PROJETO João

UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ

PROJETO João

João Vitor Paulino

Resumo

O presente trabalho vem mostrar o percurso da estatística desde os primórdios da civilização até a atualidade. Explica como a estatística começou a surgir no mundo, os pontos em destaque na historia e como após muitos estudos, aplicações e processos de transformação chegou até os dias atuais. Cita como o estudo encaminhou-se ao Brasil e com o passar do tempo se tornou uma ciência exata muito presente em nossas vidas.

Palavras-chave:

INTRODUÇÃO

Estatística é uma ciência exata que procura fornecer elementos de estudo ao pesquisador para reunir, organizar, resumir, analisar e apresentar dados. Trata de parâmetros extraídos da população, como média ou desvio padrão.

A estatística nos da as técnicas para extrair informação de dados, os quais são muitas vezes imprecisos, na medida em que nos dão informações úteis sobre o problema em estudo, sendo assim, a finalidade da estatística é sintetizar informação dos dados para assim atingir um melhor entendimento das situações.

Ao tratar de uma problemática envolvendo métodos estatísticos, estes devem ser empregues mesmo antes de se recolher a amostra, ou seja, tem de se planejar a experiência que nos ira permitir recolher os dados, de modo que, seguidamente, se possa extrair o máximo de informação relevante para o problema em estudo, ou seja para a população de onde os dados provêm.

Quando de posse dos dados, procura-se agrupá-los e restringi-los, a forma de amostra, desprezando as incertezas.

As tabelas e gráficos são de fundamental importância e são notoriamente muito presentes na estatística. As tabelas servem para organizar e tabelar os dados assim facilitando a analise de dados, já os gráficos transmitem as informações com nitidez e transparência, favorecendo maior clareza e entendimento.

A HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA ESTATÍSTICA

Apesar da Estatística ser uma ciência relativamente recente na área da pesquisa, ela vem desde os primórdios da antiguidade, onde operações de listagem populacional eram utilizadas para obtenção de informações sobre os habitantes, riquezas e poder militar dos povos.

Por volta de 3000 A.C. se tem indícios das primeiras formas de censos na Babilônia e no Egito. Confúcio afirmou levantamentos feitos na China, há mais de 2000 anos antes da era cristã. No antigo Egito, os faraós faziam uso metódico  de informações de caráter estatístico, segundo evidenciaram pesquisas arqueológicas. É conhecido de todos os cristãos o recenseamento dos judeus, ordenado pelo Imperador Augusto. As civilizações pré-colombianas como maias, astecas e incas também se utilizaram desses registros.

Após a idade média, os governantes na Europa Ocidental e a igreja católica, apreensivos com o espargimento de doenças endêmicas, que poderiam dizimar populações e, também, acreditando que o tamanho da população poderia afetar o poderio militar e político de uma nação, Entre 1545 e 1563 o registro dos Batismos, casamentos e óbitos se tornaram muito importantes. No renascimento o interesse pela coleta de dados estatísticos foi muito ampliado particularmente pela administração pública.

Entre os séculos XVI e XVIII as nações, com pretensões mercantilistas, buscaram o poder econômico como forma de poder político. Os governantes, por sua vez, constataram a necessidade de coletar informações estatísticas referentes a variáveis econômicas tais como: comércio exterior, produção de bens e de alimentos.

A estátistica na idade moderna

Os mais amplos e gerais estudos feitos foram pelos alemães, notoriamente por Gottfried Achenwall (1719 – 1772) que é tido como o acadêmico que cunhou o termo estatística, um notável continuador dos estudos de Hermann Conrig (1606-1681). A escola alemã alcançou sua maturidade com A. L. von Schlozer (1735-1809), mas com divergências daquelas que fundamentaram a Estatística Moderna. Com algum exagero, pode-se dizer que sua relevância foi o termo “staatenkunde”, que posteriormente originou à designação atual. Na Enciclopédia Britânica, o verbete “statistics” foi registrado em 1797.

A etimologia da palavra, do latim status (estado), utilizada para a denominação da coleta e a apresentação de dados quantitativos de interesse do Estado, bem reflete essa origem. Contudo, a simples coleta de dados assim apresentados está longe de ser o que entendemos, hoje, por Estatística.

Em contraste à natureza qualitativa da escola alemã, na Inglaterra do século XVII surgiram os aritméticos políticos, os quais se destacaram John Graunt (1620-1674) e William Petty (1623-1687). Eles se ocuparam com a busca de leis quantitativas que pudessem explicar dos fenômenos sociopolíticos. O estudo consistia substancialmente de extenuantes e minuciosas análises de nascimentos e mortes, realizadas através das Tábuas de Mortalidade, que originaram às atuais tábuas usadas pelas companhias de seguros. Dessa forma, a escola dos aritméticos políticos pode ser considerada o berço da Demografia.

Com o que foi denominado Aritmética Política, a primeira experiência de se tirar resultados a partir de dados numéricos foi feita, Entretanto, só começou realmente a existir como disciplina autônoma no fim do século 20, o autêntico início da estatística moderna.

A partir da segunda década do século XIX, dá-se uma explosão no desenvolvimento da estatística moderna, tendo como principal responsável, Ronald A. Fisher, conhecido entre nós como o pai da estatística moderna. Pode-se dizer que esta nova etapa da Estatística nasceu nos laboratórios de pesquisas biométricas. Nesta fase estão envolvidos nomes importantes como Karl Pearson, matemático britânico, conhecido entre nós como o criador da Estatística Aplicada, (fundador da “Biometrika”, revista sobre Biometria muito conhecida a nível internacional) e seguidor de Francis Galton. 

 A estátistica no Brasil

No Brasil, Os primeiros dados que se tem notícia são de 1585, Padre José de Anchieta registrou a população de algumas capitanias, e em outras somente o número de habitações. As contagens iniciais eram efetuadas, religiosamente, pelas autoridades eclesiásticas, em obediência às ordens de Portugal. Para estas contagens eram feitas listas de frequentadores de uma paróquia ou de católicos que comungavam.

Tempos após, registros pouco mais recentes são sobre a introdução da Estatística no Brasil é uma carta régia, datada de 8 de julho de 1800, onde o rei D. João VI solicita ao vice-rei do Estado do Brasil a remessa de dados censitários do Brasil ao reino de Portugal. Após isso, é conhecida apenas a obra “Um recenseamento na capitania de Minas Gerais: Vila Rica, 1804”, feita por Herculano Gomes Matias, que representa um primeiro esforço português para produzir estatísticas na antiga colônia.

A transformação desse cenário só começou a ocorrer com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, sob o comando de D. João VI. Em território brasileiro, D. João VI foi responsável por uma medida impactante no ambiente cultural local, a abertura dos portos, que, por sua vez, possibilitou a entrada de novos conhecimentos vindos da Europa, favorecendo um ambiente intelectual mais promissor e proveitoso. Esta perspectiva colaborou bastante para o prólogo da aplicação das ciências exatas dentro do território brasileiro.

Ainda em 1808, D. João VI fundou, dentro da academia militar, a primeira instituição brasileira de ensino superior de tipo técnico, a Academia Real da Marinha, no Rio de Janeiro. Dois anos passados, também é fundada no Rio de Janeiro a Academia Real Militar, determinada a formar oficiais da classe de engenheiros, geógrafos e topógrafos. Nessas instituições, o ensino de disciplinas de ciências exatas seria, enfim, encorajado no Brasil, inicialmente com as disciplinas de Física, Matemática e Química, e posteriormente com a Estatística.


Conclusão

Desde remota antiguidade, os governos tem se interessado por informações sobre suas populações e riquezas, tendo em vista, principalmente, fins militares e tributários. Com o passar do tempo e a constante evolução da humanidade o primeiro conceito de estatística se transformou em uma completa ciência com objetos de estudo e afins. Ainda hoje, no pensamento popular o termo estatística lembra dados numéricos apresentados em quadros ou gráficos, apresentados por agências governamentais, referentes a fatos demográficos ou econômicos. Esses métodos fazem uso da Matemática, particularmente do cálculo de probabilidades, na coleta, apresentação, análise e interpretação de dados quantitativos. Porem se tem conhe

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