PROJETO FRANCISCO

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

PROJETO FRANCISCO

FRANCISCO MARCOS LIMA DE ANDRADE

Resumo

Muito antes do surgimento das civilizações o ser humano tinha vida nômade, ou seja, sem habitação fixa, pelo qual produziam inúmeros instrumentos e ferramentas específicas, feitas com ossos e pedras, e por isso, esse período, também ficou conhecido como Idade da Pedra Lascada.
Tempos depois surgiu o período Neolítico, que por sua vez foi fundamental pelo fato de que o homem descobriu o fogo, o que permitiu diversos avanços como o cozimento dos alimentos e a proteção dos locais onde estavam. Porém o mais importante foi o início do desenvolvimento de técnicas relacionadas à agricultura, fator determinante, favorecendo o sedentarismo humano, ou seja, as comunidades deixaram de ser nômades e começaram então a estabelecer residência.
Dalgalarrondo (2011) cita que as populações de caçadores e coletores necessitavam de cerca de mil hectares para o sustento de uma pessoa. Com a agricultura e o pastoreio, 10 hectares eram suficientes para o sustento de um indivíduo. Ruddiman (2015) coloca que a agricultura possibilitou a produção de abundantes alimentos durante as estações quentes, além de estoques que podiam ser guardados para o inverno e para períodos de seca.
As primeiras cidades ocorreram ao longo de cursos de água, e esse aspecto não é por acaso, ou seja, a fertilidade do solo após as cheias sazonais dos rios favorecia a produção de alimentos, a agricultura. Assim foi a formação das cidades ao longo dos Rios Tigre e Eufrates, no caso da civilização suméria, e Rio Nilo, no caso da civilização egípcia.
No caso do Brasil, como foi uma Colônia de outros países, o crescimento surgiu de forma peculiar, onde várias culturas foram misturadas, fazendo com que o crescimento populacional não fosse diferente de outros países, pelo qual baseava-se em interesse econômico.
Com a formação das aglomerações humanas também começou o acúmulo de resíduos e inclusive de excretas, que por sua vez acumulavam-se nas ruas e nas imediações das cidades antigas, onde as práticas higiênicas básicas não eram adotadas pelos habitantes.
Até hoje os problemas ambientais estão cada dia inovador. Seja pelo grande crescimento populacional, bem como pelo avanço da tecnologia, onde a produção se acumula e a criação de novos produtos faz com que as pessoas fiquem ligadas a essas tecnologias, adquirindo a tecnologia de ponta.

Palavras-chave: O surgimento das cidades e os problemas ambientais.

Abstract

Long before the emergence of civilizations, human beings had nomadic life, that is, without fixed housing, by which they produced numerous specific instruments and tools, made with bones and stones, and therefore, this period, it was also known as the Chipped Stone Age.

Later the Neolithic period arose, which in turn was fundamental because man discovered fire, which allowed several advances such as cooking food and protecting the places where they were. However, the most important was the beginning of the development of techniques related to agriculture, a determining factor, favoring human sedentary lifestyle, that is, the communities ceased to be nomads and then began to establish residence.

Dalgalarrondo (2011) mentions that the populations of hunters and gatherers needed about a thousand hectares to support a person. With agriculture and grazing, 10 hectares were sufficient to support an individual. Ruddiman (2015) points out that agriculture enabled the production of abundant food during the hot seasons, as well as stocks that could be stored for winter and dry periods.

The first cities occurred along waterways, and this aspect is not by chance, that is, soil fertility after the seasonal floods of rivers favored food production, agriculture. Thus was the formation of the cities along the Tigris and Euphrates Rivers, in the case of the Sumerian civilization, and the Nile River, in the case of egyptian civilization.

In the case of Brazil, as it was a Colony of other countries, growth emerged in a peculiar way, where several cultures were mixed, making population growth not different from other countries, by which it was based on economic interest.

With the formation of human agglomerations also began the accumulation of waste and even excretes, which in turn accumulated in the streets and in the vicinity of the ancient cities, where basic hygienic practices were not adopted by the inhabitants.

To this day environmental problems are increasingly innovative. Whether by the great population growth, as well as by the advancement of technology where production accumulates and the creation of new products makes people stay connected to these technologies, acquiring the latest products.

Keywords: The emergence of cities and environmental problems.

Introdução

É notório que com o surgimento das cidades, os problemas ambientais estão cada vez mais perceptíveis à cada dia, trazendo inúmeros problemas para o homem e para a natureza.

Estes problemas por sua vez são de grande importância e relevância para que todos possam tomar conhecimento da real situação  em que vivemos.

Desenvolvimento

Com o aumento da população nas cidades, principalmente após a Revolução Industrial os problemas ambientais só agravaram. Além de efluentes domésticos, passaram também a ser incorporados ao solo e aos corpos hídricos os rejeitos industriais, que muitas vezes estavam contaminados com substâncias químicas tóxicas e de efeitos nocivos ao meio ambiente e ao ser humano. O agravamento da poluição atmosférica também causou grandes impactos. As cidades apresentavam um novo modelo político, teoricamente livre, acessível e igualitário sem uma administração centralizada, fazendo com que o desenvolvimento do capital imobiliário e empresarial começasse a prover uma série de inconvenientes, gerando desordem e aumento de contaminações de doenças, principalmente no pós-guerra de 1815. Como resultado, as cidades ficaram cobertas de fumaça, havia fome, doença e morte (WALL; WATERMAN, 2012).

Rocha, Rosa e Cardoso (2009) apontam que as cidades do século XVIII rapidamente começaram a sentir os efeitos da poluição, com a mortandade de peixes e transmissão de doenças como a cólera. A Inglaterra, um dos berços da Revolução Industrial, foi um dos primeiros países a sofrer as consequências da poluição generalizada. As cidades ficaram conhecidas como cidades industriais liberais e geraram um ambiente totalmente precário e caótico.

Após a Revolução Industrial houve um crescimento exponencial sem planejamento que nunca tinha sido visto na civilização humana e em suas cidades. A partir daí foram surgindo os centros urbanos que conhecemos nos dias atuais. Muitos dos problemas contemporâneos originaram-se a partir desse crescimento desordenado e do desenvolvimento de veículos feitos para servir esse estilo de vida.

O sistema político mudou, temos a administração pública, por exemplo, mas os problemas ambientais urbanos continuaram e agora são muito mais significativos. A falta de planejamento adequado aliada a uma má administração dos centros urbanos gerou um grande problema socioambiental, cidades precárias e insalubres. Maharastra, na Índia, pode ser considerada a maior área coberta por habitações de baixa renda e possui hoje cerca de 19 milhões de habitantes. É um lugar totalmente insalubre, sem qualquer estrutura urbana básica, como sistema de esgotamento sanitário ou recolhimento de resíduos sólidos. Neza, no México, concentra 4 milhões de pessoas em condições semelhantes. Já no Brasil, a maior favela, a Rocinha, concentra 70 mil pessoas. Além disso, essa ocupação desordenada ocorreu em muitos locais inadequados para moradia, resultando em riscos evidentes para o meio ambiente e também para essas próprias populações.

Dessa forma, as cidades modernas perpetuam os mesmos problemas ambientais das primeiras cidades, porém, agora, esses são excessivamente mais significativos e impactantes. Além disso, somam-se a esses problemas existentes outros tantos relacionados aos grandes centros urbanos. São exemplos disso a mobilidade urbana e as condições de moradia adequadas, além de problemas na área da saúde e de emprego, diretamente ligados à qualidade de vida. Todos esses temas também são discutidos quando nos referimos a planejamento urbano e ambiental.

Os principais problemas ambientais no brasil

Os principais problemas ambientais brasileiros são queimadas, desmatamentos e assoreamento de rios. São comuns também a poluição do solo, da água e da atmosfera.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas ambientais. Entre os mais relatados, estão queimadas, onde se define como o processo de queima de biomassa que pode ser ocorrida ou não em decorrência da ação do homem. Essa técnica é muito utilizada na agropecuária com o objetivo de renovar pastagens, limpar uma determinada área e, até mesmo, facilitar a colheita de alguns alimentos, como é o caso da cana-de-açúcar, do plantio das lavouras em relevos impróprios para a mecanização e por agricultores quem não possui meios sustentáveis para a agricultura.

Apesar de parecerem benéficas, as queimadas são extremamente prejudiciais para o meio ambiente, pois liberam vários gases na atmosfera, entre eles o gás carbônico, que está associado à intensificação do efeito estufa. Assim, a poluição atmosférica é uma de suas consequências. Além dos desmatamentos que causa o assoreamento de rios.

As queimadas também é outro problema grave ao meio ambiente, pois causa a morte de micro-organismos que vivem no solo, aumento do risco de erosão, destruição de habitats naturais, redução da quantidade de matéria orgânica e de nutrientes no solo, além da poluição de ambientes aquáticos.

Outro problema que é um dos mais prejudiciais para o planeta é o desmatamento que é a retirada total ou parcial da vegetação de uma área, geralmente, para exploração de madeira, ampliação da área de plantações ou criação de gado, construção de estradas e ampliação de cidades. Esse processo é extremamente grave e afeta a nossa vida e a de outros seres vivos desta e de futuras gerações. Entre as principais consequências do desmatamento, podemos citar alterações climáticas, aumento das erosões e redução da fertilidade do solo, destruição de habitats e perda de biodiversidade.

Quando nos referimos ao crescimento populacional nas cidades do Brasil, podemos imaginar uma série de questões relacionadas à poluição. O maior problema hoje ao ponto de vista atual seria a poluição atmosférica que causa alterações nas características do ar, provocando, direta ou indiretamente, danos à saúde e ao bem-estar da população e de outros seres vivos. Pode ser causada por atividades humanas ou naturais. Quando falamos em processos naturais, podemos citar, por exemplo, a poluição causada por atividades vulcânicas. Em relação às ações humanas, podemos citar as queimadas, as atividades industriais e o uso de combustíveis fósseis. Essa contaminação causa danos graves à saúde humana, principalmente ao sistema respiratório. Os poluentes do ar estão relacionados com a irritação das mucosas do trato respiratório, com o aumento dos casos de asma e, até mesmo, com a elevação do número de casos de câncer de pulmão. Além disso, podem causar diminuição do transporte de oxigênio pelo corpo, desencadeando dores de cabeça, tontura e comprometimento do desenvolvimento fetal. Já a poluição hídrica, onde são despejados nos rios e lagos, resíduos de atividades industriais e domésticas, permitindo que produtos utilizados na agricultura como os defensivos agrícolas entrem em contato com esses ambientes. Algumas vezes a poluição da água é tão intensa que acaba desencadeando a morte de várias espécies de peixes, além de outros animais que ingerem a água contaminada. No homem, por exemplo, podem ser gerados problemas como intoxicações por metais pesados, que podem levar à morte, e doenças causadas por bactérias, vírus, protozoários e vermes.

Cidade Sustentável

A sustentabilidade é um dos temas do século XXI e está relacionada a todos os aspectos, incluindo as cidades e os seus sistemas. Ainda que a situação atual dos centros urbanos seja cheia de problemas, pensar em sustentabilidade é um desafio e um dever de todos. De forma pontual, há uma necessidade urgente de mudar hábitos, entender os processos e buscar um equilíbrio entre ambiente construído e natural, visando a ações de desenvolvimento sustentável que incluam a participação de todos.

Segundo Leite (2012), A ideia da sustentabilidade surgiu a partir de uma percepção de que os recursos naturais do mundo são finitos e, se não forem utilizados de maneira adequada, ocasionarão muitos problemas para a vida em sociedade. Por isso, é fundamental aprofundar os estudos sobre os impactos da atuação humana no meio ambiente e sobre como isso ocorre por meio da arquitetura e das cidades. O desenvolvimento sustentável tem que estar alinhado à gestão das cidades, de forma que esses espaços urbanos sejam pensados adequadamente para atender aos objetivos sociais, ambientais, políticos e culturais, bem como aos objetivos econômicos e físicos de seus cidadãos.

De forma geral, uma cidade precisa ser pensada para operar por meio de um ciclo de vida contínuo, sem desperdícios. Nesse sentido, o desenvolvimento urbano sustentável deve equilibrar todos os recursos necessários ao funcionamento dos espaços de uma maneira eficiente. Para isso, é importante pensar e gerir os insumos de entrada, como a terra, a água, a energia, o alimento, e os de saída, como resíduos, esgotos, poluições, entre outros.

Nesse sentido, visando a um desenvolvimento urbano sustentável, a gestão das cidades deve buscar planejar cada aspecto de forma eficiente, reiterando a necessidade de pensar os centros urbanos não só para o momento atual, mas também para o futuro. Alguns itens merecem um maior cuidado na hora do planejamento, objetivando a sustentabilidade e tornando os centros urbanos mais saudáveis e preocupados com as próximas gerações. Leite (2012) resume que, para promover centros urbanos sustentáveis, é necessário pensar na eficiência energética, no uso da água, na diminuição da poluição, planejar o uso misto do solo, misturar funções urbanas, além de promover uma mobilidade eficiente.

Um aspecto que deve ser considerado em um planejamento sustentável é limitar o crescimento urbano, definindo que cada quilômetro quadrado tenha um número controlado de habitantes. Com isso, criam-se cidades mais compactas, que aproveitam o solo de uma forma mais ponderada, sem exageros. Assim, os deslocamentos nesses espaços são facilitados por meio de modos mais sustentáveis, como bicicletas e transportes públicos. Uma cidade com um número controlado de habitantes por área quadrada diminui a poluição atmosférica na medida em que os deslocamentos são minimizados.

Conclusão

Quando falamos em problemas ambientais, principalmente no nosso país podemos dizer que é de fato um grande problema, pois exige além de nossos governantes a participação de todos. A Constituição Federal em seu Artigo 225 diz que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Porém seria necessário que esse papel fosse aplicado na escola para que esse aprendizado possa se tornar mais amplo para que todos tenham o dever e de preservar.

O Brasil é um dos países com maior interesse sustentável do mundo, alcançando o valor de 99 pontos nos dados do Google Trends, que tem o valor máximo de 100. Sempre houve uma grande pressão mundial por ser o país com a maior floresta e com a maior reserva de água doce do mundo e tem sido cobrado pela preservação dessas riquezas. Uma tarefa nada fácil para o governo brasileiro, pois a nação precisa crescer e se desenvolver, algo que os grandes países já fizeram sem se preocuparem com o futuro do planeta, agredindo sem escrúpulos o meio ambiente.

Vale ressaltar que existem cidades brasileiras que não estão tão preocupadas com as questões ambientais. Na região amazônica, por exemplo, podemos destacar o acúmulo de lixo nos rios, bem como os garimpos clandestinos que por sua vez causam a destruição das florestas, bem como a poluição e contaminação dos rios pela lama e mercúrio.

Portanto para vivermos em um planeta que garanta vida para a atual e as futuras gerações seria necessário que o homem a cada dia diminua seu consumo excessivo. Esse consumo faz com que os princípios sejam deixados de lado e os desejos tornam-se essenciais para a vida. Por isso é necessário que possamos preservar o meio ambiente, obedecendo de forma severa a legislação.

Referências

. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/problemas-ambientais-brasileiros.htm#:~:text=A%20maior%20parte%20dos%20munic%C3%ADpios,problemas%20ambientais%20existentes%20no%20planeta.. Acesso em: 31 mai. 2021.

. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/869219/primeira-norma-tecnica-para-cidades-sustentaveis-e-aprovada-pela-abnt. Acesso em: 31 mai. 2021.

. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2021/03/por-dentro-da-capital-do-garimpo-ouro-ilegal-da-amazonia. Acesso em: 31 mai. 2021.

. Disponível em: https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/art_225_.asp#:~:text=225.,as%20presentes%20e%20futuras%20gera%C3%A7%C3%B5es.. Acesso em: 31 mai. 2021.

https://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2016/10/sustentabilidade-no-brasil-questao-ambiental-ou-economica-001169517.html. Disponível em: . Acesso em: 31 mai. 2021.

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