O ILUMINISMO

ESCOLA ESTADUAL PAULO NETO ALKIMIM

O ILUMINISMO

MARIA EDUARDA ESTEVES CARVALHO

ataque ao antigo regime

Os Anos Rebeldes. esse poderia ser o resumo do maremoto que agitou o mundo ocidental (Europa e Américas) e o Brasil na paisagem do seculo XVIII: a Independência dos Estados Unidos (1776), a Revolução Francesa (1789-1799), a Inconfidência Mineira (1789), a conjuração baiana (1798), as independências na América Latina (inicio do seculo XIX)…Junto com as ondas revolucionarias havia uma tempestade  de idias novas que propunham derrubar a ordem tradicional, lutar pelos direitos do cidadão, libertar os povos da opressão. todos esses movimentos acompanhavam as propostas e os ideais chamada de Iluminismo.

Os pensadores iluministas viveram no seculo XVIII. Os mais originais e influentes foram os iluministas franceses, mas houve intelectuais iluministas em todo Ocidente. Eles escreveram livros, artigos e panfletos em que expunham suas ideias filosóficas, políticas e econômica. O principal objetivo era atacar o Antigo Regime, aquela sociedade baseada nos privilégios feudais da nobreza no Estado Absolutista. Incluía as monarquias europeias e as colônias na América, submetidas a regulamentações mercantilistas. Os Iluminista diziam que o Antigo Regime era uma sociedade irracional e opressora que provocaram a infelicidade de milhões de homens e mulheres. Essa era uma ideia fundamental iluminista: ”não se pode ser feliz numa sociedade injusta, sob o regime político e opressor”.

Alguém poderia perguntar: mas se o Antigo Regime era tão injusto assim, não seria fácil as pessoas perceberem? precisava ler livros de Filosofia para saber que eram oprimidas? A resposta dos iluministas seriam: sim, as pessoas não enxergam a realidade porque estão mergulhadas nas trevas. As trevas da ignorância, da superstição, do fanatismo, da irracionalidade, do preconceito. Para acabar com as trevas são necessárias as Luzes da Razão (da capacidade humana de pensar criticamente). E por isso que o Iluminismo também foi chamado de Esclarecimento (e também de Filosofia das Luzes Ilustração). O que significa? Esclarecer é tornar mais claro. A luz que esclarece a Luz da Razão.Anunciamos que ”o problema foi esclarecido” quando compreendemos racionalmente. Esclarecimento também dá ideia de informação, de comunicação e de educação. Por exemplo, na expressão ”esclarecemos a população que…”. Os iluministas acreditavam que tinhão a missão esclarecer os outros indivíduos. Por isso publicaram livros e panfletos para divulgar suas ideias. Escreviam em linguagem bem simples e objetiva, para que mesmo as pessoas sem instrução pudessem compreender.Criticar é fácil. O difícil é fazer o novo. Os iluministas toparam o desafio. Tinham uma proposta para nova sociedade: ”o governo só é justo quando garante a liberdade e igualdade de todos perante a lei”. O que nos leva a concluir que o Antigo Regime era atacado por dois motivos básicos: esmagava a liberdade dos indivíduos e impunha lei que só favoreciam uma minoria, os nobres.

E quem disse que é possível mudar o mundo? Os reis absolutistas, os nobres e a igreja invocavam nas tradições ancestrais, como a sociedade humana e a instituições fossem eteras. Os iluministas eram otimistas críticos, acreditavam na possibilidade de progresso: com o uso da razão, os seres humanos podem dialogar, respeitar direitos, derrubar tiranias, construir instituições melhores.

INFLUÊNCIA INGLESA

A Inglaterra era exceção. no século XVIII, intelectuais franceses visitavam Londres, por curiosidade o para fugir da perseguição do rei. Voltavam maravilhados co o pais onde ninguém era preso por causa das opiniões politicas, cargos públicos estavam abertos a todos que tivessem qualidades (e não apenas para os nobres), o rei só podia cobrar impostos com a autorização do parlamento A filosofia de Jonh Locke foi admirada pelas idias liberais (o governo existe para proteger os direitos dos cidadãos, que opressão) e porque mostrava que o ser humano  é o resultado do que experimentou desde que nasceu – o que levou os iluministas a concluir que o ser humano é o resultado de educação que recebeu, da sociedade em que vive.

a ENCICLOPÉDIA que iluminava 

Na França a partir de 1751, o matemático D’ Alembert e o filósofo Diderot dirigiam a publicação da famosa enciclopédia. Mais de 300 pessoas colaboraram escrevendo artigos especializados. Por causa dela os iluministas também foram chamados Enciclopedistas. A Enciclopédia abordava todos os assuntos e divulgava as idéias filosóficas e políticas da ilustração. Continha páginas que descreviam com detalhes as descobertas científicas, máquinas modernas, funcionamento de manufaturas, técnicas de artesanato, ferramentas, etc. Nunca a ciência, a tecnologia e os ofícios “mecânicos” haviam sido tratado com tanto respeito. Para os iluministas, através da ciência a da tecnologia, a razão se torna o instrumento para criar o progresso material, para compreender e mudar o mundo. Em várias ocasiões a Enciclopédia foi censurada por causa das opiniões filosóficas e políticas. Alguns de seus autores passaram temporadas na prisão da Bastilha.

luzes da razão

O Iluminismo é chamado de filosofia das luzes, do esclarecimento. A luz que nos faz compreender, que nos traz conhecimento: é a luz da razão, ou seja, da capacidade humana de pensar. A Razão era vista algo que valia para toda a humanidade. Acreditavam que, se utilizassem a razão, os homens poderiam descobrir qualquer mistério do universo, conseguiriam resolver qualquer problema da sociedade.

1 . ESCLARECER É EDUCAR = Os iluministas diziam que “ninguém nasce com idéias prontas. Todos os homens são resultado da educação que tiveram.” “Os homens são produto da educação e da sociedade em que vivem.” Jean-Jacques Rousseau dizia que: “O homem é bom por natureza, a sociedade é que o corrompe.” Assim o objetivo da educação seria despertar a bondade e as qualidades naturais do ser humano. Eles acreditavam que a Igreja tornava as pessoas ignorantes, perversas, supersticiosas e submissas.

2 . A RAZÃO APLICADA AO PROGRESSO = Usar a razão proporciona o PROGRESSO. Ou seja, os iluministas acreditavam que se os homens fossem racionais, a sociedade conheceria o progresso material e institucional. Para eles, a felicidade humana seria alcançada pelo uso da razão, liberdade e progresso. A miséria e a opressão não seriam uma cruz a ser carregada para sempre. A famosa Enciclopédia de Diderot e D’Alembert diziam que por meio da ciência e da tecnologia, a razão se tornava um instrumento para modificar o mundo, para criar o progresso material. A ciência tinha o papel de explicar o funcionamento do universo e da vida.

3 . A TOLERÂNCIA = o FILÓSOFO ILUMINISTA FRANCÊS Voltaire gostava de dizer: “Não concordo com uma só palavra que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de falar livremente.” Ele defendia a tolerância, ou seja, a idéia de que devemos respeitar as pessoas que pensam diferente de nós. Graças ao uso da razão, os homens de todo o mundo poderiam se comunicar, dialogar e se entender. Com isso, as guerras e as perseguições seriam evitadas.

4 . IGUALDADE JURÍDICA = Os iluministas achavam que a natureza fez com que todos os homens nascessem iguais. A lei deveria ser universal, ou seja, todos os homens teriam os mesmos direitos. Portanto, um regime político só seria justo se estabelecesse a igualdade jurídica. Admitiam as diferenças de riqueza na sociedade. Tal idéia agradava a burguesia.

5 . A LIBERDADE = Eles defendiam o direito à liberdade. O francês Montesquieu, defendeu a teoria da separação dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para limitar os poderes do Rei. Perceberam que existe um princípio fundamental na defesa dos direitos do cidadão. É o princípio de que o Estado não tem o direito de oprimir o cidadão. O Estado existe para servir ao cidadão, e não o contrário. Por isso, o Estado deveria se submeter às leis.

a MAÇONARIA 

Seus membros acreditam que ela foi criada pelos construtores do Templo de Salomão e continuada pelos arquitetos catedrais medievais. Daí símbolo da profissão: na colher de pedreiro, o compasso, a pirâmide e o triângulo.A Maçonaria moderna surgiu na Inglaterra no século XVIII espalhou-se pela Europa. A proposta eram a ajuda mutua: cada maçom deveria ajudar o outro. A Maçonaria não seguia nenhuma religião específica, embora as lojas maçônicas (locais de reunião) realizassem complicados rituais místicos. Os livres-pedreiros (maçons) aderiram aos ideais iluministas e ajudaram a divulgá-los pela Europa e pelas Américas (onde a maçonaria chegou ainda no seculo XVIII). Por isso, foram perseguidos por muitos governos. 

economistas do iluminismos 

Os pensadores iluministas que se ocuparam de questões econômicas deram origem a duas grandes correntes de pensamento. A primeira delas foi a fisiocracia, que obteve grande circulação nos fins do século XVIII. Uma outra teoria mais amplamente desenvolvida foi o “liberalismo”, que até hoje influencia fundamentos do pensamento econômico contemporâneo.

A fisiocracia foi responsável pela crítica ao vigente sistema econômico mercantilista. Segundo suas idéias, o pensamento fisiocrata criticava a lógica de exploração e acúmulo de metais preciosos defendida pelo mercantilismo. De acordo com a fisiocracia, as práticas mercantilistas não promoveriam o desenvolvimento das riquezas de uma nação. A única real fonte de riqueza estaria vinculada à terra. As demais atividades econômicas (a manufatura e comércio) seriam mera conseqüência da riqueza produzida das atividades agrícolas.

Entre seus principais pensadores podemos destacar François Quesnay (1694 – 1774) e Anne Robert Jacques Turgot (1727 – 1781). Outro pensador de suma importância foi Vincent de Gournay ( 1712 – 1759), autor da célebre frase: “Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même” (Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo). Essa frase foi de expressiva importância para que fosse lançado um dos pontos fundantes do pensamento liberal.

Adam Smith, discípulo de Vincent de Gournay, sistematizou as primeiras premissas do liberalismo econômico. Considerado um dos fundadores das ciências econômicas, Smith considerou na obra “A riqueza das nações”, que o trabalho era o fruto de toda a riqueza de uma sociedade. Por meio da intervenção do homem a prosperidade seria alcançada. Defensor do direito de propriedade, esse pensador ainda acreditava que a economia era naturalmente guiada por leis próprias e, por isso, não deveria sofrer maiores intervenções do Estado.

Defendendo a adoção de medidas de caráter racional, Adam Smith enxergava na livre-concorrência e na divisão do trabalho itens fundamentais para o desenvolvimento da economia. Assentando tais idéias sobre a economia, Smith colocou o liberalismo econômico como uma das mais pujantes correntes do pensamento econômico até o início do século XX.

     

Iluminismo, John Locke e os Direitos Naturais

John Locke foi o primeiro filósofo iluminista de destaque. Ele viveu na Inglaterra entre os anos de 1632 e 1704. Sua principal obra foi o livro intitulado “Dois Tratados Sobre o Governo Civil”, escrito no ano de 1690. John Locke tem um currículo peso pesado. Vejam bem. Ele participou da Revolução Gloriosa de 1688 e foi um dos autores do Bill of Rights (a Declaração dos Direitos). É importante lembrar que a Declaração dos Direitos foi o documento que encerrou o longo processo revolucionário inglês do século XVII. Este documento também estabeleceu a Monarquia Parlamentar na Inglaterra. A monarquia inglesa continuou existindo. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, não obstante quem governava o país era o Parlamento e não mais os reis absolutistas. John Locke estava lá, participando de tudo isso. 

Locke defendia os direitos naturais e inalienáveis dos homens. Esses direitos eram a vida, a liberdade e o direito à propriedade. Vamos explicar melhor o que quer dizer esses tais direitos naturais e inalienáveis do homem. 

No pensamento de John Locke nós podemos entender os direitos naturais como aqueles direitos que todos os homens possuem desde o momento de seu nascimento. Ou seja, no momento do nascimento todos os homens são iguais, todos os homens nascem como se fossem uma lousa em branco, uma tabula rasa, todos estariam no mesmo nível. Essa igualdade inicial que existe entre todos os seres humanos é resultado de leis da própria natureza, nas quais o homem não pode interferir. Você também vai encontrar nos textos de História e Filosofia a palavra Jusnaturarismo. Vamos separá-la para facilitar a nossa compreensão. Jus significa direito. Naturalismo significa tudo aquilo que não depende da intervenção do homem, algo que é regido por leis da natureza. Então, jusnaturalismo nada mais é do que outra palavra para fazer referência aos direitos naturais dos homens. 

Para Locke, as diferenças começam a aparecer a partir da experimentação, da experiência vivida por cada homem individualmente a partir de suas próprias escolhas. Para John Locke todas as ideias nascem da experiência. A experiência vivida pelos homens em sociedade desde a infância vai preencher a lousa em branco. A partir deste momento deixamos de ter uma tábula rasa e começam a surgir as diferenças dentro da sociedade. A diferença entre os homens é resultado do mérito e do esforço pessoal de cada indivíduo. Portanto, podemos perceber que Locke possui uma visão meritocrática e individualista da sociedade. Vamos entender o que significa meritocracia. Aquele indivíduo que desenvolver os seus talentos pessoais, aperfeiçoando-os continuamente pelo estudo e pelo trabalho, com consistência e comprometimento, um dia após o outro, sem perder a disciplina mesmo em meio às dificuldades, é merecedor de uma melhor condição na sociedade, pois isso foi conquistado com seu próprio mérito, com seu próprio esforço, individualmente. 

Por tudo isso John Locke era um autor empirista. Empirismo significa exatamente isso que eu acabei de falar, ou seja, empirismo significa a experimentação que você vive na própria pele, o conhecimento que você desenvolve na prática de uma situação real e não apenas com o conhecimento teórico. O empirismo é uma parte fundamental do método científico, pois a teoria precisa ter a sua eficiência testada e comprovada no mundo natural, no mundo real. Somente nesta situação irá ocorrer de forma efetiva a construção de um novo conhecimento. Vamos a um exemplo de empirismo. Quando os cientistas estão desenvolvendo uma vacina eles partem de um conhecimento teórico, que por sua vez, é muito importante. Eles sabem que se enfraquecerem um determinado vírus e introduzi-lo no corpo de um ser humano haverá a possibilidade dos anticorpos se desenvolverem e se fortalecerem para criar uma resistência para combater um vírus real. Porém, contudo, entretanto, todavia, não obstante, esta vacina precisa ser testada várias e várias vezes para ter comprovada a sua eficiência antes de ser distribuída em larga escala para proteger a população. Ou seja, existe a parte do conhecimento teórico no desenvolvimento da vacina. Depois, a teoria precisa ser comprovada empiricamente, em testes reais antes de ser aplicada em toda a população. Para John Locke, a parte mais importante desse processo é o método empírico e não a parte do conhecimento teórico. 

Para John Locke certos direitos, além de naturais, eram também inalienáveis. Ou seja, direitos inalienáveis são aqueles direitos que ninguém pode tirar de você. Direito inalienável é tudo aquilo que não é possível remover ou retirar de uma pessoa. Nenhum governo, nenhuma autoridade, nenhum rei tem competência para negar certos direitos que são de todos os seres humanos. John Locke dizia que a vida, a liberdade e a propriedade eram três dos principais direitos naturais e inalienáveis de todo homem. Vamos falar de cada um deles separadamente a partir de agora. 

Em primeiro lugar, todo ser humano tem direito à vida. O direito à vida é o mais elementar de todos os direitos humanos. Ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa. É por essa razão que quando um homem assassina outra pessoa ele responde por crime de morte. Trata-se de um homicídio. O responsável pelo crime deve ser preso. 

Em segundo lugar, todo homem tem direito à liberdade. Liberdade para fazer as coisas sem sofrer nenhuma interferência. Liberdade de pensamento, liberdade de opinião e de expressão, liberdade de locomoção, liberdade de reunião ou associação para discutir e resolver problemas coletivos. Obviamente, o exercício de minha liberdade não pode ferir ou desrespeitar os direitos das outras pessoas e nem ser utilizada para efetuar atividades ilícitas, criminosas. 

 Em terceiro lugar, todo homem tem direito à propriedade privada. Se você, por esforço e mérito pessoal conseguiu adquirir um bem de valor, seja uma casa, um cavalo, uma joia ou qualquer outro bem material, isso é um direito seu. Um direito que deve ser preservado e nenhum homem, nenhum governo, nenhum rei tem o direito de tirar ou destruir um patrimônio que foi construído pelo seu trabalho, talento, esforço e mérito individual.  

Segundo Locke, os governos existem para preservar esses direitos. Isso quer dizer que o dever de todo governo é preservar a sua vida, a sua liberdade e a sua propriedade privada. Quando o governo desrespeita a lei estabelecida pela comunidade e coloca em risco a vida, a liberdade e a propriedade privada dos homens, este governo deixa de cumprir o seu objetivo, tornando-se ilegítimo e tirânico. Nesse caso o povo tem o direito legítimo de rebelião, tanto para defender-se da opressão de um governo tirânico como para libertar-se do domínio de uma nação estrangeira. Portanto, John Locke coloca-se claramente em luta contra os governos despóticos, ou seja, contra os governos dos reis absolutistas.

o despotismo esclarecido

A proeminência dos ideais iluministas, surgidos durante o século XVIII, concebeu um conjunto de transformações que não se limitou ao universo letrado e burguês. As diretrizes desse novo movimento também estabeleceram interessantes transformações no interior de algumas monarquias absolutistas européias. Era o início de um movimento conhecido como despotismo esclarecido. Os tronos da Rússia, França, Áustria e da Península Ibérica foram os principais focos dessa redefinição política.

Sem abandonar as benesses do regime monárquico, os reis desses países enxergavam a necessidade do domínio de alguns saberes considerados úteis na tomada de decisões político-administrativas. O monarca deveria dominar os princípios iluministas ou, no mínimo, estar assessorado por ministros que conhecessem as mais importantes obras do pensamento filosófico e econômico iluminista. Dessa forma, a razão ganhava espaço no cenário político europeu. 

A idéia de que o rei era a personificação do Estado cedeu lugar para governos que contavam com uma nova diretriz política capaz de delegar cargos a indivíduos sintonizados com as necessidades racionais do governo e da população. Ministros e filósofos deveriam ser os principais conselheiros da autoridade real. A Igreja, representada pelo Alto Clero, perdeu boa parte de sua influência anteriormente exercida junto às monarquias. 

Apesar dessas modificações, o despotismo esclarecido vetava a idéia de se restringir a autoridade monárquica. Os princípios democratizantes e liberais do iluminismo eram postos para fora dos palácios reais. A principal meta desse movimento de reforma política era a melhoria do funcionamento da máquina burocrática. Dessa forma, o poder do Estado e o desenvolvimento da economia nacional alcançariam resultados mais expressivos e eficientes. 

Na Prússia, o rei Frederico II (1740 – 1786) foi fortemente influenciado pelos ensinamentos de Voltaire. Durante seu reinado, os castigos físicos foram banidos e as leis sofreram reformas. A educação básica tornou-se obrigatória e todos os cultos religiosos foram permitidos. Em contrapartida, as tradições feudais e a irrevogabilidade do poder monárquico foram preservadas. Além disso, contrariando os princípios liberais do iluminismo, adotou medidas econômicas de natureza protecionista. 

Sob o comando do ministro Aranda, a Coroa Espanhola incentivou a ampliação da indústria têxtil e deu fim às práticas comerciais monopolistas no país. Além disso, criou novos cargos públicos que facilitaram o controle da Coroa sobre as finanças e gastos empreendidos pelo governo do rei Carlos III. Na Áustria, José II (1780 – 1790) imprimiu uma forte mudança ao promover a igualdade jurídica de toda a população, concedeu a livre opção religiosa e se opôs à marginalização dos não-católicos. 

O governo de Catarina II (1762 – 1796), rainha da Rússia, apresentou as maiores contradições do despotismo esclarecido. Por um lado, foi aconselhada por diversos filósofos iluministas franceses e, por isso, promoveu a liberdade religiosa em seu país e incentivou o refinamento dos costumes das elites russas. Em contrapartida, ampliou os direitos dos senhores feudais piorando ainda mais as condições de vida do campesinato russo. 

critica ao mercantilismos

Toda a estrutura política e social do absolutismo foi violentamente atacada pela revolução intelectual do Iluminismo. O mercantilismo, doutrina econômica típica da época, também foi condenado e novas propostas, mais condizentes com a nova realidade do capitalismo, foram teorizadas.

Os primeiros contestadores do mercantilismo foram os fisiocratas. Para os fisiocratas, a riqueza viria da natureza, ou seja, da agricultura, da mineração e da pecuária. O comércio era considerado uma atividade estéril, já que não passava de uma troca de riquezas. Outro aspecto da fisiocracia contrariava o mercantilismo: os fisiocratas eram contrários à intervenção do Estado na economia. Esta seria regida por leis naturais, que deveriam agir livremente. A frase que melhor define o pensamento fisiocrata é: Laissez faire, laissez passer (Deixai fazer, deixai passar). 

A fisiocracia influenciou pensadores como Adam Smith, pai da economia clássica. A economia política como ciência autônoma não existia naquela época. O pensamento econômico era fruto do trabalho assistemático de intelectuais, que ocasionalmente se interessavam pelo problema: um dos principais teóricos da escola fisiocrata era um médico, François Quesnay.

impacto

O iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países ocidentais. A época do iluminismo foi marcada por transformações políticas tais como a criação e consolidação de estados-nação, a expansão de direitos civis e a redução da influência de instituições hierárquicas como a nobreza e a igreja.

O iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a Revolução Francesa, a Constituição polaca de 1791, a Revolução Dezembrista na Rússia em 1825, o movimento de independência na Grécia e nos Balcãs, bem como, naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no continente americano a partir de 1776. 

Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, liberalismo, socialismo, e social-democracia.

Conclusão

O Iluminismo foi um movimento cultural, politico, filosófico, econômico, social, do seculo XVIII. A ideia do iluminismo foi inciada por filósofos e economistas que se diziam propagadores da luz, ou seja, eles espalhavam a luz do conhecimento, por isso foram chamados de iluministas.

 Esse movimento defendia a educação e a liberdade religiosa. Acreditavam que a razão era o melhor caminho para liberdade.eles valorizava a razão acima de tudo, a razão para eles era um instrumento importante para alcançar o conhecimento.  Eles eram contra o absolutismo, criticavam também o mercantilismo, privilégios da nobreza clero e a igreja católica. 

As ideias iluministas eram liberais e conquistaram a população, intimidando alguns reis absolutistas, que com medo de perder o governo passaram a aceitar algumas ideias do movimento.

o Iluminismo terminou com a revolução francesa de 1789, que encorporou inúmeras ideias iluministas em suas fases mais violentas. Este movimento marco um movimento decisivo para o decadência  da igreja e o crescimento do sistema que não assue a influencia da religião no destinos dos homens.

 

Principais Pensadores Iluministas:

  • John Locke 
  • Montesquieu 
  • Voltaire 
  • Rousseau 
feito

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