PERIODIZAÇÃO LITERÁRIA

ESCOLA THOMAZ COELHO (EAD – CMM)

PERIODIZAÇÃO LITERÁRIA

Jade REIS

periodização da literatura br

A história da Literatura Brasileira começa com a Literatura Portuguesa (do período medieval até o início da Idade Moderna). Depois do descobrimento do Brasil, deixamos de estudar a Literatura Portuguesa e passamos a estudar a Literatura Brasileira.

QUINHENTISMO.

Com a Expansão Marítima, o Brasil é descoberto e se transforma em colônia de Portugal, herdando, assim, a Língua Portuguesa. Desse modo, inicia-se a história da Literatura Brasileira.

Contexto Histórico: Grandes Navegações

O Brasil foi descoberto em 1500 e a partir de agora começa a Literatura Brasileira. O Quinhentismo (uma referência ao ano de 1500) é o período literário brasileiro dos anos 1500 e tudo o que tínhamos sobre o Brasil eram os textos informativos que os navegantes europeus escreviam para descreverem a terra descoberta (Literatura de Informação). Sendo assim, o marco inicial da Literatura Brasileira foi A Carta de Caminha, primeiro documento escrito sobre o Brasil (foi escrito por Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal com o objetivo de dar notícias sobre a terra descoberta e descrever as suas características). Também temos a ocorrência da Literatura de Catequese, que tinha o objetivo de catequizar os índios (o grande nome desse período foi o padre José de Anchieta).

barroco.

Contexto Histórico: Contrarreforma

O Barroco foi o período literário brasileiro iniciado em 1580. Era a época da Contrarreforma (reação da Igreja Católica contra a Reforma Protestante). Sendo assim, o Barroco expressava o período de conflitos que as pessoas da época viviam. Características: período de oposições e de conflitos (fé x razão, corpo x alma, pecado x virtude, vida x morte). A linguagem era mais complexa e difícil, com jogo de palavras, inversões, excesso de metáforas e de figuras de linguagem e vocabulário complicado (características do cultismo, ou seja: obsessão pela linguagem culta). Quanto às ideias, elas também eram mais elaboradas, mais complexas e exigiam mais o raciocínio lógico (características do conceptismo). Autores: Gregório de Matos (autor de vários poesias líricas e satíricas) e padre Antônio Vieira (conhecido pelos seus sermões e pela sua habilidade como orador).

 

periodização da literatura brasileira

A história da Literatura Brasileira começa com a Literatura Portuguesa (do período medieval até o início da Idade Moderna). Depois do descobrimento do Brasil, deixamos de estudar a Literatura Portuguesa e passamos a estudar a Literatura Brasileira.

A Literatura Brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolução política e econômica do país, a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um curto período que corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou estilo de época.      

 

Era COLONIAL

(de 1500 a 1808)

quinhentismo

Com a Expansão Marítima, o Brasil é descoberto e se transforma em colônia de Portugal, herdando, assim, a Língua Portuguesa. Desse modo, inicia-se a história da Literatura Brasileira.

Contexto Histórico: Grandes Navegações

O Brasil foi descoberto em 1500 e a partir de agora começa a Literatura Brasileira. O Quinhentismo (uma referência ao ano de 1500) é o período literário brasileiro dos anos 1500 e tudo o que tínhamos sobre o Brasil eram os textos informativos que os navegantes europeus escreviam para descreverem a terra descoberta (Literatura de Informação). Sendo assim, o marco inicial da Literatura Brasileira foi A Carta de Caminha, primeiro documento escrito sobre o Brasil (foi escrito por Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal com o objetivo de dar notícias sobre a terra descoberta e descrever as suas características). Também temos a ocorrência da Literatura de Catequese, que tinha o objetivo de catequizar os índios (o grande nome desse período foi o padre José de Anchieta).

Barroco

Contexto Histórico: Contrarreforma

O Barroco foi o período literário brasileiro iniciado em 1580. Era a época da Contrarreforma (reação da Igreja Católica contra a Reforma Protestante). Sendo assim, o Barroco expressava o período de conflitos que as pessoas da época viviam. Características: período de oposições e de conflitos (fé x razão, corpo x alma, pecado x virtude, vida x morte). A linguagem era mais complexa e difícil, com jogo de palavras, inversões, excesso de metáforas e de figuras de linguagem e vocabulário complicado (características do cultismo, ou seja: obsessão pela linguagem culta). Quanto às ideias, elas também eram mais elaboradas, mais complexas e exigiam mais o raciocínio lógico (características do conceptismo). Autores: Gregório de Matos (autor de vários poesias líricas e satíricas) e padre Antônio Vieira (conhecido pelos seus sermões e pela sua habilidade como orador).

Arcadismo

Contexto Histórico: Iluminismo, Revolução Francesa

Como já vimos, a linguagem e as ideias do Barroco eram complexas e complicadas, além das instabilidades das ideias opostas. O Arcadismo vai contra isso e busca o equilíbrio e a simplicidade. Outras características: “fugere urbem” ou fuga da cidade (a cidade é um ambiente ruim), preferência pela natureza (ambiente bucólico e pastoril), “carpe diem” (aproveitar o tempo), predomínio da razão sobre a emoção. Autores do período: Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama, Frei Santa Rita Durão.

ERA NACIONAL

(de 1836 até nossos dias atuais)

ROMANTISMO

O Brasil deixou de ser colônia de Portugal e alcançou a sua independência. Sendo assim, a nossa literatura ganhou mais força e se consolidou. A partir de agora, se torna cada vez mais comum estudarmos individualmente os autores e suas obras, além, claro, das características gerais dos períodos literários. Vamos estudar, agora, a Literatura Brasileira do século XIX.

Contexto Histórico: Independência do Brasil, Brasil Império, Abolição da Escravatura, Proclamação da República.

O Romantismo foi o período literário que começou no início do século XIX e é caracterizado pelo predomínio da emoção, dos sentimentos e da linguagem subjetiva. Os escritores românticos eram mais sentimentais e emotivos. Essa época é dividida em três períodos: Indianismo (primeira fase), Ultrarromantismo (segunda fase) e Condoreirismo (terceira fase).

INDIANISMO

Indianismo: com a independência do Brasil, os autores desse período se preocupavam em definir a nova identidade nacional. Sendo assim, o sentimento era de patriotismo e de nacionalismo, valorizando tudo o que o Brasil tinha. A figura central dessa valorização era o índio, símbolo nacional.

ULTRAROMANTISMO

Ultrarromantismo: essa fase é caracterizada pelo pessimismo profundo, pela depressão, pelo saudosismo, pelo individualismo e pelas frustrações. Os ultrarromânticos (românticos exagerados), influenciados pelo poeta britânico George Byron, se sentiam trises, entediados, depressivos e se interessavam por temas ligados à morte e à noite. Essa geração de poetas ficou conhecida como “Mal do Século” (por causa do pessimismo que eles expressavam).

CONDOREIRISMO

Condoreirismo: os autores condoreiros se preocupavam mais com a questão social, como a escravidão, a educação e a miséria. Os destaques desse período são: Castro Alves, Fagundes Varela e Sousândrade.

REALISMO

Contexto Histórico: Século XIX

O Romantismo é substituído pelo Realismo em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (de Machado de Assis). Os autores do período do Realismo eram contrários ao excesso de sentimentos e de emoções dos românticos e procuravam enxergar o mundo de maneira realista, tal como ele realmente era.

O foco dos autores realistas era a sociedade: eles criticavam o comportamento social da época, criticando o clero, a burguesia e abordando questões familiares, como o adultério. Em seus textos, os autores também faziam a análise psicológica dos personagens, de modo a abordar as questões da maneira mais realista e coerente possível. O grande destaque do período foi Machado de Assis com a sua trilogia (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro).

NATURALISMO

O Naturalismo faz parte do Realismo (os dois movimentos ocorreram ao mesmo tempo) e nada mais é do que um Realismo mais aprofundado (é um desdobramento do Realismo), interpretando o mundo de um modo mais científico. O Naturalismo trata o homem como uma espécie de objeto de estudo, que deve ser observado. Pela experiência e pela observação (características científicas) é possível entender a realidade. Sendo assim, os textos naturalistas priorizam a descrição e os detalhes (reflexo da observação).

Principais autores desse período: Raul Pompeia (autor de O Ateneu) e Aluísio de Azevedo (autor de O Cortiço e de O Mulato).

PARNASIANISMO

O Parnasianismo foi um movimento literário que se desenvolveu junto com o Realismo e com o Naturalismo, sendo que a diferença é que o Parnasianismo se restringe à poesia.

A poesia parnasiana se preocupa com a sua aparência: o vocabulário é rebuscado e a poesia é precisa e bem trabalhada, buscando-se sempre a forma perfeita (esse conceito é chamado de “arte pela arte”m ou seja: o fazer poético é uma arte). Os versos são regulares (gosto pelos sonetos, por exemplo) e a linguagem é objetiva e descritiva. O grande nome desse período foi Olavo Bilac.

SIMBOLISMO

O Simbolismo foi um movimento de oposição ao Realismo, ao Naturalismo e ao Parnasianismo. Os simbolistas eram contrários ao caráter científico e objetivista desses movimentos. Sendo assim, o Simbolismo tinha as seguintes características: subjetivismo, mergulho no “eu” (valorização dos sentimentos individuais e da subconsciência), proximidade pelas questões filosóficas e existenciais, explicação da realidade por meio de símbolos (metáforas, imagens), misticismo (cosmos e questões espirituais).

PRÉ – MODERNISMO

A Literatura Brasileira do século XX foi transformada completamente com o movimento modernista.

O Pré-Modernismo foi um período de transição entre o estilo literário conservador (século XIX) e o estilo literário moderno (século XX). Portanto, nesse período há uma mistura e uma oscilação entre esses dois estilos. Podemos destacar os seguintes autores: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Lima Barreto (autor de O Triste Fim de Policarpo Quaresma) e Monteiro Lobato (autor de O Sítio do Pica-Pau Amarelo).

MODERNISMO

O Modernismo foi um movimento literário iniciado em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Esse movimento é dividido em três períodos (conhecidos por “gerações” ou “fases”).

1ª Geração (1922 – 1930)

A primeira fase do Modernismo é caracterizada pela linguagem coloquial e livre (poesia sem rimas nem métrica, totalmente livre e despreocupada com a gramática), com temas inspirados no cotidiano das pessoas. Os principais autores desse período foram: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.

2ª Geração (1930 – 1945)

O destaque dessa geração foi a prosa regionalista, que acaba retomando as características do Realismo (descrever o mundo tal como ele é, de modo objetivo e coerente). A linguagem usada nos livros possui as características de suas regiões, sendo retratada do modo como ela é falada.

Principais autores na prosa: Graciliano Ramos (autor de Vidas Secas), Jorge Amado (autor de Capitães de Areia), Rachel de Queiroz (autora de O Quinze) e José Lins do Rego (autor de Fogo Morto).

Principais autores na poesia: Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.

3º Geração (1945 – 1960)

Os nomes que se destacaram nesse período foram: Clarice Lispector (autora de Laços de Família), Guimarães Rosa (autor de Grande Sertão Veredas), João Cabral de Melo Neto (autor de Morte e Vida Severina), Nelson Rodrigues (no teatro). Essa fase também é conhecida como “pós-modernismo” ou “Geração de 45”. Os romances são urbanos, regionalistas e intimistas.

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