PROPOSTA DE IMPLANTACAO DO AMBULATÓRIO DE SÍFILIS CONGÊNITA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

PROPOSTA DE IMPLANTACAO DO AMBULATÓRIO DE SÍFILIS CONGÊNITA

Christiane Marcela SOUZA DE OLIVEIRA

Resumo

Introdução: Nos últimos anos, presencia-se aparecimento uma doença reemergente : sífilis congênita. Os cuidados iniciam no pré-natal, com programas de prevenção disponibilizados a nível da assistência básica associados aos tratamentos de baixo custo, eficazes e de fácil disponibilidade. Trata-se de um problema de saúde mundial ainda, apesar de algumas estratégias para eliminação da sífilis congênita, como: garantir um comprometimento político e jurídico, aumento do acesso e da qualidade dos serviços de saúde materno-infantis, identificar e tratar as mulheres grávidas e seus parceiros e melhorar a vigilância. Situação problema: Os sintomas de sífilis congênita recente podem surgir nos dois primeiros anos de vida, mas geralmente tornam-se evidentes entre o nascimento e o terceiro mês. Os sintomas e sinais podem ser graves que podem levar a comprometimentos neurológicos, metade de todas as crianças nasce assintomática ou com sinais discretos, assim é necessário a realização de um seguimento mensal dessas crianças para evitar futuras sequelas. Objetivo geral: Propor a criação de ambulatório de média complexidade para o seguimento das crianças portadoras de sífilis congênita na cidade de Arcoverde-PE. Metodologia: Com a criação de ambulatório de seguimento para sífilis congênita, haveria acompanhamento mensal dessas crianças que tiveram diagnostico de sifilis neonatal tratadas a principio no ambiente hospitalar. Após o diagnostico as mães seriam orientadas a realizar este seguimento ambulatorial por um período de 2 anos. Na sala de espera do atendimento haveria palestras que seriam ministradas a fim de esclarecer sobre a necessidade de acompanhamento e tratamento. Conclusões: a realizacao de um ambulatório de pediatria para essas crianças com diagnostico de sífilis congênita é de extrema importância para o seguimento dessas crianças

Palavras-chave: sífilis congênita, ambulatório de pediatria, infeccao neonatal

metodo

         1 . GUINSBURG, Ruth; SANTOS, Amélia Miyashiro Nunes dos. Criterios diagnosticos e tratamento da sifilis congenita. 2010. 17 f. Monografia (Especialização) – Curso de Medicina, Sociedade Brasileira de Pediatira, Unifesp, Sao Paulo, 2010.

2. LAFETA, Kátia Regina Gandra et al . Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Rev. bras. epidemiol., São Paulo , v. 19, n. 1, p. 63-74, mar. 2016 .

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST e Aids. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. 52 p. (Série Manuais nº 62).

4. Brasil. Portaria n° 542/1986. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 24 de Dezembro de 1986; Seção 1, p. 19827.

5. São Paulo. Serviço de Vigilância Epidemiológica. Coordenação de DST/Aids- SP. Informe Técnico Institucional. Secretaria de Estado de Saúde-SES-SP. Sífilis congênita e sífilis na gestação. Rev Saúde Pública 2008; 42(4): 768-72.

6. Boletim epidemiológico do departamento DST/AIDS – Dados nacionais do programa DST/AIDS- abrangência nacional e regional da sífilis congênita e neonatal em 2016

7. VACCARI, Alessandra; NUNES, Magda Lahorgue; LAGO, Eleonor Gastal. SÍFILIS CONGÊNITA: SEGUIMENTO DE PACIENTES TRATADOS NO PERÍODO NEONATAL. 2010. 4 f. Tese (Doutorado) – Curso de Medicina, Pediatria e Saude da Criança, Puc /rs, Porto Alegre, 2010.

8. Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Diretrizes para o controle da sífilis congênita. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

9. J.M. Alexander, J.S. Sheffield, P.J. Sanchez, J. Mayfield, G.D. Wendel Jr. Efficacy of treatment for syphilis in pregnancy Obstet Gynecol, 93 (1999), pp. 5–8

           10. Joshua M. Cooper, Ian C. Michelow, Phillip S. Wozniak, Pablo J. Sánchez, In time: the persistence of congenital syphilis in Brazil – More progress needed! Revista Paulista de Pediatria (English Edition), Volume 34, Issue 3, September 2016, Pages 251-253

11 .Lago EG, Rodrigues L, Fiori RM, Stein AT. Congenital syphilis: identification of two distinct profiles of maternal characteristics associated with risk. Sex Transm Dis. 2004;31:33-7.

elementos

Nesta tabela abriga a quantidade de casos nos últimos anos – na verdade, os casos notificados em gestantes, observa-se um aumento importante de casos principalmente no ano de 2015.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Verifica-se nesta tabela que a maior parte casos são mulheres entre 20 -29 anos e em seguindo lugar adolescentes. Nota-se que os dados são compatíveis com o perfil nacional de sífilis em gestantes.

 (

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Seguindo o contexto nacional os casos de parceiros que não são tratados/ignorados da sífilis, aumentou gradativamente. Aumentando assim o risco de transmissão vertical/ reinfecção .

 (BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Os diagnósticos de sífilis materna ocorrem em sua grande parte durante o momento do parto /curetagem ou após o parto, desta forma não se consegue tratar o bebe e a mãe durante o período pré natal.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Esta tabela talvez represente a gravidade da situação, houve um crescimento importante nos casos de gestante com sífilis porem se as mesmas tivessem realizado o tratamento corretamente não existiriam crianças infectadas ao nascimento. Custa-nos acreditar que ainda exista deficiência na atenção básica da cidade durante o pré-natal em relação ao tratamento da sífilis congênita.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

        A grande maioria dos casos são detectados no período neonatal mas houve um percentual detectado pós natal –após 7º dia de vida – o questionamento é – será que houve a realização do VDRL na maternidade, teoricamente todas as crianças que nascem devem fazer nas primeiras 24 horas de vida este exame para serem liberadas da maternidade. Partindo destes dados iremos discutir a necessidade desses pacientes serem acompanhados por um período de 36 meses após o diagnóstico. REESCREVER DE FORMA CLARA!

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O tema sífilis atualmente está relacionado a constante pesquisas cientificas e tem preocupado a área de saúde de uma forma global. No setor de sífilis congênita existem muitos trabalhos de seguimento das crianças; porém não se esgotam quanto a aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos de uma doença que deveria não mais ocorrer nos recém-nascidos brasileiros. Trata-se de uma infecção congênita, na qual existem métodos de prevenção efetivos, com custo benefício amplamente positivos, desde que a assistência pré-natal à gestante tenha cobertura e qualidade adequadas.

Após o advento da penicilina em 1943 e a melhoria dos cuidados de saúde à população, a sífilis, tanto adquirida quanto congênita, houve a diminuição da sua incidência de maneira tão abrupta que se chegou a prever, na década de 60, a erradicação total da doença ao final do século XX. (GUINSBURG,2010)

 Contudo, parece verdadeira a observação de que, quando um programa de controle de uma doença aproxima-se de sua erradicação, é mais provável que o programa, e não a doença, seja erradicado.

Essa alta prevalência de sífilis congênita em mulheres na idade fértil se reflete em desfechos desfavoráveis da gestação. Embora as estimativas variem, os desfechos desfavoráveis ocorrem em até 80% das gestantes com sífilis ativa, incluindo o óbito fetal em 40%, a morte perinatal em 20% e a infecção congênita em 20%(GUINSBURG,2010)

A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pela espiroqueta Treponema pallidum, de evolução crônica e muitas vezes assintomática, que tem como principais formas de transmissão as vias sexual e vertical porém pode ser transmismitida por transfusão de sangue ou contato direto do sangue contaminado. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, BRASIL,2005)

Apresenta-se nas formas adquirida e congênita, sendo a congênita de notificação compulsória desde a divulgação da Portaria nº 542/1986, e a gestante, desde 2005. (DIARIO OFICIAL,1986).

 A forma adquirida da sífilis subdivide-se em precoce e tardia, dependendo do tempo de infecção e do grau de infectividade. A sífilis congênita apresenta-se de forma variável, desde assintomática, em 70% dos casos, até formas mais graves (São Paulo. Serviço de Vigilância Epidemiológica,2008)

No mundo, observa-se que a sífilis é uma infecção reemergente, chamando a atenção para a necessidade de rastreamento para todas as gestantes durante o pré-natal e tratamento em tempo hábil, com o objetivo de conter a infecção congênita. Ela permanece elevada sua incidência e seu controle tem como foco a assistência pré-natal principalmente na América Latina, África e alguns países da Ásia.(LAFETA,2016)

A qualidade da assistência à gestação e parto é um importante determinante na redução das taxas de transmissão vertical da sífilis e o controle da doença tem como base a triagem sorológica e o tratamento adequado de gestantes e parceiros (ALEXANDER,1999)

O Ministério da Saúde preconiza, também, uma série de rotinas diagnósticas e protocolos de atendimento a serem observados no seguimento de crianças nascidas de mães que tiveram diagnóstico de sífilis na gestação, parto ou puerpério.

           A conduta a ser adotada baseia-se em quatro aspectos: diagnóstico e adequação do tratamento para sífilis, evidência clínica, laboratorial e radiográfica da sífilis no recém-nascido e comparação da titulação do teste Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) materno com o teste do concepto na ocasião do parto. À exceção dos recém-nascidos assintomáticos, com VDRL não reagente e nascidos de mães adequadamente tratadas, todos os demais recém-nascidos com diagnóstico materno de sífilis devem ser submetidos aos procedimentos de rastreamento na maternidade (SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE,2005)

Apesar de todos os recursos e trabalhos esgotados sobre sífilis congênita estamos diante de doença de carácter reemergente que apresenta aumento gradual e constante nos últimos anos no Brasil. As causas de ausência ou inadequação do tratamento na gestação continuaram praticamente as mesmas na virada do século XXI. Um estudo, entre 1998 e 2000, já mostrava a ausência de pré-natal como o fator mais importante associado à sífilis congênita (LAGO,2004). Observa-se que há um aumento da proporção de gestantes que, apesar de realizarem acompanhamento pré-natal, não tem a sífilis diagnosticada durante a gestação. Como também algumas mães que tiveram gestações sucessivas resultaram em recém-nascidos vivos com sífilis congênita, confirmando a desatenção no pré-natal a respeito dessa patologia (VACCARI,2011)

No gráfico abaixo observa-se o aumento gradual e constante dos casos de sífilis materna. Tais indicadores refletem a baixa qualidade do pré-natal no país e/ou a pouca importância que os profissionais de saúde, têm dado ao diagnóstico e ao tratamento da sífilis, principalmente na gravidez.

 

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

    Tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, são fatores de risco para a aquisição de sífilis por uma mulher em idade fértil : baixo nível sócio-econômico, promiscuidade sexual, falta de acesso ao sistema de saúde, uso de drogas e abandono da escola.

 Dentre os problemas relacionados à sífilis congênita e ao atendimento pré-natal, são: anamnese inadequada; sorologia para sífilis não realizada nos períodos preconizados (1º e 3º trimestres); interpretação inadequada da sorologia para sífilis; falha no reconhecimento dos sinais de sífilis maternos; falta de tratamento do parceiro sexual e falha na comunicação entre a equipe obstétrica e pediátrica. (JOSHUA,2016)

 Vale frisar que a sífilis congênita é um exemplo de doença que pode ser detectada e tratada durante o cuidado pré-natal, sendo a triagem para presença da infecção materna altamente efetiva, mesmo em locais de baixa prevalência de sífilis na população. Assim, é possível prevenir e evitar a sífilis congênita apenas quando o cuidado pré-natal é disponível e acessível para a população de maior risco.

Dessa maneira, observa-se que a incidência de sífilis congênita vem se mantendo em patamares altos, mesmo com o conhecimento das medidas que poderiam reduzir esta incidência ou praticamente eliminar a sífilis de nosso meio.(GUINSBURG,2010)

Infelizmente apesar de todos os esforços diante da situação relatada, encontramos o maior disseminador da sífilis congênita- parceiro não tratado. A grande maioria das mulheres infectadas informa que seu parceiro não tratou ou não sabe se realmente seu parceiro foi tratado, como observamos no gráfico abaixo. O tratamento muitas vezes é doloroso e os próprios parceiros evitam realiza-lo pois muitos se encontram assintomáticos.

 

 (BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Custa-nos a acreditar que em 6 anos quadruplicou os casos de óbitos entre as crianças com sífilis apesar de todos os esforços da saúde pública. É difícil acreditar que ainda morrem crianças com sífilis congênita. Este gráfico reflete a triste realidade no Brasil.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

          Mais de 50% dos recém-nascidos com sífilis congênita são assintomáticos ao nascer, mas, se não tratados, irão desenvolver a doença nas primeiras semanas, meses ou anos de vida. O quadro clínico da sífilis congênita precoce inclui desde sinais mais generalizados e inespecíficos até os mais específicos, e a severidade pode variar de uma doença leve até formas fulminantes

          A sífilis congênita não tratada poderá evoluir para a forma tardia, que apresenta principalmente anormalidades no sistema músculo-esquelético, alterações dos dentes, déficit visual, retardo mental e outros distúrbios neurológicos. O prognóstico da doença depende em parte do grau de acometimento ocorrido antes do início do tratamento.

 Nos casos que já apresentam anormalidades clínicas ao nascimento, o tratamento pode não reverter completamente as lesões já estabelecidas. Essas crianças podem vir a apresentar seqüelas na sua saúde, crescimento e desenvolvimento. O seguimento cuidadoso dos lactentes e crianças expostos à sífilis in útero é muito importante.

O calendário de consultas deve levar em conta a periodicidade dos testes sorológicos que determinam a efetividade do tratamento, as necessidades de cuidados pediátricos, a avaliação das funções neuropsicomotoras, audiológicas e visuais e a importância das consultas regulares para manter o contato com o paciente por um longo período de tempo. Este seguimento pode ser fonte de importantes informações sobre a evolução da sífilis congênita tratada. Há pouquíssimos dados na literatura sobre seguimento de mulheres que apresentaram sífilis durante a gestação e seus filhos. (VACCARI,2010)

Infelizmente este seguimento não ocorre em muitos locais do Brasil, muitas crianças são tratadas de forma inadequada, não lhes garantindo um futuro saudável.

A necessidade de implantação de um ambulatório em sífilis congênita é importante para dar seguimento as crianças acometidas por esta patologia. As realizações de testes sorológicos e avaliações mensais são importantes na busca de possíveis sequelas nessas crianças e tratamento especifico imediato.

A argumentação do tratamento do parceiro é de extrema necessidade para a continuidade do tratamento da genitora. O fato de não ser tratado adequadamente faz com que a cadeia de transmissão não seja abolida, desta forma a genitora será reinfectada. A abordagem no ambulatório entre outras atividades, faz com que o médico pediatra esclareça a necessidade de cuidar da saúde materna e paterna, com intuito de diminuir esse ciclo, evitando reinfecções e desta forma óbitos/sequelas em crianças.

Conclusão

2 – OBJETIVOS

2.1. Geral:

Propor a criação de ambulatório de média complexidade para o seguimento das crianças portadoras de sífilis congênita na cidade de Arcoverde-PE

2.2. Específicos

– Identificar as crianças portadoras de sífilis congênita minimizando as sequelas tardias da doença.

– Formar uma rede de atendimento especifico para as crianças com sífilis congênita que garanta de forma adequada melhorias nas condições de saúde.

– Realizar acompanhamento mensal das crianças.

– Orientar as mães durante a consulta sobre a necessidade de tratamento do parceiro evitando o risco de reinfecções.

3. METODOLOGIA

3.1. CENÁRIO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

 Arcoverde é um município brasileiro localizado no estado de Pernambuco, Região Nordeste do país. É integrante da Mesorregião do Sertão Pernambucano e pertence à Microrregião do Sertão do Moxotó. Situa-se a oeste de Recife, capital estadual, distante desta 256 km. Delimita-se com as cidades de Sertania, Buíque, Pedra e Pesqueira.

 

Ocupa uma área de 350,899 km². Segundo IBGE , estima-se que a população em 73140 habitantes em 2016, 22ª colocação de cidades mais populosas de Pernambuco. Arcoverde é um importante pólo comercial, de serviços e de entidades governamentais do interior do estado. Possui um IDH de 0,667, que é relativamente alto em relação a outras cidades do sertão do estado. A cidade respira ares de grandes centros urbanos, é visitada diariamente por cerca de 5 mil pessoas, em busca do movimentado comércio local, de atendimento médico nas mais variáveis áreas de saúde. As populações da cidades circunvizinhas movimentam esse comercio.

Em relação a educação, Arcoverde possui escolas públicas e privadas bem conceituadas, dois grandes centros de ensino superior (AESA-CESA e UPE) ,três centros de ensino superior privado a distancia, vários centros de ensino técnico privado e uma escola técnica pública estadual(ETE). No lazer, a cidade destaca-se com um diversificado calendário de festividades, incluindo nas festividades de São João e carnaval como também atividades religiosas onde contamos com a terra da misericóridia localizada na Serra das Varas e o trabalho social que é destaque internacional desenvolvido pela fundação terra que é visitado semanalmente .

Na saúde pública, possui um Hospital Regional,que abrange toda comunidade da VI GERES , 02 Policlínicas municipais (policlínica Paulo Rabelo e UPA DIA) e uma Unidade Pernambucana de Atendimento Especializado (UPAE).No setor de saúde privado, possui um hospital de alta complexidade e dezenas de clínicas médicas em inúmeras especialidades. apresenta também 20 postos de saúde localizados em zona urbana e 08 postos na zona rural.

Neste contexto ainda tem um centro de saúde do idoso e um centro de saúde da mulher, CTA –COAs, um laboratório municipal e ainda temos centro de reabilitação municipal e o MENS SANA – centro de reabilitação beneficiente vinculada ao SUS assim como a APAE Arcoverde.

A cidade de Arcoverde está apresntando um numero expressivos de casos de sífilis congênita, a realização dessas sorologias ocorrem principalmente no CTA-COAS e na própria USBF durante o pre natal e no hospital regional de Arcoverde na admissão na hora do parto.

Discutiremos a seguir a real situação da siflis na cidade de Arcoverde.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Nesta tabela abriga a quantidade de casos nos últimos anos – na verdade, os casos notificados em gestantes, observa-se um aumento importante de casos principalmente no ano de 2015.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Verifica-se nesta tabela que a maior parte casos são mulheres entre 20 -29 anos e em seguindo lugar adolescentes. Nota-se que os dados são compatíveis com o perfil nacional de sífilis em gestantes.

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(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Seguindo o contexto nacional os casos de parceiros que não são tratados/ignorados da sífilis, aumentou gradativamente. Aumentando assim o risco de transmissão vertical/ reinfecção .

 (BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Os diagnósticos de sífilis materna ocorrem em sua grande parte durante o momento do parto /curetagem ou após o parto, desta forma não se consegue tratar o bebe e a mãe durante o período pre natal.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

Esta tabela talvez represente a gravidade da situação, houve um crescimento importante nos casos de gestante com sífilis porem se as mesmas tivessem realizado o tratamento corretamente não existiriam crianças infectadas ao nascimento. Custa-nos acreditar que ainda exista deficiência na atenção básica da cidade durante o pré-natal em relação ao tratamento da sífilis congênita.

 

(BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, DST/AIDS -2016)

A grande maioria dos casos são detectados no período neonatal mas houve um percentual detectado pós natal –após 7º dia de vida – o questionamento é – será que houve a realização do VDRL na maternidade, teoricamente todas as crianças que nascem devem fazer nas primeiras 24 horas de vida este exame para serem liberadas da maternidade. Partindo destes dados iremos discutir a necessidade desses pacientes serem acompanhados por um período de 36 meses após o diagnóstico.

3.2. ELEMENTOS DO PLANO DE INTERVENÇÃO

A partir da avaliação realizada previamente no ambulatório de Pediatria da Prefeitura Municipal de Arcoverde, ficou evidente que há necessidade de um ambulatório específico para o seguimento dos casos de sífilis congênita na região, visando minimizar os casos de sequelas desses eventos.

Nesse sentido, o presente projeto de intervenção apresenta uma proposta de um plano de estruturação de um ambulatório de sífilis congênita neste município, com o objetivo de garantir o acompanhamento dessas crianças. Após ser reportado todo diagnóstico situacional, observamos que a necessidade do ambulatório de sífilis congênita é de extrema necessidade.

Considerando os dados descritos, traçou-se o seguinte plano para ampliar e aprimorar o registro das informações:

a) Identificar as crianças cujas mães apresentarem sífilis no período pré-natal através da busca ativa de dados epidemiológicos do município, já que a notificação dos casos de sífilis adquirida e congênita deve ser sempre realizada;

b) Organizar, após a busca ativa dos casos registrados na vigilância epidemiológica da cidade, o serviço ambulatorial com a contratação de um pediatra da própria cidade;

c) Realizar, na sala de espera da consulta da criança, palestras sobre a necessidade de acompanhamento e do tratamento familiar para evitar a disseminação da doença. Abordar, nas consultas mensais de pediatra, temas sobre DST/AIDS/HEPATITES/SÍFILIS, na sala de espera, bem como sobre cuidados com a criança, intensificando o aleitamento materno. As palestras deverão ser ministradas pelos estudantes da Faculdade de Enfermagem de Arcoverde – AESA.

d) Avaliar, através do protocolo do Ministério da Saúde, o seguimento dessas crianças. Realizar o acompanhamento da criança com sífilis neonatal por período de 3 anos, nas formas descritas a seguir:

• Realizar avaliações mensais, no primeiro ano de vida;

• Realizar VDRL com 1, 3, 6, 12 e 18 meses, interrompendo quando se observar negativação;

• Reinvestigar o paciente diante das elevações de títulos sorológicos, ou da sua não-negativação até os 18 meses;

• Recomendar o acompanhamento oftalmológico, neurológico e audiológico semestral;

• Proceder à reavaliação liquórica a cada 6 meses, até a normalização do LCR, nos casos em que o LCR estiver alterado;

• Convocar as crianças tratadas inadequadamente, na dose e/ou tempo preconizados, para reavaliação clínico-laboratorial. Reiniciar o tratamento da criança, em caso de alterações, obedecendo aos planos já descritos, conforme o caso. Dar seguimento ambulatorial em caso de resultados positivos;

• Proceder à repetição do exame liquórico a cada 6 meses quando o neonato tiver sido tratado para neurolues, até a normalização bioquímica, citológica e sorológica. Esperar-se que o VDRL do líquor se apresente negativo por volta do sexto mês de vida e que o líquor esteja absolutamente normal ao fim do segundo ano. Em caso contrário, reavaliar o paciente dos pontos de vista clínico e laboratorial e iniciar o retratamento (LAFETA, 2016).

e) Realizar o teste da orelhinha no início da avaliação no MENS SANA – Centro de Reabilitação, o qual disponibiliza de otorrinolaringologista e fonoaudiólogos. Conforme a evolução, o procedimento poderá ser feito semestralmente.

f) Avaliar as crianças, no centro de reabilitação supracitado, no qual há disponibilidade de ortopedistas e neurologistas pediátricos, conforme a necessidade julgada pelo pediatra acompanhante;

g) Proceder à disponibilização de transporte, para a coleta de LCR, às cidades de referência de Caruaru ou Recife, que dispõem desses exames diagnósticos e profissional habilitado para realizar o procedimento;

h) Realizar exames oftalmológicos semestrais no MENS SANA – Centro de Reabilitação ou na FUNDAÇÃO ALTINO VENTURA localizada na cidade de Arcoverde;

i) Realizar o exame de VDRL no CTA/COAS, localizados na cidade de Arcoverde;

j) Encaminhar, em caso de necessidade, o exame de FTA-ABS para o LACEN-PE, laboratório estadual;

k) Proceder à realização de terapias com as crianças no MENS SANA – Centro de Reabilitação ou nos centros de referência da cidade de Arcoverde, disponibilizados pelos fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

3.3. FRAGILIDADES E OPORTUNIDADES

Dentro das oportunidades deste trabalho, a cidade de Arcoverde possui um centro de reabilitação, que dispõe de serviços de neuropediatria, otorrinolaringologia e oftalmologia para dar seguimento ao tratamento proposto a estas crianças além de profissionais como terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e fisioterapeuta que garantem a qualidade do atendimento destas crianças; ainda encontra-se disponível na secretaria de saúde, pediatras, vinculados a prefeitura, que podem realizar esta atividade ambulatorial.

As famílias seriam incentivadas a realizarem o tratamento corretamente, assim como os parceiros. Os testes sorológicos e tratamento presuntivo de seu parceiro sexual é essencial para prevenir a reinfecção e transmissão para o feto. No Brasil, estima-se que apenas cerca de 12% de parceiros sexuais receberam tratamento para sífilis, certamente uma falha da infra-estrutura de saúde pública como o rastreio de contactos e tratamento é o principal método de controle da transmissão da sífilis nas comunidades.

A fragilidade dessa proposta ocorreria quando mães não aderissem ao acompanhamento ambulatorial /tratamento proposto.

 Depois de implantada a consulta pediátrica como protocolo de seguimento desses pacientes, o médico responsável por este atendimento enviara relatórios semestrais sobre a evolução desses pacientes.

Também ocorrera outro relatório na forma de contra referencia para USBF dos pacientes atendidos, neste documento sera notificado a adesão ao tratamento: através de comparecimento das mães /crianças às consultas previamente agendadas / reuniões pre atendimento, realizacao de exames complementares como VDRL e FTA-ABS; necessidade de avaliações de outros especialistas como neuropediatra e otorrinolaringologistas; como também necessidade de tratamento complementar com fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

3.4. PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Como foi falado anteriormente, a necessidade da implantação do ambulatório para sífilis congênita nesta cidade é de extrema importância, devido ao aumento significativo dos mesmos. Neste primeiro momento do processo de implantação do ambulatório de sífilis congênita faz-se necessário contato inicial com o gestor para que este possa se apropriar da proposta e sensibilizar-se da importância prática do referido projeto na dinâmica dos serviços de saúde no âmbito municipal. Em relação aos recursos disponíveis para realização do projeto, a secretaria de saúde não terá ônus neste serviço, pois o pediatra que faz ambulatório na cidade poderia se deslocar um dia de sua atividade para realizar o serviço. O ambulatório de pediatria já existe cabe realizar o disponibilizar na UPA dia o dia de atendimento.

              A busca ativa, através da vigilância epidemiológica, realizada nesta cidade seria o principal meio de organizar esses pacientes, resgatando os pacinetes dos ultmos 5 anos.

             O exame clinico será necessário para acompanhar as necessidades dessas crianças servindo de instrumento para a avaliação. Através do exame clinico, avaliaríamos a necessidade de acompanhamento neurológico, oftalmológico e auditivo dessas crianças. A estrutura multiprofissional ligada a prefeitura de Arcoverde, faz com que exista uma referência nesses atendimentos clínicos –ambulatoriais.

Ainda como instrumento de avaliação, as palestras realizadas antes do atendimento clinico contribuirá para uma adesão dos pais ao atendimento evitando assim uma reinfecção. As palestras seriam realizadas por estudantes da graduação da faculdade de enfermagem na cidade de Arcoverde.

A principal limitação deste estudo, será realizar um seguimento a longo prazo dos pacientes, pois ocorre uma baixa percentagem dos que retornaram. Não há como saber se os que não retornaram apresentaram maior ou menor taxa de sequelas do que aqueles que retornaram. Demonstramos que o seguimento a longo prazo das crianças com Sífilis congênita é um empreendimento de difícil execução, pela baixa aderência por parte das mães, um grupo arredio ao contato com o sistema de saúde.

 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

É um fato bem documentado que a sífilis, apesar de ocorrer em todas as classes sociais, é mais prevalente entre grupos sob condições sócio-demográficas adversas. O seguimento de lactentes tratados para sífilis congênita possui também um caráter preventivo, antecipando e resolvendo problemas que poderiam evoluir para seqüelas irreversíveis, com grande ônus para a sociedade.

Na literatura, existem poucos trabalhos como o que se propôs o presente projeto, estabelecendo de forma objetiva o prognóstico da sífilis congênita tratada. Uma abordagem sistemática, com metodologia científica, da evolução dessas crianças tratadas para sífilis congênita no período neonatal, assim como daquelas cujas mães foram tratadas para sífilis durante a gestação, poderá fornecer subsídios para a melhor aplicação das estratégias de controle da sífilis congênita.

Nosso objetivo geral é avaliar, através do acompanhamento ambulatorial por no mínimo 3 anos, a evolução de crianças que tiveram diagnóstico de sífilis congênita e receberam tratamento no período neonatal, assim como daquelas cujas mães tiveram sífilis gestacional e foram tratadas durante a gestação.

Acompanhar a evolução clínica dos pacientes, através de consultas periódicas; avaliar o crescimento através da antropometria periódica; comparar a evolução clínica, crescimento e desenvolvimento, avaliar a associação dos dados de evolução dos pacientes com a apresentação clínica da doença quando do início do tratamento; avaliar a associação dos dados de evolução dos pacientes com dados de antecedentes maternos. (VACCARI,2010)

Enfatizamos a necessidade de acompanhamento sorológico até a completa negativação do VDRL. A importante gama de sequelas encontradas corresponde ao grande potencial patogênico desta infecção congênita.

Apesar de poucos trabalhos, a sífilis congênita continua sendo uma doença de grande impacto associando-se com prematuridade e baixo peso, causando mortes neonatais e sequelas graves e irreversíveis nos recém-nascidos que sobreviveram. Apesar de não avaliar as mortes fetais acreditamos certamente que as mesmas continuam acontecendo

O prognóstico das crianças com SC, tratadas precocemente e sem outros fatores de risco, pode ser considerado bom. Ficou demonstrada a importância do tratamento precoce da SC, preferencialmente ainda na gestação ou, se este não foi realizado, que a infecção seja identificada e tratada imediatamente após o nascimento. Indicando, mais uma vez, que são necessárias ações para ampliar e qualificar a assistência pré-natal e perinatal, crescimento e desenvolvimento.

Na verdade, este trabalho trata-se uma avaliação pós diagnostico de sífilis congênita, e não uma forma de prevenção da doença pois sabemos que o tratamento proposto corretamente deveria ser feito nas unidades de saúde através do pré – natal adequado.

5. REFERÊNCIAS

         1 . GUINSBURG, Ruth; SANTOS, Amélia Miyashiro Nunes dos. Criterios diagnosticos e tratamento da sifilis congenita. 2010. 17 f. Monografia (Especialização) – Curso de Medicina, Sociedade Brasileira de Pediatira, Unifesp, Sao Paulo, 2010.

2. LAFETA, Kátia Regina Gandra et al . Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Rev. bras. epidemiol., São Paulo , v. 19, n. 1, p. 63-74, mar. 2016 .

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST e Aids. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. 52 p. (Série Manuais nº 62).

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. 8. ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2010. 448 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

5. Brasil. Portaria n° 542/1986. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 24 de Dezembro de 1986; Seção 1, p. 19827.

6. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/AIDS. Protocolo para prevenção de transmissão vertical de HIV e sífilis: manual de bolso. Brasília: Ministério da Saúde; 2007. 190 p.

7. São Paulo. Serviço de Vigilância Epidemiológica. Coordenação de DST/Aids- SP. Informe Técnico Institucional. Secretaria de Estado de Saúde-SES-SP. Sífilis congênita e sífilis na gestação. Rev Saúde Pública 2008; 42(4): 768-72.

8. Tridapalli E, Capretti MG, Reggiani ML, Stronati M, Faldella G. Italian Neonatal Task Force of Congenital Syphilis for The Italian Society of Neonatology- Collaborative Group. Congenital syphilis in Italy: a multicentre study. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed 2012; 97(3): 211-3.

9. São Paulo. Secretaria de Estado de Saúde. Centro de controle de Doenças. Programa estadual DST/AIDS. Centro de referência e treinamento DST/AIDS . guia de bolso para manejo da sífilis em gestante e sífilis congênita. São Paulo. Secretaria de estado de Saude.1016,112p

10. Boletim epidemiológico do departamento DST/AIDS – Dados nacionais do programa DST/AIDS- abrangência nacional e regional da sífilis congênita e neonatal em 2016

11. DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira; LEAL, Maria do Carmo. Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical da sífilis: dados do estudo Nascer no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 32, n. 6, e00082415, 2016 .

12. MAGALHAES, Daniela Mendes dos Santos et al . Sífilis materna e congênita: ainda um desafio. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 29, n. 6, p. 1109-1120, June 2013 .

13. VACCARI, Alessandra; NUNES, Magda Lahorgue; LAGO, Eleonor Gastal. SÍFILIS CONGÊNITA: SEGUIMENTO DE PACIENTES TRATADOS NO PERÍODO NEONATAL. 2010. 4 f. Tese (Doutorado) – Curso de Medicina, Pediatria e Saude da Criança, Puc /rs, Porto Alegre, 2010.

14. Protocolo clinico de diretrizes terapêuticas do ministério da saúde para prevenção da transmissão vertical – HIV, sífilis e hepatites virais –ministério da saúde , 2015 , Brasilia

15. Campos ALA, Araújo MAL, Melo SP, Gonçalves MLC. Epidemiologia da sífilis gestacional em Fortaleza, Brasil: um agravo sem controle. Cad Saúde Pública 2010; 26:1747-56.

16. Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Diretrizes para o controle da sífilis congênita. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

17. Portaria numero 1126, do ministério da saúde de 8/10/12, secretaria de atenção a saúde

18. J.M. Alexander, J.S. Sheffield, P.J. Sanchez, J. Mayfield, G.D. Wendel Jr. Efficacy of treatment for syphilis in pregnancy Obstet Gynecol, 93 (1999), pp. 5–8

           19. Joshua M. Cooper, Ian C. Michelow, Phillip S. Wozniak, Pablo J. Sánchez, In time: the persistence of congenital syphilis in Brazil – More progress needed! Revista Paulista de Pediatria (English Edition), Volume 34, Issue 3, September 2016, Pages 251-253

20. .Lago EG, Rodrigues L, Fiori RM, Stein AT. Congenital syphilis: identification of two distinct profiles of maternal characteristics associated with risk. Sex Transm Dis. 2004;31:33-7.

21. Ricci JM, Fojaco RM, O’Sullivan MJ. Congenital Syphilis: The University of Miami Jackson Memorial Medical Center Experience, 1986-1988. Obstet Gynecol 1989;74:687-93.

 

6. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

ATIVIDADES ANO/MESES

 2017 2018

 8 9 10 11 12 1

Busca ativa das crianças X

Contactar o pediatra X

Instalar profissional em ambulatório X

Contactar a faculdade de enfermagem busca X

Contactar o centro de reabilitação X

Iniciar o atendimento ambulatorial X

 

7. ORÇAMENTO DETALHADO

Na prefeitura dispomos de ambulatório de pediatria ,com toda infra- estrutura disponível para realizar as atividades.

O pediatra temos 5 disponiveis na cidade. Contactariamos um pediatra que dispusse transferir um dia do ambulatório de pediatria geral na semana para o atendimento de sífilis congênita.

Referências

JESUSJosyane Cardoso Maciel de RIBEIRO Victoria Maria Brant . Uma Avaliação do Processo de formação Pedagógica de Preceptores do Internato Médico. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA. RIO DE JANEIRO, v. 36. 22. 02, 2011. 9 p.

MelloInaiá Monteiro Mello Humanização da Assistência Hospitalar no Brasil: : conhecimentos básicos para estudantes e profissionais. 1. ed. Sâo Paulo, 2008.

MettzerO melhor editor para trabalhos acadêmicos já feito no mundo. Mettzer. Florianópolis, 2016. Disponível em: <http://www.mettzer.com/>. Acesso em: 21 Ago. 2016.

RochaHulda Cristina Ribeiro Victoria Brant . Curso de Formação Pedagógica para Preceptores do Internato Médico. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA. Rio de Janeiro, v. 36. 31. 07, 2012. 343 p.

O que é metodologia ativa e de que formas pode contribuir no processo de construção das habilidades de um preceptor?

 O Ministério da Saúde (MS) está seguindo essa tendência de valorização da educação há algum tempo. Em 2004, foi instituído a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, “onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidianodas organizações e ao trabalho”. Embora tenha havido reformas curriculares no início da década de 2000, as mudanças metodológicas nos processos de ensino-aprendizagem ainda são lentas e graduais (1).

Assim, esse novo paradigma educacional, em que o ensino valoriza a experiência, conhecimento prévio e contexto social como elementos relevantes naaproximação do aprendiz aos objetos de aprendizagem, um modelo em que sebusca a responsabilidade compartilhada, na participação ativa do educando naelaboração do plano de aprendizagem, alicerçado no desenvolvimento daautonomia, diz respeito às metodologias de ensino conhecidas como metodologias ativas de ensino aprendizagem , fundamentadas na aprendizagem significativa. (2).

Tanto Mitre et al. (2) quanto Berbel (3) concordam que as metodologias ativas

respondem melhor ao desafio social da promoção de um sujeito mais comprometidocom o desenvolvimento pessoal e social, por estimular o pensamento crítico, reflexivo e criativo, gradualmente construído no processo pelo amadurecimento das iniciativas do estudante na busca do conhecimento, o aprender a aprender, tendo o professor como facilitador dos movimentos do aprendiz rumo ao objeto de aprendizagem.

As metodologias ativas exigem disposição para o diálogo, coragem para o reconhecimento de si mesmo como eterno aprendiz, auto avaliação de suas potencialidades e fragilidades de aprendizagem (4).

Tonieto e Fávero (5) reconhecem que a adoção de metodologias eestratégias que favoreçam o desenvolvimento de um novo cidadão, ético, envolvidoe comprometido com o coletivo, exige uma metodologia educacional diferenciada,considerada fundamental para que a educação possa contribuir para a transformação social. Contudo, essa decisão de mudança na abordagem educacional está a depender da intencionalidade político-pedagógica do sistema de ensino, da instituição e educador. Dentre as metodologias ativas, destacam-se a aprendizagem baseada em problemas e a problematização, por favorecerem “o desenvolvimento de uma inteligência proveniente de escutas, de práticas cuidadoras, de conhecimentos engajados e de permeabilidade aos usuários” (5)

 Observa-se que os estudantes evidenciaram as potencialidades das metodologias e se tornarem protagonistas do seu aprendizado, levando-os a serem mais reflexivos e críticos, por meio da realização de atividades educacionais, buscando aproximar os novos saberes às experiências vivenciadas no seu cotidiano, através de uma nova síntese. A busca de informações ou embasamento teórico que contribuísse para ampliação das percepções do grupo, faz com que exista a reflexão e autonomia dos sujeitos da aprendizagem de referencia.

Esse espiral resume o sentido da metodologia de uma forma gráfica porem significativa através da nova síntese buscamos aprender e reconstruir nossos conhecimentos através de uma visão critica.

Referências

1- BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES nº 116/2014, aprovado em3 de abril de 2014; PARECER Nº: CNE/CES 1.133/2001; PARECER Nº: CNE/CES 1300/01;Parecer CNE/CES nº 116/2014. 2014a.

 2- MITRE, Sandra Minardi et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formaçãoprofissional em saúde: debates atuais. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, supl. 2,p. 2133-2144, dez. 2008. Disponível em <http://bit.ly/1VrNMhL>. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. A problematização e a aprendizagem baseada emproblemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface – Comunicação, Saúde,Educação v. 2, n. 2, p. 139–154 , 1998. Acessível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v2n2/08.

3- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 45ª ed.São Paulo: Paz e Terra;144p. 2013.

4 – TONIETO, Carina; FÁVERO, Altair Alberto. Contribuições da Filosofia de John Dewey para aeducação: a democracia como credo pedagógico. In: IX ANPED SUL – SEMINÁRIO DEPESQUISA EM EDUCAÇÃO NA REGIÃO SUL, 9., 2012, Caxias do Sul. Anais. Caxias doSul: UCS, 2012. 15p. Disponível em: <http://bit.ly/1L3pd2z>.

 5- CECCIM, Ricardo Burg; FEUERWERKER, Laura C. M. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, 79 p. 41-65, jun. 2004. Disponível em <http://bit.ly/24xG6fZ >. http://dx.doi.org/10.1590/ S0103 -73312004000100004

O que é metodologia ativa e de que formas pode contribuir no processo de construção das habilidades de um preceptor?

 O Ministério da Saúde (MS) está seguindo essa tendência de valorização

da educação há algum tempo. Em 2004, foi instituído a Política Nacional de Educação

Permanente em Saúde, “onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano

das organizações e ao trabalho”. Embora tenha havido reformas curriculares no início da década de 2000, as mudanças metodológicas nos processos de ensino-aprendizagem ainda são lentas e graduais (1).

Assim, esse novo paradigma educacional, em que o ensino valoriza a

experiência, conhecimento prévio e contexto social como elementos relevantes na

aproximação do aprendiz aos objetos de aprendizagem, um modelo em que se

busca a responsabilidade compartilhada, na participação ativa do educando na

elaboração do plano de aprendizagem, alicerçado no desenvolvimento da

autonomia, diz respeito às metodologias de ensino conhecidas como metodologias

ativas de ensino aprendizagem , fundamentadas na aprendizagem

significativa. (2).

Tanto Mitre et al. (2) quanto Berbel (3) concordam que as metodologias ativas

respondem melhor ao desafio social da promoção de um sujeito mais comprometido

com o desenvolvimento pessoal e social, por estimular o pensamento crítico, reflexivo e criativo, gradualmente construído no processo pelo amadurecimento das iniciativas do estudante na busca do conhecimento, o aprender a aprender, tendo o professor como facilitador dos movimentos do aprendiz rumo ao objeto de aprendizagem.

As metodologias ativas exigem disposição para o diálogo, coragem para o reconhecimento de si mesmo como eterno aprendiz, auto avaliação de suas potencialidades e fragilidades de aprendizagem (4).

Tonieto e Fávero (2012) reconhecem que a adoção de metodologias e

estratégias que favoreçam o desenvolvimento de um novo cidadão, ético, envolvido

e comprometido com o coletivo, exige uma metodologia educacional diferenciada,

considerada fundamental para que a educação possa contribuir para a

transformação social. Contudo, essa decisão de mudança na abordagem

educacional está a depender da intencionalidade político-pedagógica do sistema de

ensino, da instituição e educador. Dentre as metodologias ativas, destacam-se a aprendizagem baseada em problemas e a problematização, por favorecerem “o desenvolvimento de uma inteligência proveniente de escutas, de práticas cuidadoras, de conhecimentos engajados e de permeabilidade aos usuários” (5) Observa-se que os estudantes evidenciaram as potencialidades das metodologias e se tornarem protagonistas do seu aprendizado, levando-os a serem mais reflexivos e críticos, por meio da realização de atividades educacionais, buscando aproximar os novos saberes às experiências vivenciadas no seu cotidiano, através de uma nova síntese. A busca de informações ou embasamento teórico que contribuísse para ampliação das

percepções do grupo, faz com que exista a reflexão e autonomia dos sujeitos da aprendizagem de referencia.

Esse espiral resume o sentido da metodologia de uma forma gráfica porem significativa através da nova síntese buscamos aprender e reconstruir nossos conhecimentos através de uma visão critica.

referencia

– BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES nº 116/2014, aprovado em

3 de abril de 2014; PARECER Nº: CNE/CES 1.133/2001; PARECER Nº: CNE/CES 1300/01;

Parecer CNE/CES nº 116/2014. 2014a.

– MITRE, Sandra Minardi et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação

profissional em saúde: debates atuais. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, supl. 2,

p. 2133-2144, dez. 2008. Disponível em <http://bit.ly/1VrNMhL>. BERBEL, Neusi Aparecida Navas. A problematização e a aprendizagem baseada em

problemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface – Comunicação, Saúde,

Educação v. 2, n. 2, p. 139–154 , 1998. Acessível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v2n2/08.

– FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 45ª ed.

São Paulo: Paz e Terra;144p. 2013.

– TONIETO, Carina; FÁVERO, Altair Alberto. Contribuições da Filosofia de John Dewey para a

educação: a democracia como credo pedagógico. In: IX ANPED SUL – SEMINÁRIO DE

PESQUISA EM EDUCAÇÃO NA REGIÃO SUL, 9., 2012, Caxias do Sul. Anais. Caxias do

Sul: UCS, 2012. 15p. Disponível em: <http://bit.ly/1L3pd2z>.

– CECCIM, Ricardo Burg; FEUERWERKER, Laura C. M. O quadrilátero da formação para a

área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, 79 p. 41-65, jun. 2004. Disponível em <http://bit.ly/24xG6fZ >. http://dx.doi.org/10.1590/ S0103 -73312004000100004

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