MEDICINA VETERINÁRIA

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

MEDICINA VETERINÁRIA

Bruna Benedicto dos Santos - 2219203731

Carla Aparecida Ribeiro dos Santos – 2219206156

Fabiana de Sousa Silva – 2219205317

Jéssica Aline da Silva – 2219205439

Mariana Sathie Ribeiro Takada – 2219201624

Orientador: Erika Yamada

Resumo

O sobrepeso nos animais domésticos vem sendo uma doença recorrente. É uma das desordens nutricionais mais frequentes em cães e gatos, onde pode ser provocada por diversos fatores desde estresse a comportamental, onde o animal começa a se alimentar em grande quantidade podendo ser desde alimentos secos ou líquido até a um petisco, causando excessivo de gordura corporal de forma sistêmica e acarretando prejuízos secundários para a saúde do animal.

Alguns dos fatores da causa da obesidade: Pré-disposição como raça, espécie, pré-disposição genética, nutrição, castração, utilização de alguns medicamentos, má alimentação , alimentação em excesso, mas também se deve à mudança no hábito de vida dessas espécies que ao passar do tempo foram tornando-se cada vez mais sedentárias.

Por ser um distúrbio nutricional, é tratado com a prática de mudanças alimentares, medicação e avaliação dos principais fatores da causa. Fornecer alimentação balanceada adequada de nutrientes como proteínas, lipídeos, carboidratos, fibras e observar a umidade do alimento, esses fatores irá agir de forma reguladora no organismo do animal.

Associado à um manejo nutricional adequado, a instituição de um programa de
atividades físicas para reduzir o sedentarismo dos animais é de suma importância para auxiliar a perda de peso de maneira saudável e sem riscos à saúde do animal. Deste modo, pode-se afirmar que quando se fornece uma alimentação saudável e equilibrada a estes animais, isso torna-se a principal forma de controle da obesidade. É importante conhecer o papel de cada nutriente no tratamento, bem como a viabilidade da utilização de alimentos prontos disponíveis no mercado como Diet , Light , Obesity entre outras.

Palavras-chave: Obesidade, Nutrição animal, alimentos, Saudável.

Introdução 

A obesidade pode ser hoje considerada uma das principais condições patológicas observadas em cães e gatos. Por definição, se caracteriza por um acúmulo excessivo de tecido adiposo branco, sabidamente um órgão hormonalmente ativo, responsável pela mediação de uma série de reações metabólicas.

 Podendo ser classificado como um estado inflamatório inicialmente de baixa intensidade, o excesso de gordura corpórea expõe o paciente obeso a um maior risco de distúrbios cardiorrespiratórios, osteomusculares, diabetes mellitus, disfunções do trato hepatobiliar, urogenital e predisposição a tumores e alterações na qualidade do tegumento, visão, sistema imunológico e redução significativa na expectativa de vida.

O conhecimento da nutrição animal permite o desenvolvimento de alimentos e fórmulas específicas segundo as necessidades dos animais, ou até mesmo por preferência do tutor. Assim, trata-se de um segmento crescente na área do cuidado e tratamento veterinário.

Este trabalho propõe o estudo de formulações específicas que compõem dietas terapêuticas ou alimentação natural, bem como a apresentação de produtos e a realidade do mercado abrangido por este segmento, voltado para cães e gatos.

Doença: causas, fisiopatologia, sinais clínicos, alterações metabólicas, necessidades dietéticas, tratamento

Porque os animais engordam?

Geralmente nem sempre é uma regra que após castrados, os cães e gatos engordam ou fiquem mais calmos e mansos. Mas após a castração, ocorrem mudanças no corpo do animal, tais como produção de hormônios que sem dúvida afeta no comportamento animal e assim provoca mudanças no apetite, o que pode gerar sobrepeso de peso.

Sempre que um gato ou cão é castrado, o indicado é fornecer alimentação balanceada e própria para animais castrados, junto a isso é necessário administrar atividade física para uma boa saúde e não deixar o animal sedentário.

CAUSAS


Sedentarismo, excesso de alimentação, petiscos em excesso, castração, problemas hormonais, diabéticos, problemas de articulação (Locomotor), problemas respiratórios e cardíacos, Hiperlipidemia, problemas ortopédicos, estresse, Hipotireoidismo, Hiperadrenocorticismo.

FISIOPATOLOGIA


É uma doença crônica associada à múltiplas complicações, que depende não só de fatores genéticos e fisiológicos, mas também de variáveis culturais, sociais e psicológicas associadas à quantidade e qualidade da alimentação.

SINAIS CLÍNICOS

Costelas palpáveis com dificuldade, recobertas por excesso de tecido adiposo. Depósitos de gordura sobre a região lombar e base da cauda. Não existe cintura, abdômen distendido.

Qual é o escore corporal indicado para os animais? Existe uma ferramenta prática que é o Escore de Condição Corporal (ECC). Com o auxílio dessa tabela, o Médico-Veterinário e tutor podem identificar de forma visual a condição do animal.

Figura 1
Figura 1Os autores (2021)

Figura 2
Figura 2Os autores (2021)

ALTERAÇÕES METABÓLICAS

Atualmente, é bem estabelecida a situação da obesidade como um estado inflamatório permanente de baixo grau, associada à contínua secreção de diversos mediadores químicos pelo tecido adiposo branco, mais especificamente pelos adipócitos, conhecidos como adipocinas. Dentre as mais relevantes, podemos destacar os hormônios leptina, adiponectina e resistina e as citocinas fator de necrose tumoral alfa (TNFα) e interleucina 6 (IL-6). A perda da regulação na produção destas substâncias pode trazer uma série de complicações locais e sistêmicas, sendo tanto um fator predisponente quanto um perpetuante de diversas afecções multissistêmicas.

TRATAMENTO

Tratamento da Obesidade (O) tal como outras doenças, não é tratada da mesma forma em todos os animais. Cada animal será tratado consoante a gravidade da sua (O) e a possível colaboração do seu dono. Num animal ligeiramente obeso, uns minutos de conversa sobre manejo alimentar, entre o dono e o veterinário, podem ser suficientes, para que se faça o animal atingir o peso ideal, no entanto, um animal marcadamente obeso irá necessitar de um programa de perda de peso rigoroso e controlado. 

O fundamento principal de um programa de peso é: gastar mais calorias, e consumir menos que o gasto, para chegar a um peso ideal e posteriormente, igualar o consumo ao gasto para manter o peso pretendido. 

Deste modo, o manejo alimentar com a utilização de dietas adequadas, evitando a oferta de maior qualidade do que a recomendada pelo fabricante da ração ou pelo nutricionista em caso de dieta natural, torna o indivíduo menos susceptível. 

DIETAS NATURAIS: IMPORTÂNCIA, TIPOS E MERCADO PET

IMPORTÂNCIA:

  • Acompanhe o desenvolvimento físico do seu animal com um veterinário desde filhote.
  • Animais castrados podem exigir dieta especial, pois o metabolismo muda e há tendência ao sobrepeso.
  • Forneça uma alimentação de qualidade, balanceada e supervisionada por veterinário ou zootecnista. 

TIPOS DE ALIMENTAÇÃO NATURAL


Muitos animais acima do seu peso ideal precisam de uma dieta regrada com alimentos naturais, seus tutores chegam a procurar uma nutricionista veterinária para esse processo.

O ideal é que o animal receba uma dieta natural a base de meaty bones e carnes cruas, e se o animal não estiver muito acima do peso, pode-se utilizar a dieta natural da qual é enriquecida em proteínas, ferro e também sem fonte de carboidratos, ou então, ossos carnudos para quem prefere seguir o caminho da dieta crua.

A alimentação também pode incluir cabeça, dorso, pescoço (frango, peru e até mesmo a asa de frango), mas é necessário remover o excesso de gordura e todas as peças cruas.

Opções de alimentos cozidos

A alimentação pode incluir arroz integral, batata yacon, inhame, mandioquinha e batata doce (não utilizar batata comum por ser um carboidrato simples).

Carnes magras: Contra filé, peito de peru, patinho, peixes (sardinha. abadejo, atum, corvina), até mesmo oferecer uma vez por semana ovo de galinha cru (gema e clara, sem casca).

Legumes

Vagem, abobrinha, abóbora, rabanete, brócolis e nesse caso variar os vegetais.

Os legumes devem ser sempre crus ou batidos no liquidificador, picados, cozidos ou em vapor com pouca água, para não perder os nutrientes.

Frutas

Banana sem casca e mamão em pequena quantidade para não soltar o intestino, evitar polpa de coco pois é gordurosa e também pode utilizar abacate.

Em 1 ou 2 refeições por semana, pode-se usar frutas no lugar de legumes.

Fucus

Fucus visiculores ou Kelp, uma alga marinha riquíssima em minerais que auxilia na perda de peso do animal. Pode utilizar uma pitada de fucus em cada refeição.

Óleo de coco

É um excelente suplemento para o emagrecimento perda de peso. O óleo é bem conhecido por ser utilizado por humanos mas é preciso utilizar a quantidade exata em com o animal.

Ofereça uma colher de chá para cães até 10kg

Uma colher de sobremesa para cães até 25kg

Uma colher de sopa para cães acima de 25kg.

Iogurte Desnatado

O iogurte repõe as boas bactérias intestinais (que sintetizam vitaminas e defendem o organismo.

Preparo

Para facilitar o dia a dia, é recomendado que seja separado e congelado porções diárias em potes. Os alimentos batidos no liquidificador também podem ser congelados, só não é recomendado o congelamento de suplementos como iogurtes e o óleo de coco.

Manejo da alimentação

O recomendado é que os alimentos sejam divididos no total diário de 3 ou 4 refeições pequenas. Com o animal saciado, isso aumenta a queima de calorias, pois cada vez que o animal ingere alimento, o organismo produz terniagênese.

ALGUNS EXEMPLOS DE ALIMENTOS NATURAIS

Figura 3
Figura 3Os autores (2021)

Figura 4
Figura 4Os autores (2021)

Figura 5
Figura 5Os autores (2021)

Figura 6
Figura 6Os autores (2021)



ALGUNS EXEMPLOS DE PETISCOS NATURAIS


Figura 7
Figura 7Os autores (2021)

Figura 8
Figura 8Os autores (2021)

Figura 9
Figura 9Os autores (2021)

Figura 10
Figura 10Os autores (2021)

COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DO TIPO DE DIETA

CARBOIDRATOS: 30 a 60% dos alimentos secos - Energia barata (poupa proteína);

Natureza: Baixa ingestão

Fornecer energia - Amido - Glicose: Manutenção de processos vitais

Saúde intestinal: Fibras

AMIDO: 40 a 60% da MS nas rações secas;

Energia: Glicose - Absorção por cães e gatos após processamento.

FIBRA: 1 a 6,5% de alimentos secos

Resistência a enzimas digestivas

Fermentação - AGCC (Acético, propiônico, butírico)

Efeitos benéficos - Saúde intestinal

FONTES DE CHO PARA PET FOOD (COMIDA PARA ANIMAIS)

Milho, arroz integral, quirera de arroz, trigo, sorgo casca de soja, polpa de beterraba, farelo de arroz desengordurado, polpa cítrica, cenoura desidratada, espinafre desidratado, semente de linhaça, gérmen de milho, aveia e derivados, farinha de soja, casca de arroz, centeio e derivados.

PROTEÍNAS E AMINOÁCIDOS: Carnívoros gliconeogênicos

  • Proteína - Glicose;
  • Fígado e rins;
  • Principalmente para gatos.

Fornece aa essenciais (aminoácidos essenciais) e N para demais aa;

Componentes estruturais do pelo, da pele, das unhas, dos tendões, dos ligamentos e das cartilagens.

LIPÍDEOS: Fonte de energia da dieta - aumenta a densidade energética da dieta;

Fonte de ácidos graxos essenciais;

Triacilgliceróis, colesterol, esteróides, fosfolipídeos, esfingolipídeos, e eicosanóides.

ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS: Principais Ac. graxos para cães e gatos (essenciais ou condicionalmente essenciais):

  • Ac. Linoléico
  • Ac. Araquidônico
  • Ac. Alfa-linolênico
  • EPA + DHA

ÓLEOS

  • Origem vegetal e animal;
  • Livre de partículas em suspensão ou depósitos;
  • Uso de várias fontes na ração;

VITAMINAS E MINERAIS


Vitaminas: 

  • Compostos orgânicos essenciais;
  • Atuam como coenzimas nos processos metabólicos;
  • Necessárias em baixas quantidades;
  • Processamento de rações.

Minerais:

  • Inorgânicos vs orgânicos;
  • Macrominerais: Ca, P, Mg, Na, K, S e Cl-
  • Microminerais (Elementos traços): Fe, Zn, Cu, Mn, I e Se

Desempenham diversas funções:

MACROMINERAIS

Quadro 1
MINERAIS   FUNÇÃO
CaEstrutura óssea, íons mensageiros ou regulatórios, contração muscular, coagulação sanguínea, permeabilidade de membranas, liberação de hormônios, entre outras.
PEstrutura de esqueleto e membrana, transporte de lipídeos, metabolismo energético, sistemas.
MgMetabolismo de CHO e proteínas, estrutura ao esqueleto, transmissão de impulsos nervosos.
SAminoácidos sulfurados, hormônios, cartilagem, entre outros.
KRegulação do equilíbrio ácido-base, transmissão de impulsos nervosos, cofator de reações.
NaColágeno, regulação do equilíbrio ácido-base e pressão osmótica, geração e transmissão.
ClRegulação da pressão osmótica, equilíbrio hídrico e ácido-base.
FeSíntese de hemoglobina e mioglobina, transporte de O2 , cofator enzimático, presente nos citocromos.
ZnCofator enzimático (metabolismo de CHO, P e L), componente de diversas metaloenzimas envolvidas com a reprodução, proteção antioxidante, imunologia.
CuAbsorção e transporte do Fe, reações de oxidação, proteção antioxidante (SOD), síntese de colágeno e elastina.
MnComponente de metaloenzimas envolvidas com o metabolismo.
ISíntese de hormônios da tireóide.
SeSelenoaminoácidos,selenoenzimas (GPx), relacionado com sistema reprodutivo, antioxidante, imunológico e saúde da pele e pelos.
Os autores (2021)


FONTES

Suplementos

  • Exigência vs. Nutrição ótima.

Minerais:

  • Inorgânicos
  • Orgânicos

CURIOSIDADES:

Cães

  • 1 a 2 refeições com quantidades controladas;
  • Ingestão rápida.

Gatos:

  • Várias refeições ao longo do dia, quantidade controlada;
  • Ingestão lenta;
  • Água à vontade.

EFEITOS DA DIETA E OS ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA DIETA

Sabe-se que muitos tutores buscam por uma forma mais prática e fácil de alimentar os animais de companhia. Sendo assim, em casos de cães e gatos obesos, uma das opções é realizar o tratamento com rações terapêuticas disponíveis no mercado.

Para avaliar a viabilidade, a partir da composição nutricional, foram selecionadas três marcas aleatórias de rações terapêuticas para cães e gatos obesos e três rações para cães e gatos em manutenção. As médias da quantidade de cada nutriente estudado estão descritas nas tabelas 1 e 2.

As proteínas desempenham uma função de grande importância no manejo dietético de cães obesos, pois auxilia no emagrecimento saudável, uma vez que é fonte de aminoácidos essenciais e não essenciais; participa do processo de produção de energia para estes animais; compõem a estrutura da musculatura esquelética, além de realizarem o aumento calórico no momento da digestão, causando maior gasto energético do organismo neste processo.

Sendo assim, observa-se na tabela 1 uma maior quantidade de proteínas (33%) nas rações terapêuticas em relação com as rações para animais em manutenção (28,5% com o intuito de fornecer esse maior aporte proteico aos cães alimentados com esse tipo de ração.

Tabela 1

Quadro 2
COMPONENTESRAÇÕES TERAPÊUTICASRAÇÕES MANUTENÇÃO
Proteína Bruta (PB)33%28,5%
Extrato Etéreo (EE) 8,4%13,7%
Extrato não Nitrog.34,1%40,6%
Matéria Fibrosa11,6%4,3%
Energia Metabolizável3608 kcal/kg4197,7 kcal/kg
Os autores (2021)

Os lipídeos encontram-se em menor quantidade nas rações terapêuticas, que apresentam média de 8,4% de extrato etéreo em sua composição em comparação com as rações para animais em manutenção que possuem em média 13,7%. Essa redução ocorre devido à densidade energética dos lipídeos, pois, no manejo dietético para cães obesos, o que se deseja é reduzir essa carga energética diária decorrente da alimentação . 

Os cães por convenção são considerados animais onívoros, portanto, sua domesticação interferiu na alimentação fazendo com que sejam capazes de aproveitar os carboidratos de uma melhor forma em relação aos gatos. Porém, o fornecimento de carboidratos em grandes quantidades pode gerar picos glicêmicos e predispor os animais ao acúmulo de gordura, portanto, aconselha sua redução na dieta. Sendo assim, pode-se observar que as rações terapêuticas atendem à recomendação ao apresentarem menor quantidade de carboidratos em sua composição em relação às rações de manutenção, contendo 34,1% e 40,6 % respectivamente em suas formulações. Entretanto, a utilização de fontes de carboidratos complexos é desejável para animais nesta condição, pois além de fornecer maior fornecimento calórico na digestão, pode variar a curva de resposta glicêmica.

 Outro nutriente importante no manejo dietético de animais obesos é a fibra. Onde observa-se na Tabela 1, uma maior quantidade de fibras na ração terapêutica (11,6%) em relação às rações para animais em manutenção (4,3%), o que é desejável para a dieta destes animais.

O fornecimento de um alimento que possua uma boa relação de fibras solúveis e insolúveis pode gerar efeitos desejáveis no trato gastrointestinal destes animais, pois atuarão reduzindo a digestibilidade e absorção de nutrientes da ingesta, levando também a um menor aproveitamento das calorias do alimento ingerido, o que pode contribui para a perda de peso.

A ração terapêutica fornece uma menor quantidade de energia metabolizável em relação ao alimento destinado a animais em manutenção contendo 3608 kcal/kg e 4197,7 kcal/kg respectivamente, fornecendo menor aporte calórico aos cães alimentados com rações específicas para animais obesos.


Os gatos, também necessitam de um manejo nutricional criterioso durante o tratamento da obesidade, a análise da composição de alimentos comerciais para esta espécie também é importante para o fornecimento adequado de cada nutriente.

Na Tabela 2 são listados os principais nutrientes da dieta, e feita uma comparação entre alimentos específicos para gatos obesos e para gatos em manutenção.

Tabela 2. Comparação da composição de rações na matéria seca (MS) para gatos obesos e para gatos em manutenção

Quadro 3
COMPONENTESRAÇÕES TERAPÊUTICASRAÇÕES MANUTENÇÃO
Proteína Bruta (PB)45,73%34,8%
Extrato Etéreo (EE)9,9%17,6%
Extrato não Nitrog.23,1%33,1%
Matéria Fibrosa11,7%4,7%
Energia Metabolizável62,1 kcal/kg4321,9 kcal/kg
Os autores (2021)

Como apresentado anteriormente, o fornecimento da dieta para redução de peso através da degradação de gordura, pode ocasionar uma redução na massa muscular magra dos animais, o que é indesejável.

Sendo assim, torna-se de grande importância o fornecimento de um maior aporte proteico que além de manter o funcionamento fisiológico energético normal no organismo do animal, favoreça a manutenção da massa magra, desta forma, pode ser observado um maior fornecimento deste nutriente nas rações terapêuticas (45,73%) em relação aos alimentos para animais em manutenção (34,8%).

Observa-se uma redução no fornecimento de lipídeos na ração terapêutica para gatos obesos (9,9%) em relação à ração para gatos em manutenção (17,6%), isso se dá pelo fato de os lipídeos possuírem maior densidade calórica, portanto, considera-se prudente diminuir sua oferta em alimentos destinados à redução de peso, uma vez que a redução das calorias ingeridas é uma das metas terapêuticas.

A redução no fornecimento de ingredientes que apresentem altos níveos de carboidratos para pacientes obesos é uma das metas à serem alcançadas.

Observa-se que o alimento terapêutico apresenta menor índice de carboidratos na sua composição, sendo 23,1% para este tipo de alimento contra 33,1% na dieta para animais em manutenção. O maior índice de matéria fibrosa na ração terapêutica (11,7%) em relação à ração para animais em manutenção (4,7%) também atende às metas preconizadas para este nutriente no manejo do gato obeso, pois irão auxiliar na modulação da função do trato gastrointestinal. 

Uma das principais premissas no manejo dietético de animais obesos é a redução na ingestão calórica por parte dos animais, visando um balanço energético negativo e consequente perda de peso. Sendo assim, na análise das rações comerciais disponíveis no mercado pode-se observar uma redução na energia metabolizável do alimento terapêutico que apresentou média de 3662,1 kcal/kg em relação ao alimento para animais em manutenção que apresentou 4321,9 kcal/kg.

Esta redução tem como objetivo fornecer menos energia ao animal, evitando que haja excessos que porventura se acumulem no corpo em forma de gordura.

5 EXEMPLO DE MARCAS, FABRICANTES E ALIMENTOS DISPONÍVEIS NO MERCADO 

PREMIER NUTRIÇÃO CLÍNICA ( OBESIDADE)

Figura 11
Figura 11Os autores (2021)

HILLS PRESCRIPTION DIET (OBESIDADE)

Figura 12
Figura 12Os autores (2021)

EQUILIBRIO VETERINARY O E D OBESITY E DIETETIC

Figura 13
Figura 13Os autores (2021)

GUABI- NATURAL OBESOS

Figura 14
Figura 14Os autores (2021)

ROYAL CANIN- MAXI LIGTH

Figura 15
Figura 15Os autores (2021)

PURINA- PROPLAN VETERINARY DIETETICS

Figura 16
Figura 16Os autores (2021)

FARMINA VET LIFE OBESITY ET DIETETIC

Figura 17
Figura 17Os autores (2021)

ROYAL CANIN MANAGEMENT FELINE OBESITY

Figura 18
Figura 18Os autores (2021)

EQUILIBRIO VETERINARY O E D DIABETIC (GATOS)

Figura 19
Figura 19Os autores (2021)

PREMIER NUTRIÇÃO CLÍNICA ( GATOS)

Figura 20
Figura 20Os autores (2021)

PURINA PROPLAN VETERINARY DIETS OBESITY MENAGEMENT

Figura 21
Figura 21Os autores (2021)

6 CONCLUSÃO

Deverá ser adotado um programa de exercícios junto à uma alimentação criteriosa pois é de muita importância no tratamento da obesidade, pois o gasto energético proveniente dos exercícios físicos e o balanceamento adequado dos principais nutrientes presentes na dieta de cães e gatos causam efeitos benéficos ao organismo do animal, auxiliando na redução do acúmulo e gordura e tratamento da doença.

Referências

. Disponível em: abv.org.br . Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: https://www.pubvet.com.br/uploads/c189a7e5700e38d9881fe1d77bc37445.pdf. Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: Microsoft PowerPoint - obesidade condensada aula [Modo de Compatibilidade] (unesp.br) . Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: OBESIDADE EM CÃES E GATOS (vetsete.com). Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: obesidade.pdf (ufrgs.br). Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: Slide 1 (unesp.br) . Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: www.cachorroverde.com.br . Acesso em: 8 jun. 2021.

. Disponível em: www.hospitalpopularveterinario.com.br . Acesso em: 8 jun. 2021.

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