LOGÍSTICA REVERSA (LIXOS ELETRÔNICOS)

Senai

LOGÍSTICA REVERSA (LIXOS ELETRÔNICOS)

JÉSSICA PAULINO SIQUEIRA

Resumo

O crescimento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) está acarretando uma série de impactos socioambientais, dado que esses produtos são compostos por substâncias tóxicas os quais descartados de forma indevida geram degradações. Correspondente a esse problema, o estudo tem como objetivo informar a população sobre a importância da logística reversa nesses produtos. O exame baseou-se numa pesquisa exploratória, desenvolvida na Associação de Catadores Itajubenses de Materiais Recicláveis (ACIMAR), em Itajubá/MG, tendo como linha de raciocínio o foco em mostrar ao individuo de forma clara e precisa o que está oculto. Através de pesquisas com catadores e funcionários internos da empresa, dados foram levantados que a população não tem o costume de descartar os produtos em lugares apropriados, com isso os eletrônicos recolhidos pela associação não tem uma triagem adequada pela carência de ferramentas. Logo, geram-se problemas a céu aberto correspondente as queimas para extrair os cobres dos cabos, e aos catadores, que não recebem equipamentos de proteção; ficam expostos a vários riscos durante os procedimentos. A associação não possui parcerias com empresas que ajudem nas suas condições, tão pouco dispõe de meios para comercializar seus produtos estocados, inexistindo contato direto com outras firmas que possuem estrutura apta para receber os lixos. Por essa ótica é possível observar que os órgãos do Estado responsáveis por essa área, devem buscar alternativas para sincrozinar as empresas que produzem os lixos eletrônicos, o cliente e as organizações que auxiliam na coleta dos produtos sólidos, visando a redução dos impactos.

Palavras-chave: Lixo eletrônico. Logística reversa. Empresa.

Introdução

Os constantes avanços tecnológicos proporcionam uma série de facilidades e comodidade à população. Com o decorrer dos anos, muitos instrumentos tecnológicos foram aprimorados, diversificados e adaptados para diversos tipos de aplicações e nos mais variados segmentos.

Diante de tantas novidades que explodem na mídia e até mesmo pelo barateamento da

tecnologia, as pessoas são levadas a adquirir sempre novos aparelhos com funções mais

sofisticadas e abrangentes, sejam celulares, televisões, computadores, entre outros, trocando um determinado produto, considerado obsoleto, por outro moderno.

Contudo, esses avanços tecnológicos e as constantes substituições dos bens eletroeletrônicos ocasionam um descarte de grandes proporções desses produtos resultando no acúmulo do chamado lixo eletrônico no meio ambiente.O lixo eletrônico quando descartado gera problemas ambientais sérios, não só pelo volume de entulhos, mas também pelo fato de que esses produtos contêm materiais que demoram tempo para se decomporem, como plástico, metal e vidro, e, principalmente, pela existência de metais pesados em sua composição que são prejudiciais à saúde humana.

Desta forma, os procedimentos de coleta e destinação final desses materiais é um dos desafios a ser enfrentado pela sociedade moderna. Felizmente, nos últimos anos, nota-se uma tendência mundial em reaproveitar cada vez mais os produtos descartados para fabricação de novos objetos, por meio de processos como a reciclagem, o que representa economia de matéria prima e de energia fornecidas pela natureza (RODRIGUES & GRAVINATTO, 2003).

Dentro dessa cadeia da reciclagem, tem-se uma crescente participação de pessoas no processo de catação desses materiais, pois à medida que os problemas sociais vão avolumando-se, a citar o desemprego, a comercialização desses materiais recicláveis tornou-se uma alternativa de renda para famílias inteiras que necessitam gerar ganhos para seu sustento. Nos últimos anos, a crescente busca por ações ambientalmente e socialmente corretas, culminou, por parte tanto de organizações não-governamental como do poder público, no aumento em incentivos ao agrupamento desses trabalhadores (catadores) em associações ou cooperativas.

Na literatura acadêmica, tais associações de catadores de materiais recicláveis ao exercerem a função de recolher seletivamente os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), investir em reciclagem, reuso/ reutilização e também atender à necessidade de deslocar resíduos entre pontos de distribuição e destino final, estão realizando o processo de Logística Reversa (LR).

Desta forma, o presente trabalho tem por objetivo analisar o processo de coleta, beneficiamento e comercialização do lixo eletrônico descartado pela população nos RSU, por meio de um estudo de caso em uma associação de catadores de materiais recicláveis, localizada na cidade de Itajubá/MG. Os estudos relacionados a esse tema, em geral já se justificam pelo grande apelo ambiental e social, cruciais no mundo atual. Adicionalmente, conforme afirma Leite et al. (2009), a bibliografia acadêmica disponível sobre o referido tema ainda é escassa.

O trabalho está estruturado da seguinte forma: após esta breve introdução apresenta-se nas seções 2, 3 e 4 o referencial teórico do trabalho (Resíduos Sólidos Urbanos, Lixo Eletrônico, Logística Reversa). Na seção 5 é apresentado o estudo de caso. A seção 6 traz as considerações finais do trabalho, seguidas da lista com as referências bibliográficas.

Desenvolvimento

Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)

O produto tem um ciclo de vida que deve ser estudado e respeitado, entretanto grande parte das empresas acreditam que seus processos logísticos encerram no momento em que o produto chega ao cliente, e ai está um ponto a se discutir. A cadeia de suprimento não pode ser quebrada, ela possui todo um processo progressivo, mas também reverso, na qual entra o fluxo inverso dos resíduos. Esse fluxo é deixado de lado pela maioria das empresas, por não perceberem a sua importância ou falta de apoio de órgãos maiores, porém esquecem que com tudo, existe um Projeto de Lei 203/91 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e decreta obrigações aos empresários, governos e cidadãos no gerenciamento dos RSU. Esse projeto carece de consideração, precisando de um sistema para recuperação dos resíduos em que as empresas, catadores, sociedade e as prefeituras trabalhem de forma integradora visando o descarte adequado dos equipamentos eletrônicos.

Lixo Eletrônico

O lixo eletrônico formado por eletroeletrônicos de uso doméstico, comercial e industrial possui elementos químicos como chumbo e mercúrio, o qual podem causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Esses resíduos designados como pilhas, baterias, cabos e etc, são descartados em ambientes inadequados na qual eliminam suas substâncias contaminando assim solos, aterros, esgotos, lençóis e consequentemente a agua potável. É evidente a série de prejuízos que esse descarte pode trazer ao socioambiental, com isso as estimativas da ONU mostraram que são despejadas 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano em todo o mundo. Sem o tratamento adequado, essa quantidade de sucata tóxica pode causar inúmeros danos ao meio ambiente. Aos poucos, grande parte dos fabricantes tem aderido medidas para que os consumidores possam fazer o descarte correto desses produtos (MORAES, 2009).

Logística Reversa

Segundo Lacerda (2002) a logística reversa pode ser definida como sendo: ‘‘Um processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado. ’’

Prosseguindo do mesmo ponto de vista a logística reversa pode simplesmente ser definida como o fluxo reverso da cadeia de suprimentos, e partindo do ponto de vista logístico o ciclo de vida de um produto não se encerra com a sua entrega ao cliente. Apesar de muitas ONGs e grupos estarem adotando posturas proativas em relação ao aumento das tecnologias e seus descartes devidos, muitas empresas e consumidores ainda não se deram conta de sua significância. Leis e normas surgem constantemente para regular o descarte de materiais nocivos ao meio ambiente, como no estado de São Paulo, foi sancionada em julho de 2009 uma lei sobre o descarte (Lei 13.576/09) instituindo normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico, mas não estão previstas multas para quem não cumpriu as medidas e isso é um fator significante para o descaso dessa lei e quem o cidadão sem punição e informações concretas não da a mínima a isso. A lei obriga quem produz ou importa produtos eletroeletrônicos, como computadores e televisores, a reciclar ou reutilizar, ao menos parcialmente, o material descartado. O material que não pode ser reutilizado, a empresa fica responsável por neutralizá-lo. Uma das maiores falhas das empresas é não darem importância isso vai além de problemas ambientais e a sua imagem corporativa perante seus clientes, e esquecem do ponto de vista financeiro em que boa gestão da logística obtém significativa vantagem competitiva, que se traduzem em custos menores e serviços melhores ao cliente, se não forem pelo ambiental ou sua imagem perante o consumidor, podem ir pelo lucro, ao menos fará bem a todos.

5. Estudo de caso

5.1 Procedimentos metodológicos

Esta pesquisa foi desenvolvida na Associação de Catadores Itajubenses de Materiais Recicláveis (ACIMAR), localizada na cidade de Itajubá/MG, que realizam a coleta seletiva de materiais recicláveis. O lixo eletrônico está presente dentre os materiais coletados e comercializados pela associação. O método utilizado é o estudo de caso único e descritivo, que segundo Yin (2005) é um método de pesquisa de natureza empírica que investiga um fenômeno, geralmente contemporâneo, dentro de um contexto real, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto em que ele se insere não são claramente definidas. Quanto aos seus objetivos, a pesquisa pode ser classificada em pesquisa exploratória, pois visa proporcionar ao pesquisador uma maior familiaridade com o problema em estudo. Este esforço tem como meta tornar um problema complexo mais explícito ou mesmo construir hipóteses mais adequadas. Para Malhotra (2001), o objetivo principal é possibilitar a compreensão do problema enfrentado pelo pesquisador. A pesquisa exploratória é usada em casos nos quais é necessário definir o problema com maior precisão e identificar cursos relevantes de ação ou obter dados adicionais antes que se possa desenvolver uma abordagem. Como o nome sugere, a pesquisa exploratória procura explorar um problema ou uma situação para prover critérios e compreensão. Segundo Boone & Kurtz (1998) ela simplesmente é 7 utilizada para descobrir a causa de um problema.

5.2 Coleta de dados

 Os dados primários foram obtidos através de pesquisa documental, efetuada nos arquivos e documentos existentes na Incubadora tecnológica de Cooperativas Populares (INTECOOP) da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), pois a associação encontra-se incubada na mesma. Posteriormente foram realizadas pesquisas nos arquivos existentes na própria ACIMAR, além de entrevistas com os catadores e com um funcionário da associação observações diretas no galpão onde se localiza a ACIMAR. Foram realizadas perguntas referentes às políticas e sistemas de limpeza pública municipal, condições de trabalho, sistema de coleta, obstáculos e dificuldades para aumentar a produtividade, campanhas educativas, tipo e quantidade de material coleta, triagem, comercialização dos materiais oriundos do lixo eletrônico, clientes e destino dos materiais.

5.3 Caracterização da associação

A ACIMAR localiza-se no sul de Minas Gerais (MG), na cidade de Itajubá. Foi fundada em 2007, e possui atualmente 20 catadores associados. Desde sua fundação recebe assessoria da INTECOOP/UNIFEI e também é apoiada e auxiliada pela Prefeitura. Esta última fornece equipamentos para o desenvolvimento das atividades de coleta seletiva, tais como, o depósito (galpão), equipamentos (prensa, empilhadeira, telefone etc.), um funcionário técnicoadministrativo, um caminhão (carroceria de madeira, adaptado com gaiola, com capacidade de 12.000 quilos), um motorista e um ajudante. A Limpeza Pública (LP) da cidade é de responsabilidade de uma empresa terceirizada, dessa forma, tanto o caminhão, o motorista e seu ajudante são contratados dessa empresa. Os associados são divididos em dois grupos de trabalho: os que ficam dentro do galpão para realizar as atividades pertinentes (triagem, pesagem, venda etc.) e os que fazem a coleta nos bairros. Algumas empresas colaboram com a coleta seletiva e com as atividades da ACIMAR, separando o lixo reciclável para posterior coleta pelos catadores associados. De acordo com os dados do ano de 2009, em média a ACIMAR coletou mensalmente 27.237 quilos de materiais recicláveis. No entanto, não há dados específicos sobre a quantidade coletada de lixo eletrônico. A cidade de Itajubá, incluído os resíduos domiciliares e industriais (sem a porção reciclável já citada) produz em média 1.516.000 quilos por mês de RSU. As rotas de coleta realizadas pelo caminhão são diferentes de acordo com os dias da semana, se repetindo na segunda, quarta e sexta-feira (Roteiro A), terça e quinta-feira (Roteiro B). Em todos os dias, no período noturno, a ACIMAR realiza a coleta no centro comercial da cidade (Roteiro C). A coleta diária nos bairros acontece da seguinte forma: o caminhão realiza duas viagens. Na primeira viagem ele parte do galpão, transportando os bag’s (sacos utilizados na coleta) e os catadores, e segue até os pontos pré-determinados. Nestes pontos os catadores descem seguem a pé portando seu bag para a realização da coleta dos materiais recicláveis. Após deixar todos os catadores nos pontos o caminhão vai ao aterro da cidade, onde fará a pesagem do caminhão descarregado (requisito da empresa terceirizada que presta o serviço de LP, pois a mesma recebe por quilo de matérias coletados) e seguirá novamente para o galpão onde ficará em média 1:30h aguardando o horário para a segunda viagem em que buscará os catadores e os materiais coletados. Na segunda viagem o caminhão sai do galpão e passa pelos pontos já estabelecidos, efetuando a coleta e o transporte dos catadores e dos materiais. Então, após passar em todos os pontos segue novamente para o aterro onde é pesado carregado e calcula- 8 se a quantidade, em quilos, da coleta realizada. Posteriormente o caminhão retorna ao galpão onde acontece a descarga dos recicláveis e as subseqüentes atividades operacionais presentes no processo. A única exceção na forma de realizar a coleta acontece no período da noite (Roteiro C), no centro comercial da cidade, em que o caminhão não retorna ao galpão no meio do processo, realizando uma única viagem. No entanto, em todos os roteiros descritos não há separação interna da parte reciclável coletada, ou seja, o lixo eletrônico contido nos RSU é coletado conjuntamente com outros materiais recicláveis.

5.4 Descrição e análise dos resultados

A associação não mantém contato direto com os possíveis compradores dos materiais oriundos do lixo eletrônico, pois o telefone cedido a ela pela prefeitura é programado somente para receber chamadas, dificultando em muito a oferta dos produtos por ela coletados. Também não possui computadores ligados a internet para realizar consultas a bolsa de cotações disponíveis do mercado de recicláveis. Mediante essas dificuldades a associação comercializa os seus materiais localmente, por meio de intermediários, ou seja, não vende direto para a indústria recicladora ou para empresas que necessitem de tais materiais como matéria-prima. Em parte, isso é devido à associação não atingir o volume exigido para realizar a venda diretamente. As vendas são realizadas mensalmente e o valor total da venda é calculado de acordo com o peso, em quilos dos materiais. Na coleta domiciliar, realizada nos bairros, a ACIMAR coleta alguns produtos de menor porte considerado lixo eletrônico presente nos RSU, como rádios e ventiladores. Pilhas e baterias que são entregues na associação diretamente, são armazenados por um tempo na associação e depois são entregues na agência dos correios, pois a associação neste caso cumpre somente as funções de coleta e armazenagem, pois não existe comércio para tais produtos. A população culturalmente não esta acostumada a entregar estes itens nos postos de coleta e não são vinculadas campanhas educativas nos meios de comunicação da cidade. As lâmpadas entregues na associação são armazenadas e posteriormente destinadas ao aterro sanitário, já que a ACIMAR não possui o equipamento necessário para a moagem do vidro para posterior comercialização. Desta forma a associação atua, uma vez mais, somente como um deposito. Não há contado de fabricantes de equipamentos eletrônicos com a associação para compra do seu próprio lixo eletrônico. Assim, a própria associação faz a desmontagem dos equipamentos e a triagem dos materiais que coletam, tendo dificuldades para encontrar destino para os tubos de imagem de monitores de computadores e televisores e outros tipos de vidros. Não é realizada pela associação nenhuma campanha publicitária para coleta de lixo eletrônico, somente por contato direto com a população. A prefeitura disponibiliza o serviço de coleta programada chamado CATA TRECO, serviço disponível na página da prefeitura na internet, onde a população entra em contato com a prefeitura e faz o agendamento para que a associação faça a coleta dos produtos de maior porte. Este serviço é realizado somente aos sábados. Através do CATA TRECO são recolhidos um grande número de fogões, televisores, geladeiras, computadores, celulares e outros tipos de equipamentos. Neste material coletado a associação faz a desmontagem e comercializa alguns itens procurados pela comunidade para reuso. Dentro do lixo eletrônico, os itens de maior interesse para a associação são os metais nobres e as placas de circuito impresso encontradas nos computadores, pois os valores alcançados com 9 a venda desses itens são compensadores para a associação. A carência de ferramentas e equipamentos específicos para se proceder a desmontagem e o reaproveitamento de alguns itens faz com que sejam liberados alguns gases e líquidos tóxicos, assim também como a queima a céu aberto de chicotes e cabos para obtenção do cobre e outros metais, o que acaba por contribuir para a poluição ambiental. A Figura 1 mostra como acontece o processamento logístico do lixo eletrônico na ACIMAR. A associação recebe o lixo eletrônico de doações das pessoas que se encaminham até o seu galpão e realizam a entrega, ou através do serviço disponibilizado pela prefeitura (Cata Treco), ou através da coleta seletiva domiciliar. Todo material é reunido e colocado dentro do galpão. Na triagem, o material é colocado no chão, pois a associação não dispõe de esteiras e bancadas para que os catadores procedam a separação. Não é utilizado nenhum tipo de equipamento de proteção individual pelos catadores, faltam ferramentas adequadas para a desmontagem de equipamentos, as ferramentas disponíveis na associação são inadequadas, quebradas, e que muitas vezes foram recolhidas da própria coleta seletiva. São separados nesta etapa os itens que poderão ser reutilizados, itens esses que são procurados por oficinas e também pela população. O desmanche é feito de maneira rudimentar, separando os metais não ferrosos, plásticos, placas de circuito impresso, cabos elétricos, aparas metálicas. Os catadores ficam expostos a vários riscos durante o processo. Para extrair o cobre dos cabos e chicotes elétricos fazem a queima a céu aberto dentro do aterro controlado para que os resíduos da queima já tomem a destinação final.

Não há parcerias com empresas para se obter melhorias para a associação, como doação de equipamentos e recursos, refletindo a fraca integração da associação com a comunidade. A venda dos seus produtos é feita a intermediários locais, pois a associação não dispõe de meios Entrega direta na ACIMAR Cata Treco Coleta seletiva domiciliar ACIMAR – Lixo Eletrônico Triagem Desmanche Venda de subprodutos Reuso Descarte final 10 que possam facilitar a oferta de seus produtos a outros mercados consumidores. A falta de informação de outros mercados, a dificuldade com o frete, a falta de meio de transporte para colocar o produto diretamente para o reciclador faz com que algumas oportunidades sejam perdidas. Não há dúvidas de que todo material processado pela associação tem mercado, faltando somente meios para processar com mais rapidez o volume de material coletado. Os itens não comercializados pela associação ficam amontoados na parte externa do galpão aguardando o descarte final no aterro controlado. Dentre os itens estão lâmpadas, tubos de imagem de televisores e computadores e também o isopor que é coletado de uma empresa fabricante de equipamentos eletrônicos. Este material pode favorecer a proliferação de vetores que tragam riscos à saúde pública, pois nenhum cuidado é dispensado para o seu armazenamento.

Conclusão

Tendo em vista o crescimento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) uma série de impactos socioambientais estão sendo gerados, dado que esses produtos são compostos por substâncias tóxicas os quais descartados de forma indevida geram degradações. Correspondente a esse problema, o estudo teve como objetivo informar a população sobre a importância da logística reversa nesses produtos e mostrar também as empresas o seu papel importante nessa situação em que mesmo cercada de algumas leis não cumpre seu papel com excelência. O exame baseou-se numa pesquisa exploratória, desenvolvida na Associação de Catadores Itajubenses de Materiais Recicláveis (ACIMAR), em Itajubá/MG, tendo como linha de raciocínio o foco em mostrar ao individuo de forma clara e precisa o que está oculto. Através de pesquisas com catadores e funcionários internos da empresa, dados foram levantados que a população não tem o costume de descartar os produtos em lugares apropriados, com isso os eletrônicos recolhidos pela associação não tem uma triagem adequada pela carência de ferramentas. Logo, geram-se problemas a céu aberto correspondente as queimas para extrair os cobres dos cabos, e aos catadores, que não recebem equipamentos de proteção; ficam expostos a vários riscos durante os procedimentos. Foi encontrado que a associação (assim como outras) não possui parcerias com empresas que ajudem nas suas condições, tão pouco dispõe de meios para comercializar seus produtos estocados, inexistindo contato direto com outras firmas que possuem estrutura adequada a receber as tecnologias. E por essa visão é possível afirmar que estão faltando informação para a sociedade e carência na gestão dessas empresas, em que os órgãos do Estado responsáveis por essa área, devem buscar alternativas para sintonizar as empresas que produzem os lixos eletrônicos, o cliente que consome e as organizações que auxiliam na coleta dos produtos sólidos. Buscando uma atuação conjunta e coordenação das empresas privadas e organizações que já dispõem dessa coleta, a minimização dos impactos sócios ambientais e desenvolvimento das empresas tendo um olhar mais sustentável da sociedade serão evidentes.

Referencial  Bibliográfico


LIXO ELETRÔNICO E LOGÍSTICA

REVERSA (http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2010_tn_sto_121_788_17271.pdf acessado em 24 de abril 2017)

LixoEletrônico (https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/ERXOTYXCTFMV.pdf acessado em 24 de abril 2017)

YIN, R.K. Estudo de caso: Planejamento e Métodos. Porto Alegre: Bookmam, 2005

MORAES, M. Produtos que preservam o planeta e fazem bem para o bolso. Info Exame, São Paulo, p. 33-39,

Agosto, 2009.

ANEXO A

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