SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO

DAVID RODRIGUES GIL

MYLENA DA sILVA DE PAULA

NATÁLIA SOUZA ANSELMO

PALOMA CAVALCANTE EUTHALIO

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo, analisar os riscos existentes no ambiente de trabalho da indústria de Panificação e implantar a Segurança do Trabalho de forma a minimizar ou eliminar estes riscos pois quando há trabalhadores em boas condições de saúde e os riscos mantidos sob controle, não só a empresa estará cumprindo com as Normas Regulamentadoras, como também observará ganhos decorrentes de mais eficiência e produtividade.

Palavras-chave: Segurança do Trabalho. Panificação

Abstract

Abstract

Palavras-chave: keyword1. keyword2. keyword3

Introdução

Ambientes seguros e saudáveis oferecem ao trabalhador condições adequadas para a realização de suas tarefas diárias e, dessa forma, favorecem a produtividade. Mais do que apenas cumprir a lei, empresas que adotam práticas de segurança e saúde do trabalho (SST) aumentam significativamente seus lucros. Os ganhos estão refletidos em forma de aumento da produtividade, redução de gastos com acidentes e doenças do trabalho e assistência à saúde, o que, consequentemente, fortalece a imagem da empresa perante os clientes.

Apresentação da empresa

A Padaria e Confeitaria Forno Antigo foi criada no ano 2014, localizado na Rua José dos Reis – Cavalcanti. A empresa destina-se a fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria. A edificação é constituída de alvenaria e pé direito acima de 3 m. As paredes e pisos são de cerâmica. A iluminação é natural, auxiliada por artificial. A ventilação ocorre de forma natural, através de janelas e aberturas e também através de sistemas de ventilação auxiliar.

Trabalhamos com uma completa linha de produção própria, os destaques são os pães especiais feitos a partir de técnicas tradicionais. A matéria-prima é de alta qualidade, além de nossos profissionais serem treinados e capacitados para manter sempre o padrão de qualidade Forno Antigo. O setor de produção conta com a área de pré-pesagem, onde todas as receitas são auditadas para seguirem o padrão adotado.

Histórico

Desde 2014, ano de nossa inauguração, a Padaria e Confeitaria Forno Antigo permanece na Rua José dos Reis, no tradicional bairro Cavalcanti.

Logo nos primeiros anos de mercado, experimentamos um crescimento excepcional, que proporcionou investimentos constantes em estrutura física e operacional, sempre focada na produção de panificados: de pães tradicionais aos especiais além de confeitaria.

Dados Cadastrais

Dados CadastraisDados Cadastraiso autor

RISCOS

Os riscos inerentes à SST nas padarias podem estar presentes na exposição à matéria prima, nas condições das instalações, na utilização dos equipamentos e no processo de produção, sendo caracterizados segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) como: Riscos são as diversas situações ou condições que podem causar danos à segurança e à saúde dos trabalhadores. 

Riscos Físicos

São considerados como agentes de risco físico: o ruído, a vibração, a umidade, as radiações ionizantes e não ionizantes e a temperatura extrema (frio e calor). Na indústria da panificação, foram identificados os agentes: ruído e calor. O ruído é som indesejável e nocivo à saúde dos trabalhadores. Além das alterações auditivas, pode ocasionar distúrbios de equilíbrio, do sono, psicológico, social e nos sistemas circulatório, digestivo e reprodutor. O calor é uma condição ambiental de temperatura elevada, provocada por fontes naturais ou artificiais. Associado ao tipo de atividade desenvolvida pode ocasionar fadiga, fraqueza, tontura, dor de cabeça, desidratação, cãibras, mal-estar e irritações na pele.

Riscos Químicos

São considerados como agentes de risco químico: poeiras, fumos, gases, vapores, neblinas e produtos químicos em geral. Os agentes químicos encontrados na panificação foram: produtos de limpeza e poeira da farinha de trigo. A poeira, independente da quantidade e tamanho da partícula, pode ser alergênica, causar problemas respiratórios e dermatológicos, dependendo da suscetibilidade de cada trabalhador.

Riscos Biológicos

Os agentes biológicos são os microrganismos (fungos, vírus e bactérias), parasitas como ácaros e outros. Estão presentes no ambiente de trabalho, através de vetores (homem, gato, rato e inseto), lixo e embalagem contaminada. Algumas características do ambiente da panificação, como: umidade relativa do ar, temperatura acima de 25 °C e presença de matéria orgânica, favorecem a proliferação de agentes biológicos. Este risco pode causar alterações de saúde como alergias, verminoses, micoses e infecções.

Riscos Ergonômicos

Os agentes de risco relacionados à ergonomia são aqueles que interferem no equilíbrio entre o trabalho e o homem, podendo provocar danos à saúde do trabalhador por alterações psicofisiológicas, como também comprometer a segurança no ambiente de trabalho e a produtividade. A ergonomia considera que o ambiente laboral deve ser adequado ao homem, portanto, cada posto de trabalho deve ser adaptado ao trabalhador no desenvolvimento de suas tarefas. Na indústria da panificação os agentes ergonômicos preponderantes foram: a organização do trabalho (horário de início da jornada de trabalho, postura no trabalho e repetitividade das tarefas), levantamento, transporte manual e manuseio de materiais, como a sacaria de farinha de trigo (geralmente de 50 kg).

Riscos de Acidente

O risco de acidente é decorrente de situação inadequada no local de trabalho, resultando em lesão corporal e/ou traumas emocionais. Os riscos de acidentes estão presentes em ferramentas defeituosas, máquinas, equipamentos ou parte destes, pisos e degraus irregulares e/ou escorregadios. O principal agente causador de acidentes na área industrial da panificação é o manuseio de materiais em alta temperatura e de utensílios de corte.

ORGANOGRAMA

OrganogramaOrganogramao autor

Relação de empregados e suas respectivas funções

• Principais atribuições do (a) operador de caixa (2):

Registrar mercadorias e receber do cliente.

• Principais atribuições do (a) atendente de loja (2): 

Receber os clientes, anotação e repasse de pedidos

• Principais atribuições do (a) gerente (1):

Gerenciamento e controle administrativo em geral.

• Principais atribuições do padeiro (2):

Produção de pães.

• Principais atribuições do auxiliar de padeiro (1):

Atuar com auxílio ao padeiro na produção de pães.

• Principais atribuições do confeiteiro (1):

Fabricação, manipulação e decoração em tortas, bolos e doces em geral.

• Principais atribuições do auxiliar de confeiteiro (1):

Atua com auxílio ao confeiteiro na fabricação, manipulação e decoração em                tortas, bolos e doces em geral.

• Principais atribuições do auxiliar de serviços gerais (1):

Serviços de limpeza, manutenção e organização do local.


Contamos também com o serviço terceirizado de um nutricionista e sua principal função está em adequar o estabelecimento às normas da vigilância sanitária para que tudo seja seguido corretamente e, consequentemente, traga mais qualidade para todos os clientes que frequentam a padaria.está em adequar o estabelecimento às normas da vigilância sanitária para que tudo seja seguido corretamente e, consequentemente, traga mais qualidade para todos os clientes que frequentam a padaria.

FLUXOGRAMA

FluxogramaFluxogramao autor

Programação da Produção: Pré-pesagem, onde todas as receitas são auditadas para seguirem o padrão adotado.

Pesagem: A pesagem é o processo que garante uma uniformidade do produto em cada fornada, onde a matéria-prima sai do estoque e é levada ao início do processo produtivo.

Mistura: A mistura dos componentes na amassadeira/masseira tem como propósito a homogeneização das matérias primas, o fermento é o último item a ser colocado. O ponto da massa ideal é obtido pelo tempo da batida, pelo aspecto visual da massa e, principalmente, pelo tato do profissional.

Cilindragem: O processo de cilindragem tem por objetivo a homogeneização da massa, por meio de sucessivas passagens no cilindro, esmagando eventuais pedaços totalmente dispersos. O tempo no cilindro é determinante para se obter produto de textura leve e de boa apresentação final.

 Corte: O corte tem como finalidade separar a massa em porções unitárias para que se continue o processo. A mesa é untada com gordura vegetal onde a massa é pesada e cortada em porções de 2Kg. Ainda na etapa do corte, a massa é colocada na divisora onde toma a forma individual do produto.

 Modelagem: A modelagem é a etapa onde o produto toma seu formato. A partir deste momento, as unidades são acondicionadas em formas, seguindo para a próxima etapa.

 Fermentação: Na fermentação estas formas são postas para descansar dentro da fermentadora. Mantidas pelo tempo necessário ao crescimento

 Cozimento: Visando dar o formato tradicional ao pão francês, é feito o risco ou corte nas unidades já fermentadas, imediatamente antes de serem levadas ao forno. O pão vai ao forno de acordo com a demanda da clientela. Com a temperatura entre 200º a 230º, onde é adicionado vapor d’água para dar o feito “craquelado” ao pão.

 Resfriamento: No resfriamento o pão baixa a temperatura e cria rachaduras em sua casca dando o aspecto tradicional ao pão francês.

Conferência: São conferidos os produtos antes de serem levados ao setor de vendas.

 Vendas: Os produtos são levados ao setor de vendas

Descrição dos setores

Balcão

Descrição do Setor – BalcãoDescrição do Setor - Balcãoo autor

PRODUÇÃO

Descrição do Setor – ProduçãoDescrição do Setor - Produçãoo autor

Estoque

Descrição do Setor – EstoqueDescrição do Setor - Estoqueo autor

Reconhecimento dos riscos por setor

Balcão

No setor do atendimento trabalham quatro funcionários (sendo dois no período da manhã, e dois na tarde), dos quais realizam as atividades de atendimento ao cliente, onde recepcionam, vendem produtos, fazem operações de caixa, ocasionalmente manuseiam um cortador de frios e às vezes entram no setor da produção para pegar alguns produtos para substituição/reposição das prateleiras.

Os riscos observados neste Cortador de Frios são de origem física, o ruído produzido por este equipamento fica abaixo dos limites de tolerância. O que preocupa quanto a sua utilização são as partes móveis, como as lamina que cortam os frios, caso o trabalhador entre em contato acidentalmente com essas laminas, irá causar-lhe dano físico, como cortes e ferimentos.

Cortador de FriosCortador de Friosequiparmaquinas.com.br

Os riscos observados nesta Estufa (equipamento onde são acondicionados os salgados) e Cafeteira também são físicos. Pelo fato de possuírem uma superfície metálica e por necessitarem de aquecer os produtos que nela estão contidos, o calor passa de dentro para a superfície do equipamento, consequentemente se o trabalhador se descuidar e encostar alguma parte no corpo nesta superfície poderá ocasionar uma queimadura. O ruído não ultrapassa o limite de tolerância.

Estufa e CafeteiraEstufa e Cafeteiraequiparmaquinas.com.br

Com relação aos riscos, estes estão dispostos na tabela abaixo

Reconhecimento dos riscos no setor – balcãoReconhecimento dos riscos no setor - balcãoo autor

Com base no Quadro, seguem abaixo algumas possíveis Medidas de Controle para o setor:

•   Treinamento de uso de EPI’s

•   Sinalizar áreas com uso obrigatório de EPI’s

•   Ginástica laboral

• Realizar Treinamento para Operação de Máquinas e Equipamentos, conforme NR-12

Produção  

No setor da Produção, trabalham 8 funcionários (sendo 4 no período da manhã, e 4 à tarde) , que realizam as atividades de
 
produção dos pães, massas e doces em geral, utilizando as máquinas apresentadas pela figura 10

Máquinas e equipamentos do setor de ProduçãoMáquinas e equipamentos do setor de Produçãoequiparmaquinas.com.br

A amassadeira é utilizada para bater a massa do pão e possui uma tampa protegendo o operador de acessar as partes móveis enquanto ela esta em operação. O nível de ruído está abaixo dos limites de tolerância estabelecidos por lei.

O cilindro tem por propósito a homogeneização da massa, por meio de sucessivas passagens no cilindro, esmagando eventuais pedaços dispersos. Possui proteção fixa instalada, para evitar o acesso à área de movimento de riscos. O nível de ruído está abaixo dos limites de tolerância estabelecidos por lei.

A divisora, não possui riscos ao trabalhador, pois é um equipamento operado manualmente, onde o trabalhador retira uma bandeja para colocar a massa, insere esta bandeja de volta no seu lugar, e em seguida, movimenta uma alavanca para realizar a divisão da massa. O nível de ruído neste posto de trabalho está bem abaixo dos limites de tolerância estabelecidos pela NR-15.

A modeladora de pães apresentada na Figura 5 possui proteção das partes móveis, botão de parada de emergência. Ainda assim, nunca se opera sozinho, sempre em dois, onde um coloca a massa de um lado e o outro pega a massa já modelada. O nível de ruído apresentado não necessita de medida de ação.

O forno, quando está em operação produz uma onda de calor por todo o ambiente ao seu redor, principalmente quando o trabalhador tem que colocar as massas cruas dentro do forno para assá-las. Esta é a parte em que o trabalhador se expõe a temperaturas mais elevadas que o normal, porém devido ao tempo de duração desta atividade, não foge dos padrões estabelecidos por lei. Outro risco é o de queimaduras, caso o trabalhador encoste alguma parte do corpo que não esteja protegida na superfície do forno. O ruído neste posto de trabalho não ultrapassa os limites de tolerância.

Na fermentadora, as formas são postas para descansar e são mantidas pelo tempo necessário ao crescimento. Não oferece riscos ao trabalhador.

Neste setor também é encontrado uma fritadeira, que possui proteção contra respingos e prático sistema de escorredor faz com que o excesso de óleo retorne ao tanque de fritura

Com relação aos riscos, estes estão dispostos na tabela abaixo

Reconhecimento dos riscos no setor – ProduçãoReconhecimento dos riscos no setor - Produçãoo autor

De acordo com o Quadro 11, seguem abaixo algumas Medidas de Controle previstas para este
 setor:

•   Treinamento de uso de EPI’s

•   Sinalização das áreas com uso obrigatório de EPI’s

•   Ginástica laboral

•   Treinamento para Trabalho com Fornos, conforme NR-14;

•   Realizar Manutenções do(s) equipamentos com Profissional Habilitado;

• Realizar Treinamento para Operação de Máquinas e Equipamentos, conforme NR-12

Neste setor o trabalhador se expõe a temperaturas mais elevadas que os trabalhadores
do setor de atendimento, devido ao fato da existência e operação de dois fornos. Estes dois fornos quando estão em operação produzem uma
 
onda de calor por todo o ambiente ao seu redor, principalmente quando o trabalhador tem que colocar as massas cruas dentro do forno para assa-las. Esta é a parte em que o trabalhador se expõe a temperaturas mais elevadas que o normal, porém devido ao tempo de duração desta atividade, não foge dos padrões estabelecidos por lei.

Mas, para isso, o ambiente conta janelas, ventiladores e com um Sistema de Exaustão que consiste em retirar do ambiente os vapores e gases decorrentes dos processos de cozimento e frituras dos alimentos, deixando o ambiente da cozinha livre de odores e fumaça, assim como, manter a temperatura interna em níveis desejáveis de conforto. 



ExaustorExaustorsolucoesindustriais


Outro risco é o de queimaduras, caso o trabalhador encoste alguma parte do corpo que não esteja protegida na superfície do forno. Por isso, o forno é constituído de material refratário.

Normas Regulamentadoras

Apresentamos neste tópico as Normas Regulamentadoras que se aplicam ao ramo da panificação. Os tópicos apresentados a seguir estão resumidos e direcionados ao ramo da panificação. Desta forma, não serão abordadas as NR-13 (Caldeiras e Vasos de Pressão) NR-16 (Atividades e Operações Perigosas), NR-18
(Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), NR-19 (Explosivos), NR-20 (Líquidos Combustíveis e Inflamáveis), NR-21 (Trabalho a Céu Aberto), NR-22 (Trabalhos Subterrâneos), NR, 25 (Resíduos Industriais), NR-30 (Trabalho Aquaviário), NR-31 (Trabalho na Agricultura), NR-32 (Serviços em Saúde), NR-33 (Espaço Confinado), NR-34 (Construção e Reparação Naval) e NR-35 (Trabalho em Altura).

NORMA REGULAMENTADORA 1  – disposições gerais

Determina que as NR’s, relativas à segurança e medicina do trabalho, obrigatoriamente, deverão ser cumpridas por todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT e determina as responsabilidades do empregador e dos empregados. Entre outros assuntos, trata das ordens de serviço a serem elaboradas pelo empregador, dando ciência aos empregados dos riscos nos quais estão expostos. Segue no anexo 1 o modelo preenchido de ordem de serviço da nossa empresa.

NORMA REGULAMENTADORA 2 – INSPEÇÃO Prévia

Estabelece que as empresas antes de iniciar seu funcionamento, devem solicitar o CAI – Certificado de Aprovação de Instalações emitido pelo Orgão Regional do MTb, com a finalidade da empresa iniciar suas atividades livre de riscos. O CAI da nossa empresa se encontra no anexo 2.

NORMA REGULAMENTADORA 3 – embargo ou interdição

  A SRTE (Superintendência Regional de Trabalho e Emprego) poderá interditar/embargar o estabelecimento, as máquinas, setor de serviços se os mesmos demonstrarem grave e iminente risco para o trabalhador. Em caso de interdição em um determinado, setor ou maquinários ou na empresa toda, os empregados receberão os salários normalmente, como se estivessem trabalhando.

NORMA REGULAMENTADORA 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 

O SESMT tem por finalidade promover ações de prevenção e correção dos riscos encontrados para tornar o ambiente de trabalho um lugar seguro.

A implantação do SESMT depende do grau de risco da atividade principal da empresa e do número total de empregados do estabelecimento;

Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAEClassificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAEcnae.ibge.gov.br

Dimensionamento do SESMT, baseado no grau de risco e o número de empregadosDimensionamento do SESMT, baseado no grau de risco e o número de empregadosnormaslegais.com.br


Dependendo desses elementos o SESMT deverá ser composto por Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho.


A quantidade 
dos membros do SESMT na empresa será definido mediante a quantidade de empregados da empresa.

Como nossa empresa não possui 100 (cem) empregados, a isenta da composição do SESMT, conforme dimensionamento constante da Norma. Desse modo, as ações de segurança e medicina do trabalho, da nossa empresa se darão, pela prestação de serviços terceirizados por parte de empresas especializadas. 

Norma Regulamentadora 5

 O objetivo básico da CIPA é fazer com que empregadores e empregados trabalhem conjuntamente na tarefa de prevenir acidentes e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho. 

Todas as empresas que possuam empregados celetistas são obrigadas a manter a CIPA. O dimensionamento é feito pelo grupo no qual a empresa pertence e do número mínimo de 20 empregados. 


GrupoGrupocnae.ibge.gov.br

Quadro I da NR 5Quadro I da NR 5normaslegais.com.br


Como nossa empresa possui número de empregados menor que 20  está dispensada da sua constituição, devendo indicar empregado
 
para que seja o “representante da CIPA”. A carta de designado da CIPA, enviado ao MTE, se encontra no anexo 3.

Uma das principais atribuições da CIPA é a elaboração do Mapa de Riscos, que é uma representação gráfica que tem como objetivo informar e conscientizar os trabalhadores quanto aos riscos presentes no ambiente de trabalho da empresa. O nosso se encontra no anexo 4 deste trabalho. 

Norma regulamentadora 6 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

As empresas são obrigadas a fornecer aos seus empregados equipamentos de proteção individual, destinados a proteger a saúde do trabalhador e reduzir o impacto dos riscos nas seguintes circunstâncias:


– 
Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. 

– Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas

 O EPI deve ser entregue gratuitamente e adequado ao risco no qual o trabalhador está exposto, e a entrega deverá ser registrada. A ficha de recebimento e treinamento de EPI da nossa empresa se encontra no anexo 4. Todo equipamento deve ter o CA (Certificado de Aprovação) do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. 

Os EPI’s utilizados na indústria de panificação estão apresentados na figura abaixo:

EPI’s mais utilizados na PanificaçãoEPI's mais utilizados na Panificaçãoadaptado de sogimaepi.com.br


Touca descartável: Evita o contato do cabelo com máquinas que possam colocar em perigo o trabalhador e evita que cabelos caiam no produto manuseado, eliminando assim os riscos de contaminação.

Máscara descartável: Para conforto e higiene das vias respiratórias nos trabalhos que não precisem de barreiras filtrantes.

Avental: Avental térmico retardante a chama e impermeável ideal para  proteger contra respingos de óleo e riscos de queimaduras. 

Bota de PVC com biqueira de aço: Proteção dos pés do usuário contra umidade e agentes químicos, bem como resíduos de alimentos, queda de objetos e materiais e contato com materiais ou objetos perfurantes sobre os pés.

Mangotes térmicos: Contra riscos de vapor, retardante à chamas, calor por contato e respingos de líquidos quentes.

Luvas térmicas: Contra riscos de vapor, retardante à chamas, calor por contato, respingos líquidos quentes e tem uma excelente resistência mecânica.

Luvas de plástico descartáveis: Indicada para manipular alimentos em geral.

Luvas de látex: Para proteção das mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, riscos químicos. Ideal para limpeza

Luvas anticorte: Proteção das mãos em trabalhos leves-médios contra cortes e arestas cortantes provenientes de facas, estiletes ou lâminas lisas (sem serra). Processamento e corte de alimentos, peças metálicas vidros e demais materiais que tenham acabamento cortante.

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

O PCMSO é elaborado por médico do trabalho e está voltado para o controle da saúde física e mental do trabalhador, em função de suas atividades, e obriga a realização de exames médicos ocupacionais, com o intuito de se verificar se o trabalhador está realmente apto a exercer suas funções, sendo estes:

Admissional: É realizado antes que o trabalhador inicie suas atividades na empresa.

Periódico: É realizado periodicamente acordo com os intervalos mínimos de tempo abaixo discriminados pela NR.


a) para trabalhadores expostos a riscos ou às situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional, ou, ainda, para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os exames deverão ser repetidos: 

A cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado, ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou, ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho; 

De acordo com a periodicidade especificada no Anexo n.º 6 da NR 15, para os trabalhadores expostos a condições hiperbáricas; 


b) para os demais trabalhadores: 


anual, quando menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 45 (quarenta e cinco) anos de idade; 


a cada dois anos, para os trabalhadores entre 18 (dezoito) anos e 45 (quarenta e cinco) anos de idade.


Retorno ao trabalho: O exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizado obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto.

Mudança de função: É realizado com quando ocorre toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou de setor que implique a exposição do trabalhador a risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança. 

Demissional: é realizado quando do desligamento do trabalhador de suas atividades, visando documentar as condições de saúde do funcionário naquele momento.

O PCMSO da nossa empresa se encontra no anexo 5.

 NORMA REGULAMENTADORA 8 – EDIFICAÇÕES

Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. O objetivo é ajudar a minimizar os acidentes dentro da empresa. 

Em nossa empresa, nos pisos, corredores e passagens dos locais de trabalho, onde haviam
 
perigo de escorregamento foram empregados materiais antiderrapantes.

Os pisos dos locais de trabalho não apresentam saliências nem depressões que
 
prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais.

NORMA REGULAMENTADORA 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implantação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) a todas as empresas que admitam trabalhadores como empregados.
 
O PPRA objetiva a preservação da saúde e integridade do trabalhador, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais existentes, ou que venham a existir no ambiente de trabalho.  O PPRA desta empresa, encontra-se no anexo 6.

NORMA REGULAMENTADORA 10 – Instalações e Serviços de Eletricidade

Regulamenta a segurança em instalações de eletricidade. Não é permitida a ligação simultânea de mais de um aparelho à mesma tomada de
 
corrente elétrica, com emprego de acessórios que aumentem o número de saídas (benjamins, por exemplo). Na nossa empresa, os equipamentos elétricos possuem dispositivos que os desligam automaticamente, sempre que há funcionamento irregular representando risco iminente. Também estão aterrados e protegidos contra descargas elétricas. Os serviços de manutenção em instalações elétricas só são executados por profissionais terceirizados, qualificados e treinados.

NORMA REGULAMENTADORA 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

Medidas preventivas a serem adotadas no transporte, movimentação, armazenagem e
 
manuseio de materiais com o auxílio de elevadores, carrinhos transportadores e outros meios utilizados nessa atividade estão estabelecidos nesta NR.  

 Em termos gerais, os requisitos primordiais para a armazenagem adequada  de materiais de uma padaria, que poderiam ser considerados de suma importância, são:

1– Ter as instalações preparadas para permitir sua fácil limpeza e evitar, acima de tudo, a acumulação de lixo na área de armazenamento de produtos.

2– Manter o armazenamento sob uma temperatura adequada.

3– Permitir as condições apropriadas de ventilação natural e mecânica.

4– Assegurar a iluminação natural ou artificial.

5– Evitar o armazenamento de desinfetantes e produtos de limpeza em áreas nas quais se encontrem as matérias primas, ingredientes e embalagens das padarias.

6– Armazenar inteligentemente os produtos para evitar que uns contaminem os outros. Para evitar isso, não se devem misturar o armazenamento dos alimentos crus, com o pré – preparados ou com os cozidos.

7– Atentar para a temperatura a qual se expõem os alimentos e ao tempo antes de seu consumo, já que muitos perdem as suas propriedades.

8– Não esquecer de limpar e desinfetar em profundidade os lugares de armazenamento.

9– No caso das farinhas, bloqueá-las da umidade colocando os sacos em estrados de plástico, separados das paredes, e que evitem seu contato com o piso.

 Os demais materiais armazenados deverão ser dispostos de forma que evite a obstrução de portas, equipamentos de combate a incêndio e saídas de emergência. Nesta empresa, as cargas são transportadas com o auxílio de um carrinho.

NORMA REGULAMENTADORA 12 – Segurança no trabalho com Máquinas e Equipamentos

As empresas devem adotar medidas preventivas para a instalação das máquinas e equipamentos
 
utilizados na área de produção. As áreas de circulação da produção entre máquinas e equipamentos devem estar dimensionadas de forma que os trabalhadores circulem com segurança e possibilite a movimentação dos materiais. Na nossa padaria, todas as máquinas e equipamentos possuem dispositivos para ligar e desligar de fácil acesso, para efetuar parada emergencial, de forma que não sejam acionados involuntariamente. A manutenção das máquinas e equipamentos somente é executada quando os equipamentos estão parados e desligados da rede elétrica, respeitados os preceitos técnicos e são efetuadas por pessoa qualificada. 

Amassadeira e Batedeira – Para evitar a ocorrência de acidentes, a essas máquinas devem estar sempre equipadas com grade de proteção superior. Esse dispositivo de segurança, ao ser levantado durante o funcionamento, faz com que a amassadeira/batedeira parem automaticamente impedindo o contato das mãos com o garfo espiral. Os sensores de parada nunca deverão ser bloqueados ou desativados. 

Cilindro – A área de movimento dos roletes é a que apresenta maior risco. Portanto, é necessária a instalação de sistemas protetores que impeçam o acesso das mãos. As proteções devem ser instaladas nas laterais da prancha de extensão traseira e no vão entre os cilindros. Junto à chapa de fechamento dos cilindros superior e inferior, a máquina deve possuir um terceiro cilindro, de movimento livre, chamado de rolete obstrutivo. Também fazem parte do sistema de segurança as botoeiras de emergência à prova de poeira, que devem estar posicionadas lateralmente e servem para acionar instantaneamente o freio motor e o sensor de fase que impede o funcionamento do motor . 

Modeladora   O acesso à zona perigosa dos rolos deve ser impedido por todos os lados por meio de proteções, exceto a entrada e saída da massa, em que se devem respeitar as distâncias de segurança, de modo a impedir que as mãos e dedos dos trabalhadores alcancem as zonas de perigo, onde as mesmas deve possuir proteção móvel intertravada por, no mínimo, uma chave de segurança com duplo canal, monitorada por relé de segurança. O acesso à zona perigosa dos rolos somente deve ser possível quando seus movimentos tenham cessado totalmente.

Fornos – Para a redução do calor e da temperatura ambiente, os fornos devem ser providos de sistema de exaustão.

NORMA REGULAMENTADOR 14 – FORNOS INDUSTRIAIS

A NR 14 estabelece, entre outras coisas, que os fornos, para qualquer utilização, devem ser construídos solidamente, revestidos com material refratário (material capaz de manter sua resistência a altas temperaturas), de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15.

NORMA REGULAMENTADORA 15 – Atividades e Operações Insalubres

Descreve as atividades, operações e agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situações que, quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre, e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde.

Nossa empresa não oferece atividades insalubres, mas vale ressaltar esta NR.

O ruído torna-se fator de risco da perda auditiva ocupacional se o nível de pressão sonora e o tempo de exposição ultrapassarem certos limites. Nos Anexos 1 e 2 da NR 15, estabelece os limites de tolerância para a exposição a ruído contínuo ou intermitente e para ruído de impacto. O ruído contínuo ou intermitente como o nome bem sugere, são ruídos que não cessam, que continuam, que não possuem um intervalo onde haja o fim do som.
O
utra definição de ruído contínuo é aquele que não é de impacto, e o ruído de impacto é aquele que dura menos de 1 segundo, e é intercalado com pausas que dura mais de um segundo.

O Quadro N° 1, do Anexo N° 1 da NR-15 mostra o tempo máximo de exposição que um trabalhador deve ficar sob determinado ruído, que depende de seu NPS.

Limites de Tolerância para Ruído Continuo e IntermitenteLimites de Tolerância para Ruído Continuo e IntermitenteQuadro N° 1, do Anexo N° 1 da NR-15

Os níveis de ruído dos maquinários utilizados em nossa padaria, não ultrapassam os limites de tolerância.

A NR 15, em seu Anexo 3, especifica algumas condições em que o ambiente, exposto ao calor, é considerado acima da tolerância para a saúde do trabalhador.
 A maneira mais comum e indicada de medição de níveis de calor e temperatura, é através do IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo), que são calculados através de medidores de stress térmico (termômetro). 

Para realização destas medições, os aparelhos que devem ser utilizados são:
t
ermômetro de bulbo úmido natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. E devem ser efetuadas à altura do corpo mais atingida, no local onde permanece o trabalhador. (MTE, 2011)


Na nossa empresa, por se tratar de um ambiente interno sem carga solar, o cálculo é feito através da fórmula IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg.

Onde:

tbn = temperatura de bulbo úmido natural [ºC]

tg = temperatura de globo [ºC]

 A medida mais comum para proteger a saúde do trabalhador do calor excessivo são os períodos de descanso. Portanto, caso o trabalhador esteja submetido à condições de temperaturas superiores aos limites de tolerância em estado intermitente de trabalho, este deverá ter direito a períodos de descanso, no ambiente de trabalho (obviamente, longe da exposição do calor), conforme o Quadro N° 1 do Anexo N° 3 da NR-15.


Máximos índices IBUTG por tipo de atividadeMáximos índices IBUTG por tipo de atividadeQuadro Nº 1, Anexo N° 3 da NR-15

Vale ressaltar que estes períodos de descanso fazem parte do tempo de serviço, assim o empregador não poderá nem deverá descontar esse tempo de descanso.

Em nossa empresa, as condições de temperatura não ultrapassam os limites de tolerância, portanto não há necessidade de adoção de medidas de controle.

NORMA REGULAMENTADORA 17 – ERGONOMIA

Estabelece os parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho aos trabalhadores, de modo que proporcione um máximo de conforto, segurança e desempenho. 

As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e
 
descarga manual de cargas, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais do posto de trabalho e organização.

No setor de atendimento da nossa empresa, temos como medidas preventivas:

Fornecer banquetas para descanso de trabalho em pé e orientar os trabalhadores a sentar-se e alongar-se nos intervalos de atendimento.

Fornecer cadeira ergonômica com  altura, assento e encosto ajustável e regulável (adequado a altura do caixa), com apoio para os pés e cotovelos. Ajuste dos computadores de forma
 
que a tela se alinhe ao campo visual indicado tecnicamente e confortável a digitação, pausas programadas.

No setor de produção sequência
 
de tarefas são realizadas pelo trabalhador na produção. Observa-se um deslocamento no setor. As atividades são dinâmicas, exigindo a postura em pé com movimentação ativa dos membros superiores, o que impossibilita ou dificulta a atividade ser realizada na postura sentada. Portanto, de acordo com a NT 060/2001 do MTE, o posto não necessita de assentos em em razão desta atividade. Porém, fornecemos banquetas para descanso e orientamos os trabalhadores a sentar-se e alongar-se nas pausas. 

 Manter mobiliário sem quinas vivas ou rebarbas, devendo os elementos de fixação (pregos, rebites, parafusos) ser mantidos de forma a não causar acidentes. 

A utilização de cinta lombar é necessária para o transporte de cargas.


NORMA REGULAMENTADORA 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS 

Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios, que devem dispor os locais de trabalho, com saídas suficientes para rápida retirada dos colaboradores, a descrição das portas de acessos, a necessidade
 
equipamento suficiente para combater o fogo e pessoas nas empresas que possuam conhecimento para uso correto. Visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. 

O Plano de Emergência e o Programa de Prevenção e Combate à Incêndio (PCI) de nossa empresa encontram-se, respectivamente nos anexos 7 e 8.

O alvará de licença dos Bombeiros se encontra no anexo 11.

NORMA REGULAMENTADORA 24 – CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO

A Norma Regulamentadora 24 do Ministério do Trabalho e Emprego
disciplina preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a proteção à saúde dos trabalhadores.

As instalações sanitárias são separadas por sexo e higienizadas constantemente para que estejam livres de odores, sem acúmulo de lixo. É provido com papel higiênico, sabonete líquido e secadora automática de mãos e recipiente coletor de papéis servidos com tampa de acionamento sem uso das mãos. Em cada banheiro, possui 1 chuveiro. 

Os vestiários dispõem de armários individualizados com dispositivo de trancamento para cada um dos
 
trabalhadores, para a guarda de suas roupas e uniformes.

Por ser um estabelecimento dotado de cozinhaadotamos todas as medidas para garantir a higiene e a qualidade da alimentação produzida, de acordo com a RDC N° 216/2004 da ANVISA – Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. 

Trabalhadores que laboram na cozinha devem utilizar uniformes e utilizar os cabelos presos por redes, toucas e outros equipamentos de segurança e higiene necessários à atividade, já citados no item 8.6.

 É fornecida aos trabalhadores água potável, filtrada e
refrigerada, em condições higiênicas e em quantidade suficiente para atender às necessidades individuais e da atividade. O fornecimento de água deve é feito por meio de bebedouros de jato inclinado.

NORMA REGULAMENTADORA 26 – Sinalização de Segurança 

Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas
 
nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas.

Cores de SinalizaçãoCores de SinalizaçãoNBR 7195

 NORMA REGULAMENTADORA 28 – FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES

Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização, no que diz respeito à
 
realização de inspeções a serem realizadas na empresa. O Agente de Inspeção do Trabalho poderá notificar os empregadores, concedendo ou não prazo para a correção das irregularidades encontradas que deverá ser no máximo de 60 dias. A empresa terá um prazo de 10 dias a partir da notificação para entrar com recurso ou solicitar prorrogação que poderá ser estendido até 120 dias. Para o empregador não é muito interessante receber uma notificação de multa do Ministério do Trabalho.



VIGILÂNCIA SANITÁRIA 

Os instrumentos normativos que referenciam sobre a Vigilância Sanitária têm por objetivo
 estabelecer os critérios de higiene e de boas práticas operacionais na manipulação, fabricação e industrialização de produtos para consumo. 

As empresas devem estar atentas à Portaria CVS 06/99 – Regulamento Técnico,
 que estabelece os Parâmetros e Critérios para o Controle Higiênico Sanitário em Estabelecimentos Alimentícios e às regulamentações municipais neste âmbito, além das Normas Regulamentadoras. 

O controle de saúde dos trabalhadores (NR-7), estrutura do estabelecimento (NR-8),
 armazenamento de matéria-prima (NR-11), máquinas e equipamentos (NR-12), iluminação (NR-17), condições sanitárias (NR-24) são alguns dos dispositivos tratados pelas Normas Regulamentadoras que apresentam aspectos comuns com a Portaria CVS 06/99. O alvará de licença da nossa empresa, emitida pela ANVISA, encontra-se no anexo 9.

As Boas Práticas de Fabricação são procedimentos que servem como instrumentos para garantir a segurança alimentar do cliente, mantendo um controle higiênico sanitário dos manipuladores, do ambiente de trabalho e da refeição.

INSTALAÇÕES, EDIFICAÇÕES E SANEAMENTO

  O piso e as paredes são revestido de cerâmica, facilitando a limpeza

•  O teto é revestido de pvc para evitar o acúmulo de poeira

  O piso possui ralos e canaletas que permitem o perfeito escoamento

Instalações sanitárias: são higienizadas constantemente para que estejam livres de odores, sem acúmulo de lixo. É provido com papel higiênico, sabonete líquido e secadora automática de mãos e recipiente coletor de papéis servidos com tampa de acionamento sem uso das mãos.

Limpeza de caixa d’agua: Deverá ser realizada a cada seis e/ou  anualmente, dependendo da necessidade, por empresa especializada

• Manejo de resíduos: O lixo deve ser descartado diariamente. após o descarte, os cestos devem ser limpos. Após a manipulação do lixo, lavar bem as mãos. 

Controle integrado de pragas: É feita por empresa especializada.  Manter o local de trabalho sempre limpo, a fim de evitar a formação de focos de proliferação; Usar sifões nas pias para impedir o acesso dos insetos à área de processamento, via esgoto, fiscalizar todo o material que entra no local de  processamento.

PRODUÇÃO

• Limpeza dos equipamentos e máquinas: A limpeza pode ser feita a seco (para remoção
de farinhas, pós etc.) ou úmida (remoção de gorduras com uso de água e detergente) com ou sem o auxílio de fibras (escovas etc.). Vale ressaltar que a limpeza só pode ser realizada com os equipamentos devidamente desligados.

• Recebimento e armazenamentos: O recebimento deve ocorrer em área protegida de chuva, sol, poeira e que possua facilidades adequadas (estrados e balança, por exemplo).  É importante que sejam estabelecidos horários e procedimentos para o recebimento dos produtos. Os estrados não devem ficar encostados na parede, nem devem ter contato direto com o chão, para facilitar a limpeza e a circulação de ar. Os produtos devem ser arrumados de modo que os produzidos em primeiro lugar fiquem na frente e sejam os primeiros a sair para comercialização.

 •  Controle de Estoque: A disposição dos produtos deve obedecer a uma ordem que tenha como referência a data de fabricação. Os produtos que apresentem datas de fabricação mais antigas são posicionados de forma a serem consumidos em primeiro lugar. Seguir a regra pvps ou seja, primeiro que vence, primeiro que sai.

Todas as matérias-primas devem estar identificadas e protegidas contra contaminações. Os produtos de limpeza devem ser armazenados em locais específicos e identificados, separados dos alimentos e dos descartáveis. No estoque seco, os alimentos devem ser armazenados de forma organizada, em local limpo, livre de pragas e com temperatura e ventilação adequadas para permitir acesso às inspeções, limpeza e operações de controle de pragas, além de proporcionar melhor circulação de ar. As distâncias mínimas recomendadas são 60 cm do teto; 10 cm das paredes ou entre pilhas e 25 cm do piso.

Evitar ambiente escuros, úmidos e abafados. a farinha absorve umidade e tem uma grande tendência a mofar ou a deteriorar nesses ambientes. Os alimentos devem ser armazenados de forma a não receber luz solar direta, em pontos onde não haja a possibilidade de condensação de vapor e livres de contaminação. 

Instruções para lavagens das mãos antes de qualquer contato com alimentos:  

• Umedecer as mãos e os antebraços com água;

• Lavá-las com sabonete líquido, neutro e
inodoro, massageando-as por 15 a 20  segundos; 

• Enxaguar bem as mãos e os antebraços; 

• Secar as mãos com toalha descartável (papel
não reciclado) ou outro sistema seguro; 

• Aplicar solução anti-séptica. pode-se usar sabonete bactericida e, nesse caso, a solução anti-séptica não precisa ser aplicada (álcool em gel).

• Após a lavagem, colocar as luvas e touca descartáveis.

Acidente de Trabalho

A ocorrência de acidentes do trabalho implica danos sociais imediatos. Primeiro,
 pelo comprometimento da saúde e integridade física do empregado, prejudicando seu trabalho. Segundo, pelos seus dependentes que podem eventualmente perder a base de sustentação familiar. Terceiro, pelos custos gerados para a empresa.

Acidente do trabalho “é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa,
 
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, ou perda, ou redução permanente ou temporária, da capacidade do trabalho” (artigo 2o da Lei no 6.367, de 19 de outubro de 1976), podendo ser: 

Acidente de trajeto: é aquele ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho
 
do segurado ou vice-versa. 

Doenças Ocupacionais ou Profissionais são aquelas decorrentes de exposição a agentes
 
ou condições perigosas inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. 

Exemplo: asma ocupacional (farinha de trigo), dermatofitose (temperatura elevada).

Doenças do trabalho são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas
 
em que o trabalho é realizado, expondo o trabalhador a agentes nocivos a sua saúde. Exemplo: dores na coluna (na realização de atividades em condições inadequadas – ergonomia) 

Nota: Não são consideradas doenças profissionais as hereditárias, mesmo que estas surjam
 
durante sua vida laboral. 


Comunicação de Acidente ou Doença do Trabalho (CAT) 

O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao INSS através da CAT. Nos casos de acidente do trabalho, tal comunicação deve realizar-se nas primeiras 24 horas de sua ocorrência, e em caso de morte deverá ser feita imediatamente à autoridade competente.

Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa, a abertura da CAT deve ser efetuada pelo trabalhador, e, quando este estiver impossibilitado, por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. O modelo de CAT da nossa empresa, encontra-se no anexo 10.

Sistema de Gestão Ambiental

CONCLUSÃO

Mediante análise teórica e os aspectos levantados sobre a segurança do trabalho apresentados ao longo deste trabalho, conseguiu-se demonstrar a importância da Segurança e Medicina no trabalho. Investir em Segurança do Trabalho é promover o bem estar físico, mental e social dos trabalhadores com retorno certo em produtividade, redução dos gastos e a valorização da empresa.


feito

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