais: Uma revisão literária. Rev.Saúde.Com ,v4,n1.p.72-84.2008

A técnica de branqueamento dentário apresentou uma evolução significativa,
Promovendo maior satisfação e conforto aos pacientes. Os principais agentes utilizados na técnica de clareamento são o peróxido de hidrogénio e o peróxido de carbamida, que promovem o efeito de clareamento através da oxidação dos compostos orgânicos. Quando o clareamento ultrapassa o “ponto de saturação” — a quantidade ótima do clareamento na qual o branqueamento
obtido é máximo — o branqueamento diminui muito e o agente clareador
começa a atuar em outros compostos que apresentam cadeias de carbono,
como as proteínas da matriz do esmalte. 

Neste ponto, a perda de material da
matriz do esmalte torna-se muito rápida e é convertido em dióxido de carbono e
água, o que leva a um aumento da porosidade e da fragilidade do dente.
 O sorriso é considerado um acessório fundamental que compõe a
aparência e a apresentação do indivíduo na sociedade. O novo padrão estético
é representado por dentes brancos, bem contornados e corretamente
alinhados. Sendo assim, dentes escurecidos interferem na aparência do sorriso
e podem provocar perda da auto-estima.
 Alterações na cor da estrutura dentária podem ser decorrentes de
fatores extrínsecos ou intrínsecos. As manchas extrínsecas geralmente são
adquiridas do meio e estão associadas a substâncias corantes como café e
tabaco, ao acúmulo de placa e ao uso de alguns tipos de medicamentos. Essas
manchas são superficiais e de fácil remoção. Já as alterações intrínsecas
podem ser congênitas – relacionadas à formação dos dentes – ou adquiridas
através de um trauma dental, mortificação pulpar e fluorose. Os pigmentos
estão incorporados na estrutura dental e são removidos apenas pelo
clareamento ou por procedimentos mais invasivos que implicam no desgaste
e/ou restauração dos dentes. 

Existem no mercado agentes compostos por peróxido de carbamida,
peróxido de hidrogênio, perborato de sódio e hidroxilite. O perborato de sódio é
um agente de uso predominante no tratamento de dentes não vitais, logo não
será abordado nesta revisão. Já o hidroxilite foi introduzido no mercado com a
intenção de controlar a sensibilidade dentária decorrente do tratamento. Este
agente possibilita a liberação de oxigênio sem a liberação do peróxido. Alguns
produtos para clareamento caseiro são acompanhados de flúor para aplicação
tópica, com o objetivo de diminuir uma possível sensibilidade, potencializar e
estabilizar o efeito do clareamento. Porém os mais usados são o peróxido de carbamida e o peróxido de hidrogênio.
 

 Peróxido de carbamida 

É o agente clareador mais utilizado no clareamento caseiro em
concentrações de 10, 15 e 16%. Para o clareamento em consultório, sua
concentração aumenta para 35%. Inicialmente, era utilizado como antisséptico
oral em pacientes que utilizavam aparelhos ortodônticos e apresentavam
traumas ou inflamações, e em casos de gengivites. Os produtos à base de peróxido de carbamida apresentam em sua
composição glicerol ou propilenoglicol — que atuam como transportadores e
constituem cerca de 85% do produto — , agente aromático, ácido fosfórico ou
cítrico e Carbapol, um polímero de carboxipolimetileno, a função principal do Carbapol é espessar o material e aumentar a
aderência do gel aos tecidos dentais. Apesar dos riscos citados, o clareamento vital noturno com peróxido de
carbamida a 10% — quando feito de acordo com as instruções do fabricante —
é eficaz e seguro, com efeitos colaterais mínimos e transitórios.
 

Peróxido de hidrogênio (cáustico) pH ácido 

Pode-se apresentar tanto na forma líquida como em gel, a forma
preferível, por ter um melhor controle da aplicação. É o agente clareador mais
largamente utilizado em consultório odontológico (a uma concentração de
35%), justamente porque os sistemas clareadores à base dessa substância,
ativados por luz e/ou calor que aumentam a quantidade de oxigênio nascente,
são mais seguros e confortáveis para o paciente, além de serem mais rápidos. O peróxido de hidrogênio na concentração de 35% apresenta um alto
poder de penetração no esmalte e dentina, o que é justificado pelo baixo peso
molecular e pela propriedade de desnaturar proteínas — macromoléculas de
pigmentos — tanto as que estiverem na superfície do dente como as localizadas mais profundamente, o que aumenta o movimento de íons através
do dente5. O peróxido de hidrogênio e o peróxido de carbamida são agentes muito efetivos no clareamento dental, porém, quando comparados isoladamente, ambos a uma concentração de 35%, o peróxido de hidrogênio apresenta uma eficiência 2,76 vezes maior do que o peróxido de carbamida.
Clareamento caseiro

 
É empregado preferencialmente em todos os dentes e indicado para
dentes naturalmente escurecidos, escurecidos por pigmentos da dieta ou do
cigarro, pela idade, por trauma e manchados por tetraciclina ou fluorose. Se realiza uma moldeira plástica recortada
na linha dentogengival ou até mesmo 1 mm acima desta linha, em direção à
gengiva, promovendo uma melhor adaptação da moldeira, evitando a
possibilidade de deslocamento, diminuindo a infiltração de saliva e um possível
extravasamento do gel para o meio bucal. Em uma segunda consulta é feito o teste da moldeira plástica no
paciente para verificar a adaptação e a presença de regiões que possam ferir a
mucosa. É importante explicar ao paciente a quantidade de material a ser
colocada na moldeira —1 gota dentro de cada espaço da placa equivalente a
cada dente —, escovar os dentes adequadamente e usar o fio dental antes do
tratamento, evitar o contato do gel às mucosas — removendo todo o excesso
do gel que extravasar da moldeira — e estar atento ao tempo de aplicação,
que irá variar segundo a concentração e à composição do agente. O peróxido
de carbamida nas concentrações de 10 ou 16% pode ser aplicado todas as
noites, por 6 a 8 horas, ou durante o dia, em aplicações de uma a 2 horas
cada. Alguns estudos não recomendam a utilização do gel durante o dia por
mais de uma vez, para evitar a sensibilidade dental. Já o peróxido de
hidrogênio a 5,5 ou 7,5% deve ser usado 2 vezes ao dia, por 30 minutos a 1
hora cada. 

Clareamento em consultório

 
A aplicação em consultório permite uma resposta mais rápida com a
utilização de agente em maior concentração. Exige mais tempo de atendimento
clínico e, portanto, maior custo. Contudo, muitas vezes necessita-se de apenas
uma consulta. Apesar de ser mais indicado para um ou pequenos grupos de
dentes, também é usado no clareamento de todos os dentes. Neste caso, o
profissional pode optar pelo uso de uma moldeira com peróxido de hidrogênio a
7,5%. Porém, nesta técnica, o uso mais comum é de peróxido de hidrogênio a
35%.
Efeitos dos agentes clareadores nos tecidos bucais
Um dos efeitos adversos mais comumente encontrados é a sensibilidade
dos dentes às trocas térmicas após a primeira hora de remoção da moldeira ou
em períodos associados ao início do tratamento. A sensibilidade ocorre em,
aproximadamente, 2/3 dos pacientes, e pode ser explicada pelo baixo peso
molecular desse agente e a livre passagem dele pelo esmalte e dentina,
podendo atingir a polpa. 

Efeitos dos agentes clareadores sobre os materiais restauradores

 
Há controvérsias quanto ao clareamento das restaurações de resinas
compostas. Nenhuma alteração de cor em amálgama, resinas compostas,
cimentos ionoméricos e porcelanas foi observada como resultado do
clareamento caseiro. Estudos relatam que o clareamento caseiro com peróxido de carbamida
reduz significativamente a força de união das resinas compostas com o
esmalte condicionado.
 O clareamento em dentes vitais com o peróxido de carbamida e o
peróxido de hidrogênio mostrou-se eficaz, obtendo resultados satisfatórios. Os
efeitos danosos desses agentes, tais como porosidade da estrutura dental,
sensibilidade e efeitos sobre os materiais restauradores, podem ser
minimizados na medida em que são seguidas as recomendações de cada
técnica. 

Entretanto, o peróxido de carbamida mostrou-se menos danoso aos
tecidos bucais.
A técnica, seja de clareamento caseiro ou a de clareamento em
consultório, deve ser escolhida levando em consideração um estudo do
paciente, disponibilidade do mesmo, custo etc. A técnica de clareamento em
consultório mostrou ter contra- indicações.
A utilização do calor e de fontes de luz deve ser cautelosamente
estudada, uma vez que pode vir a causar efeitos danosos ao dente. 

No clareamento caseiro, não foi observado alteração de cor em materiais restauradores, entretanto existiu a formação de rugosidade superficial no ionômero de vidro modificado por resina e na resina composta de micropartícula Silux Plus.
É importante que o profissional odontológico saiba o exato momento de
interromper o clareamento, uma vez que a perda da matriz orgânica do esmalte
pode ultrapassar os benefícios do clareamento. 

LEONARD, R. H.et al Risk factors for developing tooth sensitivity and gingival irritation associated with nightguard vital bleaching. Quint Int, v28, n8.1997

Em um relatório anterior da NGVB(branqueamento vital noturno), os efeitos colaterais sobre sensibilidade e / ou irritação gengival foram relatados ter afetado até 67% dos pacientes submetidos à NGVB.

Foi feita a aplicação de um branqueamento com peróxido de carbamida a 10% em solução contendo Carbopol (carboxipolimetileno. BF Goodrich) em uma placa dentária (0,02 polegadas) durante 6 a 8 horas por noite por 2 a 6 semanas.

O objetivo deste estudo foi determinar fatores de risco
no desenvolvimento de efeitos secundários (sensibilidade
E / ou irritação gengival) associado ao NGVB
técnica. As soluções utilizadas foram
PH, solução contendo anidrido contendo Carbopol
(Proxigel: e um pH neutro, não contendo Carbopol
(Gly-Oxide), Não há relação estatística ex-
Entre idade, sexo, alergia, solução de branqueamento
Utilizados, toth características, ou arco dental iluminado e
O desenvolvimento de efeitos laterais (sensibilidade e / ou
Irritação gengival). Os pacientes que mudaram o
Mais de uma vez por dia reportou estatisticamente
significativamente mais efeitos colaterais (P <0,02) do que aqueles
Que não alteraram a solução de branqueamento durante o
Tempo de desgaste. 

Recomendações

 
São recomendadas as seguintes ações para reduzir a
Efeitos colaterais (sensibilidade dentária e gengival
Irritação) associado a NGVB:
1, um histórico de saúde completo que avalia conhecida
Alergias e sensibilidade a peróxidos, vinil, glicol-
Cerina, etc, e especialmente um histórico de
Sensíveis, devem ser obtidos,
2. Um exame oral completo de cada paciente
Devem ser realizados, incluindo uma avaliação
Recessão gengival, cemento exposto, defeito
Restaurações, cárie, sensibilidade dentária,
Outras condições que possam contribuir para a
Sensibilidade adicional. Sensibilidade a um jato de ar ou
Toque da sonda exploradora também pode ser observado.
3 Se houver alteração da solução de branqueamento durante um período de 24horas deve ser interrompido.
Sensibilidade que o paciente deve ser instruído a fazer
um dos seguintes; Descontinuar por um dia; reduzir
Tempo de aplicação e, em seguida, aumentar
Ao ideal: reduzir a freqüência de aplicação;
Diminuir a quantidade de solução de branqueamento
guarda; Ou vieira a guarda para reduzir sott tecido
contato,
4o paciente deve ser reavaliado se a sensibilidade ou
Irritação ocorre mais de uma semana após o
Início do procedimento NGVB. Inserção e
A técnica de remoção deve ser observada para se
O paciente está raspando a gengiva com fingemaiis ou
Usando um caminho impróprio de inserção. Guardas são
Mais facilmente removido da porção posterior
Em vez de sua porção anterior. Se um guarda tem que ser
Uma nova impressão. Antes de
A fabricação do tabuleiro, as áreas severas
Ser bloqueado. Quando o branqueamento mais viscoso
Utilizados no mercado, a guarda
Deve ser aparado de modo que cubra somente o esmalte. 

Tempo e duração da sensibilidade relacionada ao clareamento 

Problema: Relatórios de sensibilidade variam muito de um estudo para outro,provavelmente porque os estudos

são pequenos. Geralmente, apenas a percentagem de indivíduos é relatada.

Finalidade: Esta sensibilidade relatórios de estudos utilizando um banco de dados grande. Nós investigamos a fonte, dura-
E tempo de sensibilidade durante 14 dias de branqueamento ativo. 

Materiais e Métodos: Cento e setenta e duas pessoas registradas sensibilidade de qualquer um dos
As cinco fontes em uma base diária.

Resultados: Ninguém abandonou o estudo por causa da sensibilidade. Quarenta e sete por cento dos pacientes sentiu sensibilidade. Setenta e sete por cento tinham sensibilidade de 3 ou menos dias. A sensibilidade tendeu a ocorrer mais tarde no ciclo de clareamento de 14 dias, e a sensibilidade a quente e frio  ocorreu em conjunto. 

Conclusões: Houve grande variabilidade nos níveis de sensibilidade de pessoa para pessoa. Temperatura
Sensibilidade tenderam a ocorrer mais tarde na fase ativa do branqueamento, enquanto que a irritação da língua
tenderam a ocorrer mais cedo
. O clareamento é problema para duas em cada três pessoas. 

Em um estudo randomizado, duplo-cego
Cal, 172 pessoas branquearam seus
Dentes por 14 dias. Os participantes foram
Instruído a usar os seus
Produto 6 a 8 horas por noite.
Nove agentes branqueadores em estudo
Como parte de um desenvolvimento de produto
Foram testados. Todos usaram um 10%
Peróxido de carbamida que
Vários níveis de potássio
Nitrato e fluoreto de sódio.
Noventa e um participantes ou 53%
Não experimentou sensibilidade de
Fonte a qualquer momento, enquanto que 47%
Experimentou sensibilidade em alguns
ponto. A distribuição do número de
De dias de sensibilidade entre os
Participantes não era normal.  

1. A sensibilidade variou muito de
pessoa para pessoa. 

2. A sensibilidade ao calor e ao frio
é significativamente mais provável de ocorrer
mais tarde no branqueamento de 14 dias.

3. A irritação da língua foi
significativamente mais provável de ocorrer
cedo no ciclo de branqueamento. 

SUN, L.et al Effects of Two In-Office Bleaching Agents with Different pH on the Structure of Human Enamel: An In Situ and In Vitro Study. Oper. Dent.2013 

Foi avaliado os efeitos de dois agentes de branqueamento (Beyond e Opalescence Boost) com diferentes pH, propriedades mecânicas do esmalte humano em vitro e in situ de pré-molares. O tempo total de branqueamento foi de 90 minutos.

A eficácia do branqueamento de consultório foi bem

documentado, mas uma preocupação primordial é que o esmalte pode ser enfraquecido pelo agente clareador.

o pH do agente clareador e suas condições de armazenamento podem ter

influência nos resultados.

Geralmente, agentes de branqueamento distintos têm diferentes valores de pH. Uma vez que os agentes de branqueamento ácidos podem ajudar a

manter o peróxido de hidrogénio estável e facilitar a processo de branqueamento, 4 alguns que contém peróxido de hidrogénio altamente concentrado têm um pH baixo. A concentração do pH e a saliva artificial também devem ser analizadas.

Seleção dos dentes: Os dentes foram limpos completamente e armazenados em 0,2% de timol a 48 ° C até serem necessários.

Preparação dos matérias: As raízes dos dentes armazenados foram separados da coroa na junção cemento-esmalte utilizando uma broca diamantada refrigerada a agua.

Foi utilizado neste estudo cálcio e fosfato com uma concentração de (50 mmol / L de KCl, 1,5 mmol / L de Ca, 0,9 Mmol / L PO 4, 20 mmol / L de tri-hidroximetil-amino-Metano, pH = 7,0).

Procedimento: No primeiro dia os entes foram submetidos a 38% de peroxido de hidrogênio , pH= 7,52 durante 45 minutos cada sessão em um total de 90 minutos. (duas sessões por dia)

Além de 35% de peróxido de hidrogênio com pH=4,03 durante 45 minutos cada sessão em um total de 90 minutos.

Impulso de opalescência : 38% peróxido de hidrogênio, pH 7,5 quimicamente ativado. Primeiro e oitavo dia durante 45 minutos cada; Total de 90 minutos.

Beyond: 35% peróxido de hidrogênio, pH 4,0 , ativado por luz LED, primeiro e oitavo dia durante 45 minutos cada; Total de 90 minutos.

No décimo dia as amostras in situ foram substituídas por cloreto de polivinilo e as amostras foram novamente testadas sobre sua rugosidade superficial, morfologia superficial, microdureza e FT. Todas as análises estatísticas foram realizadas

Um nível de significância de 0,05. Os valores médios de RMS, Microdureza e FT de amostras na experiência Foram expressos como meios 6 SD. Variações para valores basais e finais em cada grupo foram analisados por análise de variância.

Teste de AFM: as alterações morfológicas da superfície do esmalte foram obtidas por meio de AFM.

Teste de microdureza: Não houve diferença entre valores basais e finais
em todos os grupos. 

Teste de FT: foi obtido através de uma fórmula. Desvio padrão de FT em cada grupo na imagem.

O pH dos agentes clareadores e as condições de armazenamento não teve efeito sob as propriedades do esmalte após o branqueamento. O baixo PH pode ser o responsável pela desmineralização, mas só ocorre com pH abaixo de 5,2. Nesse estudo, a Hidroxiapatita alcalina (HA) efetivamente minimizou

a desmineralização das superfícies do esmalte.

Dentro das limitações do presente estudo,foram extraídas as seguintes conclusões: In-office bleach-agentes com baixos valores de pH poderiam induzir alterações no esmalte e na morfologia sob condições in vitro.

A presença de SA natural poderia eliminar a desmineralização causada pelo baixo pH.

ZEKONIS, R.et al Clinical Evaluation of In-Office and At-Home Bleaching Treatments. Oper Dent.p.114-121.2003

Estudo clínico de 3 meses que compara clareamento feito em casa, com peróxido de carbamida a 10% e peróxido de hidrogênio a 35%, em grau de cor e sensibilidade na gengiva.

Foi realizado um tratamento domiciliar de 14 dias com 2 aplicações em cada dia durante 10 minutos, comparado a 60 minutos em tratamento no consultório. O clareamento feito em casa abaixou menos tons de branco na coloração inicial dos pacientes. Sobre sensibilidade não houve diferença entre os tratamentos. 84% dos indivíduos que realizaram em casa o tratamento foi mais eficaz e 16% não notou diferença. Nenhum indivíduo relatou que o de consultório é melhor do o que o realizado em casa, mesmo sendo uma crença geral de que o realizado em consultório é superior por causa da alta concentração e peróxido de hidrogênio, que seria um agente superior e mais rápido em relação à baixa concentração do clareamento feito em casa. Nenhuma diferença na luminosidade entre os tratamentos. Nenhum Dos sujeitos relataram o tratamento de branqueamento superior ao tratamento de branqueamento domiciliar.

No entanto, não foram publicados estudos comparando estes dois tratamentos na literatura científica. Haywood e Berry (2001) têm afirmado que a eficácia dos Branqueamento pode não ser tão boa quanto a do Branqueamento caseiro.

MARTIN, J.et al Dentin hypersensitivity after teeth bleaching with in-office systems. Randomized clinical trial. Am J. of Dent, v26, n1. Fevereiro, 2013

Foi comparado em um ensaio clínico randomizado, a hipersensibilidade dentinária após tratamento com três sistemas de branqueamento no consultório, com base em peróxido de hidrogênio em diferentes concentrações. Todos os grupos apresentaram aumento da sensibilidade imediatamente após o tratamento. , 88 voluntários de ambos os gêneros, entre

18-37 anos de idade, foram selecionados: O grupo 1 apresentou menos alterações em relação à linha de base sem

Diferenças (P = 0,104). Aos 7 e 30 dias após o tratamento, uma comparação dos valores de VAS não indicou diferenças significativas

Entre todos os grupos (P = 0,598 e 0,489, respectivamente) os sistemas de branqueamento à base de peróxido de hidrogénio a 15% com dióxido de titânio ativados por luz geraram baixa hipersensibilidade pós-tratamento, mas não estatisticamente significativa em relação aos outros sistemas,

Que se basearam em peróxido de hidrogénio a 35% com e sem ativação de luz.

Os critérios de inclusão: indivíduos que tivessem todos os seus dentes superiores e inferiorescom boa higiene bucal, sem restaurações e sem lesões cervicais ou sintomas de dor, nenhuma experiência anterior com clareamento dentário.

Grupo 1: H 2 O 2 15% + TiO 2 + luz

Grupo 2: H 2 O 2 35% + luz

Grupo 3: H 2 O 2 a 35%

Oitenta e oito indivíduos entraram no estudo, 65 mulheres e 23
homens, com idade entre 18-37 anos (idade média 23,03 ± 3,77 anos).
apenas 61 voluntários completaram a avaliação de sensibilidade em 7
dias após o tratamento e 42 na avaliação de 30 dias. No início do estudo, as sensibilidades iniciais médios de cada grupo não apresentou diferenças estatisticamente significativas (P = 0,471). 

Todos os grupos mostraram maior sensibilidade (EVA) imediatamente
pós tratamento. O grupo 1 apresentou a menor variação de sensibilidade em relação à linha de base; Entretanto, Kruskal-Wallis
análise não revelou diferença significativa em relação aos demais. 

(P = 0,104).

Em conclusão, todos os sistemas de branqueamento avaliados neste estudo apresentaram hipersensibilidade à dentina imediatamente após o branqueamento. O sistema de branqueamento que incorporou

Peróxido de hidrogénio a 15% com dióxido de titânio ativado por
hipersensibilidade dentinária gerou menor hipersensibilidade pós-tratamento,
mas o resultado não foi estatisticamente significativo em relação aos sistemas a base de peróxido de hidrogénio a 35% com e sem luz para ativação. 

KIELBASSA, A. M.et al Tooth sensitivity during and after vital tooth bleaching: A systematic review on an unsolved problem. Quint Int, v46, n10. Novembro,2015

Objetivo: Revisar a literatura atual e avaliar
a ocorrência, gravidade e duração da sensibilidade dentária
durante e após o branqueamento vital dos dentes, bem como identificar
possíveis fontes e fatores de risco de sensibilidade ao branqueamento (BS).
A análise inclusiva deve permitir que o clínico obtenha uma
vista sobre os resultados baseados em evidências de hoje sobre BS.
 Conclusão: BS continua a ser um fenômeno sem solução
que necessita de mais seguimento com acompanhamento de estudos de alta qualidade. 

Esta avaliação debates prováveis fontes, os contribuintes, o risco e
fatores,  preditores de BS por meio de busca na
literatura para ensaios clínicos, e investigar a sensibilidade dentária durante e após o clareamento dental vital. As variáveis de produtos (agentes clareadores ativa e gel
composições), métodos de aplicação e protocolos, BS
métodos de medição e modelos globais do estudo de
os ensaios encontrado claramente limitado um resultado global de
o sintoma investigado da BS. Como a maior parte da segurança
relatórios, até mesmo para a sensibilidade dentária, limitou-se a
taxas de ocorrência simples, às vezes usando com- indireta
comparações, avaliação final foi considerada difícil.
Na verdade, houve apenas alguns com- estatística rigorosa
comparações ou estudos controlados com placebo, em que a causalidade
se podia inferir diretamente.

Os efeitos colaterais durante o clareamento
e os eventos adversos mais comuns associados com
branqueamento eram sensibilidade dentária transitória e gengival
irritação seguido por efeitos adversos menos frequentes, como
língua / queima garganta e irritação gosto que têm sido
observados com a maioria dos estudos clínicos. Como irritação gengival foi predominantemente atribuída à inadequada
aplicação, de bandejas de montagem, bem como para superar produto
utilização, o problema BS parece ser muito mais difícil
lidar com. 12
BS ocorre durante as fases iniciais de branqueamento
procedimento, e, geralmente, é de natureza transitória. Pacientes
estão preocupados com uma dor aguda espontânea
, limitado a um ou alguns dentes, 28 e ocorrendo
tocar durante ou logo após o procedimento de branqueamento; uma
caso representativo é dada na figura 2 (aqui, em exercício
branqueamento utilizando gel de HP altamente concentrada para ser tido
interrompido devido a dor não tolerável, mas foi continuou com sucesso com concentrações mais baixas em casa,
tanto no que diz respeito à percepção de dor e de um
ponto de vista estético), e isto lança alguma luz sobre
limiares de dor individuais e tolerância à dor, em particular se a demanda dos pacientes para os dentes mais brancos é bem pronunciado. Os pacientes sentem desconforto generalizado (hipersensibilidade) dos dentes afetados, como também para overact
vários estímulos, tais como, o fluxo de ar frio, ou escovar os dentes;
apesar de tudo, os efeitos da estimulação assemelham dentina “normal”
de hipersensibilidade, e os sintomas resultam em instantânea
dor aguda. Como resultado, BS às vezes é grave o suficiente
para forçar o paciente a retirar-se do tratamento. 16
No entanto, as observações mostraram que a BS geralmente
retorne a valores normais após a interrupção  do tratamento de branqueamento 

CONCLUSÃO

Com as limitações dadas desta revisão sistemática e
tendo em consideração os resultados limitados comprovada em evidências
encontramos, BS génese pode ser considerado como um não resolvido
problema. No estado actual do conhecimento, BS parece
para representar um fenômeno multifatorial na necessidade de um
reabilitação básica, como relatórios e resultados diferem
imensamente. Atualmente, nenhum sistema de clareamento pode reivindicar
“Nenhuma sensibilidade”. No entanto, processamento meticuloso científica
é considerado um passo importante para resolver este sintoma
que ocorre durante e depois do branqueamento tratamento 

HAYWOOD, V. B. A Comparison of At-Home and In-Office Bleaching. Dent Tod.2000

(Também contém resumo de parte do livro de 2001)

O branqueamento de dentes em consultório começou a aproximadamente 125 anos, com pouca mudança na ciência ou na técnica durante esse tempo.

O peróxido de carbamida foi introduzido em 1989, e é muito instável.

indicações clínicas e contra-indicações. Vantagens e desvantagens de ambas as técnicas.

A técnica atual de branqueamento no consultório é basicamente o mesmo que a técnica desenvolvida entre 1880-1916, que usa peróxido de hidrogenio 35%
com borracha para o isolamento. A pergunta é muitas vezes feita, “Quanto tempo que é necessário para efetivamente clarear os dentes?” 

A resposta é, “Você aguenta ficar com o produto até que eles fiquem.” Dentre
outras palavras, cada caso é diferente, e a quantidade de tempo necessária para atingir o resultado variará de paciente para paciente. . Certamente, alguns pacientes terão resultados satisfatórios em uma única visita dentro do escritório, dependendo da causa subjacente da descoloração. Contudo, este não é o normal. 

A utilização da luz aumenta a eficácia do clareamento, e os lasers não são mais eficazes que a luz.

No consultório, usando um tratamento ativado por luz de 35% o material de peróxido de hidrogénio não atingiu os resultados obtidos a partir do branqueamento com peróxido de carbamida a 10%. Uma fonte de luz acelera areação de oxidação, mas não acelera a mudança de cor de um dente.

Há muitos pacientes que têm indicação para o tratamento clareador, incluindo aqueles que possuem dentes escurecidos pelo envelhecimento; dentes amarelados; com manchas de alimentos cromogênicos como chá e café; com manchas de nicotina; escurecimentos induzidos por trauma; fluorose moderada a severa.

As alterações de cor causadas pela ingestão de medicamentos tais como tetraciclina e isotretinoína, apresentam limitações de indicação, pois o resultado clareador não é previsível, podendo oferecer um resultado não tão satisfatório. Embora a coloração com tetraciclina grave não seja necessariamente uma contraindicação, estes dificilmente clarearão, especialmente os cinzas escuros e azulados se a descoloração estiver localizada no terço gengival. Os pacientes devem ser informados que o prognóstico para tais casos é complicado. Pacientes idosos frequentemente apresentam recessão gengival e raízes que são amarelas e evidente para os observadores. As raízes não tendem a clarear durante o procedimento, será deixado com dentes brancos sobre a anatomia da coroa, mas as raízes permanecem amarelas, então eles devem estar cientes disto .

TAY, L. Y.et al Long-term efficacy of in-office and at-home bleaching: A 2-year double-blind randomized clinical trial. Am j. of dent. 2012

 Métodos: 60 participantes com a cor do dente
ais escuros que C2, sem restaurações na dentição anterior e maiores de 18 anos. Dois grupos para receber  35% de peróxido de hidrogênio ou  16% de peróxido de carbamida.  

Resultados: Ambas as técnicas de clareamento demonstraram equivalente e significativo cor do dente sombra relâmpago.

Não houve recuperação significativa de cor após 2 anos para ambas as técnicas, desafiando o conceito difundido de que o clareamento feito em casa tem uma maior duração de tom alcançado no clareamento.

A sensibilidade dos dentes ou a irritação gengival é mais comum quando a concentração do agente é maior. Em resumo, ambas as técnicas foram eficazes para clarear os dentes e produziu resultados duradouros e satisfatórios. Assim,

 A escolha da técnica de branqueamento depende das preferências do paciente. Branqueamento em casa e no consultório são protocolos eficazes para o branqueamento dos dentes vitais, maior intensidade de sensibilidade dentária foi relatada para o branqueamento feito no consultório.

CUNHA-CRUZ, J.et al The prevalence of dentin hypersensitivity in general dental practices in the northwest United States. Am Dent Assoc, v3. p.144.Março,2013

A hipersensibilidade dentinária pode ser definida como uma pequena dor que surge em resposta a defeitos na dentina, seja térmico, tátil, osmótico ou químico. Os pacientes relataram que ela foi notada principalmente ao ingerir bebidas quentes, escovar os dentes e ingerir doces.

787 adultos que, com base na pesquisa, 315 ( 40% ) apresentaram sensibilidade dentinária.

A hipersensibilidade da dentina tem uma prevalência, é principalmente uma condição crônica de dores intermitentes, mas não graves, e afeta múltiplos dentes na maioria das pessoas.

Ocorre mais frequentemente em mulheres com 65 anos e é associado geralmente com recessão gengival e a utilização em casa de clareadores. Não está associado a hábitos agressivos de escovação de dentes, escamação e aplanamento da raiz ou trauma oclusal. Clareamento em casa ou no consultório, a dor causada por esta condição é eliminada a longo prazo.

ALBERS, H.F. LIGHTENING NATURAL TEETH. ADEPT REPORT.1991

O elemento dental escuro é visualizado assim em função de uma maior absorção de luz provocada pela presença de cadeias moleculares longas e complexas no interior da estrutura dental. Já o dente com colaboração normal apresenta uma absorção de luz menor, gerando a percepção ótica de uma luz.

O esmalte é sintetizado pelos ameloblastos, e estas células são sensíveis às variações metabólicas que ocorrem no organismo. Estrias de Retzius são linhas que aparecem durante a formação do esmalte. Cada uma representa um momento específico de formação num determinado intervalo de desenvolvimento.Com a mineralização da matriz do esmalte elas são depositadas e promovem o crescimento linear do esmalte. Linhas incrementais acentuadas aparecem devido a variação de deposição de mineral em alguns pontos ou podem estar relacionadas a alterações metabólicas oriundas de problemas sistêmicos que afetam a amelogênese. Próximo à dentina, existem áreas prismáticas hipomineralizadas com aspecto ramificado denominadas de tufos. Aparecem entre os grupos de prismas de esmalte, formando um ângulo reto com a junção amelodentinária. Estes defeitos são preenchidos com material orgânico. Como a dentina se forma antes do esmalte, alguns processos odontoblásticos ficam aprisionados nos ameloblastos. Estas extensões deixadas no esmalte pelos prolongamentos dos odontoblastos são os fusos de esmalte. A principal função da dentina é fornecer suporte para o esmalte dental. Graças à sua resiliência, protege o esmalte, que pela sua dureza e alto grau de mineralização, é extremamente friável.

A polpa dental é responsável pela vitalidade do dente. Ela ocupa a cavidade pulpar, formada pela câmara pulpar e os canais radiculares. É um tecido conjuntivo frouxo, altamente especializado, vascularizado e inervado. Composta por células (odontoblastos, fibroblastos, células mesenquimáticas indiferenciadas e células de defesa), sustância amorfa, fibras, vasos e nervos. A polpa é ligada ao sistema circulatório e tecidos periapicais através do feixe vasculonervoso que entra e sai pelos forames apicais. A sua condição de aprisionamento por paredes rígidas produz um ambiente de baixa tolerância às agressões.

LUQUE-MARTINEZ, I.et al Comparison of efficacy of tray-delivered carbamide and hydrogen peroxide for at-home bleaching: a systematic review and meta-analysis. Clin Oral. 2016

Géis a base de peróxido de carbamida tem uma eficácia ligeiramente melhor do o que produtos a base de peróxido de hidrogênio.Ambos demonstram níveis de irritação gengival e sensibilidade dentária.

Géis de peróxido de carbamida feitos com plaquinha mostraram um clareamento ligeiramente mais eficaz do que produtos baseados em HP quando a mudança de cor era avaliada com um espectrofotômetro; essa superioridade contudo, não pode ser detectada com unidades de guia de cores. ambos sistemas de clareamento demonstram igual nível de irritação gengival e sensibilidade dentária.

REZENDE, M.et al Predictive factors on the efficacy and risk/intensity of tooth sensitivity of dental bleaching: A multi regression and logistic analysis. J.of Dent,v45.p.1-6.2015

Quanto maior a concentração de peróxido e maior o tempo de contato, mais rápido é o clareamento. Embora isso explique a diferença entre pacientes submetidos a diferentes terapias de clareamento, não justifica as variações individuais observadas após a aplicação do mesmo produto. Por exemplo sob o mesmo produto de peróxido de hidrogênio a 35% foi relatada uma mudança de 3 tonalidades na guia de cores. Em alguns pacientes não foi notada qualquer diferença na tonalidade e isso pode afetar as expectativas profissionais e influenciar a confiança dos pacientes relacionada ao profissional.

120 participantes com base na cor dos dentes para comparação. Alguns do estudos foram realizados para comparar cores claras como A1 e A2, em outros participantes a exigência era incisivos em cor C2 ou mais escuros. Quanto mais escuro, mais o clareamento faz efeito e abaixa a tonalidade porém o grau de clareamento é negativamente afetado pela idade do participante.

Os pacientes mais jovens e os pacientes com dentes mais escuros obtiveram bom resultado no clareamento. Pacientes com dentes mais escuros e submetidos ao clareamento feito em casa apresentam menor risco e intensidade a sensibilidade dentária.

SASAKI, R. T.et al Micromorphology and microhardness of enamel after treatment with home-use bleaching agents containing 10% carbamide peroxide and 7,5% hydrogen peroxide. J Appl Oral,v17,n6. p.611-616.Julho,2009

Avaliado o uso de peróxido de carbamida a 10% e peróxido de hidrogênio a 7,5% em relação a microdureza do esmalte e micromorfologia de superfície. Foram utilizadas dez placas de esmalte que receberam agentes clareadores durante uma hora e permaneceram as outras 23 horas em solução artificial de saliva. Os testes de microdureza foram realizados antes da aplicação do tratamento, 21 dias de tratamento e 14 dias após o termino do tratamento.Não houve diferenças significativas na microdureza após os 14 dias do término do tratamento. Ambos os produtos testados podem modificar a morfologia do esmalte, embora não tenha sido observadas alterações na microdureza.

O branqueamento de dentes em casa tem sido amplamente é um procedimento simples e eficaz para a remoção de manchas extrínsecas.

No entanto, a micromorfologia superficial do esmalte pode ser comprometida com a utilização de peróxido de carbamida a 10% ou de peróxido de hidrogênio a 7,5%. Embora essas alterações não sejam clinicamente perceptíveis, é difícil determinar se eles são microscopicamente reversíveis. Considera-se que o uso constante de fluoretos , adoção de medidas adequadas de higiene bucal e particularmente a saliva, pode aumentar a microdureza do esmalte durante e após o clareamento.

Agentes de clareamento contendo 10% de peróxido de carbamida

e 7,5% de peróxido de hidrogênio podem levar a micro-alterações na superfície micromorfológica do esmalte, mas sem alterações em microdureza observadas com um protocolo de aplicação de 1 h / dia durante 21 dias.

PINHEIRO, H. B.et al Análise microestrutural do esmalte tratado com peróxido de hidrogênio e carbamida: Effects of hydrogen peroxide and carbamide peroxide on enamel morphology. Rev Gaúcha Odontol.v59, n2.p.215-20.2011

Foram selecionados dez dentes terceiros molares superiores e divididos aleatoriamente em dois grupos (n=5). Cada coroa dental foi seccionada ao meio, no sentido mésio-distal, sendo produzidos dois espécimes, um referente à face vestibular (clareado) e outro referente à face palatina (controle). Desta forma, cinco espécimes serviram como controle e seus pares foram submetidos às seguintes técnicas clareadoras: G1 – clareamento de consultório com peróxido de hidrogênio a 35% (FGM, Whiteness HP, Joinville, Brasil) e aplicação de luz através de um aparelho de LED/Laser (DMC Equipamentos, Whitening Lase II, São Carlos, Brasil) e G2 – clareamento caseiro com peróxido de carbamida a 16% (FGM, Whiteness HP, Joinville, Brasil). Durante todo o experimento, os espécimes foram armazenados em saliva artificial a 37ºC. Após as técnicas clareadoras terem sido concluídas, os espécimes foram analisados no microscópio eletrônico de varredura.Não houve diferença no grau de alteração morfológica provocado pelo peróxido de hidrogênio a 35% se comparado ao peróxido de carbamida a 16%.Os agentes clareadores em baixa e alta concentração foram capazes de provocar alterações morfológicas na superfície do esmalte dental.

As duas principais abordagens para o clareamento de dentes vitais são: clareamento caseiro supervisionado pelo dentista e o clareamento de consultório ou power bleaching. No clareamento caseiro geralmente são usados produtos à base de peróxido de carbamida (10% a 22%), o que corresponde a aproximadamente 1/3 da concentração de peróxido de hidrogênio. No clareamento de consultório são utilizados produtos com concentração mais alta e por menos tempo, por exemplo, peróxido de hidrogênio de 25% a 35% ou peróxido de carbamida a 35%.Como a dentina e o esmalte são estruturas permeáveis ou semi-permeáveis, o peróxido de hidrogênio, por ter baixo peso molecular, é capaz de difundir-se livremente através destas estruturas e, com isso, é concebível que alterações na superfície e subsuperfície do esmalte dental possam ocorrer. Independentemente da técnica clareadora a ser utilizada, os agentes clareadores podem provocar várias alterações na estrutura dental, dentre elas: aumento de

porosidade no esmalte, aumento da permeabilidade do esmalte, diminuição dos valores de microdureza tanto em esmalte quanto em dentina13-14 e mudanças no conteúdo

mineral. Estas alterações podem caracterizar um processo químico de dissolução da porção mineralizada dos dentes, responsável pela perda de estrutura dental. Este processo é chamado de erosão.

Conclui-se que, tanto o agente clareador em alta concentração, quanto em baixa concentração foram capazes de provocar alterações morfológicas de aspecto semelhante na superfície do esmalte dental. Este estudo mostrou que os agentes clareadores promoveram alterações não uniformes na superfície dental, caracterizadas pelo aumento de porosidade, realce das periquimácias e áreas de erosão.

DEMARCO, F. F. Erosion and abrasion on dental structures undergoing at-home bleaching. Clin, Cosm and Investl Dent. 2011

A erosão dentária é uma condição multifatorial que pode ser idiopática ou causada por ácidos. Alguns agentes clareadores possuem pH abaixo do pH crítico ao conteúdo mineral do esmalte, as investigações mostram que baixas concentrações de peróxido de hidrogênio ou carbamida não oferecem risco sob as propriedades de superfície do esmalte e da dentina. O clareamento feito em casa utilizando sistemas de plaquinha personalizada com o produto são a modalidade mais utilizada.

Em maioria os estudos que relatam danos nas superfícies de esmalte por origem do clareamento são estudos in vitro, com as limitações metodológicas inerentes a este tipo de estudo, que não representam o fato da cavidade oral ser continuamente banhada em saliva contendo vários minerais como flúor, cálcio, fosfato, lipídios, carboidratos, proteínas e outras substancias.

Embora 10% de peroxido de carbamida cause alterações na morfologia superficial do esmalte em um estudo, essas alterações foram 3 meses após o tratamento.Além disso, observou-se que a microdureza do esmalte diminuiu após o tratamento contendo peróxido de carbamida a 10% com ou sem flúor, mas os valores de dureza foram gradualmente cessando após o branqueamento. Estes resultados discrepantes podem ser atribuídos a uma ampla variação metodológica, que pode limitar a comparações entre os estudos.

Com base na presente revisão da literatura, as seguintes informações foram extraídas:

• A maioria dos estudos mostrou que clareamentos feitos em casa à base de hidrogénio ou de carbamida peróxido não têm efeitos nocivos sobre as propriedades do esmalte e da dentina

• Estudos in vitro demonstraram que o branqueamento de dentes feito em casa à base de peróxido de hidrogénio ou de carbamida não possuem efeito clinicamente relevante sobre a perda mineral do esmalte por erosão ou abrasão; Adicionalmente, saliva artificial é um meio eficiente para reverter possíveis perdas de minerais associado ao tratamento de branqueamento in vitro.

• Os agentes branqueadores utilizados no branqueamento de dentes em casa têm demonstrado segurança e tolerabilidade satisfatórias, e estruturas dentárias submetidas a branqueamento domiciliar efeitos adversos podem ser facilmente controlados pela flúor ou dessensibilizantes entre as sessões, utilizando placas bem adaptadas ou menores concentrações de agentes clareadores.

• São necessários mais ensaios clínicos randomizados para compreensão dos efeitos dos produtos de clareamento a respeito da predisposição à erosão e à abrasão.

ALMEIDA, A. F.et al Genotoxic potential of 10% and 16% Carbamide Peroxide in dental bleaching. Braz Oral Res.2015

Apesar da alta taxa de sucesso deste tipo de tratamento ainda há alguns efeitos adversos relatados, dentre eles lesões pré-malignas, reabsorção e sensibilidade dentária, especialmente quando mal utilizado.

A descoloração dos dentes pode ser influenciada por uma combinação de fatores extrínsecos. As manchas intrínsecas estão relacionadas com as propriedades do esmalte dentina, enquanto as manchas extrínsecas estão associadas à deposição de alimentos e bebidas na superfície do dente

Alguns autores sugeriram que uma maior concentração de agente branqueador poderia melhorar e acelerar o efeito de branqueamento e fazê-lo durar mais tempo. Contudo, os ensaios clínicos a longo prazo tanto 10% como 16% de CP produziram um branqueamento semelhante. Além disso, uma maior concentração de CP pode

também aumentar os efeitos colaterais.

A citologia esfoliativa foi utilizada na mucosa oral. Trata-se de um método simples, e o método é barato,foi usado como um adjunto em epidemiologia molecular. O micronúcleo bucal o ensaio de citometria (BMNcyt) é um método não invasivo para estudar danos no DNA, instabilidade cromossômica, morte e o potencial regenerativo da tecido mucoso. O ensaio MN detecta danos no nível cromossômico, levando a um genoma mais grave correlação com um risco para a saúde. Outra vantagem desta abordagem minimamente invasiva é que pode ser utilizado sem estabelecer culturas de células.A freqüência espontânea de MN em humanos exfoliadas bucais está entre 0,3% e 1,7%.

Quando o branqueamento não é prolongado ou feito muito frequentemente, agentes branqueadores contendo peróxido de carbamida por si só não causam estresse mutagênico em células epiteliais gengivais. No entanto, exposição a agentes de branqueamento devem ser evitadas, pelo menos em um prazo curto. Estudos futuros devem explorar se a exposição a estes produtos, associação com outros fatores, como tabaco,alcool e bebidas quentes, tem o potencial de causar danos genéticos.

 LEONARD, R. H.et al Risk factors for developing tooth sensitivity and gingival irritation associated with nightguard vital bleaching. Quint Int, v28, n8.1997

(E artigo de 2008 também)

Em um relatório anterior da NGVB(branqueamento vital noturno), os efeitos colaterais sobre sensibilidade e / ou irritação gengival foram relatados ter afetado até 67% dos pacientes submetidos à NGVB.

Foi feita a aplicação de um branqueamento com peróxido de carbamida a 10% em solução contendo Carbopol (carboxipolimetileno. BF Goodrich) em uma placa dentária (0,02 polegadas) durante 6 a 8 horas por noite por 2 a 6 semanas. O caso mais longo de sensibilidade causada por clareamento dental relatada foi de 39 dias .

São recomendadas algumas ações para reduzir a sensibilidade dentária, como histórico de saúde completo do paciente que avalie as alergias conhecidas (se há alergia a peróxidos), exame oral completo de cada paciente deve ser realizado, incluindo uma avaliação de recessões gengivais, cemento exposto, defeito em restaurações, cárie, sensibilidade dentária, outras condições que possam contribuir para a sensibilidade. Se houver sensibilidade o paciente deve ser instruído a descontinuar o tratamento por um dia; reduzir o tempo de aplicação, reduzir a frequência de aplicação; diminuir a quantidade de solução de clareamento. O paciente deve ser reavaliado se a sensibilidade ou irritação ocorrer por mais de uma semana após o início do procedimento. A inserção e a técnica de remoção do produto devem ser observadas para avaliar se foi feito de maneira incorreta . Concentrações mais altas de agentes clareadores podem causar sensibilidade aumentada em estudos in vitro.

DAHL, J.E. Tooth bleaching—A Critical review of the biological aspects . Crit Rev Oral Biol Med.2003

As tecnicas atuais de clareamento se baseiam em peróxido de hidrogênio como agente ativo, ele pode ser aplicado diretamente ou produzido em reações químicas a partir de perborato de sódio ou peróxido de carbamida. Mais de 90% de sucesso imediato foram relatados para branqueamento intracoronariano de dentes não vitais.

História do branqueamento

O branqueamento de dentes descoloridos e pulpless foi descrito pela primeira vez em
1864 (Truman, 1864), e uma variedade de medicamentos tais como cloro-
Hipoclorito de sódio, perborato de sódio e hidrogénio
Peróxido foi utilizado, sozinho, em combinação, e com e
Sem ativação por calor (Howell, 1980). A “lixívia de caminhar”
Técnica introduzida em 1961 envolveu a colocação de um
Mistura de perborato de sódio e água na câmara de polpa
Que foi selado entre as visitas do paciente ao médico
(Spasser, 1961). O método foi posteriormente modificado e água
Substituído por 30-35% peróxido de hidrogênio, para melhorar o whiten-
(Nutting e Poe, 1963). A observação de que
Peróxido de bamídio causou o alívio dos dentes foi feito no
Final de 1960 por um ortodontista que havia prescrito um anti-séptico
Contendo 10% de peróxido de carbamida para ser utilizado num tabuleiro para tratamento da gengivite (Haywood, 1991). A observação foi
comunicada a outros colegas e devem ser consideradas
Início da noite guarda branqueamento era. Mais de 20 anos
posteriormente, o método que descreve o uso de 10% de peróxido de carbamida em um protetor de boca para ser usado durante a noite para o dano de iluminação na cor foi publicada (Haywood e Heymann, 1989). 

Sensibilidade do dente

A sensibilidade dentária é um efeito colateral
Branqueamento externo dos dentes (Tam, 1999b)  Dados de vários estudos de 10% de carbamida per-
Óxido de glicose indicam que de 15 a 65% dos pacientes
relataram aumento da sensibilidade dentária (Haywood et
Al. , 1994; Schulte et al. , 1994; Leonard et ai. , 1997;
Tam, 1999a). Maior incidência de sensibilidade
(De 67 a 78%) foi relatada após o
Branqueamento com peróxido de hidrogénio em combinação
Com calor (Cohen e Chase, 1979;
Nathanson e Parra, 1987). Sensibilidade do dente
Persiste por até 4 dias após a cessação da
Tratamento de branqueamento (Cohen e Chase,
1979; Schulte et al. , 1994), mas uma duração mais
até 39 dias tem sido relatada (Leonard et ai, 1997;. Tam,
1999a). Em um estudo clínico que comparou duas marcas diferentes
De 10% de agente de branqueamento com peróxido de carbamida, 55% dos Pacientes relataram sensibilidade dentária e / ou irritação gengival,
E 20% dos que apresentaram efeitos colaterais terminaram o
o tratamento devido ao desconforto (Leonard et al., 1997).
Os mecanismos que explicariam a sensibilidade do
Após o branqueamento externo de dentes ainda não foram totalmente
Lido. Experiências in vitro mostraram que o peróxido de pene-
De esmalte e dentina e entrou na câmara pulpar
(Thitinanthapan et al., 1999) 

Em 1872 e 1877, Bogue e Charpel utilizaram ácido oxálico para clarear dentes polpados e despolpados. Em 1924, Prinz divulgou a técnica termocatalítica para dentes tratados endodonticamente. O autor utilizava perborato de sódio mais peróxido de hidrogênio a 30% associado a uma fonte de calor. Em 1937, Ames difundiu uma técnica para clarear dentes vitalizados manchados por fluorose, o agente clareador era composto por 5 partes de peróxido de hidrogênio a 30% mais 1 parte de éter associado a uma fonte de calor para acelerar a reação de liberação de oxigênio. Em 1989, Haywood e Heymann apresentaram o primeiro artigo que descreveu sobre a técnica de clareamento dental caseiro, supervisionado pelo profissional. Essa técnica utilizava uma placa protetora macia e flexível, associado ao peróxido de carbamida à 10%, utilizado no período noturno. A possibilidade de se realizar o tratamento em casa, com um produto menos agressivo, com maior conforto e custos reduzidos estimularam a sua divulgação nos meios de comunicação. Hoje em dia, muitos pacientes informados pelas revistas de beleza, jornais e televisão, procuram os profissionais solicitando esse tipo de tratamento.

Comentários finais

 
Defendemos uma utilização mais seletiva de clareamento dental e uma limitação sobre seu uso para pacientes para os quais tal tratamento poderia ser
profissionalmente justificada. A necessidade para o branqueamento para somente
alcançar um sorriso “perfeito” e uma aparência jovem (Burrell, 1997) é
Assim questionado. Instamos a profissão de dentista para manter
elevados padrões éticos e de não recomendam a realização de ajuste meteco da cor do dente apenas para cumprir a
demanda do paciente. As nossas preocupações são com base na falta de
investigações clínicas em grande escala sobre os efeitos adversos e os
dados toxicológicos limitados sobre peróxido de carbamida disponível em
revistas e jornais. Além disso, a avaliação de risco tem
mostraram que os factores de segurança mínimas aceites pode não ser
atingido em determinadas situações clínicas 

SUNDFELD, R. H.et al Dental bleaching with a 10% hydrogen peroxide product: A six-month clinical observation. Ind J. Dent Res, v25,n1.Novembro,2014

Relato de um adesivo anti-condicionante em zonas de dentina exposta que pode resolver a sensibilidade, principalmente nas regiões cervical e incisivas de dentes mandibulares e maxilares. Este adesivo é capaz de obliterar os túbulos dentinários, através da formação de uma camada híbrida e pontos resinosos, o que evita a transmissão de estímulos dolorosos.

um total de 13 voluntários, com idade entre 18 e 25 anos, participaram deste estudo. Os pacientes usaram o sistema de clareamento uma vez por dia durante 60 minutos durante o estudo de 8 dias. Para incisivos e caninos maxilares, a alteração de cor foi avaliada visualmente com a escala de cores Vita antes, imediatamente e seis meses após o tratamento. A sensibilidade ao dente foi avaliada durante as aplicações diárias de gel. Todos os pedidos de clareamento foram feitos no escritório e sob a supervisão de um profissional dentário. Verificou-se que os valores de cor média originais observados na análise de linha de base diferiram significativamente dos observados imediatamente após o branqueamento, bem como dos observados na análise aos seis meses ( P = 0,001). Não houve diferença significativa entre os valores médios de cor observados no tempo imediato e na análise aos seis meses ( P = 0,474). Não houve sensibilidade dentária em nenhum dos pacientes.

SILVA A.D. et al Toxic effects of carbamide peroxide on the dentin-pulp complex. 2016

Na região pré dentina, um espessamento desta camada foi encontrado nos grupos de teste. Isso indica um aumento no tempo de mineralização, indicando dificuldades reativas. Dentro. Além disso, a perda de odontoblastos reporta uma redução na produção de pré dentina, permitindo assim que os macrófagos pulpar se tornem odontoclastos realizando dentinário Reabsorção. Isto é agravado com o uso prolongado de peróxido de carbamida, causando sensibilidade dental aumentada.

A toxicidade do peróxido de carbamida no complexo dentina-polpa foi modificada através do odontoblasto e pré dentina. Assim, novos estudos são necessários para avaliar o potencial de sistemas locais e sistêmicos do peróxido de carbamida e seu impacto na saúde pública.

Os malefícios do clareamento estão relacionados a indicação e aplicação incorretas, e ao uso indiscriminado dos agentes clareadores. Os efeitos danosos podem ser minimizados se forem seguidas as recomendações de cada técnica. É importante que o cirurgião-dentista saiba diagnosticar corretamente a etiologia da alteração de cor, tenha conhecimento sobre os diferentes produtos clareadores e domine as técnicas e seus efeitos sobre a estrutura e os tecidos dentais. Além de saber o momento de interromper o clareamento, uma vez que a perda da matriz orgânica do esmalte pode ultrapassar os benefícios do procedimento.

PORTOLANI JUNIOR, M. V.; CANDIDO, M. S. M. Efeito dos agentes clareadores sobre as estruturas dentais. Rev. Odon UNESP, v34, n2.p.91-94.2005

Um dos problemas estéticos mais comuns é a alteração da cor dentária. A fim de satisfazer os pacientes que desejam dentes brancos, os dentistas forneceram uma ampla variação de tratamentos, que vão desde a cobertura total dos dentes com resinas compostas ou porcelana até terapias mais conservadoras, como o branqueamento dental, amplamente divulgado pela mídia. Mesmo assim, muitos são os questionamentos ou dúvidas relacionadas ao efeito dos agentes de branqueamento dental. 

Haywood, Heymann21 (1989), avaliando o efeito do clareamento
caseiro com solução de peróxido de carbamida a
10% e 15%, verificaram que nenhuma alteração morfológica
foi observada no esmalte tratado com peróxido de carbamida
a 10%, nem com gel livre de oxigênio, quando comparado
com o controle, em que nenhum tipo de gel foi aplicado
sobre o esmalte dental. Por outro lado, o esmalte clareado
com peróxido de hidrogênio a 5,3% resultou em áreas de
erosão, efeito este não uniforme, ocorrendo com intensidade
variável em todos os espécimes submetidos ao clareamento
com peróxido de hidrogênio a 5,3%. Outros estudos encontraram mínima alteração morfológica na superfície
do esmalte dos dentes tratados com peróxido de carbamida
a 10%.

Pela revisão da literatura consultada, é lícito concluir

que:

• pode-se esperar alguma alteração dental por tratamento

clareador;

• o efeito cumulativo de tratamentos clareadores repetitivos,

ao longo dos anos, quando executados de

forma irracional, descontrolada, com indicação incorreta,

pode levar a alterações irreversíveis na estrutura

dental; e

• qualquer técnica de clareamento deve ser supervisionada

pelo cirurgião-dentista.

MIRANDA, C. B.et al Evaluation of the bleached human enamel by Scanning Electron Microscopy. J. Appl. Oral Sci. 2005

Neste estudo, defeitos podem ser detectados aleatoriamente na superfície do esmalte com severidade distinta após o branqueamento. Um comportamento semelhante foi relatado em estudos anteriores, mesmo após 10% de branqueamento com peróxido de carbamida, que libera quantidades mais baixas de peróxido de hidrogênio quando comparado aos agentes de branqueamento no escritório. A erosão da superfície , depressões , porosidade e aumento da profundidade de sulcos de esmalte  foram algumas das alterações mencionadas.

Podem ser esperadas alterações mais severas na superfície do esmalte após o branqueamento no escritório. O aumento da porosidade e a deposição de precipitados 16 caracterizaram a erosão do esmalte. Depressões 6, 19 com formação de crateras, remoção da camada aprisática e exposição dos prismas de esmalte 15,17 também podem ser detectadas. Hegedüs, et al. detectaram um aumento pronunciado na profundidade dos sulcos de esmalte após 30% de branqueamento com peróxido de hidrogênio. McGuckin, et al. 19 relataram alterações morfológicas na superfície do esmalte, descrevendo padrões de esmalte semelhantes à gravura ácida tipo II, após 30% de aplicações de peróxido de hidrogênio.

Apesar de 35% de peróxido de hidrogênio apresentar maior concentração de peróxido de hidrogênio livre quando comparado com 35% de gel de peróxido de carbamida, nenhuma diferença visual foi detectada entre os grupos tratados com esses produtos. Resultados semelhantes provavelmente foram observados devido aos períodos de exposição mais curtos e menos sessões determinadas para o gel ativado por luz.

Os autores acreditam que as alterações do esmalte provavelmente se devem a um processo inicial de desmineralização. McCracken e Haywood 20 e Rotstein, et ai.  provaram perda de cálcio nos dentes expostos ao peróxido. Rotstein, et al. observaram menor resistência e maior solubilidade dos tecidos duros dentários após procedimentos de branqueamento, possivelmente devido à modificação da proporção orgânica e inorgânica dos tecidos. Oltu e Gürgan  observaram alterações na composição inorgânica do esmalte branqueado após exposição a 35% de peróxido de carbamida. Na verdade, a maioria dos agentes de branqueamento são ácidos, o que não é favorável ao esmalte, à dentina e ao cimento. O pH dos agentes de branqueamento investigados neste estudo foi de 6,4 e 3.

A investigação qualitativa  demonstrou que os agentes de branqueamento no local afetaram a morfologia do esmalte humano, produzindo porosidades, depressões, crateras, aumento da profundidade de sulcos de esmalte e remoção parcial de prismas de esmalte. Esses defeitos foram distribuídos aleatoriamente e afetaram a superfície do esmalte em vários graus.

MARSON, F.C.; SENSI, L.G.; ARAUJO, F.D.O. Avaliação clínica do clareamento dental pela técnica caseira. Rev. Dent Press Est, v2, n2.p.84-90.2005

Para esta pesquisa foram selecionados 40
pacientes, com critérios pré-estabelecidos:
idade de 18 a 28 anos, dentes anteriores com
vitalidade, livres de cáries e de restaurações,
boa higiene oral, ausência de doença periodontal,
não fumante e sem sintomatologia dolorosa.
Foram excluídos gestantes, lactantes,
pacientes com dentes anteriores superiores
manchados por tetraciclina, fluorose ou tratamento
endodôntico e pacientes que já haviam
realizado o tratamento clareador.

Nos pacientes que utilizaram o tratamento
clareador através da técnica caseira, é comum
a ocorrência de sensibilidade dental e irritação da gengiva marginal. e os pacientes com maior sensibilidade,
em número e intensidade, foram os dos
grupos II e IV, provavelmente pelo maior tempo
de contato do gel clareador com a estrutura
dental.

O gel clareador na concentração de 10% e
16% é efetivo para o clareamento dos dentes
vitais. Efeitos colaterais como a sensibilidade
dental e irritação gengival ocorrem em menor
número quando o gel clareador é utilizado por
um curto período de tempo (2 horas diárias),
independentemente da concentração do gel
clareador.

MARTINELLI F.R. Clareamento de dentes vitais: revisão bibliográfica. 2004

Preservar a estética ou tornar-se belo é interesse das pessoas desde o inicio
das civilizações (HEYMANN, 1987). Entretanto, com o crescimento da economia
mundial e o desenvolvimento de todos os seus setores, foi criado um mercado de
trabalho com mais concorrência. Assim sendo, a beleza deixou de ser apenas
vaidade, tornando-se também necessidade para alguns, uma vez que a
competitividade da sociedade moderna impõe parâmetros considerações ideais com
relação à aparência. Dentre estes, dentes claros são considerados sinais de higiene,
status e sucesso (BARATIERI et al., 1993).  Leonard Jr. (1998) ressaltou alguns fatores específicos como o tempo de
tratamento, concentração do ingrediente ativo, longevidade e efeitos colaterais.
Segundo o autor, o tempo de tratamento clareador depende de etiologia da
alteração de cor e de sua severidade. Alterações inerentes, traumas,
fluorose ou tetraciclinas, devem ser tratadas por tempos diferenciados para a
obtenção de uma maior índice de sucesso. 

O profissional deve indicar o agente clareador que está mais familiarizado,

mas o agente clareador de escolha tem sido o peróxido de carbamida à 10%
(HAYVVOOD e HEYMANN, 1989) em gel que corresponde ao peróxido de hidrogênio
3,6%(FEINMAN, MADRAY, YARBOROUGH, 1991), principalmente pois este
clareador reduz a possibilidade de efeitos adversos. Mas se o paciente exigir um
menor tempo de clareamento pode-se optar por peróxido de carbamida 15%, 16% e
22%. Além desses, outros clareadores propostos são os peróxidos de hidrogênio
1,5%, 3%, 5% e 6%, todos na forma de gel. 

O clareamento dental é um dos procedimentos mais importantes na
odontologia estética atual. Vem sendo, sem dúvida, amplamente difundido entre
profissionais e pacientes, já que apresenta-se como uma técnica relativamente
simples com uma abordagem conservadora, segura e de baixo custo.
Com o surgimento de novas técnicas e produtos criou-se maiores dificuldades
para os profissionais em relação a um correto planejamento para execução do
clareamento de dentes vitais. Por isso, os profissionais precisam deter-se a algumas
questões importantes antes de realizar um tratamento estético clareador.
Fla a necessidade de uma avaliação da etiologia da descoloração dental dos
pacientes, pois isso influenciará no tratamento a ser realizado, principalmente com
relação ao regime (horas/dia) e o tempo (dias,meses) para o tratamento ideal,
permitindo, assim, a realização de um prognóstico clareador provável, embora o
clareamento dental seja um procedimento ainda imprevisível. 

FIEDLER R.S., REICHL R.B. “Combined professional and home care nightguard bleaching of tetracycline-stained teeth” Gen dent. may-jun;48(3):257-61, 2000

Muitos fatores estão relacionados à estética dental, tais como a cor, forma dos dentes e da arcada dentária. Esses fatores são afetados por preferências individuais, culturais e sociodemográficas.

A percepção do espectador é uma de uma experiência visual que pode ser agradável para um indivíduo, e ao mesmo tempo desagradável para outro. A aparência dos dentes pode ser influenciada por gênero, idade e nível de escolaridade. As mulheres possuem maior percepção com relação a aparência dos dentes do que os homens, e relatos apontam que esta importância diminui com o envelhecimento.

Verificou-se a eficácia da combinação de branqueamento vital em consultório e o noturno com dentes manchados com tetraciclina. As manchas de tetraciclina de grau 1 e de grau 2 foram eliminadas completamente em dois meses por essa abordagem combinada. As manchas de grau 3, as mais severas, foram aliviadas significativamente com uma redução no efeito de bandas. O efeito colateral mais comum foi um aumento na sensibilidade dos dentes, especialmente ao frio, enquanto estava ativamente em tratamento. Todos os pacientes relataram o desaparecimento da sensibilidade após o término da fase de tratamento.

GARCIA E.J. et al Associação de técnicas para diminuição da sensibilidade advinda do clareamento caseiro. Rev Dental Press Estét. 2012 out-dez;9(4):106-12.

O efeito adverso mais frequente do clareamento dentário, e que tem sido tema de diversos estudos, é a sensibilidade dentária, que comumente apresenta-se como leve e temporária, mas que ocasionalmente produz um desconforto considerável ao paciente,até mesmo levando à interrupção do tratamento. Estudos têm sugerido várias formas para minimizar a sensibilidade resultante do clareamento dentário, como a diminuição do tempo de uso dos clareadores, redução da concentração dos agentes clareadores, uso de analgésicos anti-inflamatórios, e a utilização de agentes dessensibilizantes.

Entre os dessensibilizantes comumente utilizados estão os fluoretos, que diminuem a sensibilidade pela obstrução dos túbulos dentinários, e o nitrato de potássio, que diminui a habilidade das fibras nervosas da polpa dentária em transmitir a dor. Como, em geral, os pacientes indicados para a realização do clareamento não deveriam ter regiões de dentina exposta, já que ela seria uma via de rápido acesso para que os agentes clareadores chegassem até a polpa, o papel dos fluoretos deve ser considerado secundário.

Essa associação de fluoreto e nitrato de potássio tem sido utilizada dentro da formulação dos clareadores, de forma preventiva antes do clareamento caseiro ou antes do clareamento de consultório, mostrando resultados extremamente positivos, tanto na diminuição da prevalência da sensibilidade, como no intensidade da sensibilidade. Vale salientar que os resultados obtidos com o uso preventivo de agentes dessensibilizantes têm sido melhores quando comparados ao uso de agentes analgésicos e anti-inflamatórios.

Quando se trata de controle da sensibilidade decorrente do clareamento dentário, devemos levar em consideração o método escolhido para a prevenção da sensibilidade no resultado final do clareamento ou na sua praticidade, ou seja, se não torna a técnica muito complicada ou inviável de ser realizada. Como demonstrado nesse caso clínico, podemos afirmar que a eficácia clareadora do peróxido de carbamida 16% não foi afetada pelo uso do dessensibilizante em forma conjunta (incorporado ao gel clareador) ou como pré-tratamento.

Apesar da técnica tornar-se um pouco mais complicada, pois é necessário o uso de dois géis na moldeira em tempos subsequentes, o uso do agente clareador por apenas 1h diminui, em muito, o tempo de aplicação e, portanto, facilita a técnica.

om base no presente caso clínico, é lícito concluir que a associação de três diferentes técnicas —1) o tratamento diário dos dentes com um gel dessensibilizante (à base de nitrato de potássio e flúor) prévio ao tratamento clareador; 2) o uso de um agente clareador à base de peróxido de carbamida a 16% que contenha agentes dessensibilizantes em sua composição (à base de nitrato de potássio e flúor); e 3) o uso do agente clareador pelo menor tempo possível, nesse caso, 1h/dia — permitiu obter um resultado estético satisfatório, com eliminação da sensibilidade relacionada ao clareamento dentário caseiro.

 CARVALHO,N. R. DE; BRASIL,C. DE M. V.; MOTA,C. C. B. DE O.; et al Clareamento Caseiro Supervisionado: Revisão de Literatura. International Journal of Dentistry, v. 7, n. 3, p. 178–183, 2008

Um novo produto para o branqueamento de dentes foi lançado recentemente no mercado; É dado o uso de uma tira plástica fina e flexível, coberta por gel de branqueamento à base de peróxido de hidrogênio a 5,3% (Crest Whitertrips œ Procter and Gamble), o que equivale a 15% de peróxido de carbamida. As tiras têm um formato apropriado para a adaptação independente aos arcos superior e inferior do pacinte. Miranda, Benetti e Pagani (2002) , têm a vantagem de técnica inovadora, a ausência de confecção da bandeja individual, que causa desconforto ao paciente e fornecendo resultados rápidos. É uma técnica contra-indicada para pacientes com sorrisos muito largos, uma vez que a tira cobre apenas pré-molar para pré-molar. É um sistema livremente disponível no mercado, pode usar sem supervisão. Deve ter cuidado especial para que a fita não seja engolida ou haja contato com os olhos. O desenvolvimento da tira de polietileno coberto por uma camada fina (0,1 mm) de gel ou 14% de peróxido de hidrogênio (Crest Whitestrips Supreme ™ Procter and Gamble, Cincinatti) representa um aumento na concentração e uma diminuição da quantidade de gel. 

Existem vários sistemas de branqueamento introduzidos no mercado odontológico, em diferentes concentrações, componentes e formas de aplicação. Depende do cirurgião dentista indicar corretamente o uso desses agentes, de modo que não exista como provocar uma mudança, seja ela a cor de dente, dor, hipersensibilidade ou irritação gengival desigual.

CONCEIÇÃO, E. N. et al Dentística: saúde e estética. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007

O clareamento dental desnatura a dentina que está em contato com a região cervical, tornando o tecido imunologicamente diferente, fazendo com que o organismo interprete o tecido dentinário como um corpo  estranho, gerando, assim,a reabsorção radicular externa. 

Causas de alteração de cor: os dentes podem apresentar alterações de cor por uma série de fatores, e esses, por sua vez, podem estar associados, determinando o fator etiológico do escurecimento. Para que se tenha sucesso no tratamento clareador, é importante tero conhecimento da origem, da natureza e da composição da mancha. Didaticamente, as alterações de cor podem ser classificadas em manchas intrínsecas e extrínsecas.

Entre as causas das alterações de cor adquiridas pós-eruptivas, o traumatismo dental é uma das etiologias mais comumente encontradas, caracterizando-se por uma coloração marrom-avermelhada.

As técnicas de clareamento dental em consultório geralmente permitem um melhor controle sobre a resposta ao tratamento, além do fato de que os dentes reagem mais rapidamente ao tratamento em função do uso de agentes clareadores em concentrações maiores se comparados á técnica caseira. Infelizmente não há uma relação direta entre sensibilidade térmica durante o tratamento e a presença de retração gengival, trincas,dentes restaurados, lesões cervicais não-cariosas,sexo, idade ou arcada dentária.

Manchas extrínsecas podem ter uma infinidade de causas. Normalmente, são adquiridas pelo meio após a erupção do dente. Podem ser resultado do tabagismo e também da precipitação de pigmentos e corantes contidos na dieta. A presença de trincas, sulcos, depressões, rugosidade superficial e porosidade podem favorecer ao aparecimento desse tipo de mancha. As alterações de cor intrínsecas são mais difíceis de serem tratadas e devem ser avaliadas caso a caso, pois estão incorporadas à estrutura do dente. Normalmente, só conseguem ser removidas através do clareamento, desgaste ou tratamento restaurador. Podem ser provenientes de diversos fatores e são classificadas como congênitas ou adquiridas. As adquiridas ainda podem ser subdividas em pré-irruptivas ou pós-irruptivas. O peróxido de hidrogênio tem demonstrado sua efetividade para remoção de pigmentos intrínsecos e extrínsecos, tanto em dentes vitalizados como não vitalizados. O peróxido de hidrogênio apresenta a desvantagem de possuir um pH ácido em torno de 3, ou seja, abaixo do pH crítico para o dente que é em torno de 5,5. No entanto, já existem materiais a base de peróxido de hidrogênio em que o pH apresenta-se mais alto e, portanto, são mais eficientes.

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