OXIGÊNIO E SHIATSU NO TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ

OXIGÊNIO E SHIATSU NO TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

DUlcinéia soares pereira da silva

Introdução

Fibromialgia caracteriza-se por fadiga e dor musculoesquelética difusa com causa desconhecida sendo de elevada complexidade e dor constante, não possuindo origem inflamatória (Asher; Niel, 2008).

Embora grande parte das pessoas que sofrem com fibromialgia sejam do sexo feminino, não há uma justificativa para esse fato, segundo estudos não constam nenhuma relação com questões hormonais pois a fibromialgia afeta a faixa etária de antes, durante e após a menopausa em mulheres de 30 a 50 anos, a síndrome tem afetado pessoas ainda mais idosas e há registros de casos também em crianças e adolescentes (Junior, Golden Fum; Siena, 2012).

Segundo Knoplich (2001) a FM é uma síndrome considerada comum que afeta 2% da população e é responsável por 25% das consultas em ambulatórios de reumatologia. A definição atual da síndrome é decorrente dos critérios de classificação desenvolvidas pela American College Rheumathology (ACR) e atualizam que a queixa dos pacientes de dor generalizada crônica, com mais de seis meses de duração, e a presença no exame físico de dor a palpação de pelo menos 11 dos 18 locais específicos do corpo, os pontos dolorosos ou tender points, podem ser consideradas fibromialgia. A exatidão do teste é de 81%, entende-se então que a identificação dos pontos dolorosos é considerado o método mais fidedigno que difere pacientes com FM de pacientes com outras causas dolorosas.

Os estudos de Braldry (2008) mostram muito ocasionalmente que a dor na FM é unicamente resultado de um distúrbio da mente (dor psicogênica) surgindo como consequência de lesão do sistema nervoso periférico ou central (dor neuropática).

 Niel Asher (2003) afirma que atualmente deu-se por estabelecido que FM é uma disfunção do sistema nervoso central (SNC) colocando-o como responsável primário pela ampliação da via da dor, assim como os pontos gatilho miofaciais a dor origina-se no tecido conjuntivo nos músculos , tendões e ligamentos, porém o autor afirma que a fibromialgia não atinge as articulações e que pontos gatilho miofaciais e a fibromialgia são frequentemente confundidos, porém são condições totalmente distintas e que ambas podem estar relacionadas a depressão, devido a isso desenvolveu-se um quadro comparativo para diferenciá-las:

Quadro comparativa

  Local da dor  Tipo de dor   Qualidade muscular a palpação
 Ponto gatilho  Específico e distintivo  Dor referida em um padrão específico  Firme, densa e morna
 Fibromialgia Geral  Dor generalizada, vaga e difusa que causa ardência  Mole e suave

Asher (2008)

Por meio do quadro comparativo pode-se chegar a conclusão que na fibromialgia a dor é medida pelo SNC e nos pontos gatilho miofaciais a dor é medida de modo local na região da placa motora pelo Sistema Nervoso Periférico (SNP).

A fisiopatologia da FM continua ainda na verdade obscura, muitas pesquisas sugerem que o distúrbio primário na FM seja uma alteração e disfunção neuro-hormonal incluindo deficiência de neurotransmissores inibitórios em níveis espinhais ou supraespinhais (seratonina encefalina, norepinefrina e outros) ou uma hiperatividade de neurotransmissores excitatórios substancia P glutamato bradicinina e outros peptídeos). Possivelmente ambas as condições poderiam estar presentes, tais disfunções poderiam ser geneticamente pré-determinadas e desencadeadas por algum estresse não específico, como por exemplo uma infecção viral, estresse psicológico ou trauma físico. O eixo hipófise – hipotálamo – adrenal e o sistema nervoso simpático, que compreendem os principais sistemas de resposta ao estresse, se alteram com as disfunções neuro-hormonais que também são implicadas na fisiopatologia. A síndrome da FM parece ser influenciada por fatores ambientais, hormonais e genéticos, causando alterações ao nível de receptores neuro-hormonais. Algum fator estressante agudo poderia desencadear o desenvolvimento da perturbação no eixo hipófise – hipotálamo – adrenal por mecanismos ainda não esclarecidos que poderiam envolver o sistema serotoninérgico e, assim, acredita-se que o eixo – hipófise – hipotálamo – adrenal pode desempenhar função importante na mediação e na perpetuação dos sintomas de FM (Junior; Golden Fum, Siena, 2012).

A busca é constante para tratamentos com farmacológicos afim de melhorar a qualidade de vida, no que se refere aos quadros de insônia dor e fadiga do fibromialgico que são constantes. Esses farmacológicos vão desde relaxantes musculares, antidepressivos a anticonvulssionantes e antiflamatórios porém consegue-se obter pouquíssimo ou nenhum resultado (Braz, 2011).

Recursos como massagens terapêuticas complementares e outros tem sido utilizados na tentativa de aliviar os sintomas da FM melhorando os quadros de dor, fadiga e hipóxia. Em meio a muitos recursos terapêuticos e técnicas manuais, tendo em vista a dificuldade de se encontrar artigos científicos dos efeitos benéficos shiatsu na síndrome de fibromialgia e que essa não divulgação, dificulta ainda mais a possibilidade de sua indicação. (HEYMANN , 2010). O Shiatsu tem se destacado como uma das mais eficazes técnicas no alivio da dor e fadiga, com grande efeito relaxante promovendo equilíbrio no corpo e na mente. Como estudaremos, atua com pressão dos dedos sobre pontos específicos denominados meridianos. (Kimura; Facci; Garcez, 2012).

Contudo, observa-se na síndrome de fibromialgia a existência de contração muscular muito prolongada, involuntária, anormal e continua, seguida de fatiga muscular. O autor atribui essas contrações a fatores emocionais principalmente. A contração muscular contínua resulta em vasoconstrição dos capilares, artérias e veias, causando a má oxigenação ou a falta total de oxigênio, resultando em hipóxia seguida  de morte celular de algumas fibras musculares (necrose) e formando os famosos nós percebidos a palpação desses pontos denominados superpostos e são extremamente dolorosos (Knoplich, 2001).

Em pesquisas, Oliveira constata que a ozonioterapia e o oxigênio podem ser a solução para o desconforto causado pela patologia supracitada, documentando que a ozonioterapia e o oxigênio otimizam os parâmetros hemorreologicos e a capacidade de liberação do oxigênio aos tecidos supridos, nos pacientes portadores de doenças isquêmicas.  A oferta positiva e o acumulo de energia nos tecidos sofrem marcante aumento traduzido pela elevação da concentração de ATP. Esta maior oferta e subsequente acumulo de energia parecem estar intimamente ligados aos efeitos atenuantes dos sinais e sintomas de fadiga e dor muscular (Oliveira, Lages, 2012).

Objetivo

O objetivo é demonstrar que os resultados do Shiatsu podem ser otimizados se associados a aplicação de oxigênio em gel e também que a FM se refere a uma patologia neurológica, afim de nortear os pacientes a melhor qualidade de vida.

Para referenciar a intensidade da dor na FM foi utilizado a escala analógica da dor EVA– esse método consiste em uma régua numérica com dez centímetros dividida em dez espaços idênticos apresentada em cores sendo que de um lado da linha essa régua é marcada “sem dor” e na outra extremidade indica o “máximo de dor” (Fortunato Et Al, 2013). A forma correta de uso desse método é avaliar o paciente antes e depois de cada sessão em todas as sessões para a avaliação da intensidade da dor e o quanto ela foi amenizada após a terapia. No tratamento proposto foi utilizado a aplicação do gel oxyflower antes da aplicação da técnica do Shiatsu.

Metodologia

Foi selecionado por conveniência a paciente portadora de fibromialgia A.G.S.S, 63 anos, aposentada, em tratamento com antidepressivo, que encontra impossibilitada de realizar tarefas domésticas e outras tarefas que envolvem esforços físicos. O termo de consentimento livre e esclarecido foi devidamente lido e assinado por A.G.S.S.

 O tratamento foi desenvolvido na clínica UNICESUMAR, cito Av Guedner. 1610 – Jardim aclimação, Maringá – PR, CEP 87050-390. Para a avaliação da pacientes, inicialmente foi realizada a coleta de informações
pessoais (nome, endereço, idade, etnia, médico responsável, medicamentos utilizados, tratamentos fisioterapêutico realizados anteriormente com seus respectivos resultados). A paciente apresenta diagnóstico médico de fibromialgia há 15 anos e faz tratamento com antidepressivo, no histórico da doença o quadro é de dor e fadiga muscular constante e generalizada com mais de 11 tender points.

Para referenciar a intensidade da dor foi utilizado a Escala Analógica da Dor EVA – esse método consiste em uma régua numérica com dez centímetros dividida em dez espaços idênticos apresentada em cores sendo que de um lado da linha essa régua é marcada “sem dor” e na outra extremidade indica o “máximo de dor”(PREICE, 1983)( Anexo 1º.) A paciente foi avaliada antes e depois de cada sessão para mensurar a   intensidade da dor e o quanto ela foi amenizada após a terapia. O
questionário de impacto da fibromialgia na qualidade de vida – FIQ, relacionado a aspectos psíquicos e sensoriais foi quantificado através de uma escala de 0 a 7cm, que indica que  quanto maior o valor atingido, maior gravidade, são divididos em 3 avaliações(1°, 6° e 12° sessão).(MARQUES et al., 2006).  

A avaliação de pontos dolorosos foi realizada por digitopressão na primeira, sexta e décima segunda sessões, com a intensidade da pressão equivalente a 4kgf. As regiões onde o referido teste foi aplicado foram nos pontos indicados pelo autor.(PROVENZA et al., 2004).( VIDE-Metodologia). 

A técnica de Shiatsu tradicional foi padronizada de acordo com os parametros da paciente segundo orientação de (NAMIKOSHI, 1992). Os pontos (tsubos) escolhidos abrangeram todos os segmentos corporais, utilizando pressão digital e palmar. A intensidade da pressão foi definida de acordo com a sensibilidade da paciente, onde a regiões com dor intensa foi aplicada a sedação, mantendo a pressão digital sem qualquer movimento sobre o ponto, com duração de cinco segundos em três repetições, e as regiões sem queixa dolorosa ao toque a pressão de estimulação, com movimentos circulares de cinco segundos e três repetições cada ponto. O tempo médio de cada sessão foi de 50 minutos, sendo realizadas uma vez semanal, totalizando 12 sessões.
 

 No tratamento proposto foi utilizado a aplicação do oxigenio em gel associado a aplicação da técnica do Shiatsu.

Foi realizado sessão terapêutica na frequência de uma vez por semana,com duração de cinquenta minutos cada atendimento, com exceção  da 1ª 6ª e a 12ª sessões que  precisaram ocupar o tempo de uma hora e quarenta e cinco minutos. O estudo teve duração de  três meses em  ambiente silencioso e  agradável.


4 RESULTADOS ESPERADOS


A expectativa desse estudo é conseguir otimizar os efeitos da técnica shiatsu associando-o a aplicação do oxigênio em gel, podendo divulgar e demonstrar aos pacientes com doenças isquêmicas, assim como aos terapeutas e também profissionais da área da saúde que existem grandes possibilidades por meio da técnica shiatsu e sua associação à aplicação de gaz oxigênio, de pacientes com FM viverem bem e com mais qualidade de vida, visando principalmente amenizar tão grande sofrimento de pacientes fibromialgicos que tem sofrido sem espectava de melhora.


Desenvolvimento

Foram realizadas as sessões de shiatsuterapia associado ao oxigênio em gel na paciente portadora de FM, A.G.S.S. 63 anos, durante três meses correspondentes aos meses de março, abril e maio, no qual foram aplicadas nove sessões de cinquenta minutos cada e três sessões de uma hora e quarenta e cinco minutos cada, sendo uma sessão  por semana durante os  três meses referidos totalizando doze sessões.

Na primeira sessão a paciente apresentou o diagnóstico médico de fibromialgia há 15 anos, já fazendo tratamento com antidepressivo, queixando-se de dor e fadiga muscular constante e generalizada com mais de 11 tender points.
Referente a esse fato, a opinião de  Knoplich (2001) – A definição atual da síndrome é decorrente dos critérios de classificação desenvolvidas pela American College Rheumathology (ACR) e atualizam que a queixa dos pacientes de dor generalizada crônica, com mais de seis meses de duração, e a presença no exame físico de dor à palpação de pelo menos 11 dos 18 locais específicos do corpo, os pontos dolorosos ou tender points, já pode ser considerado fibromialgia.
Na primeira sessão no primeiro mês em (08/03/17) a paciente relata que está   diminuindo significativamente a sua capacidade funcional ao longo dos anos, de realizar tarefas diárias simples como por exemplo: fazer compras, lavar roupa, cozinhar, lavar louça, limpar casa, arrumar cama, caminhar, visitar amigos, cuidar do quintal e dirigir. Se queixa ainda de rigidez matinal, ansiedade, estado depressivo etc. 
Devido ao quadro foi necessário aplicação de avaliação detalhada dos pontos dolorosos para diagnosticar o real estado da paciente, essa avaliação foi realizada por digitopressão, pois  segundo (PROVENZA et al., 2004) são esses pontos dolorosos que indicarão a presença de FM e a intensidade da dor no local desencadeada pela síndrome;  essa avaliação foi usada  na primeira, na sexta  e décima segunda sessões, com intensidade da pressão equivalente a 4kg força aproximadamente, conforme o autor orienta. Os locais  onde o já referido teste foi aplicado foram: Cervical baixo – atrás do terço inferior do esternocleidomastóideo intertransverso C5-C6;  joelho – no coxim gorduroso, pouco acima da linha média do joelho trapézio – ponto médio do bordo superior, na parte firme do músculo; suboccipital – na inserção do músculo suboccipital, supra-espinhoso – acima da escápula, próximo à borda medial, na origem do músculo supra-espinhoso; segunda junção costo-condral – lateral à junção, na origem do músculo grande peitoral; epicôndilo lateral – 2 a 5 cm de distância do epicôndilo lateral; glúteo médio – na parte média do quadrante súpero-externo na porção anterior do músculo glúteo médio; trocantérico – posterior à proeminência do grande trocanter;  onde as três avaliações citadas na primeira, na sexta e na decima segunda sessão se aplicaram  em conjunto com o questionário sobre impacto da fibromialgia na qualidade de vida – FIQ  (2º Anexo) (MARQUES et al., 2006). Sendo que a Escala Analógica Visual da Dor – EVA foi aplicada no início e no final de cada sessão (1º Anexo) (PREICE, 1983).


ESCALA VISUAL ANALÓGICA DA DOR
ESCALA VISUAL ANALÓGICA DA DORPREICE, 1983



Conforme orientação de (NAMIKOSHI, 1992), nos pontos (tsubos) que apresentam auto nível de dor, foi aplicado no desenvolvimento da primeira sessão a sedação atuando com pressão digital sem nenhum movimento sobre o ponto, com duração de cinco segundos em três repetições, e nos locais sem dor ao toque a pressão de estimulação, com movimentos circulares de cinco segundos e três repetições cada ponto. Sendo realizadas uma vez semanal. A posição do paciente e o sentido da massagem nas sessões foi pré-definida, iniciando a terapia de decúbito ventral sentido crânio-caudal trabalhando região posterior e pontos palpáveis da região lateral e finalizando em decúbito dorsal sentido crânio-caudal. Os pontos utilizados para o tratamento foram de acordo com as orientações da terapia Shiatsu Namikoshi (1992). Durante o tratamento houve o cuidado de não ter nenhum tipo de som, ruídos ou comunicação do paciente com o terapeuta, pois em casos de doenças isquêmicas como a da FM é fundamental praticar essa conduta, porque a FM está diretamente ligada a aspectos psíquicos, tais como a depressão e estresse excessivo, promovendo, assim, concentração e harmonia respiratória conjunta necessária para a efetividade da técnica Shiatsu como orienta o autor.

 Pontos de aplicação para Shaitsuterapia  segundo orientação de (NAMIKOSHI, 1992).

Pontos de aplicação
Pontos de aplicaçãoNAMIKOSHI, 1992




Cabeça: Face- linha mediana (região frontal); Região zigomática; Região temporal; Região occipital- linha mediana;
Coluna vertebral: Região paravertebral (cervical torácica e lombar);
Região escapular: Região supraescapular; Região infra-espinhosa; Redondo menor; Redondo maior; Parte posterior do deltóide;
Membro superior Região posterior, anterior e lateral;
Região glútea;
Região Ilíaca;
Região sacral;
Membro inferior: Região femoral; Região poplítea; Região sural ;Região plantar;
Região anterior do membro inferior: Região inguinal; Região femoral; Região patelar; Região crural lateral; Região peitoral. (NAMIKOSHI, 1992).



No primeiro mês foram realizados as quatro sessões com análise dos resultados alcançados, medidos com a utilização da  Escala Analógica Visual da Dor – EVA (anexo primeiro) que foi aplicada no início e no final de cada sessão, sendo que na primeira sessão em 08/03/17 se fez necessário a aplicação de digitopressão com intensidade da pressão equivalente a 4kg força, aproximadamente, conforme o autor orienta.  Segundo (PROVENZA et al., 2004) são esses pontos dolorosos que indicarão a presença de FM e a gravidade que a síndrome apresenta, em conjunto com o questionário sobre impacto da fibromialgia na qualidade de vida – FIQ (2º Anexo) (MARQUES et al., 2006). Foi aplicado também sedação atuando com pressão digital conforme o método (NAMIKOSHI, 1992) nos pontos (tsubos) que apresentam auto nível de dor. A aplicação da sedação foi feita com pressão digital sem nenhum movimento sobre o ponto, com duração de cinco segundos em três repetições, e nos locais sem dor ao toque a pressão de estimulação, com movimentos circulares de cinco segundos e três repetições cada ponto. Sendo que a pratica da sedação foi usada em todas as sessões segundo orientação do autor. O gel com oxigênio foi aplicado em todos os pontos massageados no ato da pratica da técnica shiatsu. O tempo médio de cada sessão foi de 50 minutos, porem a primeira sessão teve duração de uma hora e quarenta e cinco minutos, tempo necessário para aplicação de todas as técnicas e avaliação da paciente. Foi realizado o comparativo entre a primeira e a quarta sessão do primeiro mês (março) e observado a redução da intensidade da dor – A média de 2,00 cm na Escala Analógica Visual da Dor – EVA apresentando uma redução de 7,37 para 5,37 na escala.
No segundo mês a paciente A.G.S.S, 63 anos relata que está sentindo alivio e diminuição dos sintomas de fadiga nas regiões de pernas e braços que, segundo ela, eram constantes antes do tratamento com shiatsu e oxigênio em gel. Referente a esse alivio pode-se dizer que em pesquisas, (OLIVEIRA Junior,2012) constata que a ozonioterapia e o oxigênio  podem ser a solução para o desconforto causado pela patologia supracitada, documentando que a ozonioterapia e o oxigênio otimizam os parâmetros hemorreologicos e a capacidade de liberação do oxigênio aos tecidos supridos, nos pacientes portadores de doenças isquêmicas. No decorrer do mês de abril, que se refere ao segundo mês do tratamento, foram realizadas quatro terapias com a aplicação da Escala Analógica Visual da Dor – EVA (PREICE, 1983) (1º Anexo) no começo e no final de cada sessão. A prática de sedação atuando com pressão digital conforme orientação de (NAMIKOSHI, 1992) sempre aplicada no começo de cada sessão. Em todas as sessões foi utilizado a aplicação oxigênio em gel associado à terapia shiatsu.  Foi realizado o comparativo entre a primeira e a oitava sessão do segundo mês (abril) e observado a redução da intensidade da dor – A média de 3,08 cm na análise utilizando a Escala Analógica Visual da Dor – EVA – observa-se uma redução média de  7,37  para 4,29 na escala.
 

Ao final do estudo no mês de maio, A.G.S.S., 63 anos relatou que estava mais animada e otimista sentindo pouca dor, a paciente foi reavaliada utilizando as mesmas técnicas, essa reavaliação foi realizada por digitopressão. (PROVENZA et al., 2004), em conjunto com o questionário sobre impacto da fibromialgia na qualidade de vida – FIQ (MARQUES et al., 2006). (Anexo 2º) pela escala de dor EVA que foi aplicada ao início e fim de cada sessão. O oxigênio em gel aplicado juntamente com a técnica Shiatsu tradicional que foi padronizada de acordo com os parâmetros da paciente segundo orientação de (NAMIKOSHI, 1992). Os pontos (tsubos) escolhidos abrangeram todos os segmentos corporais, utilizando pressão digital e palmar também nessa última sessão. A intensidade da pressão foi definida de acordo com os parâmetros da paciente, onde, nas regiões com dor intensa foi aplicada a sedação, principalmente na primeira sessão, pois na última já não apresentava mais dores fortes; mantendo a pressão digital sem qualquer movimento sobre o ponto, com duração de cinco segundos em três repetições, e as regiões sem queixa dolorosa ao toque a pressão de estimulação, com movimentos circulares de cinco segundos e três repetições cada ponto. Foi realizado o comparativo entre a primeira sessão (março) e a última sessão do terceiro mês (maio) e observado a redução da intensidade da dor de 5,82 cm; com referência no valor inicial. Na análise utilizando a Escala Analógica Visual da Dor – EVA – observa-se uma redução média de 7,37(valor inicial) para 1,55 (valor final) na escala.


A digitopressão por (PROVENZA et al., 2004), para mensurar o grau da dor na FM,  foi aplicado somente em três sessões, no começo, meio e fim do tratamento ou seja,  Na primeira sessão em (08/03/17), na sexta sessão em 12/04/17 e na última sessão em  30/05/17 (decima segunda sessão), em conjunto com o questionário sobre impacto da fibromialgia na qualidade de vida – FIQ  (2º Anexo) (MARQUES et al., 2006), Escala EVA foi aplicada no início e no final de cada sessão (1º Anexo) (PREICE, 1983) e Foi aplicado também sedação atuando com pressão digital conforme orientação de (NAMIKOSHI, 1992). 

Conclusão

Conforme a análise dos resultados alcançados com a escala EVA, fazendo um comparativo entre a primeira e a décima segunda sessão (última sessão) de tratamento, foi observada redução da intensidade de dor média de 5,82 cm no total reduzindo de 7,37 para 1,55 em três meses de tratamento
Concluindo assim que nos três testes aplicados pôde-se constatar presença de FM, porém havia um nível de dor bem menor na última sessão assim como o aumento da capacidade funcional em tarefas simples aumentando a qualidade de vida da fibromialgica, graças a capacidade de reabilitação terapêutica da shiatsuterapia otimizado com a associação ao oxigênio em gel.

Referências

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