PSICOLOGIA NA SEGURANÇA DO TRABALHO E O PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA NA QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

PSICOLOGIA NA SEGURANÇA DO TRABALHO E O PAPEL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA NA QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES

GUIDO GOUVEA CUNHA

Resumo

Quando se fala em acidente de trabalho, a primeira referência são os chamados acidentes de trabalho típicos, decorrentes do exercício do trabalho e que provocam lesão corporal ou perturbação funcional. Porém as estatísticas também englobam as doenças profissionais, e é nessa última categoria que se inserem os transtornos mentais relacionados ao trabalho, um mal invisível e silencioso, mas que vem sendo detectado há anos pela Previdência Social como causa de afastamento do trabalho. Em 2016, o número de trabalhadores que receberam auxílio-doença acidentário (benefício em que o INSS identifica que a doença foi provocada pelo trabalho) subiu 4,67% em relação a 2015, atingindo 2.670 pessoas.
Transtornos de humor, como a depressão, transtornos neuróticos como síndrome do pânico e estresse pós-traumático, são os principais transtornos mentais que causam incapacidade para o trabalho no Brasil. Essas patologias comumente se desencadeiam a partir do estresse ocupacional, ocasionado por cobrança abusiva de metas, exigência de produtividade e de competição e assédio moral.
A abordagem desse tema dentro da Segurança do Trabalho precisa ser reelaborada, o Técnico de Segurança não deve se limitar a cumprir normas, proposições legais e controle de documentações, uma atuação ativa em conjunto com as demais áreas da empresa é necessária para que se criem a formas de prevenção e de tratamento adequados a esse mal que tanto influencia na qualidade do serviço prestado e na qualidade de vida dos trabalhadores.

Palavras-chave: Psicologia na Segurança; Qualidade de vida do trabalhador; Atuação do Técnico de Segurança.

Abstract

When talking about a work accident, the first reference is the so-called typical work-related accidents, which result from work-related injury and cause bodily injury or functional disturbance. However, statistics also include occupational diseases, and it is in this last category that work-related mental disorders are included, an invisible and silent illness, but that has been detected for years by Social Security as a cause of work withdrawal. In 2016, the number of workers who received accident-related sickness benefits (a benefit in which the INSS identifies the illness as caused by work) increased by 4.67% compared to 2015, reaching 2,670 people.
Mood disorders such as depression, neurotic disorders such as panic syndrome and post-traumatic stress disorder are the major mental disorders that cause disability in Brazil. These pathologies are commonly triggered by occupational stress, caused by abusive goal collection, productivity and competition requirements, and bullying.
The approach of this topic within the Work Safety needs to be reworked, the occupational safety technician, should not be limited to complying with norms, legal propositions and documentation control, an active action together with the other areas of the company is necessary so that to create forms of prevention and appropriate treatment for this disease, which has so much influence on the quality of the service provided and the quality of life of the workers.

Keywords: Psychology in Work Safety; Quality of life of the worker; Performance of the occupational safety technician..

Introdução

Mesmo com a evolução da automatização de processos e de meios de gestão nos ambientes de trabalho atuais Dejours (2008, p. 31) constata que o avanço tecnológico e as novas organizações do trabalho não trouxeram o anunciado fim do trabalho penoso, ao contrário, acentuaram as desigualdades e a injustiça social, e trouxeram formas de sofrimento qualitativamente mais complexas e sutis, sobretudo do ponto de vista psíquico. Aproxima, assim, o idealizador da psicodinâmica do trabalho ao pensamento de Hannah Arendt (2005), que julga ver a redução do trabalho, no mundo contemporâneo, a um esforço rotineiro e cansativo com o único objetivo da sobrevivência (Albornoz, 2008, p. 49). Tanto para Arendt (2005) quanto para Dejours (2008), o sofrimento é inerente ao trabalho.

Entretanto, alguns autores alegam que o trabalho pode ser visto como algo que complementa o homem e gera maior alegria de viver, sensação de bem-estar, orgulho e satisfação pessoal Mendes (1999) destaca a importância do prazer, mas também do sofrimento para a saúde do trabalhador. Por um lado, o prazer é entendido pela autora como um elemento central para a estruturação psíquica do ser humano, uma vez que oferece a possibilidade de fortalecimento da identidade pessoal a partir do contato com o produzir e com o ambiente social. Por outro lado, o sofrimento funciona como um sintoma que alerta o trabalhador de que algo não está bem; nesse sentido, é importante também para que mudanças na dinâmica de interação do indivíduo com o trabalho aconteçam, sendo o trabalho fator humanizador, que constrói e expressa o indivíduo. (Mendes & Tamayo, 2001), revelaram que durante estudos os participantes vivenciaram predominantemente mais prazer no trabalho, embora tenham relatado vivência moderada de sofrimento. Revelaram ainda que prazer correlacionava-se com quatro polos dos valores organizacionais: autonomia, estrutura igualitária, harmonia e domínio, enquanto sofrimento associava-se negativamente com autonomia, estrutura igualitária e domínio.

Mas o que poderia tornar o trabalho tão penoso a ponto de algo que inicialmente traria satisfação e recompensas financeiras possa se tronar um dos principais causadores de doenças psicossomáticas? A chave dessa resposta está nas relações interpessoais presentes nos ambientes de trabalho, segundo (FRANÇA, 2004, p.34) Toda e qualquer organização é composta por pessoas, independentemente de seu porte, atividade ou estágio de desenvolvimento tecnológico e são elas os elementos mais importantes para que os resultados sejam alcançados.

A relação entre empresa e empregado passa não só pelo lado profissional, mas também pela presença de relações subjetivas consideravelmente pessoais e individuais. Neste sentido o objetivo principal dos profissionais que decidam atuar na elevação de um ambiente de trabalho de qualidade, é compreender e operar nesta relação, que vem dia a dia assumindo maior relevância na vida dos seres-humanos (FRANÇA 2008).

O trabalhador não se liga ao trabalho apenas por vínculos materiais, mas também afetivos, cabendo às empresas ajudá-lo em seu processo de evolução. Quando isso ocorre de forma sincronizada e convergente o sucesso do indivíduo e de sua participação organizacional tende a ser efetivo. Todavia, quando o trabalhador tem dificuldades com causas que nem ele mesmo conhece, ou quando a empresa não oferece condições adequadas para sua atuação profissional, surgem angústias, temores e incertezas que não irão ser transformadas apenas por uma boa intenção, mesmo que de ambas as partes (FREITAS, 2000).

desenvolvimento

A pesquisa a seguir será desenvolvida a partir de uma abordagem teórica qualitativa que nada mais é do que um método de investigação científica que se foca no caráter subjetivo do objeto analisado, estudando as suas particularidades e experiências individuais, por exemplo, numa pesquisa qualitativa as respostas não são objetivas, e o propósito não é contabilizar quantidades como resultado, mas sim conseguir compreender o comportamento de determinado grupo, nesse aspecto será estudado a importância da psicologia na segurança do trabalho como fator de prevenção de acidentes, de melhoria na qualidade do serviço prestado assim como de causador de doenças psicossomáticas e da queda da qualidade de vida dos empregados gerada pelas relações intersociais.

Entende-se como segurança do trabalho o aspecto no âmbito laboral que se preocupa com a preservação e a proteção da saúde e da segurança humana, as ações de segurança do trabalho envolvem a prevenção de acidentes de trabalho e o desenvolvimento de doenças ocupacionais, tais ações são embasadas em um conjunto teórico, técnico e metodológico multidisciplinar, isto é, envolve várias áreas do saber, como engenharia, medicina do trabalho, administração, educação física, psicologia, entre outras, dentro do aspecto psicológico a necessidade de segurança é também relacionada à estabilidade, isto é, quando a necessidade de segurança não é atendida, há sentimento de instabilidade, como medo de perder o trabalho e isto afeta a saúde mental, o que pode desencadear diversas consequências.

Além disso, a psicologia se relaciona com a segurança do trabalho no que tange a compreensão dos fatores que podem causar os acidentes de trabalho e a partir desta compreensão se torna possível também a intervenção nos pontos que prejudicam a segurança e são estes os aspectos que demonstram a importância da psicologia na segurança do trabalho.

O Psicólogo Organizacional, profissional habilitado para solução de problemas que as pessoas encontram no trabalho, atua dentro de uma organização, dentre outras maneiras:

• Aperfeiçoando o sistema de treinamento dos empregados em todos os níveis;

• Adaptando o homem ao seu trabalho e os equipamentos ao homem, respeitando limitações físicas e psicológicas, evitando a fadiga e mantendo a eficiência;

• Reduzindo riscos de acidentes e estabelecendo programas de prevenção;

Muito embora os fatores psicológicos sejam fundamentais num programa de prevenção de acidentes, ainda há uma tendência das organizações negligenciarem esses fatores. Isto acontece porque o técnico responsável pelos programas preventivos não necessariamente é conhecedor da área de comportamento humano. Sabe-se que o comportamento do homem é propiciado pelo ambiente de trabalho e pelas relações sociais nele empreendidas. Atos e condições inseguros integram-se de tal maneira que acidentes podem ser causados pelos dois fatores ao mesmo tempo. Visão, doença, preocupação, intoxicação, coordenação muscular empobrecida, falta de conhecimento técnico são alguns determinantes de acidentes. Esses determinantes, inerentes ao indivíduo, são chamados de fatores humanos. Quando se é capaz de isolar o fator humano responsável pelo acidente, alcança-se a possibilidade de realizar sua prevenção (XAVIER, 1973).

Além da possível prevenção de acidentes, a psicologia e as relações intersócias associadas ao trabalho interferem diretamente na qualidade de vida do trabalhador podendo ser fonte de alegria e satisfação ou de stress. Pode-se dizer que os estressores advêm tanto do meio externo, como frio, calor, condições de insalubridade; quanto do ambiente social, como o trabalho. A subjetividade do empregado, como pensamentos e emoções (angústia, medo, alegria, tristeza) também são fatores de influência. Todos os estressores são capazes de disparar no organismo uma série de reações via sistema nervoso, sistema endócrino e sistema imunológico. As reações acontecem por meio da estimulação do hipotálamo, glândula situada na base do cérebro humano, e que tem relação íntima com o funcionamento dos órgãos e regulação das emoções (FRANÇA; RODRIGUES, 2005).

A abordagem psicossomática defendida por França e Rodrigues (2005) é exemplificada quando os autores assumem que o que chega ao consultório médico não é um estômago, um fígado ou um coração, mas uma pessoa cujo sofrimento está sendo expresso pelos órgãos afetados. Frequentemente a precariedade da saúde está relacionada à condição e ao modo de vida. No corpo humano estão as marcas da história e do esforço; das perdas e das vitórias. O processo de adoecer, portanto, não é visto pelos psicólogos organizacionais como um evento casual na vida do funcionário, mas sim como a resposta de um indivíduo que está em constante processo de interação com o meio.

Quando se trata de prevenção de acidentes do trabalho, é comum vir à mente os procedimentos padrão de utilização de equipamentos de proteção, treinamentos de atividades específicas, normas e técnicas de segurança. O escopo da saúde ocupacional, entretanto, enfatiza apenas os danos causados por fatalidades e acidentes, desconsiderando as doenças ocupacionais. Destaca-se, portanto, que as manifestações psicossomáticas, oriundas do estresse do ambiente de trabalho, também devem ser enquadradas como doenças ocupacionais, tais quais as lesões por esforços repetitivos ou as demais disfunções de natureza ergonômica.

O acompanhamento do psicólogo do trabalho faz parte dos mecanismos de gestão e prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A estabilidade emocional e psicológica dos funcionários de uma organização tem influência direta no desempenho de suas atividades, no seu grau de motivação e no seu poder de aprendizado. A presença da psicologia do trabalho deve acontecer desde o momento em que empregado é selecionado e designado ao seu posto, durante seus serviços na empresa, em forma de exames periódicos e sempre que necessária enquanto ferramenta de prevenção. O funcionário corretamente designado, treinado e acompanhado desempenha sua função com mais segurança e diminui suas probabilidades de causar acidentes ou de ser vítima de doenças do trabalho.

Todas essas questões serão evidenciadas na pesquisa através de pesquisas já realizadas por autores renomeados assim como em estatísticas, relatos e tendências a fim de gerar orientações acerca da atuação do Técnico de Segurança nesse aspecto, assim como das boas condutas a serem tomadas no ambiente de trabalho a fim de evidenciar possíveis diagnósticos precoces de doenças psicossomáticas oriundas das relações de trabalho.

QUEDA DE DESEMPENHO E CAUSAS DE ACIDENTES DE TRABALHO RELACIONADA AO PSICOLÓGICO.

As relações intersociais e a dinâmica de segurança, reconhecimento e valorização da empresa estão intimamente ligadas ao desempenho do trabalhador assim como em sua qualidade de vida, De acordo com Maximiano (1995), o desempenho é uma manifestação do comportamento humano nas organizações, podendo também ser motivado pelo próprio indivíduo ou pela situação ou ambiente em que ele se encontra, a fim de evitar condutas prejudiciais a empresa tais como: maiores taxas de absenteísmo, rotatividade e a diminuição do desempenho e da produtividade dos colaboradores geradas pela insatisfação profissional, os gestores devem criar um ambiente de expectativas de crescimento profissional, motivando e alinhando o colaborador aos objetivos da empresa. Quanto maior é a valorização, integração e motivação dos colaboradores, maior é a produtividade oferecida por todos eles, conforme Hunter (2006).

Segundo Spector (2003), a satisfação no trabalho leva a um maior esforço que resulta em desempenho, logo, o desempenho gera recompensas que origina a satisfação no trabalho.

Pensando não apenas em produtividade e desempenho, mas focando a abordagem da segurança e saúde do trabalhador, podemos também estabelecer um vínculo entre algumas causas de acidentes tais como negligência na instrução ao trabalhador, atitudes imprudentes e não utilização do epi adequado com o estado psicológico do empregado.

Um acidente, de acordo com Geller, “nunca tem origem em apenas uma causa, mas em diversas, as quais vão se acumulando, até que uma última precede o ato imediato que ativa situação do acidente” (GELLER, 1994, p. 49).

Uma das causas que desencadeiam os acidentes são os fatores comportamentais, muitos desses acidentes de trabalho têm como principal causa o fator humano, através: das suas características psicossociais, atitudes negativas para com as atividades prevencionistas, aspectos da personalidade, falta de atenção, entre outras (DI LASCIO, 2001).

O aumento do desemprego implica em uma grande insegurança para o trabalhador e pode ocorrer devido a fatores, tais como: polivalência, flexibilização, descentralização e otimização dos recursos humanos (HARVEY, 1993). O ritmo acelerado, a imposição de metas inatingíveis e a pressão constante, geram ambientes bastante competitivos, gerando um aumento na desregulamentação dos direitos do trabalho, terceirização, precarização da classe trabalhadora e enfraquecimento do sindicalismo de classe (RIBEIRO, 2008).

Assim, as pessoas ficam ávidas por mostrar todo o seu potencial no trabalho, de forma a não ser descartado pela empresa, mesmo que isso custe a sua saúde (ENRIQUEZ, 2006). Em busca da maior produtividade o trabalhador descuida da segurança e saúde. O estresse, ansiedade, depressão e desespero tomam conta do trabalhador, que precisa manter o seu emprego para sustentar a sua família.

As emoções influenciam muito o ser humano e o leva a fazer ações no impulso, sem pensar nos riscos associados, o que pode levar a acidentes. Cooper & Sarraf (1997) acreditam que as pressões para o aumento da produção podem aumentar o comportamento inseguro dos funcionários.

Um trabalhador desmotivado ou desesperado tende a tomar atitudes críticas e se expondo a riscos de forma voluntaria ou involuntária por negligencia, quando falta com a observação do dever, ou seja, Age com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando as devidas precauções e o cuidado exigido pela situação, ou por imprudência, tomando ações precipitadas ou sem a devida cautela, sabendo do grau de risco envolvido na atividade e mesmo assim optando por formas arriscadas em sua realização, confiando na possibilidade que o trabalho possa ser realizado sem prejuízo para nenhum dos envolvidos.

O desempenho de SMS depende da integridade física dos equipamentos e dos procedimentos serem bem elaborados. Um sistema de gestão eficiente propicia uma melhora na cultura de SMS, visto que as atitudes e motivação dos funcionários acarretarão em uma maior percepção dos riscos. Assim, a partir da melhoria contínua da gestão, há a redução de acidentes, conforme observado na figura abaixo:

Figura 1 — Melhoria contínua da Gestão
Melhoria contínua da Gestão DENIZOT (2013)

Os processos empresariais devem contemplar ações gerenciais efetivas sobre os comportamentos humanos, fazendo um projeto de aperfeiçoamento contínuo da Segurança no Trabalho pelos aspectos comportamentais. Os trabalhadores devem ser conscientizados quanto aos principais comportamentos de riscos, para que hajam de forma mais segura e tenham feedback da empresa para ter um maior aproveitamento dos conceitos de segurança, saúde e meio ambiente.

As empresas com uma cultura mais participativa e com flexibilidade em suas regras dão mais espaço para o empregado opinar e exercer a sua atividade com maior liberdade (SATO, 2002). Isso motiva o trabalhador a encontrar sentido em sua atividade laboral e torna o ambiente de trabalho mais saudável. Assim, o labor passa a ser uma atividade que realiza o indivíduo, fazendo valer a pena o enfrentamento das adversidades oriundas do trabalho.

TIPOS DE DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

A saúde do trabalhador pode ser afetada de muitas formas que não somente por danos fisicamente perceptíveis, segundo Paschoal e Tamayo (2004), o estresse ocupacional tem cada vez mais impactado negativamente as organizações, pois pode acarretar em doenças vinculadas ao trabalho e a necessidade das organizações desenvolverem ações de prevenção dessas doenças.

Segunda dados da Previdência Social (2018), entre os anos de 2010 e 2015 foram realizados 68.898 registros relacionados com transtornos neuróticos, transtornos relacionados ao "stress" e transtornos somatoformes (F40-F48) relacionados ao trabalho.

No Brasil, segundo dados da Isma-BR (International Stress Managementn Association), nove entre dez pessoas que estão no mercado de trabalho têm sintomas de ansiedade e 47% da população sofre de depressão.

As doenças de caráter psicossomático são aquelas desencadeadas ou agravadas por pressão ao sistema psíquico do indivíduo, num dado prazo em que o sujeito não obtém uma adaptação satisfatória e por isso acaba somatizando, atingindo qualquer órgão ou sistema e consequentemente manifestando uma dada patologia, conforme representação abaixo.

Figura 2 — Representação da psicossomatização da doença
Representação da psicossomatização da doença PEREIRA (2004)

Título de teste

Selecione as palavras 'Título de teste', quando abrir a barra de tarefas vá em 'títulos' e clique em Título Secundário. Pronto, você criou um novo título, a numeração, paginação e sumário são feitos automaticamente. Confere lá!

ESTRESSE OCUPACIONAL

Para Caiaffo (2003) relata que o estresse ocupacional é definido como o estado emocional causado por uma discordância entre a grande exigência no trabalho e os meios que são disponibilizados para o seu gerenciamento.

Na visão de Schmidt e Dantas (2006) os fatores geradores do estresse estão baseados em três importantes variáveis. A primeira variável são as demandas psicológicas, que estão ligadas à forma em que os trabalhadores são submetidos a executar suas tarefas. A segunda variável é o controle exercido pelo trabalhador em relação ao trabalho que ele executa, relacionado ao grau de habilidade que a atividade exige do trabalhador. A terceira variável é suporte social no trabalho. Existir confiança das pessoas umas com as outras é fundamental, mas caso não haja um suporte social adequado, acontece, então, um fator psicossocial que possivelmente contribuirá para o desgaste no trabalho.

De acordo com Chiavenato (1999) a higiene do trabalho está ligada às condições ambientais do trabalho que a empresa possui. Tais condições é que dão segurança à saúde física e mental, com também as condições de bem-estar das pessoas.

Particularmente, se o estresse relacionado com o trabalho é definido como ameaçador à sua necessidade de realização pessoal e profissional ou até mesmo à saúde física e mental, causará prejuízo na interação da pessoa com o próprio trabalho. Isto ocorre na medida em que o ambiente laboral contém demandas excessivas, ou que o sujeito não contém recursos adequados para enfrentar tais situações.

Figura 3 — Representação Curva do Estresse
Representação Curva do Estresse FRANÇA e RODRIGUES (1997)

Analisando a curva do estresse, as reações de estresse são naturais e até necessárias para a própria vida, no entanto, sob algumas circunstâncias elas podem tornar-se prejudiciais ao nosso organismo como pode ser percebido ao analisar a figura 3. No eustress, que é a área de melhor desempenho e conforto do indivíduo, o esforço de adaptação gera sensação de realização pessoal, bem estar e satisfação das necessidades mesmo que decorrentes de esforços inesperados.

Já no distress, conforme a mesma figura, onde o estresse pode-se apresentar de forma negativa ou positiva, o esforço à adaptação gera desconforto pessoal, monotonia ou sobrecarga prejudicando o desempenho dos indivíduos e até o aparecimento de doenças.

Diante do aparecimento da Reação de Alarme no indivíduo e as consequências que esta causa, já se inicia um processo que, às organizações, interfere diretamente na eficácia (bem fazer) do trabalho, ou seja, o trabalhador já não realiza de forma competente a sua atividade. Por outro lado, ele não deixa de ser eficiente (saber fazer), pois continua realizando sua atividade, ainda que um déficit em relação ao seu potencial.

Na Fase de Exaustão, por sua vez, o indivíduo não consegue ser nem mesmo eficiente, prejudicando seu desempenho base no trabalho. Percebe-se na análise desta mesma figura que, não sendo eficiente ele não consegue ser eficaz, com isso, sua efetividade (fazer acontecer) também não existe conforme observado na figura 4 abaixo:

Figura 4 — Eficácia x Distress
Eficácia x DistressPEREIRA (2004)

Carmello (2007) nos diz que vivemos numa sociedade de mudanças nota-se que a sociedade percebe que a saúde e a qualidade de vida das pessoas são fatores essenciais, pois envolvem as dimensões física, intelectual, emocional, profissional, espiritual e social. Práticas inadequadas no ambiente de trabalho geram impactos negativos, comprometendo a saúde financeira da empresa.

O estresse ocupacional é um tipo de estresse crônico, por isso tende a afetar a saúde das pessoas, contribuindo para o surgimento de transtornos ou doenças cardiovasculares, doenças musculoesqueléticas, Síndrome de Burnout (síndrome do esgotamento profissional) e depressão. Também pode levar à adoção de estilos de ida pouco saudáveis como má alimentação, transtornos do sono e, inclusive, maior consumo de tabaco e álcool.

SÍNDROME DE BURNOUT

Considerada como uma resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho, a síndrome se compõe de três dimensões sintomáticas: a exaustão emocional, a despersonalização e a baixa realização profissional, com sentimentos de incompetência e menos valia. O trabalhador perde o sentido de sua relação com o trabalho, desinteressa-se e qualquer esforço lhe parece inútil. (MASLACH, 2001).

A síndrome de Burnout envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, aos clientes, à organização e ao trabalho, sendo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.

A Síndrome de Burnout manifesta-se basicamente por sintomas de fadiga persistente, falta de energia, adoção de condutas de distanciamento afetivo, insensibilidade, indiferença ou irritabilidade relacionadas ao trabalho, além de sentimentos de ineficiência e baixa realização pessoal.

Pode estar associada a uma suscetibilidade aumentada para doenças físicas, uso de álcool ou outras drogas (para obtenção de alívio) e para o suicídio (MINISTERIO DA SAUDE DO BRASIL, 2001)

A prevenção da síndrome de esgotamento profissional envolve mudanças na cultura da organização do trabalho, estabelecimento de restrições à exploração do desempenho individual, diminuição da intensidade de trabalho, diminuição da competitividade, busca de metas coletivas que incluam o bem-estar de cada um e maior participação dos trabalhadores nas decisões relacionadas com a organização do trabalho, definição de metas e elaboração de propostas de melhoria do ambiente laboral (MINISTERIO DA SAUDE DO BRASIL, 2001).

DEPRESSÃO

Para Ballone (2002), qualquer tipo de doença psicossomática pode se manifestar no paciente ansioso e estressado. Além disso, do ponto de vista emocional, o estresse está intimamente relacionado à Depressão, à Síndrome do Pânico, aos Transtornos da Ansiedade e às Fobias.

Hoje a depressão é a 4ª doença de maior impacto global. Do ponto de vista econômico, seu custo é elevado tanto para o doente quanto para a sociedade em geral. O custo relacionado com a morte prematura, o custo indireto por redução na produtividade e absenteísmo no trabalho são preocupantes (PEREIRA, 2006).

A depressão determina ou agrava certas doenças, as quais podem ser confirmadas por exames médicos complementares: diabetes, hipertensão arterial, úlceras gástricas e gastroduodenais, hipertireoidismo, retrocolite ulcerativa, eczemas, entre outras. Diagnosticam–se as doenças psicossomáticas, que em grande parte são desencadeadas pela depressão” (Ksam, 2001:42).

Conclusão

A importância da Psicologia da Engenharia de Segurança do Trabalho está cada vez mais nítida, não só já comprovada através de números, pela grande frequência de afastamentos decorridos dos inúmeros transtornos que podem causar a incapacidade do trabalhador, como também pela relevância na qualidade do trabalho entregado e satisfação pessoal do empregado.

Dentro desse aspecto um bom engenheiro de segurança não deve se limitar apenas ao cumprimento das NRs e das leis, o mercado e as empresas pedem mais, um bom engenheiro de segurança do trabalho deve zelar pela saúde e pela qualidade de vida de seus trabalhadores, a fim de evitar que o trabalho se torne uma atividade penosa e possa trazer danos ao psicológico dos envolvidos algumas ações preventivas devem ser tomadas.

Focando na qualidade de vida do trabalhador, tomando como base os oito critérios de onde derivam um modelo ideal de qualidade de vida do trabalho segundo Walton (apud FERNANDES, 1996) o Engenheiro de segurança pode trabalhar em conjunto com as demais áreas da empresa visando a efetividade da realização de cada um deles:

a) Compensação justa e adequada - remuneração justa, equilibrando equidade interna-externa (função, o mercado de trabalho, seu piso salarial) e as formas de benefício, procurando satisfazer as necessidades pessoais do indivíduo e estabelecer harmonia entre desejos pessoais e formas de remuneração.

Atuar em conjunto com gerencias e recursos humanos garantindo que o empregado se sinta valorizado por sua compensação, oferecendo-lhe, quando possível, benefícios que atendam suas necessidades pessoais e de sua família, gerando um sentimento de satisfação para com a empresa e criando um vínculo de benefício mutuo.

b) Condições seguras e saudáveis de trabalho - proporcionar condições física, mental e salubre de trabalho, respeito à carga horária de trabalho e adaptar as funções à compleição física dos indivíduos.

Realizar seu papel de fiscalização dos ambientes e condições de trabalho, buscando não só cumprir as determinações legais, mas também buscando o conforto ergonômico e a saúde mental do trabalhador, evitando que lhe sejam empregadas excessivas jornadas de trabalho, metas inatingíveis, condições ou relações de trabalho insalubres, dialogando com a gerencia buscando a adaptação da função de cada funcionário de acordo com suas qualidades físicas e mentais dentro da empresa.

c) Oportunidade de uso e desenvolvimento das capacidades humanas - promover visão global sobre o processo de trabalho, estimulando autonomia, feedback e desenvolvimento de habilidades.

Por mais que atue apenas em uma pequena parte do processo, é muito importante para o trabalhador entender que ele faz parte de um todo, e que seu trabalho desempenhado é essencial para conquista do objetivo final, ao compreender a importância de sua função na empresa ele se mais valorizado, consegue vislumbrar ascensões pessoais e possíveis melhorias no processo, com acesso a informação o empregado compreende a coletividade envolvida e tende abraçar a causa da empresa.

d) Oportunidade de crescimento contínuo e segurança - segurança no emprego e oportunidade de fazer carreira no local. Deve levar em conta as capacidades e as incapacidades pessoais de crescimento que impedem ou dificultam o crescimento; a avaliação das expectativas e perfis para se ocupar o local almejado; e, ainda, formação profissional que permita progresso.

A partir da contratação de novos empregados o engenheiro de segurança deve alinhar as possíveis oportunidade relacionadas ao cargo e em conjunto com demais setores elaborar um plano de carreira que vise a ascensão por mérito ou tempo de empresa, trabalhando com ética e com a verdade deve sempre procurar assegurar alguma estabilidade ao trabalhador sabendo que quando ameaçado de perder seu emprego esse pode ter seu psicológico afetado e essa situação de incerteza pode ser um gatilho para o desenvolvimento de doenças psicossomáticas.

e) Integração social no trabalho - qualidade nos relacionamentos interpessoais, apoio, igualitarismo, ética no trabalho e ausência de preconceitos.

Um dos principais fatores do esgotamento emocional no trabalho é a qualidade das relações sociais presentes em seu ambiente, assédios morais e sexuais, assim como o clima intenso de competição, sabotagem e preconceito dos demais trabalhadores podem gerar traumas irreversíveis, o engenheiro de segurança deve-se atentar profundamente a essas relações visando não só a qualidade de vida do empregado como também sua saúde psicológica e seu rendimento, constantes instruções sobre o assunto, acompanhamento psicológico programado e o apoio ao desenvolvimento de atividades físicas e relações extra profissionais com os colegas de trabalho devem ser incentivadas, trabalhando também de forma prevencionista na detecção dos primeiros sintomas de possíveis doenças psicossomáticas relacionadas ao trabalho.

f) Constitucionalismo - cumprimento dos direitos trabalhistas, respeito às normas, regras, rotinas e horários.

Respeito e ética devem sempre ser alicerces de qualquer relação trabalhista, o engenheiro de segurança deve trabalhar como uma balança de interesses, protegendo o trabalhador contra os perigos de sua profissão e possíveis abusos do empregador, informando e qualificando os empregados sobre seus direitos e garantias, porém garantindo a viabilidade e rentabilidade de projetos e execuções de serviços, sempre com base na lei fazendo com que o trabalhador sinta-se amparado e seguro nas relações com seus superiores e na ocorrência de qualquer imprevisto como casos de acidente de trabalho, demissão, afastamento ou ações judiciais envolvendo insalubridade, periculosidade entre outros.

g) Congruência entre trabalho e espaço total da vida - o tempo disponibilizado para o trabalho e para as atividades pessoais devem ser bem utilizados e separados pare que um não venha a afetar o outro negativamente.

O trabalho é grande parte da vida e pode ser fonte de prazer ou de sofrimento, nenhum individuo é apenas aquilo que realiza em sua profissão, todos possuem familiares, amigos e outras pessoas queridas que fazem parte de seu circulo pessoal, pessoas que participam dos melhores momentos e suas vidas e que não devem ser esquecidas, as responsabilidades e compromissos de trabalho devem ser levadas a sério, pois esses compromissos geram o sustento do trabalhador, porém não podem ultrapassar o limite do convívio pessoal interferindo nas relações extra profissionais causando desgaste e esgotamento emocional, o trabalho consome 1/3 ou mais da maioria dos dias dos trabalhadores, levando em consideração que nosso organismo necessita de um tempo de descanso diário, não seria justo depositar o restante das suas energias em outras atividades se não aquelas que lhe geram prazer, o trabalho deve ser base capaz de proporcionar realizações pessoais somando nas relações extra profissionais e não as afetando prejudicialmente, o engenheiro de segurança do trabalho deve sempre reforçar essa relação saldável que o trabalho apresenta, evitando que sobrecargas emocionais, de estresse ou de horas extras venham a afetar a qualidade de vida dos empregados.

h) Relevância social da vida no trabalho - o significado do trabalho na vida do indivíduo deve estar claro e suportável para ele considerando a carga horária, o salário, a função desempenhada e a presença dos colegas de trabalho. Em sentido inverso, a empresa deve respeitar seus funcionários, promover o bem-estar, a saúde física e mental de seus colaboradores.

Está claro que deve ser entendido como uma relação bilateral de ganho, onde a empresa se beneficia com o tempo, energia e serviço prestado pelo trabalhador, enquanto esse troca todo seu esforço por uma compensação adequada que lhe gere condições dignas de sobrevivência, mais uma vez trabalhando como mediador de interesses, o engenheiro de segurança deve ser responsável por salientar essa relação, exigindo reciprocidade de comprometimento entre empresa e trabalhador, gerando condições favoráveis para o desempenho do trabalho e cobrando resultados para constante evolução e melhoria desse fluxo.

Feita essa analise e estudo levando em conta as mais diversas variaveis, foi possível avaliar as diferentes doenças psicossomaticas relacionadas ao trabalho, a importancia da qualidade de vida do empregado, suas consequências, a importância de sua prevenção e a atuação do Engenheiro de Segurança do Trabalho nesse contexto, não se limitando apenas ao cumprimento de normas e leis, mas implementando gestão e processos de pessoas visando a proteção da saúde do trabalhador, assim como a elevação de seu rendiemnto e satisfação com a instituição, gerando impactos positivos bilaterias na relação trabalhador empresa.

Referências

ALBORNOZSuzana. O que é trabalho. Editora Brasiliense. São Paulo, p. 49, 2008.

ARENDTHannah. Entre o passado e o futuro. Editora Perspectiva SA. 2005.

BALLONEGeraldo José. ANSIEDADE, : Esgotamento. Estresse. In: PsiqWeb Psiquiatria Geral. 2002.

CAIAFFOGiovanna Almeida. Estresse ocupacional: estudo realizado junto aos funcionários da sudema. João Pessoa, 2003. Trabalho de Conclusão de Curso (Administração) - Universidade Federal da Paraíba.

CARMELLOEduardo. Qualidade de vida no trabalho. In: CONGRESSO NORTE PARANAENSE DE RECURSOS HUMANOS. . 2007.

CHIAVENATOIdalberto. O novo papel dos recursos humanos nas organizações. In: Gestão de Pessoas. 1999, Rio de Janeiro.

COOPERRobert. Inteligência Emocional na empresa. In: . 1997, Rio de Janeiro.

DejoursChristophe. da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho. Brasilia: Paralelo 15, 2008.

DENIZOTAlexandre. Material . Histórico e Conceitos Básicos de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional. In: Material de Apoio Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, UFF, Niteroi, 2013.

DI LASCIOC. H. R. A Psicologia no trabalho. Revista Contato . Curitiba, p. 11, 2001.

ENRIQUEZEugène. A organização em análise: O homem do século XXI: Sujeito autônomo ou indivíduo descartável.. RAEeletrônica, Petropolis, v. 5, n. 1, 2006.

FERNANDESEda Conte. Qualidade de Vida no Trabalho: como medir para melhorar. . Casa da Qualidade. Salvador, 1996.

FRANÇAAna Cristina Limongi; RODRIGUESAvelino Luiz. Stress e trabalho: guia básico com abordagem psicossomática. São Paulo, 1997. Trabalho de Disciplina () - Atlas.

FREITASMaria Ester de. Contexto social e imaginário organizacional moderno. Revista de Administração de Empresas. 2000.

GELLERE. Scott. Cultura de Segurança Total. Profissional Safety. 1994.

HARVEYDavid. Condição pós-moderna. Loyola. São Paulo, 1993.

HUNTERJames C. Como se tornar um líder servidor. Sextame. Rio de Janeiro, 2006.

KSAMJorgson. Depressão, vida e trabalho. Revista CIPA. 2001.

LIMONGI-FRANÇAAna Cristina . Qualidade de vida no trabalho: conceitos e práticas na sociedade pósindustrial. Atlas. São Paulo, 2004.

LIMONGI-FRANÇAAna Cristina. Qualidade de vida no trabalho – QVT: conceitos e práticas nas empresas da sociedade pós-industrial. Atlas. São Paulo, 2008.

LIMONGI-FRANÇAAna Cristina; RODRIGUESAvelino Luiz. Stress e Trabalho: uma abordagem psicossomática. . Atlas. 2005.

MASLACHChristina; SCHAUFELIWilmar B; LEITERMichael P. Job burnout.. Annual review of psychology, p. 397-422. 2001.

MAXIMIANOAntonio César Amaru. Introdução à Administração. Atlas. São Paulo, 1995.

MENDESAna Magnólia Bezerra. Valores e vivências de prazer-sofrimento no contexto organizacional. . Brasilia, 1999. Tese () - Universidade de Brasília.

MENDESAna Magnólia Bezerra; TAMAYOÁlvaro. Valores organizacionais e prazer-sofrimento no trabalho. Psico-USF, p. 39-46. 2001.

PASCHOALTatiane; TAMAYOÁlvaro. Validação da escala de estresse no trabalho. Estudos de Psicologia . Natal, p. 45-52, 2004.

PEREIRAJORGE. Estresse – sinais, sintomas e conseqüências no desempenho do trabalhador. : Artigo apresentado na disciplina de metodologia do curso de mestrado do programa de engenharia de produção da UFSC. Florianópolis , 2004. Trabalho de Disciplina (Engenharia de produção) - Universidade Federal de Santa Catarina.

PEREIRARenata Junqueira . Contribuição dos domínios físico, social, psicológico e ambiental para a qualidade de vida global de idosos. Revista de psiquiatria do Rio Grande do Sul, p. 27-38. 2006.

RIBEIROElisa. A perspectiva da entrevista na investigação qualitativa. Evidência, olhares e pesquisas em saberes educacionais. Araxá, Maio, 2008.

SAMPAIOJader dos Reis. Psicologia do Trabalho em Três Faces: Psicologia do trabalho e gestão de recursos humanos: estudos contemporâneos. Casa do Psicólogo. São Paulo, p. 19-40, 1998.

SATOLeny. Saúde e controle no trabalho: feições de um antigo problema. Saúde mental e trabalho: leituras, p. 31-49. 2002.

SCHMIDTDenise Rodrigues Costa; DANTASRosana Aparecida Spadoti. Qualidade de vida no trabalho de profissionais de enfermagem, atuantes em unidades do bloco cirúrgico, sob a ótica da satisfação. Revista Latino-Americana de Enfermagem, p. 54-60. 2006.

SpectorPaul E.. Psicologia nas organizações. Saraiva Educação S.A., v. 3, 2003.

XAVIERÉrika Porto. Comportamento organizacional. Porto Alegre: Bureau, 1973.

Use agora o Mettzer em todos
os seus trabalhos acadêmicos

Economize 40% do seu tempo de produção científica