PROTOCOLO DE HIGIENIZAÇÃO DE MÃOS

Instituto polígono de ensino

PROTOCOLO DE HIGIENIZAÇÃO DE MÃOS

DANIEL PARIZ MAROTTA

Resumo

Basicamente, trago como conteúdo o fato de existir a real necessidade da realização da higiene de mãos, contudo, trago de forma que seja expressa de maneira clara e objetiva, seguindo o protocolo mencionado ao decorrer do trabalho.

Palavras-chave: Higiene - mãos - protocolo

Introdução

Instituir e promover uma higiene das mãos nos serviços de saúde do país,  com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), almejando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados para os pacientes.

Definição e processo do protocolo

“Higiene das mãos” é um termo geral, que se refere a qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a transmissão de micro-organismos e consequentemente evitar que pacientes e profissionais de saúde adquiram IRAS. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, o termo engloba a higiene simples, a higiene antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica, definidas a seguir, e a antissepsia cirúrgica das mãos, que não será abordada neste protocolo.

Higiene simples das mãos: ato de higienizar as mãos com água e sabonete comum, sob a forma líquida.

Higiene antisséptica das mãos: ato de higienizar as mãos com água e sabonete associado a agente antisséptico.

Fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica: aplicação de preparação alcoólica nas mãos para reduzir a carga de microrganismos sem a necessidade de enxague em água ou secagem com papel toalha ou outros equipamentos.

Preparação alcoólica para higiene das mãos sob a forma líquida: preparação contendo álcool, na concentração final entre 60% a 80% destinadas à aplicação nas mãos para reduzir o número de micro-organismos. Recomenda-se que contenha emolientes em sua formulação para evitar o ressecamento da pele.

Preparação alcoólica para higiene das mãos sob as formas gel, espuma e outras: preparações contendo álcool, na concentração final mínima de 70% com atividade antibacteriana comprovada por testes de laboratório in vitro (teste de suspensão) ou in vivo, destinadas a reduzir o número de micro-organismos.

Recomenda-se que contenha emolientes em sua formulação para evitar o ressecamento da pele.

Intervenções

2.1. Momentos

As mãos devem ser higienizadas em momentos essenciais e necessários de acordo com o fluxo de cuidados assistenciais para prevenção de IRAS causadas por transmissão cruzada pelas mãos: “Meus cinco momentos para a higiene das mãos”         1. A ação correta no momento certo é a garantia de cuidado seguro para os pacientes. 

2.1.1.Antes de tocar o paciente

2.1.2.Antes de realizar procedimento limpo/asséptico

a) Antes de manusear um dispositivo invasivo, independentemente do uso ou não de luvas.

2

b) Ao se mover de um sítio anatômico contaminado para outro durante o

atendimento do mesmo paciente.

2.1.3.Após o risco de exposição a fluidos corporais ou excreções

a) Após contato com fluidos corporais ou excretas, membranas mucosas, pele não íntegra ou curativo.

b) Ao se mover de um sítio anatômico contaminado para outro durante o

atendimento do mesmo paciente.

c) Após remover luvas esterilizadas ou não esterilizadas

2.1.4.Após tocar o paciente

a) Antes e depois do contato com o paciente

b) Após remover luvas esterilizadas ou não esterilizadas

2.1.5.Após tocar superfícies próximas ao paciente

a) Após contato com superfícies e objetos inanimados (incluindo equipamentos

para a saúde) nas proximidades do paciente

b) Após remover luvas esterilizadas ou não esterilizadas

2.2. Recomendações

As recomendações formuladas foram baseadas em evidências descritas nas várias seções das diretrizes e consensos de especialistas. 

Recomendações para a higiene das mãos

As indicações para higiene das mãos contemplam:

a) Higienizar as mãos com sabonete líquido e água

i. Quando estiverem visivelmente sujas ou manchadas de sangue ou outros fluidos corporais ou após uso do banheiro;

ii. Quando a exposição a potenciais patógenos formadores de esporos for fortemente suspeita ou comprovada, inclusive surtos de C. difficile;

iii. Em todas as outras situações, nas quais houver impossibilidade de

obter preparação alcoólica.

b) Higienizar as mãos com preparação alcoólica

i. Quando as mãos não estiverem visivelmente sujas e antes e

depois de tocar o paciente e após remover luvas;

ii. Antes do manuseio de medicação ou preparação de alimentos;

Obs. Sabonete líquido e preparação alcoólica para a higiene das mãos não devem ser utilizados concomitantemente.

3. Procedimentos Operacionais

3.1. Higienização simples: com sabonete líquido e água

3.1.1. Finalidade

Remover os micro-organismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de micro-organismos.

3.1.2.Duração do procedimento

A higienização simples das mãos deve ter duração mínima de 40 a 60 segundos.

3.1.3.Técnica

A técnica de higiene simples das mãos envolve os passos a seguir:

0 - Molhe as mãos com água;

1 - Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir toda a superfície das mãos;

2 - Ensaboe as palmas das mãos friccionando-as entre si;

3 - Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa;

4 - Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais;

5 - Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimentos de vai-e-vem e vice-versa;

6 - Esfregue o polegar esquerdo com o auxílio da palma da mão direita utilizando-se de movimento circular e vice-versa;

7 – Friccione as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo movimento circular e vice-versa;

8 – enxague bem as mãos com água;

9 – Seque as mãos com papel toalha descartável

10 – No caso de torneiras de fechamento manual, para fechar sempre utilize o papel toalha;

11 – Agora as suas mãos estão seguras.

3.2. Higienização antisséptica: antisséptico degermante e água

3.2.1. Finalidade

Promover a remoção de sujidades e da microbiota transitória, reduzindo a microbiota residente das mãos, com auxílio de um antisséptico.

3.2.2.Duração do procedimento

A higienização antisséptica das mãos deve ter duração mínima de 40 a 60 segundos.

3.2.3.Técnica

A técnica de higienização antisséptica é igual àquela utilizada para a higienização simples das mãos, substituindo-se o sabonete líquido comum por um associado a antisséptico, como antisséptico degermante

.

3.3. Fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica

3.3.1. Finalidade

A utilização de preparação alcoólica para higiene das mãos sob as formas gel, espuma e outras (na concentração final mínima de 70%) ou sob a forma líquida (na concentração final entre 60% a 80%) tem como finalidade reduzir a carga microbiana das mãos e pode substituir a higienização com água e sabonete líquido quando as mãos não estiverem visivelmente sujas

.

A Fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica não realiza remoção de sujidades.

3.3.2.Duração do procedimento

A fricção das mãos com preparação alcoólica antisséptica deve ter duração de no mínimo 20 a 30 segundos.

3.3.3. Técnica

Os seguintes passos devem ser seguidos durante a realização da técnica de fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica:

1 – Aplique uma quantidade suficiente de preparação alcóolica em uma mão em forma de concha para cobrir todas as superfícies das mãos.

2 – Friccione as palmas das mãos entre si;

3 - Friccione a palma de mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa;

4 – Friccione a palma das mãos entre si com os dedos entrelaçados;

5 - Friccione o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento vai-e-vem e vice-versa;

6 – Friccione o polegar esquerdo com o auxílio da palma da mão direita, utilizando-se de movimento circular e vice-versa;

7 - Friccione as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo um movimento circular e vice-versa;

8 – Quando estiverem secas, suas mãos estarão seguras.

Conclusão

Trago como conclusão, a real necessidade e obrigatoriedade da realização do protocolo de higienização das mãos, cujo tem como o efeito da prevenção de infecções e contaminação de paciente e ou outrem que possa exercer os cuidados de saúde.

Finalizo este trabalho com o meu pensar voltado para meu futuro profissional. 

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