JUGGLE

FACULDADE ESTÁCIO DE FLORIANÓPOLIS – ESTÁCIO FLORIANÓPOLIS

JUGGLE

Marcela de Souto Podestá

Resumo

Este é o resumo do seu projeto. Ele é um elemento obrigatório pelas normas da ABNT e o tamanho recomendado é de 150 a 500 palavras. Nele você deve apresentar de forma sintética os pontos principais do trabalho. Utilize a terceira pessoa do singular, na voz ativa. Procure utilizar frases claras, afirmativas e evite enumeração de tópicos. Ressalte o objetivo, o método, os resultados e as conclusões obtidas no estudo. A primeira frase deve destacar o tema principal do trabalho. Abaixo do resumo você encontra as palavras chave, que serão utilizadas para a catalogação dos trabalhos na biblioteca. Utilize de 3 a 5 palavras separadas por ponto.

Palavras-chave: Mettzer. Formatação. Trabalho acadêmico.

INTRODUÇÃO

O termo startup surgiu recentemente como um novo conceito de empresa e está relacionado a características especificas de criação de ideias. As startups permitem que a empresa teste o produto mesmo que ele ainda esteja em desenvolvimento, assim ele pode ser alterado de acordo com as reais necessidades dos clientes, quando o produto para de se desenvolver e se consolida a startup finaliza sua real função e transforma-se em empresa em si (SEBRAE,2016).

No Brasil o empreendedorismo cresce consideravelmente e é possível, cada vez mais, ver que novas empresas brasileiras podem se destacar internacionalmente e mesmo aos poucos o empreendedorismo se torna importante para o brasileiro. Florianópolis foi eleita pela Endeavor a cidade mais empreendedora do país em 2015. Por ser uma ilha pequena a indústria pesada não é permitida, sendo a indústria limpa e tecnológica a solução para preservar o meio ambiente do local e desenvolver um setor diferente, a cidade deixaria de ser reconhecida apenas pelo turismo e sim pela tecnologia e inovação de empresas limpas. Sendo assim, cada vez mais podemos notar que o tema empreendedorismo vem se tornando importante no meio acadêmico no país e no mundo.

Na academia é onde se faz diversas descobertas e aprendizados durante o percurso, o empreendedorismo dentro das universidades permite que o aluno aplique o conhecimento aprendido e amplie suas descobertas. A vida acadêmica é feita de muita teoria e o empreendedorismo permite que o aluno aplique o que foi aprendido e se depare com novos desafios.

Dentro deste contexto e devido à necessidade de um documento que ajude o desenvolvimento de novas startups dentro das universidades este trabalho busca responder a questão de como criar uma startup com a colaboração de uma faculdade e como essa parceria pode ajudar no desenvolvimento de novos empreendedores. O objetivo geral é descrever os processos de criação de uma startup com o auxílio de uma faculdade. Para isso, será realizado uma revisão exploratória de literatura sobre os principais conceitos relativos à pesquisa, relatar o estudo de caso de criação de uma startup e descrever o papel da faculdade dentro do processo de criação.

O presente artigo tratará de uma startup desenvolvida durante um programa de empreendedorismo da faculdade Estácio de Florianópolis. O projeto se chama Juggle e foi iniciado em 2015 e está em desenvolvimento até hoje com o apoio da faculdade, trata-se de um colete de viagem que possui compartimentos internos que permitem colocar roupas para que se tenha mais espaço na mala.

O artigo delimita-se ao processo de criação da startup Juggle e da situação atual com a colaboração da faculdade Estácio de Florianópolis.

DESENVOLVIMENTO

2.1 EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO

Para Chiavenato (2003) administração é o modo de governar organizações ou setor delas. É o processo de realizar planejamento, organização, direção e controlar os recursos disponíveis para alcançar determinados objetivos de forma eficaz e eficiente.

A administração existe desde os primórdios da humanidade, essa habilidade surgiu com a capacidade de pensar. Era preciso definir o trabalho de cada um na comunidade, bem como controlar os recursos obtidos para que fosse possível tê-los sempre que necessário.

A estratégia sempre fez parte do ser humano, Alvin Toffler (1970) dizia que ”ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém”, existem indícios de que a administração surgiu no ano 5.000 a.C quando os sumerianos buscaram formas de resolver seus problemas, exercendo a administração sem saber do que se tratava.

Anos mais tarde a Igreja Católica e os Militares se destacaram como organização e são consideradas as organizações mais eficientes da civilização ocidental (PERIARD, 2011).

2.3.1 Revolução Industrial

Para Toffler (2001) as evoluções das estratégias acontecem em ondas, que mudam não só os recursos como também mudam os meios e objetivos de alterações.

O Indivíduo busca dentro da sociedade, construir algo e se destacar por aquilo que a sociedade considera como valioso, para isso é preciso se organizar individualmente ou coletivamente para que estes objetivos se concretizem.

A sociedade primitiva usava exclusivamente da força humana, materiais básicos e pouco transformados como pedras e peles de animais. Não existia nenhum tipo de tecnologia ou planejamento para utilizar estes recursos, antes da primeira onda.

A primeira onda identificada foi a Revolução Agrícola (8000 a.C. – 1750 d.C), que se caracterizou-se pela a atividade rudimentar utilizando ferramentas e técnicas primitivas. Neste momento o ser humano deixou de ser nômade e passou a se unir em grupos maiores em torno de terras com capacidade de cultivo.

A revolução agrícola trouxe mais para o ser humano do que novas técnicas de prover alimento, ela permitiu que surgissem aglomerados maiores de pessoas que começaram a viver como sociedade (OTTE,2016).

Nesta primeira onda o ser humano deu um grande salto. Colher e plantar desenvolve o senso de planejamento, como vivem em grandes sociedades foi preciso desenvolver a linguagem para trocar informações, a garantia de alimento permitia que se pensasse em outras coisas sem ser a sobrevivência entre outras habilidades sociais que até hoje são utilizadas.

Na segunda onda veio a tão famosa Revolução Industrial (1750 até 1970) com o desenvolvimento das habilidades humanas invenções foram sendo criadas para que se pudesse substituir a força humana durante transformação dos recursos. A máquina faria o trabalho e o homem apenas a operava.

Essas invenções se espalharam rapidamente e as fábricas passaram a valer muito mais do que as terras cultiváveis, causando grande impacto econômico, social e político na sociedade (OTTE, 2016).

Atualmente estamos vivendo a terceira onda, a Revolução da Informação (1970 até o momento). A informação toma o lugar da terra, do capital e da máquina. O trabalho mental e criativo começou a ser feito sem nenhum trabalho mecânico e repetitivo. (TOFFLER, 1970)

A globalização se apoia no desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, o ser humano estaria livre para produzir em qualquer lugar que ele esteja independente de investimentos em terras e fábricas.

2.2 EMPREENDEDORISMO

Empreendedor é aquele que tem a coragem de assumir riscos para tentar aproveitar oportunidades enquanto outras pessoas veem apenas um problema (CHIAVENATO, 2013).

O termo empreendedor se origina do francês entrepreneure e foi usada pela primeira vez por Richard Cantillon em 1725 e quer dizer aquele que assume riscos e inicia algo completamente novo.

Em 2004 o mesmo autor já dizia que o empreendedor é mais do que um fundador de novas ideias, ele é a pessoa que impulsiona a economia, as mudanças e transformações. O empreendedor gera novos empregos, em negócios completamente novos, gerando um crescimento econômico na região e no país onde se desenvolvem as novas ideias (CHIAVENATO, 2004).

Peter Drucker (1970) descreveu o empreendedor como alguém que aproveita as oportunidades e cria as mudanças, sendo o empreendedor aquele que coloca a sua carreira da linha de frente, assumindo o risco em função de uma ideia.

Segundo Gerber (1996) empreendedor é quem é inovador, se envolve com grandes estratégias criando novas maneiras de penetrar o mercado, é a personalidade criativa que trata com o desconhecido.

Eric Ries (2014) acredita que empreendedor deveria ser um cargo, pois todas as empresas modernas precisam inovar para garantir o crescimento futuro.

2.3 STARTUPS

Entre 1996 e 2001 a conhecida bolha da internet revelou ao mundo o termo “startup”. O termo significa que existe um conjunto de pessoas que está iniciando uma empresa que trabalha com uma ideia nova que possa ser repetível e escalável funcionando em condições de extrema incerteza (SEBRAE, 2016).

A atividade principal de uma startup é transformar ideias em produtos, medir a reação dos clientes perante o produto e verificar se é necessário realizar alguma mudança ou se o produto está pronto para a venda. É preciso descobrir a coisa certa a se criar, algo pelo qual o cliente esteja disposto a pagar (RIES, 2014).

Quando se fala de startup é necessário perceber que ela está inserida em um ambiente de incerteza, por se tratar de algo inovador não existe a possibilidade de afirmar se a ideia dará certo. Modelo de negócio é como a startup vai gerar valor, ou seja, como ela irá transformar seu trabalho em dinheiro.

Uma startup precisa que a ideia seja repetível e escalável, repetível do sentido de conseguir entregar o mesmo produto em escala e escalável significa que é possível crescer cada vez mais sem que o modelo de negócios seja influenciado, crescendo a receita rapidamente e custos crescendo lentamente. (SEBRAE, 2016).

2.3.1 Lean Startup

O método Lean Startup foi desenvolvido por Eric Ries e se baseia no método Toyota de produção que implantou o just in time, que diz que tudo deve ser produzido, comprado ou transportado no momento exato para evitar que se acumule estoque.

Lean Startup pode ser traduzido como Startup Enxuta e tem a mesma proposta de evitar desperdícios, porém é necessário buscar a validação das hipóteses, aprender com a opinião dos clientes podendo criar o mais rápido possível um produto final (RIES, 2014).

A metodologia Startup Enxuta aborda a definição do Minimum Viable Product (MVP), em português Produto Mínimo Viável, que é a versão mais simples de um produto que pode ser lançada com a quantidade mínima de esforço e desenvolvimento.

2.3.2 Estratégias

As startups necessitam de um projeto de curto prazo para validar o modelo de negócio, para isso normalmente é utilizado o Canvas que permite que o modelo de negocio seja discutido e modificado facilmente.

O Canvas de Modelo de Negócio é uma das principais ferramentas utilizadas na modelagem de um negócio, ele possui um layout fácil de utilizar e permite uma maior discussão sobre aspectos importantes para o desenvolvimento de startups.

Esta ferramenta é dividida em 9 componentes e permite que cada um seja analisado separadamente antes de se unirem. Os componentes precisam ser estudados e discutidos para que o modelo fique bem alinhado (OSTERWALDER, 2011). São esses componentes:

• Segmentos de Clientes: serve para definir para quem o produto será comercializado, qual será o consumidor mais importante. Um modelo de negócios pode definir um ou diversos segmentos, definir o segmento que terá mais atenção e qual será ignorado é importante para que o modelo possa ser moldado de forma que melhor agrade o segmento principal;

• Proposta de Valor: tem a função de despertar interesses nos clientes resolvendo um problema ou suprindo uma necessidade específica. Proposta de valor é um aglomerado de benefícios que uma empresa pode oferecer aos clientes, podendo ser uma proposta completamente inovadora ou algo que já exista no mercado com atributos adicionais;

• Canais: são os meios de comunicação, distribuição e venda. É o contato com os clientes e exercem papel importante na experiência. Eles aumentam o conhecimento sobre produtos e serviços, permitem que o cliente adquira o produto, fornece suporte pós-venda e ajuda a esclarecer sobre a proposta de valor da empresa;

• Relacionamento com Clientes: a empresa deve pré-estabelecer o tipo de relação que terá com cada segmento de cliente, essas relações podem ser pessoais, automatizadas ou um meio termo entre ambas. Este relacionamento interfere diretamente na experiência geral de cada cliente em particular;

• Fontes de Receita: trata sobre qual o valor real o cliente ou cada segmento de mercado está disposto a pagar. Fontes de receita podem ser geradas através de venda de recursos, anúncios, taxas de assinatura, entre outras. É necessário identificar pelo que o cliente está realmente disposto a pagar e como vai pagar;

• Recursos principais: permitem que a empresa atingir seus objetivos principais, trata sobre a atividade principal e podem ser recursos intelectuais, humanos ou físicos. Podem ser comprados, alugados ou adquiridos através de parcerias;

• Atividades-Chave: são as principais atividades que empresa elabora para obter sucesso, elas são necessárias para oferecer a proposta de valor, gerar renda, manter o mercado e relacionamento com clientes;

• Parcerias Principais: pode ser fundamental para o modelo de negócios, permite que os modelos sejam otimizados, reduzem riscos e aumentam as chances de obter recursos. Obter parceiros importantes permite que a empresa fique mais consolidada no mercado, e se destaque perante o mercado;

• Estrutura de Custo: trata sobre a descrição dos custos mais importantes para a empresa, podem ser facilmente citados após a definição de recursos principais, atividades-chave e parcerias principais. A definição desses custos permite que eles sejam reduzidos facilmente no futuro.

Estes nove componentes deste modelo de negocio formam uma base para uma ferramenta útil para o desenvolvimento de uma empresa. (OSTERWALDER, 2011) Geralmente os componentes se dispõem em uma grande superfície e as ideias vão sendo dispostas sobre cada lacuna, podendo ser atualizadas facilmente.

METODOLOGIA

Neste trabalho será utilizado o método fenomenológico que emprega a pesquisa qualitativa, e busca descrever a experiência como ela é de fato (HUSSERL, 1973). Tratará da descrição direta da experiência da criação de uma startup dentro do ambiente de uma faculdade.

Será uma pesquisa de natureza aplicada com o objetivo de gerar conhecimento para aplicações práticas para a solução do problema. A pesquisa contará com uma abordagem qualitativa que considera a existência de uma relação que não pode ser traduzida em números, e estuda as particularidades e experiências vividas.

Do ponto de vista dos objetivos esta pesquisa será explicativa e identificará fatores que determinam a ocorrência dos fenômenos (GIL, 2007). Sendo assim a pesquisa explicará o porquê dos fatos através de resultados.

Sobre os procedimentos técnicos a pesquisa será ex-post-facto, e tem como objetivo investigar relações de causa e efeito entre um fato indicado e um fenômeno que ocorre posteriormente, a característica principal é que os dados são coletados após a ocorrência aos acontecimentos (FONSECA, 2002).

COLOCAR OS PASSOS

ANÁLISE DE DADOS

4.1 Hipótese

As ideias inovadoras normalmente surgem a partir de uma necessidade que não havia sido notada anteriormente e nessa pesquisa de post-facto o caso não foi diferente.

No ano de 2014 um casal foi conhecer a Europa e durante um mês eles viajaram por quatro países diferentes e diversas cidades. Por ser um destino relativamente caro tomaram várias decisões para diminuir gastos, entre elas utilizar os voos low cost, onde pagariam um preço bem baixo pelas passagens aéreas desde que cada um levasse apenas uma bagagem de mão com até 5kg.

de onde veio a ideia, pq, como?1.5 pg

4.2 Da hipótese ao Canvas

1.5pg

4.3 Validação da Hipótese

questionário e segmentação de mercado

1.5pg

4.4 Prototipo

como foi feito

dificuldades

1.5pg

4.5 Validação do protótipo

receptividade

vendas

apresentações

1.5pg

4.6 blablabla atual

startup – empresa

produção 1 pg

No ano de 2014 um casal foi realizar o sonho de conhecer a Europa, porém, os recursos para a viagem eram bem escassos e foi preciso economizar muito para que eles passassem 35 dias passeando por lá. Leonardo e Marcela optaram pelo sistema “BNB” de acomodação em vez de ficar em hotéis, decidiram não fazer refeições em restaurantes e comprar lanches em mercados locais e o mais desafiador, viajar com apenas uma mala de mão pra cada um.

Na primeira parada a mala foi ficando mais cheia e foi preciso vestir algumas blusas a mais na hora de embarcar no avião, cada lugar que visitavam encontravam coisas mais interessantes inexistentes no Brasil e a vontade de comprar muitas vezes era superior ao bom senso do que caberia ou não na mala. Parecia sem sentido visitar todos aqueles lugares e não levar presentes e lembranças, então as compras eram feitas e cada parada era preciso vestir mais algumas peças de roupa para liberar espaço na mala.

O jovem casal começou a notar que eles não eram os únicos que vestiam muitas roupas antes de embarcar, era possível ver jovens, famílias, pessoas viajando a trabalho e pessoas de idade vestindo várias blusas para que as malas não passassem do peso estipulado pela empresa aérea.

Em determinado momento a mala estava tão cheia que foi preciso colocar meias, cachecóis, toucas e até roupas íntimas nos bolsos dos casacos, e no último trajeto faltaram bolsos nos casacos e a frase inspiradora surgiu nesse momento “Poxa está faltando bolso nesses casacos, bem que podia ter um casaco com vários bolsos pra fazer viagens, né?”. A partir desse momento eles começaram a pensar nesse casaco com bolsos.

Quando chegaram ao Brasil, na última conexão, tiveram que pagar excesso de bagagens e nesse momento, mais do que nunca eles desejaram ter um casaco com mais bolsos. Chegando em casa fizeram um primeiro protótipo em formato de colete, Leonardo fez toda a costura em casa com retalhos de tecidos que tinham em casa. Esse primeiro modelo eles perceberam que a ideia era possível, porém em formato de colete e não de um casaco.

Fazer um colete seria mais fácil fabricar e vender, e além de tudo cabe a todas as estações climáticas. Como primeiro colete foi feito de retalhos, Leonardo e Marcela resolveram fazer um novo modelo, mais bonito e mais funcional, compraram os tecidos que julgaram ser apropriados e novamente ele foi para a máquina de costura, madrugada adentro para fazer o segundo protótipo.

Com jeans escuro por fora e moleton vermelho por dentro, este novo protótipo possuía 13 bolsos e comportava 8 camisetas, 3 calças, 4 roupas íntimas e 4 pares de meias. Mas como a costura foi feita em duas camadas, tudo que fosse colocado nos bolsos virava um enorme volume no colete, o que além de feio poderia assustar muita gente no aeroporto por se assemelhar aos coletes de homens-bomba que vimos nos filmes.

Era preciso fazer com que as roupas ficassem disfarçadas dentro do colete, para que não ficasse desconfortável e exposto. Eles partiram então para o terceiro protótipo, agora com uma costureira. Era preciso encontrar uma solução para que o colete não ficasse no estilo homem-bomba e após uma espera de duas semanas a costureira entregou um protótipo impermeável e sem os gomos de roupas.

O novo modelo custou R$150,00 e foi feito com um tipo de lona preta por fora e duas camadas de elanca por dentro, e possuía o mesmo numero de bolsos do anterior. Por ser de um tecido grosseiro por fora o colete tornou-se feio, mas ficou muito mais útil que os anteriores.

Em DATA na faculdade Estácio Florianópolis, onde Marcela estudava, surgiu um programa de empreendedorismo chamado Bootcamp em que dava a oportunidade a alunos e pessoas de fora a participarem expondo suas ideias ou se juntando a uma que lhes agradassem, de forma que todos pudessem desenvolver habilidades inovadoras. Leonardo e Marcela se inscreveram neste programa com uma proposta diferente, pois eles achavam que se expusessem o colete ao público a ideia poderia ser roubada. No meio do processo eles se sentiram seguros de que ninguém estava ali para roubar o trabalho dos outros e sim ajudar a desenvolvê-las, e resolveram expor o colete aos participantes deste evento.

Neste momento eles sentiram a necessidade de dar um nome ao produto, e chegaram ao nome em inglês Juggle, este nome pode ser traduzido como malabarismo, referente ao malabarismo feito para colocar tudo dentro de uma mala para viajar.

Durante o evento de empreendedorismo eles fizeram uma pesquisa de mercado para definir publico alvo e verificar outros nichos. O produto teve uma boa aceitação entre o público em geral, sendo que a maioria deles eram jovens que estudam e trabalham e que em sua maioria já fizeram uma viagem para o exterior. Foram identificados dois novos nichos de mercado, os mochileiros e motociclistas. Para que os mochileiros utilizassem o Juggle era preciso que fossem feitas várias alterações de tecido para que o corpo pudesse transpirar e ao mesmo tempo seja um tecido impermeável para não molhar as roupas durante a aventura. Já para os motociclistas a alteração seria bem maior, pois seria preciso colocar mangas com proteções para os cotovelos e um protetor para a coluna na parte de trás, o que diminuiria significativamente a quantidade de roupas a serem levadas.

No decorrer do bootcamp a aceitação foi tão boa e o produto se desenvolveu tão bem que eles resolveram dar continuidade à prototipagem, até chegar ao produto ideal. Voltaram a visitar a costureira e expuseram bem suas reais intenções de como queriam o produto e depois de algum tempo ela finalmente entregou a eles um modelo muito bonito, confortável e que atendia todas as necessidades iniciais. O material deste modelo era jeans com elastano por fora e duas camadas de elanca por dentro, contendo o mesmo número de bolsos internos e com um bolso no lado de fora.

Após a conclusão do bootcamp o professor orientador do programa de empreendedorismo deu a eles uma pequena consultoria, sobre gastos, compras, fornecedores e algumas contas eu precisavam ser feitas. Com esse apoio eles se sentiram incentivados e resolveram fazer a modelagem e mais três modelos em tamanhos diferentes, pequeno, médio e grande para tentar vender. Por ser uma peça trabalhosa de fazer, a costureira dava prioridade os trabalhos menores que eram feitos em grande quantidade e rendiam mais para ela, sendo assim, a demora para que ela fizesse e entregasse cada peça era muito grande. Eles esperaram um bom tempo para ter esses três modelos e mãos e quando finalmente eles foram entregues, eles haviam sido feitos com um tecido diferente, era um jeans sem elastano então quando cheio o colete ficava amassado, desconfortável e feio visualmente. Após isso eles iniciaram uma busca por novas costureiras que pudessem fazer o produto.

O responsável pelo Laboratório de Empreendedorismo e Inovação (LEI), também estava animado com o desenvolvimento do produto e conseguiu com que um aluno do curso de mídia fizesse algumas fotos do protótipo para a publicação, estas fotos foram colocadas na página do Facebook Juggle Brasil e foram muito bem avaliadas.

Eles entraram em contato com uma professora do curso de moda e um designer de moda para avaliar o protótipo e conversar um pouco sobre o produto e o desenvolvimento. A professora ficou com o protótipo por um bom tempo para que pudesse tentar alguém que pudesse fazer a montagem, mas não deu resposta nenhuma sobre o assunto então eles pegaram o protótipo para procurar outras pessoas que costurassem. E o designer fez algumas criticas construtivas e deu algumas dicas para desenvolver o produto.

Encontraram uma pessoa que se propôs a fazer um para ver como funcionaria e se daria mesmo muito trabalho. O preço cobrado dessa vez foi muito menor R$80.00 em vez de R$150.00 cobrado pela primeira costureira, porem esta disse que não poderia fazer outros, pois demorava muito para executar o trabalho e financeiramente para ela não valeria a pena. Posteriormente a isso encontraram uma facção que faria, mediante a encomenda de um número exorbitante de coletes, que seria inviável para o casal.

Atualmente eles continuam buscando uma costureira ou facção para parceria e confecção dos coletes, no momento aguardam a prototipagem de uma costureira para verificar acabamento e outros detalhes. Sempre que possível eles vão a eventos da Estácio para expor o desenvolvimento do produto e do programa de empreendedorismo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

APÊNDICE A — Subtitítulo do apêndice

Apêndices tem objetivo de melhorar a compreensão textual, ou seja, completar ideias desenvolvidas no decorrer do trabalho.

ANEXO A — Subtitítulo do anexo

Anexos são elementos que dão suporte ao texto, mas que não foram elaborados pelo autor.

feito

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