GESTÃO DE CUSTO LOGÍSTICO EM UMA TRANSPORTADORA DE PEQUENO PORTE NA REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

GESTÃO DE CUSTO LOGÍSTICO EM UMA TRANSPORTADORA DE PEQUENO PORTE NA REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA

WALISSON MARTINS

Resumo

O presente estudo teve como objetivo auxiliar na gestão dos custos logísticos de uma transportadora de pequeno porte, localizada na região do Vale do Paraíba. Etá pesquisa classifica-se como de natureza aplicada, pois define elementos que contribuem para a causa dos fenômenos. analisou-se a importância do custo logístico dentro do setor de transportes, bem como foram feitas as coletas de dados contábeis referente aos custos que a empresa transportadora tem, seja estes os custos fixos; varáveis e indiretos. para que o gestor posso executar sua função que é a de administrar todo o processo, e assim elaborar em planejamento para que o produto chegue ao cliente final com qualidade e tempo hábil,tem-se a necessidade de coletar e analisar e tabular os dados de modo que o gestor possa gerir seu processo. Portanto a pesquisa utilizou-se de planilhas para auxilio na gestão, foram coletados dados para que os sócios da transportadora pudessem compreender quando aos custos inerente no seu transporte e assim feita uma análise comparando seu frete recebido com o proposto no trabalho. Em diálogo com os sócios, os mesmo explanaram a necessidade de um lucro de 20% do valor de sua despesas, Desta forma pode-se verificar que o frete recebido pela empresa não está gerando lucro, e com o cálculo de incremente de 20% obteve-se uma margem de lucro considerada suficiente para a empresa pudesse manter-se saudável financeiramente. A gestão de custos logísticos apresentada neste trabalho mostrou aos sócios uma forma de repensar sobre o método aplicado que é feito através de cadernos e assim com o trabalho elaborou-se uma planilha modelo par auqe posteriormente possa ser utilizada como auxilio a empresa. Deste modo, nota-se gerir e analisar os dados envolvidos no setor.

Palavras-chave: Gestão de Transporte; Indicadores; Tomada de Decisão; Administração, Processo de Melhorias.

Abstract

This study aimed to assist in the management of the logistics costs of a small carrier, located in the Vale do Paraíba region. This research is classified as applied in nature, as it defines elements that contribute to the cause of the phenomena. the importance of the logistical cost within the transport sector was analyzed, as well as the collection of accounting data regarding the costs that the transporting company has, whether these are fixed costs; variable and indirect. so that the manager can perform his / her function, which is to manage the entire process, and thus prepare in planning so that the product reaches the final customer with quality and timely, there is a need to collect and analyze and tabulate the data of so that the manager can manage his process. Therefore, the research used spreadsheets to aid in management, data were collected so that the partners of the carrier could understand when the costs inherent in their transportation and thus an analysis was made comparing their freight received with that proposed at work. In dialogue with the partners, they explained the need for a profit of 20% of the value of their expenses. In this way, it can be verified that the freight received by the company is not generating profit, and with the calculation of an increase of 20% it obtained - if a profit margin considered sufficient for the company to remain financially healthy. The management of logistical costs presented in this work showed the partners a way to rethink about the applied method that is done through notebooks and thus with the work a model spreadsheet was prepared so that it can later be used as aid to the company. In this way, it is noticeable to manage and analyze the data involved in the sector.

Keywords: Transport Management; Indicators; Decision making; Administration, Improvement Process.

lISTA DE FIGURAS

Figura 1: Movimento do transporte de cargas........................................................................16

Figura 2: Investimentos em transporte da União....................................................................20

Figura 3: Representação dos custos logísticos em relação ao PIB........................................22

Figura 4: Esquema dos custos logísticos................................................................................24

Figura 5: Etapas da pesquisa..................................................................................................33

Figura 6: Fluxograma da viagem.............................................................................................35

Figura 7: Planilha geral............................................................................................................36

Figura 8: Depreciação cavalo e carreta...................................................................................37

Figura 9: Planilha com a síntese dos valores encontrados para cada caminhão....................40

Figura 10: gráfico comparativo entre fretes recebidos propostos e despesas por viagem.

..................................................................................................................................................41

Figura 11: Gráfico comparativo entre o lucro decorrente das práticas de frete atuais e os

resultadores esperados com a proposta de incremento nos fretes..........................................42

LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Fatores de influência nos custos logísticos.............................................................23

Quadro 2: Conceito de Indicadores Interno e Externo em um processo logístico...................29

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Matriz do transporte de cargas no Brasil...................................................................19

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................11

1.1 MOTIVAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DO ESTUDO.........................................................12

1.2 OBJETIVOS......................................................................................................................13

1.2.1 Objetivo geral ................................................................................................................13

1.2.2  Objetivos Específicos ...................................................................................................13

2 REFERENCIAL TEÓRICO...................................................................................................14

2.1 LOGÍSTICA.......................................................................................................................14

2.2 FUNDAMENTOS DO TRANSPORTE...............................................................................15

2.2.1 Tipos de modais de carga...............................................................................................17

2.2.2 Classificação dos modais de transportes........................................................................17

2.2.3 Operador Logístico .........................................................................................................20

2.3 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS................................................................................21

2.3.1 Custos Logísticos.............................................................................................................21

2.3.2 Custos Fixos....................................................................................................................24

2.3.3 Custos Variáveis..............................................................................................................25

2.3.4 Custos Diretos.................................................................................................................26

2.3.5 Custos Indiretos...............................................................................................................27

2.4 DESEMPENHO LOGÍSTICOS........................................................................................,..27

2.4.1 Indicadores de desempenho logísticos............................................................................28

3 MATÉRIAS E MÉTODOS..................................................................................................... 30

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA................................................................................. 30

3.2 METODOLOGIA DA PESQUISA....................................................................................... 31

3.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.........................................................................  32

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................................... 34

4.1 CUSTOS FIXOS COM OS SERVIÇOS............................................................................. 36

4.2 CUSTOS VARIÁVEIS COM OS SERVIÇOS.................................................................... .37

4.3 CUSTOS INDIRETOS COM OS SERVIÇOS.................................................................... 38

4.4 CONSOLIDAÇÃO DOS DADOS E OUTROS LANÇAMENTOS....................................... 38

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................43

REFERÊNCIAS......................................................................................................................  45

ANEXOS................................................................................................................................   49

Introdução

No atual cenário logístico, analisar e compreender os elementos que compõem a Gestão dos Custos, representa uma das principais preocupações do empresário, que precisa saber manter um equilíbrio entre os esforços realizados e benefícios obtidos. Desta forma, implementar estratégias que atendam a gestão de custos é fundamental para melhor estruturar os resultados operacionais da organização. Trata-se de um meio para obter a melhoria dos processos e a sobrevivência no competitivo mercado atual.

Para Nieddermeyer (2014), um dos principais problemas do transporte no Brasil, concentra-se na prática da gestão eficaz. O melhor autor comenta que, em empresas em que a gestão está presente de forma eficaz, certamente existe a preocupação com a estratégia, e, em consequência, ocorre a correta escolha dos modais para o transporte com otimização de toras, redução de custos   e melhorias no setor.

Pardo e Camilo (2014) afirmam que o gestor possui informações nas quias consegue planejar estrategicamente e estabelecer planos táticos e operacionais com os recursos que dispõe, atendendo ao cliente de forma eficiente, com qualidade e prazo hábil.

De Acordo com Boff et al. (2015) para que o gestor consiga resultados positivos e que facilitem o processo logístico, gerando economia, agilidade e informações pontuais para que a organização e clientes, é necessário analisar os custos envolvidos nesse processo. Para Fleury  et al; (1997) entender a estrutura de custo logísticos é permitir, dentro do contexto de parceira, o desenvolvimento de estratégias focadas na melhoria continua de suas operações no qual implica na melhoria indireta para o cliente. Pardo e Camilo (2014) afirmam que os custos logísticos afetam diretamente o preço de venda de produtos e/ou serviços em u mercado que vem diariamente evoluindo com novos métodos e estratégias.

Hendriksen e Van (1999) definem como o custo o valor vigente dos recursos econômicos que são consumidos ou que serão consumidos na compra dos bens /ou serviços que serão utilizados nas operações, ou seja, é o valor de troca.

Pardo e Camilo (2014) informam que os gestores de custos logísticos precisam estar alertas a todos os gastos, desembolsos, investimentos, custos, despesas, perdas, pois todos estes fatores interferem para a formação do preço final do produtos e/ou serviço.

De acordo com Pardo (2011) o desafio dos gestores logísticos reque obter dados de registro do setor contábil, analisar os mesmo para que estejam de acordo, e assim transforma-lo em informações que levem a adequadamente a futuras tomadas de decisão no setor.

Campos e Melo (2008) citam que para o auxílio de eventuais tomadas de decisões faz-se o uso dos indicadores de desempenho que são umas ferramente na qual a organização consegue monitorar determinados processos, para que este seja alcançado, e as decisões concretizadas da melhor forma.

 MOTIVAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DO ESTUDO

Um dos principais desafios que a empresas do setor logísticos estão enfrentando é a de equacionas os custos. A importância dos custos logísticos vem aumentando conforme aumenta-se a exigência dos clientes, que cada vez mais estão passando a exigir maiores demandas, na qual impactam diretamente na lucratividade das empresas (BOOF at al., 2015) .

Segundo Pardo e Camilo (2014) a função dos custos logísticos é coletar dados contábeis, traduzi-los e transforma-los em informações oportunas a área da logística e assim auxiliar em tomadas de decisões. Para alcançar as eventuais tomadas de decisões cabe aos gestores consolidar as informações necessárias, bem como coordenar o processo.

O processo de gestão fazem com que as coisas fluam como foram planejadas e que ao final defina o resultado das ações implementadas ( CERTO; PETER, 1993).

Para que as ações sejam implementadas, ou seja, para que as eventuais tomadas de decisões se consolidem faz-se o uso de indicadores de desempenho que é uma ferramenta que monitora as atividades que agregam  valor a organização, isto é. são um meio para se analisar o cumprimento ou não dos objetivos previamente planejado pelos gestor. Os indicadores são o aval final para tomadas de decisões ( ÂNGELO, 2005).

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL  

Estudas a aplicação de processos de gestão aos custos logísticos no setor de transporte em uma empresa de pequeno porte na região do Vale do Paraíba.

Objetivos Específicos

  • Descrever os processos realizados pela empresa estudada para prestação de serviços de transporte;
  • Levantar os dados envolvidos com os custos logísticos para este serviço;
  • Estruturar uma ferramente para tubulação e análise dos dados levantados;
  • Elaborar uma proposta para monitoramento dos principais custos envolvidos na gestão de transporte da empresa.

referencial teórico

Este tópico tem por objetivo elaborar a revisão bibliográfica do tema abordado na presente pesquisa e discutirá alguns conceitos que são fundamentais para um melhor entendimento perante o assunto abordado.

logística

A logística faz parte do cotidiano das pessoas desde os primórdios. Nas guerras, os líderes militares já se utilizavam da logística, as batalhas eram longas e nem sempre aconteciam próximas da cidade e/ou centros de abastecimentos. Com isso, era necessário que as tropas carregassem tudo o que iriam utilizar e ainda existia a necessidade de se deslocarem por longas distâncias (OLÍVIO, 2013).

A palavra logística vem do grego logos que significa razão, com como logistiki que significa administração financeiras (DIAS, 2012).

Christopher (2013) define a logística como o processo de gestão estratégica de compra, transporte e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados, bem como o fluxo de informações relacionados ao processo, por meio de organização e marketing, de tal modo que a rentabilidade possa ser maximizada através da entrega de produtos, com o menor custo-benefício.

De acordo com Pozo (2007), a logística estuda métodos de alcançar um melhor nível de rentabilidade no processo e possibilita a satisfação completa ao cliente. Da mesma forma ainda precisa garantir retorno ao empreendedor, com planejamento, organização e controle nas atividades de armazenagem.

Para Olívio (2013) a logística trata-se de planejamento, organização, controle e realização de tarefas associadas a armazenagem, transporte e distribuição de bens e/ou serviços até o consumidor final. Carneiro e Colla (2010) resumem como a gerência desde a chegada das matérias primas ainda em processo até o momento em que o produto é colocado a disposição do cliente final.

A logística envolve elementos materiais, humanos, tecnológicos e de informação, otimizando o uso de recursos e eficiência e a melhoria dos níveis de serviço ao cliente, sempre objetivando a redução de custos, e a eliminação de processo que não agrega valor para o cliente ( NOVAES, 2001).

Segundo a Associação Brasileira de Logística - ABRALOG o termo logística é definido como:

  O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenagem eficiente e de baixo custo de matérias primas, estoques em processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender os requisitos do cliente (ABRALOG, 2015).


Benzatto (2005) relata inicialmente o foco da logística era no transporte, movimentação e armazenagem de materiais, dando destaque à função e não ao processo. Desde o momento em que as organizações passaram a dar maior importância ao serviço ao cliente, aconteceu à ampa evolução da logística. Devido a mudança as empresas repensaram o foco do processo logístico dando um enfoque mais estratégico a menos operacional.

Ballou (2006) evidencia que a logística deve ser vista como um processo, no qual inclui as atividades mais importante que condem bens e serviços aos consumidores, onde e quando eles desejarem e/ou precisem.

Bowersox e Closs (2001) complementam dizendo que a logística é a habilidade de projetar e administrar sistemas controlando a movimentação e a localização geográficas de matérias-primas, trabalhos em processos e produtos acabados ao menos custo total. As atividades logísticas que são bem planejadas tem maior chance em oferecer os melhores serviços aos clientes.

Atualmente a logística não é mais considerada uma simples atividade de apoio ás operação empresariais, mas sim como um dos principais elementos estratégia das empresas ( MACHADO; SOUZA, 2006).

FUNDAMENTOS DO TRANSPORTE  

Para Ballou (2006) o transporte representa o elemento mais importante em termo de custos logísticos. Na qual a movimentação de carga pode chegar a absolver de um a dois terços do custo logístico total. para isso, o operador logístico precisa conhecer a questão transporte.

Branco (2007) complementa que os ganhos econômicos oferecidos por um sistema de transporte eficiente são claros. Com ferramentas que podem aumentar a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional, de modo consequente estimula a novas conquistar de mercados, sendo a implantação de um sistema logístico inevitável para o alcance de melhores estratégias.

De acordo com Fleury et al. (1997) a atividade transporte pode ser simplificada conforme a figura 1. Na qual basicamente a movimentação do transporte de cargas por parte de transportadoras é carregar o produto e/ou matéria-prima e descarrega-la no cliente. Administrar esse processo é um método de garantir com que o produto chegue ao cliente.

Figura 1 — Movimentação do transporte de Cargas
Movimentação do transporte de CargasAdaptado de Fleury (1997)


A função do transporte de uma empresa é atender ao cliente, com velocidade, confiabilidade e flexibilidade ( MARTINS; ALT, 2002).

O transporte pode ser com frota própria, arrendamento mercantil ou transportadora terceirizada, mais cada garatam a escolha ( DIAS, 1993).

Os autores Carneiro e Colla (2010) compreende este ocorrer na forma aeroviária, ferroviária, rodoviária, dutoviária e hidroviária.

 Tipos de modais de carga

Segundo Paoleshi (2009) existe a necessidade de diferenciar modal, multimodal e intermodal, pois cada um deles trata-se um termo especifico. Quando o termo é modal correspondente  ao deslocamento de carga por um único meio de transporte, na qual cada transportador emite o seu próprio documento de transporte. Para o termo multimodal Dias (2012), descreve como a combinação de vários modos de transporte, tomando mais rápida e eficaz as operações, é vários modos de transporte, tomando mais rápida e eficaz as operações, é resumidamente aquele em que é necessário mais de um tipo de veiculo para levar a mercadoria desde a sua origem até o destino final, e o documento utilizado é único.

Paoleschi (2009) explica o intermodal como deslocamento que é feito por vários meios de transporte, no qual um único transportador organiza o transporte do ponto de origem,via um ou mais pontos de interligação, até que se chegue ao seu ponto final, os documentos podem ser divididos devido a sua interligação.

Classificação dos modais de transportes

Os modais de transporte de cargar podem ser divididos por seguintes maneiras: aéreo; ferroviário; hidroviário; dutoviário e rodoviário, sendo melhor explicados a seguir:

a) Aéreo: Paoleschi (2009) comenta que modal é ideal para mercadorias de alto valor agregado, com pequeno volume e com urgência na entrega. Para Dias (2012) as vantagens desse sistema de transporte é atender longas distâncias; mercadorias com elevado valor; alta velocidade no transporte; seguro e suas desvantagens elevado valor de frete pouco flexível, devido a trabalhar terminal a terminal e não é compatível com distâncias curtas.

b) Ferroviária: Foi um predominante modo de transporte até a década de 1960 devido a galta de caminhões e a falta de infraestrutura de malha rodoviária (BERTAGLIA, 2003). Destina-se o transporte ferroviário para grandes volumes e massas, no qual possuem custo unitário baixo (DIAS, 2012)

Segundo Paoleschi (2009) as vantagens é que o transporte ferroviário é mais adequado para longas distâncias e grandes quantidades; menor custo de frete e de seguro, as desvantagens são pouca flexibilidade no trajeto; grande dependência de outros transportes e diferença de largura das bitolas que podem impossibilitar o cumprimento de determinadas rotas ( este aspecto é mais fortemente percebido na Europa que convive com rotas internacionais em que as bitolas dos trilhos são diferentes em cada pais).

c) Hidroviário: Considerado como o modo de transporte mais antigo, mas com o passar do tempo foram sendo substituídos os veleiros originais por barcos a vapor em 1800 e por motor a diesel em 1920. Existem duas modalidades para este transporte: a marítima e a fluvial, respectivamente para a navegação (CARNEIRO COLLA,2010).

d) Dutoviário: O transporte pode ser dividido em: oleodutos (produtos em grande maioria petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool e outros); minerodutos  ( sal-gema, minério de ferro e concentrado fosfático) e os gasodutos ( trasporte de gás natual).

A modalidade de transporte dutos vem revelando com uma das formas mais econômicas de transportes de grandes volumes (PAOLESCHI, 2009). Para Dias (2012) suas vantagens estão em ter longa vida útil para líquidos ou gases e suas desvantagens é não adaptar a muitos tipos de produtos e seu investimento inicial é considerado elevado.

e) Rodoviário: É o mais significativo transporte de cargas do Brasil, pois atinge praticamente todos os pontos do território nacional. Segundo Paoleschi (2009) o modal representa 62% de carga transportada, relata que algumas rodovias apresentam o estado de conservação ruim, acarretando no aumento de  custo de manutenção dos veículos, bem como utilizava uma frota muito antiga chegando a aproximadamente 118 anos, além de estar sujeita a ação de criminosos que roubam cargas e elevados números de acidentes.

Dias (2012) comenta sobre as vantagens do modal rodoviário, que tem um manuseio simples; grande cobertura geográfica; baixo investido para o transporte comparado com os demais modais; embalagens com custos menores; rápido e eficaz; ideal para a distância curtas e médias; menor capacidade de carga, porém maior custo operacional e suas desvantagens que são baixa confiabilidade, produtividade e velocidade média; elevado consumo de combustível e desgaste grande da frota.

A confederação Nacional de transporte informou através do boletim de Fevereiro de 2015, conforme apresentado na Tabela 1, que o transporte rodoviário continua a lidera o ranking dos moais com 61,1% (CNT, 2015).

Figura 2
Figura 2CNT (2015)

A CNT (2015) também apresentou um gráfico referente aos recursos investidos em 2014 pela União nos modais de transporte e pode-se observar por meio da Figura 2 que o transporte rodoviário liderava com 65,1% dos investimentos. Dados que entraram para o cálculo foram considerados somente até Dezembro de 2014. 

Figura 3 — Figura 2
Figura 2CNT (2015)

A presente pesquisa teve como principal foco o transporte rodoviário, o modal utilizado pela empresa estudada.

 Operador Logístico

Operador logístico é um fornecedor de serviços logísticos integrados que demanda atender de forma eficiente as necessidades logísticas de seu clientes de forma individualizada. Porem ser configurados para investimentos em transportes, armazéns e máquinas, ou para operador de conhecimentos na gestão de operações logísticas ( ALBUQUERQUE; VASCONSELOS, 2004).

Dias (2012) define operador logístico como uma empresa prestadora de serviços especializada em coordenar, gerenciar e realizar todas ou algumas parte das atividades logísticas anexas ás várias fases da cadeia de abastecimento, adicionando valor aos produtos do clientes.

Novaes (2007) cita o operador logístico de serviços logísticos que possui habilidade no setor de atividades logísticas, executando funções que podem abranger todo o processo logístico de uma empresa cliente e/ou somente parte dela.

De acordo com os Dias (2012) basicamente são três as atividades que o operador deve exercer: controle de estoque, armazenagem e gestão de transporte. O autor enfatiza também que o operador está diretamente ligado com a terceirização, que é método cada vez mais crescente no Brasil.

 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS

Pardo e Camilo (2014) afirma que gestão de custos logísticos consiste na evolução natural pensamente administrativo, que questiona os mais  variados recursos organizacionais como necessário para que haja o bom desenvolvimento de organização  e conquiste os objetivos, tanto da organização, como também do mercado.

Segundo Christopher (2013) este processo é a chave para o sucesso, pois acontece desde a realização do pedido até a sua entrega ao consumidor final, ao mesmo tempo em que visa ir ao encontro do desafio competitivo de aumentar a velocidade de resposta àquelas necessidades do mercado. Para Dias (2012) não pode haver gestão e controle e todo um processo moderno de logística sem a informático e sem internet.

Os objetivos da gestão de custos logísticos é ter maior qualidade; com baixo custo e flexibilidade, além de tempo de resposta mais rápidos (CHRISTOPHER, 2013).

 Custos Logístico  

Pardo (2011) argumenta que a preocupação com o custo logístico começou a ser notória há pouco tempo. O autor defende que o termo Logística é um campo relativamente novo no que diz respeito a gestão, comparado com a administração da demais áreas da empresa que existem há muito tempo.

Faria e Costa (2007) explanam que a função custos tradicionalmente era ligada a controladoria das empresas, mas a realidade na maioria dos casos de micro, pequenas e médias empresas são de que não há um departamento com está responsabilidade especifica.

Quando se trata de desafios nas empresas no que diz respeito a aspectos logísticos é fundamental que se analise a questão de custos. Cada vez mas os clientes exigem alta qualidade nos serviços prestados. Neste confronto de interesses, cabe ao empresário saber harmonizar custos e lucratividade, em um desafio de difícil solução que exige além de conceitos de contabilidade, uma correta modelagem matemática e econômica (BOFF, 2012).

Pardo (2011) menciona que em um processo logístico, tomando por base o PIB (Produto Interno Bruto) nacional, a atividade de transporte representa o maior percentual dos custos, conforme pode ser observado na Figura 3.

Figura 4 — Figura 3
Figura 3Pardo (2011)

Por meio da Figura 3 é possível perceber a participação do transporte nos custos gerais que incidem no processo logístico, entende-se desta forma a grande preocupação que precisa existir neste gerenciamento. Acrescenta-se a isto, considerar que a atividade de transporte é altamente sensível em relação a satisfação dos clientes, ou seja, qualquer ação de redução de custos poderá impactar na percepção do cliente quanto a qualidade do serviço.

Para Pardo (2011), a gestão de custos logísticos está ligada a adoção de modelos específicos de apurações das diversas variáveis envolvidas no processo logístico. Para tanto existe a necessidade de conhecer profundamente a complexidade de itens ligados a operações da empresa. Parte-se pressuposto que sistema mais simples implicarão em modelos básicos de gestão de custos, com poucas variáveis e de monitoramento mais fáceis de serem realizados. Em contrapartida, empresas maiores, com grandes frotas e diversidade de rotas de transporte exigirão modelos gerenciais mais complexos, normalmente funcionando em plataformas computacionais de alto custo.

Para Bowersox e Closs (2001) existem fatores econômicos que influenciam os custos logísticos, conforme pode-se observar Quadro 1.

 

Quadro 1 — Fatores de influência nos custos logísticos,
  
FATORINFLUÊNCIA
Distância Compreende ao fator de maior influência no custo, influencia os custos variáveis fazendo com que o custo de frete por km rodado diminua com o aumento da distância, em virtude de os custos fixos permanecerem estáveios.
VolumeO custo de transporte unitário diminui com o aumento do volume de carga. Com uma carga cheia e a ocupação completa capacidade do modal de transporte possibilitam a diluição dos custos por unidade transportada.
Densidade É a relação entre peso e volume. O modal normalmente tem maior restrição de espaço do que de peso. Portanto, quanto maior for a densidade, melhor aproveitamento da relação peso/volume.
MercadoElementos que podem afetar os valores dos fretes, tais como a sazonalidade, facilidade de encontrar cargas de retorno, condições mais uniforme melhor.
Facilidade de acondicionamentoRefere-se a uniformidade das dimensões da carga; Exemplo: caixas de tamanhos diferentes dificultam a ocupação volumétrica, quanto mais uniforme melhor.
Facilidade de manuseioCaso haja necessidade da carga utiliza-se de equipamentos especiais para carga e descarga, os custos serão maiores.
ResponsabilidadeÉ nível de responsabilização por eventuais avarias, reclamações, roubo, incêndios, entre outros. 
Bowersox e Closs (2001)

Os custos logísticos da empresa transportadora podem ser classificados em Fixos e Variáveis, na qual se assume como nível de atividade da empresa a quilometragem percorrida (FLEURY, 1997).

Lima (2005) complementa os conceitos apresentados por Fleury ( 1997 ), esquematizando os custos logísticos envolvidos em uma empresa transportadora, em Diretos e Indiretos, como pode ser observado na figura 4, Na sequência são apresentadas e exemplificadas as quatro modalidades de custos propostas pelos dois autores.

Figura 5 — Figura 4 - Esquema dos custos
Figura 4 - Esquema dos custos Lima (2005)

 

Custos Fixos

Pardo e Camilo (20140 definem como custos fixos, aqueles desembolsos que ocorrem mesmo não havendo uma operação produtiva (manufatura o serviço), indiferentes de estar direta ou indiretamente relacionados ao produto. Segundo os autos, os custos fixos não sofrem alteração de valor caso aumente ou diminua a produção.

Fleury (1997) e Moreira (2004) completam dizendo que estes custos independem do volue da produção, ou seja, se existir ou não produção o custo fixo total é o mesmo, ressalta-se que embora sejam custos fixos, os mesmo estão sujeitos a mudança devido a correções da moeda.

Bertó e Beulke (2005) reafirmam Moreira (2004) ao relatarem que os custos fixos se mantêm inalterados face ao volume de atividade, ou seja, não se modificam em razão do crescimento ou da retração do volume dos negócios dentro desses limites.

Pardo e Camilo (2014) mencionam exemplo de custos fixos em geral: aluguel, instalações, equipamentos, salários, segurança, entre outros.

Pardo (2011) apresenta a equação (1) para o cálculo fixos de transporte para uma empresa hipotética.

TCF = Cdep + Ccap + Cadm + Cipva/so + Cpessoal      Eq. (1)

Em que:

TCF= Total dos custos fixos.

Cdep= Custo de depreciação do veículo.

Ccap= Custo do capital parado.

Cadm= Custo de administração de frota.

Cipva/so= Custo de IPVA e Seguro Obrigatório.

Cpessoal= Custo de pessoal.

Pardo (2011) afirma que grande parte dos valores utilizados para o cálculo do custo fixo total decorre de valores que normalmente são levantados em operações do setor contábil, portanto há a necessidade de que estes valores sejam obtidos com muito cuidado para que não ocorram erros posteriores.

Custos Variáveis

Por custos variáveis, Fleury (1997) aponta que são aqueles gastos que podem variar de acordo com a produção e/ou quantidade de trabalho, ou seja, conforme a quantidade produzida pela empresa estes custos aumentarão um uma determinada proporção. Alguns exemplos de custos variáveis apontados por Pardo e Camilo (2007) são: matéria-prima, embalagens, fretes, fornecedores, água, energia elétrica, entre outros.

De acordo com Horngren et al. (1997) o custo variável é aquele que se altera em montante em proporção ás alterações num direcionador de custo.

Pardo (2011) apresenta a equação (2) para cálculo dos custos variáveis no setor de transportes.

TCV = Ccomb + Cóleo + Clav/lub + Cpneus + Cmanu + Cped  Eq. (2)

Em que:

TCV = Total dos custos variáveis,

Ccomb = Custo de combustível .

Cóleo = Custo de trocas de óleo.

Clav/lub Custo de lavagens e lubrificação.

Cpneus = Custo de pneus (novos e recapagens)

Cmanu = Custo de manutenção

Cped  = Custo de pedágios.

Martins (2003) menciona que o cálculo para os custos logísticos, serão considerados os fixos aqueles que possam ser diretamente alocados ao produto e/ou serviço e custos variáveis aquele que de uma fora ou outra necessitem de uma divisão.

Custos Diretos

De acordo com Pardo e Camilo (20140 os custos diretos são aqueles que podem ser identificados e são diretamente a cada tipo de bem ou atividade de custo. Os custos diretos são mensuráveis e constituídos por todos aqueles elementos de custo individualizáveis com respeito ao produto e/ou serviço.

De acordo com Silva (2008) este custos está diretamente identificado e associado ao produto, e não necessita de qualquer critério de rateio (método de alocar custos) para essa associação, além de ter fácil identificação ao produto o processo produtivo,

Segundo Bertó e Beulke (2005) os custos diretos devem ser identificados diretamente em cada unidade vendida. Como exemplos citam: os custos relativos á compra de mercadoria, nas despesas relativas ás vendas, como ICMS ( Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Seviços), PIS ( Programa de Integração Social ), COFINS ( Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), etc.

 

Custos Indiretos

Pardo e Camilo (2014) definem como indiretos aqueles custos relacionados a um determinado objeto, mas que não podem ser identificados como este de maneira economicamente viável, são alocados por meio de rateio e aqueles que não se pode apropriar diretamente a cada tipo de bem e/ou função de custo no momento de seu acontecimento. Horngren et a. (1997). apud Pardo e Camilo (2014) ilustram que os custos indiretos são de difícil alocação, pois não estão diretamente relacionado ao produto, necessitando de um critério de rateio para apropriá-los ao produto.

Bertó e Beulke (2005) resumem como os custos indiretos dão sustentação ao funcionamento das atividades. Em geral eles apresentam como características a impossibilidade de ser medidos, identificados, quantificados diretamente em casa unidade. 

Silva (2008) menciona que o custo indireto é aquele cuja associação direta ao produto não é possível; esse custo necessita de critério de rateio para sua alocação. O autor cita como alguns exemplos: depreciação, mão-de-obra indireta, seguros, aluguel.

DESEMPENHO LOGÍSTICO

O desemprenho logístico representa o resultado da conexão sistemática entre a estratégica organizacional  e os processos logísticos, e procuro a obtenção da melhoria continua, ou seja, decorre das ações organizacionais que são desenvolvidas e direcionadas para o resultado deseja (ARAUJO, 2001).

Segundo Yuen (2006) as medidas de desempenho fornecem resposta gerenciais necessárias para eventuais tomadas de decisões. Estas medidas podem ser monitoramento de processo; diagnóstico de problemas; suporte quanto a tomadas de decisões e direcionamento de ações de melhoria, quer dizer, facilitam e identificam o estágio em que o processo se encontra.

Para Zago et al. (2008) entender as medidas de desempenho no setor da logística é um grande desafio, pois a logística é considerada um processo orientado e os serviços que ela executa incluem diversos resultados tais como entrega no prazo, ordem de execução, rotas, tempo, etc., que estão associados. Diversas organizações estão envolvidas nos processos logísticos e o seu desempenho muitas vezes difere entre os distintos fornecedores.

 Indicadores de desempenho logístico

De acordo com Ângelo (2005) os indicadores de desempenho têm sido muito utilizados como uma estratégia no controle de qualidade dos processos produtivos, recebendo também, especial atenção, em aplicações de outras finalidades. Na logística a função desses indicadores é avaliar e auxiliar no controle do desempenho logístico.

Segundo Zago et al (2008) os indicadores são determinados de acordo com a área de atuação das organizações, tendo sido aprimorados ao longo dos últimos tempos partido de aplicações exclusivas do setor financeiro para uma perspectiva sistêmica que atende os demais setores da empresa. Zago et al (2008) complementam Araujo (2001) afirmando que os indicadores são específicos por setor e/ou área e desem ser elaborados pela equipe com participação dos gestores, para que se garante a união de interesses em direção ás metas estipuladas. Zago et al, (2008) afirma também que estes indicadores conduzem os negócios para as tomadas de decisões e futuras melhorias cujo objetivo é atender as necessidades dos consumidores e em consequência promover o sucesso das organizações.

Os indicadores adequam ás empresas diferentes métodos de mensurar o seu desempenho; porém definir essa medição é uma tarefa considerada complexa, pois este processo integra física (operações) e lógica (gestão), cuja aplicação não apropriada pode acarretar em mensurações falsas (ANGELO, 2005). Ainda segundo o autor os indicadores logísticos podem monitorar a qualidade do setor logístico interna ou externamente (parceiros e/ou fornecedores) conforme o Quadro 2.

Martins e Costa Neto (1998) definem que os indicadores de desemprenho são um meio para auxiliar a gestão, e não um fim em si mesmo, ou seja, são úteis para que o sistema de ges~tao possa controlar e identificar necessidades, e promovendo a melhoria do processo, e, por consequência, a satisfação dos clientes.

Quadro 2 — Connceito de Indicadores Interno e Externo em um processo logístico.
SETOR PROCESSO
InternoAcompanhamento de desempenho dos processos internos á organização, tal como: giro de estoques, ruptura de estoques, etc.
ExternoAcompanhamento do desempenho dos serviços prestadores pelos parceiros da organização, tais como: entregas no tempo previsto, tempo de ressuprimento do fornecedor. etc.
Ângelo (2005).

Empresas prestadores de serviços de transporte, tipicamente apresentam setores especializados em funções que se integram continuamente. Diferentemente de organizações tradicionais, este tipo de empresa trabalha com processos tais como: gestão de estoque; armazenagem; atendimento ao cliente e a gestão de transportes; que exigem controle e gestão muito específicos. Para tanto, entende-se que gerenciar empresas da área de serviços de transporte exige o domínio de indicadores de desempenho do setor logístico que trabalha com variáveis e aspectos a ele peculiares. Para a realização deste trabalho, foram criados indicadores específicos de transporte logístico na área de gestão  de transportes, procurando oferecer ao empresário uma melhor forma de obter excelência em seus processos.

MATERIAIS E MÉTODOS

CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A empresa em estudo é uma transportadora de pequeno porte, localizada no Vale do Paraíba, funcionando no mercado há 29 anos, que contava, em fevereiro de 2015, com 10 funcionários, sendo nove motorista e uma secretária; o capital é dividido entre os sócios que também exercem funções administrativas. A organização atua no setor de logística como uma prestadora de serviços terceirizados para grandes indústrias alimentícias da região, geralmente cooperativas.

A área a abrangência dos serviços da empresa engloba os seguintes estados brasileiros; Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais.

De acordo com a gerência da empresa, as principais cargas são constituídas por: carne de frango, suína e de peixes, cereais, ferro, celulose e alimentos em geral.

Para o transporte dessas mercadorias a organização estudada conta com nove veículos, sendo um tipo graneleiro, um sider e sete carretas frigorificas.

Quanto ao atendimento aos clientes, a empresa mantém contrato com duas grandes cooperativas agroindustriais da região do Vale do Paraíba o que lhe garante uma condição bastante favorável e segura quantos aos planejamentos futuros.

Estes contratos mantêm a frota dos nove caminhões praticamente ocupada em suas totalidade, o que, por um lado garante aos sócios uma boa taxa de ocupação de equipamentos, mas por outro lado, impede que novos serviços possam ser prospectados a curto prazo, visto os custos iniciais de se investir em um novo veículo.

  • Graneleiro é uma carreta usada para transporte de produtos secos em geral grãos, com abertura na parte superior.
  • Sider é uma carreta usada para transporte de produtos secos, com abertura lateral feita de material especial de lona, facilitando as operações de cargas e descarga.
  • Carreta frigorifica usada para transporte de produtos resfriados ou congelados.

METODOLOGIA DE PESQUISA

Segundo Gil (2009) pesquisa é um modo racional e contínuo, cujo objetivo possibilita respostas aos problemas que são propostos. Conforme o mesmo autor, faz-se uso de uma pesquisa quando o fenômeno não dispõe de informações capazes de responder o problema, ou se a realidade contiver as informações em total desalinho que não possa se adequar ao problema. Silva e Menezes (2001) mencionam que pesquisa é a busca por respostas para as indagações propostas.

A presente pesquisa pode ser classificada como de natureza aplicada.                                       Segundo Gil (2009) existe três tipos de pesquisa: descritiva, exploratória e explicativa.                         Pesquisa descritiva busca explicar as características de um fenômeno e/ou população, ou estabelecer relações entre as variáveis. Pesquisa exploratória e explicativa é definida pelo autor  como a familiarização dos dados, construindo hipóteses ou deixando estes de fácil entendimento. E pesquisa explicativa tem como objetivo definir elementos que determinam e/ou contribui para a causa dos fenômenos. Para a condução deste trabalho, entende-se tratar de uma pesquisa exploratória.

Está pesquisa foi realizada, basicamente, em duas etapas: a primeira consistiu em buscar, junto á empresa, informações referentes ao processo de prestação de serviços de transporte em que a empresa atende principalmente ás cooperativas da região; a segunda parte do trabalho constituiu em levantar fluxos das operações do transporte compreendendo os principais fatores inerentes na formação dos custos envolvidos.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Conforme o descrito no item anterior, as duas fases da pesquisa foram sintetizadas em duas macroetapas que podem melhor entendidas na Figura 5 e descritas na sequência.

A revisão bibliográficas proporcionou a pesquisa em matérias já publicados sobre o assunto um melhor entendimento perante aos conceitos utilizados, bem como suas definições. Com a base teórica já desenvolvida as etapas se iniciaram.

A primeira etapa consistiu da realização de visitas na empresa em estudo, na qual acontecerem diálogos com os sócios e com a atual secretária que é responsável pela gestão logística da transportadora e da sua observação quantos aos métodos e procedimentos utilizados para administrar sua frota.

Figura 6 — Etapas da Pesquisa
Etapas da PesquisaO autor (2021)

A segunda etapa ocorreu com a criação de uma planilha em que foram lançados os dados obtidos por meio dos cadernos com anotações históricas dos gastos durantes as viagens dos caminhões, e os valores adquiridos junto a gerência e a contabilidade da empresa. Os dados foram tubulados e transformados em indicadores para acompanhamento e comparação de desempenho individual e coletivo dos veículos da frota. Deste processo observou-se que existe uma grande diferença entre os valores de fretes definidos em contratos com as clientes e o mínimo esperado para que a empresa possa manter-se no mercado. Posteriormente foi elaborada uma planilha modelo para que a empresa possa acompanhar melhor seus gastos e assim obter uma boa gestão de custos logísticos de fácil adaptação e com resultados sucintos..

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Durante o período em que o estudo foi realizado, levantou-se que a empresa não adotava procedimentos sistematizados de coleta e armazenamento de dados para a gestão dos custos logísticos. Por se configurar em uma estrutura familiar, em que a informalidade por vezes impera no cotidiano empresarial, percebeu-se dificuldades para descrever os processos, dentro os quais o monitoramento dos custo relacionados com a frota. Entretanto, o empresários costumava anotar alguns desembolsos gerais por caminhão em nove pequenos cadernos que tinham sido criados para esboçar uma proposta de monitoramento dos resultados da empresa. O método de gestão é considerado simples cada caderno representa anotações de um caminhão no qual totaliza a frota atual de transportadora, são anotados dados do dia da viagem como valores gastos com pedágio, combustível e óleo. No qual estes dados ao fim  de cada mês são somados como forma de finalizar a viagem. alguns detalhes destes cadernos podem ser observados nos Anexos A e B.

O processo da viagem acontece da seguinte forma: a empresa cliente comunica (por telefone ou Whatsapp) a transportadora sobre a viagem, o motorista é avisado (também por telefone ou Whatsapp) sobre o destino e a carga; este deverá pegar no escritório da empresa, os documentos e dinheiro em espécie necessário para o transporte. A empresa adota a política de fornecer numerário aos motorista para quem paguem pedágios e eventuais despesas decorrentes do trajeto. O motorista verifica as necessidades de combustível, óleo lubrificante e de higiene (para casos especifico de frigoríficos) do do caminhão e providencia sua solução no posto de combustível localizado próximo ao escritório da empresa. O motorista se desloca até a indústria para o carregamento do caminhão e retirada de demais documentos necessários á viagem e inicia o trajeto.

No transcorre da viagem é obrigação do condutor recolher todos os comprovantes de pagamento de pedágio, combustível, consertos do veiculo ou outra despesas que por ventura ocorram, e entregá-los á secretária imediatamente ao final do transcurso. Os gastos decorrentes da viagem são anotados nos pequenos cadernos e ao final do mês a secretária efetua os cálculos totais dos gastos envolvidos com todos os veiculo. O pagamento feito pelas clientes ocorre uma vez ao mês, entretanto, existe o acompanhamento dos valores relacionados a cada viagem interindividualmente para conhecimento tanto da transportadora quanto da contratante.

Em um período considerado pela empresa como normal, cada caminhão realiza quatro viagens por mês, pois os principais destinos das viagens contratadas são nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro que exigem pelo menos 2 dias desde a saída até o retorno para origem.

Para exemplificar o procedimento da viagem descrito anteriormente, foi elaborado o fluxograma que pode ser visto na Figura 6.

Figura 7 — Figura 6: Fluxograma da viagem.
Figura 6: Fluxograma da viagem.O autor (2021)

Após entendimento do processo e do cotidiano dos sócios e da secretária. começou então a coleta de dados. No primeiro instante foram lançados os dados retirados dos cadernos em uma planilha MS Excel registro dos gastos de cada um dos nove caminhões, todas as planilha têm o mesmo formato pode ser visto na Figura 7.

Figura 8 — Figura 7: Planilha Geral
Figura 7: Planilha GeralO autor (2021)

Para o preenchimento da planilha apresentada na Figura 7, foram coletados dados inerentes as despesas fixas, variáveis e indiretas da empresa.

 

custos fixos com os serviços

Nos cálculos das despesas fixas levantarem-se os gastos mensais da empresa. Par o cálculo da depreciação do veículo, devido as características de perda de valor no tempo, considerou-se a existência de duas partes, a cabine (também denominada cavalo) e a carreta. Para tanto utilizou-se normas contábeis que consideram um desgaste de 10% ao ano para a cabine (pois contém partes mais resistentes, inclusive o motor do caminhão) e 20% ao anos para a carreta. Para a realização do cálculo, a tarefa é simples sendo o valor do equipamento dividido pelo total de meses e inserido na coluna das despesas fixas, O modelo de como foi elaborada e depreciação pode ser observado na Figura 8.

Figura 9 — Figura 8: Depreciação do Cavalo e Carreta.
Figura 8: Depreciação do Cavalo e Carreta.O autor (2021)

Quanto ao item denominado Administração da Frota foram considerados os desembolsos mensais relacionados ao pagamento do pró-labore dos sócios e o salário da secretária, acrescidos de seus respectivos encargos, valores estes obtidos diretamente do escritório contábil que atende a empresa estudada. Estas cifras foram somadas e divididas pelo total de caminhões da frota nove.

Para IPVA, DPVAT que é de acordo com a tabela do governo dividiu-se o valor pago em 12 meses e o seguro do caminhão ( cavalo e carreta ) também divido em 12 meses. Por fim tem-se item Pessoal, referente ao valor do salário pago a motorista, informação levantada também junto ao escritório contábil e que foi lançado individualmente nos cômputos de cada caminhão.

 CUSTOS VARIÁVEIS COM OS SERVIÇOS

Nos cálculo das despesas variáveis levantaram-se gastos inerentes basicamente ao processo da viagem. Para esta parte da planilha usou-se a identificação direta de cada item de custo individualmente, assim denominados: Combustível, Troca de óleo, Lavagem, Lubrificação e Pedágio. Estes valores foram obtidos dos cadernos de controle usados pela secretária e descritos anteriormente. Para a definição dos gastos com a recapagem de pneus, utilizou-se a soma dos valores decorrentes deste serviços durante o ano e dividiu-se por 12 para obter-se uma média arimética.

 

CUSTOS INDIRETOS COM OS SERVIÇOS

Por fim, adotou-se como despesas indiretas, os itens: Aluguel, Energia elétrica, Internet,; Rastreadores; Segurança do trabalho; Escritório de contabilidade e Celulares (contra empresarial), tendo sido cada um destes valores dividido por nove, que é a quantidade de caminhões de frota. Por ser uma empresa de pequeno porte, enquadra-se na classificação de tributação pelo programa Simples Nacional. Portanto, o item Imposto foi calculado (conforme informado pelo escritório contábil) tendo como base 8,64% do valor recebido por viagem de cada caminhão e multiplicado pelo número de viagens mensais de cada caminhão (que variam de 3 e 4).

Os valores denominados Parcelas referem-se ao valor pago mensal pela compra de cada caminhão; salientando que na empresa, somente um dos veículos encontrava-se quitado no período da pesquisa.

CONSOLIDAÇÃO DOS DADOS E OUTRO LANÇAMENTOS

Na elaboração da ferramente para acompanhamento dos custos logísticos da empresa estudada foram também precisaram ser apresentados outros itens como a quilometragem percorrida por viagem de caminhão.

Para o cálculo da quilometragem da rota, os dados foram obtidos dos registros dos rastreadores. Trajetos fora da rota de viagem não entraram nos cálculos, ficando, portanto, a quilometragem de ida ficou igual à de volta para todos os casos tubulados.

Conforme contatos com os sócios levantou-se que a gestão de custos logísticos deveria ser encaminhada para a definição dos valores ideias de frete a serem cobrados permitindo que a empresa pudesse melhor se planejar para o futuro.                                                                                  Nesse sentido, os sócios estipularam que, se fosse possível a empresa receber 20% a mais do total de gastos com os transportes, seria uma condição satisfatória, haveria condições de pagar todas as despesas, inclusive as depreciações decorrentes dos desgastes dos veículos e se planejar para comprar futuras.

Esta condição foi determinada levando em consideração que na condição em que a empresa funciona, raramente conseguia-se auferir lucros efetivos. A empresa não estava conseguindo seque reter os valores referentes a depreciação do bem, normalmente realizadas ao final da perda do seu valor no tempo.

Após os lançamentos dos valores dos nove caminhões e considerando-se os retornos esperados pelos sócios diante de uma possível negociação de valores com os clientes, foi elaborada uma planilha como a síntese dos valores encontrados anteriormente. Esta planilha pode ser vista na Figura 9.

Por meio da Figura 9 percebe-se que, na configuração atual de custos e usos dos caminhões, somente um veiculo (o de número 9) não aufere prejuízo devido a ser o único. Isto se deve ao fato de ser único caminhão que retorna carregada e, portanto, gera mais receita que os demais. Salienta-se que o contrato com as empresas clientes exige o retorno dos veículos descarregados, havendo para isto uma pequena e simbólica remuneração. A proposta é que, retornando sem carga, os caminhões ficam preparados para novas viagens mais rapidamente, garantindo tempo hábil para novos carregamentos dos clientes. Porém para que todos os caminhões tivessem retorno com recebimento de frete seria necessário um estudo aprofundado sobre aproveitamentos de cargas de retorno, bom como uma análise de viabilidade quanto ao tempo para caminhão continuar atendendo a demanda fixa que é realizada semanalmente saindo da região do Vale do Paraíba para diversos destinos.

Figura 10 — Figura 9: Planilha com síntese dos valores encontrados para cada caminhão.
Figura 9: Planilha com síntese dos valores encontrados para cada caminhão.O autor (2021)

 

Partindo do pressuposto de que a empresa necessita negociar valores relacionados com seus serviços de transporte as planilhas foram construídas com uma simulação das condições para o caso de se obter um incremento em 20% sobre o total dos valores pagos pela empresa. Nesta condição, entende-se que haveria bons resultados permitindo que a empresa investisse melhor na atualização de sua frota. Na figura 10 é possível perceber as diferenças existentes entre os valores de frete que a empresa recebe e os proposto comparados com as despesas referentes a cada viagem do caminhão. Desta forma percebe-se que a expectativa apresentada pelos sócios de ampliar em 20% os valores dos fretes poderiam tomar a empresa mais saudável financeiramente.

Figura 11 — Figura 10: Gráfico comparativo entre fretes recebidos e propostos e despesas por viagem.
Figura 10: Gráfico comparativo entre fretes recebidos e propostos e despesas por viagem.O autor (2021)

Um outro gráfico elaborado usando-se os dados da planilha criada na pesquisa refere-se á comparação dos lucros obtidos na condição original da empresa com incremento esperado para os valores dos fretes propostos pelos sócios. O gráfico demostra que a empresa se encontra com limitações financeiras que sequer permitem efetuar a reserva dos valores de depreciação de seus veículos. A partir da aplicação de novos valores de frete, é possível observar na Figura 11 que os lucros passam a ser positivos, o que traz maior tranquilidade para a empresa.

Figura 12 — Figura 11: Gráfico comparativo entre o lucro decorrente das práticas de frete atuais e os resultados esperados com a proposta de incremente nos fretes.
Figura 11: Gráfico comparativo entre o lucro decorrente das práticas de frete atuais e os resultados esperados com a proposta de incremente nos fretes.O autor (2021)

Ao observar os dois gráficos anteriores entende-e necessidade de a empresa conhecer melhor os custos envolvidos com cada uma das atividades realizadas por viagem e por veículo.

Após contatos com os sócios, foi possível levantar que havia um completo acerca desta realidade, mas apenas o sentimento de que a empresa" [...] estava pagando para trabalhar" (palavras de um dos sócios). Com uma ferramenta simples, foi possível identificar as carências da empresa e que, ao ser usada com maior frequência, permitira um monitoramento mais próximos e segura das despesas mensais da organização estudada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo teve como objetivo geral aplicar processos de gestão aos custos logísticos no setor de transporte em uma empresa de pequeno porte na região do Vale do Paraíba.

O trabalho proporcionou percepções sobre as atividades que englobam os custos logísticos, bem como os custos fixos, variáveis e indiretos da empresa

Em um análise geral do processo de gestão logístico da empresa, observou-se se que a mesma está com problemas de gerenciar seus custos.

A empresa caracteriza com estrutura familiar conduz a gestão de sua frota com métodos considerados simples, o que lhes permitem alguns erros.

A gestão da empresa baseia-se em anotações feitas em nove pequenos cadernos, referentes aos gastos decorrentes das viagens de cada um dos veículos da frota e aos final do mês contabiliza-los para acertos com cada um dos nove motoristas.

Observou-se procedimento de gestão da empresa, e na sequência foram coletados dados e elaborados planilhas, a fim de auxiliar na gestão da empresa, e na sequência foram coletados dados e elaborados planilhas, a fim de auxiliar na gestão, bem com calcular as despesas que envolve.

Ao decorrer da pesquisa notou-se através das planilhas e gráficos que o frete recebido e com as despesas que a empresa tem que ela está tendo prejuízo ou somente conseguindo pagar suas despesas, sequer tem prospecção para crescimento.

Em diálogo com os sócios da empresa, notou-se os ambos estão cientes que a empresa não gerando lucro considerável para que a empresa sequer possa vir a investir em novos equipamentos pois o que eles recebem é reservado para o pagamento de despesas, impossibilitando assim que ter dinheiro para aquisições futuras, o que possibilitara a empresa crescer.

Diante do cenário observado junto da empresa e em conversa com um dos sócios, o mesmo sugeriu um incremento de 20% do valor total das despesas, para que a mesma pudesse ter lucro e assim conseguir investimento para se desenvolver. 

Após tubulados os dados nas planilhas, observou-se que é verdade a situação explanada pelos sócios, visto que a empresa está tendo prejuízo,

O trabalho propôs valores de frete com incremento de 20% cobrindo as despesas da empresa e com lucro para que possa existir investimento futuros.Como a empresa é gerida por contratos com empresas clientes e os fretes recebidos são pagos a todas as outras empresas que prestam serviços de transporte a elas. Sugere-se que essas empresa clientes revejam os valores de fretes e que levem em consideração o valor da depreciação dos veículos, o que possibilitaria a empresa estudada manter-se competitiva no mercado.

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