PROPOSIÇÃO DE PROTOCOLO TÉCNICO PARA SELEÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS PARA O PAISAGISMO RODOVIÁRIO

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

PROPOSIÇÃO DE PROTOCOLO TÉCNICO PARA SELEÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS PARA O PAISAGISMO RODOVIÁRIO

Suélen Piccinin nichetti

Resumo

NICHETTI, Suélen, P. Proposição de protocolo técnico para seleção de espécies arbóreas para o paisagismo rodoviário. 2017. 80 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Florestal) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Dois Vizinhos, 2017.

O paisagismo em rodovia além de proporcionar maior conforto para quem viaja naquele ambiente, oferta conforto visual, embeleza o local e deve ser considerado um fator de segurança, pois com as espécies florestais adequadas à margem de estrada acompanhada de uma boa manutenção e espaçamento correto, ofertará maior segurança a quem circula pelo local. O paisagismo rodoviário implantado de forma adequada pode ofertar uma estrada segura para quem circula, além de proporcionar harmonia e quebrar a monotonia. Foram analisados curvas acentuadas, trechos retos, abismo, ponte, trevos e placas de sinalização com a vegetação já existente no local de rodovias, levantando as características de cada árvore como densidade, forma do tronco, flor, fruto e outras importantes para a realização do estudo. Deseja-se principalmente que este estudo chame atenção de órgãos responsáveis pela manutenção da pista para que seja elaborada uma rodovia mais segura, diminuindo assim a fatalidade dos acidentes neste quesito, adequando a imagem da vegetação à margem da pista como segura e bem vista.

Palavras-chave: Segurança. Rodovia. Vegetação.

Abstract

The landscaping on the highway as well as providing greater comfort for travelers in that environment, visual comfort offering, beautifies the site and should be considered a safety factor, because with forest species appropriate roadside accompanied by good maintenance and proper spacing, will offer greater security to those traveling by. The implanted road landscaping appropriately can offer a safe road for those traveling, in addition to providing harmony and break the monotony. sharp curves were analyzed, straight stretches, gulf, bridge, clovers and signposts with the existing vegetation on the site of highways, raising the characteristics of each tree as density, shape of the stem, flower, fruit and other important for the realization of study. It is hoped that this study mainly draw attention organ responsible for the maintenance of the track to a safer highway is drawn up, thus decreasing the fatality accidents in this regard, adjusting the image of the vegetation to the edge of the track as safe and well-liked.

Palavras-chave: Safety. Highway. Vegetation.

Introduçao

O Brasil é mundialmente reconhecido por sua exuberante natureza e diversidade de fauna e flora, contando ainda com uma rica variação de ambientes. Essa grande diversidade paisagística é também caracterizada pelo número de estradas, que promovem o crescimento e a ligação entre áreas do país. Apresenta uma malha viária de 1.876.479,20 km, sendo concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país. O Paraná possui 265.261,40 km de estradas municipais, estaduais e federais, o que corresponde a 14,13% do total brasileiro (DNIT, 2000).

As rodovias são muito importantes para melhoria da qualidade de vida da população, pois auxiliam no desenvolvimento de aspectos sócio econômico, melhoram o tráfego entre as cidades que se interligam, trazendo vantagens para a população local. É necessário considerar que as estradas funcionam como elemento chave de uma sociedade. No que tange o setor econômico, favorece o transporte de mercadorias, facilita o trafego de pessoas, aumenta a geração de renda, produz novas oportunidades de emprego, dentre outros benefícios, sendo assim, a sua necessidade de existência torna-se inquestionável (MAGALHÃES, et al 2011).

Antigamente a questão ambiental não fazia parte do desenvolvimento dos projetos de infraestrutura rodoviária, portanto o desmatamento era cada vez mais frequente sem que fizesse algo para recuperação dessa área degradada (SOUZA, 2005). Atualmente, há uma preocupação pertinente com os impactos ambientais que uma rodovia pode causar, podendo ele ser positivo ou negativo.

Notável são os grandes espaços mal planejados nas rodovias em geral, ocasionando em impactos negativos da paisagem da mesma, sendo pela degradação de mananciais, comprometimento da cobertura da vegetação, fauna, solos, falta de segurança além de ser fonte de poluição atmosférica e sonora (Fragomeni, 1999; Bublitz, 1999).

As leis de preservação ambiental exigem que as áreas degradadas pelas construções rodoviárias sejam recompostas. Empresas têm restaurado essas áreas principalmente com espécies arbóreas, porém por comprimento de lei, pois pouco têm se feito com a ornamentação paisagista e menos ainda voltada para a segurança em estradas (PAIVA, 2008).

 Para que a rodovia seja um local seguro, é importante que os elementos estejam em harmonia com  o ambiente, ou seja, é indispensável uma sinalização correta e estradas em boas condições, o paisagismo pode atuar em seu papel na segurança, ofertando á quem passa pelo local maior proteção, podendo auxiliar de forma extraordinária para a precaução de acidentes na via.

A maioria das estradas não possui plano de arborização, sendo que as espécies são plantadas de forma errada e em alguns casos não são manejadas como deveriam ser, além de não serem os profissionais capacitados para tal atividade, pois é necessário estudo de caso que visa às espécies florestais adequadas para o plantio do local, avaliando diversos critérios, como exemplo o espaçamento adequado, distância mínima de margem, característica adequada da espécie, entre outros.

O paisagismo visa constituir uma paisagem dentro de um cenário que foi devastado pela construção, sendo que o rodoviário integra a estrada com a paisagem, no qual designa não somente a arborização em si, contudo os demais revestimentos de suas margens, possuindo aspectos particulares, pois não pode esconder placas de transito, nem mesmo prejudicar a visibilidade dos condutores sobre o trafego nas pistas, ofertar então, maior segurança para as pessoas que circulam naquele ambiente (BERGMANN, 2012).

A paisagem pode ser formada parcialmente pela natureza e parcialmente pelas ações antrópicas. O paisagismo além de ser uma questão estética, em silvicultura e na estrada construída, pode atuar com a economia, ecologia, segurança e estética ao mesmo tempo. A beleza da paisagem rodoviária reflete seus tons em diferentes épocas. Origens culturais e fases de desenvolvimento das sociedades têm uma influência notável sobre valores paisagísticos (HAYRINEN, 1996).

Objetivos

Objetivo geral

O presente trabalho tem como objetivo a elaboração de um protocolo técnico para seleção e implantação de espécies que irão compor a vegetação rodoviária de maneira a oferecer segurança aos usuários.  

Objetivos específicos

• Efetuação de um levantamento que determina as características das espécies que estão presentes nos trechos que ligam Dois Vizinhos às cidades vizinhas;

• Avaliação do índice de crescimento, densidade, copa, floração e frutificação através da literatura das espécies estudadas;

• Avaliação da resistência mecânica das espécies dominantes encontradas nos trechos;

• Determinação distância ideal da margem;

• Indicação de qual espécie foi a mais apropriada em cada situação e para cada trecho da rodovia;

• Elaboração de protocolo para caracterização das espécies com aspectos adequados para margem de estrada;

Justificativa

Comumente é visto noticiários em sites de notícias relatando acidentes graves em estradas. Em geral, a causa de um acidente está associada com a imprudência do condutor, como excesso de velocidade, falta de atenção no transito, trafegar alcoolizado, porém falha mecânica e as condições das estradas na qual se circulam também, mas pouco se vê em relação à paisagem de entorno.

Existem diversos casos de acidentes envolvendo colisão com arvores que são noticiados por jornais no Paraná. No sudoeste paranaense, as más condições das estradas, a falta de acostamento, velocidade excessiva, entre outros motivos somam como uma ameaça aos passageiros, sendo motivo de manchetes nos jornais da região de forma frequente.

Ao pesquisar por tais noticias em mídias eletrônicas, logo aparecem muitos noticiários de acidente onde a maioria indica na chamada o óbito dos passageiros, como por exemplo, “Mãe e filho morrem após colidir contra árvores”; “Condutor morre ao sair da pista e colidir em árvore na BR-386”, “Carro bate em árvore, capota e provoca morte de casal na PR-483”, “Três pessoas morrem após carro bater contra árvore na rodovia PR-471”, “Um morre e outro fica ferido após carro bater em árvore e pegar fogo”,  “Colisão com árvore mata três jovens no sudoeste do Paraná”. A vegetação no caso dos acidentes citados, se tornou mortal, agravando o acidente mas não podendo dizer que foi a causa do mesmo.

O interesse do estudo veio diante disso, aos acidentes que ocorrem em rodovias, juntamente com a preocupação e necessidade de uma estrada melhor e mais segura para todos. A importância vai além de questões estéticas, oferta maior comodidade, mas principalmente visa maior segurança para as pessoas que viajam pelo local.

Uma espécie florestal plantada à margem da estrada tanto pode ser considerada um transtorno e um perigo, como um item de segurança que pode servir como barreira natural em certos locais como, por exemplo, em rios e precipícios. A segurança dos passageiros pode estar nas barreiras com árvores de alta densidade e adensadas, que irão segurar um automóvel caso haja o acidente..

A escolha das espécies é criteriosa e recair sobre aquelas resistentes e que se adaptem melhor á fitogeografia da região (BERGMANN, 2012). Visto que uma espécie florestal plantada a margem da estrada pode não causar o acidente, mas sim agravar o estado dos passageiros assim como protegê-los, faz-se necessário então, um estudo das árvores presentes à margem de estrada, para que estejam plantadas adequadamente e principalmente, que contenha características ideais para que, caso ocorra o acidente, ela cause um impacto menor, sendo vista como uma proteção para os passageiros da rodovia.

Há uma importância especifica em avaliar a escolha da espécie, pois observando características que são essenciais para adaptação da espécie, possuirá aspectos ideais para que se evitem problemas futuros com esta vegetação. Atuando na integração de estrada e ambiente propõe-se que o planejamento da paisagem possa adquirir maior importância na sua estrutura e desenvolvimento (EINLOFT, 1996).



   

REFERENCIAL TEÓRICo

AspeCTOS LEGAIS

O antigo Código Florestal sancionado através da lei 4.771/65 indicava que a normalização da arborização deveria se nortear nas diretrizes expressas, no artigo 3º, que enumerava as formas de vegetação, que podem passar a ser de preservação permanente, quando assim declaradas por ato do Poder Público. Entre essas formas de vegetação destacam-se as que se destinam a formar faixas de proteção ao longo de rodovias, objetivando atenuar a erosão dos solos.

O artigo 6º do Novo Código Florestal considera áreas de preservação permanente, quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades:

I – conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha;

II – proteger as restingas ou veredas;

III – proteger várzeas;

IV – abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção;

V – proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico;

VI – formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;

VII – assegurar condições de bem-estar público;

VIII – auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares.

Segundo o artigo 25 das Normas para o Projeto das Estradas de Rodagem, do DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM de 1973:

“Os projetos das estradas devem prever a arborização, tanto quanto possível, da faixa de domínio. Esta arborização, a ser constituída de espécies vegetais adequadas, será projetada de modo que, além de servir de defesa contra as erosões, se enquadre no aspecto paisagístico da região e funcione como sinalização viva”.

Norma DNIT 072/2006

073/2006

074/2006

A supressão de vegetação é regulamentada pelo novo Código Florestal constituído pela Lei nº. 4771, de 15/09/65, e alterações posteriores, como a Lei nº. 7.803 de 18/07/89 e a Lei nº. 7.875/89, e também, o Decreto nº. 6.600, de 21/11/08, que regulamenta a Lei Nº 11.428, de 22/12/06, que dispõe sobre o corte e a supressão de vegetação da Mata Atlântica. 

Da mesma forma, complementando a Legislação supracitada, o CONAMA, através das Resoluções nº 369, de 28/03/06, nº 392, de 25/06/07 e nº 388, de 23/02/07, dispõe sobre os casos excepcionais de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP), bem como a definição e a convalidação das Resoluções que caracterizam a vegetação primária e estágios sucessionais da vegetação secundária retratados em inicial, médio e avançado de regeneração da Mata Atlântica em vários Estados da Federação, para fins do disposto no art. 4o § 1º da Lei nº 11.428, de 22/12/06. As Áreas de Preservação Permanente (APP) são consideradas bens de interesse nacional e espaços territoriais especialmente protegidos, cobertos ou não por vegetação, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas, com destaque para a singularidade e o valor estratégico destas áreas de preservação permanente. 

PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO EM RODOVIAS

Segundo Bandeira e Floriano (2004), uma estrada pode causar um grande número de impactos ambientais, que se iniciam no planejamento, depois na fase de implantação, construção, até a fase operacional. Influenciando em aspectos diretos e em meios físico, biótico e antrópico de sua área de influência, pois para a construção das rodovias é necessário à remoção da vegetação que está presente na paisagem (DNIT, 2005).

O paisagismo visa recuperar essas áreas, minimizando esse impacto ambiental. Em muitos segmentos rodoviários, as características ambientais originais da região de entorno apresentam-se bastante descaracterizadas, devido a ações decorrentes da ação humana, inclusive com a introdução de espécies exóticas.

A importância do paisagismo nas rodovias tem sido indicada pelos benefícios ao utilizar a sinalização viva, o controle da erosão, turismo, e o tratamento estético das margens da estrada (NICHETTI apud. DÓRIA, 1951; SANTOS, 1960; SCARAMELLA, 1987; CHACEL, 1989). Porém, o papel do paisagismo rodoviário pode ser bem maior.

Uma estrada arborizada desempenha um papel importante no ambiente ecológico, tendo a função de tráfego e características da paisagem ambiental, há uma relação entre os dois e ambos complementam-se. O tráfego rodoviário inclui não apenas os veículos de transporte, bem como algumas vezes o tráfego humano. As pessoas estão cada vez mais exigentes com o meio ambiente e características da paisagem em estradas deve ser melhorado (LIHONG, 2004).

O planejamento para a rodovia é importante porque trata de um ramo especializado na infraestrutura viária, e sua relevância reside na busca de soluções específicas para os problemas originados com a implantação das estradas. Para atuar na integração entre estrada e ambiente, é necessário um planejamento da paisagem pela rodovia, para que possa adquirir maior importância na estruturação do desenvolvimento territorial (FLOROTTI, 2009).

Com uma rodovia bem arborizada, os resultados serão positivos em diversos aspectos, como por exemplo, melhorar a condição da estrada em relação à sua condição, pois uma rodovia com sombra apresenta menos problemas advindos de fissuras, depressões, dentre outros.

 Escolha de espécie

Para ornamentação do sistema viário, as espécies escolhidas devem ser preferencialmente perenes, nativas ou adaptadas á região. Segundo a secretaria de planejamento, meio ambiente e urbanismo de Canguçu-RS (2011), as espécies nativas são aquelas cuja natureza gerou e fez evoluir em um determinado ambiente. Cada espécie de árvore nativa possui características próprias e, por isso, deve ser valorizada pelos diversos benefícios que pode proporcionar, por exemplo, elas tornam as paisagens diversificadas e mais bonitas devido às suas formas e apresentam épocas distintas de floração.

A região está em contato entre dois tipos vegetacionais importantes no Estado. Nas regiões Norte e Oeste, predominam a Floresta Estacional Semidecidual (FES) e a Leste e Sul predominam a Floresta Ombrófila Mista (FOM), formação onde a espécie Araucaria angustifolia predomina a paisagem (GORENSTEIN, et. al. X).

Sendo assim, deve-se levar em consideração que para a região de Dois Vizinhos, prevalecerá espécies que apresentam características da região para que melhor seja a adaptação, uma vez que o local é um Ecótono entre Floresta Estacional Sem decidual e Floresta Ombrófila Mista. Segundo o programa de paisagismo (2001, p.6), busca-se trabalhar com a maior diversidade possível de espécies vegetais nativas e que sejam representativas dos diversos estágios temporais e estruturais dos diferentes ecossistemas presentes na área em questão.

Recomenda-se ainda que sejam espécies pouco exigentes de manutenção, como no caso das perenes que são as que possuem um ciclo de vida longo, essa característica é importante para as espécies plantadas em rodovias, uma vez que é difícil a manutenção delas neste local, portanto não impossível, do mesmo modo é necessário que se faça manutenção adequada no local. Para uma floração atrativa, deve-se seleciona-las e arranjá-las de forma diversificada para proporcionar variações visuais ao longo do ano, quebrando a monotonia e deixando o cenário mais bonito, porém não pode permitir ao condutor do veículo que elas venham á distraí-los.

Uma espécie inadequada plantada à margem de estrada pode ser o resultado de problemas e tragédias, portanto a sua escolha é essencial para um projeto de arborização rodoviária.

Um exemplo de espécie comumente encontrada é o eucalipto, não sendo o aconselhável devido á sua alta densidade e grande porte (FARIAS, 2013). Constata-se o quanto sua madeira é dura, pesada e densa, cujo crescimento é rápido e vertiginoso sendo assim, reforça a ideia de que ela não é apropriada para beira de estrada, então, quando houver plantio dela perto de estradas, indica-se a utilização de outra espécie funcionando com barreira à frente do eucalipto, a fim de amortecer o impacto de batida caso ocorra o acidente.

Não se recomenda utilizar espécies frutíferas, pois a presença delas pode causar uma distração visual, estimular a parada de veículos em locais perigosos para a coleta de frutos além de oferecer perigo pela queda de frutos na pista, muitas vezes até atingindo o veículo. E também os gases liberados pelo escapamento dos veículos contem metais pesados, que podem acumular nos frutos, deixando-os com resíduos tóxicos, tornando as frutas perigosas ao serem ingeridas (PAIVA, 2008).

Segundo a mesma autora, deve evitar também árvores que sejam muito grandes, com baixa densidade de copa, que estejam dispostas em filas, pois a incidência de sol provoca sombreamento parcial, com efeito claro e escuro, efeito esse denominado de estroboscópio, causando desconforto ao motorista, além de confusão, pois ele não conseguira enxergar o que se tem a frente, devido á confusão que sol/sombra causará com sua visão.

O site Ambiente Brasil, noticiou em setembro de 2003, que concessionárias trariam de volta árvores nativas para rodovias paranaenses. Tratando de espécies exóticas invasoras, foi o foco da atuação do Instituto Hórus de Conservação da Natureza com o Programa Global de Espécies Invasoras (GISP), iniciativa internacional com origem na Convenção Mundial de Biodiversidade. Assim, a caminhos do Paraná e o Instituto Hórus uniram esforços para atingir objetivo, fazendo a conservação ambiental, a conscientização do público e a manutenção das rodovias concessionadas, reduzindo as de espécies invasoras da região.

O projeto Reencaminhar, prevê a remoção de árvores exóticas que existem na faixa de domínio da BR 277 e BR 373. Plantas exóticas podem ser prejudiciais com o tempo porque elas dominam o ambiente, expulsando as nativas e reduzindo a diversidade de fauna e flora. Além dos benefícios ambientais, visaram aumentar a segurança do usuário, já que, algumas árvores encontram-se próximas à pista de rolamento e por motivos climáticos, podem cair seus galhos, tombar sobre a pista e/ou aumentar a gravidade de um acidente, pois são obstáculos naturais aos veículos. O valor arrecadado com a venda da madeira custeará a implantação do projeto, para o qual se estima um investimento de cerca de cinquenta mil reais, entre despesas operacionais, com técnicos e trabalhos de educação ambiental.

Beneficio de vegetação em margem de estrada

A faixa gramínea adjacente à estrada pavimentada pode servir como refúgios para insetos, tanto em paisagens urbanas e terras agrícolas. As valas molhadas contribuem para a diversidade do apoio à vida das estradas, encorajando a vegetação de zonas úmidas e abrigando animais aquáticos. Árvores e arbustos associados com muitos cercados à beira da estrada fornecem cobertura para aves canoras e outros animais pequenos (COPPS, 1995). 

À medida que as terras agrícolas e o espaço aberto diminuem, cresce a importância de administrar a estrada de passagem para o habitat (ANDERSON, 1998). A restauração do ecossistema natural ao longo da estrada de passagem proporciona um casamento entre a restauração do ecossistema e outros objetivos de importância social (JORDAN et al., 1988). Geralmente considerados como um negativo ambiental, esses corredores oferecem oportunidades para o restabelecimento da vegetação nativa, uma abordagem para a manutenção de corredores que está se tornando mais popular em todo o país (CRABTREE, 1984).

Manutenção da vegetação

A manutenção das estradas deve ser periódica e incluir, uma conformação da pista de rolamento, a recomposição de pequenos seguimentos onde o revestimento é deficiente, limpeza da obra de drenagem, recomposição de áreas que foram degradadas, além de outros serviços (FATTORI, 2007).

Problemas com manutenção podem ser diminuídos de forma significativa numa mesma magnitude em que foram utilizados os conhecimentos adquiridos na prática da vegetação rodoviária (DNIT, 2006). Para tanto, deverão quando necessário, ser tomadas medidas de manutenção, como quando as árvores e arbustos estiverem devidamente podados, remoção de todo e qualquer material indesejável do corpo paisagístico do sistema rodoviário.

A adoção de critérios de plantio e manutenção adequados para as áreas planejadas de vegetação, associadas às operações inter-relacionadas, possibilita a redução no custo da manutenção. O uso de gramíneas e leguminosas na vegetação herbácea, além da redução radical das adubações de manutenção, reduz ainda mais os custos de manutenção, para níveis condizentes com a realidade econômica atual (DNIT, 2009).

O Núcleo de Controle de Documento propôs uma certidão que indica as condições que o sistema rodoviário deve conter, incluindo a vegetação do local. O corte e poda de árvores e arbustos, sendo mortos ou praguejados devem ser removidos da margem da estrada. Também devem ser cortadas árvores que representem perigo ao tráfego ou cujas raízes comprometam o sistema de drenagem superficial.

Estes serviços devem ser executados de imediato, sempre que forem constatadas algumas das situações que prejudiquem a trafegabilidade dos usuários das rodovias, ou assim que oferecer riscos. Os trabalhos de manutenção nessas áreas são fundamentais para manter a vegetação sempre em porte adequado de maneira a não prejudicar a visibilidade e ofertará á quem transita no local maior segurança (VALEIXO, 2000).

Apesar das exigências da legislação ambiental, que vem atuando nas rodovias desde meados de 1980, constatou-se que nas faixas de domínio das rodovias e em áreas de uso e do canteiro de obras de suas implantações, possui falta de preocupação com a conservação dos solos e a preservação do patrimônio biótico nestas áreas e ao redor, ocasionando perdas sem recuperação da biodiversidade, causando Passivos Ambientais (DNIT, 2009).

A roçada manual é o procedimento de corte e retirada da vegetação de pequeno porte da faixa de domínio, a qual visa retirar espécies daninhas, ofertando maior condições de visibilidade ao usuário da rodovia assim como evitar a ocorrência de incêndios.

A capina visa a limpeza rotineira da faixa de domínio. Remove-se rente ao solo, a cobertura vegetal herbácea ou arbustiva, canteiros centrais e nas faixas de rolamento das vias, junto às sarjetas. Os serviços de capina e roçada compreendem, também, a remoção dos resíduos gerados por essas atividades. Estes serviços de roçada e capina devem ser compreendidos como rotineiros, podem ser manuais, químicos ou mecanizados (PACE, 2015).

Quando o serviço de limpeza e manutenção das estradas não é feito de forma periódica, a vegetação toma conta, dificultando a visibilidade do condutor em placas de sinalização, além de aumentar o acumulo de material vegetativo, lixo e terra.

PERCEPÇÃO do motorista

Segundo Biondi (2002), a percepção de paisagem por um motorista é 1/3 a menos que a parcela visual destinada aos passageiros. Esse fato é devido à conduta do motorista, que requer atenção ao trânsito, limitando assim seu campo visual. Por essa razão, o tempo de observação do motorista para as paisagens não ultrapassa30 segundos. Foram realizadas ainda três repetições para cada ponto selecionado, nos dois lados da rodovia, sendo em seguida calculada a média por ponto amostrado. As repetições foram coletadas por diferentes avaliadores, que seguiam as normas do trabalho.

 MATERIAL E MÉTODOS

Caracterizações da área

A região está em contato entre dois tipos vegetacionais importantes no Estado. Nas regiões Norte e Oeste, predominam a Floresta Estacional Semidecidual (FES) e a Leste e Sul predominam a Floresta Ombrófila Mista (FOM), formação onde a espécie Araucaria angustifolia predomina a paisagem (GORENSTEIN, et. al).

 O município de Dois Vizinhos está localizado na região Sudoeste do estado do Paraná. Segundo os dados do IBGE, conta atualmente com 39.138 habitantes (IBGE, 2015).

De acordo com a classificação climática de Koeppen, o tipo climático Cfa. Apresenta verões quentes e geadas pouco frequentes, tendo uma tendência de concentração das chuvas nos meses de verão. As temperaturas variam entre 18°C a 22°C e não apresenta estação seca definida. (IAPAR, 2000).

Segundo a EMBRAPA (2006) o solo do município de Dois Vizinhos que predomina são latossolos e nitossolos, caracterizando solos profundos, porosos e bem permeáveis.

A economia da região sudoeste é bastante diversificada possuindo opções nos setores agropecuários, comércio, serviços e indústria, sendo que a cidade considerada polo estadual em metal, mecânica e confecções.

O principal destaque econômico é o setor de Avicultura. O município possui a maior produção e o maior abate de aves da América Latina. Para atender a essa demanda, são 1.204 aviários fornecendo matéria-prima para a indústria, além de mais de 70 caminhões transportando produtos em três turnos, e mais de 20 empresas produzindo equipamentos frigoríficos e afins.

Pôde-se apontar, segundo dados do Serviço Social do Comercial (SESC, 2010), que a mesorregião do Sudoeste Paranaense é formada pela união de 37 municípios agrupados em três microrregiões (Capanema, Francisco Beltrão e Pato Branco). Possui 468.559 habitantes, cerca de 5% da população do Estado está concentrada nesta mesorregião. Estima-se que existam 40,2 habitantes por km², espalhados numa área de 11.651,833 km².

 Elaborações do estudo

De início o estudo contava com o auxilio dos órgãos responsáveis pelos acidentes que ocorrem em rodovia, entrou-se em contato com os mesmos a fim de se obter estes dados, porem, não foi possível realizar o estudo com a base dos mesmos.

Com a informação passada por eles, seria realizado estudo onde informassem o local mais propicio de acidente e onde a vegetação pode ter tido influencia no mesmo, com o auxilio de um questionário, mas o único órgão que pode repassar qualquer tipo de informação relevante foi o corpo de bombeiros de Dois vizinhos, porém eles apenas possuem em seus dados, informações sobre a vegetação a margem de estrada quando possui queda de arvore, sendo assim, não ajudaria muito.

Na unidade do SAMU de Dois vizinhos não é permitido repassar qualquer tipo de informação de acidente, sendo assim, não colaborou com o estudo. A polícia militar informou que eles não têm competência para acidentes em rodovias, somente nos casos que necessita dar assistência para controlar o transito. Por fim, a Polícia Rodoviária Federal também não forneceu informações relevantes para a concretização do estudo.

Com esses entraves na realização do estudo, o mesmo teve que ser executado de uma forma diferente, sem depender dos órgãos competentes e de questionário respondido.

Desta forma, prezando primeiramente a segurança, os pontos tiveram que ser escolhidos de forma que não colocasse a vida dos envolvidos no estudo em riscos. Ressaltando a falta de acostamento e de segurança nas estradas, muitos pontos interessantes para serem analisados passaram sem análise, e teve-se que optar por pontos em que muitas vezes não se tinha uma vegetação densa e interessante, porém não menos importante.

As áreas de estudos foram as estradas que ligam Dois Vizinhos às cidades circunvizinhas sendo:

Análise de cada cidade

Em cada estrada analisada, não se prendeu a um padrão de homogeneidade contando com um numero específico de amostras tampouco de um tamanho em metros de margem.

Isso perante ao fato de que cada estrada possui sua característica peculiar, algumas impossibilitava de parar o carro ou até mesmo de circular no local a pé, devido ao fato de que a distancia entre a margem e a vegetação era mínima, ainda sem contar a falta de acostamento. Ou então, o tamanho de vegetação, muito adensada e curta, ou muito ampla e espaçada. Desta forma, adotou-se um padrão de no mínimo 10 metros medidos de cada trecho.

No total foram 22 pontos analisados, sendo 3 pontes, 7 curvas, 10 retas e 2 abismos.

Dois Vizinhos – Vere
Dois Vizinhos – Cruzeiro do Iguaçu
Dois Vizinho+s – São Jorge D’oeste 
Dois Vizinhos – Francisco Beltrão 
Dois Vizinhos – Salto do Lontra
Dois vizinhos – Trevo acesso UTFPR 

 Caracterização das espécies

A altura foi estimada através da altura da medidora e o diâmetro medido com auxilio de uma trena porém não de todas as árvores, uma vez que o acesso à maioria das arvores era impossibilitado pelo fato de estarem em barranco ou lugares de difícil acesso. Sendo assim, estimado conforme outros resultados medidos.

         Para a caracterização das espécies, foram selecionadas as dominantes da beira da estrada, ou seja, as maiores e as que mais se destacavam ou então as frutíferas ate de baixo porte. Algumas espécies foram analisadas no próprio local, devido ao conhecimento das mesmas, como por exemplo, grevílea, uva do japão, pitanga, dentre outros. Já outras foram coletadas folhas e ramos, desenhada na folha de anotações, postas em um saco plástico e demarcados como a descrição de qual era o trecho analisado.

A espécie denominada chá de bugre foi uma, dentre outras, que não foi possível sua demarcação no local, na folha de anotação as indefinidas eram nomeadas como sem identificação e ao lado um desenho de como eram suas folhas e se possuía uma característica especial, isso facilitou na hora de procurar sua identidade na internet.

Outras espécies, por sua característica natural ou por estarem em lugares íngremes de difícil acesso, não era possível a coleta de folhas e ramos, neste caso o desenho da folha juntamente com a fotografia foi o meio de posteriormente ser identificado juntamente com o orientador, caso não consiga por pesquisa na bibliografia.

Algumas espécies ficaram sem identificação, devido a fatores como, estarem cobertas por cipó, secas ou mortas, ou até mesmo por não conseguir definir de todas as formas possíveis a espécie.

A densidade, frutificação e o índice de crescimento de cada espécie só foram possíveis com base em pesquisas bibliográficas.

Resultados e DISCUSSÃO

Locais analisados

Trecho reto

Em trechos retos, a utilização da heterogeneidade é importante e podem ser constituído de arvores e arbustos, dispostos linearmente, compostos por espécies de diferentes alturas, tipos de folhas e flores, portanto evitar sequência de espécies que sejam muito atrativas, pois elas causam distração exagerada aos motoristas (PAIVA, 2008). O objetivo da variação na paisagem, quebra a monotonia da pista, embeleza o ambiente, não permite sonolência no condutor, fato que faz parte da segurança das rodovias também, por isso é interessante dispor as plantas de forma alternada, variando as espécies.

 A vegetação pode auxiliar o motorista quando houver diferenças de nível entre o plano de rolamento e o terreno natural. Espécies que possuem copa baixa e com maciços vegetais bem densos, evitam que os veículos que se desviam da estrada atinjam grandes velocidades. Importante ressaltar que devem ser evitadas árvores com copa muito alta, o efeito da batida seria semelhante ao de um poste (DNIT, 2005).

No quadro 1, demonstra-se as espécies analisadas na primeira coleta de dados do trecho Dois vizinhos – Verê, com as espécies, altura, CAP e distancia da margem.

Trecho reto. Dois vizinhos – Vere

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Grevilea4333,2
Grevilea845,5 
Uva do japao1052 
Grevilea1567,1 
Grevilea6,533,9 
Grevilea1260,2 
Arvore seca1238 
Grevilea11,518,7 
Grevilea826 




Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Uva do
japao
727,83
Grevilea1865,5 
Grevilea1563,2 
Grevilea2088 
Grevilea1556,6 
Grevilea1556,5 
Grevilea2090 
Grevilea1878,4 
Eucalipto2068 
Eucalipto1857,7 
Eucalipto2070,4

O autor (2016)

Dois vizinhos – Sao Jorge D’oeste. Reta 1

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Chá de
bugre
1274,23,1
Arvore seca438,8
Guatambu855,7
Embaúba650,8
Embaúba652
Angico vermelho757,4
Sem identificação 549,9

A autora (2016)

Dois vizinhos – Sao jorge d’oeste Reta 2

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Cedro1278,51,8
Cedro1277
Arvore seca950
Cedro1466,7
    
Cedro844,94,2
Cedro845
Guabiju537
Guabiju4,536
Guabiju539
Palmeira742,2
Cedro844,4
Cedro843,8
Uva do japao1053,6
Goiaba3,530
Pessegueiro bravo5,537,1
Arvore seca536

O autor (2016)

Dois vizinhos – Sao jorge d’oeste. Reta 3

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Pinus1255,62,6
Uva do japao1049,5
Pinus1241
Uva do japao945
Grevilea1369,6
Grevilea1368
Grevilea1367,8
Grevilea1370
Grevilea1368,2
Grevilea1370,1
Grevilea1369,9
Eucalipto1580 
Eucalipto1581,1


  
Espécie (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia de margem
Pinus1257,42,2
Pinus1258 

O autor (2016)

Neste trecho reto, muitas espécies foram impossibilitadas de serem analisadas devido à quantidade de cipó que á cercava. 

Dois vizinhos – cruzeiro do iguaçu. Reta 1

Espécie (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Bananeira62,3
Bananeira6
Pata de vaca1880,7
Pata de vaca1880
Pata de vaca1566,7
Pata de vaca1774,2
Uva do japao1568
Uva do japao1466
Uva do japao1569,3
Pata de vaca1569,6
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Fumeiro
bravo
5,5402
Fumeiro bravo645
Fumeiro bravo643,9
Fumeiro bravo644,5
Angico vermelho1260,1
Uva do japao1673,3
Uva do japao1673,2
Uva do japao1671,9
Fumeiro bravo639,9
Louro pardo1880

A autora (2016)

Dois vizinhos – Cruzeiro do Iguaçu. Reta 2

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Bambu8213
Jatobá1358
Louro pardo1161,8
Uva do japao1561
Uva do japao1563
Palmeira1257,9
Angico vermelho1360
    
Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Vacum 5 33 2,5
Ipe roxo 6,5 43,1 
Pata de vaca 11 50 
Pata de vaca 11 52,3 
Pata de vaca 10,5 49,9 

A autora (2016)

Dois vizinhos – Salto do lontra. Reta 1

Espécie (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Angico
vermelho
1257,23,5
Monjoleiro1155,9
Monjoleiro1156
Canafistula1156,3
Palmeira844,7
Palmeira844,5
Uva do japao845
Uva do japao947
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Limao2222,8
Limao2,523
Fumeiro bravo742
Fumeiro bravo742,3
Fumeiro bravo742,1
Fumeiro bravo743,9
Fumeiro bravo744
Fumeiro bravo742,5
Louro pardo1878
Goiaba430
Cedro1050

A autora (2016)

Dois vizinhos – Salto do lontra

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Uva do
Japao
1568,35,2
Uva do Japao1567
Uva do Japao1567,8
Uva do Japao1565
Uva do Japao1567,7
Uva do Japao1570
Uva do Japao1565,4
Uva do Japao1565,4
Uva do Japao1566
Uva do Japao1567
Angico vermelho1259
Fumeiro bravo739
Angico vermelho1879
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Grevilea1879,43,6
Grevilea1880
Grevilea1881
Grevilea1880,4
Grevilea1881,5
Grevilea1880,5
Grevilea1882,4
Jequitibá1985
Nespeira633
Cinamomo1057,4
Arvore seca1067
Angico vermelho1778
Angico vermelho1776,4
Angico vermelho1777

A autora (2016)

Dois vizinhos – Francisco Beltrao. Reta 1

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Angico
vermelho
12663,7
Uva do Japao 1053 
Uva do Japao 1053,5 
Uva do Japao 952,8 
Uva do Japao 1053,4 
Uva do Japao 9,550 
Uva do Japao 1052 
Uva do Japao  952,8
Uva do Japao 953,1 
Uva do Japao 1055 
Fumeiro bravo539,6 
Canela333 
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Jerivá949,53
Arvore seca1050 
Cedro951,3 
Pata de vaca5,537 
Angico vermelho1058 
Bambu830 

A autora (2016)

Ponte

Ponte. Dois vizinhos – Vere

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Amorinha4333,2
Fumeiro bravo845,5
Peito de macaco1052
Grevilea1567,1
Laranja6,533,9
Uva do japao 1260,2
Uva do japao 1238
Aroeira pimenteira11,518,7
Arvore seca826
    
Espécie (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Chá de bugre6292
Grevilea1447
Grevilea1445,5
Grevilea1446
Chá de bugre1035
Arvore seca5 

A autora (2016)

Ponte Dois vizinhos – VerePonte Dois vizinhos - VereA autora (2016)

Esta ponte analisada de Dois vizinhos sentido Verê, foi a que menos apresentou vegetação dentre as três analisadas. No local, havia pedaços de uma moto que

Dois vizinhos – Francisco Beltrão. Ponte 2

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm) Distancia da margem
Pinus10

Pinus10  
Amorinha3,5  
Cinamomo9  
Nespeira4,5  
Abacateiro6  
Pata de vaca6  
Cerejeira do mato5,5  
Fumeiro bravo6  
Fumeiro bravo6  
Cinamomo9  
Cinamomo9  
Cinamomo9  
Ligustro9  
Ligustro9  
Ligustro9  
Ligustro   
Embaúba    
Embaúba    
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Ligustro1055 
Ligustro1053,4 
Cinamomo750 
Cedro748,9 
Vacum540 
Fumeiro bravo649 
Guabiroba546,4 
Sibipiruna1158,3 
Aroeira pimenteira5,547 
Chá de bugre649,3 
Sem id540 
Aroeira pimenteira544,4 
Fumeiro bravo6,550,2 
Pinus1260,2 
Fumeiro bravo748 
Ligustro956,6 

A autora (2016)

Nesta ponte pode-se perceber a variedade de espécies presentes próximas a ela, muitas frutíferas, que possivelmente foram plantadas pelos moradores ao lado do local, ligustros, que com seu crescimento rápido fornecia sombra para a residencia.

Ponte Dois vizinhos – Francisco beltraoPonte Dois vizinhos - Francisco beltraoA autora (2016)

Dois vizinhos – Salto do lontra. Ponte 3

Espécie (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Angico
vermelho
20937
Angico vermelho2094,2
Angico vermelho2298,9
Uva do japao1569,3
Cinamomo6,537
Cinamomo633
Cinamomo5,535
Ligustro944
Angico vermelho1877,9
    
Uva do
Japao
18804,3
Eucalipto1674,1
Eucalipto1881,2
Eucalipto1882,9
Eucalipto1883,5
Eucalipto1880,1
Eucalipto1882,1
Eucalipto1880,5
Cinamomo812,3
Ligustro743
Uva do Japao1258
Jerivá1566,6
Eucalipto1670,5

A autora (2016)

Ponte Dois vizinhos – Salto do lontraPonte Dois vizinhos - Salto do lontraA autora (2016)

Curva

Quando houver curvas no trajeto, principalmente curvas acentuadas, é importante que as árvores estejam plantadas somente na parte externa da curva, porque elas dão a sensação de afunilamento da pista, o conjunto de espécies nestas situações tende a marcar a ocorrência da situação pela repetição, fato que induz o condutor diminuir a velocidade, já as árvores dispostas em curvas, dificultam a visibilidade do condutor.

Em curvas horizontais, é indicado dispor as árvores agrupadas no lado externo da via, em curvas, a indicação é de dispor as árvores em semicírculo (DER/MG- 2004).

Dois vizinhos – Vere. Curva 1

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Amorinha4333,2
Fumeiro bravo845,5
Peito de macaco1052+
Grevilea1567,1
Laranja6,533,9
Uva do japao 1260,2
Uva do japao 1238
Aroeira pimenteira11,518,7
Arvore seca826
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Chá de
bugre
6292
Grevilea1447
Grevilea1445,5
Grevilea1446
Chá de bugre1035
Arvore seca 

A autora (2016)

Dois vizinhos – Vere

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cmDistancia da margem
Pitanga5303,5
Angico vermelho847,2
Uva do japao842
Abacate740,1
Uva do japao850
Uva do japao1068
Uva do japao1069,4
Uva do japao1067,5
Uva do japao1067
Louro pardo1370
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Angico
vermelho
1075
Chá de bugre854
Chá de bugre855,5
Angico vermelho769
Angico vermelho768,3
Angico vermelho768
Angico vermelho769
Angico vermelho769,3
Angico vermelho764
Guabiroba440
Laranja437
Chá de bugre858
Palmeira1074,7
Eucalipto11,572

O autor (2016)

Dois vizinhos – Cruzeiro do iguaçu

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Chá de
bugre
2,7
Uva do japao
Fumeiro bravo
Uva do japao
Chá de bugre
Chá de bugre
Ligustro
Uva do japao
Angico vermelho
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Peroba
Peroba
Grandiúva
Chá de bugre
Chá de bugre
Uva do japao
Embaúba5
Uva do japao
Uva do japao
Uva do japao
Uva do japao
Araça
Palmeira
Chá de bugre

A autora (2016)

Dois vizinhos – Francisco Beltrao

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm) 
Louro
pardo
15694
Louro pardo1672,1
Louro pardo1671
Canela 4,536,6
Angico vermelho2099,4
Canela 539
Louro pardo1567
Embaúba5,535,5
Embaúba5,535
Canjerana1519
Embaúba514
Palmeira1555
Embaúba535,5
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Abacateiro1266
Abacateiro1367,5
Angico vermelho1465,5
Fumeiro bravo2,528
Bambu218
Fumeiro bravo320,2
Pata de vaca2,517,7
Capim1,519,9
Cedro640,1
Plantas medicinais1

A autora (2016)

Dois vizinhos – Salto do lontra

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Sem
identificaçao 
748,3
Sem identificaçao 749
Sem identificaçao 750
Guatambu537
Cinamomo745,3
Guajuvira4,533
Fumeiro bravo747
Eucalipto plantaçao2090
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Grevilea2193
Grevilea2192,6
Palmeira2091
Grevilea2292,3 

O autor (2016)

Dois vizinhos –

    
    

A autora (2016)

Dois vizinhos –

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Cha de
bugre
6,553,12,8
Arvore seca756,3
Jambolao756,5
Uva do japao858
Guatambu547,9
Cha de bugre653,6
Guatambu548
Cha de bugre758
Uva do japao1060
Angico vermelho1267,9
Uva do japao1367
Fumeiro bravo   
Fumeiro bravo 
Angico vermelho   

A autora (2016)

Trevos e cruzamentos

Para trevos e cruzamentos, a escolha e disposição da vegetação devem ser de maneira criteriosa de modo que não prejudique a visibilidade do motorista (PAIVA, 2008). Para os trevos, o ideal é apenas uma vegetação rasteira, como gramas e floríferas pelo belo efeito visual, elas não provocarão distração no condutor, pois o trevo é um local onde os motoristas estão geralmente sempre atentos e em baixa velocidade.

Ao utilizar floríferas, deve-se ter uma manutenção frequente, pois assim o local não provocará a impressão de mau cuidado, porém o descaso da autoridade em algumas rodovias é visível, não dando atenção necessária para detalhes como este.

Para os acessos, são cruzamentos onde normalmente ocorrem muitos acidentes, normalmente pela falta de atenção dos motoristas com o veiculo cruzando a pista. Com o uso da vegetação, pode-se provocar a impressão de “fechamento” da pista através do plantio. Portanto, adotando uma espécie de grande porte ao lado do local de acesso, fará com que o motorista seja alertado à sua presença, portanto, sem dificultar a visibilidade do mesmo (DNIT, 2005).

Para os trevos de acesso as cidades, são indicadas espécies diferenciadas e expressivas, desse modo facilitará a memorização, além de servir de ponto de referência (PEREIRA, et al. 2007).

Placas de sinalização 

Quando alguma placa de sinalização estiver isolada, deverá ter uma espécie arbórea de porte pequeno, que auxiliará na leitura da placa. A espécie deve estar atrás da placa, e não muito perto, pois assim ela não esconderá a placa de sinalização, caso haja falta de manutenção da espécie (DNIT, 2005).

O objetivo da sinalização viva não é substituir a sinalização convencional, em pontos estratégicos ela pode agir de forma a reforçar a segurança, para realçar as placas, trechos desprotegidos com taludes, retas, curvas, acessos às estradas secundárias entre outros locais, ou seja, diversos pontos da rodovia devem estar de acordo com a segurança de quem transita naquele espaço, acompanhando o alinhamento das curvas sem prejudicar a visibilidade (DNIT, 2009).

Segundo DENATRAN (2005), deve-se um cuidado com a vegetação para que não escondam as placas de sinalização. Por não ver essas placas, os motoristas podem ser induzidos a fazer manobras que tragam perigo de colisões entre veículos, dessa maneira, a árvore agirá de forma indireta ocasionando o acidente.

Ao decorrer das estradas, foram observadas todas as placas presentes nas rodovias, e pode-se notar que nem todas são colocadas com padrão e pouco tem-se a preocupação a árvore que esta atrás da mesma, ou até mesmo arbusto.

Trecho reto, dois vizinhos à VereTrecho reto, dois vizinhos à VereO autor (2016)

Abismo 

A vegetação nos locais de abismo devem ser de alturas progressivas, da seguinte maneira, as forragens e arbustos de pequeno porte devem estar próximo da pista e logo atrás árvore de porte maior, aumento consecutivamente essa altura. Isso fará com que a vegetação amorteça, evitando danos mais sérios em caso de acidentes.

Dois vizinhos – Francisco Beltrao. Abismo 1

Espécies (lado direito)Altura Altura CAP
Araucaria437,85,1
Araucaria333,4
Araucaria4,539
Araucaria437,4
Araucaria436
Araucaria438,8
Araucaria438
Araucaria230
Araucaria333
Araucaria435,7
Pata de vaca1,520
Pata de vaca221
Pata de vaca1,520,3
Pata de vaca1,520,8
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Plantas
medicinais
13,1
Arbustos1,5

A autora (2016)

A plantação de araucárias neste abismo, teve a intenção de servir de barreira vegetação, para amortecer caso . Porém, as arvores estao bastante espaçadas, podendo assim passar tranquilamente entre elas. A pata de vaca poderia ser um item a mais de proteçao se tivesse mais mudas da mesma.

O plantio deve ter em torno de 7 anos, as árvores são novas, porém, mesmo quando mais velhas. A distancia de 5,1 metros é do final da pista até o início do abismo.

Araucárias do abismo, dois vizinhos – francisco beltraoAraucárias do abismo, dois vizinhos - francisco beltraoA autora (2016)

Dois vizinhos – Francisco beltrao. Abismo 2

Espécies (lado direito)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Louro
pardo
15694,2
Louro pardo1672,1
Louro pardo1671
Canela 4,536,6
Angico vermelho2099,4
Canela 539
Louro pardo1567
Embaúba5,535,5
Embaúba5,535
Canjerana1519
Embaúba514
Palmeira1555
Embaúba535,5
    
Espécies (lado esquerdo)Altura (m)CAP (cm)Distancia da margem
Abacateiro12662,7
Abacateiro1367,5
Angico vermelho1465,5
Fumeiro bravo2,528
Bambu218
Fumeiro bravo320,2
Pata de vaca2,517,7
Capim1,519,9
Cedro640,1
Plantas medicinais1

O autor (2016)

Este abismo foi avaliado juntamente com uma curva

Parâmetros analisados

Em todos os casos foram analisados parâmetros de relevância para o estudo, sendo eles citados abaixo:

Densidade

As madeiras mais pesadas geralmente são as mais resistentes, elásticas e duras. Porém, são de mais difícil trabalhabilidade e apresentam variabilidade. O conhecimento da densidade reflete na sua qualidade, e na classificação de uma madeira (MORESCHI, 2005).

A densidade da madeira varia de espécie para espécie, entre procedência e até indivíduos de uma mesma espécie, tanto no sentido longitudinal como no radial (REMADE).

Das espécies com maior densidade tem-se o Araça (Psidium cattleianum), que possui uma densidade de 1,12 cm³ (REFERENCIA), seguido do ipe amarelo () com densidade de 1,05 cm³ (REFERENCIA) e uma das espécies mais encontradas em margem de estrada, Angico vermelho () de 0,8 á 1,05 cm³ de densidade (REFERENCIA).

O araçá e o ipê amarelo foram vistos somente uma amostra de espécie nos trechos analisados, porém o angico vermelho esteve presente em todos os trechos, como em curva, reta, abismo e ponte.

Devido ao alto índice de plantação de eucalipto em margem de estrada não foi possível a determinação de todas as espécies corretamente, sendo assim foi listada as espécies com maior numero de plantação do estado do Paraná, sendo Eucalyptus grandis, Eucalyptus dunnii e Eucalyptus benthame.

Na tabela 1 é demonstrado as espécies analisadas a respectivamente a densidade das mesmas.

Espécie e sua densidade

Nome popularNome cientificoDensidade (cm³)
AbacateiroPersea
americana
0,57
AmorinhaMorus nigra 0,81
Angico VermelhoAnadenanthera macrocarpa0,80 á 1,05
AraçaPsidium cattleianum1,12
AraucáriaAraucaria angustifolia0,61
Aroeira pimenteiraSchinus terebenthifolia0,8
BambuBambusa vulgaris0,6
BananeiraMusa spp.
BergamoteiraCitrus reticulata 
BracatingaMimosa scabrella0,67
CanafistulaPeltophorum dubium0,75 à 0,90
CanelaNectandra lanceolata0,5 à 0,6
Canjerana Cabralea canjerana0,69
CedroCedrella fissilis0,6
Cerejeira do matoEugenia involucrata0,9 á 0,98
Chá de bugreCasearia sylvestris0,84
CinamomoMelia azadarach510 kg/m³
EmbaúbaCecropia pachystachya0,41
Eucalipto-cidraEucalyptus dunnii 
EucaliptoEucalyptus grandis
EucaliptoEucalyptus benthame
Fumeiro
bravo
Solanum mauritianum 
GoiabeiraPsidium guajava0,82
GrandiúvaTrema micrantha
GrevileaGrevillea robusta0,52
GuabijuMyrcianthes pungens 
GuajuviraCordia americana0,75
GuatambuChrysophyllum gonocarpum 0,72
Ipe amarelo  Handroanthus
chrysotrichus 
1,05
Jambolao Syzygium cumini 
JequitibáCariniana legalis 0,78
LaranjeiraCitrus sinensis 
LigustroLigustrum lucidum 
LimoeiroCitrus limon 
Louro pardoCordia trichotoma0,65 à 0,78
NespereiraEriobotrya japonica 
PaineiraCeiba speciosa 
Palmeira 
Pata de vacaBauhinia forficata 
Peroba-rosaAspidosperma polyneuron0,85
Pessegueiro bravoPrunus myrtifolia0,92
Pinus Pinus spp. 
PitangaEugenia uniflora0,74
PlatanoPlatanus acerifolia 
TipuanaTipuana tipu 0,67 a 0,75
Uva do japaoHovenia dulcis 
VacumAllophylus edulis0,5
   
  

A autora (2016)

Módulo de elasticidade

Segundo Moreschi (2005), o módulo de elasticidade (E) expressa a carga necessária para distender um corpo de prova de 1 cm² de seção transversal, a uma distância igual seu próprio comprimento. Este módulo calculado é um valor teórico para obter facilidade em cálculos e como indicador de qualidade para classificado de peça do material, não é possível distender a madeira sem que antes ela chegue á ruptura.

Embora não forneça informações reais sobre o comportamento do material, pode-se dizer que:

a) Quanto mais alto o E, mais alta é a resistência da madeira;

b) Quanto mais alto o E, mais baixa será a deformabilidade da madeira;

c) Quanto mais baixo o E, piores serão as qualidades da madeira para fins de construções civis.
A importância de saber o módulo de elasticidade de cada espécie se dá ao fato de determinar qual a resistência da madeira caso ocorra um acidente em que o automóvel bata na árvore
 

Flor e fruto

Dependendo do trecho percorrido, tanto flor quanto fruto podem servir de distração para o condutor, portanto não é aconselhável arvores com flores muito chamativas em grande quantidades, nem frutos grandes ou que despertem a vontade do condutor.

As frutíferas podem também ser uma distração e ate mesmo um perigo na estrada. Pode levar o condutor à querer parar o carro em local perigoso para pegar a fruta, a mesma pode causar um acidente caso caia sobre o veiculo ou até mesmo na frente, causando reflexo no motorista e tirando o carro da pista.

Espécies com grandes frutos visto nos trechos como abacate e mamão, podem causar acidentes do gênero. O abacate possui um fruto grande do tipo dupra, que pode chegar a pesar 1,5 kg.

A nespereira, limão, laranja, goiabeira e pitanga são espécies muito utilizadas no comercio de frutas, por serem comestíveis. Pode-se observar em alguns casos a presença do limoeiro entre a plantação de eucalipto, assim como distribuído por todo percurso, sendo a frutífera de maior numero nas estradas. As outras frutíferas não são tao frequentes como o limão, portanto não podem ser consideradas muito atrativas para quem passa pelo local.

(Época de floração destas espécies) Das floríferas, as mais chamativas são o ipe-amarelo, canafístula, paineira. Portanto, nenhuma das espécies estão em sequencia na estrada, ou seja, estão bem distribuídas, apenas ressaltando sua beleza dentre as outras. Outra espécie em que chama bastante atenção na sua época de floração é o Louro pardo que se destaca no meio das outras, devido a sua exuberância.

Caracteristicas fenológicas das espécies

Nome popularNome científicoFlorFruto
AbacateiroPersea americanaAmarelas,
pequenas, em grande quantidade
drupas piriformes, ovaladas ou
globosas
AmorinhaMorus nigraEspigas,
pendentes, branca minuscula
Drupas compostas, cilíndrico,
carnoso
Angico VermelhoParapiptadea rigidabrancas
alvas dispostas em capítulos globosos 
vagem achatada grandes
AraçaPsidium cattleianumAxilares,
sobre pedúnculos unifloros
Baga globosa, glabra, polpa
suculenta
AraucáriaAraucaria angustifoliaNão possui pseudofrutos, reunidos em estróbilo feminino
ou pinha
Aroeira pimenteiraSchinus terebenthifoliaBrancas,
muito pequenas
drupas globosas de coloração
vermelho-brilhante
BambuBambusa vulgarisLenta florescenaBacáceo, piriforme de pericarpo
espesso
BananeiraMusa spp.formam
uma espiga terminal,  abre um caminho
no meio das bainhas do pseudotronco
tropical climatérica, polpa
macia, cachos pesados
BergamoteiraCitrus reticulatabrancas e aromáticas forma oblata, base
com pescoço pequeno e ápice pouco deprimido
BracatingaMimosa scabrellaamarelas e
pequenas, dispostas em racemos curto
craspédio deiscente
CanafistulaPeltophorum dubium vistosas e com coloração amarelaCrisopotamica em forma
espatulada, oblanceolada 
CanelaNectandra lanceolatabranco-amareladas,
vistosas, numerosas
Baga escura, elipsóide, pequena
Canjerana Cabralea canjeranapequenas,
aromáticas, reunidas em inflorescência em tirsos axilares
 cápsula globosa, com ápice arredondado e
base estreitada 
CedroCedrella fissilisPentamerasforma de pêra, deiscentes
Cerejeira do matoEugenia involucrata vistosas, pentâmeras

e com muitos estames

Drupas
Chá de bugreCasearia sylvestrispequenas,
brancas,  agrupadas 
globosos e de coloração vermelha
CinamomoMelia azadarachPequenas
lilás-roseas, lineares, perfumadas
Ovóide arredondado, drupa
EmbaúbaCecropia pachystachyaGlabras,
perigonio tubular
Pequenas dupras reunidas ,
medindo de 8 a 20 cm
Eucalipto-cidraEucalyptus dunnii brancas, bem pequenasCapsulas lenhosas deiscentes, valva pouco saliente
EucaliptoEucalyptus benthamiiInflorescência axilarhemisférico a campanulado
EucaliptoEucalyptus grandisInflorescência axilarcápsulas piriformes, verde-azulados, deiscentes, com valvas
encurvadas
Fumeiro bravoSolanum mauritianumterminais,
corimbosas e muito ramosas
Globosos e suculentos, de 1,5 cm
de diâmetro
GoiabeiraPsidium guajavaBotões
florais tomentosos ou glabros, com cálice membranoso
Bagas, ovóides, 10 a 12 cm
GrandiúvaTrema micranthanumerosas
flores se agrupam na base do pecíolo e ao redor dos ramos
Drupa, carnoso, pequena
GrevíleaGrevillea robustaLaranja-
ouro, de 2 cm
Ovoides oblíquos e lenhosos
GuabijuMyrcianthes pungensMelíferasDrupa globosa com polpa carnosa
GuajuviraCordia americanamelíferas, de cor branca, pequenas e

agrupadas em panículas 
Capsulas secas e subglobosas
GuatambuChrysophyllum gonocarpum metaclamídea, pentâmera, súpero, anteras

extrorsos, rimosas, e placentação axilar
 drupa
Ipê amarelo  Handroanthus
chrysotrichus 
Amarelas, chamativascápsula linear acuminada 
Jambolão Syzygium cuminihermafroditas, brancas com longos estames e reúnem-se em racemos terminais,baga, polpa carnosa que envolve a
semente
JequitibáCariniana legalis forma campânula, panícula terminal densacápsulas lenhosas com formato
semelhante à de um cachimbo
JeriváSyagrus romanzoffiana inflorescências surgem o ano todo, em cacho pendente, grande, ramificado, com pequenas flores de cor amarelo cremedrupa amarela, de formato globoso a ovoide, com polpa fibrosa, suculenta e doce
LaranjeiraCitrus sinensisbrancas, pequenas e perfumadasEsférico, tamanho médio, comestível
LigustroLigustrum lucidumInflorescência em panículas e flores pequenas e brancasfrutos roxos e circulares, pequenos
LimoeiroCitrus limonaxilares, alvas, perfumadas Baga, hesperídio, endocarpa membranoso, comestível
Louro pardoCordia trichotomabrancas no início, perfumadas, 2 cm de comprimentonúcula de pericarpo pouco espessado e seco, com cálice e corola persistente e marcescente
NespereiraEriobotrya japonicaBranco-amareladasAmarelos, piriformes e comestíveis
SibipirunaCaesalpinia pluviosareunidas em inflorescências de coloração amarelavagens contendo sementes de coloração amarelo-esverdeado
TipuanaTipuana tipuAmarelas, possuem um estandarte, duas asas e uma quilhaSâmaras, indeiscentes, castanhas na maturação
Uva do japãoHovenia dulcisBrancas, pequenas, não vistosasGlobosos do tipo capsula
VacumAllophylus edulisMelíferasesquizocarpo, indeiscentes e monospermas

A autora

 Tronco e copa 

A forma do tronco, assim como o formato da copa, podem influenciar na segurança das rodovias. Algumas espécies por possuir o tronco tortuoso, podem influenciar em algum acidente, de modo que o mesmo caia sobre a pista, tampe a visão do motorista, enrosque em caminhões, quebre e caia sobre os automóveis, então quanto mais retilíneo o tronco for, mais adequado será para a margem da pista.

Assim como a copa pode influenciar, pois caindo sobre a pista atrapalha a visibilidade do condutor e pode esconder placas de sinalização.

Copa e tronco das espécies

Nome comum Nome cientifico Copa Tronco
AbacateiroPersea
americana
compacta e
arredondada 
Retilíneo
AmorinhaMorus nigraAchatada
em forma de guada chuva
Retilíneo
Angico VermelhoParapiptadenea rigidaUmbeliformeLeve
tortuosidade
AraçaPsidium cattleianumIrregular e ralaLeve
tortuosidade
AraucáriaAraucaria angustifoliaCorimbiformeRetilíneo
Aroeira pimenteiraSchinus terebenthifoliaArredondada Tortuoso
BambuBambusa vulgarisAdensadaRetilíneo e fino
BananeiraMusa spp.Folhas
grandes, rentes ao tronco
Pseudo
tronco retilíneo
BergamoteiraCitrus reticulataPouco densa, baixaTortuoso
BracatingaMimosa scabrellaarredondada Retilíneo
CanafístulaPeltophorum dubiumGalhosa,
aberta e obovoide
Retilíneo
CanelaNectandra lanceolataIrregular,
larga, densa
Reto e
pouco tortuoso
Canjerana Cabralea canjeranalarga e
arredondada, com

folhagem verde-escura

cilíndrico,
reto ou geralmente tortuoso
CedroCedrella fissilisalta e em
forma de corimbo
Reto e
pouco tortuoso
Cerejeira do matoEugenia involucrataestreita
e

alongada, medianamente ramificada, com galhos

resistentes 

curto,

sem definição de dominância apical e bastante

ramificada

Chá de bugreCasearia sylvestrisbaixa,densifoliada,
fastigiada arredondada
Reto a
tortuoso com ramificações 
CinamomoMelia azadarachAberta Leve
tortuosidade
EmbaúbaCecropia pachystachyaconcentrada em cima e
aberta, baixa densidade
Reto,
cilíndrico e fistuloso
Eucalipto-cidraEucalyptus dunniiAlongada, alta, moderadamente densaRetilíneo
EucaliptoEucalyptus benthamiimoderadamente densaRetilíneo
EucaliptoEucalyptus grandisAberta ou alongadaRetilíneo
Fumeiro bravoSolanum mauritianumAmpla e
pouco densa
Cilíndrico,
retilíneo
GoiabeiraPsidium guajavaAmpla e
pouco densa
Pode ter
várias ramificações, tortuoso
GrandiúvaTrema micranthaOvalada,
não muito densa
Leve
tortuosidade, pode ter várias ramificações 
GrevíleaGrevillea robustaDensa, altaRetilíneo
GuabijuMyrcianthes pungensBaixa e arredondadaLeve
tortuosidade com varias ramificações
GuajuviraCordia americanaPiramidalPiramidal
GuatambuChrysophyllum gonocarpum Forma de taça, densaRetilíneo
Ipê amarelo  Handroanthus chrysotrichus Alta,
densifoliada e arredondada
Tortuoso
com seção cilíndrica
Jambolão Syzygium cuminiCheia, ampla, ramificadaRetilíneo 
Jequitibá Cariniana legalis Alta, densifolia Retilíneo
e cilindrico
LaranjeiraCitrus sinensisDensa, arredondadaTortuoso
LigustroLigustrum lucidumDensa,
arredondada 
Leve tortuosidade
LimoeiroCitrus limonAberta e
arredondada
Possui
muitos ramos e presença de acúleos
Louro pardoCordia trichotomaalongada,
densifoliada,

arredondada, típica

reto,
de seção ovalada a cilíndrica
NespereiraEriobotrya japonicaarredondada
e ramagem nova recoberta por lanugem
Curto
PaineiraCeiba speciosaAmpla e
pouco densa
Recoberto
por acúleos, é mais grosso na base
JeriváSyagrus romanzoffianaConcentrada
no topo
Retilíneo
Pata de vacaBauhinia forficataGlobosa,
espalhada
Tortuoso
Peroba-rosaAspidosperma polyneuronDensa, altaRetilíneo
Pessegueiro bravoPrunus myrtifoliaPouco densaRetilíneo
Pinus Pinus spp.Piramidal, Retilíneo
PitangaEugenia unifloraBaixa e
densifoliada
Reto
delgado, pouco tortuoso 
SibipirunaCaesalpinia peltophoroidesDensa, pouco altoRetilíneo
TipuanaTipuana tipuarredondada
frondosa,  densa e ampla
Com
muitas fissuras, pode ser tortuoso
Uva do japãoHovenia dulcisAberta e
arredondada
Leve
tortuosidade
VacumAllophylus edulisBaixa e
densifoliada
Reto a
tortuoso, suavemente acalanado

A autora (2016)

Espécies como cinamomo, ligustro, aroeira pimenteira, não são aconselháveis para plantaçao à menos de 3 metros da estrada, devido a tortuosidade de seu tronco. Quanto a copa, evitar muitas árvores da mesma espécie plantada de forma homogenea, e também quando a copa for muito alta, como da bracatinga, grevilea, jerivá e eucalipto, além da monotonia, o sol pode incidir atrapalhando o motorista.

 Índice de crescimento, desrama natural e ciclo de vida

Todas as espécies passam pelo processo de desrama natural, que é o momento em que se inicia a oclusão do nó morto pelo crescimento radial do tronco, a deterioração da madeira do galho avança até o momento em que o galho se quebra. Isso muda conforme a espécie e até mesmo entre árvores da mesma espécie.

Fatores como genética da árvore, dimensão dos galhos, longevidade e resistência à deterioração dos galhos mortos são o que determinam a eficiência da desrama natural (REMADE, 2013).

Em seu ambiente natural, o crescimento da árvore pode ser mais lento que em ambiente plantado, sendo a densidade também mais elevada. Quando a desrama natural é boa a qualidade da madeira é consequentemente excelente em florestas plantadas.

Indice de crescimento, desrama e desfolia

Nome comumNome científicoDesfoliaDesrama
AbacateiroPersea
americana
Perenifólia  
AmorinhaMorus nigraCaducifólia  
Angico VermelhoParapiptadenea rigidaDecídua  
AraçáPsidium cattleianumPerenifólia  
AraucáriaAraucaria angustifoliaPerenifólia  
Aroeira pimenteiraSchinus terebenthifoliaPerenifólia  
BambuBambusa vulgarisPerenifólia  
BananeiraMusa spp.Perenifólia  
BergamoteiraCitrus reticulataPerenifólia  
BracatingaMimosa scabrellaCaducifólia  
CanafistulaPeltophorum dubiumDecídua  
CanelaNectandra lanceolataPerenifólia  
Canjerana Cabralea canjeranaDecídua  
CedroCedrella fissilisDecídua  
Cerejeira do matoEugenia involucrataDecídua  
Chá de bugreCasearia sylvestrisPerenifólia  
CinamomoMelia azadarachCaducifólia  
EmbaúbaCecropia pachystachyaPerenifólia  
Eucalipto-cidraEucaliptus dunniiPerenifólia  
EucaliptoEucalyptus benthamePerenifólia  
EucaliptoEucalyptus grandisPerenifólia  
Fumeiro bravoSolanum mauritianumPerenifólia  
GoiabeiraPsidium guajavaPerenifólia  
GrandiúvaTrema micranthaPerenifólia  
GrevilleaGrevillea robustaSemidecidua  
GuabijuMyrcianthes pungensSemidecidua  
GuajuviraCordia americanaDecídua  
GuatambuChrysophyllum gonocarpum Semidecídua  
Ipe amarelo  Handroanthus chrysotrichus Decídua  
Jambolao Syzygium cuminiPerenifólia  
Jequitibá Cariniana legalis Semidecídua  
LaranjeiraCitrus sinensisPerenifólia  
LigustroLigustrum lucidumPerenifólia  
LimoeiroCitrus limonPerenifólia  
Louro pardoCordia trichotomaDecídua  
NespereiraEriobotrya japonicaPerenifólia  
PaineiraCeiba speciosaPerenifólia  
PalmeiraDypsis lutescensPerenifólia  
Pata de vacaBauhinia forficataPerenifólia  
Peroba-rosaAspidosperma polyneuronPerenifólia  
Pessegueiro bravoPrunus myrtifoliaSemidecidua  
Pinus Pinus spp.Perenifólia  
PitangaEugenia unifloraSemidecidua  
PlatanoPlatanus acerifoliaCaducifólia  
TipuanaTipuana tipuPerenifólia  
Uva do japaoHovenia dulcisCaducifólia  
VacumAllophylus edulisDecídua  

A autora (2016)

As árvores perenifólia, como a maioria das analisadas, são as que não perdem suas folhas durante o inverno, as caducifólias perdem todas as suas folhas, semicaducifólia perde parcialmente. A decídua é aquela capaz de florescer parcialmente em folhas.

Espécies predominantes

Fumeiro Bravo (Solanum mauritianum Scop.) 

 FLORASBS (2016), Solanum mauritianum Scop. conhecida popularmente como fumo-bravo, fumeiro bravo, ou fruta-de-lobo, dependendo da região, é uma arbórea tipo arbustiva ou arvoreta que pode alcançar 10 metros de altura, nativa do Brasil mas não endêmica, pertencente à família Solanaceae, tendo ocorrência na Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista e Densa e na Floresta Estacional Decidual e Semidecidual, sendo na região sudeste e sul do Brasil.

Utilizada na medicina popular como calmante e diurética. Pelos índios guaranis, era utilizada em infusão das folhas e raízes no combate à dor de dente e também utilizado para combater o amarelão nos animais.

Apresenta florescência na primavera e verão (setembro e novembro), mais pode ser encontrada florescendo em outras épocas do ano, a forma de dispersão zoocorica e frutificação em dezembro e março.

 Fumeiro bravo possui folhas simples alternadas, onde a face adaxial é verde-clara a verde, coberta de tricomas de formato elípticas, bicolores e a face abaxial esbranquiçadas também com presença de tricomas, margem inteira, lâminas elípticas a oblongas, de 10-25 cm de comprimento e 4,1-9 cm de largura, de ápice atenuado, base aguda, fruto globoso, verde, de cerca de 1 cm de diâmetro, coberto de tricomas; quando maduro, amarelado (FloraSBS, 2016).

Segundo CARVALHO (2014) possui um tronco cilíndrico de casca acinzentada. É tipicamente pioneira, comum às áreas antropizadas excepcionalmente em beira de estradas, borda de florestas e roças abandonadas (RUSCHEL et. al, 2008). Sua densidade de x e modulo de elasticidade x,

 Eucalipto 

Pertencente a família myrtaceae, o eucalipto é uma planta que ao longo de sua evolução desenvolveu mecanismos eficientes que o fazem crescer e se desenvolver em condições propícias e além de suportar estresse hídrico, de temperatura, nutricional, entre outros, explicando o grande número de espécies na natureza e sua ampla dispersão em variáveis regiões. A espécie é exótica e veio da Austrália no início do século XX, o gênero Eucalyptus, conta com mais de 700 espécies e híbridos (COSTA, BESSA, 2013). O gênero Eucalyptus é o mais plantado no Brasil.

Com a crescente demanda por madeira para comercialização os produtores rurais investem bastante em plantação da espécie em sua propriedade para uma opção a mais de investimento. Devido a isso, em toda estrada que se circula pelo Paraná pode-se observar a presença da espécie plantada até mesmo em margem de estrada.

No sul do Brasil, as espécies mais plantadas são:  Eucalyptus dunnii,
Eucalyptus benthamii, Eucalyptus saligna, Eucalyptus viminalis, Eucalyptus camaldulensis, Eucalyptus grandis, Eucalyptus cloeziana, Corymbia citriodora e Eucalyptus badjensis
(SERPE, 2015).

 Eucalyptus grandis 

Segundo EMBRASERRA, (2016) Eucalyptus grandis é uma exótica, perenifólia, que chega atingir 60 m de altura e diâmetro acima de 1,2 m. Possui tronco retilíneo, com casca pulverulenta, desprendendo-se em tiras longas deixando aparecer em baixo uma superfície lisa de cor clara. A madeira é morrom-rosada e apresenta densidade de baixa a média e é de fácil trabalhabilidade (FERREIRA, 1979).

Possui ramagem longa e robusta, as folhas adultas sao lanceoladas, falcadas, verde-escura, levemente com base ondulada. inflorescencias em umbelas axilare de pedunculo achatado. Frutos sao capsulas piriformes, deiscentes, com valas encurvadas (LORENZI).

Eucalyptus dunnii 

Arvore perenifólia que chega a 45 metros de altura, possui tronco reto e retilíneo de casca lisa, fina e descama em placas longas, forma copa alongada e moderadamente densa (BENTEC, 2016).

Segundo LORENZI () o mesmo autor, as folhas sao alternas, lanceoladas, verde escuro e influrescencia axilares numerosas. Ramagem longa e robusta, formando copa aberta ou alongada. Folhas lanceoladas, falcadas, verde-escuras, brilhantes, com ápice agudo e margens levemente onduladas, de 10-20 cm de comprimento, com pecíolo de 2-3 cm. Inflorescências em umbelas axilares, com pedúnculo achatado, com 6-12 flores brancas. Frutos piriformes, em geral verde-azulados, deiscentes, com valvas encurvadas, de cerca de 7 mm de diâmetro, com sementes marrons pequenas.

Bastante utilizado para fabricação de móveis, serraria, caixotaria, celulose.

 Eucalyptus benthamii

A espécie perenifólia, chega atingir 36m, porte alto. Folhas adultas sao alternas, longas hastes, lanceoladas. Inflorescência axilar, 4-7 flores, pedúnculos com 0,5 cm de comprimento, pediceles com 0,25 cm. Fruto hemisférico a campanulado, subglauco quando imaturo, disco estreito, 3-4 valvas (BENTEC, 2016). A madeira é utilizada para reflorestamento, comercio e industria. 

No Brasil as primeiras plantações de E. benthamii foram em 1988 pela
EMBRAPA Florestas, em Colombo, Paraná. Esta espécie é considerada a escolha certa para plantação em regiões com geada frequente.

Chá de bugre – Casearea sylvestris

Espécie arbórea com altura de 8 a 12 m com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. Possui folhas simples, membranáceas, glabras e com 8-14 cm de comprimento. As flores são pequenas,amarelo-esbranquiçadas e reunidas em inflorescências. Os frutos são globosos e de coloração vermelha. Floresce durante junho à agosto, os frutos amadurecem em setembro até novembro (LORENZI, 2008).

Segundo o mesmo autor, ocorre desde o nordeste até o sul do Brasil nas florestas semidecídua, sendo na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Planta perenifólia, heliófita, pioneira, típica de solos úmidos e de boa fertilidade da floresta semidecídua. Seus frutos suculentos são consumidos por algumas espécies da fauna, tornando a árvore interessante para inclusão em plantios mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente, principalmente as localizadas em beira de rios e córregos .

Sua madeira é moderadamente pesada, com densidade de 0,84 cm³, macia, compacta e de baixa durabilidade quando exposta, o valor da madeira em pé é de R$ 103,00 a R$ 370,00 o m³. Pode ser empregada para usos internos, confecção de caixas leves, cercas e brinquedos (FILHO, SARTORELLI, 2015). 

Folhas e frutos tem ampla utilização medicinal, tendo sido comprovadas ações antimicrobianas, anti-inflamatórias e antiúlceras gástricas, além de ser usada no auxilio de emagrecimento.

 Pata de vaca (Bauhinia forficata Link) 

Fazer teste mecanico, resistencia mecanica, quanto de diametro/impacto

absorver energia 

Popularmente conhecida como pata-de-vaca, Bauhinia forficata é uma espécie pertencente à família Fabaceae, espécie de médio porte que pode atingir 10 metros de altura, possui um tronco tortuoso com 40 cm de DAP na idade adulta (LORENZI, 1998).

Suas folhas são alternas, bifolioladas com folíolos fundidos, glabros ou levemente pubescentes na face dorsal, com tamanho de 12 cm de comprimento. A espécie é facilmente reconhecida devido à sua folha que é realmente parecida com uma pata de vaca. Suas flores solitárias brancas não muito chamativas que possui florescimento a partir do final do mês de outubro, prolongando-se até janeiro. A maturação dos frutos ocorre em julho-agosto, que são do tipo vagem deiscentes e achatadas (IBF).

A espécie é medicinal, suas folhas são consideradas antidiabéticas, diuréticas e hipocolesterêmiantes, podem ser usadas para combater cistites, parasitoses intestinais, elefantíase e como auxiliar no tratamento de diabetes.

Ocorre naturalmente nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, principalmente na floresta pluvial atlântica. É uma planta semidecídua com formato de copa arredondada com média densidade de folhas. Sua floração é branca e vistosa e se dá a partir do mês de outubro até janeiro e a maturação dos frutos ocorre durante os meses de julho a agosto com dispersão de sementes autocórica (LORENZI, 1998). Tem crescimento de rápido a moderado e não apresenta dominância apical definida apresentando várias bifurcações, necessitando de poda dos ramos laterais (CARVALHO, 2003).

Comumente vista em margem de estrada devido ao seu rápido crescimento, assim como fácil adaptação em qualquer tipo de solo, a pata-de-vaca é uma espécie que entoucera facilmente, portanto é aconselhável que esteja numa distancia considerável da margem para evitar que enrosque em automóveis que circulam pela rodovia, até mesmo que esconda placas de sinalização. Não causará nenhum dano grave caso ocorra um acidente que confronte com ela.

Aconselhável plantação em trechos retos.

Grevilea – Grevillea robusta 

Esta arvore semidecídua, pode alcançar até 20 metros de altura, é originária da Austrália. Possui um tronco reto e retilíneo, casca saliente e parda. A copa é piramidal e sua folha é composta bipinada, grandes, alternas, verde-escura. a inflorescência é em espiga cilíndrica, flores amarelas- alaranjadas e frutos ovoides, oblíquos, lenhosos, deiscentes, achatados (LORENZI).

A espécie é muito utilizada em quebra-vento e proteção
de geadas, sendo considerada  ideal para sistemas agroflorestais pela baixa competitividade com as outras culturas, é utilizada em sombreamento de pastagens com benefícios, devido a grande capacidade de adaptação e isso justifica a grande quantidade da espécie em beira de estrada. A espécie rápido crescimento, plasticidade, rusticidade e boa qualidade da madeira (FERREIRA, MARTINS, 1998).


Angico vermelho – Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan. 

Planta decídua, heliófita, pioneira, o Angico vermelho, também conhecido como angico-da-mata, guarucaia, dentre outros, é uma espécies nativa da Mata Atlântica e ocorre naturalmente de de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. A espécie é tolerante à geada e não tolerante à secas temporárias, portanto se adapta bem a região de Dois vizinhos. Possui uma velocidade de crescimento moderada, e seu IMA é de 13,40 m³/ha/ano (FILHO, SARTORELLI, 2015).

Sua flor é branca alva dispostas em capítulos globosos, floresce a partir de novembro e vai até meados de janeiro, fruto é uma grande vagem achatada e a do mesmo é em junho e julho (LORENZI, 1998). 

Sua madeira muito densa (0,85 a 1,00 g/cm³), de cerne pardo-avermelhado e alburno pardo-rosado, com superfície lustrosa e lisa. Sua casca é grossa, escura, fendilhada, de cor pardo-avermelhada internamente, possui uma goma amarela, é de alta durabilidade natural e resistência mecânica média. A madeira possui valor econômico e pode ser usada em diversos setores como em construções, estacas, postes, mourões, dormentes, vigas, caixilharia, assoalhos, peças torneadas e carpintaria em geral.
O valor da madeira em pé vai de R$136,67 a R$ 570,00 o m³ (FILHO, SARTORELLI, 2015).

Uva do japão – Hovenia dulcis 

Espécies de trechos não analisados

Muito variadas são as espécies presentes na margem de estrada do sudoeste paranaense, há lugares em que possui um adensamento de espécies assim como outros que possuem apenas um estrato da vegetação.

 No quadro x, foram listadas algumas espécies que foram constatadas nas estradas e reconhecidas apenas por uma característica peculiar da espécie, como por exemplo, pela folha, flor ou tronco. Sendo então, não menos importante que as listadas com todas as suas características, porém só com seu nome popular, cientifico e respectivamente sua densidade.

Essa demonstração é importante uma vez que há uma grande diversidade de espécies presentes nas estradas, e elas não são menos importantes que as citadas nos trechos analisados.

Outras espécies

Nome popularNome científicoDensidade
MamoeiroCarica papaya 
IngaInga marginata 
Açoita cavaloLuehea divaricata 
Pau pólvoraTrema micrantha 
FlamboyantDelonix regia 
CanafistulaPeltophorum dubium 
Extremosa Lagerstroemia indica 
Ipe rosaHandroanthus heptaphyllus 
Sangra d’aguaCroton urucurana 
PaineiraCeiba speciosa 
Aroeira salsaSchinus molle 
Figueira chilenaFicus auriculata 
FigueiraFicus beijamina 
Erva mateIllex paraguariensis
VassourinhaScoparia dulcis 
MangueiraMangifera indica 

 
ImbuiaOcotea porosa 
CanjeranaCabralea oblongifoliola 
CafeeiroCoofea spp. 

O autor (2016)

DIFICULDADES E DESAFIOS

Uma grande dificuldade enfrentada foi o contato com órgãos para coleta de informação, uma vez que á primeiro instante dependia deles para a realização na coleta de dados, não sendo possível, sendo assim a escolha do local se tornou independente.

O desafio encontrado para a elaboração do presente estudo foi a falta de informação perante o assunto, principalmente, escassez em bases literárias, uma vez que não há estudos realizados referentes ao assunto no Brasil. Por ser algo que pode vir a salvar vidas e até evitar certos acidentes, a importância deste estudo se torna inquestionável.

O grande perigo foi na realização do projeto, pois como ele foi feito em rodovia, muito movimento de carros e caminhões em alta velocidade, ainda mais pela falta de acostamento nas rodovias, e até mesmo uma equipe que esteja disponível para a elaboração do mesmo.

Muitos trechos ficaram inviáveis de serem analisados, devido ao grande movimento assim como a falta de acostamento.

Algumas espécies não foram possíveis serem analisadas no local, algumas áreas íngremes dificultava o acesso à árvore, tanto quanto para medir seu diâmetro como para coletar uma amostra para posteriormente ser estudada, recorrendo então para fotografias. Outra dificuldade é quando a árvore está coberta por cipós, lianas, escondendo todo seu tronco e copa não sendo possível a visualização da mesma.

Devido ao adensamento de algumas espécies, juntamente com capins, algumas estradas abrigavam a fauna como lagartos, cobra que em determinado trecho, estava esmagada após ter sido atropelada, assim como rato, que saiu do meio de um capim durante a realização do trabalho. Havia também muitos insetos como formigas, assim como aracnídeos, aranha.

6. CRONOGRAMA

CRONOGRAMA

Cronograma 2016

 
ATIVIDADE
DO TCC

     
Julho Julho Agosto Setembro Outubro NovembroDezembro
1. Definição/
visita do local
     x          
2. Visita do local de estudo        x               
3. Levantamento de dados       x     x    x    
4. Analise da vegetação no laboratório

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5.Recomendação das características         x      x    x  
6. Escrita      x    x      x      
7.Análise de
dados
       x    x    x   
8.Defesa do
TCC 2
           x  
9. Entrega da
versão final
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O autor (2016)

Conclusão

Estradas são perigosas por si só, sem acostamento, manutenção da vegetação e espécies adequadas na margem, propiciam ainda mais o agravamento de acidentes. O paisagismo em rodovia é mais importante do que transparece, tanto pode salvar vidas e evitar acidentes, assim como pode provoca-los.

A distancia da margem é o principal requisito, pois por mais importante que seja as espécies adequadas à margem de estrada, a distancia delas a partir do leito é de fundamental importância, além do mais, muitas árvores velhas podem quebrar galhos ou até mesmo cair inteira, podendo atingir os carros ou atrapalhar a pista.

A espécie mais predominante presente à margem de estrada foram as exóticas uva do japão e grevilea. Todas as estradas analisadas apresentam em pelo menos um pedaço do trecho, plantação de eucalipto, além do descuido com as árvores, como galhos quebrados, tortuosidade, problemas com cupins, dentre outros.

O conforto térmico foi visível onde ambos os lados da pista apresentam espécies arbóreas, atribuindo sombra em toda a estrada.

Ao longo dos x km percorridos no sudoeste paranaense a fim de realizar o trabalho, foi encontrado uma grande diversidade de espécies arbóreas, além de gramíneas e leguminosas.

Independente das variáveis analisadas, cada espécie pode se comportar de maneira d

feito

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