INDICADORES SOCIAIS ALTERNATIVOS

UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA (UTFPR)

INDICADORES SOCIAIS ALTERNATIVOS

Gilmar J. HellmannUNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA (UTFPR)

Orientador(a): Dr. Décio Estevam do Nascimento e Dra. Marilia de Souza

Resumo

Palavras-chave: Indicadores Sociais Alternativos, Sustentabilidade, Bem-Estar, Desenvolvimento

Introdução

A proposição de Indicadores Sociais Alternativos (ISA) não se trata de novos indicadores, mas desvelar valores e pressupostos ausentes, em indicadores sociais presentes. Propõe-se mudanças de concepção e visão nos indicadores existentes; seja, revendo as perspectivas de análise dos desafios sociais locais e regionais, ou considerando conexões e repercussões globais.

Propõe-se a reflexão da utilização de indicadores socioeconômicos, tentando-se evitar o reducionismo econômico, para enfatizar as possibilidades da sustentabilidade; quando tal ênfase deveria ser premissa de bem-estar social nos olhares institucional e governamental, resultando em políticas e programas públicas.

Numa conspicuidade dialética, alude-se as controvérsias ‘quanti-quali’ fomentadas por indicadores socioeconômicos, mas que encontram soluções nas reciprocidades e contradições que se extrair na tríade dos indicadores de sustentabilidade . Mas somente será possível se considerarmos que ciência e tecnologia agem socialmente, gerando mais riquezas, em vista do “bem-estar social”. E com visão crítica, pondere-se que técnicas sociais não possuem neutralidade , e que o entendimento de qualidade de vida passa pela perspectiva de como o indivíduo percebe-se a si mesmo, sob a visão das instituições e do momento político; retorcidos por ideologias e valores sociais vigentes.

No derradeiro do texto reflete-se indicadores sociais, que podem ser analisados numa perspectiva alternativa; necessitando-se, entretanto, estudos mais abrangentes em tempo de pesquisa e explicações.

Desenvolvimento

Proposições Metodológicas

Neste tema apresenta-se pequeno trajeto histórico dos indicadores sociais. Encontrou-se tipologias weberianas de indicadores sociais que intentam revelar os fenômenos sociais, considerou-se o funcionalismo das relações sociais (instituições e indivíduos), intentando apresentar nos fenômenos sociais (LAKATOS, 2005, p. 106-113), e perceber viabilidades para mitigar as discrepâncias sociais que se apresentam nos fatos e manchetes cotidianas.

Os estudos científicos sistemáticos e referenciados refletem e racionalizam conhecimento que pressupões o resgate de valores sociais num tempo do antropoceno e do hommo socialismo. Considera-se, então: 

a) Mudanças sociais em sistemas sociais complexos, conforme a teoria geral dos sistemas (GUTTERRES, 2014, p. 42). A consequência é a necessidade de resiliência do ser humano e entendimento interdisciplinar dos saberes e da ciência (VALDIR, F., 2010, p. 69) . Afinal, nos Indicadores Sociais as correlações não implicam necessariamente em causalidade: “O problema é que indicar causa e efeito é muito mais difícil que apenas descrever um fenômeno ou realizar uma predição.” (GBAD, p. 15) 

b) Temas implícitos na concepção de sociedade, como a visão antropocena de progresso e desenvolvimento ; a globalização neoliberal em crise (SANTOS, B., 2020); os (adjetivos) indicadores de sustentabilidade (MEADOWS) em suas dimensões (SACHS, I,; MORIN, E.) e como parâmetros mundiais (ODM, ODS); eventos sociais internacionais (WEF, WSF, produções científicas ; acontecimentos climáticos (aquecimento global, inundação, queimadas, poluição) e humanitários mundiais (riqueza, desigualdade (JANUZZI, 2012) , pandemia; entre outros. 

c) A percepção e a proposição de indicadores sociais por instituições nacionais governamentais, como IPEA e IBGE (IDHm, IVS, SIPS, ESI, EPI), e outras Organizações Sociais, como OXFAM (IPS, Pegada Ecológica, GPI); multilaterais (JANUZZI, 2012, p.7), como ONU (Desigualdade Social), Organização Mundial da Saúde – OMS (indicadores da saúde e pandemia) , OCDE (Bien-Être), Fundo Monetário Internacional (PIB, IDH), Banco Mundial (GS, Poupança Genuína) e do governo Frances CGSP (In-Sustentabilidade, IBEST, ISEW-S) e Canadense (S5FDD) . 

d) Uso de Indicadores Sociais Alternativos (ISAs) como estratégias para formulação de políticas, programas sociais e ações governamentais (Bolsa Família, Renda Emergencial). Pois, “os indicadores são ferramentas úteis para a gestão pública, tanto para revelar a situação atual das políticas, bem como para produzir subsídios que permitam acompanhar sua evolução” (p.9) 

A pesquisa foi realizada a partir de fundamentos teóricos, disponíveis em artigos científicos e teses; os quais foram acessados por meio das redes mundiais de comunicação (world wied web ou www), em bases acadêmicas e repositórios institucionais.

Partindo-se dos estudos realizados no último quadrimestre de 2020, o conteúdo privilegiou produções do último decênio. Mas utiliza-se da evolução histórica de conceitos e indicadores sociais e de sustentabilidade dos últimos 60 a 80 anos. Nas cronologias dos marcos teóricos, conceituais, relatórios, agendas, eventos e conferências sobre Sustentabilidade ; e a evolução de indicadores socioeconômicos entre os séculos XX e XXI , torna-se explicito a mobilização e relevância das temáticas sociais.

Utilizou-se do método relacional, e se faz alusão ao método comparativo (híbrido) para indicadores, selecionando e refletindo alguns ISAs brasileiros (IVS) e francofônicos (IBEST, CIW , Bien-Être). Assim aventura-se a extrapolar as concepções de indicadores tradicionais, por vezes homogeneizadas; e fomentar nova visão dos ISAs, a fim de resgatar experiências locais. Considera-se a história, a cultura regional e a construção participativa do cidadão, fortalecendo os valores endógenos expressos na performance dos inidicadores. Performatividade: “um conceito que pode ser pensado como uma linguagem que funciona como uma forma de ação social e tem o efeito de mudança” (OTTAVIANI, 2015) .

A atualidade do trabalho está nas relações estabelecidas entre os pressupostos apresentados, fundamentação teórica, acontecimentos e oportunidades: econômicos (comércio, trabalho, crise), sociais (Covid-19 e ODS, Tecnologia da Informação) e ambientais (alterações climáticas). 

INDICADORES: DA PADRONIZAÇÃO PARA AS ALTERNATIVAS

Segundo William Eduards Deming: “Não se gerencia o que não se mede; não se mede o que não se define; não se define o que não se entende; não há sucesso no que não se gerencia”. Ou seja, o desejo natural do ser humano numa estrutura de convivência social, parece ser de apropriar-se do contexto para garantir-se sua existência. A gestão das atividades e o processo decisório necessitam de novas maneiras de mensurar o progresso, e os indicadores são ferramentas deste processo (Van Bellen, p.10). Então há necessidade de referências para a mensuração, e havendo indicadores seria possível atingir as metas estabelecidas. Entretanto, segundo Bakes et al. (1994) , se faz necessária a clareza de termos associados a mensuração social: índice, meta e padrão, entre outros.

Van Bellen resgata o termo indicare do Latim. Significa descobrir, apontar, anunciar, estimar (Hammond et al., 1995). Para este, os indicadores podem comunicar ou informar acerca do progresso em direção a uma determinada meta, mas também ser entendidos como um recurso para algo não imediatamente detectável. Ou seja, as informações não são óbvias (causa-efeito); podem apresentar-se aparente, pois os ambientes em que vivemos e com os quais convivemos são complexos, segundo a teoria geral dos sistemas (citar).

Para Meadows (1998, p.1), a utilização de indicadores é uma maneira intuitiva de monitorar complexos sistemas que a sociedade considera importantes e que seja necessário controlar. E acrescenta, que “os indicadores são uma parte necessária do fluxo de informações que usamos para entender o mundo, tomar decisões e planejar nossas ações” (MEADOWS, 1998 p 1). Indicadores surgem de valores (medimos aquilo com o que nos importamos), e eles criam valores (nos preocupamos com o que medimos). Alguns valores são específicos de um local ou cultura; outros são comuns a toda a humanidade. (MEADOWS, 1998, p. 2). 

Segundo Van Bellen (citar), o objetivo principal dos indicadores seria o de agregar e quantificar informações de uma maneira que sua significância (citar) fique mais aparente. Em fenômenos complexos, os indicadores podem comunicar-se em vários momentos: no processo de captação, na organização, na interpretação e na expressão das informações; isto, porque indicadores não deveriam se considerados paradigmas, mas susceptíveis a revisões contínuas: “Um indicador social não pode, portanto, existir de forma duradoura sem consenso, ou seja, não pode existir de forma duradoura sem debate público: “parece, portanto, que um indicador, em quase todos os casos, terá um significado arbitrário baseado em convenções importantes” (COSRA, 2007, P.7) 

A OCDE (Organization for Economic Cooperation and Development) compreende indicador como um parâmetro; algo que aponte e forneça informações sobre o estado de um fenômeno. As visões de mundo são diferentes, bem como os interesses; mesmo na perspectiva científica (MEADOWS 1998 p. 9); especialmente, se enfatizados os aspectos quantificáveis. 

A quantificação pode simplificar a compreensão da realidade. Mas indicadores também possibilitam a qualificação da vida e de suas relações, gerando conflitos e interpretações dissonantes sob o mesmo objeto de análise. As diferentes nuanças são mais acentuadas quando se trata de indicadores sociais; estes estariam nas ciências sociais, se não considerássemos as relações interdisciplinar e dicotômicas socioambientais (FERNANDES, V., 2008, p. 92, 90) . 

Remontando-se aos anos de 1960 e 1970, indicadores sociais eram sinônimos de Bem-Estar, Weelbing ou e “qualidade de vida” (NOOL, 2017, p.7) . Nos EUA, destacavam-se, entre outros (Sheldon, E. B.,1968 ; Campbell, A., 1972 ); e a publicação dos “Indicadores Sociais” de Raymond Bauer (1966) ; estudos na área das Ciências Sociais. Segundo Nool (2017), a importância do trabalho de Bauer, foi o fato de ser viabilizado pela NASA/EUA, para estudar os efeitos colaterais sociais dos programas de desenvolvimento daquela agência; mas contribuiu com “informação empíricas ausentes” nas estatísticas oficiais. Isto sucedeu-se num contexto de mudanças sociais drásticas e expansão do crescimento econômico dos anos 60. 

A visão de Indicadores Sociais e conceitos de Bem-Estar, neste mesmo período, na Europa, destaca-se Jaques Delors (1971) . Este será retomado nos anos 80 com Bertran, R. (1986) . Apesar do livro de Delors ser conhecido apenas como “Indicadores Sociais”, a obra é resultado do trabalho coletivo, no Seminário na ENA (Ecole National d´Administration), na qual utiliza um método de abordagem qualitativa, e propiciava visão alternativa dos indicadores sociais. Antes de propor os indicadores, distribui os mesmos por temas ou grupos. Precede uma contextualização do assunto, a fim de situar o leitor sobre que tipo de abordagem o indicador tratará; faz considerações das relações do indicador com outros temas, apresenta-o se é indicador de meio ou de resultado. Os indicadores estatísticos tem como pressuposto a "construção da vida coletiva e individual" (DELORS, 1971, P. 13-14) 

Mais recentemente, a economista Fiona Ottaviane (França) , tem ressaltado a necessidade de adquirir ferramentas cognitivas para apreciar os fenômenos sociais. (No Brasil citar a professora da USP) Em sua tese, sobre Indicadores Sociais (2015) (citar) ela propõe três hipóteses que revisão o desempenho dos Indicadores Sociais:

a) a performance (representação dos atores sociais) e o caráter reflexivo (racionalização) dos indicadores; 

b) a questão axiológica (valores) que expressam os indicadores sociais;

c) e as questões políticas, democráticas, teóricas e metodológicas que fomentam Indicadores Sociais Alternativos (OTTAVIANE, 2015, p.9). 

E sugere o método de hibridação (‘quanti-quali”) ao se abordar os Indicadores de Bem-Estar Social e Territorial (IBEST); termo utilizado especialmente nas instituições francesas. As agências governamentais francesas propõem estratégias sociais, com pensamento prospectivo, considerando que:

“Os indicadores usados para avaliar o desempenho de um país refletem a escolha do modelo que estamos almejando. Se quisermos revisar nosso modelo de desenvolvimento para levar em consideração, ao mesmo tempo, o meio ambiente, o econômico e social, quais indicadores nós temos? Mas além desses indicadores, isso implica para concordar de antemão sobre o que importa (quais são os imperativos?) para decidir quais ações tomar para alcançá-los.” 

Divergências na quantificação e qualificação dos indicadores

Os questionamentos de quantificação e qualificação dos Indicadores Sociais data das décadas de 1960 e 70. No prefácio do empreendimento do primeiro trabalho de reflexão sobre os “Indicadores Sociais”, coordenado por Jaques Delors preocupava-se “prospectivamente” com o “desenvolvimento social”. Os temas (indicadores) refletiriam a condição do homem e a melhoria na planificação das atividades coletivas. Isto, implicaria num progresso metodológico para melhor caracterizar-se os objetivos, finalidades, meios e caminhos para a eficácia das políticas, alocação e gestão de recursos públicos

Jaques Delors questiona se, 

“...seria possível expressar, por conjunto dados quantificados, o estado de uma nação em diferentes áreas da atividade econômica e social? (DELORS, 1971, p. 7) Não pretendiam aqueles planejadores (expositores do seminário), calcular a "felicidade doméstica líquida da nação". 


Era necessário respeitar as liberdades individuais, sem “fechar” cada pessoa em um padrão único de existência (FOUCAULT, 1978). Seria possível explorar as condições em que a comunidade e cada um de seus membros serão capazes de realizar projetos individuais e coletivos, na estrutura de uma sociedade pluralista.

 

“A diversidade de formas de participação impede a construção um indicador global onde cada tipo de participação teria uma ponderação para a qual os fundamentos objetivos ainda não foram encontrados. É necessário resolver, por meio de vários indicadores, traduzir uma impressão geral do nível de participação”. (DELORS, 1971, P. 77) 


As proposições dos indicadores deveriam convergir na perspectiva global de desenvolvimento da sociedade; sobretudo, a participação de grupos sociais, como o das mulheres, as quais aumentavam a participação feminina na economia francesa. O seminário queria avaliar as possibilidades oferecidas a respeito das técnicas utilizadas para apresentar os indicadores sociais (DELORS, 1971, p.7-8) . 

Os Indicadores Sociais propostos por Delors eram alternativos pois tinham viés qualitativo e integrador. Por exemplo, ele propunha correlação entre crescimento (aumento) populacional a partir de fatores internos (fecundidade) e externos (migração); considerava a inserção da mulher no meio social (direitos, trabalho); atribuía valoração social as pessoas de idade avançada, avaliando o quanto a juventude rejeitava o idoso, causando “nefastas” consequências sobre o plano psicológico o abandono e estilo de vida (vivem só, com alguém).

Há mais de meio século Land (1971) compreendia que: “Os termos indicadores sociais se referem a estatísticas sociais, que são componentes de um modelo de sistema social (incluindo os componentes sócio psicológicos, econômicos, demográficos e ecológicos)” (apud CARLEY, 1985, p. 28). Ora, pois, Januzzi (2001), reitera similar entendimento no século atual, mas que indicadores podem propiciar percepções diferentes da mesma realidade:

Um indicador social é uma medida em geral quantitativa dotada de significado social substantivo, usado para substituir, quantificar ou operacionalizar um conceito social abstrato, de interesse teórico (para pesquisa acadêmica) ou programático (para formulação de políticas). É um recurso metodológico, empiricamente referido, que informa algo sobre um aspecto da realidade social ou sobre mudanças que estão se processando na mesma (p. 15). (MILLEO, 2005, p.19)

Mas as transições sociais demonstram que as realidades possuem propriedades “tangíveis e intangíveis”:

 “Como essas são dimensões complexas da realidade, processos não-lineares ou progressivos, demandam um conjunto de indicadores que apreendam algumas de suas manifestações indiretas, cercando a complexidade do que pretendemos observar” (ENAP p. 12) . 


E a evolução dos estudos, pesquisas, discussões e reflexões indicam que os indicadores sociais são também resultantes da “visão” ou da “lente” das instituições que os disponibilizam.

As estruturas sociais organizadas, sejam públicas ou privadas, por meio de suas instituições, oportunizam aos interessados a formação e repositórios para compreender e aprimorar as relações entre indicadores e políticas públicas. Na ENAP/Brasil há cursos específicos sobre indicadores com fundamentos teóricos para elaboração de indicadores, fontes, metodologia e aplicação dos “Indicadores Sociais Aplicados às Políticas Públicas”. Na ENAP/Canadá, o foco atual enfatiza a utilização dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. Na ENAP/France, a abordagem são os Indicadores relacionados a Gestão do Território . 

Então, Ottaviani (2015, p. 3) percebe duas posturas possíveis na percepção dos indicadores, a partir das relações ‘quanti-quali’ referentes aos Indicadores Sociais.

A primeira seria a rejeição dos indicadores por reproduzirem e fortalecerem a quantofrênia, continuando a ser instrumentos estatísticos como ferramentas da racionalização economista; ou seja, apenas uma "falsa boa ideia", mas que correria o risco de aumentar ainda mais "avaliação quantitativa sistemática". (OTTAVIANI, p. 3). E nesta postura ressalta-se parcela disciplinar do conhecimento, como Estatística e Economia, amparadas pelos métodos da mensuração: 

 Compreender a "economicização do mundo como processo de metrologização, racionalização, enquadramento social por meio de classificação, criptografia e cálculo "(Bidê et al., 2003, p. 211). Ou, outra forma de estender o acima, a estatística é acusada de negar a complexidade da realidade: "aqui encontramos as críticas usuais contra as estatísticas e, de forma mais geral, a todas as abordagens globalizantes "(Boltanski e Thévenot, 1991,p. 13).(OTTAVIANI, p. 4)

A segunda proposição, seria a criação de indicadores alternativos na possibilidade de alimentar a reflexão sobre outras práticas de desenvolvimento e empresas... o ser humano é visto como um fator e um recurso de negócios... Isto poderia infundir outras modalidades de racionalização das políticas públicas. Essa renovação de indicadores é também a ocasião de uma reapropriação das ferramentas quantificadas pelos atores (OTTAVIANI, p. 4)

OTTAVIANI (p.4) propõe como método a “hibridização”; o caminho percorrido consiste no levantamento quantitativo, mas por meio do "filtro" participativo. Em outras palavras, trata-se de realizar um "método da equidade" (Desrosières, 1992, p. 53) que emerge da retórica específica para o aspecto quantitativo (p. 312). Já a operacionalização dos indicadores considera o processo interpretativo com base em um conjunto de métodos (p.313). Sugere o métodos híbridos quantitativo (generalização) e qualitativo (individuação), no qual a hibridização incorpora a contribuição cognitiva de cada um.

Então, faz sentido propor indicadores, não como substitutos daqueles já existentes, mas a revisão daquilo que os Indiciadores Sociais não abordaram ou revelaram nas situações socialmente latentes. E um dos indicadores socioeconômicos conhecidos internacionalmente para mensuração “intra”-Estado/União (Art. 18/CF/98), entre Territórios, Nações e entre países: o Produto Interno Bruto (PIB) . 

Indicadores de Quantificação - Produto Interno Bruto (PIB)

O PIB foi desenvolvido em 1934 por Simon Kuznets a pedido do Congresso dos Estados Unidos, para ter uma visão clara e sintética do que havia acontecido na economia após a quebra da bolsa de valores de 1929 (Grande Depressão) e a retração econômica americana. Entretanto, a inadequação 

“está no uso do PIB per capita, como uma única variável a avaliar o desenvolvimento, podem ser mencionadas a sensibilidade desse indicador ao câmbio e a impossibilidade do mesmo em mensurar as desigualdades internas de um território... a partir dos anos 60, que especialistas da ONU, propuseram que outras dimensões da qualidade de vida deveriam ser também mensuradas, além da dimensão monetária... influenciando na elaboração do IDH (OLIVEIRA, 2013, p. 7)


O PIB homogeneíza as desigualdades econômicas mensuradas quantitativamente. As diferenças são visíveis entre países e suas regiões; em especial durante o evento sanitário da pandemia, ocasionada pelo Coronavírus. A utilização do indicador PIB apresenta crescimentos e decrescimentos, com “ilhas” de crise e prosperidade. Conforme dados atualizados pelo FMI/IMF (International Monetary Found) , num contexto de “crise sanitária e econômica” mundial.

Figura 

Adaptação do autor

A geração de riqueza econômica, em si não seria um problema; mas um sinal de desigualdade, como na “Belíndia”, pois a partilha do desenvolvimento não é igual para os países e seus cidadãos. O pano de fundo da epidemia da Covid-19 ampliou a pobreza no mundo – tornando-a explicita (UK , EUA ), acompanhado pelo aumento das catástrofes meteorológicas provocadas pelas mudanças climáticas. A concentração da riqueza foi comentário no atual e significativo fórum econômico mundial: Davos ou F, sintetizou o participante virtual: “Ricos estão ficando mais ricos e menos e menos, ao contrário dos pobres que estão ficando mais pobres e mais numerosos! Então não foge, não pode ser compartilhado, esclerosado entre algumas mãos no mundo. 

Entretanto, apesar da controvérsia ‘quanti-quali’, o PIB pode ser considerado um indicador de (in)sustentabilidade, se “medir tudo exceto o que vale a pena viver” (FRANCE STRATEGIE, 2021, p.6). Segundo a OCDE, o PIB faz parte dos Indicadores de Bem-Estar Alternativos, quando os valores monetários (quantitativos) são considerados como “fatores sociais para a autonomia, igualdade, saúde e coesão social em vista do bem-estar” (OCDE, 2006) . Por isso, os Índices de Bem-Estar e de Sustentabilidade podem colaborar na visão integrativa de Indicadores Sociais Alternativos. 

Entre quanti e qualificação - Índice de Bem-Estar Social e Territorial (IBEST) 

Indicadores como o IBEST são parte das noções de bem-estar social ou Wellbing. Sendo assim, há “necessidade de completar e enriquecer a análise por meio de indicadores que fornecem informações em dimensões consideradas centrais pelos cidadãos e não presentes, como tal, na pesquisa quantitativa.” (OTTAVIANI, F., 2015, p. 303). E complementa que “os resultados do processamento estatístico por dimensão da experiência IBEST confirmam que a pessoa é mais um homo socialis do que um homo oeconomicus... Contrapondo-se a visão deste como utilidade, produção e rendimento...e a economia como referência de suas decisões, segundo Foucault (BROWN, 2017, p. 266) .

A alteração de valores sociais, precisa ser entendido sob a matriz relacional da “era do antropoceno”, na qual a humanidade está mudando o planeta, reconhecendo-se o impacto das atividades humana sobre o planeta (TORRES, 2017, p.94), a importância das outras formas de vida, como subsídio para a nossa vida, mas também por seu valor intrínseco (FERNANDES, 2020) . 

Associando-se os conceitos de Bem-Estar com a capacidade de adaptação do ser humano (resiliência), observa-se a complexa sociedade moderna, que convive com valores e contra-valores: teorias da satisfação dos desejos (Samuelson, P.A., 1948; Singer, P., 2011), perfeição do Bem-Estar (DORSEY, D., 2010) e realização dos valores (TIBERIUS,V. 2006, 2008,2010) (Op. cit. CARON, 2019) .

Além das relações ‘quanti-quali’, o IBEST ainda revela tensões teórico-metodológicas na modelagem homem-sociedade: realização (versus) aspiração/valores; possibilidades e oportunidades (versus) meios e restrições (OTTAVIANI, F., p. 253). Segundo Meadows , alguns indicadores são mensuráveis quantitativamente enquanto outros, que podem ser igualmente importantes, só podem ser sentidos qualitativamente.

A trajetória histórica de saliência dos Indicadores Sociais e de Bem-Estar remonta “a separação entre o ser humano e a utilização do meio; como recursos finalísticos, torna-se evidente nas mobilizações sociais ocasionadas por interferências humanas locais, mas com repercussão mundial (p. 24). Mas, a sociabilidade foi recuperada como um recurso para realização ou meio intermediário (Meadows, 1998). É um facilitador em outros níveis de existência (habitação, saúde, recursos monetários e materiais), e um objetivo procurado pela maioria das pessoas. 

Na pesquisa experimental de Ottaviani (2015) e outros trabalhos desenvolvidos pelos organismos franceses (Rhone-Alpes), ficou evidenciado os parâmetros de sociabilidade como “bem-comum” e construção coletiva (OTTAVIANI, F., p. 260). Na pesquisa local do IBEST, nos indicadores sobre as condições de trabalho e emprego as pessoas confirmam que, “mesmo que o salário seja de fato um dos elementos importantes propostos pelo povo, não é o único nem o primeiro critério de realização no trabalho” (OTTAVIANI, F., p.295). Para aquela sociedade, valores como participação social real, saúde, autonomia, bem-estar coletivo e pessoal e sustentabilidade ambiental, são tão importantes como o convívio familiar (OTTAVIANI, F., 2015, p. 294-302).

Nos anos seguintes, Ottaviani (2017) continuou a pesquisar sobre IAS. Compilou “experiencias locais de construção de indicadores alternativos em escala local” (OTTAVIANI, F., 2017). Os IAS fazem parte de projetos em diferentes regiões do mundo, países com características socioeconômicas contrastantes; em concentrações urbanas ou em ruralidades. Foi possível observar parâmetros e interesses similares: 

a) resolução de problemas locais e reais que afetam a comunidade; 

b) regionalização de dados e informações (desigualdade com média e medianas), no âmbito regional ao nacional; 

c) valorização da participação local, considerando a cultura e o histórico daquela população, valorizando o planejamento, a confiança no método, no trabalho e nos resultados (histórico); 

c) escuta e conhecimento dos participantes (atores), a fim de considerar as individualidades e encontrar pontos comuns (homogeneização). 

O Bem-Estar social é algo tangível e real. Difere-se daquele bem-estar de rendimentos provenientes somente do capital financeiro especulativo, das Bolsas de Valores. Nestas, as verificou-se o agravamento da desigualdade socioeconômica em plena pandemia: empresas da Big-Tech, do Comércio Virtual, das Commodities Estratégicas, entre outras, tiveram altos rendimentos e concentraram riqueza; onde o PIB não é sinônimos de sustentabilidade. Convergências nos Indicadores de Sustentabilidade

O aspecto social vem ganhando relevância no tripé dos indicadores de sustentabilidade; mas não passivamente: “o problema ambiental era visto como decorrente de externalidades econômicas... excesso e falta de desenvolvimento” (NASCIMENTO, 2012, p. 53). Segundo Boaventura de Souza Santos, a crise da pandemia é consequência da exploração do homem dos recursos naturais, gerando uma crise ecológica (SANTOS, B. 2020, p. 23). Por isso, o binômio econômico-ambiental não pode ser isolado dos aspectos sociais. Talvez a visão fraturada seja decorrente da percepção “utilitarista” do homem, da sociedade e de seu espaço. Segundo Fernandes,

 “...com o passar do tempo, a razão foi se tornando cada vez mais subjetiva (formal, funcional, ou instrumental)... É como se a diferença entre pensamento e ação fosse completamente anulada...Esta concepção de razão, na qual sobra mecanização e falta reflexão no atual estágio de desenvolvimento, foram destituídas dos seus valores intrínsecos e reduzidas apenas ao seu valor utilitário. (FERNANDES, 2008, p. 10-11) 


Já na visão integrativa dos aspectos ambiental, econômico e social pode ser verificado nas temáticas dos eventos, conferências e relatórios sobre sustentabilidade (citar dois sites). E foi na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992), que se estabeleceu os 08 (oito) Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), distribuídos em 22 metas (24 no Brasil) e 48 indicadores. Estados membros da ONU (191) e Organizações Internacionais (22) se propuseram até 2015 a atingir melhorias sociais significativas. Passados cerca de quarto de século, num mundo em constante evolução e transformação, em 2015 aquelas metas foram (re)significadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). São agora 17 novos objetivos e 169 metas, que formam a Agenda 2030. 

Os ODS propõem-se como bussola para as políticas sociais, sob forma de uma agenda universal e transversal; seja para o setor público ou privado. A evolução dos ODS para os ODM, bem como a adesão e integração público-privado pode ser verificado nos projetos locais “Movimento Nós Podemos Paraná” , no caso dos ODMs, e o Observatório da Sustentabilidade , no caso do ODS; ambos promovidos e mantidos pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Se as metas para alcance dos objetivos, podem ser mensuradas por indicadores quantificáveis, é na percepção da integração e correlação entre os indicadores, que a dimensão social é protuberante qualificável: 

“Em qualquer caso, deve-se lembrar que os indicadores são baseados em uma construção estatística que se baseia em um "modelo" necessariamente redutor de realidade social. O indicador não "mede", dá uma indicação que se baseia em suposições subjacentes... Finalmente, a fantasia de informações "instantâneas" não é acessível nem razoável” (RHONE-ALPE, 2007, p.6-7)


Por isso, a sustentabilidade precisa ser compreendida em diferentes percepções. Nos desafios da desigualdade social expostos e ampliados (OXFAM, 2021) numa pandemia (do mundial ao local) na visão do economista indígena (cidadão brasileiro autóctone) ; na preocupação do Tesouro Nacional com o “gasto social” ; nas incertezas da mundialização 'tecncio-econômica' (GATES), incluindo aquelas que resultam da degradação da biosfera e das sociedades (MORIN, E., 2020) ; nas dimensões propostas pelo quase centenário economista Ignacy Sachs (IAQUINTO, 2018, p. 163-174); ou na identidade da territorialidade física e simbólica (CHAMPOLLION, 2007) .

Segundo Jaques Delors o termo "social" deve ser entendido em seu sentido mais amplo, ou seja, como abrangendo todas as manifestações da atividade e conduta dos homens, quanto às suas condições de existência e ao seu modo de viver (DELORS, 1971). E embora os indicadores sociais possam ser ambíguos, são ferramentas importantes para a compreensão dos fenômenos sociais, da racionalização econômica e das práticas argumentativas (OTTAVIANI, p. 3). Ao final Indicadores Sociais devem se ancorar e refletir situações sociais, para além da quantificação (Annie Fouquet - INSIEE).

Indicadores Sociais e Institucionalização Governamental

Os índices sociais são formados por vários indicadores, que refletem parte da realidade, que são uma série de dados que mostram a condição de determinada situação. A visão de conjunto dos indicadores melhora a percepção da sociedade. Sendo uma situação problemática, ela poderá ser inserida na Agenda Governamental para sofrer interferência do poder público. Os indicadores são importantes para a concepção e avaliação das políticas que visam a assegurar o progresso das sociedades, assim como avaliar o funcionamento dos mercados e influenciá-lo (STIGLITZ SEN FITOUSSI, 2012)

Indicadores são imprescindíveis para o desenvolvimento da atuação do governo na área social: “...são ferramentas úteis para a gestão pública, tanto para revelar a situação atual das políticas, bem como para produzir subsídios que permitam acompanhar sua evolução”. Servem para diversos momentos: na avaliação da situação; na ação para a efetividade das ações (projetos); e na avaliação das intervenções (política e programas). As informações (essenciais e fontes) fornecem parâmetros na elaboração de Políticas, Programas e Projetos de atuação. Entretanto, a definição da perspectiva de análise é essencial, porque os impactos sociais podem variar conforme diversas dimensões . Isto irá influenciar na seleção dos indicadores e na avaliação de impacto social.

Os indicadores podem ser utilizados em várias etapas e momentos do Plano de Governo. Na avaliação de políticas públicas, programas e projetos governamentais com finalidades bastante precisas. São componentes centrais na definição das estratégias de monitoramento. Prestam-se a operacionalizar de forma objetiva conceitos abstratos – como os indicadores sociais em diagnósticos socioeconômicos –, ou a conferir alguma comensurabilidade a processos e etapas de trabalho – indicadores de processos ou produtos – em políticas ou programas. E ainda nas avaliações custo-efetividade, ou de eficiência, as quais requerem nível de contabilização de custos e clareza dos indicadores de efetividade. 

No Brasil o IBGE foi pioneiro na produção de indicadores sociais, remetendo-se a 1973, quando da constituição do Grupo Projeto de Indicadores Sociais (GPIS). A iniciativa alinhada ao movimento dos indicadores sociais e que teve como objetivo organizar e sistematizar a produção de estatísticas sociais do Brasil dentro de um quadro temático e analítico referenciado teoricamente. Realizado pelo governo central desde 1808, o Senso Demográfico... 

“constitui a principal fonte de referência para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios do País e em seus recortes territoriais internos, tendo como unidade de coleta a pessoa residente, na data de referência, em domicílio do Território Nacional (IBGE) 


Devido aos elevados custos e a mobilização de estrutura humana e informacional o Senso é realizado a cada dez anos. Entretanto, desde 1967 vem sendo realizada a Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD). Ela constituiu um importante instrumento para formulação, validação e avaliação de políticas orientadas para o desenvolvimento socioeconômico da população e a melhoria das condições de vida no País. A partir de 2016 foi substituída pela PNAD Contínua, que propicia uma cobertura territorial mais abrangente e disponibiliza informações conjunturais trimestrais sobre a força de trabalho em âmbito nacional. 

Entretanto, há o desafio do dinâmico contexto socioeconômico mundial que tende a mudanças, e as localidades e regionalidades repercutem os efeitos da globalização, as políticas e programas nacionais precisam ser adaptados as modificações. Desta forma, os indicadores precisam ser revisados e atualizados constantemente, para fim de provar a eficiência e eficácia da proposição. 

Será o caso do trabalho home office, tele trabalho ou trabalho online impulsionado pela pandemia. Talvez seja considerado um indicador de desigualdade devido as contradições econômicas encontradas e geradas . Na França constatou-se que tal modalidade de trabalho é dispare nas localidades e setores econômicos; índices de 65% (informação e comunicação) a 4% (alojamento e alimentação) (Bergeaud e Ray, 2020, Batut, 2020). Os efeitos colaterais são diversos: crise de locação de espaços, alocação de recursos profissionais, flexibilidade, saúde corporal e mental, satisfação, bem-estar, rendimento pessoal, convivência familiar, entre outros parâmetros de gestão de pessoas.

A noção de ética está relacionada à condição de constituição da sociedade e da cultura vigentes. A ética pressupõe a superação do estado natural para um estado cultural, civilizatório, de emancipação da consciência, e a consideração dos outros seres para uma convivência coletiva, suposição prejudicada nesta sociedade. (MARCUSE, 1982, p. 21) 

Destarte a evolução das Tecnologias da Informação, as fontes de dados atualmente disponíveis subestimam ou não cobrem de forma completa e perfeita todos os rendimentos de todos os segmentos da população e a escolha por uma delas implica ter em vista suas potencialidades, limitações de uso e interpretações de resultados (IBGE) . A visão ética (valores universais) deveria sempre fundamentar as análises dos indicadores sociais, pois aspectos morais (ideológicos, políticos e temporais) podem influenciar as políticas e projetos públicos, priorizando questões individuais e morais sobre o coletivo (GOMES, 2014,p.). 

 No contexto brasileiro, a presença do Estado é essencial no desenvolvimento das políticas sociais. Por exemplo, a maioria esmagadora dos municípios brasileiros tem elevada dependência dos estados e do governo federal para fechar as contas: " as transferências federais e estaduais corresponderam a mais de três quartos do Orçamento em 82% das prefeituras em 2016" (TESOURO NACIONAL).

Isto tem exigido o aprimoramento da Gestão Pública; que elevou o planejamento institucional e a gestão governamental à Nova Administração Pública por escolas de governo (ENAP), valorização da formação acadêmica e investimento em inovação (FARIA, 2009) . No planejamento estratégico do IBGE (2017-2027), se propõe como missão estar “encarregado de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania (IBGE, 2017, p.11). Outra fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no planejamento (IPEA, 2013-2020) se propõe a realizar as atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros. 

Portanto, as Instituições Governamentais permanentes contribuem na formação dos indicadores sociais. Elas possibilitam o fornecimento contínuo de informações para todos os setores da sociedade, público e privado. Por isso, a importância de seu corpo efetivo permanente. Embora as ênfases de gestão e financiamento para funcionamento em maior ou menor efetividade ficam sujeitas as variações da temporalidade das gestões governamentais. 

Na sequência, procura-se apresentar algumas instituições publicas e privadas, que contribuem com a formação de indicadores sociais, sejam eles considerados tradicionais, bem conhecidos pela população em geral, como aqueles mais específicos utilizados nos meios acadêmicos, de pesquisa ou setoriais. Tais indicadores sociais podem ser considerados alternativos a partir da optica de abordagem e possibilidade de atuação na sociedade.

Instituições brasileiras: Desafios Institucionais e Sustentabilidade

A partir das informações propiciadas pelos indicadores socioeconômicos, há várias iniciativas de revisão de conceitos econômicos, sociais e ambientais em andamento no país. Recentemente o governo propôs a “Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil no período de 2020 a 2031, denominada EFD 2020-2031” como “estratégia de longo prazo para a atuação estável e coerente dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional”. Utilizando-se da metodologia de elaboração de cenários futuros, propõe-se a possíveis “trajetórias para a economia brasileira (que) dependem de fatores e escolhas restritas ao âmbito doméstico... no qual não se pode ignorar os riscos, positivos e negativos, embutidos nessa hipótese de neutralidade do ambiente externo. A análise compreende os eixos: econômico, institucional, infraestrutura, ambiental e social. 

As novas percepções fundamentam-se em estudos realizados pelo IPEA em 2018. Ali encontram-se indicadores que agregam a economia nas perspectivas ambientais e sociais. No eixo ambiental, o conceito de “riqueza total”, o qual compreende: capital natural (recursos naturais), capital físico/produtivo (meios de equipamentos e infraestrutura), e capital intangível (humano, social e institucional) (IPEA, 2020). O indicador de poupança líquida inclui poupança genuína, performance ambiental e superávit ecológico (resultado da biocapacidade menos a pegada ecológica). Na performance ambiental, por exemplo, propõe-se dois objetivos: “saúde ambiental” e “vitalidade dos ecossistemas”; atribui-se pesos diferentes nos objetivos e nos 32 indicadores que subsidiarão diferentes políticas socioeconômicas e ambientais (IPEA, 2020). Percebe-se que governo e suas instituições estão evoluindo para visão transversal e integrada nas dimensões social, econômica e ambiental. 

Instituições francesas: Bem-Estar e Sustentabilidade

Na França a referência de formação na gestão pública é certamente forma L´ENA ou Escola Nacional de Administração da França foi criada em 1945 pelo General de Gaulle. Para além das mudanças legislativas, os servidores estáveis formados pela ENA e outras iniciativas públicas e privadas, tem propiciado inovação e prospecção na integração entre IBEST (indicadores sociais) e sustentabilidade. 

Utilizando-se entre outras a metodologia prospectiva e gestão de projetos, o governo francês conta com o Centre d´Analyse Stratégique, que substituiu o Comissarit Général à la Stratégie et à Prospective (CGSP) que trata estuda, pesquisa e propõe estratégias de implementação das políticas públicas para a França Estratégica . 

Os estudos sugerem atitudes prospectivas do país em relação as questões de sustentabilidade e do IBEST. A visão estratégica inclui temas como:

  • provisão energética e questões ambientais; 
  • a crise epidêmica e a produtividade; 

novas competências profissionais e inadequação com competências atuais;

  • questões territoriais (participação, iniciativas, demandas); parceria franco-alemã (concepções e implicações); 
  • transição ecológica e competências; entre outros. 

Recentemente propôs criar indicadores de (in)sustentabilidade, comparando: limites planetários, situação do mundo e situação/contribuição da França (FRANCE STRATEGIE, 2021, p.13). E acrescenta que a natureza multidimensional e imprevisível afetará nosso bem-estar e o meio ambiente, e nos estimulam a não buscar um indicador sintético de sustentabilidade, mas diferentes dimensões (FRANCE STRATEGIE, 2021, p.12)

O CGSP propicia uma rede de relações reunindo representantes do Estado, Organizações, Instituições Educacionais, Territórios, entre outros atores sociais. A França promove a formação da identidade territorial por meio da construção dos IBEST e a preocupação com a sustentabilidade. Assim, refere-se o Projeto de qualidade de vida na Região Metropolitana de Rennes: 

“hoje existem muitos indicadores confiáveis de bem-estar de sustentabilidade humana e ambiental com base na qual podemos imaginar transformar e reorientar em profundidade as decisões públicas e privadas, a nível internacional e europeu, bem como a nível nacional e local, em territórios e empresas, desde que você tenha vontade e cumpra coletivamente aos valores que eles incorporam. Se eles permitem descrever de forma mais sistêmica o estado de saúde do nosso mundo, e que permitem este fato de tomar decisões "informadas" integrando diferentes dimensões de sustentabilidade, eles também devem demonstrar sua capacidade de direcionar políticas públicas e garantir a sustentabilidade do modelo de crescimento que descrever.” 


O problema da desigualdade é tema premente nas discussões, sobretudo a mensuração de acumulação da riqueza (PIB) vinculada ao aquecimento global, conforme o Acordo de Paris em 2015 (GUIVARCH, 2020). Afinal, o aumento da produção da riqueza, do consumo e a emissão de CO² são tão desiguais quanto as diferenças de responsabilidade ambiental, entre os mais 1% mais ricos e 50% mais pobres, conforme retratado abaixo :

Figura

Fonte

De acordo com a ONG OXFAM apresentando um Relatório Sobre Desigualdade Mundial (OXFAM, 2021) , no Fórum Econômico Mundial de Davos 2021, os indicadores de desigualdade expandiram-se durante a pandemia da Covid-19. A percepção alternativa e inter-relacionando dos indicadores sociais com os de sustentabilidade instiga a repensar os indicadores (contaminados, recuperados e mortes) da pandemia, podendo habituar o cidadão ao estado letárgico das similares informações sobre a doença. 

E a França manifesta-se preocupada com as questões além fronteira, e noticiado em nível mundial sobre o Brasil, como no caso do “desmatamento e queimadas na Amazônia”. Sugere haver indicadores de reinvestimento em educação, saúde e melhoria na qualidade de vida das pessoas daquela região, proveniente da receita da venda de madeira extraída da floresta amazônica; além de poder contabilizar créditos sociais e não somente nos débitos ambientais . A França é atualmente o terceiro país europeu com maior área de reflorestamento ; é demonstrada na maturidade legal e social contrastando com a devastação ocorrida até 150 anos atrás. 

Indicadores Sociais Alternativos: da concepção à realização sociaL 

É tarefa exigente definir o que são atividades essenciais na sociedade, seja em vista da manutenção pessoal ou convívio social; tanto nas questões privadas (familiares) quanto nas institucionais (públicas). Isto ficou visível na falta de consenso para definir “atividades essenciais pela União e poderes Legislativos Estaduais (p. 40-44) . 

Isto talvez aconteça quando as instituições e a política ignoram o

“desenvolvimento endógeno, a natureza flexível e multifacetada da tecnologia, que torna as respostas aos mesmos estímulos condicionadas a aspectos históricos, políticos, institucionais e contingentes da sociedade e da época” . A generalização do capitalismo é equivocada porque ignora as forças-chave que moldam o funcionamento de uma economia” 


Por isso, os indicadores sociais alternativos, poderiam identificar e diagnosticar desigualdades globais e regionais; possibilitando a “individuação” do cidadão, num tempo de globalização neoliberal: “todos os seres humanos são iguais (afirma o capitalismo); mas, como há diferenças naturais entre eles, a igualdade entre os inferiores não pode coincidir com a igualdade entre os superiores (afirmam o colonialismo e o patriarcado)” (BOAVENTURA, 2020, 12) . Complementa a o economista Ailton Krenak (2020): 

“O mundo não é uma pessoa. O mundo, idealmente, seria a humanidade, constituída por gente igual. Como não somos nada iguais…Há divisões... temos coletivos, dentro de uma mesma cidade, hostilizando um ao outro. Há uma guerra entre esses mundos que se articula com as outras irritações de diferentes setores dessa coisa que somos nós todos, mas que não constitui uma comunidade. Somos ajuntamento de povos sem nenhuma afinidade”. 


De outra forma, os Indicadores Sociais possuem qualidades intrínsecas para unificar o essencial para o desenvolvimento da vida humana, na sociedade e com seu entorno. Mas devem ser submetidos ao julgamento de observadores sensíveis e experientes” (DELORES, 1971, P.9). Eles são essenciais para as definições de bem-estar e qualidade de vida. As noções de “necessidades básicas” e “desenvolvimento humano” quando não satisfeitas são identificadas por indicadores como: ‘vulnerabilidade social’ e ‘pobreza multidimensional’, por exemplo. No caso brasileiro, o IPEA criou o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS): “serve também ao Estado para subsidiar análises e decisões sobre a formulação, implementação e avaliação das suas políticas públicas... Ainda, informa a sociedade.” 

Para a identificação do público para as Políticas Sociais foi criado em 2001 o Cadastro Único (CadUnico). Identifica-se em nível municipal, famílias de baixa renda, com renda per capita de até 1/2 salário-mínimo ou renda familiar total de até três salários-mínimos.” O cadastro visa a implementação de programas sociais do Governo Federal . Atualizado em função da pandemia, o governo identificou 73,4 milhões de CPFs cadastrados em 2020 ; equivalente a aproximadamente 35% da população brasileira.

Além da localização das pessoas, a identificação possibilitou a elaboração de Políticas Públicas e Programas Sociais, como: a) Renda Básica ou Universal Basic Income (UBI) ; b) Auxílio Emergencial ; c) Bolsa Família. 

O Programa Bolsa Família de 2004 resultou da unificação e ampliação desses programas sociais num único programa social. Começou pelo programa Bolsa-Escola em 1986, implementado pelo Governo Federal em 2001. O Bolsa Família é a mais importante das políticas sociais do governo brasileiro e é hoje o maior programa de transferência condicionada de capital do mundo ou transferência de renda (IPEA, 2013, p. 28) , segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). É um programa que exigiu a articulação e integração entre Ministérios (Desenvolvimento Social, Educação, Saúde e Economia); e criou instrumentos participação municipal (local – gestores públicos, agentes de saúde) como Índice de Gestão Descentralizada (IGD). Tornou-se referência no mundo, repercutindo em Nova York, com o Opportunity NYC , e República Dominicana , entre outros; e é referência de transferências de renda no mundo. Foi reconhecido até por opositores políticos do governo brasileiro, referindo-se como “impacto extraordinário” .

Portanto, quando os indicadores sociais passam das definições teóricas para a práxis social, torna-se viés de integração social, estrutural e governamental, criando identidades locais e possibilitando vínculos internacionais.

No Brasil ressalta-se dois Indicadores Sociais utilizados: a) o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), amplamente utilizado e adaptado em todos os Estados Brasileiros; b) e o Índice de Progresso Social (IPS), utilizado no mundo, e mais recentemente adotado no Brasil.

A. Índice de Vulnerabilidade Social (IVS)

O IVS resulta da integração os indicadores de Infraestrutura Urbana, Capital Humano e Renda e Trabalho. Pretende sinalizar o acesso, a ausência ou a insuficiência de alguns “ativos” que deveriam estar à disposição de todo cidadão, como condições de bem-estar das populações nas sociedades contemporâneas . Resultando no Atlas da Vulnerabilidade Social se pretendia instrumentalizar a sociedade na análise e compreensão das desigualdades soco espaciais . O IVS é trabalho de parceria entre várias instituições e reúne diferentes atores sociais.

B. Índice de Progresso Social (IPS)

O IPS é utilizado no mundo para medir e comparar progressos sociais e direcionar investimentos, tanto na área pública como privada. Foi desenvolvido pela Organização “Social Progress Imperative”, Harvard Business School e MIT (Massachusetts Institute of Technology). Mede resultados sociais e ambientais com impacto direto na vida da população, parametrizados com os ODS . Considera três dimensões: a) Necessidades Humanas Básicas; b) Fundamentos de Bem-estar; c) Oportunidades. No Brasil o IPS já está em três projetos de parceria público-privado: Campos Gerais no Paraná (municípios da microrregião), Amazônia (socioambiental) e IPS Rio (desenvolvimento urbano).

Matriz para formação de Indicadores Sociais Alternativos

 Aqui você irá escrever o desenvolvimento do seu trabalho.

Conclusão

Os Indicadores Sociais Alternativos seria sobretudo para inserir e resgatar no quadro social aquele(as) que estão historicamente à margem: “que não participam, em um período de desenvolvimento econômico, da prosperidade de outras categorias sociais’. São "aleijados do crescimento (social)", na família (divorciados, idosos, órfãos, filhos ilegítimos ou em “perigo”); como velhos "peso dos inativos”; na saúde (doença crónica, deficiência mental, deficiência física); na justiça (delinquentes); na educação (analfabeto); sociedade urbana (habitantes de favelas e favelas) (DELORS, 1971)

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