RESENHA DA OBRA ”A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS” DE THOMAS KUHN

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RESENHA DA OBRA ''A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS'' DE THOMAS KUHN

FABÍOLA MARQUES REZENDEUNIFAL - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS

O autor, na presente obra, vem a trazer a definição sobre o que é um paradigma e a maneira pela qual pode interferir na ciência e na produção acadêmica. 

Um paradigma, pelo qual se interpreta dos ensinamentos de Kuhn, determina até onde se pode pensar, é um conjunto de saberes e fazeres que efetivam a ocorrência de uma pesquisa científica por uma determinada comunidade. Quando a comunidade científica foca em um paradigma, todas as pesquisas, dissertações e teses tem alguma relação com ele, seja em pesquisá-lo mais, adotar soluções, alternativas de melhoramento, entre outras questões afetas a ele.

Para Kuhn, o desenvolvimento ou o amadurecimento de uma ciência surge quando a sociedade científica adere a uma paradigma para a prática científica, em que todos os participantes daquela autorregulam, contribuem e colaboram junto ao paradigma.

O autor também traz o conceito de ''ciência normal'' em sua obra, trazendo estrita relação com o paradigma, pois aquela é produto e produtora deste. A ciência normal seria uma adequação das teorias e pesquisas científicas á realidade, não se preocupando em trazer novidades, mas sim em especializar naquilo que está posto pelo paradigma vigente, isto é, em especificar e conhecer mais aquilo que já se sabe.

 Funcionaria, segundo Kuhn, como um quebra-cabeças, ou seja, um monte de peças que ao serem unidas, daria uma visão real de como aquilo que está sendo estudado funcionaria, além de já saber o produto final, o jeito e a forma que essa quebra-cabeças vai ter, sendo totalmente previsível.

Entretanto, ocorrem novos problemas, dados, fatos, perguntas e questões que já não podem ser respondidas ou compreendidas por dado paradigma. Aparece, então, a chamada crise de paradigmas, onde os aspectos tradicionais de pesquisa já não respondem ás necessidades que fatos, dados ou acontecimentos mais recentes requerem. 

Se iniciam daí as ''investigações extraordinárias'', reconhecendo e permitindo o início de novidades na pesquisa e na ciência e levando a comunidade científica a um novo conjunto de compromissos, além de novas formas de praticar a sua ciência.

O autor cita o astrônomo Nicolau Copérnico, responsável por colocar a Terra em movimento. Para o paradigma vigente e aceito na época, era impossível pensar que a Terra se movia, uma vez que que pensava-se que, caso ocorresse isso, as pessoas, objetos e animais ''sairiam'' da Terra.

Copérnico, de fato, provocou uma verdadeira revolução no pensamento científico, ao tentar mudar o paradigma vigente em sua época, apesar de não ser muito bem aceito, e carecer um de credibilidade.

Conclui-se que a pesquisa científica é norteada pelos seus paradigmas. Para explicar ou conceituar algo, nos baseamos nos paradigmas como norte de estudo. Embora isso venha a limitar a nossa visão para o novo, é perfeitamente possível que anomalias venham a surgir nas pesquisas científicas. A primeira coisa a ser feita será adequar estas o mais rápido possível aquilo que temos como paradigma, como verdade científica mais aceita. Caso isso não dê certo, com as anomalias existindo mesmo assim, parte-se para o plano B, ou seja, para a mudança de um novo paradigma. Caso este logre êxito, surge assim uma nova verdade científica; uma revolução como mudança de concepção de mundo.

Referências

KuhnThomas S.. A estrutura das revoluções cientificas. 9. ed, f. 29-172. 1998. 259 p.

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