PSICOTERAPIA INFANTIL DE ACORDO COM A GESTALT TERAPIA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DOS GUARARAPES

PSICOTERAPIA INFANTIL DE ACORDO COM A GESTALT TERAPIA

ALCIONE NOBRE DA SILVA RODRIGUES

Orientador: Professora Geovana Santos

Desenvolvimento

O trabalho  a seguir vem a partir de uma pesquisa sobre as perspectivas em  psicoterapia infantil segundo a abordagem Gestalt Terapia. Na clinica não atendi crianças, mas uma paciente em atendimento quando perguntei quem ela era? ela respondeu sou uma menina, ou interpelei, uma menina ou uma mulher? ela disse não me acho tão adulta para isso, embora tenha 34 anos. Na Gestalt Terapia, acho que em todas as abordagens, trabalhar com crianças significa trabalhar com a família, pois a criança não tem autonomia e nem   para isso. 

Na psicoterapia infantil, precisa tratar a criança como um ser  único  uma pessoa que precisa ser ouvida como qualquer outra pessoa, precisa ser facilitador, um trabalho em grupo, não só com a criança, mas com a família e escola, e os amigos. Deve criar um ambiente para que a criança se sinta confortável através do rapport, e principalmente observando e estando o no ambiente em que a criança está.

A clínica pautada pelo método fenomenológico pretende descrever o que se passa com no cliente a partir daquilo que ele mesmo revela através da fala, do silêncio, do desenho ou das técnicas projetivas. Considera que tal descrição, que é um modo de apreensão do mundo, de si mesmo e do outro, será sempre singular(Mattar e Sá, 2008; Sá, 2002; Feijoo, 2000).


Segundo OAKLANDER, Violet,  no livro descobrindo as crianças(1980),  não temos muitas literaturas para se tratar desse assunto, então ela resolveu escrever sobre fazer terapia com crianças. Violet é considerada como referência na  Prática  da Gestalt terapia, voltada para o atendimento infantil. Segunda ela tal abordagem leva a criança a consciência de si e de sua existência no mundo. 

lendo o seu livro pratiquei algumas técnicas que ela sugere em seu livro, como a fantasia, com crianças usamos muito o lúdico, nesta técnica, o psicoterapeuta leva a criança a um lugar através de uma história e a criança finaliza o desenho com o final que ela vê, ali pode se analisar várias coisas através e perguntas a criança, pois ela ajuda a criança a falar de seus sentimentos , que são representados por desenhos.

Na minha opinião o psicoterapeuta deve se aproximar ao máximo do ambiente da criança, e através de esse método pode-se penetrar no mundo da criança e descobrir o que se passa na mente dela através da fantasia. Esse método é usado de varias formas, com rabisco, fantasias de olhos abertos, na verdade ha uma infinidade de manejos terapêuticos.

As crianças tendem a se proteger para não ser feridas, isso acontece com adultos também que já sofreram algum tipo de abuso ou violência. 

Outro método é o manejos e fantasia, onde a criança faz seus desenho e desenha sua família, expressa sua raiva e seus sentimentos.

Outras se protegem querendo aparecer, ou seja estar em evidência, estas são as que recebem mais atenção, o que tende a incentivar o comportamento mais detestado pelos adultos. As crianças fazem o que podem para ir em frente, para sobreviver, em direção ao crescimento.

Nesse processo o terapeuta trabalha para o fortalecimento do eu da criança, para fortalecer as funções de contato e para renovar

o seu próprio contato com seus sentidos, sentimentos e uso do intelecto. Ao fazer isso, os comportamentos e sintomas que ela tem utilizado para a expressão e crescimento mal dirigidos frequentemente caem por terra sem que ela tenha plena consciência de que sua conduta está mudando. A sua consciência é re dirigida para a percepção sadia de suas próprias funções de contato, seu próprio organismo, em direção a comportamentos mais satisfatórios. Para isso, Oaklander (1980) sugere diversas técnicas, como a da fantasia, dos desenhos de família, e materiais diferentes ao longo do livro, como argila, tinta para pintura a dedo.

Quando a criança entra em contato com a argila, parece que seu corpo fala de uma maneira mais específica, quase detalhando seus pensamentos. OAKLANDER, relata em seu livro que sempre e sempre volta a se  impressionar com o excepcional poder da argila. É como se o sentido do tato e o movimento dos músculos com e contra o movimento resistente, porém flexível, da argila, proporcionassem um acesso, uma abertura para os lugares mais profundos. Seja a sessão dirigida ou não-dirigida (quer eu introduza um exercício específico, quer a criança sim­plesmente brinque com a argila), algo de novo parece vir à tona de maneira que a criança e eu podemos ver e examinar. É com a argila que o processo da criança se mostra mais evi­dente. Enquanto a criança trabalha com a Argila ou compartilha a experiência que teve com o material, ela sempre a observo atenta­ mente; presta atenção a risadas, gestos e mudanças no tom de voz ou na postura.

Quando a criança experienciar essas técnicas, ela é conduzida pelo terapeuta a observar sua força, força essa que esta dentro dela mesma. Na opinião de O, OAKLANDER, o terapeuta que vivencia essas experiências com as crianças deve ter alguns prerequisitos, dentre eles gostar de crianças, ser habilidoso nas técnicas, sem ser invasivo, ser leve e delicado, sem ser passivo, e não diretivo, conhecer os ambientes da criança., e sempre ser honesto com a criança.

Outra formas de psicoterapia infantil fenomenológica é através do método Epoché, Fenomenologia esta que nasceu através de Edmund Husserl, um filósofo. Epoché significa suspensão, aqui se encaixa de forma de julgamento, suspensão do julgamento, da parte do psicoterapeuta infantil, colocar entre parênteses, segundo o wilkipédia, nem negar e nem aceitar a posição de juízo, enfim é chamado suspensão fenomenológica, fenômeno é algo que emerge, e a fenomenologia vai descrever com rigor esse aparecimento na consciência.

De um modo geral e no seu sentido mais vasto, fenômeno estende-se a tudo aquilo de que podemos ter consciência, de qualquer modo que seja. Portanto, não só objetos de consciência, mas também os próprios atos enquanto conscientes, sejam eles intelectivos, volitivos ou afetivos, são para Husserl ‘fenômenos’


Brincar com a criança, permitirá ao terapeuta se aproximar dela de forma mais lúdica, querer ir onde a criança está. Existe chamado método não diretivo de Virginia Axline, que trabalhou com Carl Rogers, fundador da ACP (Abordagem Centrada na Pessoa), adotando o método não diretivo no atendimento das crianças, a mesma publicou uma obra chamada Ludoterapia em 1972, que se tornou a   obra Dibs:Em busca de si mesmo(1989), que é uma referencia para Psicoterapia infantil. Segundo ela, a primeira qualificação que o Psicoterapeuta deve ter, é gostar de crianças, respeitá-las e tratá-las com sinceridade. 

a mesma resume em oito atitudes que um psicoterapeuta deve ter junto a criança:

  • Estabelecer o rapport, pois o contato inicial é de extrema importância, pode definir todo o processo. 
  • Aceitar a criança como ela é, o que ela diz e faz, pois a mesma percebe se houver rejeição.
  • Deve estabelecer uma sensação de permissividade no relacionamento com a criança, para que a mesma sinta-se livre. 
  • Estar atento para reconhecer os sentimentos que as crianças estão expressando.
  • Manter respeito pela capacidade da criança de solucionar seus próprios problemas.
  • Não tentar dirigir as falas e conversas, crianças gostam de liberdade. gostam de dizer para onde quer ir, e na terapia não é diferente.
  • Não tentar abreviar a duração da terapia
  • Estabelecer apenas os limites necessário, para que a criança saiba que alí é uma terapia, e saiba o significado do relacionamento ali estabalecido. 

A mesma define a terapia bem sucedida, como aquela que liberta sentimentos e trás o  desenvenvolvimento o de insight que promoverá uma auto direção mais positiva.

Por fim, Axline (1972, p. 124) resume o que compreende por psicoterapia infantil:

A experiência terapêutica é uma experiência de

crescimento. Dá-se à criança a oportunidade de se

libertar de suas tensões, de se desfazer, por assim

dizer, de seus sentimentos mais perturbadores e,

assim fazendo, de ganhar uma compreensão de si

mesma que lhe permita autocontrolar-se. Através

dessa viva experiência na sala de brinquedos, ela

descobre a si mesma como uma pessoa, assim 

como novos caminhos que lhe permitam ajustar-se

ao relacionamento humano, de maneira saudável e realista. 


Conclusão

O que foi aprendido neste trabalho, foi como devemos desenvolver a Psicoterapia infantil, em nossa abordagem fenomenológica. No caso a Gestalt Terapia aprendemos com autores como proceder e estabelecer esse contato com a criança. O lúdico é muito importante, como o manejos terapêuticos, métodos quais nos levam para mais perto da criança, ganhando confiança.  

Vendo as perspectivas dadas por vários autores e filósofos, ficou muito melhor perceber que trabalhar com crianças, precisa de uma sensibilidade e manejo, e acima de tudo gostar de crianças. 

Ficou entendido sobre o espaço terapêutico deve ser um ambiente lúdico acolhedor e com brinquedos e materiais para ser executado os métodos descritos. 

Brinquedos, caixas lúdicas, e espaço para sentar no chão junto a criança, são essenciais ao ambiente.

Sobre as atitudes que o terapeuta deve assumir perante a criança, no espaço e tempo que é da criança, e principalmente que essa criança não tem autonomia, para responder por si, que deve-se trabalhar com um rede de apoio, o heterossuporte, a família, a escola e os amigos.

Para mim o quanto antes trabalharmos nossa criança interior melhor, e sempre lembrar que a terapia é conduzida para onde a criança quiser levar.

Referências

CoelhoBeatriz. Citação direta: diferença entre citação curta e citação longa nas normas da ABNT. Blog Mettzer. Florianópolis, 2021. Disponível em: https://blog.mettzer.com/citacao-direta-curta-longa/. Acesso em: 10 mai. 2021.

CoelhoBeatriz. Conclusão de trabalho: : um guia completo de como fazer em 5 passos. Blog Mettzer. Florianópolis, 2020. Disponível em: https://blog.mettzer.com/conclusao-de-trabalho/. Acesso em: 10 mai. 2021.

CoelhoBeatriz. Introdução:: aprenda como fazer para seu trabalho acadêmico. Blog Mettzer. Florianópolis, 2021. Disponível em: https://blog.mettzer.com/introducao-tcc/. Acesso em: 10 mai. 2021.

CoelhoBeatriz. Relatório de estágio: aiba tudo sobre estratégias, conteúdo e formatação. Blog Mettzer. Florianópolis, 2020. Disponível em: https://blog.mettzer.com/relatorio-de-estagio/. Acesso em: 23 jun. 2021.

Monteiro MattarCristine . Três perspectivas em psicoterapia infantil: existencial, n. Disponível em: Três perspectivas em psicoterapia infantil: existencial, não diretiva e Gestalt-terapia. Acesso em: 22 jun. 2021.

OaklanderViolet. Descobrindo Criancas. Summus Editorial, v. 1, f. 181, 1980. 362 p.

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