O EFEITO DOS ALIMENTOS NO TRATAMENTO DA DISBIOSE INTESTINAL.

CCB- CENTRO DE CAPACITAÇÃO E BELEZA


O EFEITO DOS ALIMENTOS NO TRATAMENTO DA DISBIOSE INTESTINAL.

Ana Flavia Almeida

PEDRO HENRIQUE

Resumo

Assim como todo o sistema intestinal, a flora intestinal contém um papel fundamental na saúde humana. E para que este órgão funcione devidamente é essencial o uso de uma dieta que tenha pobióticos, prebioticos e simbioticos. Pois são estas substancias que se dosados em proporções adequadas, contribuem para o funcionamento correto do organismo humano. Este trabalho reproduz como os alimentos podem contribuir para que esta doença seja tratada e curada através de uma dieta adequada.

Palavras-chave: Palavras chaves: flora intestinal, disbiose, probioticos, prebioticos, simbióticos.

Abstract

Assim como todo o sistema intestinal, a flora intestinal contém um papel fundamental na saúde humana. E para que este órgão funcione devidamente é essencial o uso de uma dieta que tenha pobióticos, prebioticos e simbioticos. Pois são estas substancias que se dosados em proporções adequadas, contribuem para o funcionamento correto do organismo humano. Este trabalho reproduz como os alimentos podem contribuir para que esta doença seja tratada e curada através de uma dieta adequada.

Palavras-chave: intestinal flora, dysbiosis, probiotics, prebiotics, symbiotics.

. Introdução

Saúde e o intestino estão completamente ligados, sendo, atualmente considerado pela medicina nosso segundo cérebro em meio ao conceito da permeabilidade intestinal. Dentro da avaliação do processo alimentar, a eficácia da absorção nutricional pode ser alterada devido a alguns desequilíbrios, como má absorção, alterações na permeabilidade da mucosa intestinal e consequentemente o desequilíbrio da microbiota. Por meio deste trabalho vamos explicar a função dos alimentos na solução e prevenção da Disbiose intestinal; uma das doenças do século, que por muitas vezes é deixada de lado, acarretando diversos problemas futuros.

A Disbiose é um desequilíbrio da microbiota intestinal, pode ser chamado também por um distúrbio ou disfunção, assim podendo causar um desequilíbrio em grande quantidade, de diversos microorganismos que fazem parte da flora microbiana normal, a mesma causa alterações da saúde, contribuindo para o desenvolvimento de processos degenerativos, e acarretando problemas na homeostase do individuo e no sistema imunitário. (SILVA, 2014)

Os processos de Disbiose podem e estão associados a carências de importantes vitaminas, como por exemplo o défice de vitamina B12, à este-atorreia ou ainda a síndromes de mal absorção intestinal, de cólon irritável, más digestões, flatulência, obstipação e diarreia ligeira. Também pode estar correlacionada com processos patológicos não diretamente intestinais, mas ligados a fenómenos inflamatórios e imunitários, tais como o eczema atípico, o reumatismo e a fibromialgia entre outros. A Disbiose pode produzir um aumento da “permeabilidade intestinal” e ser também causa de intolerâncias alimentares. (SILVA; 2014)

Atualmente a disbiose relata um estado no qual a microbiota produz efeitos nocivos por três vias, sendo elas de grandes e boas mudanças na própria microbiota intestinal, mudanças na atividade metabólica e em sua distribuição no trato gastrointestinal.( ALMEIDA, 2008)

As causas da disbiose intestinal estão relacionadas desde o tipo de parto que o indivíduo teve até sua frequência de uso de álcool. Os principais motivos que engatilham a disbiose são: o uso de antibióticos e consumo excessivo de álcool, estresse e qualidade de vida, consumo excessivo de açúcar e alimentos industrializados, doenças intestinais, como síndrome do intestino irritável, constipação intestinal, diarreia, infecções por Helicobacter pylori e infecções do trato geniturinário. (CARREIRO, 2014)

Quanto mais a disbiose tem sido estudada e diagnosticada, aponta-se varias doenças, como fator de risco da obesidade, diabetes, doenças inflamatórias tipo doença de Crohn, doença celíaca, artrite reumatoide, síndrome metabólica, entre outras. (PASCHOAL, 2009)

A alimentação constitui um fator de grande importância para a qualidade de vida das pessoas (ALMEIDA et al., 2009).

Nos últimos anos tem-se produzido avanços importantes no campo da nutrição e dietética, devido à sua expansão a outras áreas científicas como a imunologia e a ecologia microbiana. Com isso, surgiram os alimentos funcionais, que podem ser definidos como alimentos que suprem os nutrientes necessários, além de exercerem efeitos benéficos sobre uma ou mais funções do organismo, reduzindo o risco de doenças (SANZ; COLLADO; DALMAU, 2003).

Dentre os alimentos funcionais, os que mais se destacam são os probióticos e prebióticos. O uso desses alimentos tem a função de gerar integridade ao organismo, podendo ser utilizados para promover o restabelecimento e o bom funcionamento da microbiota em casos de disbiose intestinal (ALMEIDA et al., 2009)

Basicamente possui dois tipos de tratamento para essa patologia, sendo assim uma pela retirada de certos alimentos da alimentação do individuo, e outra à base de alimentos funcionais,como já citado acima. (ALMEIDA et al., 2009)

A alimentação tem extrema importância na atuação do organismo para a conservação e recuperação da saúde, em vários quadros clínicos, além de proporcionar melhorias na qualidade de vida das pessoas. Existem vários tipos de alimentos ofertados, para atender as necessidades nutricionais do organismo, desde produtos naturais, produtos minimamente processados, e alguns industrializados. Os alimentos passam por vários processos até chegar no seu destino, o conjunto de transformações que as substâncias sofrem até chegar no interior dos organismos vivos, é denominado metabolismo, esse processo abrange a digestão, absorção, utilização de energia, nutrientes e o reaproveitamento ou expulsão de subprodutos do catabolismo (ALMEIDA et al., 2009).

Dentre muitos alimentos funcionais, os prebióticos e os probióticos vem tomando espaço cada vez maiores na vida das pessoas. Define-se os prebióticos como substâncias fermentáveis, não digeríveis que favorecem o desenvolvimento exclusivo, e ativa o metabolismo de bactérias benéficas no trato intestinal, especialmente as bifidobactérias. Os probióticos são definidos como microrganismos vivos, que atribuem benefícios à saúde SE administrados adequadamente (SEQUEIRA; RIBEIRO; GOMES, 2008; TSUTSUMI et al., 2011)

Os principais gêneros utilizados como probióticos são Lactobacillus e Bifidobacterium, Bifidobactérias são microrganismos gram positivos, que abrangem 30 espécies diferentes. As de origem humana utilizam a galactose, lactose e frutose como fonte de carbono. Já os lactobacilos contam com 56 espécies, sendo que as mais utilizadas são L. acidophilus, L. rhamnosus e L. casei (STURMER et al., 2012).

As bifidobactérias e os lactobacilos melhoram a microbiota e impedem que bactérias nocivas proliferem, facilitando o processo digestivo, além de fortalecer o sistema imunológico, pelo fato de manter a função de barreira desempenhada pela microbiota intestinal (KAILASAPATHY; CHIN, 2000).

Os probióticos são disponíveis e ofertados no mercado na forma de preparações farmacêuticas (cápsula ou sachês) ou naturais (leite fermentados, iogurte, sorvete, diversos tipos de queijos, sucos fortificados e outros alimentos de origem vegetal fermentados) podendo conter em sua composição um único ou um conjunto de microrganismos (STEFE; ALVES; RIBEIRO, 2008)

Já os prebióticos são definidos como toda substância alimentar não digerível que atinge de forma benéfica o organismo por promover seletivamente o desenvolvimento e a ação das bactérias no cólon. Trata-se de um ingrediente que altera a formação da microbiota, de modo que as bactérias benéficas tornam-se predominantes (STEFE; ALVES; RIBEIRO, 2008).

Os prebióticos são encontrados naturalmente na forma de carboidratos de reserva, podendo estar presentes nas sementes e raízes de vegetais como chicória, cebola, alho, alcachofra, aspargo, cevada, grãos de soja e tomate (VARAVALLO; THOMÉ; TESHIMA, 2008).

Além disso, existem outros ingredientes que são inseridos como prebióticos na alimentação humana como féculas, fibras dietéticas, açucares não absorvíveis, álcoois do açúcar e oligossacarídeos.

Os frutooligossacarídeos (FOS) são os mais importantes oligossacarídeos de origem natural aprovados e empregados em alimentos, aos quais apresentam particularidades prebióticas. São utilizados em formulações de sorvete e sobremesas lácteas, e em produtos funcionais (STEFE; ALVES; RIBEIRO, 2008).

A inclusão de fibras na dieta alimentar é outro fator importante, sendo incorporado junto aos oligossacarídeos e outros carboidratos não-digeríveis. (SAAD, 2006; STEFE; ALVES; RIBEIRO, 2008). A combinação de ambos promove o crescimento de microrganismos benéficos ao organismo.

Temos também os Simbióticos que são compostos por micro-organismos vivos que, quando fornecidos e controlados em porções adequadas, podem ser benéficos à saúde do hospedeiro. São formados pela agregação de um ou mais probióticos com um ou mais prebióticos. Dentre as funções dos simbióticos a resistência aumentada contra patógenos é a melhor caracterizada. (PARK; FLOCH, 2007).

Em meio deste trabalho vamos demonstrar os principais alimentos ultilizados no tratamento da disbiose, tendo em vista suas propriedades, e suas funções para restauração da microbiota intestinal, com a ajuda dos probioticos, prebioticos e simbioticos.


2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral:

Apontar como os alimentos auxiliam no tratamento da disbiose intestinal.

2.2 Objetivo Especifico

• Mostrar como os alimentos ajudam a solucionar os problemas da disbiose intestinal.

• Apresentar as propriedades contidas nos alimentos citados no trabalho.

• Retratar como os prébioticos, probióticos e simbióticos ajudam nas enfermidades.














3. METODOLOGIA

O presente artigo trata-se de uma revisão bibliográfica disponível acerca da disbiose intestinal, relacionando-a com a microbiota intestinal e o uso de alimentos funcionais no seu tratamento, introduzindo os probióticos, prébioticos e simbióticos. Para isso embasamos em artigos de caráter científico, encontrados por meio de pesquisa nas bases de dados: Scielo e Google Acadêmico, PubMed e revistas cientificas. Utilizando os descritores: Prebióticos, Probioticos, Simbioticos, Trato Gastrointestinal e Disbiose; além de seus nomes traduzidos para o inglês: instestinal dysbiosis, prebiotic, probiotic. Para o desenvolvimento deste trabalho, leva-se em consideração a discussão da correlação entre distúrbios intestinais e o tratamento através de alimentos. Este tem como objetivo apresentar de forma clara os termos consultados, fazendo uma revisão de literatura com finalidade de alertar sobre distúrbios alimentares e a má alimentação, incentivando-as à busca pelo conhecimento pelos benefícios que uma boa alimentação tras, e os inúmeros mecanismos desempenhados pelo sistema gastrintestinal, e que por sua vez pode estar inteiramente ligado a diversas patologias, entre elas, a disbiose.



4. REVISÃO BIBLIOGRAFICA

  4.1 Disbiose

A disbiose é uma espécie de caos na microbiota, caracterizada por um desajuste da colonização bacteriana, onde ocorre o ascendente de bactérias perniciosas sobre as benéficas (MEIRELLES; AZEVEDO, 2007; SANTOS, 2010). Este distúrbio, esta cada vez mais global e vem sendo considerado pertinente ao diagnóstico de várias doenças como diarreias, letargia, depressão e artrite reumatoide , entre outras . (ALMEIDA et al., 2009).

 A mesma pode proporcionar a multiplicação de bactérias patogênicas e consequentemente a produção de toxinas metabólicas. Em outras palavras, quando esta microbiota é afetada por algum desequilíbrio, deixando o organismo propício ao crescimento de fungos, bactérias e outros patógenos, esses microrganismos produzem toxinas que são absorvidas pela corrente sanguínea, induzindo processos inflamatórios. (BRANDT; SAMPAIO; MIUKI, 2006).

4.2 Causas da Disbiose

Dentre as principais causas da disbiose, está o uso indiscriminado de remédios, e muitas vezes sem receitas médicas, sobretudo os antibióticos. Sabe-se que o uso exacerbado de antibióticos como, ampicilina, amoxicilina, cefalosporina e clindamicina causam consequências devastadoras no equilíbrio da microbiota, principalmente sobre as bactérias boas, ocasionando diarreia em até 20% dos pacientes (ANTUNES et al., 2007).

O consumo exacerbado de alimentos processados, ultra processados, corantes, edulcorantes, a excessiva exposição a toxinas ambientais, as doenças como o câncer e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), as disfunções hepatopancreáticas, o estresse e também a diverticulose podem levar ao surgimento da disbiose. Outros fatores que podem ser citados como fundamentos são: a idade, o tempo de trânsito e pH intestinal, a disponibilidade de material fermentável e o estado imunológico da pessoa.(SANTOS, 2010).

É importante lembrar que a ausência de alguns nutrientes que são muito importantes para o funcionamento do nosso organismo, como as vitaminas, principalmente as do complexo B, os ácidos graxos essenciais, os minerais e a insuficiência de nutrientes pelo processo de absorção, assim também podem levar a Disbiose (MACHADO, 2008).

 

4.3 Diagnósticos da Disbiose

“O diagnóstico deste distúrbio é realizado pela investigação das seguintes considerações:

• História de constipação crônica, flatulência e distensão abdominal;

• Sintomas associados como fadiga, depressão ou mudanças de humor

• Culturas bacterianas fecais;

• Exame clínico que revela abdome hipertimpânico e dor à palpação, particularmente do cólon descendente;

• Avaliação pela eletroacupuntura de Voll, no qual o índice de quebra nos pontos de medição do intestino grosso, intestino delgado, fígado, pâncreas e baços são importantes nesta doença, proporcionando, principalmente nos pontos do intestino grosso e delgado, a possibilidade de diagnosticar o agente patológico do distúrbio (ALMEIDA et al., 2009).”

5. Alimentação

“Na busca por uma vida melhor e saudável, as pessoas encontram os alimentos funcionais que promovem vários benefícios à saúde, fornecendo os nutrientes necessários para prevenção de doenças. Esses alimentos aprimoram a missão dos processos fisiológicos, e mantem o equilíbrio da microbiota intestinal (CALLEYA; KUAL; PEREIRA, 2010).”

 Temos então a alimentação como uma forma de atuação do organismo para o reestabelecimento e conservação da saúde, além de promover melhorias na qualidade de vida das pessoas, diversos tipos de alimentos ofertados, podem atender as necessidades nutricionais do organismo, desde produtos naturais até artificiais (ALMEIDA et al., 2009).

 A falta de um nutriente indispensável para o organismo pode prejudicar a sua disponibilidade e absorção. Além disso, é primordial que os ingredientes que o organismo não utiliza sejam abolido corretamente, bem como as substâncias tóxicas, para assegurar o equilíbrio nutricional e funcional do organismo (ALMEIDA et al., 2009).

Entre vários alimentos funcionais, temos os prebióticos, probióticos e os simbióticos, que vem tomando espaço cada vez maior na rotina das pessoas. Define-se os prebióticos como substâncias fermentáveis, não digeríveis que promovem o desenvolvimento seletivo, ativando o metabolismo de bacteriass boas para o trato intestinal, e os probióticos que são definidos como microrganismos vivos, que são benéficos à saúde se administrados adequadamente. A agregação entre prebióticos e probióticos constituem os simbióticos, sendo indicados por favorecer o desenvolvimento de microrganismos benéficos (SEQUEIRA; RIBEIRO; GOMES, 2008; TSUTSUMI et al., 2011).

 “Para assegurar a estabilidade adequada da microbiota intestinal deve-se monitorar a suplementação da dieta com simbióticos. Em função disso, o conceito de alimento funcional tem se tornado essencial nos aditivos alimentares, por atribuir benefícios sobre a formação e manutenção da microbiota intestinal (SAAD, 2006).”

6. Probioticos, prebioticos e simbioticos

6.1 Probioticos

 Os probióticos são bactérias que ajudam a melhorar a saúde do intestino facilitando a digestão e a absorção de nutrientes. Sua eficiência inclui elementos como efeitos antagônicos e imunológicos, que remete na resistência contra os patógenos. A aplicação desses probióticos facilita o aumento de bactérias úteis que impedem a multiplicação das bacterias prejudiciais, reforçando o sistema imunológico. Os probióticos são disponíveis e oferecidos no mercado na forma de fármacos (sachês ou cápsula) ou naturais (diversos tipos de queijos, leite fermentados, iogurte, sorvete, sucos fortificados e outros alimentos de origem vegetal) podendo conter em seu composto um único ou vários microrganismos. Uma adequada conservação do produto favorece a preservação da disponibilidade por um bom tempo em temperatura ambiente.

Os probióticos mais utilizadas são:

Bifidobacterium animalis

Bifidobacterium lactis

Bifidobacterium longum

Bifidobacterium breve

Bifidobacterium infantis

Lactobacillus johnsonii

Lactobacillus plantarum

Lactobacillus reuteri

Lactobacillus rhamnosus

Lactobacillus acidophilus

Lactobacillus casei

Lactobacillus salivarius

Segundo Saad (2006), os benefícios fundamentais à saúde do paciente atribuídos à ingestão de complementos probióticos podem ser resumidos em:

 Controle da flora intestinal;

 Equilíbrio da flora intestinal após a utilização de remédios;

 Promoção da digestão da lactose em pessoas intolerantes à lactose;

 Evolução da filtração de minerais e vitaminas.

 Estimulação do sistema imune;

 Alívio da constipação.

6.2 Prébioticos

Prebioticos são fibras não digeríveis que ajudam na proteção do intestino, estimulam a proliferação da população bacteriana desejável no colon. O prebiotico inibe a multiplicação de patógenos e garante benefícios adicionais a saúde o hospedeiro. Esses elementos atuam no intestino grosso, podendo ter algum impacto no intestino delgado.

Os prebióticos são identificados na forma de carboidratos de reserva, podendo ser encontrados nas sementes e raízes de vegetais como chicória, cebola, alho, alcachofra, aspargo, cevada, grãos de soja e tomate.

Além disso, existem outras substancias que são introduzidas como prebióticos na nossa dieta como féculas, fibras dietéticas, açucares não absorvíveis, alcoóis do açúcar e oligossacarídeos. Os frutooligossacarídeos (FOS) são os mais relevantes oligossacarídeos de origem natural qualificados e utilizados em alimentos, aos quais contem propriedades prebióticas. São empregados em produções de sorvete e sobremesas lácteas, e em alimentos funcionais.

A introdução de fibras na alimentação é outro elemento importante, sendo incluído junto aos oligossacarídeos e outros carboidratos não-digeríveis. Existe uma melhora da flora intestinal, atribuído ao efeito da fibra alimentar em função da ingesta de FOS, o que leva há um grande volume da massa fecal, e da frequência de evacuação, com isso redução da constipação.

Dentre os vários oligossacarídeos prebióticos que concedem benefícios a saúde, destaca-se os galato-oligossacarídeos (GOS) e os FOS. A união deles promove o desenvolvimento de microrganismos benéficos, cada um contribui de um jeito, os GOS, por exemplo, atuam no ceco e no cólon direto, produzindo fermentação neste local. São oligossacarídeos de cadeia curta, formado desde a hidrólise da lactose, agindo na diminuição da produção de gases e distensão abdominal, bem como na aparição de efeitos indesejáveis. Já os FOS causam o surgimento de bactérias saudáveis, são oligossacarídeos de cadeia longa.

Os prebióticos são utilizados como ingredientes de alimentos como em produtos lácteos, cremes de untar, bolachas, cereais e chocolate por exemplo. Os prebióticos mais comumente conhecidos são:

 Oligofrutose

 Inulina

 Galactooligossacarídeos

 Lactulose

Alguns alimentos contém prebióticos naturalmente:

• Amido Resistente: Grãos integrais, Leguminosas, Batata crua, Banana crua, Banana verde, alimentos que passam por um processo de cozimento e depois resfriados (batata, pães, flocos de milho, arroz, massas).

• Inulina: Alcachofra de Jerusalém, Chicória, Dália, Yacon, Cebola, Alho, Alho-poró, Trigo, Aspargos, Banana.

• FOS: Alcachofra, Alho-poró, Chicória, Cebola, Alho, Aspargos, Tomate, Banana, Cevada, Aveia, Trigo, Mel, Cerveja.

• GOS: Presente no leite ou soro do leite.

• XOS: Frutos, Vegetais, Leite e Mel.

(PEREIRA, 2007; WARSHAW, 2007; ASHRAF et al., 2012; PASCHOAL, 2008; BRUHWYLER et al., 2009;)

“Alguns produtos podem ser suplementados com prébioticos como:

Produtos lácteos; – Bebidas; – Fórmulas infantis; – Cereais; – Pães; – Lanches; – Chocolates; – Sobremesas; – Goma de mascar; – Sobremesas; – Sopas; – Molhos e temperos; – Produtos de carne; – Enlatados; – Suplementos alimentares; – Alimentos para animais. (WARSHAW, 2007; GIBSON, 2008; VANDENPLAS; 2011; ARCIA; COSTELL; TARREGA, 2011).”

6.3 Simbióticos

Os simbioticos são a união dos probioticos e prebioticos juntos, essa combinação é feita para melhorar a sobrevivência do probiotico no organismo, pois seu substrato especifico é fornecido pelo prebiotico. Esse efeito pode ser direcionado as diferentes regiões do trato gastrointestinal, o intestino grosso e delgado. O consumo do simbiotico pode aumentar os efeitos benéficos do seu composto, o estimulo de cepas probioticas conhecidas induz a escolha dos pares simbioticos ideais.


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