PROJETO VALDIR

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

PROJETO VALDIR

VALDIR ARJONA DE MORAIS

Resumo

Este trabalho refere-se a um estudo bibliográfico sobre energia renovável e sua sustentabilidade. Devido a um grande aumento e desenvolvimento populacional, consequentemente gerou o aumento no consumo de energia, com ele trazendo malefícios para o meio ambiente. Com o objetivo de suprir esta crescente demanda energética e reduzir os impactos ambientais, muitas empresas e indústrias estão aplicando o conceito de desenvolvimento sustentável, adotando atitudes e políticas ecologicamente corretas. vários investimentos estão sendo direcionados para as fontes alternativas como por exemplo a energia solar pois é renovável e limpa. Neste trabalho será mostrado as principais características desta fonte de energia sustentável, dados técnicos levantados sobre viabilidade, custo, suas características no que se refere a vantagens e desvantagem deste sistema.

Palavras-chave: Energia renovável. Sustentabilidade. Meio Ambiente

Introdução

O aquecimento da superfície do planeta, acidificação dos oceanos, e os desconhecidos e irrecuperáveis impactos ambientais decorrentes, têm ensejado movimentação em vários níveis, com fim a fixação de limites de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Como consequência, busca-se o desenvolvimento de novas tecnologias ambientalmente mais sustentáveis e financiamento de sua implantação; bem como criação de mecanismos jurídicos para internalização de custos ambientais e oneração de emissões desses poluentes, como meio de fazer o cômputo dos efluentes gasosos na equação econômica.

Na era moderna, a energia passou a ser fonte primária da atividade industrial; tendo-se tornado, ela mesma, uma indústria. Causa espécie, todavia, o fato de que, mesmo com o nível de importância que alcançou a energia, esteja, ainda hoje, atrelada a fontes escassas e nem sempre acessíveis. Grandes corporações privadas e nacionais passaram a monopolizar essa indústria. A estruturação como se deu o controle das fontes, produção e distribuição energética sempre se deveu a interesses econômicos e políticos. A ganância de particulares e de governos em acumular capital ou mesmo em arrecadar impostos foi a tônica do seu desenvolvimento.

Segundo bem pondera Leff (2001), a crise ambiental se torna evidente nos anos 60, refletindo-se na irracionalidade ecológica dos padrões dominantes de produção e consumo, e marcando os limites do crescimento econômico, iniciando-se o debate teórico e político para valorizar a natureza e internalizar as externalidades socio ambientais ao sistema econômico.

Afirma Leff (2001) que a degradação ambiental se manifesta como sintoma de uma crise de civilização, marcada pelo modelo de modernidade regido pelo predomínio do desenvolvimento da razão tecnológica sobre a organização da natureza.

Sistemas fechados de produção e distribuição energética foram o meio essencial para alçar o objetivo econômico financeiro. Por exemplo, historicamente sempre se deu preferência à produção de motores movidos a combustíveis fósseis em vez de se desenvolver outros movidos a combustíveis vegetais, ou mesmo sistemas de distribuição de energia elétrica por linhas de distribuição e não por torres de transmissão atmosférica, como idealizado por Nikola Tesla. Tal opção foi o que permitiu a indústria do petróleo, da mineração, ou mesmo a metalúrgica (para cabos, maquinários etc.) chegarem aos níveis atuais de importância.

Evidentemente, a questão ambiental só se fez presente quando grandes acidentes ocorreram ou mesmo quando os níveis de toxidade se tornaram intoleráveis em algumas regiões, mas que mesmo assim, no que tange aos combustíveis fósseis ainda é questão não resolvida e, não raramente, contestada, por motivos econômicos e não científicos.

Do mesmo modo, o desenvolvimento econômico e social tende sempre a criar demanda por mais energia. Enquanto em países desenvolvidos o consumo de eletricidade chega a 10 mil kWh por pessoa, nos países em desenvolvimento, nos quais está a maior parte da população mundial, esse consumo é menor do que 2 mil kWh por pessoa.

Devido ao aquecimento global, emissões de gases causadores do efeito estufa e demais questões ambientais, muitas iniciativas com o objetivo de tornar a matriz elétrica mais atraente vêm ocorrendo ao longo dos anos (TIEPOLO, 2015) e esses investimentos tornaram a energia solar muito mais atrativa (CRESESB, 2014).A capacidade de energia renovável no mundo é dada por cinco tipos fontes: a eólica, a solar fotovoltaica, a de biomassa, a geotérmica e a energia solar concentrada junto da energia de oceano.

A produção de energia elétrica via recursos hídricos gera um alto impacto ambiental. Entre as alternativas tecnológicas para a implantação de microssistemas de geração de energia elétrica, microgeração distribuída, a energia fotovoltaica é a que mais vem sendo discutida e testada, devido à sua maior facilidade de instalação e mais simples operação e manutenção. A energia fotovoltaica consiste na conversão direta da luz em eletricidade por intermédio de materiais semicondutores. (IPEA, 2013).

Desse modo, o tema do presente estudo é a energia eólica e solar

Tem-se por objetivo conceituar tal tipo de energia, mostrado as principais características desta fonte de energia sustentável.

Como objetivos específicos pretendem-se:

• Conceituar a energia solar e sua importância como fonte renovável de energia;

• Discorrer sobre o uso da energia solar fotovoltaica no Brasil e no mundo;

• Tratar da viabilidade, custo, e das características no que se refere a vantagens e desvantagem do uso da energia solar

A metodologia do presente estudo se traduz numa pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, realizada através de livros, artigos acadêmicos, periódicos e sites especializados quanto ao tema escolhido .

A ENERGIA FOTOVOLTAICA NO BRASIL E NO MUNDO

CONCEITO DE ENERGIA SOLAR

 Sol está na origem de quase todas as fontes de energia. Não haveria combustíveis fósseis se a matéria orgânica que as originou não tivesse se desenvolvido, e para isso a luz Solar foi imprescindível. O carvão, o petróleo e outros combustíveis fósseis são formados pela decomposição de animais e plantas, que obtiveram a energia necessária ao seu desenvolvimento graças à radiação solar. É também a partir do Sol que se dá a evaporação, originando o ciclo das águas, possibilitando assim a eletricidade a partir de usinas hidrelétricas. Em apenas um segundo, o sol produz mais energia (internamente) que toda energia usada pela humanidade desde o começo dos tempos (SCARLATO; PONTIN, 1998). 

A atmosfera terrestre é atingida anualmente por 1,5 x 109 TWh de energia solar, o que corresponde a 10.000 vezes o consumo mundial de energia neste período (CEPELCRESESB, 2014).

Entende-se por energia solar, a energia obtida do Sol, gerada em seu núcleo, que como ondas eletromagnéticas (fótons) chega a superfície da Terra, de maneira direta ou difusa. No Sol, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. A energia gerada no interior do Sol leva um milhão de anos para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em cinza de hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados. Dessa forma, o Sol irradia energia por todas as direções e uma pequena fração atinge a Terra, aquecendo-a e controlando o sistema climático global (HAMILTON, 1997).

A energia solar, ou energia fotovoltaica é uma fonte limpa de energia com grande potencial para contribuir com o desenvolvimento ambiental sustentável (LORA; HADDAD, 2006).

  A partir do descobrimento do efeito fotovoltaico por Edmond Becquerel em 1839, muitas tecnologias foram sendo desenvolvidas e melhoradas ao longo dos anos. Posteriormente, em 1905, a energia fotovoltaica seria objeto de estudo de Albert Einsten e, em 1958, seria utilizada em um satélite da NASA Além das melhorias diversas aplicações foram criadas, umas das mais promissoras foi o uso da energia fotovoltaica para a geração de energia elétrica em satélites (CRESESB, 2014).

Em 1877 W. G. Adams e R. E. Day desenvolveram o primeiro dispositivo de produção de eletricidade por exposição à luz. Esse dispositivo era feito de selênio e no final do século XIX; o engenheiro Werner Siemens começou a comercializar essas células de selênio como fotômetros para máquinas fotográficas (VALLÊRA; BRITO, 2006, p. 10).

A primeira crise do petróleo em 1973 estimulou os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de células solares com um custo reduzido (PINHO; GALDINO, 2014).

As fontes renováveis, embora inicialmente mais caras, tornam-se mais competitivas na medida em que se expandem, sendo a competitividade resultante da redução dos custos devido ao ganho de escala e dos avanços tecnológicos. a transição para o sistema de energia fotovoltaica ainda se encontra em processo de desenvolvimento, persistindo ainda algumas dificuldades. A tarifação da energia fotovoltaica ainda é em média 2,1 vezes maior que a energia gerada pelos sistemas convencionais, fazendo com que nem sempre seja viável o benefício em longo prazo dessa tecnologia no contexto econômico atual (BENEDITO, 2009).

As principais vantagens da energia solar são os baixos níveis de ruído, poluição e degradação do meio ambiente, além de ser uma fonte de energia renovável adequada para ambientes urbanos (AMARAL; MENDONÇA; RESENDE; REGO, 2016).  

O USO DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA NO MUNDO

A Alemanha é país com maior capacidade de energia solar fotovoltaica (SFV), conectada à rede. Isso é devido ao fato de que as fontes de energias renováveis ganharam incentivos da população após da crise do petróleo e com o incidente em Chernobyl, em 1986, o que levou a oposição de 70% da opinião pública em relação à energia nuclear (AFONSO, 2012).

Embora não seja um país ensolarado como o Brasil, a Alemanha formou um dos maiores mercados fotovoltaicos do mundo e obteve resultados impressionantes. Em julho de 2015, a produção de energia solar excedeu a produção de energia nuclear pela primeira vez. Em termos absolutos, a capacidade solar UFV instalada da Alemanha é maior do que qualquer outro país, perdendo apenas para a China desde o final de 2015 (MORRIS & PEHNT, 2017).

Figura 1 — Maior usina solar flutuante do mundo, localizada na china
Maior usina solar flutuante do mundo, localizada na chinaO Globo (2017)

A capacidade de geração de energia solar fotovoltaica vem crescendo significativamente desde 2003. Apenas em 2015, foram implementados no mundo cerca de 50 GW de capacidade instalada de geração, um aumento de 25% em relação a 2014 (IEA, 2015).

A trajetória dessa tecnologia pode ser dividida em quatro fases: inicialmente, as células fotovoltaicas eram utilizadas em aplicações espaciais (primeira fase). Na década de 1970, como consequência das crises do petróleo, a fotovoltaica começou a se viabilizar economicamente no atendimento de áreas terrestres isoladas, utilizada em conjunto com baterias (segunda fase). No final da década de 1990, alguns países lançaram programas de estímulo à geração fotovoltaica conectada à rede, em conjunto com o pagamento de tarifas-prêmio pela energia gerada por esses sistemas. Tais medidas levaram a uma forte redução dos custos dos sistemas fotovoltaicos, viabilizando ao longo da década atual o terceiro estágio de desenvolvimento: paridade tarifária na SOLAR 311 geração distribuída. Esse estágio deve ser alcançado na maior parte do mundo até 2020 (NAKABAYASHI, 2014).

A última fase consiste na materialização da energia fotovoltaica como competitiva, com fontes convencionais de energia na geração centralizada. Estima-se que esse estágio se realize principalmente nos meados da próxima década (BREYER; GERLACH, 2013).

Em 2015, a China passou a liderar a capacidade total instalada de energia solar fotovoltaica (FV), com 43,5 GWp, seguida pela Alemanha com 39,7 GWp, Japão com 34,4 GWp, EUA com 25,6 GWp e Itália com 18,9 GWp,.

Figura 2 — Os 10 Países com maior capacidade instalada de geração FV
Os 10 Países com maior capacidade instalada de geração FVIEA (2015)

A rápida expansão da capacidade instalada nos últimos anos, atrelada à forte redução de custos; o imenso potencial técnico de aproveitamento; e o fato de não emitirem poluentes durante sua operação, fez com que o mundo voltasse sua atenção para a energia solar como alternativa de suprimento elétrico. De fato, várias entidades (GREENPEACE INTERNATIONAL; GWEC; SOLARPOWER EUROPE, 2015; IEA, 2014a, 2014b; SHELL, 2013)

O USO DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA NO BRASIL

O Brasil possui uma grande capacidade solar, com uma taxa de irradiação de 1500-2500 kWh/m2 que é muito maior que em alguns países europeus. Porém é uma fonte de energia mal utilizada, pois apenas 0,01% da capacidade instalada de energia do país são obtidas através de painéis fotovoltaicos. As outras fontes de energia são mais desenvolvidas e possuem uma melhor infraestrutura que ajuda a manter os preços mais baixos (STILPEN; CHENG, 2015).

Porém, a geração de energia solar fotovoltaica (UFV) tem liderado até o momento o país na capacidade instalada de geração distribuída de energia com 81.156,56 kW, respondendo por 67,98% do total. Segundo dados de maio de 2017, as termelétricas (UTE) ocuparam o segundo lugar com potência instalada de 16.787,50 kW, seguidas das hidrelétricas (CGH) com potência instalada de 11.253,20 kW e, por último, as eólicas (EOL) com 10.177,20 kW. A figura a seguir detalha como a geração distribuída no Brasil é dividida por tipo de geração (ANEEL, 2017).

Figura 3 — Capacidade instalada de geração elétrica: dez/2016 (MV)
Capacidade instalada de geração elétrica: dez/2016 (MV)MME (2017)

Para a microgeração de energia domiciliar, o fator que incentiva esse tipo de consumidor a investir nessa energia é que, na perspectiva do tomador de decisão, o tomador de decisão é um agente racional ao invés de continuar obtendo energia diretamente das distribuidoras. Econômico; Portanto, sua escolha é sempre guiada pelos melhores resultados econômicos, impossibilitando qualquer julgamento de moralidade ou valor moral.

Para o caso em que o tomador de decisão é pessoa física, o marco inicial para a instalação de um painel solar é a paridade entre o custo anualizado de geração de energia solar e a tarifa local paga à distribuidora (MIRANDA, 2013; p. 36)

A conversão de energia solar fotovoltaica apresenta elevado potencial no Brasil, onde a irradiação média diária está entre 4,8 e 6,0 kWh/m² por dia. Na Alemanha, país que possui a maior capacidade instalada em energia fotovoltaica, a máxima irradiação diária não ultrapassa 3,2 kWh/m² (COMERC, 2016).

As usinas hidrelétricas geram eletricidade pelo uso da água. As termoelétricas utilizam carvão mineral para gerar energia elétrica, ou seja, não é uma fonte renovável, gera impactos ambientais, aumenta o custo da energia e afeta setores como economia e emprego (CAMARGO, 2017).

No Brasil, as usinas hidrelétricas, assim como as demais usinas termelétricas, eólicas, fotovoltaicas, etc., que suprem o mercado consumidor de energia elétrica, são integradas aos sistemas de transmissão compondo o SIN- SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL. O sistema é coordenado e controlado pelo ONS buscando o ótimo sistêmico, compatibilizando a otimização energética com a segurança e continuidade do abastecimento (ONS, 2009).

A geração de eletricidade baseada no uso de fontes alternativas como a solar fotovoltaica e eólica representa uma pequena proporção na matriz de produção de energia elétrica brasileira. A energia heliotérmica, e gerada pelo aquecimento de um fluido a partir da energia solar para produzir vapor. Em contrapartida a produção de energia elétrica por fonte hidráulica chega a 78,8% de toda produção do país (ELETROBRÁS, 2013).

Segundo a ANEEL (2005), o aproveitamento da energia solar pode ser realizado diretamente para iluminação, aquecimento de fluidos e ambientes ou ainda para geração de potência mecânica ou elétrica, como fonte de energia térmica. A energia solar pode ainda ser convertida diretamente em energia elétrica por meio de efeitos sobre materiais, dentre os quais o termoelétrico e fotovoltaico.

ENERGIA EÓLICA

A energia eólica é aproveitada pelo movimento do ar, na forma de vento, uma fonte de energia limpa, abundante e renovável que está disponível em todo o mundo. Inicialmente utilizado pelos persas no século V, esse dispositivo consiste em utilizar o vento que, ao atingir uma hélice, aciona uma bomba de sucção de água para um reservatório, e é então utilizado para irrigar as plantações, aproveitando a força da gravidade. É o moinho de vento, cujo mecanismo básico não sofreu grandes modificações ao longo do tempo. Os moinhos de vento se espalharam pela Europa por volta do século 11 durante as Cruzadas. Muito utilizado na Holanda para drenar pântanos, criando áreas de plantio, seu uso teve declínio no século 19, quando da Revolução Industrial, quando foram substituídos por motores a vapor (Figura 4)

Figura 4 — Moinho de vento- Países Baixos
Moinho de vento- Países BaixosCRESESB, 2009

Atualmente, além do uso secular para bombeamento de água e No processamento de grãos, as usinas geram energia elétrica para abastecer grandes centros urbanos, por meio da conversão de energia cinética, por meio de turbinas eólicas (turbinas eólicas).

O movimento do ar (vento) vem da diferença entre as temperaturas das regiões da Terra (Figura 8), tais como: 

• Grandes corpos d'água e continentes,

 • Planícies / Planaltos e montanhas,

• Do equador aos pólos.

Figura 5 — Distribuição geral dos Ventos
Distribuição geral dos VentosO Eco (2009)

A energia disponível varia com as estações e horas do dia. O relevo influencia a distribuição e frequência dos ventos, bem como sua velocidade em um determinado local, dependendo também do uso da energia eólica na região, das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos ventos. sistemas de conversão. A avaliação do potencial eólico de uma região é fundamental e o primeiro passo de análise para a utilização do recurso eólico. 

O aproveitamento da energia eólica é feito através da conversão de energia cinética, pela rotação das pás de uma turbina eólica, em um sistema composto por diversos componentes. A medição das condições climáticas, localização e destino, proporcionam um melhor desempenho final. Para uma visão global da conversão da energia eólica em eletricidade, devemos considerar os seguintes componentes principais: 

• Turbina

• Gerador

• Caixa de engrenagens

• Sistemas de controle

• Torre

3.1 TURBINA - EIXO HORIZONTAL

Mais comum, mais amplamente utilizado e comercializado em todo o mundo, movido por forças de levantamento e arrasto (arrasto), ambos são proporcionais ao quadrado da velocidade relativa do vento. A geometria do corpo e o ângulo de ataque (velocidade relativa do vento e eixo do corpo) são componentes adicionais para o uso de energia (Figura 6).

Figura 6 — Forças atuantes em uma pá de turbina elétrica
Forças atuantes em uma pá de turbina elétricaCRESESB, 2009

Os rotores giram principalmente como resultado das forças de sustentação, que permitem maior uso de força do que arrasto, para a mesma velocidade do vento. São necessários mecanismos que permitam ao disco, varrido pelas pás, manter sempre uma posição perpendicular ao vento.

Esses rotores são compostos por: lâmina e contrapeso; ou duas lâminas, ou três lâminas (Figura 7); ou, ainda, múltiplas lâminas (ventiladores multivane). As folhas podem ter vários formatos e ser feitas de diferentes materiais. Os mais utilizados são os pallets rígidos: feitos de madeira, alumínio ou reforçados com fibra de vidro.

Figura 7 — Turbina Horizontal
Turbina HorizontalColégio São Francisco

4.2 TURBINA - EIXO VERTICAL

Tem a vantagem de não necessitar de mecanismos para acompanhar a variação da orientação do vento, reduzindo a complexidade do projeto e as tensões, devido às forças de Coriolis. Pode ser movido levantando e arrastando. 

Essa turbina, devido ao movimento rotacional de suas pás, muda constantemente os ângulos de ataque e deslocamento em relação à direção dos ventos, o que, além de limitar o desempenho, provoca uma vibração acentuada em toda a sua estrutura. Os principais tipos são: 

• Darrieus - Possui curva de desempenho característica próxima à dos rotores de três eixos com eixo vertical, sendo mais compatível com o uso em turbinas eólicas (Figura 8)

Figura 8 — Turbina Darrieus
Turbina Darrieushttp://ambientehsw.uol.com.br

Savonius - Possui curva de desempenho característica próxima à de um rotor multipás, com eixo horizontal, mas em faixa mais estreita e com menor amplitude. Sua utilização é indicada para pequenos sistemas de bombeamento de água, onde o custo final, devido à simplicidade do sistema de transmissão e da construção do rotor, pode compensar seu menor desempenho (Figura 9).

Figura 9 — Turbina Savonius
Turbina SavoniusColégio São Francisco

4.3 GERADOR

A transformação da energia cinética em energia elétrica é realizada por meio de equipamentos de conversão eletromecânica, sendo a integração de geradores para conversão eólica um problema importante, envolvendo principalmente: 

• Variações na velocidade do vento (ampla faixa de rotações por minuto para a Geração); 

• Variações no torque de entrada (uma vez que variações na velocidade do vento induzem variações na potência); 

• Exigência de frequências e tensões constantes, na produção final de energia. 

Atualmente, existem alternativas aos grupos geradores, cada um com suas vantagens e desvantagens, que devem ser analisadas antes de serem incorporados ao sistema. Temos, entre eles, geradores: chave para corrente contínua, síncrona, assíncrona e corrente alternada

4.4 TORRE

Elemento necessário para apoiar e posicionar o rotor em sua posição correta (altura), capaz de suportar o grande peso dos componentes do sistema de geração de energia (rotor, pás, etc.). É responsável por grande parte do custo final de instalação do sistema eólico. Nos primeiros sistemas foram utilizadas torres treliçadas metálicas. Porém, com geradores mais potentes e nacelas maiores, o peso aumenta. Para maior mobilidade e segurança, foram utilizadas torres tubulares de metal ou concreto, cujo suporte pode ser auxiliado por cabos de tração. 

4.5 AMARZENAMENTO DA ENERGIA EÓLICA

O armazenamento de energia se justifica por questões de economia: quando a demanda é maior que a capacidade de geração, parte da reserva é utilizada; Quando a produção excede a demanda, o excedente é armazenado. Pode-se dizer que com a utilização da energia eólica no sistema integrado, diminui a dependência de fontes tradicionais, como hidrelétricas e térmicas (carvão ou petróleo). Há, portanto, uma preservação dos recursos utilizados por essas fontes, por meio do armazenamento do potencial eólico. A energia eólica pode ser armazenada diretamente em baterias e supercapacitores, mas também pode ser conservada convertendo-a em outro tipo de energia armazenável, principalmente mecânica.

 Desta forma, temos: 

• Bomba (hidráulica): Armazena energia eólica elevando água a um reservatório, em forma de energia potencial. Quando necessário, com a queda da água, uma turbina hidráulica é acionada para aproveitar a energia. 

• Compressor (mecânico): é armazenado na forma de ar comprimido (50-100 atmosferas). Após a utilização do compressor, o ar comprimido é armazenado em recipientes próprios ou em estruturas geológicas. 

Nos Estados Unidos, uma empresa desenvolveu um novo método, em que armazena seu próprio vento, para utilizá-lo, quando necessário, nas rochas. Quando a demanda é baixa, a energia é usada para compressores de ar. A compressão é feita em túnel, que dá origem a uma camada de arenito com cerca de 1 km de profundidade. Como o arenito é extremamente poroso, estando encharcado de água, nessa profundidade, o ar enviado é armazenado nos poros, com a expulsão da água. A camada de arenito fica entre as camadas de argila, que vedam e evitam que o ar escape. 

• Calor (efeito joule): é armazenado na forma de calor, através da movimentação de “lâminas”, dentro de um recipiente isolado termicamente. O atrito causado pelas lâminas e a resistência da água em movimento elevam a temperatura, transformando assim a energia eólica em energia térmica.

 • Volante (mecânico): denominado “volante” ou “volante mecânico”. Baseia-se na conversão de energia mecânica em energia cinética, no movimento de rotação do volante. Já estão em andamento estudos para aproveitar o excedente de energia gerada pelos parques eólicos para eletrólise. Este método não foi utilizado, devido aos custos de eletricidade, no processo. No caso de redução dos custos de geração eólica, a eletrólise também será uma opção atraente. 

Dessa forma, ocorreria o armazenamento, pela decomposição da água, para a geração de energia por meio de térmicas, tendo a água como subproduto, ou o uso do hidrogênio nas células a combustível, ou ainda para a venda dos elementos ao químico mercado, como forma de viabilizá-lo na planta. 

Conclusão

A geração de eletricidade baseada no uso de fontes alternativas como a solar fotovoltaica e eólica representa uma pequena proporção na matriz de produção de energia elétrica brasileira. A energia heliotérmica, e gerada pelo aquecimento de um fluido a partir da energia solar para produzir vapor. Em contrapartida a produção de energia elétrica por fonte hidráulica chega a 78,8% de toda produção do país.

As principais vantagens da energia solar são os baixos níveis de ruído, poluição e degradação do meio ambiente, além de ser uma fonte de energia renovável adequada para ambientes urbanos.

O aproveitamento da energia solar pode ser realizado diretamente para iluminação, aquecimento de fluidos e ambientes ou ainda para geração de potência mecânica ou elétrica, como fonte de energia térmica. A energia solar pode ainda ser convertida diretamente em energia elétrica por meio de efeitos sobre materiais, dentre os quais o termoelétrico e fotovoltaico.

Quando bem desenhados e com equipamentos de qualidade, os sistemas fotovoltaicos requerem pouca manutenção ao longo de sua vida útil, que geralmente é de 25 anos, além de não possuir peças móveis, o que gera confiabilidade de funcionamento do sistema e, além disso, a necessidade de manutenção dos equipamentos é capaz de gerar empregos.

A energia fotovoltaica apresenta como um dos principais desafios a falta de financiamento em projetos de geração fotovoltaica por parte dos bancos, pois há uma certa dificuldade em entender e mensurar os riscos desses ativos. A maneira de reverter esse quadro é disseminando o conhecimento em energias renováveis para que os parceiros estejam convictos de sua importância e assim, comecem a investir nessas tecnologias.

É uma excelente opção para os lugares de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não requer linhas de transmissão; contribui para conservação e preservação do meio ambiente; não utiliza combustíveis fósseis; gera energia mesmo em dias nublados, mesmo que em menor proporção; a poluição derivada da produção dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é considerada controlável, pois utiliza diversas formas de controle que existem atualmente, e contam com tecnologia alta.

Por sua posição e potencial eólico, é possível e desejável que a matriz energética nordestina tenha como um de seus principais componentes, senão o principal, a produção de energia, por meio dos ventos. A produção de energia elétrica, por meio de turbinas eólicas, pode suprir grande parte da demanda energética. As pequenas centrais podem atender às necessidades de locais distantes da rede de distribuição, especialmente expandindo os limites do serviço. Grandes usinas, com grandes potências, contribuiriam, em parte importante, para a melhoria do Sistema Interligado Nacional (SIN), ao mesmo tempo que reduziriam a emissão de gases de efeito estufa, a necessidade de grandes reservatórios e o risco de longas secas .

Referências

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