PSICOLOGIA DESENVOLVIMENTO CICLO VITAL

UNIVERSIDADE PAULISTA

PSICOLOGIA DESENVOLVIMENTO CICLO VITAL

Gabriel romano mendes n944ch-8

mayra souza barbosa n130ag-8

vitoria nogueira d27818-5

helena de oliveira pereira d36acg-9

aline nogueira dias t2515b-0

ana carolina da silva soares d3608h3

Resumo

O caso do menino Salim, foi analisado separadamente.
Dormir com os pais, falta de limite dos mesmos com Salim, autoridade de Salim que sobressaia a de seus pais, na frente dos pais apresentava um comportamento e longe apresentava outro (na escola), tinha tudo o que solicitava (material), problemas no ensino, problemas na fala e escrita, com amigos Salim ditava as regras.
Os fatos relatados por seus pais Salomão e Romana, foram pesquisados e comentados um a um.

Palavras-chave: iInfancia. Educação. Comportamento.

situação

1.1 Situação do problema: A criança que ditas regras

Na idade de Salim ocorre este tipo de comportamento com a maioria das crianças devido seus pais não possuírem autoridade suficiente impondo regras e limitando certas ações.

Talvez um dos principais motivos o qual isso ocorra seja por mimar, deixando que a rotina da casa seja totalmente adequada de acordo com as vontades da criança, os horários não determinados e as regras que deviam ser impostas acabam então que quem determina são eles.

Muitas vezes, os pais não se dão conta de que estão tratando os filhos de maneira errada e precisam “acordar”, pois fora de casa a realidade e totalmente diferente. No caso de Salim que fica mandando ditando regras chegando a atrapalhar até mesmo em suas amizades pois ninguém gosta de ficar ao lado de alguém que acha que o mundo gira em torno dela que manda em todos a tal chamadas crianças Imperadoras como aponta alguns estudos que não aceitam que suas exigências não sejam atendidas.

 Essas formas de agir não passam despercebidas nas famílias, e muito menos na escolas, porque são crianças que não aprenderam a se controlar, nem regular os seus sentimentos e emoções.

 Pois elas têm a experiência necessária para saber quais são os pontos fracos de seus pais a quem acabam manipulando com ameaças, ataques de choro, mediante a tamanha irritabilidade não podemos deixar de questionar se esses comportamentos não são devidos os pais não terem tempo com ele, por trabalhar demais não lhe dando a atenção devida, seria um meio dele chamar a atenção para que ele pudesse ser observado.

Muito desses comportamentos as crianças adquirem dos seus pais, pois eles são o reflexo na infância para pré-adolescência, sendo altamente dependentes deles.

Esse processo ocorre sem que os ensinem ou tentem influenciar a criança, ainda sem que a criança tenha a intenção de aprender, o ideal é construirmos laços mais intensos com nossos filhos lhes ensinando o certo e o errado. Mostrando como funciona a vida na sociedade.

Mesmo passando um curto tempo com os filhos o importante é procurar valorizar cada instante que passam juntos, mostrando sempre a importância deles para você. Se os pais não disserem que os ama ou mesmo não demonstrar isso eles nunca iram saber, atualmente é muito difícil pais que demonstram sentimentos por achar que a presentes basta. Mesmo que eles não saibam expressar em palavras, o carinho, o amor e a atenção são muito mais importantes do que presentes.

E através dessas atitudes que elas começam a se sentir mais importantes e param de ter comportamentos agressivos ou de querer chamar atenção.

Em outros casos de não melhorias o ideal é buscar ser mais paciente e compreensivo isso transmite para a criança tranquilidade e podemos ver resultados positivos, caso não buscar ajuda de profissionais da área de terapias comportamentais ajudará no desenvolvimento .

1.2  Vale a pena citar alguns passos que podem ajudar no equilíbrio desse tipo de crianças,como Salim.

     Estabelecer regras sobre seu comportamento

Não é correto fazer chingamentos o ideal é mostra-los que após fazer birras tudo terá umas consequências, perderam coisas que gostam, como: jogar bola, Vídeo Game, brincar com os amiguinhos.

     Ensinar a criança o autocontrole.

É uma tarefa difícil já que as crianças em si não tem muito auto controle serem impulsivas, mais vale a pena ressaltar e ser ensinadas, a não bater dar chutes ou até mesmo morder, o papel dos pais é dar total orientação por mais difícil que seja para eles.

Não castigar com violência física.

A criança a o ver você batendo tem uma forma de disciplina controversa pois eles podem se tornar mais agressivos e achar que essa e a forma correta de agir.

Não encoraje a criança a ser agressiva

Os ensinamentos que alguns pais têm para motivar uma certa agressividade nos filhos principalmente nos meninos por achar que porque são meninos devem agredir se alguma criança lhes bater , essa não seria a forma mais correta de lhes ensinar até porque leva a criança a achar que precisa de ser agressiva para não serem chingados em casa.

Ser paciente.

Não é nada fácil lidar de forma calma e com tranquilidade com uma criança agressiva, no entanto, deve dar o exemplo e manter o temperamento controlado. Por norma, as crianças imitam o comportamento dos pais, por isso, se for agressivo com a criança, o mais certo é ela seguir as seus exemplos.

Mimo e carinho.

A agressividade das crianças também pode se quebrar com mimos e um pouco de carinho, afinal o amor é mais forte do que tudo.Nos momentos de raiva e de agressividade é bom sempre mostrarmos as crianças que aquilo que está a sentindo passa assim terá um pai ou uma mãe para lhe dar um abraço, um cafuné, e carinho, quebrantando o coração deles.

Ensine a criança a lidar com a raiva de forma positiva.

 Motivando a criança a utilizar as palavras para expor os seus sentimentos, em vez de recorrer à violência, ou seja, dizendo para eles que estaremos disponíveis para ouvir porque motivos está zangada e para a ajudar a encontrar uma solução para a situação. Outras formas de lidar com a agressividade incluem: dançar, brincar ou correr lá para fora para libertar a energia acumulada; mas também fazer alguma coisa que aprecie particularmente,ler um livros brincar com o seu animal de estimação para dissipar a raiva.

Elogie o bom comportamento.

 Da mesma maneira que as crianças têm de ser chamadas à atenção quando se portam mal e são agressivas, também precisam ser elogiadas pelo seu bom comportamento. Faça questão de elogiar a criança quando ela lidar com a sua raiva de forma positiva, ou seja, sem ser agressiva, e muito importante que sejamos capazes de amar educar e ver os lados positivos das crianças.

2.1  Personalidade de Salim em relação a seus pais e amigos de escola

A criança nessa idade está na fase de separação dos pais, onde ela tem a decisão de pensar.
 

É sensível aos elogios dos mais velhos de seu convívio, aprecia o humor simpático de seus pais e conhecidos, presta atenção nas coisas a sua volta e tem uma boa base motora para correr, subi e descer escadas. Não é preciso apressa-la nas rotinas diárias, a criança faz naturalmente as suas transições e adaptações. 

As crianças tem cada vez mais compreensão de palavras e aprende a ouvir os adultos. Sobe e desce da cama diversas vezes e pode adormecer ou não.

Quando passeia, volta pra casa sem fazer exigências excessivas, gosta de ajudar na preparação para as refeições e faz sugestões às coisas que gostaria de ter para a refeição.

A criança de 03 anos procura não contrariar, procura agradar e obedecer.

Hoje encontramos diversas opiniões sobre a criança dormir ou não com os pais, se é saudável ou prejudicial, onde se deve escolher aquela que melhor funciona para cada família. O fator sócio econômico, cultural e pessoal influência muito nessas escolhas da família, não existe o certo e o errado.

Salim insistia com suplícios e soluços para dormir entre os pais, ganhando deles pelo cansaço. Tal ação pode significar algo que os pais devem investigar melhor já que existe outros fatores preocupantes.

Podemos citar alguns exemplos que devem ser observados, que podem estar ligadas diretamente com o comportamento da criança:

• Morar em uma casa agitada;

• Falta de rotina e horários regrados;

• Falta de ritual para a hora do sono;

• Insegurança;

• Impaciência por parte da criança ou dos pais;

2.2 Analise das dificuldades

Salim no dia-a-dia conseguia se sair muito bem com suas atividades mais com as crianças nas brincadeiras ele quem ditava as regras sempre. Com outras crianças ele não esta sendo mimado, ele vai conseguir, brincar, dividir e socializar com outras crianças.

Quando Salim troca letras e não consegue compreender matemática, gagueja, e troca algumas letras, pode ser alguns dos muitos sinais que identificam que a criança sofre de algum problema, como por exemplo, a dislexia.

A dislexia é um distúrbio quando alguém aprende alguma coisa de forma diferente, principalmente escrita e leitura, associado a incorreções lexicais ou falta de fluência verbal. Suas origens podem ser neurobiológicas ou neuropsicológicas. “Dificuldade de ler e compreender as palavras, observada em pessoas alfabetizadas, causada por uma lesão no sistema nervoso central.” Tanto a troca de letras como o problema de matemática, podem ser condições de aprendizagem, no entanto, irão influenciar o processo de aprendizagem.

As principais queixas relatadas pelos professores aos pais que podem levar a Salim ser retido são:

• Falta de atenção;

• Dificuldade na leitura e na escrita;

• Dificuldade na matemática;

• Dificuldade nos processos de pensamento e

• Dificuldades nas atitudes de trabalho.

Os distúrbios de aprendizagem mais abordados são:

• Dislexia;

• Disgrafia;

• Discalculia;

• TDAH;

Essas dificuldades são provocadas por:

• Fatores emocionais;

• Neurológicos;

• Comportamentais;

• Sindrômicos e muitos outros que dificultam o diagnóstico.

No caso de Salim é necessário que se faca um trabalho em equipe, observando sinais importantes durante os primeiros anos de escolaridade, como por exemplo:

• Esquecimento;

• Dificuldade de expressão linguística;

• Inversão de letras e

• Dificuldades em relembras e recuperar a sequência das letras do alfabeto.

No caso de Salim, apresenta alguns sinais claros, que crianças de 03 anos não deveriam ter. Como por exemplo, a autoridade imposta sobre os pais, tem suas próprias escolhas e dita as regras que quer. É uma criança que tem personalidade forte e quer impor aos seus pais e amigos de escola, onde apenas suas regras considera corretas.

No processo que Salim vai para a escola, é considerada uma das emoções mais fortes para ele e seus pais, que pode ser negativa ou positiva. Nesse momento ele passa a ter a capacidade de escolher o que quer e como quer as coisas.

O desenvolvimento de Salim deve ser acompanhado por profissionais e seus pais, mesmo estando separados e as suas mudanças.

3.1 PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM

Atualmente, nos deparamos com os divórcios. E quando existe uma separação, os sentimentos de perda, são extremamente grandes, principalmente quando há filhos envolvidos. Diversas vezes os sentimentos de raiva, vingança e ódio são criados após um rompimento, e em grande parte dos casos, transmitidos aos filhos. Quando uma separação ocorre, muitas vezes a criança se depara com o medo, sensações de insegurança e abandono. Ao acontecer, a criança acaba demonstrando sua insatisfação involuntariamente, e isso pode ser através de queda de desempenho escolar.

Diversas vezes, o fracasso escolar e suas consequências, podem estar associados de forma involuntária, o que impede a criança de adquirir novos conhecimentos. Assim apresentando transtornos emocionais, e tudo isso vem de influencias familiares.

  É a família que propicia a construção dos laços afetivos e a satisfação das necessidades no desenvolvimento da pessoa. Ela desempenha um papel decisivo na socialização e na educação. É na família que são absorvidos os primeiros saberes, e onde se aprofundam os vínculos humanos. (REVISTA PSICOPEDAGOGIA,2006)

3.1.2 Apurando os problemas no aprendizado

Quando os pais não impõem limites aos seus filhos, estes, apresentarão problemas comportamentais, logo, não se interessando pelos conteúdos escolares, devido a acreditar em sua falta de capacidade para adquirir o conhecimento.

Já alguns estudantes que são mais introvertidos, e com mais dificuldade de uma aceitação no grupo, acabam por se esconderem em seus saberes pessoais, adquirem uma grande resistência em mudar, e logo não conseguem aprender os conteúdos escolares. Isso ocorre por não possuírem uma organização intelectual e afetiva, quando expõe suas ideias, geralmente são ridicularizados, e como não conseguem lidar com frustações, ou por sua vez, não possuem argumentos para fazer a defesa de seus pontos de vista, acabam se tornando mais agressivos, assim, logo a ação sobrepõe o pensamento.

Diversas vezes, a família ignora, ou não tem uma determinada noção, de que o seu papel é importante, e que é a base para tornar seus filhos capazes de obter o sucesso escolar. Apenas em famílias, nas quais há conversas e aceitação, ou seja, funcionais e organizadas, que esse processo se dá de forma equilibrada.

A rigidez dos adultos é outro fator crucial. A pessoa que está em desenvolvimento, seja ela uma criança ou um adolescente, quando ameaçado, ele ainda não tem maturidade para lidar com determinadas situações.

Ninguém irá retribuir carinho com agressão. E é do ser humano buscar abrigo em quem te entenda melhor e te dê uma base, de aceitação. Desta forma, o lar deve ser um local de harmonia e carinho, já que o amor e maturidade familiar são responsáveis pela estruturação psíquica e social.

Crianças e adolescentes, que não possuem a confiança que precisam da família, consequentemente irão esconder seus fracassos. De forma que isso é um ponto importante, já que a família tem que ter todo conhecimento das situações que os afligem. E em situações como estas, só fazem os problemas de uma criança ou adolescente se agravarem.

A ausência da participação da família no ensino das crianças e adolescentes, acabam causando baixo desempenho e até a repetência escolar. Infelizmente, muitos pais veem a escola como um lugar de deposito de crianças. A participação dos pais na vida escolar é fundamental para que a criança se sinta importante e motivada a desenvolver sua aprendizagem.

Sendo assim a família e a escola precisam ser parceiras para que os alunos possam realmente ter um maior aproveitamento na aprendizagem, não basta apenas a escola se preocupar na aprendizagem, e os pais não se preocuparem. (POLATO, A. 2009 – P 103,104)

Pode-se então notar, que diante do contexto em que a família é de suma importância para o processo de aprendizagem, podendo assim, interferir de maneira direta com a escola e o mundo a sua volta. Então desta maneira, faz-se necessário o acompanhamento dos pais, sem que acreditem que a educação e o conhecimento sejam apenas de responsabilidade dos professores.  

4.1 Separação e sua influência 

A separação e o divórcio se tornaram eventos familiares cada vez mais frequentes em todo o mundo ocidental, destacando-se como o estressor mais comum, e um dos mais comum, e um dos mais dolorosos, na vida de um número cada vez maior de crianças e adolescentes.

O Brasil não foge da regra da escalada da dissolução conjugal. Segundo informações obtidas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1984 registraram-se 31.685 sentenças de divórcio em primeira instância, 51% das quais envolvendo filhos menores.

As crianças têm a saúde mental associada ao bem-estar dos pais e à qualidade do relacionamento entre ambos. Assim, estão sob risco de problemas de ajustamento quando crescem em uma família onde o casal esteja em conflito, quer vivam juntos ou não. A separação e o consequente divórcio não são um evento, mas um longo e complexo processo de transição. O percuso adaptativo dos filhos, considerado sob esta perspectiva, depende da quantidade e qualidade do contato com a figura parental que detém a guarda e de sua capacidade de cuidado, do nível de dificuldades socioeconômicas e do número de eventos estressores adicionais que incidiram sobre a vida familiar.

A separação conjugal é mais bem compreendida segundo um modelo de crise, ou seja, considerando que o sistema familiar atravessará um período de desorganização logo após o divórcio, seguido de uma recuperação, reorganização e eventualmente atingindo um novo padrão de equilíbrio, que demandará no mínimo dois anos (Hetherington, Cox e Cox, 1982). Crise não pode ser confundida comprolema de ajustamento ou doença mental. Trata-se de uma situação de ruptura e busca de novas respostas, muitas vezes envolvendo grande sofrimento, no qual atuam e podem ser deflagrados fatores e processos de proteção.

Mesmo que os efeitos de longo prazo não sejam tão frequentes como se supunha, o grau de tensão e sofrimento envolvido não pode ser substimado. Além disso, a separação nem sempre reduz o conflito conjugal que muitas vezes permanece reeditado nos ambates sobre guarda, pensão e visitas que tornam todos os membros do sistema familiar reféns crônicos. As conclusões de Schwartz(1992,p 324) sintetizam o que tem sido identificado: ”a maneira como a criança percebe e responde ao divórcio dos pais varia em função da idade, sexo, nível de conflito parental, arranjo de cuidados alternativos, padrão de apego e competência individual, redes de apoio disponíveis e seu nível de desenvolvimento cognitivo”.

Quando analisamos este complexo de influências, é fácil perceber que algumas estão definidas quando os pais se separam e outras não. Se um padrão de apego seguro pode facilitar à criança não enfrentar a separação como uma situação de abandono, o mesmo é construído nos anos iniciais de vida e está organizado para os pré-escolares, escolares e adolescentes. Também não mudamos o sexo, a idade ou o nível cognitivo de alguém. Estão dados em um momento específico do tempo. A frequência de mudanças gerais e de estilo de vida também depende dos pais, e o desejável é que se limite _aquelas compulsoriamente geradas pela separação: saída de uma das figuras parentais do lar, alteração do contato com ela, mudanças associadas na rotina da casa.

Envolvendo grande carga emocional e pouca ritualização ou validação social construtiva, a separação e o divórcio desafiam a capacidade infantil de dar coerência às várias interações e mudanças em pauta, geralmente em um momento em que pouco ou nenhum apoio conseguem dos pais e da família extensa, afetivamente superenvolvidos, mas dos quais dependem por ter suas necessidades ainda essencialmente associadas ao sistema apego/cuidado. Então, torna-se um grande desafio compreender como os filhos vivem este processo, segundo sua perspectiva. Mas, considerando o grau de instabilidade dos casamentos da atualidade, é também importante entender até que ponto as crianças em geral são sensíveis e capazes de compreender as questões associadas à separação e ao divócio, com as quais se confrontarão no seu cotidiano, senão no próprio, ao menos no de seus amigos.

Para que a criança seja capaz de compreender por que os casais se separam é necessária uma complexa reflexão acerca do processamento mental e dos sentimentos dos outros, bem como de sua mutabilidade ao longo do tempo. Deparamo-nos, então, com limites na compreensão das motivações implícitas e principalmente de suas mudanças com o passar do tempo.

Há um acordo entre os estudiosos do divórcio de que a crise familiar é mais evidente durante o primeiro ano, período marcado por angústia e sofrimento, ao mesmo tempo que se exigem respostas para as novas situações de maneira bastante rápida. Famílias e indivíduos resilientes tendem a ser aqueles que, em vez de apegar-se rigidamente ao padrão de funcionamento familiar pré crise, vão, dia-a-dia, desenvolvendo novos meios de atuar no cotidiano modificado.

Mas também é possível facilitar o enfrentamento da crise. Reconhecer o que é imaginado como consequências usuais da separação nos oferece subsídios para o desenvolvimento de estratégias preventivas para todos os envolvido, como, por exemplo, livros, sites na internet, grupos de apoio ou mesmo atividades escolares. È particularmente importante conhecermos quais focos possíveis de estresse as crianças antecipam, as defasagens entre expectativas e consequências previsíveis, bem como as mudanças no cotidiano imaginadas como inevitáveis.

O divórcio é um evento doloroso e desestruturante para todos os envolvidos, descrito até mesmo por aqueles que não conhecem o significado da palavra e apenas seu sinônimo simplificado: a separação.

Principalmente os escolares mostram-se capazes de diferenciar seus sentimentos e desejos daqueles dos pais, tornando-se empáticos ao sofrimento deles e à sua necessidade de reorganização da vida afetiva. Parecem ser capazes de navegar num mar de sentimentos diferenciados do parentais e expressam a necessidade de tempo para elaborar a dor das perdas envolvidas. Eles próprios mostram que os sentimentos se modificam com o tempo.

Lidar com os dados observáveis acerca do conflito, ou mudanças de comportamento dos pais diante dele, não necessariamente permitirá o estabelecimento de uma relaçao entre casual. A segurança do afeto parental e a compreensão da diferença entre as naturezas do amor pais- filhos e do amor conjugal permanecem como um grande diferencial possível para facilitar a transição.

Por outro lado, a não previsão de mudanças no cotidiano de modo espontâneo reforça a necessidade de alertarmos os pais a não só assegurar o amor e a proteção das crianças, mas também a buscar explicar as mudanças na rotina e no cotidiano, de modo a fazer que elas se sintam mais potentes condução na crise e transição. Informação é poder.

Resta saber como a crença de que as uniões conjugais são finitas se refletirá nas relações futuras e no panorama relacional que se descortina para esta geração, quando todos chegarem à idade de estabelecer relacionamentos românticos e conjugais. Valorizando o amor, mas compreendendo-o finito, só cabe pensar que já vivemos a realidade relacional em que todos interiorizaram as palavras do poeta “que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. O tempo mostrará.  

 

5.1 Consequencias da Separação 

Deve-se levar em conta que os pais têm total autoridade para decidir quando seus filhos devem dormir em seus próprios quartos, não existe a “idade apropriada” para isso, pois cada criança tem seu próprio tempo de amadurecimento. Porém, as crianças precisam ser encorajadas a serem independentes e precisam aprender a respeitar o ‘sim’ e o ‘não’ de seus pais.

No caso do garoto Salim seus pais não impõem um limite, desde os seus três anos. Hora deixam o menino dormir junto, hora não. Essa decisão é medida pelo tamanho do apelo de Salim. Os pais desistem de insistir no ‘não’ e partem para o ‘sim’ que é mais confortável para o garoto.

 

Quando se trata de impor limites muitos pais não conseguem por dó ou pena, como relatam os pais de Salim, que deixavam o menino dormir junto com eles, pois sentiam pena de deixar o garoto chorando, sendo que o mesmo dormia no seu quarto quando seus pais mantinham sua palavra, mas ainda com o ‘não’ dos pais o garoto no meio da noite conseguia dormir com os pais, e os mesmos não insistiam em leva-lo ao seu quarto.

Sobre o sono da criança, é extremamente importante que os pais saibam a diferença entre, por seu filho na cama e fazê-lo dormir. A criança precisar ter a noção de que na hora de dormir podem ter brincadeiras, mas não as de despertar a energia, brincadeiras mais calmas. Precisam ser encorajadas a ficarem em seus quartos.

 

A psicóloga Janet Marize Vivian diz que “Limite é o estabelecimento, pelos pais, do que é permitido e proibido. É quando a palavra sim representa sim e não representa não. Quando o não se transforma em sim depois de uma choradeira da criança, evidentemente não se está impondo limites”

Baumrind estudou três estilos de práticas para os pais, um desses estilos é o método permissivo: quando aqueles exercem um controle fraco e um apoio forte, e tendem a aceitar os desejos da criança, exigindo pouco dela.

Esse estilo de prática, se conecta com o que a psicóloga Janet comentou, onde o ‘controle fraco’ remete-se a transformação do ‘não’ pelo ‘sim’ criando então uma imagem de que a criança é intolerante a regras (não só no sentido de dormir junto, como os pais de Salim relatam).

A psicóloga Manuela Machado disse em uma entrevista “A questão de ter um filho a dormir com um pai torna-se ainda mais complexa no caso de um divórcio. As crianças, especialmente, as de idade pré-escolar são muito afetadas pela situação de divórcio dos pais podendo manifestar instabilidade emocional e queixas somáticas. Sentem que perderam a presença de um dos pais e podem temer vir a perder o outro progenitor. Têm frequentemente pesadelos e o pai com quem a criança está a viver pode pensar que dormindo com ela, lhe traz segurança e uma presença reconfortante. Contudo, a longo prazo os efeitos podem ser muito nocivos, na medida em que a criança, habitualmente, se torna muito dependente e com maiores dificuldades de adaptação a qualquer tipo de mudança. ”

feito

Use agora o Mettzer em todos
os seus trabalhos acadêmicos

Economize 40% do seu tempo de produção científica