INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

UNIVERSIDADE PAULISTA

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ANDRESSA MENDES – C92JGD2

ANNA JÚLIA AUGUSTO – C938947

NATHÁLIA CAMPOS – N741EF8

MARYANGELA CRUVINEL –

Resumo

A patologia das pigmentações é o acúmulo de pigmentos em alguns locais do tecido, são substâncias estranhas, que provocam reações inflamatórias. A pigmentação exógenos são fatores de agressões, que não são formados pelo próprio organismo, como por exemplo a tatuagem. Já a pigmentação endógenos, são substâncias sintetizadas pelo próprio organismo, no qual mostra que o tecido está sofrendo algum tipo de agressão que não necessariamente provocado pelo pigmento.A deposição patológica de minerais pode ocorrer nos tecidos de duas maneiras: Na calcificação distrófica: que se dá após uma lesão pré-existente, levando a deposição de cálcio em tecidos submetidos a qualquer tipo de lesão, sendo ela necrótica ou inflamatória. E na calcificação metastática: é originada da hipercalcemia, sem lesão pré-existente, levando a deposição de cálcio nos tecidos normais.

Palavras-chave: Pigmentação. Calcificação. Trabalho acadêmico.

Introdução

O objetivo do trabalho é mostrar os conceitos das pigmentações patológicas: exógenos e endógenos, tendo também como objetivo detalhar a calcificação distrófica e metastática.

Desenvolvimento

2.1 Pigmentação e calcificação patológicas

Pigmento é a designação dada para a substância que possuem cor própria e que têm origem, composição química e significado biológico diversos.

Pigmentação é o processo de formação ou acúmulo, normal ou patológico, de pigmentos em certos locais do organismo.

As pigmentações são divididas em duas classes:

Pigmentações Exógena: É a pigmentação que causará a patologia.

Pigmentação Endógena: A patologia é que causará a pigmentação. Sendo ainda divididas em Hemáticas e Melânicas.

2.2 PIGMENTAÇÃO EXÓGENA

Pigmentação por pigmentos de origem externa ao corpo. Esses pigmentos podem penetrar no organismo juntamente com o ar inspirado, com alimentos deglutidos ou até mesmo por via parenteral (injeções e tatuagens). Os pigmentos se depositam em geral nos pontos dos primeiros contatos com a mucosa ou pele, podendo ali ficar ou ser eliminados/transportados para outros locais como a circulação sanguínea e linfática, ou por macrófagos. A pigmentação exógena pode ser dividida nos seguintes tipos:

Antracose: São pigmentações por sais de carbono. Dos pigmentos inalados o mais frequente é a poeira do carvão. A antracose é encontrado nos fumantes e em todos os indivíduos, principalmente adultos e idosos, moradores das grandes cidades que são expostos a um grau de poluição. Sendo comum sua passagem por vias aéreas chegando aos alvéolos, os pigmentos são fagocitados pelos macrófagos alveolares, transportados através dos vasos linfáticos aos linfonodos regionais. O acúmulo de pigmentos que não são lizados, produz uma coloração negra nas partes afetadas, sob formas de manchas irregulares no parênquima do pulmão. A antracose em si, não gera grandes problemas, mas sua evolução pode originar disfunções pulmonares graves, principalmente em trabalhadores que estão expostos à poeira do carvão frequentemente. COR: varia do amarelo-escuro ao negro.

Siderose: Pigmentação por óxido de ferro. Atinge o pulmão por inalação de partículas de ferro. Atingem principalmente trabalhadores de mineradoras de hematita, soldadoras e trabalhadores que manipulam pigmentos com óxido de ferro.

Argíria: São pigmentações por sais de prata nos tecidos. Geralmente é oriunda por contaminação sistêmica por medicação, manifestando-se na pele e na mucosa bucal. Cor: acinzentada e azul-escuro, e enegrecida se a prata sofrer redução.

Bismuto: Atualmente é raro de ser visto, sendo comum na terapia para sífilis. Cor: Enegrecida.

Tatuagem: É uma forma de pigmentação exógena usualmente limitada à pele, na qual resulta da introdução de pigmentos insolúveis na derme, acidental ou propositalmente. As tatuagens são permanentes ou transitórias, conforme o pigmento seja introduzido na derme ou no estrato córneo da epiderme. É feita por sais de enxofre, mercúrio, ferro e entre outros corantes. A cor varia do tipo de pigmento presente.

Saturnismo: Contaminação por sais de chumbo. Cor: azulada ou negra dependendo da profundidade do tecido onde se encontra.

Tatuagem por Amálgama: áreas de coloração azulada na mucosa bucal, decorrente da introdução de partículas de amálgama na mucosa. Essa introdução pode ser feita devido uma lesão na mucosa no lugar da restauração no momento da introdução do amálgama na cavidade.

2.3 PIGMENTAÇÃO ENDÓGENA

É a pigmentação por pigmentos produzidos pelo próprio organismo. A pigmentação endógena pode ser dividida em dois grupos: Pigmentos hemáticos, produzidos a partir da degradação da hemoglobina, e pigmentos melânicos, oriundos da melanina.

Pigmentos hemáticos: Esses pigmentos se originam da hemoglobina, proteínas compostas por quatro cadeias polipeptídicas e quatro grupos heme com ferro no estado ferroso (Fe++). Sua porção proteica é chamada de globina, constituída de duas cadeias alfas e duas betas. A lise dessa estrutura origina os pigmentos denominados hemossiderina e bilirrubina.

Hemossiderina: É uma espécie de armazenagem de íons de ferro cristalizado. Esse se acumula nas células, principalmente no retículo endotelial. É originado da lise das hemácias e representa uma das duas principais formas de armazenamento intracelular de ferro, e a outra é a ferritina. A deposição excessiva de hemossiderina no tecido pode ser localizada ou sistêmica.

Hemossiderose localizada: Logo após um traumatismo, a hemorragia é vista como uma área vermelho azulada, ou negro-azulada, devido a presença de hemoglobina desoxigenada. Com o início da degradação da hemoglobina e a formação de biliverdida e bilirrubina, a pele adquiri tonalidade verde azulada a amarelada, e finalmente com a formação de hemossiderina, cor ferruginosa ou amarelo-dourado.

Hemossiderose sistêmica: ocorre em consequência do aumento da absorção intestinal do ferro, observado especialmente nas anemias hemolíticas e após transfusões de sangue repetidas.

Porfirinas: pigmento originado semelhante a hemossiderina, sendo encontrado mais na urina em pequenas quantidades. Quando ocorre o aumento destes pode ocasionar doenças chamadas porfirias.

2.4 BILIRRUBINA (Bb)

Formação: Aproximadamente 80% da Bb provém da hemoglobina livre resultante de destruição das hemácias senescentes (velhas) pelos macrófagos no baço, fígado, medula óssea. Para que a Bb possa ser liberada a partir da hemoglobina, é necessário que a fração Heme seja separa da fração proteica (globina). Em seguida abre-se o anel porfirínico do heme, resultando na formação de biliverdina, ferro e monóxido de carbono. A biliverdina é reduzida em bilirrubina por meio da ação da enzima biliverdina redutase.

Transporte: A Bb é lançada na circulação sob forma insolúvel, sendo denominada bilirrubina não-conjugada. Por ser insolúvel em soluções aquosas, a Bb não conjugada não pode ser eliminada facilmente. Seu metabolismo depende da conjugação com o ácido glicurônico nos hepatócitos, formando-se compostos hidrossolúveis que facilitam sua excreção. Cerca de 91% da Bb do plasma são transportadas para o fígado através da albumina.

Nos hepatócitos contém o Complexo Citocromo -P450 que fazem biotransformação da bilirrubina. A biotransformação é um conjunto de reações orgânicas que tem como objetivo ajudar na eliminação da Bb.

Contém duas fases:

Fase I: Conjunto de reações orgânicas cujo o objetivo é modificar a estrutura da molécula, alterando sua atividade. (Relação estrutura/atividade: Se mudar a estrutura da molécula, a atividade também se altera.) Ex.: reação de adição, substituição, hidroxilação, descaboxilação..

Fase II: São reações de conjugação responsáveis por aumentar a hidrossubilidade de uma substância facilitando sua eliminação. Então, a Bb só irá sair do fígado e ir para a circulação para ser eliminada na urina depois que sobre biotransformação.

Se essa Bb não for biotransformada e houver um aumento na sua quantidade, provocará um sinal clínico chamado de icterícia ocasionado pela deposição desta na pele, nas mucosas e nos diversos tecidos e órgãos, nos quais vão produzir diversas colorações que vai do amarelo ao negro, passando por várias tonalidades de verdes.

Hematoidina: Pigmentos de coloração mais amarelada que a hemossiderina, não possui ferro semelhante a Bb, formando-se em locais com pouco oxigênio.

2.5 PIGMENTOS MELÂNICOS

 Produzido por melanoblasto, a melanina tem cor castanho-enegrecida, sendo responsável pela coloração das mucosas, pele, globo ocular, neurônios, cabelos, e etc. O processo de síntese da melanina é controlado por hormônios, principalmente da hipófise e da supra-renal e pelos hormônios sexuais. Caso haja uma disfunção nessas glândulas pode gerar uma alteração na produção de melanina causando um aumento generalizado, ou uma exposição aos raios UV.

O aumento generalizado dessas pode se manifestar das seguintes formas:

Nevus Celulares: Localização heterotrópica de melanoblastos (na camada basal da epiderme), podendo ser planos ou elevados.

Melanomas: Manchas escuras de natureza cancerosa. Ocorre o aumento dos melanócitos, nos quais encontram-se totalmente alterados, originando um tumor malígno.

Efélides ou Sardas: hiperpigmentação da membrana basal causada por melanoblastos.

Mancha mongólica: Mancha clara principalmente na região do dorso sacral.

Vitiligo: causado pela diminuição da quantidade de melanócitos produtores de pigmentos na epiderme, manifestando clinicamente como manchas claras.

Albinismo: forma recessiva autossômica, localizada na região do crânio. Os melanócitos encontram-se em número normal, mas não produzem pigmentos.

2.6 CALCIFICAÇÃO

A deposição patológica de minerais e sais de cálcio pode ocorrer nos tecidos em duas formas: Na calcificação distrófica ou local – que afeta tecidos lesados e não depende dos níveis plasmáticos de cálcio e fósforo; e na calcificação metastática ou geral ou discrásica ou gota cálcica – onde a hipercalcêmica resulta na precipitação dos sais em tecidos normais.

A distinção entre os dois tipos de calcificações suscita discussões e muitas vezes é considerada artificial, já que o aspecto morfofisiológico final é similar e que a deposição de cálcio nos tecidos sadios com alguma frequência determina lesão nestes. Além disso, a hipercalcêmica pode também favorecer a deposição de cálcio nos tecidos lesados, intensificando a calcificação distrófica. Entretanto, a presença de sinais de lesão prévia aliados à maior intensidade da deposição calcária sugerem calcificação distrófica. A distribuição e localização dos depósitos também podem ser de valor na diferenciação entre calcificação distrófica e metastática.

Por vezes o termo “calcinose” tem sido utilizado como sinônimo de calcificação metastática extensa. Pode também designar a calcificação da derme e do tecido subcutâneo (“calcinose cutis”), independente da causa.

2.7 Calcificação distrófica

 É mais frequente que a metastática e ocorre de maneira mais localizada nos tecidos conjuntivos fibrosos hialinizados em lenta e prolongada degeneração, como na parede de vasos esclerosados, em tendões, em válvulas cardíacas, e em alguns tumores (ex: leiomiomas uterinos, meningiomas, carcinomas mamários e papilares da tireoide e do ovário). A calcificação distrófica ocorre também nas áreas de necroses antigas e não reabsorvidas, como na linfadenite caseosa da tuberculose, nos infartos antigos, ao redor de parasitas e larvas mortas, na necrose enzimática das gorduras da pancreatite, nos abscessos crônicos de difícil resolução e em trombos venosos crônicos (flebólitos). Em órgãos tubulares (ductos e vesículas), a calcificação pode envolver núcleos orgânicos de debris e células descamadas permitindo a formação de cálculos.

 Os cristais de fosfato de cálcio depositados nas calcificações patológicas são similares à hidroxiapatita do osso. A deposição ocorre em duas etapas: iniciação (ou nucleação) e proliferação (ou crescimento). A nucleação é a acomodação dos hexágonos de hidroxiapatita na intimidade da molécula de colágeno ou de osteonectina. A fase intracelular da nucleação ocorre nas mitocôndrias de células mortas ou lesadas. A fase extracelular ocorre em estruturas denominadas “vesículas da matriz”, – organelas extracelulares que têm composição e atividade enzimática distinta das membranas plasmáticas que lhes deram origem. Possuem 25 a 250 nm de diâmetro e são originadas de células degeneradas ou necróticas, na vizinhança da área de calcificação. Fosfolipídios ácidos presentes nessas vesículas, principalmente a fosfatidilserina, agem como captadores e precipitadores de cálcio. Além disso, fosfatases também presentes nessas vesículas parecem reprimir os mecanismos inibitórios da precipitação dos sais, representados pelos pirofosfatos e proteoglicanos. A proteólise destes aumenta a formação da hidroxiapatita por permitir maior mobilidade de íons, facilitando a saturação dos fluidos extracelulares. A etapa de proliferação do núcleo é a progressão autocatalítica da deposição dos sais e é influenciada por múltiplos fatores extracelulares, tais como: cálcio, fósforo e fosfatase alcalina, análogos da osteocalcina, osteopontina, pH do tecido, vitamina D, balanço hormonal, suprimento sanguíneo e solução de continuidade de tecidos moles.

2.8 Calcificação metastática:

 É mais disseminada no organismo que a distrófica e decorre da absorção abundante de cálcio no tubo gastrointestinal por intoxicação com vitamina D; e da mobilização excessiva de cálcio dos ossos, consequência de imobilização prolongada, de osteólise (mielomas ou metástases ósseas); e do hiperparatireoidismo primário ou secundário (renal, nutricional ou por síndrome para-neoplásica).

A Insuficiência renal crônica provoca retenção de fosfatos (hiperfosfatemia por hipofosfatúria) o que determinará maior secreção de paratormônio no sentido de se equilibrar a relação cálcio-fósforo no sangue. Assim, a hiperfosfatemia induz a elevação da calcemia por excessiva mobilização óssea, às vezes ultrapassando o limiar de solubilidade do cálcio e fósforo no plasma, permitindo a sua precipitação nos tecidos.

Em cerca de 5% dos carcinomas, principalmente no mamário e pulmonar, pode ocorrer hipercalcemia, seja pela secreção de proteínas que mimetizam a ação do paratôrmonio (nas “síndromes para-neoplásicas”) ou pela osteólise nas metástases ósseas. A maioria dos pacientes nessas condições, no entanto, não sobrevivem a tempo de ocorrer calcificação metastática em níveis significativos.

Em termos de patologia comparada merece ainda ser citado o hiperparatireoidismo secundário nutricional, que afeta principalmente animais carnívoros domésticos e de zoológico, e herbívoros alimentados com excesso de grãos. A dieta exclusiva com carne e vísceras e a ausência de ossos ou de suplementos de cálcio nos carnívoros, assim como o excesso de grãos e a deficiência de gramíneas na dieta dos herbívoros, com freqüência acarreta hiperfosfatemia, que determinará maior secreção de paratôrmonio no sentido de se equilibrar a relação cálcio-fósforo no sangue. Assim, ocorrerá hiperparatireoidismo com excessiva mobilização óssea e saturação dos níveis plasmáticos de cálcio e fósforo, permitindo a precipitação de sais de cálcio nos tecidos.

Em várias partes do mundo, herbívoros que utilizam pastagens com Solanum malacoxylon e Cestrum diurnum mostram deposição de sais de cálcio em vários tecidos moles, incluindo a aorta, os rins, tendões, ligamentos articulares e coração. O princípio ativo dessas plantas é semelhante ao da forma mais ativa da vitamina D, o 1,25- diidroxicolecalciferol. O excesso desse composto estimula a síntese de proteínas captadoras de cálcio e a absorção intestinal de cálcio, gerando hipercalcemia e possibilitando a calcificação metastática.

2.9 Aspectos Morfológicos:

Enquanto a Calcificação distrófica ocorre mais localizadamente, a Calcificação metastática atinge principalmente o estroma dos rins e pulmões, o estômago, o coração, a parede das artérias e a córnea. Aparentemente o pH alcalino ao longo das membranas basais dos vasos desses órgãos favorecem a precipitação dos sais.

A área calcificada, quando macroscopicamente visível, mostra nódulos parenquimatosos frequentemente palpáveis, de consistência firme, pétrea ou arenosa, resistentes ao corte, com coloração brancacenta ou acinzentada. À tentativa de secção, a faca “range” ao corte. São radiopacos ao raio X.

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Conclusão

Em virtude dos fatos mencionados entende-se que a pigmentação patológica é responsável pelo acúmulo de pigmentos nos tecidos. As células podem produzir ou metabolizar os pigmentos dos tecidos. Pigmentações exógenas são aquelas não produzidas no organismo, tendo como um exemplo a tatuagem. A pigmentação endógena é pigmento do desgaste celular, ou seja, envelhecimento da atrofia parda, presentes no coração, fígado e cérebro. A melanina se dá como um bom exemplo de pigmentação endógena e a hemossiderina que é um pigmento formado pela presença de oxigênio, ocorrendo em meio intracelular. Hemossiderina é um pigmento que armazena íons de ferro cristalizado, pode ser localizada a partir de um traumatismo, pois aumenta a absorção intestinal do ferro. Hematina é derivada da hemoglobina. Bilirrubina que é uma pigmentação amarelada da pele, tendo como exemplo o fígado.

A calcificação depósito de cálcio é normal nos dentes e nos ossos, possui proteína e carga negativa. Calcificação distrófica ocorre com lesão tecidual, exemplos: AVC, obstrução das artérias. Calcificação metastática ocorre sem lesão tecidual e espalha-se pelo corpo, exemplos: hiperparatireoidismo que aumenta cálcio e vai se depositando nos tecidos.

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