SEGURANÇA NOS CANTEIROS DE OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL:  Prevenindo acidentes de trabalho no canteiro de obras com o uso adequados dos EPIs

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

SEGURANÇA NOS CANTEIROS DE OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Prevenindo acidentes de trabalho no canteiro de obras com o uso adequados dos EPIs

FABIANA SENA RAMOS

Resumo

Esta pesquisa propõe um estudo bibliográfico sobre a segurança no trabalho na construção civil objetivando a prevenção de acidentes através do uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual, EPIs. Aborda questões relevantes quanto à segurança dos trabalhadores nas obras, a normatização que regula a construção civil, alguns conceitos relativos à Segurança no Trabalho, em especial ao quesito segurança e prevenção de acidentes, suas peculiaridades e o constante crescimento que vem impulsionando a economia de todo o mundo. Também relata sobre o uso correto e obrigatório de alguns EPIs de enorme necessidade nos canteiros de obra, assim como também a importância de se preocupar com o quesito segurança no trabalho e a responsabilidade das firmas em estabelecer uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Palavras-chave: Segurança. Construção Civil. Acidentes. Trabalho. EPIs

Abstract

This research proposes a bibliographic study on safety at work in civil construction aiming at the prevention of accidents through the proper use of Personal Protective Equipment, PPE. It addresses relevant issues regarding the safety of workers on the construction site, the regulations that regulate civil construction, some concepts related to Safety at Work, in particular the issue of safety and accident prevention, its peculiarities and the constant growth that has been driving the economy throughout the world. It also reports on the correct and mandatory use of some PPE of great need in construction sites, as well as the importance of being concerned with the issue of safety at work and the responsibility of firms to establish an Internal Accident Prevention Commission (CIPA).

Keywords: Security. Civil Construction. Accidents. Job. EPIs

Introdução

A Construção Civil, uma das alavancas da economia brasileira, é uma das áreas que está em franco crescimento e como as demais áreas possui seus altos e baixos, suas regras, leis e normas a serem cumpridas. O quesito segurança é um dos grandes problemas da construção civil e merece uma atenção especial, pois de acordo com dados obtidos do Anuário Estatístico da Previdência Social, informados no Anuário Brasileiro de Proteção (2015, 717.911) de acidentes de trabalho foram registrados no ano de 2013, sendo que desses, 2.814 ocasionaram óbitos e 16.121 provocaram incapacidades laborais permanentes.

Todo trabalho requer uma atenção especial quanto à segurança dos trabalhadores; no ramo da construção civil, que se encontra em expansão acelerada e proporciona emprego a um grande número de pessoas, o que acontece não é diferente: também há essa preocupação. Existe uma gama de fatores que contribuem para o comprometimento não só da saúde dos trabalhadores, como também a execução da obra e a segurança dos transeuntes. Esse trabalho objetiva mostrar quão importante é um planejamento que prioriza a questão da segurança, obedecendo o Código de Responsabilidade Civil e as Normas Regulamentadoras.

Tudo pode ser evitado, se bem planejado. Um canteiro de obras deve conciliar segurança dos trabalhadores, organização que garanta um melhor ambiente de trabalho e gere o fator economia, pois é possível seguir o cronograma de execução sem atrapalhar as diretrizes traçadas; embora não seja isso o que acontece em muitas obras, onde a circulação de operários e pedestres ocorrem sem nenhuma restrição, o material e equipamentos não possuem local adequado para estocagem e manuseio de forma correta, utilizando-se, muitas vezes o improviso, o que pode causar prejuízos ao empreendedor.

O improviso é um dos grandes vilões na construção civil. A falta de um plano de gestão faz com que se encontrem entulhos por toda parte, obstruindo passagens, gerando multas devido ao desrespeito às leis dos órgãos controladores, como por exemplo, o uso de tapumes que impedem o acesso de pessoas que não fazem parte do canteiro de obras.

Para Handa (1988, p. 43-45), o fator segurança tem sido, particularmente, um dos aspectos mais negativos e negligenciados na construção civil, pois tem- se

usado muito do improviso e as decisões são tomadas conforme surgem os problemas durante a execução da obra.

Diante do exposto, a problemática desse trabalho é: como mostrar as formas corretas e legais de se administrar a segurança no trabalho, conscientizando toda a equipe operária para segurança dos mesmos e geração de produtividade com economia sem, contudo esquecer o fator qualidade?

Para uma melhor compreensão do tema, este trabalho tem como objetivo geral fazer um estudo bibliográfico sobre a gestão de obras, com ênfase no quesito segurança dos trabalhadores segundo a ABNT, planejamento e organização. Como objetivos específicos pretende-se: levantar aspectos gerais da construção civil; mostrar a importância de um bom planejamento de gestão de segurança, seguindo as normas estabelecidas pela ABNT; mostrar a forma correta de se planejar a segurança dos trabalhadores, com vistas a utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs), de maneira adequada, possibilitando homens e máquinas trabalharem em segurança.

Devido à grande expansão da área da construção civil e a necessidade de aceleramento das obras para atender a demanda do mercado, muitos aspectos importantíssimos em relação à construção civil, acabam ficando fora da observância, fator que causa inúmeros prejuízos e atrasos nos cronogramas, sem falar no mais importante que é o fator segurança dos operários.

Para isso, faz-se necessário um estudo sobre a segurança dos trabalhadores para mostrar a importância dos mesmos e evitar acidentes decorrentes de um mau planejamento ou inobservância das normas, leis e desperdícios, que para Soibelman (1993) e Pinto (1989) são os desperdícios os principais reflexos negativos no ramo da construção civil. Para tanto, é preciso que essas empresas acompanhem o avanço do mundo moderno e das tecnologias de segurança que trazem para o interior das obras, garantindo uma minimização dos riscos de acidentes.

A metodologia do presente trabalho baseou-se na busca de informações, por meio da pesquisa exploratória, utilizando-se dos procedimentos técnicos de pesquisas bibliográficas em livros, artigos científicos, manuais de treinamentos de diversas construtoras, dentre outros veículos informativos, o que propiciou um conhecimento mais próximo do problema, sem, contudo, se deter a explicar a sua causa (GIL, 2010, p. 27). O objetivo principal deste trabalho, pautou-se em analisar à luz da ordem constitucional empresarial, o princípio da dignidade humana, fato essencial da atividade econômica e parte integrante da função e responsabilidade social da empresa que tem por obrigação proporcionar aos seus funcionários um material propício ao desenvolvimento de suas atividades laborais, garantindo-lhes uma integridade física, emocional e melhor qualidade de vida.

A pesquisa em questão se classifica em qualitativa. Trata-se de uma pesquisa descritiva, pois expõe algumas características relacionadas à questão da segurança no trabalho; e explicativa, pois torna compreensíveis as informações contidas no material bibliográfico consultado, portanto, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, pois fez-se uso de material acessível ao público, como manuais, livros, artigos e outros materiais acessíveis na mídia.

ASPECTOS GERAIS DA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

 NORMATIZAÇÃO SOBRE A CONSTRUÇÃO CIVIL

A NBR 21.284 de setembro de 1991 define canteiros de obras como "áreas destinadas à execução e apoio dos trabalhos da indústria da construção, dividindo- se em áreas operacionais e áreas de vivência”. (ABNT, 1991)

A NR-18 complementa sua definição quando diz que o canteiro de obras é uma: "área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra.” (MTE, 2012)

Conforme defende Fortunato (2003, p.22), o conceito prático do canteiro de obras conforme suas funcionalidades podem ser definidas como “um conjunto de instalações para a construção de uma determinada edificação, que dá suporte à administração da obra, ao processo construtivo e aos trabalhadores”.

Ainda segundo a Norma Regulamentadora 21.284/91, áreas operacionais são "aquelas em que se desenvolvem as atividades de trabalho ligadas diretamente à produção. Enquanto áreas de vivência são “aquelas destinadas a suprir as necessidades básicas humanas de alimentação, higiene pessoal, descanso, lazer, convivência e ambulatoriais, devendo ficar fisicamente separadas das áreas operacionais” (ABNT, 1991).

A partir de disposições da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança

– SOBES, contidos no Manual de Procedimentos para Implantação e Funcionamento de Canteiro de Obras, pode-se concluir que a organização e o planejamento prévio do canteiro de obras são imprescindíveis para o sucesso final da obra, tornando a logística da obra fator determinante nos quesitos de qualidade, segurança e prazo de execução. (ROUSSELET, 2012).

Para Saurin (1997), o planejamento isolado do canteiro de obras não representa melhorias de grande competitividade para as construtoras, mas apresenta as características ideais para sua implantação nas etapas iniciais dos programas de qualidade e produtividade das empresas. Ele ainda defende que o desenvolvimento de pesquisas para a caracterização setorial e a padronização de diretrizes para avaliação, indicadores de eficiência, aperfeiçoamento e desempenho de canteiros e segurança no trabalho são os caminhos para futuros e mais

aprofundados estudos na área, além de abrangentes programas de segurança do trabalho em canteiros.

 QUESITO SEGURANÇA

O sucesso de uma obra começa pelo seu canteiro de obras. O bom planejamento desse é que é o fator preponderante do sucesso de um empreendimento na construção civil. Na gestão de um canteiro de obras, o que diz respeito ao aspecto segurança do trabalhador, da vizinhança e segurança ambiental “remoção de edificações” e também à atividade de demolição, a decisão de como se proceder deve ser tomada levando-se em conta as recomendações normalizadoras, uma vez que o processo envolve outros aspectos, como por exemplo, ruídos e vibrações. Recomenda-se, portanto, que materiais perigosos recebam atenção especial no processo de remoção (ROUSSELET, 2012).

Ainda, de acordo com Rousselet (2012), devem-se utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs), como recurso para a não afetação da saúde dos trabalhadores. No entanto, vale considerar que nem sempre é necessária a retirada desses materiais perigosos. Existe o processo de enclausuramento dos materiais perigosos, que consiste na colocação de uma capa protetora à prova d’água, selando-o, no mínimo, por vinte anos.

Cuidados a serem tomados são diversos. Deve-se proteger a superfície do solo, a qual fica exposta após as remoções, com o uso de lonas e plásticos; proteger o material que foi removido, evitando-se, antes de sua destinação final, que esse seja transportado por eventuais chuvas ou ventos; observar as diretrizes quanto à vegetação sobre a qual o construtor tem responsabilidade, ou seja, àquela em que o projeto determina a manutenção no terreno e fazer um estudo sobre o alívio de cargas que a remoção da edificação poderá causar, isolando danos às edificações vizinhas; analisar as possíveis alterações paisagísticas local e, se forem encontrados impactos negativos, minimizá-los com benfeitorias à vizinhança; informando a essa sobre as possíveis mudanças no trânsito, o que poderá ser feito pelo uso de faixas ou sinalizações de redirecionamento, de forma que a movimentação e manutenção de equipamentos seja feita seguindo as normas de prevenção de acidentes com trabalhadores e vizinhança.

Duas normas fundamentais sobre o quesito segurança em canteiros de obras são: a norma da ABNT NBR 5682 que trata sobre a Contratação, execução e supervisão de demolições, que dispõe sobre as exigências relativas à contratação e licenciamento para trabalhos de demolição, providências e precauções em relação aos trabalhos e métodos de execução; e a Norma Regulamentadora NR 18 (MTE, 2012). Barros et al (2002) e Wilkins (2009) também tratam do assunto, apresentando recomendações relativas à equipe de trabalho especializado de demolição, reafirmando que essas normas são imprescindíveis para o bom andamento do trabalho, além de outros que precedem o trabalho de demolição e que devem ser observados pela supervisão e equipe de trabalho, destacando que há meios de se trabalhar sem que o trabalhador tenha contato direto com partículas extraídas dos processos de remoção e ou demolição, ruídos e vibrações. Existem máquinas operadas por controles remotos, evitando-se, assim, acidentes.

 A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA NO TRABALHO

Segurança do trabalho, segundo Fórmica (2000), é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas utilizadas para prevenir acidentes, sejam elas eliminando ou minimizando as condições de insegurança do ambiente, seja instruindo, conscientizando ou convencendo as pessoas sobre a implantação de práticas preventivas, diminuição dos riscos, de atos inseguros, fazendo-os perceber o valor da vida.

Ainda de acordo com Fórmica (2000), um programa de segurança do trabalho precisa passar pelas seguintes etapas: estabelecer um sistema de indicadores e estatísticas de acidentes; desenvolver sistemas de relatórios de providências; desenvolver regras de procedimentos de segurança; recompensar aos responsáveis e supervisores pela eficácia administrativa no quesito segurança.

O tema Segurança no Trabalho, conforme descreve Nascimento et al (2009), veio a ser abordado primeiramente na Constituição de 1934, art. 121, § 10, h quando foi estabelecida como direito do trabalhador, a assistência médica e sanitária.

A Constituição de 1937, art. 137, l, normatizou que na legislação do trabalho deveria constar assistência médica e higiênica ao trabalhador.

Devido à grande preocupação com a segurança e o bem estar dos trabalhadores, as demais promulgações constitucionais traziam um aspecto novo

sobre o fator segurança no trabalho. A Constituição de 1946, em seu artigo 157, inciso VII, assegurava que os trabalhadores teriam direito à higiene e segurança do trabalho. A Lei nº 5.161, de 1966, criou a Fundação Centro Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho.

Nascimento et al (2009) ressaltam que a Constituição de 1967 também abordou em seu art. 158, cap. IX, o direito dos trabalhadores à higiene e segurança no trabalho e que a Emenda Constitucional nº 1, de 1969, manteve a mesma proposta no art. 165, IX.

Segundo o mesmo autor, a Constituição de 1988 especifica, no art. 70, XXII, que o trabalhador teria direito a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.

A Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977 determinou novas normas para o trabalhar, o que fez com que os artigos 154 a 201 da CLT tivessem uma nova redação. Essa passou a tratar da segurança e medicina do trabalho e não apenas de higiene e segurança no trabalho. A Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978 considera as atividades insalubres e perigosas ao trabalhador como quesito importante a ser garantido como direito do trabalhador.

Martins (2003), defende a tese de que a segurança do trabalho “é o segmento do Direito do Trabalho responsável por ofertar condições de proteção à saúde do trabalhador no local de trabalho, e da sua recuperação quando não se encontrar em condições de prestar serviços ao empregador”.

 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A Norma que regulamenta a questão dos Equipamentos de Proteção Individual é a NR-6. A lei traz a obrigatoriedade das empresas fornecerem aos trabalhadores, gratuitamente, EPIs adequados ao risco e em perfeito estado de conservação, assim como também obriga aos empregados usarem os Equipamentos de Proteção Individual e observar os demais meios utilizados para garantir a sua segurança.

A Norma Regulamentadora – NR 6, considera Equipamento de Proteção Individual – EPI, “todo e qualquer dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”; e como Equipamento Conjugado de Proteção Individual “todo

aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador”.

De acordo com a NR-6, o Certificado de Aprovação concedido aos EPI terá sua validade conforme as especificações abaixo

 5 (cinco) anos, para os equipamentos com laudos de Ensaio, os quais não tenham sua conformidade avaliada pelo Sinmetro;

 do prazo vinculado à avaliação da conformidade do Sinmetro, quando for o caso;

 de 2 (dois) anos, para os EPIs desenvolvidos até a data da publicação desta Norma, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado até 2006, quando se expirarão os prazos concedidos; e;

 de 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os EPI desenvolvidos após a data da publicação desta NR, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, caso em que os EPI serão aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação (NR6/ 1978).

Os demais preceitos legais que regem tipos, fabricação e uso de EPI’s estão contidos na NR-6.

Os EPI’s devem ser adquiridos, guardados e distribuídos criteriosamente sob controle, quer de Serviço de Segurança, quer de outro setor competente. A conservação dos EPI’s é outro ponto chave para a segurança do empregado e para a economia da empresa.

A empresa pode cobrar do empregado o valor correspondente do EPI perdido, desviado ou danificado propositalmente. Todos os equipamentos de proteção individual (EPI), só podem ser utilizados se possuírem impresso no produto o número de CA (Certificado de Aprovação) fornecido pelo Ministério do Trabalho.

 Alguns equipamentos de Proteção Individual

EPI para proteção contra quedas com diferença de nível:

 Dispositivo trava-quedas

O trava-quedas é usado com cinturão de segurança tipo paraquedista. O trava-quedas deslizante é acoplado a uma linha de vida vertical e se desloca em uma linha de ancoragem flexível ou rígida. Para trabalhos em fachadas de prédio, andaimes suspensos, cadeiras suspensas, escadas tipo marinheiro, telhados, entre outros, usa-se trava-quedas deslizante. Para atividades com movimentação vertical ou horizontal, com auxílio de troles como em carga e descarga de caminhões e vagões, usa-se trava-quedas retrátil (Figura 1).

FIGURA 1: Trava –quedas

Figura 1
Figura 1O autor (2021)

Fonte: Manual técnico de segurança no trabalho PROT-CAP

 Cinturão

Existem dois tipos de cinturão:

1- Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura;

2- Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura.

O Cinturão de Segurança Resgate com talabarte é indicado para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura e resgate. Trabalhos no setor de Energia Elétrica. Telefonia. Construção Civil. Montagem de Estruturas Metálicas e trabalho em geral (Figura 2).

FIGURA 2: Cinturão com talabarte

Figura 2
Figura 2Fonte: Manual técnico de segurança no trabalho PROT-CAP

 Capacete de proteção

A principal utilização do capacete é para proteção da cabeça do empregado contra agentes metereológicos (trabalho a céu aberto) e trabalho em local confinado, impactos provenientes de queda ou projeção de objetos, queimaduras, choque elétrico e irradiação solar Figuras 3 e 4).

FIGURA 3: Capacete tipo aba frontal

Figura 3
Figura 3FONTE: CPNSP,2005

FIGURA 4: Capacete tipo aba total

Figura 4
Figura 4FONTE: CPNSP,2005

e outros agentes agressivos que possam prejudicar sua visão, como agentes químicos. Uma outra aplicação é a utilização do óculos com lente de tonalidade escura, além das proteções já citadas, podem proteger os olhos dos raios ultravioletas. (Figura 5).

FIGURA 5: Óculos de segurança para proteção com lente incolor

Figura 5
Figura 5FONTE: CPNSP,2005

 Protetor auditivo

Utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que apresentem ruídos excessivos para evitar algumas doenças causadas pelo ruído como: perda auditiva, cansaço físico, mental, stress, fadigas, pressão arterial irregular, impotência sexual nos homens e descontrole hormonal nas mulheres e excesso de nervosismo. Recomenda-se a utilizá-lo durante todo o período de trabalho, causando um maior conforto para o trabalhador. Na indústria da construção civil existem alguns setores onde a utilização deste equipamento torna muito necessária como no caso do operador da betoneira, utilização de ferramentas elétricas como serra circular, serra mármore, dentre outras. Quando não utilizado essa proteção pode gerar doenças ao longo do tempo. (Figura 6).

FIGURA 6: Protetor auditivo tipo concha

Figura 6
Figura 6FONTE: CPNSP,2005

FONTE: CPNSP,2005

 Respirador purificador de ar

Utilizado para proteção do sistema respiratório contra gases, vapores, névoas, poeiras, para evitar contaminações por via respiratória, complicações nos

pulmões e doenças decorrentes de produtos químicos. Em casos de emergência deverão ser utilizadas máscaras especiais. Na construção civil a poeira é a grande dificuldade no local de trabalho assim prejudicando a respiração do funcionário, outra dificuldade é na utilização de serra mármore para cortar paredes que gera uma névoa de pó, com isso é de extrema necessidade a utilização desta proteção para evitar doenças respiratórias e no momento do trabalho proporcionar um conforto ao funcionário. (Figura 7).

FIGURA 7: Respirador purificador de ar

Figura 7
Figura 7FONTE: CPNSP,2005

 Luva de proteção

As luvas de proteção são utilizadas para proteção mecânica, e contra produtos abrasivos, escoriantes e rebarbas. Para cada tipo de luva há uma utilização correta, como para a construção civil as mais utilizadas são as luvas de raspa para o transporte de argamassa nos carrinhos, as luvas de látex mais usadas para proteger as mãos de agentes químicos como o cimento que pode ocorrer várias irritações na pele. Para que várias doenças não ocorram com o funcionário é de extrema necessidade a utilização de luvas específicas para cada tipo de serviço (Figura 8).

FIGURA 8: Luva de proteção tipo vaqueta

Figura 8
Figura 8FONTE: CPNSP,2005

 Equipamento de Proteção Coletiva

Os Equipamentos de proteção coletiva (Figura 9), também são equipamentos utilizados, consoante CPNSP (2005), para proteger um ou mais empregados, dos riscos do meio ambiente em que trabalham diariamente, a exemplos placas de sinalização, extintores de incêndio, guarda corpo, entre outros.

Segundo Fórmica (2000), as empresas deverão adotar sempre que possível a proteção coletiva afim de sanar os riscos, quando a mesma não for suficiente ou não for possível sua aplicação, aí a empresa e obrigada a dar o EPI gratuitamente em bom estado de conservação e funcionamento, dando completa segurança para o funcionário. Art. 166.

3 NORMAS REGULAMENTADORAS E SUAS ESPECIFICAÇÕES

O conhecimento das normas é de suma importância para que a empresa em geral, tanto os patrões como funcionários, possam trabalhar de forma segura em boas condições de trabalho. As Normas Regulamentadoras (NRs) são obrigatórias para empresas privadas e públicas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Existem várias normas, cada uma estabelece diretrizes de ordem administrativa e de organização implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos (MORAES, 2011).

 NR18 - CONDIÇÃO DE AMBIENTES DE TRABALHO

As 28 Normas Regulamentadoras - NRs - do Capítulo V, título II da CLT foram aprovadas pela portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, e o setor da construção civil foi contemplado com a NR - 18 Obras de construção, demolição e reparos, em julho de 1995, foi publicado pela SSST como a nova NR-18 - Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (JUNIOR; VALCÁRVEL; DIAS, 2005)

Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. (NR18 ATUALIZADA, 2015, p.2).

De acordo com Queiroga (2015), a construção Civil é um dos setores que mais ocorrem acidentes, principalmente por choque elétrico, queda de altura e soterramento. Por isso a importância de ter uma norma específica para a indústria da construção, a mesma se divide em duas: Construções de edificações e Construção pesada. A NR18 tem por objetivo a implementação de medidas de segurança para os trabalhadores que exerçam atividade na construção civil, seja ela administrativa ou produção, afim de evitar qualquer tipo de ato inseguro.

Um dos principais avanços da NR 18 e a obrigatoriedade da implantação do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho), publicada pela Portaria n° 4 de 04/07/95, nas empresas com mais de 20 funcionários, e permite um melhor gerenciamento da produção, do local onde está trabalhando, além da

documentação exigido que e o cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT. (JUNIOR ET AL, 2005).

O programa se desdobra em vários projetos como treinamento de trabalhadores, manutenção preventiva de maquinas e equipamentos, e quanto há doença do trabalho a conexão com o PPRA e com o PCMSO definidos pelas NRs 9 e 7, mutuamente, bem como a análise ergonômica dos postos de trabalho, de acordo com a NR-17 - Ergonomia. (JUNIOR ET AL, 2005).

Além da exigência da elaboração e cumprimento do PCMAT, a NR-18 orienta sobre o escoramento de peças de armação e de formas. Solicita verificações das escoras em demolições e escavações, para trabalhos em estrutura metálica seja montado um piso sem frestas para que não haja queda de materiais ou equipamentos. Quanto à desabamento lateral do talude em atividades de escavação, fundação e outros, determina que, para escavações com mais de 1,25 m de profundidade, deve-se conter escadas ou rampas para facilitar a saída dos operários, que os materiais retirados devem ser alocados a uma distância superior que a metade da profundidade, medida a partir da borda do talude, e que os taludes com altura superior a 1,75m devem ter estabilidade garantida, entretanto não determina os meios para execução desta proteção.

 NR35 – TRABALHO EM ALTURA

A NR 35 é a norma voltada para o trabalho em altura. Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. (NR35 PORTARIA SIT n.º 313, 2012).

A NR35 surgiu devido ao alto índice de acidente em altura e a área de construção civil é uma atividade que se trabalha muito em altura. Conforme Queiroga (2015), além do perigo da queda do trabalho em altura, o uso do cinto não garante total segurança para o trabalhador, pois caso o mesmo esteja vestido de forma incorreta pode causar sérios danos ao corpo, tanto externo quanto externamente. Ainda que por mais que o cinto funcione, outro grande perigo, é a demora no socorro pois a vítima ficará suspensa, gerando risco de compressão dos vasos sanguíneos, podendo causar trombose venosa, esta condição é chamada de suspensão inerte.

Um dos benefícios da norma é a obrigatoriedade do uso do dispositivo absorvedor de energia que reduz o impacto da parada brusca em caso de queda causada pelo cinto de segurança.

Roque (2012) afirma que “No ramo de montagens industriais na construção civil, a maioria dos acidentes graves do trabalho se deve a quedas de alturas elevadas.” E que são inúmeras causas que podem provocar a queda, no entanto, existem alguns fatores considerados como principais e decorrentes a perda de equilíbrio do trabalhador, ex.: passo em falso, escorregão, doenças como labirintite, conforme mostra a Figura 9:

FIGURA 9: Perda de equilíbrio do trabalhador

Figura 9
Figura 9Fonte: Roque (2012)

Fonte: Roque (2012)

A perda do equilíbrio do trabalhador, segundo Roque (2012), pode causar consequências irreversíveis no trabalhador. Para o autor, o uso de capacetes e demais equipamentos de segurança para quem trabalha nas alturas, deve ser rigorosamente fiscalizado pelo responsável pela segurança da obra.

Roque (2012) ainda aponta como uma das principais causas de acidentes nas obras, justamente a falta de EPI e EPC. Esses equipamentos diminuem os riscos de acidentes, principalmente quando o ambiente de trabalho é nas alturas, conforme Figura 10.

FIGURA 10: Falta de EPI e EPC

Figura 10
Figura 10Fonte: Roque (2012)

Segundo o autor, quando o operário se conscientiza de que é de fundamental importância o uso de equipamentos de segurança, tanto individual quanto coletivo, em caso de acidentes, as consequências podem ser bem menores.

A falha ou utilização incorreta do EPC e EPI, ex.: quebra do guarda corpo ou ruptura do talabarte ou da linha de vida (Figura 11), também encontra-se na lista dos provocadores de acidentes de trabalho na construção civil.

FIGURA 11: Falha ou utilização incorreta do EPI e EPC

Figura 11
Figura 11Fonte: Roque(2012)

Roque (2012) adverte sobre os cuidados que deverão ser tomados antes da execução de uma obra, como por exemplo, verificar as condições do guarda corpo, dos andaimes, telas de proteção, dentre outras condições.

O Método impróprio de trabalho ex.: improvisação de escadas e andaimes (Figura 12) costumam causar sérios acidentes de trabalho na construção civil. O autor salienta o fato de que as quedas de andaimes são responsáveis por danos irreversíveis nos operários, isso quando não ocorre a fatalidade que é a perda de vidas humanas.

FIGURA 12: Método impróprio de trabalho

Figura 12
Figura 12Fonte: Roque(2012)

O método impróprio de trabalho, segundo Roque (2012), é o tipo mais comum de negligência do operário. Quando isso ocorre, de acordo com o autor, há a necessidade de se fazer um trabalho ostensivo com toda a equipe, mostrando os riscos em relação à vida e os danos que poderão ser causados ao empreendimento. É necessária uma conscientização diária sobre a forma correta de se trabalhar.

Contato acidental com condutor ou massa sob tensão elétrica (Figura 13) é outro fator contribuinte para acidentes em obras. Para Roque (2012), a autoconfiança pode ser a geradora desse descuido, uma vez que operários que trabalham nesse ramo de atividade, se consideram imunes a esse tipo de acidente.

FIGURA 13: Contato com condutor elétrico

Figura 13
Figura 13Fonte: Roque(2012)

A falta de treinamento e acompanhamento completa a relação das causas dos acidentes comumente ocorridos nos canteiros de obras, por exemplo, funcionário não autorizado para exercer o trabalho ou inexperientes que pretendem mostrar capacidade para desempenhar a função requerida, conforme demonstra a Figura 14.

FIGURA 14: Falta de treinamento

Figura 14
Figura 14Fonte: Roque(2012)

Conforme Fraga e Menezes (2016) e Roque (2012), tanto o empregador quanto o empregado têm seus deveres e obrigações, cabe ao empregador garantir total segurança minimizando ao máximo e até extinguindo o risco de acidente em altura, deixando também o trabalhador ciente dos riscos e meios de prevenção através de treinamentos, exames médicos, medidas de controle e acompanhamentos no decorrer de suas atividades. Por outro lado, cabe ao empregado, cumprir com rigor as regras e instruções previstas na norma instruídas

através de treinamentos e informar ao seu superior qualquer alteração em seu estado físico ou mental e ainda diante de alguma divergência no ambiente de trabalho que apresente um risco de possível acidente.

Conforme Fraga e Meneses (2016), dentre as diversas NRs previstas, tem-se a NR-6 que prevê obrigações do empregador em fornecer os EPI’s e treinar quanto o seu uso, porém cabe aos empregados a responsabilidade pelo uso, guarda e conservação.

Simões (2010) adverte que os equipamentos de proteção individual devem ser usados sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente impraticáveis ou não proverem completa proteção contra os riscos de acidentes e/ou doenças profissionais.

Com relação à utilização do EPI, cabe ao empregador: obter o equipamento apropriado; determinar ao trabalhador o seu uso; dar ao mesmo somente equipamento aprovado pelo Órgão Nacional qualificado; instruir e treinar o empregado quanto à sua utilização e conservação, substituir de imediato quando danificado; responsabilizasse pela limpeza e manutenção frequente; informar ao MTE qualquer irregularidade constatada e registrar o seu fornecimento ao trabalhador (BRASIL, 2012).

A secretaria responsável por receber, fiscalizar a qualidade, cadastrar o fornecedor, emitir e renovar o CA, e a Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST), já orientar, e averiguar se a utilização está correta, recolher amostras EPI, e aplicar punições cabíveis caso descumprida a norma, já a análise dos riscos, a escolha do EPI e de responsabilidade do Engenheiro de Segurança (Simões, 2010)

No entanto a LEI Nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977.Artigo 167 – “O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho”. Então para ser considerado EPI devera possuir CA (Certificado de Aprovação), que pode ser consultado no site do MTE, entretanto existem materiais de proteção individual que não possui CA mais são fornecidos como meio de proteção, a exemplo o protetor solar, boné e outros, conforme especifica o subitem 21.2, da NR21 Trabalho a Céu Aberto, “Serão exigidas medidas especiais que protejam os trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes”.

4 MEIOS DE FISCALIZAÇÃO INTERNA E EXTERNA EM UMA OBRA

 SESMT – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa, no caso dessa pesquisa, relaciona-se a uma empreiteira construtora, quando necessário, é formado de uma equipe multidisciplinar composta pelos seguintes profissionais, de acordo com Tavares (2009), Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro de Segurança do Trabalho e Auxiliar em Enfermagem do Trabalho. Esses profissionais formam o que se chama de SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho e toda empresa, principalmente as que operam com variabilidade de risco e contingente alto de funcionários, como as empreiteiras da construção civil, devem possuir um profissional responsável pela segurança no trabalho e com isso formar uma equipe competente.

Para Tavares (2009), o SESMT é composto de Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Técnico de Segurança no Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, sendo que são todos com formação especializada, e habilitados para atuar na segurança e saúde do trabalhado, em parceria com profissionais de diferentes áreas: médicos especialistas, engenheiros, fonoaudiólogos, psicólogos, higienistas ocupacionais, etc. E tem por objetivo analisar os riscos e buscar meios de prevenção e controlar, escolhendo o melhor EPC ou EPI.

As especializações e funções dos componentes do SESMT são descritos por Tavares 2009 assim:

a) Engenheiro de Segurança do Trabalho – o engenheiro deverá ser portador de certificado de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, em nível de pós-graduação, e deverá ter o registro na carteira profissional expedida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).Examina os postos de trabalho e as atividades com avaliação de segurança Analisando os possíveis riscos de acidentes, promovendo a escolha do melhor e eficaz meio de proteção, executa

campanhas educativas para estimular e conscientizar sobre a cultura preventiva, faz pesquisas teóricas e práticas, analisa acidentes para evitar novos casos.

b) Médico do Trabalho – deve possuir certificado de especialização em Medicina do Trabalho, em nível de pós-graduação, ou certificado de residência médica em área de saúde do trabalhador ou denominação equivalente, reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica, do Ministério da Educação, ambos ministrados por faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. Deverá também ter o registro na carteira profissional expedida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM),tem como responsabilidade a elaboração do PCMSO – Plano de Controle Médico Ocupacional - das empresas, coordena campanhas de saúde e vacinações nas empresas e outras funções referente à insalubridade e periculosidade, pode solicitar ou realizar exames periódicos dos funcionários, dá instruções e orientações para empregados e empregadores sobre saúde e atividade ocupacional de cada trabalhador (TAVARES, 2009).

c) Enfermeiro do Trabalho – deve possuir certificado de nível de pós- graduação em Enfermagem do Trabalho, ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação na área. E ainda deverá ter o registro na carteira profissional expedida pelo Conselho Regional de Enfermagem (CRE). Sua função e fazer inspeções nos locais de trabalho dando orientando e treinando os funcionários com o objetivo de evitar acidentes e buscando melhorias nos postos de trabalho, realiza atendimentos no posto ambulatorial das empresas realizando coativos e primeiros socorros, e participa de campanhas de higiene e saúde nas empresas, supervisiona os serviços de enfermagem prestados pelas auxiliares e técnicos de enfermagem além de treinar e dar instruções sobre à utilização de vestimentas e equipamentos aos trabalhadores afim de prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

d) Auxiliar de Enfermagem do Trabalho – o auxiliar ou técnico de enfermagem deverá ter certificado de Técnico de enfermagem do trabalho, ministrado por instituição especializada, autorizada pelo Ministério da Educação e possuir registro expedido pelo Conselho Regional de Enfermagem (CRE), está presente principalmente em fábricas e indústrias, desempenha tarefas similares a do enfermeiro.

e) Técnico de Segurança do Trabalho – deve ter certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho, ministrado no País, o técnico de

segurança do trabalho, deverá ser portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Tem como principal função auxiliar o engenheiro em suas atividades fiscalizando, analisando riscos, preenchendo o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), e outros (TAVARES, 2009).

A Segurança e Medicina do Trabalho têm buscado se adequar as exigências regulamentadoras. O seu quadro de funcionamento é dirigido por profissionais do trabalho, engenheiros, médicos, técnicos segurança, fisioterapeutas e enfermeiros. Uma equipe totalmente qualificada para melhor atender as exigências das leis, preparados na questão de treinamentos, perícias, orientações trabalhistas e documentais. Uma das principais ferramentas é a elaboração de documento que cabe um técnico, engenheiro e médico do trabalho a elaboração.

 CIPA-COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, e composta por representantes do empregador e dos empregados tem a responsabilidade de auxiliar o SESMT nas atividades preventivas.

Marcelino (2004), afirma que os representantes dos empregados são eleitos, fazendo com que sejam de responsabilidades dos empregados se candidatarem e votarem, e o mais votado e o vice-presidente, todos os eleitos garantem estabilidade por dois anos, e servem por um ano podendo ser reeleito apenas uma vez. Já os representantes do empregador são indicados, e da indicação um deve ser escolhido como presidente, não possui estabilidade, e poderá ser indicado várias vezes, e são indicados a mesma quantidade de eleitos, sendo que a quantidades de membros depende da quantidade de funcionários e da atividade exercida pela empresa.

De acordo com a NR5 o objetivo da CIPA e a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, ajudando a fiscalizar e orientar outros trabalhadores a evitar riscos, elaborar mapas de riscos, elaborar plano de trabalho que possibilite ações preventivas, realizar periodicamente vistoria do local de trabalho para ver se s riscos, verificar condições dos EPCs e EPIs, promover reuniões mensalmente afim de analisar riscos e planejar meios de divulgações referentes a saúde do trabalho, promover a Semana Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho (SIPAT), e promover junto a empresa campanha anual de prevenção a AIDS (MTE, 1978).

Marques (2017) comenta também que a NR5 faz a comunicação de acidente de trabalho e um formulário que deve ser preenchido quando ocorrer qualquer tipo de acidente de trabalho, mesmo nos casos de doença profissional e acidentes de trajeto, e a CIPA deverá exigir uma cópia e citar o acidente na ata de reunião extraordinária.

Segundo a norma NR5, em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT.

Ela deve ser emitida pela empresa do acidentado em até 24 (vinte e quatro) horas após o acidente. A CAT deve ser emitida imediatamente, e a morte comunicada a autoridade policial.

Segundo Marques (2017) As principais funções dos membros da CIPA são, em qualquer obra,: Observar o ambiente de trabalho a fim de encontrar possíveis riscos de acidentes; Ajudar na investigação de acidentes que já ocorreram para evitar que eles se repitam; Zelar pelo cumprimento das normas de segurança definidas pelo Ministério do Trabalho; Realizar anualmente a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes) com palestras e outras atividades que têm como objetivo trazer informações importantes de saúde e segurança aos funcionários; Manter o empregador informado sobre quaisquer riscos existentes na empresa; Buscar soluções para reduzir os riscos dentro do ambiente de trabalho; e Preservar a saúde e integridade física de todos os funcionários.

Para Marques (2017), o Engenheiro responsável pela obra deve estar atento a todos os detalhes para prevenir a ocorrência de acidentes de trabalho, sendo essa atividade compartilhada com demais profissionais no ambiente de trabalho e incentivar os seus coordenados a preservarem suas próprias vidas e dos companheiros de trabalho.

Conclusão

Considerando o estudo elaborado, constatou-se que os aspectos relativos à segurança dos trabalhadores na construção civil necessita uma criteriosa análise que inclui inúmeros fatores gerados pelo dia a dia no canteiro de obras, sendo esses fatores ambientais, segurança, sustentabilidade, dentre outros aspectos não menos importantes uns que os outros. Para um bom planejamento de segurança, deve-se incluir nesse, todas as ações preventivas para não se correr riscos desnecessários como por exemplo, nas fundações, estruturas e fechamentos, movimentações, instalações provisórias e outras atividades inerentes ao processo da construção civil.

Esse trabalho possibilitou o aprofundamento do conhecimento sobre a gestão da segurança dos trabalhadores. Com ele foi possível verificar quão grande é a negligência dos funcionários quanto à sua própria segurança encontrado nos canteiros por falta de um planejamento adequado a cada tipo de obra, deixando bem claro que a questão da segurança tanto para os trabalhadores quanto para os transeuntes, é aspecto que deve ser considerado como primordial, além do quesito proteção ambiental e sustentabilidade.

Com o avanço tecnológico, os canteiros têm se tornado cada vez mais eficientes em seus planejamentos, uma vez que o uso de Tecnologias de Informações (TIs) tem sido o diferencial em muitas obras porque poupam tempo, não precisando o engenheiro se deslocar para dar ordens de execução, podendo essas serem dadas e as obras administradas a distância, assim como também, máquinas podem ser operadas por controles automatizados, garantindo-se um grau mais elevado de proteção ao trabalhador, evitando-se que esse seja atingido por partículas que geralmente são expelidas durante algum processo, fato que tem diminuído muito os acidentes de trabalho na construção civil.

Outro aspecto muito importante dessa pesquisa foi a conscientização sobre a observância das Normas que regem o estatuto da construção civil, itens geralmente ignorados na hora de se planejar as obras.

Os aspectos gerais de um canteiro de obras são determinados pela ABNT. É função do engenheiro civil ter conhecimento desses aspectos, classificando-os em superiores, intermediários e básicos pois eles estão diretamente relacionados, mas precisam ter uma sequência lógica para o sucesso da obra.

Este trabalho teve como principal objetivo a verificação das condições de segurança, nos trabalhos realizados em obras civis, estabelecidas pelas normas regulamentadoras e preventivas de uso obrigatório. Atividades da construção civil são consideradas perigosas, expondo os trabalhadores a variados riscos, com especificidades e intensidades que dependem do tipo da construção, da etapa da obra e da forma de conduzir ações de segurança e saúde no trabalho.

Deixando claro que cada etapa da construção e em cada função exercida existe diversas situações de riscos ao trabalhador, sendo que, de acordo com as bibliografias pesquisadas, a utilização de equipamentos de proteções individuais e coletivas, específicas para cada atividade, diminui consideravelmente os danos causados a saúde e a integridade física do trabalhador.

Porém, cabe salientar que o simples fornecimento dos EPI’s e a exigência do seu uso não podem evitar acidentes, pois, um eficaz sistema de segurança é caracterizado não apenas pelo cumprimento das exigências legais, mas principalmente pela preocupação em fornecer aos empregados um ambiente seguro, os mais adequados equipamentos de proteção individual e um eficiente treinamento do mesmo, não levando em conta apenas a minimização dos custos da empresa.

As condições de trabalho e o arranjo físico dos canteiros merecem uma preocupação dos profissionais porque tudo que estiver em volta dos trabalhadores na obra influencia no bom andamento do trabalho. Bibliografias especializadas apontam a suma importância da organização, limpeza, produtividade e segurança nas obras, para garantir sua competitividade no mercado. Este trabalho constatou condições de segurança precárias no canteiro de obra estudado, trazendo consequências negativas para os trabalhadores e à construtora.

As medidas de integração de segurança no ambiente de trabalho foram aceitas como ferramentas para melhoria da qualidade, segurança e produtividade, atingindo os trabalhadores, ao melhorar a qualidade de vida no trabalho, o ambiente de trabalho, proporcionando maior segurança e bem-estar, dos empregadores através da redução de custos, aumento da produtividade e o saldo financeiro positivo.

Os resultados obtidos demonstram que a presença do profissional de segurança do trabalho no canteiro de obra é importante para que haja um sistema

de acompanhamento e controle de riscos, com treinamentos direcionados ao aprendizado, sendo que a conscientização é um caminho eficaz para reduzir os índices de acidentes de trabalho.

Sabe-se que acidentes acontecem, mas a empresa que atenta para a redução dos riscos, sofre menos com as possíveis consequências, sendo o trabalhador a peça fundamental da cadeia produtiva, e também, a chave do progresso ou fracasso da empresa, por isso, educação e treinamento são necessários tanto em programas de qualidade quanto em programas de segurança.

Constatou-se que a falta do funcionário por pequenas lesões, referentes a acidente do trabalho pode trazer prejuízos à obra, pois o profissional que falta mesmo que poucos dias pode acarretar atrasos em relação ao cronograma de entrega da obra. Observou-se também a importância da atenção ao trabalhador antes e após a implantação de medidas de segurança, sendo interessante observar o relato dos trabalhadores em seus diversos setores, bem como suas sugestões de melhoria, buscando analisar a real situação do seu ambiente de trabalho. Desta forma, ressalta-se a necessidade de evolução no campo da construção civil, para que surjam melhorias nas áreas técnicas, construtivas e de projetos, e principalmente, da atenção para com os trabalhadores. Pois em um momento de alta competitividade, o desperdício de recursos materiais e humanos pode significar a perda substancial de negócios ou até mesmo decretar o declínio de uma organização.

O presente trabalho não esgota a pesquisa sobre gestão de segurança na construção civil. Como todo setor está em constante evolução e a sustentabilidade em canteiros de obras é uma das preocupações dos ambientalistas e item constante na ABNT, o planejamento seguindo as normas pré-estabelecidas é um dos temas principais que devem configurar nos cursos de Tecnico em Segurança do Trabalho no Brasil.

A estratégia aqui proposta objetiva subsidiar o engenheiro civil na tomada de decisões para se implantar canteiros de obras com menos desperdícios, mais eficientes, com mais segurança, proteção ambiental e mais sustentáveis.

Aplicar o critério de classificação das ações estratégicas não é um método estático, pois pode ser modificada, replanejada ou complementada de acordo com cada situação, de forma que se transforme em um método de avaliação da

efetividade dos quesitos mencionados, principalmente o alvo desse trabalho que é o quesito segurança. Sendo assim, são feitas algumas propostas de ações para a continuidade e o aperfeiçoamento dessa pesquisa:

 Estudar a melhor forma de se garantir que os trabalhadores utilizem os EPIs, evitando-se acidentes nos canteiros de obras;

 Definir parâmetros, por meio de cálculos e estudos em campo para melhor observação e entendimento do planejamento;

 Criar uma escala de priorização de impactos ambientais aplicada ao Brasil como forma de se garantir um ambiente propício às gerações futuras;

Trata-se de sugestões que poderão orientar no momento de se planejar um bom canteiro de obras, possibilitando um diferencial em relação à concorrência, já que a indústria da construção civil tem crescido muito nos últimos tempo.

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