RELATÓRIO ANDRADINA

Instituto Germinare

RELATÓRIO ANDRADINA

Beatriz Castro

Brenda mello

Giovana Munhoz

kihara bueno

rani cavalcante

3ºB

Resumo

Foi proposto, aos alunos do terceiro ano do ensino médio do Instituto Germinare, por meio deste Relatório, analisar e avaliar o desenvolvimento, as ações e o método de produção da Fábrica de Andradina de Porcionados, chamada de ADP. Assim, através de uma divisão por pilares: Finanças, Marketing, Operações, Pessoas, P&D e Varejo; o grupo fez observações sobre o comportamento da área de operações e da área administrativa da planta após um dia de visita e palestras relacionadas a isto. Após essa análise, fizemos uma conclusão baseada em toda a visita e na análise dos índices que nos foram passados e na nossa experiência como estagiários nas lojas Swift Mercado da Carne e nas áreas de Multicanal: Expansão, Administrativo e Operações.

Palavras-chave: Relatório. Andradina. Pilar. Análises.

Introdução

A realização desse projeto, que foi divido entre os pilares da nossa instituição (Controle & Finanças, Marketing & Branding, Operações, Pesquisa & Desenvolvimento, Pessoas e Varejo), no qual procuramos relatar nossa experiência na fábrica, lojas e também nas reuniões/treinamentos, sempre tendo em mente todo o conteúdo passado pelos nossos tutores. 

O trabalho é, inicialmente, uma análise “setorial”, onde identificamos cada parte da fábrica como um pilar do Instituto Germinare. Após o detalhamento da visita, bolamos uma conclusão geral, onde englobamos tudo o que foi visto, tanto nas lojas, como na fábrica e nossos encontros com a equipe do escritório. 

Utilizamos recursos simples para a conclusão do projeto, como o olhar crítico a tudo que nos foi mostrado, as assimilações com o prático da(s) fábrica/lojas com todo o conteúdo que foi passado, uma reunião esclarecedora após o término da visita a fábrica e o pós-atendimento em relação ao escritório, o qual foi esclarecido nossas últimas dúvidas.

Desenvolvimento – Análise por pilar

Pilar Controle e Finanças:

A primeira parte a ser analisada neste pequeno projeto, será a parte de Controladoria e Finanças, na qual recebemos informações tanto das pessoas que trabalham na própria planta da ADP em operações, quanto de algumas pessoas do administrativo que foram nos orientar e dar alguns dados através das palestras.

A DRE da ADP nos foi rapidamente apresentada e um pouco desmembrada, ou seja, nos apresentaram o que consiste alguns de seus tópicos na mesma, por exemplo, a receita operacional bruta da fábrica compõe a receita do mercado externo e a receita do mercado interno (que vem do Mercado Institucional, ou seja, a venda de carnes para clientes como a rede de restaurantes Giraffas, a rede de terceirização de serviços na cozinha GRSA, merendas escolares e até as próprias lojas da Swift, porém fora deste mercado), a transferência entre filiais (que vem do Canal MDC, que consiste em vendas para o CD BBR), vendas Intercomapny e receitas diversas.

As deduções das vendas são formadas pelas devoluções de vendas, descontos concedidos, bonificações contratuais, mercadorias para amostra (aquelas que vão para análise de qualidade ou testes no P&D) e mercadoria para amostra-filiais. Os tributos consistem em COFINS, PIS receita operacional, ICMS sem Vendas, ICMS sem Fretes e ICMS substituição tributos sem vendas. Sendo que o ICMS é calculado sobre as vendas dentro e fora do estado de São Paulo, já que é onde a planta se encontra e presta seus serviços e o ICMS é cobrado em obre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.

Até então, tributos até março de 2017 só possuíam dados referentes ao mercado institucional, porém a partir de abril de 2017 começa a valer ICMS dentro do estado de SP, no caso a ADP como indústria passa a tributar 7% sobre as receitas, e lá no varejo os 11%, ou seja, eles irão pagar 7% do preço do produto como tributo.

Os custos da carne (CMV) são calculados com base na Matéria prima, somadas aos gastos com embalagens, insumos e fretes. Logo, a margem de contribuição da carne é calculada pela Receitada líquida menos os custos descritos acima. Enquanto a margem de contribuição da ADP é calculada através da receita líquida, menos os custos da carne, os gastos da produção e s gastos variáveis com vendas, o que resulta em uma margem de contribuição em torno de -8% e -9% pois existe, no processo de fabricação, uma fase de encolhimento da carne que trás a perda de parte da matéria prima, sendo que alguns cortes perdem mais ou menos do que outros. Mas Para o canal MDC a Margem de Contribuição é o percentual de aproveitamento de produto acabado sobre a meta estabelecida pela P&D (Rendimento).

No que se diz respeito ao custeio, eles utilizam o método de custeio por absorção, onde os custos fixos são absorvidos no custo final de cada produto vendido, garantindo que cada produto absorva uma parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à fabricação. Assim, para ajudar a oferecer bons preços, cada produto tem sua participação, dividindo o preço da matéria prima somada com os custos de fabricação, para efeito do cálculo da margem, dando maior “movimentação” aos valores.

Uma política forte dá SWIFT é mexer pouco em preço, assim, o estudo feito pela área de Pricing e Comercial, levando em conta todo o índice de competitividade que eles mantêm (80%), mostra que eles devem estar em média 20% mais barato que os concorrentes. A planta produtiva é vinculada ao CD e as lojas, assim eles arbitram como querem mandar o resultado para a loja. O modelo financeiro usado define como eles irão faturar o CD, o CD manda para a loja e a loja possui uma política de preço final. Com toda a parte de tributação, eles perderão quatro pontos percentuais o que os faz perder a margem na loja, fazendo com que o produto seja mais caro. Infelizmente, em relação à precificação de Coprodutos, Subprodutos e Sucatas, não recebemos muitas informações, apenas nos foi dito que tais produtos recebem preços mais baixos e que na verdade eles não trabalham muito com essa área, uma vez que não compram carnes que não serão utilizadas, então a única coisa a ser classificada, seriam as carnes que tem como destino a ração para animais domésticos. Essas carnes são aquelas que sobram no processo ou que aparecem como não conforme no padrão Swift.

As despesas operacionais da ADP incluem custo fixo, Despesas com propaganda e marketing, Outras despesas e receitas operacionais e Rateio corporativo operacional. Sendo que o custo fixo é formado por pessoal, benefícios, energia (que já faz parte do plano 5S para redução de gastos), combustível, manutenção industrial e de veículos, material de consumo, alugueis e fretes, terceiros, viagens, seguros, impostos/taxas, comunicação e diversos. E nos foi passado uma tabela com as demonstrações do Custo Fixo, sua classificação e sua relação com o total das vendas e do volume produzido:

Custo FixoCusto FixoOs autores (2017)

Pilar Marketing & Branding:

Durante a visita à indústria de Andradina, foi possível observar e, posteriormente, foi comentado durante as palestras, alguns pontos envolvendo, também, o pilar de marketing. Assim, o grupo reuniu essas informações com sua experiência em loja e conhecimentos aprendidos durante alguns outros eventos da empresa, como a própria integração e “Cliente em primeiro lugar” nesse relatório.

A primeira coisa a ser comentada é: a Swift preza pela qualidade de seus produtos, vemos isso através de seu maior compromisso: “Swift – Alimente uma vida melhor”, além de todo o cuidado, até mesmo em loja, para que o padrão Swift de qualidade (maciez, suculência e saudabilidade) seja mantido, desde controle de temperatura, medido três vezes por dia, até análises mais visuais (e, no caso de algum não conforme ser encontrado, ele é retirado da loja, sendo separado de acordo com o problema, como perda e vácuo, descongelamento, embalagem danificada, fora da validade, entre outros). Sendo assim, desde a origem há vários critérios para a escolha de seus fornecedores das linhas de pescados, aves, acompanhamentos, pratos prontos, cordeiros e suínos, que ainda não possuem marca Swift, mas há planos para isso mudar. Entre tais critérios temos a visitação das fábricas dos provedores pela área de qualidade para garantir que todo o processo tenha todos os critérios necessários (previamente definidos) sejam atendidos, já que a falta de qualquer um deles afeta diretamente a marca como um todo, o controle da origem dos animais (já que a empresa garante aos consumidores o bem-estar animal, conhecido como BEA) e de seu processo de produção de modo que não agrida os princípios de sustentabilidade – uma vez que, em alguns casos os animais estão em processo de extinção, como no caso de alguns peixes, exemplo: cação.

 Tais cuidados são essenciais para a empresa que estima os seus consumidores e o padrão de qualidade prometido, porém há outros fatores que devemos considerar, como o bom funcionamento da ADP e de todas as outras indústrias da marca, já que é lá que acontece a produção de todos os produtos bovinos de marca própria (exceto a linha Premium Black que é terceirizada, embora passe pelo mesmo processo). Como podemos observar, as fábricas são a base de toda estrutura organizacional, logo qualquer falha nesse circuito virará um bola de neve – visto que não podemos controlar e muito menos prever o comportamento de um consumidor lesado, que pode, por um problema com a marca, divulgar e acabar causando uma polêmica e afastando novos possíveis consumidores e talvez até os que já compram, mas ainda não são fieis – quebrando a relação empresa e consumidor, afetando tanto a marca quanto os clientes que perderão toda a confiança e credibilidade na Swift. De outro lado, os processos bem feitos são referencias de mercado e do compromisso mostrados pela empresa que valoriza o mais alto padrão de qualidade e rigor de fabricação. Um bom exemplo de controle de processos é para com a linha Swift Angus que detém maior atenção, uma vez que tal produto não passa pela maturação e todos seus processos são fiscalizados individualmente. Além disso, o processo em fábrica também é importante na relação de custos, já que a mesma promete o melhor preço (relativo à qualidade de seus produtos), tentando se manter 20% mais barato que seus concorrentes.

 Como clientes temos o Mercado da Carne e o Mercado Institucional de modo que cada um contém certas especialidades. As lojas trabalham com maior variedade de cortes, melhor flexibilidade de tamanhos e principalmente com a praticidade para o dia a dia. Já o Mercado Institucional refere-se principalmente ao Business to Business, em que a Swift vende para outras empresas como os buffets e restaurantes, além de para escolas públicas, marinha e exército, e para estes apenas a linha IQF é vendida.

 Ao falarmos dos negócios Business to Business, muitos perguntam se a estratégia da empresa está adequada ou se não “dificultamos” as vendas da JBS Friboi, parceira de nossa marca, porém é importante destacarmos que a Swift se destaca no ramo de comidas congeladas, logo entendemos que atuamos em ramos diferentes, mas em tal mercado levamos vantagem, pois nossos produtos são práticos, já que, por serem, congelados individualment,e pode-se retirar somente a quantidade necesária e deixar congelado o resto, possuem maior valor percebido e são congelados, ou seja, têm maior tempo de validade.

 Como parte da estratégia da Swift, será investido grande capital para o aumento do número de lojas, não apenas em São Paulo, mas também em cidades vizinhas e, dessa forma, estima-se a abertura de mais de 100 lojas até o final do ano. Sendo assim, a fábrica de Andradina também conta com expansões em sua área e de processos, ampliando sua capacidade produtiva para uma maior demanda de produtos. Além das expansões nacionais, a empresa também conta com a abertura do mercado internacional.

PILAR OPERAÇÕES:

Já analisando a visita no âmbito do pilar de operações, o primeiro item apresentado e observado foi o processo produtivo como um todo. Na unidade em Andradina, ele começa com a chegada da matéria prima na fábrica, que é encomendada de acordo com o planejamento mensal de produção puxada de acordo com a demanda, enviado pelos dois canais: Institucional, que consiste em empresas, como o Girafas, e órgãos, como a Marinha e Exército, até o 15° dia do mês, encomendando apenas a linha IQF de bifes e cubos, iscas e moídas, e Mercado da Carne Swift, até o 5° dia do mês. A partir daí, as embalagens são solicitadas e, dependendo do canal, passa por outro processo. No caso do mercado institucional, o plano mensal é “quebrado” por semana, e com isso, a produção recebe, a cada terça feira, o plano daquela semana e de duas semanas pra frente, sendo que toda quarta feira é solicitado para o Planejamento Mestre de Produção (PMP) a matéria prima referente àquele momento, assim, esse número é comparado com o estoque já gerado e o que está em transporte, e apenas o que falta é solicitado para os fornecedores e, além disso, esse plano é quebrado em um diário, para a fábrica saber o que é necessário ser feito por dia. Já em relação ao Mercado da Carne, o processo é muito semelhante: a partir do recebimento da demanda mensal, as embalagens são solicitadas, e toda quarta feira é solicitado pelo PMP a matéria prima necessária, levando em conta toda a carne em maturação, sendo que o estoque é faturado da mesma maneira: produtos já em processo, matéria prima já gerada e a que ainda falta gerar, além de o plano também quer quebrado em um diário, com fins de orientação da fábrica e de seus operadores. Com a chegada, toda essa mercadoria passa por um processo de gestão de qualidade para garantir que o produto tenha o padrão requerido (coloração ideal, temperatura adequada, certificado SIF, entre outros) pela Swift antes de a produção realmente começar. O certificado SIF é de fundamental importância para a continuidade do processo, uma vez que consiste em uma comprovação de que a carne passou pelo Serviço de Inspeção Federal, que é um sistema de controle do Ministério da Agricultura, Pecuniária e Abastecimento que avalia a qualidade da carne, imprescindível para a continuidade do processo, uma vez que é necessário para o estabelecimento do Padrão Swift e de toda a base da marca, baseada na confiança da carne em relação a sua maciez, valor nutricional e suculência, prometidos em todas as suas campanhas. Ele fica localizado, normalmente, na parte da picanha, e deve ser corretamente higienizado antes da continuidade do processo. Além disso, caso algum outro não conforme seja encontrado nessa etapa, o mesmo é analisado pela área de qualidade e, dependendo do ocorrido, toda a matéria prima pode ser trocada, a não ser que o problema não interfira na segurança do alimento. Depois disso, a carne segue para a maturação, na mesma caixa azul de plástico vazada em que chegou que aumenta a circulação de ar em comparação com uma caixa de papelão, o que é fundamental para esta etapa. Nela, a carne passa de 14 a 20 dias, dependendo do tipo de peça, em uma câmara, à temperatura constante de 0°C, deixando as reações enzimáticas da carne acontecerem naturalmente, assim mantendo o padrão Swift de carnes macias, saborosas, nutritivas e suculentas. Neste período, há um controle em relação às datas de duração da carne em processo de maturação, na qual as caixas encontram-se registradas de modo que, em caso de tentativa de retirada errônea das carnes antes do período mínimo de maturação, o operador é avisado e a saída do produto é bloqueada, evitando o retrabalho em retirar a carne, perceber que não acabou o seu tempo certo na câmara e acabar por guarda-la de volta. Quando retiradas da câmara, as peças seguem para a linha de produção, passando pelo seguinte processo:

FluxogramaFluxogramaOs autores (2017)

Fluxograma IQFFluxograma IQFOs autores (2017)

A carne processada na fábrica chega na ADP e, após ser analisada para saber se está no padrão de qualidade Swift, vai direto para a câmara de maturação. Lá ela permanece em caixas de plástico, para manter uma melhor refrigeração, até que chegue o ponto correto, normalmente demora entre 14 e 20 dias, depende do corte.

Após a maturação, as carnes são levadas até os funcionários responsáveis pela limpeza das mesmas, ou seja, acertam o corte e retiram a gordura excessiva. Assim a peça está pronta para ir para o pré-congelamento. Neste processo, a carne passa por um pequeno freezer por aproximadamente 1 minuto, e sai pronta para ir à fase de tenderização. Para isto, a carne é colocada em uma esteira que a leva até algumas laminas que a perfuram algumas vezes por toda sua extensão, para que a carne fique macia.

Depois de amaciada, é direcionada à fase de corte e empacotamento. A peça é direcionada para quatro diferentes esteiras, a depender do corte, sendo que há também uma área separada, especificamente para IQFs, que será explicada mais adiante. Duas das esteiras são direcionadas para peças sem osso, uma é para carnes com osso e a última é para carnes em bandeja (Mondini), sendo que, em casos de aumento ou diminuição da produção, é possível interligar duas linhas, as de carne sem osso com as de carne com osso, infelizmente a linha de Mondini é inflexível em relação a tais mudanças, já que trabalha com a máquina específica e exclusiva para bandejas. Em cada uma das esteiras as carnes passam por facas que vão ajeitar o seu tamanho de acordo com as configurações inseridas, e, portanto, na linha Mondini, as picanhas, por exemplo, podem virar medalhões e o contrafilé, escalopes. Assim as carnes seguem para a sessão de embalagem, na qual as peças são colocadas manualmente em seus respectivos pacotes enquanto as bandejas sofrem este processo através de uma máquina, todas são acompanhadas de suas respectivas etiquetas com informações nutricionais e de conservação e são levadas até a máquina de vácuo. Depois de lacradas, as carnes são etiquetadas com o peso e código de barras. Seguindo então, para um banho de água quente haja o encolhimento da embalagem, o que é a tratativa de um problema de loja, relacionado às sobras de embalagem e consecutiva perda de vácuo durante toda a operação na mesma, o que não afeta em si a qualidade do produto, mas o torna mais feio e menos atrativo, tendo que, muitas vezes, ser retirado da loja e tratado como um “não conforme”.

Após o reajuste no tamanho, elas são direcionadas para uma última etapa antes do congelamento. Elas passam por um detector de metais, tanto nessa fase quanto em toda a operação (são sete ao todo), isso porque o metal em carnes é considerado um fator crítico de produção e, para evitar, além das máquinas, há a proibição da entrada em fábrica com brincos, piercings, entre outros artefatos desnecessários durante o trabalho na indústria; também passam por uma pequena avaliação de qualidade, onde é observado se as etiquetas foram bem posicionadas e se as carnes estão devidamente embaladas, seguindo assim para a câmara de congelamento em espiral, chamada de Gyro freezer, onde permanecem por aproximadamente 1 hora e 30 minutos.

De lá, seguem para esteiras, onde os produtos são verificados de forma rápida e visual antes de serem embalados em caixa de papelão, também de forma manual, seguindo, após uma rápida contagem da quantidade de peças, para uma máquina da 3M que fecha as caixas com fita adesiva. Depois disso, todas elas são registradas no sistema, sendo criada uma etiqueta que identifica cada caixa. Assim, todas elas são empilhadas em pallets, de acordo com seu tipo, e cada pallet recebe sua etiqueta, como uma forma mais fácil de controlar todas as caixas nele presentes. De lá, as mesmas seguem para a câmara, onde ficam estocadas a -18°C até que o caminhão chegue (de acordo com o planejado pelo administrativo da Swift e pedidos feito pelas lojas, que já são pré montados pelo sistema e podem ser mudados pelo líder sênior de acordo com a necessidade) para transportar as mesmas até o Centro de Distribuição (CD) presente em Barueri, em Alphaville, onde ficam nas condições ideais (temperatura baixa) até serem solicitados na loja, sempre realizando uma estrutura de FIFO (first in, first out), em que os produtos saem na mesma ordem de chegada, exatamente como acontece na loja.

Já os IQF, ou seja, produtos congelados individualmente e embalados em uma embalagem abre e fecha, como bifes e carne moída, tem um processo um pouco diferente das peças e bandejas, até porque, não são embalados a vácuo. Após a tenderização da carne que vai tornar-se bife, moída, tiras ou cubos, a mesma é direcionada para uma rápida fase de congelamento e levada para a máquina de corte, esta é responsável, de acordo com as configurações inseridas, por cortar ou moer a peça. Logo depois, a carne pronta é congelada á uma baixa temperatura, carne moída, por exemplo, passa dois minutos em -40°C, para que, assim, seja embalada. Para que as carnes sejam colocadas em seus respectivos pacotes com o peso correto, é utilizada uma máquina (além da que imprime o rótulo) para pesar e empacotar. Esta máquina possui aproximadamente seis balanças ao seu redor, que recebem a carne e as pesam, assim ela procura um conjunto entre as balanças que forme o peso final necessário na embalagem, quando isso ocorre, as respectivas balanças da combinação soltam as carnes que se juntam em uma tubulação logo abaixo e que as leva para dentro de cada embalagem, então elas são fechadas com a tecnologia ZIP, que consiste em um zíper no plástico que permite que a embalagem seja aberta e fechada várias vezes sem danos. Após este processo, antes de serem levadas para a câmara de congelamento giratório, a Gyro Freezer, elas passam 15 dias na câmara de estocagem, ou seja, há um estoque intermediário no processo, para que as carnes sejam congeladas e equalizadas.

O processo, ao todo, demora 45 dias, que é o estoque estratégico, mas que pretende, futuramente, ser reduzido. Isso porque, são de 14 a 20 dias na maturação, 1 dia, normalmente, em produção, além de um tempo em estoque intermediário, como é o caso dos IQFs, e de produtos acabado (do final da produção até ser enviado para o CD, onde permanece por, em média, 24 dias totalizando 45 dias desde o começo do processo, com a maturação, até a disponibilidade em loja).

Além disso, durante todo o processo, amostras são coletadas, desde peças no começo de todo o processo até caixas fechadas, e encaminhadas para o departamento de Qualidade, onde sofrem inspeção, sendo, inclusive, preparadas e testadas, tanto por máquinas quanto pelo próprio paladar, quanto à textura e todo o padrão, de carne macia e saborosa. As peças suspeitas, com coloração estranha ou fora do padrão, podem ser retiradas durante a produção, também, e encaminhadas para o setor responsável pela garantia de qualidade, podendo voltar ou não. Todo esse controle rigoroso acontece para que o padrão Swift de qualidade seja sempre garantido, tendo sempre maciez, nutrição e sabor, garantidos pelo Marketing e que podem fazer a empresa alcançar e ser bem sucedida em seus planos ambiciosos de expansão. Em relação às reclamações de clientes, há sempre uma inspeção em produtos do mesmo lote e, se o problema se repetir em algum outro, é feito um recall, o mais rápido possível (normalmente apenas com os produtos das lojas), e toda a produção daquele produto é novamente inspecionada, a fim de descobrir a raiz do problema e evitar que aconteça novamente, como foi o caso atual do Hambúrguer Angus, que por conter alguma substância química e ter deixado o gosto ruim, causou a reclamação de um cliente em uma das lojas, e todo o citado foi processado, dentro de menos de 24 horas.

Assim, como foi possível observar, o processo observado em Andradina depende mais de máquinas do que de equipamentos, já que apenas em algumas etapas, como a inicial, em que todo o excesso é cortado com faca, depende exclusivamente do segundo. Os recursos dominantes são máquinas, que realizam toda a parte mais complexa da produção, de forma a definir um padrão, e pessoas, que não só operam as mesmas, como também observar os produtos (como gestão de qualidade), embalam (tanto o produto em plástico quanto os pacotes em caixas), entre outras funções, tão importantes quanto.

Além disso, como foi possível observar, durante todo o processo, o controle de temperatura é imprescindível, já que, se a carne, em algum momento, descongelar, ela deve ser descartada, como acontece até mesmo na loja, já que, nesse caso, a carne perderia a qualidade. Além disso, por conta de seu recurso dominante (máquinas), é necessário que haja energia em toda a fábrica, inclusive por conta da temperatura, o que é possível perceber no local onde os alunos trabalham, já que, se há falta desse recurso por mais de uma hora, um gerador deve ser solicitado. A água, além de ser usada na higienização de todos os funcionários, mantém a fábrica limpa e é necessária em algumas etapas do processo, como no encolhimento das embalagens. Se qualquer um desses recursos faltar, além de um possível atraso na produção, pode garantir que toda uma produção seja perdida, já que há perda da qualidade e de todas as características exigidas pela manutenção da marca.

Óbvio que em um processo como o observado, com máquinas como recurso dominante, os fatores criticos de desempenho da operações estariam ligadas com elas. Isso porque, segundo um dos gerentes, há três fatores, que, se estiver com algum problema, pode pausar toda a produção, sendo eles: o maquinário que armazena e cuida da amônia, um gás tóxico que é utilizado para manter a temperatura da fábrica baixa, portanto, se algum problema ocorrer, além de vazar e ter que ser feito um evacuamento do local, parando a produção, pode haver alguma morte, o que é improvável por todo o plano criado pela empresa para esse caso, é, também, o ambiente pode ficar mais quente do que o necessário, causando o descongelamento das carnes e perda de todos os produtos em fabricação; gyro freezer, uma máquina responsável pelo congelamento, que se parar, além de causar o descongelamento das peças que estavam lá dentro, para toda a linha de produção, por ser uma etapa do meio e em comum em todas as linhas, o que também causaria perda total; por último, a sala de máquinas onde há 7 compressores de frigoríficos, que não foi visto pelos alunos durante a visita. Todas essas máquinas estão classificadas na classe A, entre A, B, C, e foram escolhidas de acordo com o Pareto (as máquinas que, no geral, desses 20% de maior impacto estão nessa clase) e, para se chegar nesse número, usou-se a ferramenta GUT, onde se classifica de acordo com a gravidade, urgência e tendência de, no caso, cada máquina.Como é possível observar ao se analisar todo o processo produtivo descrito e comparar com seus principais concorrentes (indiretos, pois não há nada parecido com o Mercado da Carne no país), a fábrica, não só de Andradina, já que há um padrão, encontra-se no quarto estágio no papel da função produção, uma vez que tem um Apoio Externo, ou seja, ela está na frente de seus concorrentes (indústrias de carnes), com uma produção criativa e proativa, o que garante o diferencial da Swift, ao vender carne congelada, maturizada e tenderizada, conseguindo assim um alto padrão de qualidade pelo melhor preço do mercado. Tudo isso é realizado de segunda a sexta, durante dois turnos (começando às cinco da manhã e terminando às duas da madrugada, quando a equipe da limpeza entra em ação para deixar o espaço o mais limpo possível para mais um dia de produção), e, tanto durante a semana quanto nos finais de semana, com a equipe de manutenção que trabalha corrigindo problemas apontados, o que dificilmente acontece, já que eles trabalham de forma preventiva, ou seja, estão sempre analisando e cuidando das máquinas antes que possam ocorrer problemas, totalizando 422 funcionários, que são responsáveis por 50 quilos por pessoa (capacidade atual), totalizando uma produção de 1400 toneladas por mês, infelizmente não temos informações sobre o espaço que tudo isso ocupa.

Também foi comentado durante a visita à fábrica algumas tratativas em relação aos problemas que os funcionários encontram em loja. Isso porque, aos alunos, foi designado o desenvolvimento de uma espinha de peixe, ou Ishikawa, baseado nos principais problemas em sua rotina na loja, que são: turn over, scanner não funciona, ruptura, etiqueta do fracionado, divergência da etiqueta, escala de funcionário, embalagem rompida, divergência no código da embalagem, máquina de etiquetas, cadastro Swift & Você, não cumprimento da rotina, estoque vs pedido, ter produtos para determinado foco. Para uma melhor avaliação, o grupo escolheu três problemas: degelo, um problema que acontece apenas na loja; embalagem rompida, que pode ter relação com a fábrica; e, por último, ruptura, relacionada à falta de produto na loja. As possíveis causas podem ser observadas a seguir (de acordo com a experiência dos alunos em loja):

Problema DegeloProblema DegeloOs autores (2017)

Problema EmbalagemProblema EmbalagemOs autores (2017)

Problema RupturaProblema RupturaOs autores (2017)

Assim, foi explicado durante a visita que, uma das causas de embalagem rompida e perda de vácuo, é a sobra de embalagem nas peças á vácuo, isso porque, provavelmente, são mal posicionadas na máquina de embalagens e na que promove o encolhimento da embalagem. Assim, essas embalagens “defeituosas” seguem para a loja, onde são expostas, e durante o dia a dia, de tanto serem puxadas por essas sobras, acabam se desprendendo do vácuo e podem até rasgar, sendo tratadas como não conforme. Para evitar isso, manuais de como usar essas máquinas são encontrados fixados nas mesmas, assim como em todas as outras etapas do processo, e um treinamento com todos os funcionários também foi feito. Além disso, para evitar que haja ruptura nas lojas por conta da falta de produtos no CD, um controle rigoroso em relação ao planejamento é feito, como já foi explicado, e exposto pela fábrica para garantir que todos os colaboradores conheçam sua meta e sua função, além de, em caso de não se alcançar a meta, uma reunião com o supervisor da linha, para tratativa de possíveis problemas, a fim de alavancar os resultados.

Em relação aos sete desperdícios da produção identificados e categorizados por Taiichi Ohno, foi possível observar apenas alguns, os mais visíveis, sendo eles: defeitos, já que algumas vezes algumas peças problemáticas podem passar de uma primeira inspeção e ser processadas, sendo só, possivelmente, identificadas no processo final, como foi explicado anteriormente; processamento, já que, como os próprios colaboradores da fábrica citaram, o embalagem a vácuo é  um processo que não agrega valor ao produto final, em termos de qualidade e conservação, mas que é feito apenas para tornar o produto mais atrativo em termos visuais; espera, pois como foi citado nas palestras, a fábrica não está operando com sua capacidade total,  portanto, há ociosidade de processos, mas não de funcionários, já que os mesmos são contratados de acordo com o planejamento de produção. Além disso, vimos algumas ferramentas que são praticados para evitar alguns desperdícios, sendo eles: a produção é puxada, definida de acordo com um planejamento mandado pelos dois canais: mercado da carne e institucional, assim, não há super produção e estoque excessivo, já que, mais ou menos assim que é produzido, é transportado, já que é de acordo com a demanda existente; além disso, o layout da fábrica é dividido de acordo com a linha de produção (sendo as 4 já citadas), e a cada dia os funcionários recebem funções diferentes, mas não saem da mesma, o que evita movimentação nas operações; todo o estoque, sendo de produto em processamento ou acabado, é bipado e localizável facilmente, o que evita desperdício de transporte.

Outro fator importante de explicar (já citado anteriormente), que foi observado em um primeiro momento durante a visita e explicado durante as palestras, foi o quadro de Gestão á vista. Ele se encontra no caminho para a parte de produção, no meio do trajeto diário que os colaboradores devem realizar (eles devem, primeiramente, se dirigir ao vestiário, onde há armários e onde fica o uniforme de trabalho – EPIs, sendo eles, uma blusa de frio, uma calça quente, uma japona, uma touca, um capacete e um par de botas, além de luvas para contato com o produto e uma específica para cortes, que impede que se corte no meio do processo -, passam pelo local em que há “torneiras” para se lavar as botas e a mão, entrando na parte em que as máquinas estão dispostas, onde devem se dirigir para a função que exercerão no dia, visto que a mesma pode variar). Assim, dispostos em um local estratégico, já que se trata de uma forma de comunicação entre os supervisores e os operários. Nele estão dispostas informações gerais, como as encontradas no dia da visita, como o nível de absenteísmo de cada mês do ano (e uma comparação com o ano anterior), a programação diária e semanal (dividido por tipo de cliente, mercado da carne e institucional e por turno), varredura, as vendas semanais, o nível de rotatividade, o HPNT, a produtividade, total de horas irregulares, taxa de acidentes de trabalho, o nível de desvio de embalagem, as taxas de horas extras, o nível de eficiência, o atendimento ao plano (uma comparação entre o planejado e o realizado), o Head Count (número de funcionários), além de comunicações gerais, como o aniversariante do mês, e informações sobre eventos da empresa, como o “Cliente em Primeiro Lugar” realizado em março. Com isso, podemos perceber a ligação existente entre o quadro e o método GPD, que nada mais é do que uma forma de integrar todos os funcionários de diferentes níveis estratégicos e hierárquicos com a visão da empresa, deixando claro para todos as metas da empresa e o quanto eles já produziram, de modo a incentivá-los a melhorar e trabalhar em equipe para atingir esse objetivo em comum.

Aniversariante do MêsAniversariante do MêsOs autores (2017)

Cliente em 1º LugarCliente em 1º LugarOs autores (2017)

Com isso, também ficam a mostra alguns dos índices e indicadores de desempenho da fábrica, pois essa exposição de gráficos nos permite observar as metas deste ano e do ano passado e nos permite, também, avaliar o quanto da mesma já foi alcançado. Seguem exemplos:

Vendas SemanaisVendas SemanaisOs autores (2017)

Atendimento ao plano ADPAtendimento ao plano ADPOs autores (2017)

Rotatividade %Rotatividade %Os autores (2017)

Horas IrregularesHoras IrregularesOs autores (2017)

Eficiência ADPEficiência ADPOs autores (2017)

Toda essa organização tem como objetivo o sucesso a longo prazo da indústria em Andradina, ou seja, ela pretende acompanhar o crescimento do próprio Mercado da Carne, com seu projeto de expansão de pelo menos 150 lojas abertas até o final do ano. Desde o começo, a indústria já aumentou sua produção para acompanhar sua matriz, e já vem se organizando para que seu crescimento seja proporcional ao necessário e até já estabeleceu uma meta: até 2020 ela pretende dobrar o seu tamanho. Portanto, não há riscos para ela, já que, além da capacidade de expansão, a mesma ainda trabalha com uma margem ociosa. A única dificuldade encontrada localiza-se no número de pessoas empregadas. Para isso, o corporativo da Swift deve informar sobre o planejamento de abertura de novas lojas com antecedência, já que o tempo médio de contratação é de 45 dias, entre entrevista, seleção, exame médico e integração, além de 3 meses de treinamento. Claro que, as vezes, o planejado acaba não se realizando, e por isso, eles acabam tendo que demitir algumas pessoas, como aconteceu em Fevereiro desse ano. Apesar disso, a empresa se mostra bastante confiante de que pode evoluir junto com sua demanda.

Para isso, eles acreditam que a base de tudo, antes mesmo de se começar uma fábrica, é a ferramenta japonesa, criada no contexto da Segunda Guerra Mundial para ajudar na reconstrução do país, e nada mais é do que uma forma do controle de qualidade, de forma a assegurar o resultado final, entregando os produtos conforme o Padrão Swift de qualidade. Como isso deve ser feito por todo e qualquer colaborador, já que só se pode alcançar o resultado esperado através de sinergia, há espalhado pela fábrica, inclusive no caminho para a área de máquinas e para o refeitório onde eles almoçam, os cinco princípios, sendo eles: Senso de utilização, separar o que é útil do que não é e melhorar o uso do que não é, priorizar; Senso de Ordenação, que é ter cada coisa em seu lugar e um lugar para cada coisa; Senso de Limpeza, limpar e evitar sujar, para cuidar da saúde e bem estar; Senso de Saúde, padronizar as práticas saudáveis; e, por último, Senso de autodisciplina, que é assumir a responsabilidade de seguir os padrões saudáveis e de aplicar os 5S.

Entrada 5sEntrada 5sOs autores (2017)

Utilização Utilização Os autores (2017)

OrdenaçãoOrdenaçãoOs autores (2017)

LimpezaLimpezaOs autores (2017)

SaúdeSaúdeOs autores (2017)

AutodisciplinaAutodisciplinaOs autores (2017)

PILAR P&D – Inovação:

Antes de começar a falar propriamente da ADP e suas respectivas inovações, é preciso primeiro entender aa localização da mesma. A fundação de Andradina foi idealizada, em 1932 pelo fazendeiro Antônio Joaquim de Moura Andrade, maior criador de gado do Brasil que tinha a alcunha de Rei do Gado. Com bom marketing, Moura Andrade atraiu muitos compradores para os sítios da cidade, já que o mesmo fazia uma forte campanha sobre as terras: “Esta é a prova da fertilidade das terras de Andradina”. O território, hoje, é conhecido por ser a Terra do Rei do Gado e é inevitável a aderência da JBS, como um todo, no dia a dia das pessoas da cidade. Ao visitarmos o Shopping Center da cidade, pudemos perceber que vários estabelecimentos tinham em seus cardápios a seguinte informação “trabalhamos com a marca Swift”, o que nos mostra a conexão que a empresa tem com os moradores da cidade.

“A Pesquisa e Desenvolvimento é o departamento que vai lapidar as ideias e que vai passar a “bola redonda” para a produção” Nilson Oliveira, Responsável pela a equipe de P&D.

Quando se trata da marca Swift, “inovação” é uma palavra presente em toda cadeia, desde um simples processo, como a limpeza da fabrica até a produção de suas carnes (especialmente a linha IQF).

Nossa experiência começa com a entrada na parte de produção da fábrica. Visitamos primeiro o setor de recebimento de mercadorias, onde pudemos ver as peças de carne que vem dos fornecedores. Ali podemos perceber uma maneira inovadora de comportar as carnes, já que as caixas eram de plástico resistente (o que ajuda na parte de higienização das mesmas) e possuíam vários “furos” que ajudam na parte de maturação, pois o frio consegue atingir todos os lados da peça em questão.

A maturação é um processo enzimático natural de amaciamento que melhora o sabor, deixa a carne mais suculenta, o com um perfume mais acentuado, além de deixá-la absolutamente macia. Durante o processo, a carne é embalada a vácuo, com o intuito de evitar o crescimento de bactérias aeróbicas putrefativas. O embalamento a vácuo também favorece o crescimento das bactérias láticas, que, por sua vez, produzem substâncias antimicrobianas, e contribuem no processo de amaciamento da carne. As enzimas responsáveis pelo processo de amaciamento são enzimas endógenas, já estão presentes na carne do animal. As principais enzimas são as calpaínas e as catepsinas, capazes de hidrolisar as proteínas miofibrilares. Segundo o RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), só é aceito como carne, o produto que tenha passado pelo processo de maturação: “Carne de açougue são as massas musculares maturadas e demais tecidos que as acompanham, incluindo ou não a base óssea, provenientes de animais abatidos sob inspeção veterinária”. Por ser um processo que acresce muito custo a cadeia produtiva, já que você necessita de uma câmera fria e estar disposto a ter um volume de estoque intermediário grande, a maioria dos concorrentes trabalham com uma regra básica de que toda carne deve, no mínimo, ficar refrigerada por 24 horas para a resolução do rigor mortis. Sendo assim a maior parte das carnes comercializadas hoje em dia no Brasil não são consideradas como carne, mas a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem um conceito mais abrangente: “Carnes são todos os tecidos comestíveis dos animais de açougue, englobando músculos, com ou sem base óssea, gorduras e vísceras, podendo os mesmos ser in natura ou processados”.

Depois de visitarmos a câmara de maturação, começamos a ver os cortes das carnes. Esse processo tem dominância da mão-de-obra humana bem capacitada e ao longo das esteiras, que transportam as carnes, temos informativos de comparação que guiam os funcionários de como é o padrão Swift de qualidade.

Na parte de produção dos IQF’s, podemos perceber a inovação desde a forma como a carne é processada até a formulação de como seria esse novo produto no mercado e que o produto é resultado do funil de inovações da Swift.

O fluxo de criação e melhoria dos produtos da Swift é algo bem simples de se entender. Tudo começa com a ideia, que pode vir de diferentes partes da empresa (comercial, marketing, indústria e P&D). Depois temos a análise dessa ideia, onde o setor de marketing tem grande presença nessa parte. Teremos o calculo do custo prévio, viabilidade do projeto, Payback entre outras previsões. Logo após temos o desenvolvimento, onde teremos os protótipos das ideias (amostras, matéria prima, ingredientes, embalagens e etc.). Um exemplo que temos é a linha AssaFácil, onde temos uma série de regulamentações a seguir de acordo com os temperos utilizados. Falando das amostras, as vezes o protótipo pode ser desenvolvido no laboratório, ou talvez ele precise de uma grande escala de suprimentos (maquinário, por exemplo) para ser desenvolvido.

Após obtermos a aprovação do novo projeto, o passo seguinte é a padronização, onde temos os cadastros no sistema, especificação fabril e comercial. Depois será preciso fazer a regulamentação do novo produto (rotulagem e registro de rótulo), onde teremos a criação do layout, registro junto ao MAPA e toda parte burocrática de se colocar um novo produto em circulação. A aprovação é o ultimo passo. Ela vem por parte dos clientes internos, órgãos oficiais e fábrica. Até esse processo, o produto ainda pertence ao setor de P&D, ou seja, ele ainda não foi expedido para produção, pois no meio de todo esse processo as chances de retrocesso são grandes, tanto por testes ou partes burocráticas. Após toda a análise dessa cadeia de processos, pesquisas e monitoramento, finalmente a “bola” foi lapidada e poderá se incorporar ao portfólio da Swift.

Quando iniciamos a reunião com a parte do planejamento estratégico, podemos observar que a comunicação das diretrizes entre todos os funcionários é parte fundamental do plano da Swift, já que o planejamento de 2017 foi iniciado na parte gerencial (incluindo os coordenadores), descendo para os supervisores e chegando, assim, no chão de fábrica.

As metas são enviadas de São Paulo para Andradina, que ao chegarem, são desdobradas e estudadas, para que assim a planta possa realizar trade off’s que ajudarão no cumprimento da meta.

Pilares da QualidadePilares da QualidadeOs autores (2017)

Nesse slide nos foi introduzido a preocupação com a satisfação das pessoas em torno da Swift, que vai desde criar um clima organizacional positivo para seus funcionários até a total satisfação dos nossos clientes. Quando se possui uma equipe motivada, pode-se facilmente cumprir todos os pilares instituídos pela empresa (qualidade, custo, entrega, segurança e meio ambiente), que gerará uma resposta positiva dos clientes sobre a empresa, construindo e consolidando cada vez mais a marca Swift.

Análise SWOTAnálise SWOTOs autores (2017)

Para construir e alcançar o planejamento estratégico da planta, a empresa utilizou, principalmente, a ferramenta de Análise SWOT da ADP. Entrando no âmbito das forças, a Gestão de Pessoas é um ponto que nos chama bastante atenção, já que a unidade possui um CNPS alto (quase considerado um benchmarking). O conhecimento do negócio é um ponto interessante de ressaltar, pois podemos perceber esse domínio na prática, já que as principais ideias inovadoras vieram ou foram desenvolvidas na ADP.

Quando introduzido o tópico de fraquezas, é importante observar o modo como a empresa trata os itens colocados. Os pontos negativos internos são vistos também como um ponto de melhoria, como se fossem uma “oportunidade”, só que interna, onde a ADP busca melhorar o resultado para, também, alcançar as metas.

Um dos focos do planejamento é o aumento da produtividade da fábrica. Eles, por exemplo, reconheceram que o processo de enrolar o bife à rolê demanda muita mão-de-obra (já que não existe uma máquina que substitua essa tarefa), mas que mesmo assim seria um mal necessário, pois eles estudaram que dessa forma o cliente visualiza melhor o produto. Eles chamam esse processo de “baixa produtividade controlada”, onde você não elimina essa fraqueza, mas mitiga suas consequências ao longo da cadeia. Outra fraqueza encontrada é o fato de muitos stakeholders se encontrarem em ambiente global, principalmente os fornecedores de equipamentos (e sua manutenção) e algumas matérias-primas.

Falando das oportunidades, algo curioso de ressaltar é que, com base em toda nossa experiência na Swift, as medidas para o aproveitamento das mesmas já estão sendo tomadas. Plano para a expansão da ADP, novos fornecedores, introdução do negócio em outros países e etc.

Nas ameaças podemos perceber que eles possuem tanto problemas que podem acontecer (tratando eles de forma preventiva), quanto alguns que, infelizmente, estão ocorrendo (que nesse caso foram acarretados de forma inesperada, pois estão ligados a repercussão da Operação Carne Fraca). Um exemplo foi o planejamento de abertura de lojas, onde a ADP se organizou de tal maneira para suprir a demanda dos novos PDV’s, que tiveram o seu lançamento adiado por conta de “n” fatores.

Após toda análise, é feita um “corte” de planejamento para cada área. Uma matriz de responsabilidade é construída, contendo as principais ações e os principais responsáveis. Para gerenciar todo o planejamento, eles utilizam o WBS e o gerenciador de ações.

Podemos concluir que a presença de inovação na Swift vai desde os processos (maturação, por exemplo, onde a empresa fez estudos da curva para saber quanto tempo é necessário para cada tipo de corte, aumentando a maciez e suculência visual da carne) até os produtos (como o IQF) e que na base de todo “novo projeto” temos muitas pesquisas, testes, amostras e cálculos, que trazem uma margem de segurança muito grande para cada ideia estudada. O planejamento feito pela empresa é disseminado por toda organização, desde o nível estratégico, passando pelo tático e chegando ao nível operacional e que a clareza dos objetivos e metas(da organização, do setor ou pessoais) dentro da grande cadeia é imprescindível para tamanho sucesso da marca em tão pouco tempo de atuação. 

PILAR PESSOAS:

Essa parte do relatório retratará as observações e considerações coletadas pelo grupo no período de interação com os gestores da Unidade Andradina no campo de Gestão de Pessoas.

Apesar de ser um local com bastante tecnologia para tornar o processo produtivo mais eficaz, a ADP assim como qualquer outro local necessita de pessoas para funcionar, uma vez que exige muitos processos manuais. As maquinas e equipamentos facilitam grande parte do trabalho que viria a ser desgastante e improdutivo se feito por um ser humano, além de aumentar o tempo e produtividade do processo, daí a importância de um bom know-how dentro do ambiente de trabalho. Mas, o resultado só é alcançado de fato pelas pessoas e seu modo de pensar e agir, afinal quem arrumaria uma máquina se ela quebrasse? As pessoas são a parte mais importante da organização, e é necessário fazer com que os colaboradores se sintam importantes, que vejam que o seu trabalho é necessário. Motivar os funcionários é necessário para manter o bem estar dentro do ambiente corporativo, além de aumentar a produtividade (as pessoas rendem mais quando se sentem motivadas), também faz com que o ambiente se torne mais leve entre os funcionários que devem estar felizes com o que fazem.

E esse é um dos diferenciais da Swift, que se preocupa em manter motivados seus colaboradores, e, para isso adota algumas estratégias, como eventos onde além de passar instrumentos de trabalhos, também proporcionam um momento de lazer, para que o funcionário se divirta e se desligue um pouco do trabalho ; premiações para aqueles funcionários que se destacam; lembrete com os aniversariantes do mês e o mais importante, eles acolhem cada colaborador fazendo com que o mesmo sinta-se realmente parte do grupo, a união que a Swift tem com as pessoas que lutam todos os dias para atingir suas metas, e ajudar a empresa a crescer é realmente muito importante, é um sentimento de família, um clima muito bom.

Aniversariante do MêsAniversariante do MêsOs autores (2017)

Os colaboradores possuem alta oportunidade de mobilidade no que se diz respeito às funções, um trabalhador operacional, por exemplo, pode vir a ser um gerente industrial no futuro, como aconteceu com grande parte dos gerentes presentes em Andradina. Esse pode ser também um modo de motiva-los, pois exercendo sua função da melhor maneira possível, ele pode ser reconhecido e subir de cargo.

A preocupação com o bem estar físico e a saúde de seus próprios trabalhadores também é algo importante a se falar, na fábrica, funcionários que ficam expostos a baixas temperaturas são obrigados a pararem de exercer suas respectivas funções a cada hora e terem uma pausa de vinte minutos para que não haja complicações com sua saúde. Eles saem e vão para um local com temperatura estável e descansam, nesse tempo estão proibidos de fazer qualquer coisa relacionada ao trabalho. Nos intervalos aqueles que quiserem também podem aproveitar para dormir no local direcionado pela empresa. Também são fornecidos equipamentos de proteção para os funcionários, para que os mesmos não sejam agredidos pelo frio e até mesmo por materiais cortantes como facas, por isso o uso de luvas não cortantes, e por isso há um número baixo de acidentes de trabalho. Todos os dias os colaboradores fazem o uso de roupas térmicas e protetor de ouvido (contra o barulho das máquinas).

A motivação está diretamente ligada com a retenção dos trabalhadores. Com todas essas preocupações, a Swift é uma empresa que possui uma boa capacidade em manter seus colaboradores. Com um percentual de turnover de 1,4%, é possível perceber a baixa saída de funcionários em certo período de tempo. Perder um funcionário é sempre prejudicial para a empresa, em especial quando se trata de bons funcionários. Os valores que as empresas gastam com rescisões pode ser muito alto, além do aumento dos custos de recrutamento e treinamento do novo colaborador. É um desafio para as empresas conseguir manter seus funcionários, de modo que os mesmos sintam-se felizes na sua função. Outra ferramenta útil para conduzir um programa satisfatório de funcionários é o índice de absenteísmo que se refere à diminuição da carga-horária de trabalho, os atrasos, faltas e saídas antecipadas. Assim como já era de se esperar, a Swift possui um índice de absenteísmo de 1%. Esse número reflete a falta por motivos familiares, pessoais, dificuldades de transporte, doenças, motivação etc. O valor desse índice informa o clima de trabalho confortável na ADP, onde as relações humanas estão fortes.

Tendo em vista uma estratégia sólida para alcançar metas, a ADP possui, no total, 422 funcionários, separados em dois turnos incluindo um turno de limpeza durante a madrugada. Os funcionários são separados pelas cores de seus capacetes, ou seja, cada função na fábrica possui uma cor. O capacete laranja é para funcionários de entrada, que desempenham funções braçais; capacete branco para os operários; amarelo para as pessoas da área de qualidade que vistoriam os produtos; azul para as pessoas da manutenção e o capacete verde para os gerentes industriais. Quando um funcionário troca de cargo, é feita uma cerimônia para a troca de seu capacete, isso se torna um momento muito importante para cada colaborador.

Não há a presença de funcionários terceirizados, eventualmente na manutenção de corte de grama e limpeza das calçadas. Todos os colaboradores ao entrarem na empresa devem fazer alguns treinamentos que ficam pendentes durante sua permanência na empresa. Os operários devem aprender sobre cortes de carnes e ter um treinamento e desenvolvimento específico para isso, para que criem prática e habilidade em seu processo. A ADP espera que todos os seus colaboradores sejam os melhores naquilo que fazem.

PILAR VAREJO:

Para entendermos melhor o dia-a-dia das lojas Swift e, principalmente, conseguirmos propor melhorias em seus processos é necessário entendermos a organização da mesma e também de seus produtos.

Os alimentos são divididos em tipos e de acordo com seu propósito. Porém encontramos também bancadas com receitas do mês, placas de melhor preço, anúncios de pratos para sair da rotina e, também, os tabletes logados no aplicativo da Swift, neles os clientes podem achar receitas de acordo com o produto que escolheram, ou até mesmo olhar sugestões de refeições.

Os alimentos são divididos em seções, sendo elas; para churrasco, para o dia-a-dia, frangos, suínas, peixes, vegetais e acompanhamentos. Podendo ser dispostos em três tipos diferentes de freezers – isso dependerá de cada loja, uma vez que cada local têm uma determinada demanda e, logo, uma exposição diferente – dentre eles temos; as portas, fixadas no alto, há altura dos olhos do cliente; os balcões, localizados a baixo das portas, de fácil alcance das mãos do consumidor; e as ilhas, localizadas no centro da loja; há também aquelas portas que fazem fronteira com a câmara fria, porém essas são mais longas – chegando a aproximadamente 2 metros de altura.

É possível observar que a loja é organizada pela praticidade, ou seja, os produtos, também, são divididos de acordo com sua finalidade. Sendo assim, são agrupadas em peças, bifes, tiras, cubos, bandejas, medalhões, escalopes, carne moída, churrasco, espetinhos, massas, frituras, embalagens assa fácil, embalagens assado e pronto, petiscos, hambúrgueres – no caso dos peixes – em filés, postas, para sashimi, de água doce e frutos do mar, temos também os carvões, bolsas térmicas, temperos e o álcool.

A Swift tem como principal valor a simplicidade, podemos perceber isso através da praticidade e disposição de seus alimentos. Ou seja, tudo o que é desenvolvido pela empresa visa conforto ao consumidor, de modo que este não se preocupe em preparar a carne para seu consumo – não é necessário fazer cortes e, em alguns casos, o produto já vem temperado – e não demore a encontrar o que precisa. Para tal objetivo foi necessário o desenvolvimento de diversas embalagens que melhor atenda o comprador. Sendo assim, foram criados os IQF’s, ou seja, alimentos congelados individualmente, para que o consumidor não necessite descongelar todas as peças – podendo separar em porções ou refeições sem perder a cor, validade e até mesmo o sabor do produto. As embalagens mais práticas – dos bifes, cubos e tiras – são feitas com Zip para manter o vácuo depois de aberto, a empresa planeja implantar tal tecnologia há todos seus produtos. Outra embalagem interessante é dos assa fácil, uma vez que vem toda fechada e possui um segundo pacote que contém o frango e seu acompanhamento para ir direto ao forno. Porém temos embalagens mais simples como as bandejas á vácuo e sem vácuo até as embalagens que revestem as peças.

Mesmo com todo o domínio no processo de fabricação dos alimentos, das entregas e das lojas, os produtos chegam a ser 20% mais barato do que o mercado. Isso é possível devido à precificação da empresa, em que.

Sendo assim, para maior entendimento é necessário entendermos sobre a relação entre fábrica e loja e a melhor forma de demonstramos essa parceria é através do fluxograma a seguir.

Produto fabricado – Encaixotamento – Armazenamento na câmara – Conferência do pedido – Carregamento do caminhão – chega na Central de Distribuição – Os produtos são revisados – Estocados – Solicitação de mercadoria pelas lojas – Verifica se há no estoque – Emite Nota fiscal (a partir do pedido) – Carregamento do caminhão – Entrega na Loja – Descarregamento do veículo na loja – Todas as caixas são bipadas ( como uma revisão da entrega) – Assina a nota fiscal afirmando que tudo foi entregue corretamente.

Observação: Os papelões são levados em todas as entregas. E, caso tenha, os produtos impróprios também são devolvidos.

Contudo, após a apresentação da loja e do fluxograma da fábrica de Andradina, chegou a hora de promovermos algumas melhorias. Em primeiro lugar é necessário afirmarmos o poder que o shopper possui em nossa empresa, visto que a fábrica funciona a partir da demanda, ou seja, ela só produz aquilo que os clientes mais compram, logo podemos perceber que o consumidor faz grande peso nas decisões da Swift de modo que a empresa consiga se desdobrar para melhor atender seu consumidor. E, também, são elaboradas pesquisas tanto dos produtos quanto de atendimento para melhorar nossos processos visando, sempre, a opinião de nossos consumidores.

De modo geral a organização atinge perfeitamente sua promessa em entregar produtos práticos e fáceis, porém há descontentamento por parte dos clientes ao tamanho dos bifes – uma vez que seus cortes são pequenos – e, também, nos tamanhos das porções, tendo em vista que a porção não atende as necessidades de uma família grande. Houve também uma mudança das embalagens transparentes para as vermelhas, gerando grande repercussão, pois a nova, apesar de ser mais bonita e mais informativa, impossibilita a visualização do alimentos.

Por fim, podemos indicar algumas melhorias no fluxograma, visto que ocorre retrabalho desnecessário. A primeira observação é em relação ao descarregamento nas lojas e a revisão da entrega, pois tal ação demora, o caminhão ocupa as vagas do estabelecimento e é necessário, para uma boa execução, pelo menos dois funcionários focados apenas nesse procedimento – terão de organizar as caixas na retaguarda e bipar todas elas – sendo assim a proposta do grupo é de elaboramos uma porta na lateral da loja que sirva somente para a entrada de mercadoria, de modo que o caminhão estacione ao lado do estabelecimento e descarregue direto na câmara, com tal melhoria seria gasto menos tempo no descarregamento uma vez que seria feito já no local adequado e revisão pois estariam já em prateleiras facilitando a conta das caixas. Porém em muitas lojas não há espaço para tal mudança, então nessas moveríamos a câmara para o segundo andar da loja e construirmos uma porta de entrada, para que os caminhões descarreguem já na câmara fria.

Tais melhorias visam o conforto do consumidor, sendo através da mudança das embalagens ou através da organização do descarregamento dos materiais, visto que há descontentamentos tanto na visibilidade do produto quanto na existência de vagas apenas para os clientes, sem citar que o descarregamento atual é feito nas lojas de modo que atrapalha os funcionários e o shopper.

Conclusão

Logo, ao avaliamos separadamente cada pilar e suas respectivas características, tanto em relação à fábrica quanto a marca como um todo, foi possível chegar a uma conclusão principal: apesar de, em muitos casos, ser menosprezada, percebemos que a operação como um todo, é importante, não só em relação a qualidade garantida e ao padrão Swift (saudabilidade, suculência e maciez), é também essencial para a manutenção da marca Swift. Isso porque, o principal recurso oferecido, além de, claro, o atendimento superlativo (um dos diferenciais da marca), são seus produtos. Logo, qualquer problema relacionada a isso causaria o descontentamento de um cliente, e, assim, como foi estudado, uma bola de neve. Afinal, a empresa promete a todos os seus consumidores uma carne em certo padrão de qualidade pelo melhor preço, definido em seu compromisso e em seu slogan “Alimente uma vida melhor” e se isso não for cumprido, é direito do consumidor reclamar. Além disso, outro fator importante para se alcançar o objetivo da empresa, definido em seu compromisso, são os custos. Isso porque a empresa procura estar sempre com o melhor preço do mercado, 20% abaixo do de seus concorrentes indiretos, e, portanto, o que é gasto na produção e todo o processo, deve estar alinhado com isso. Por isso todo o rígido controle de produção que foi observado e apresentado nesse relatório é de extrema importância, em relação, principalmente, aos desperdícios e sucatas. Outro aspecto de fundamental importância e que foi comentando durante a visita diz respeito há expansão planejada para a marca. A Swift planeja, até o fim do ano, ter um total de 100 lojas abertas (62 delas já foram), além de inaugurar o primeiro mercado da carne nos Estados Unidos. Assim, é essencial que a fábrica de Andradina tenha capacidade de crescer junto com a empresa, já que, como foi citado, a base da mesma é seus produtos, que devem manter a mesma qualidade prometida. Para atender a demanda, a ADP planeja dobrar o seu tamanho até 2020. Além disso, atualmente, ela opera com capacidade ociosa, por isso, até lá, tem condições de acompanhar esse crescimento, como os mesmos citaram. Logo, a visita, além de enriquecedora no âmbito de gestão, ajudou os alunos a entenderem todo o processo antes de a carne chegar até as lojas, onde os alunos trabalham.   O mais evidente é que, apesar de a fábrica de Andradina não produzir exclusivamente para o mercado da carne, ela está totalmente voltada para o mesmo, e há uma boa comunicação entre as duas partes, que planejam o seu crescimento em conjunto (sinergia), o que é essencial para o alcance da visão e dos objetivos e metas de qualquer empresa. Ou seja, a probabilidade está do lado da Swift, que, apesar de ser uma empresa jovem no mercado em que está atuando, já mostra uma estratégia muito bem estruturada e que, se bem executada, garantirá o sucesso da mesma.

feito

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