PROJETO THIAGO

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PROJETO THIAGO

THIAGO VICTOR DE SOUZA

Introdução

As vanguardas europeias são um importante tema a tratar-se antes do estudo do Modernismo, seu estilo de antecipação do futuro com suas práticas artísticas inovadoras e nada convencionais. A compreensão do senso comum antes de todos. O trabalho se trata de apresentar os movimentos e vanguarda que começaram antes da Semana da Arte Moderna em 1922.

Vanguardas europeias

No início do século XX, tendências artísticas surgiram para romper com o tradicionalismo de épocas passadas. Os modernistas brasileiros criaram um projeto artístico que tinha como objetivo inovar as artes, rompendo, assim, com os padrões clássicos que até então ditavam as regras na literatura e nas artes plásticas. Surrealismo, Dadaísmo, Expressionismo, Futurismo e Cubismo estão entre os principais movimentos de vanguarda que influenciaram não apenas a literatura, mas as artes em geral.

Paris era o principal centro cultural da Europa. Era natural, portanto, que de lá irradiassem as principais ideias artísticas que influenciariam não só o continente europeu, mas também o mundo ocidental. Essas tendências surgiram em um contexto histórico-político-social conturbado – antes, durante e depois da Primeira Guerra Mundial – e receberam o nome de correntes de vanguarda. A palavra “vanguarda” tem origem no francês avant-garde e significa “o que marcha na frente”, ou seja, as correntes de vanguarda antecipavam o futuro com suas práticas artísticas inovadoras e nada convencionais, compreendendo antes de todos aquilo que posteriormente seria considerado como senso comum.

No Brasil, a manifestação de todas as tendências inovadoras oriundas da Europa ficou conhecida como Modernismo, movimento que equivale ao Futurismo, para os italianos, e ao Expressionismo, para os alemães. O encontro dos principais artistas que seguiam as vanguardas europeias aconteceria durante a célebre Semana de Arte Moderna de 1922, evento que possibilitou a divulgação dos ideais modernistas, que emergiram principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, para outras partes do país. A partir de então, a arte e, sobretudo, a literatura romperiam com a tradição passadista e dariam início a um projeto artístico que privilegiasse a criação de uma identidade literária autônoma e alinhada com a cultura brasileira.

CUbismo

Surgido na França, o Cubismo se caracteriza pela fragmentação da realidade, flashes cinematográficos, ilogismo e humor. Além disso, há uma superposição de assuntos, espaços e tempos diferentes e linguagem é predominantemente nominal. Na pintura, destaca-se o espanhol Pablo Picasso que buscou uma nova linguagem, decompondo o mundo visível (objetos, pessoas, paisagens) em componentes geométricos para decompô-los de outra maneira, sob diversos pontos de vista.

Depois dele, outros artistas reuniram-se para cultivar as técnicas cubistas até o término da Primeira Guerra Mundial, em 1918. No Brasil, a influência dessa vanguarda aparece na obra de Oswald de Andrade que mostra estranhas associações que deslocam o olhar para diversos aspectos da realidade, ao mesmo tempo. 

FUTURISMO

Fillippo Tommaso Marinetti propôs uma revolução literária, após a publicação do Manifesto Futurist. O movimento, que chocou os meios culturais europeus em virtude do caráter violento e radical de suas propostas, difundiu-se principalmente por meio de manifestos e conferências, tendo maior receptividade na Itália, país de Marinetti. As propostas em relação à literatura são: destruição da sintaxe com substantivos dispostos ao acaso; emprego de verbos no infinitivo, abolição do adjetivo e do advérbio; uso de dois substantivos; abolição da pontuação (uso de sinais matemáticos); luta em favor do verso livre.

Embora a área de maior penetração do Futurismo tenha sido a literatura, o movimento encontrou ecos na pintura e na escultura, particularmente nas obras de Umberto Boccioni, Giacomo Balla. Entre os principais adeptos do Futurismo na literatura brasileira estão os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade, precursores do Modernismo no Brasil. 

EXPRESSIONISMO

Embora tenha surgido no final do século XIX, foi nas primeiras décadas do século XX que o Expressionismo alcançou seu auge. Para o artista expressionista, a obra de arte é reflexo direto de seu mundo interior e toda a atenção é dada à expressão, isto é, ao modo como forma e conteúdo livremente se unem para dar vazão às sensações do artista no momento da criação. O movimento artístico surgiu na França e na Alemanha quando um grupo de pintores denominados de expressionistas e fauvistas propuseram o combate ao Impressionismo, tendência da qual eram oriundos e que dominava as artes àquela época.

Durante e depois da Segunda Guerra Mundial, o Expressionismo assumiu uma postura mais combativa, denunciando os horrores do conflito e as condições desumanas às quais as populações carentes eram submetidas (elementos que se manifestaram com maior força na literatura). Entre suas principais características, estão a ênfase na subjetividade, a utilização arbitrária das cores, os traços fortes e o uso de formas dramáticas. Na pintura expressionista, podemos destacar Chagall, Paul Klee, Munch, entre outros.
 

DADAÍSMO

A Suíça, por ter se mantido neutra durante a Primeira Guerra Mundial, recebeu inúmeros artistas provenientes de outros países da Europa, o que propiciou o encontro desses “fugidos de guerra” que tinham a intenção de criar um movimento artístico para criticar, por meio do deboche e da ironia, a civilização decadente representada pelo conflito bélico. Consiste na destruição e anarquia de valores e formas. Usa-se a técnica do “ready-made’ (utilização de formas já prontas). Na pintura, tal técnica é observada nas telas de Marcel Duchamp. A falta de lógica e a espontaneidade na literatura sua expressão máxima. Em seu último manifesto, Tristan Tzara diz que o grande segredo da poesia é que “o pensamento sai da boca”.

SURREALISMO

O grande nome da literatura surrealista é André Breton. O Surrealismo destacava a importância de extravasar os impulsos criadores do subconsciente sem que houvesse qualquer tipo de controle da razão ou do pensamento. Essa técnica, quando transportada para a literatura, ganhou o nome de “escrita automática” e foi apoiada por elementos como o ilogismo, o humor negro, o devaneio e uso de imagens surpreendentes. Entre as principais propostas de Breton, estava a junção da psicanálise à literatura e artes plásticas, o que despertou o interesse de diversos pintores. Salvador Dalí, representante da pintura, é influenciado por Freud. Ele apresenta temas recorrentes em suas obras: o sexo e todas as suas atribulações, angústias, medos, frustrações, traumas; a memória, sua permanência ou dissipação, representada por relógios que se diluem; o sono e o sonho.

Conclusão

Concluímos que as vanguardas europeias foram o estopim para a semana da arte moderna, que deu inicio ao nosso atual movimento literário, o Modernismo que é o período que vivemos atualmente.

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