FIV

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA

FIV

RAQUEL BRESSIANI

Camila Welter

Jaqueline de oliveira

Heloísa Beal

Vanilce Facin

Janaina gerlach

Introdução

O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) teve seu primeiro isolamento no ano de 1986, na cidade de Petaluna, nos Estados Unidos. A presença do vírus resultou no desenvolvimento da síndrome de imunodeficiência, onde características ultraestruturais das partículas víricas, como também a identificação da atividade de transcriptase reserva, permitiram classificar como um retrovírus. A FIV faz parte da família Retroviridae, subfamília Lentirinae e gênero Lentivírus, são agrupados em cinco genotipos (A, B, C, D, E), acomete gatos domésticos em todo o mundo, principalmente gatos adultos que tem livre acesso às ruas e que apresentam comportamento agressivo. A forma predominante de transmissão se dá através da saliva, mas também pode ser perinatal, intra-uterina, pelo leite ou até mesmo pelo sêmen de machos soropositivos, esses animais infectados ainda podem desenvolver desordens hematológicas e deficiência imunológica, estando assim susceptíveis a outras infecções. A FIV infecta os linfócitos T auxiliares, assim como o HIV em humanos.

 fiv: VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA FELINA

ETIOLOGIA

Os vírions do FIV são um pouco menores aos de outros lentivírus, com 100 a 110nm de diâmetro. Consistem em: um núcleo cilíndrico (o qual contém um filamento helicoidal de ribonucleoproteínas) circundado por uma membrana que é derivada da membrana externa da célula infectada, pois a partícula viral é externalizada por brotamento. Pequenas espículas compostas de moléculas de duas proteínas se projetam a partir da membrana, contra as quais os anticorpos neutralizantes são direcionados.

Os isolados de campo apresentam heterogeneidade em suas proteínas superficiais, e com base nisso são agrupados em cinco genotipos (A, B, C, D e E). Os genotipos A e C são mais comuns na América do Norte, embora nos dias de hoje, os genotipos A e B são mais detectados no mundo.

O vírus é considerado um modelo animal adequado para estudos de patogenia, pesquisa de drogas anti-retrovirais e desenvolvimento de vacinas para o HIV. Isso se deve às características semelhantes dos quadros de imunossupressão observados em gatos (FIV) e humanos (HIV).

EPIDEMIOLOGIA

O vírus da imunodeficiência felina encontra-se disseminado em vários países, mas a prevalência da infecção é determinada dependendo da região geográfica, e é maior onde existe uma alta população de felinos de vida livre, em áreas que os gatos ficam fechados e não tem contato com os de rua exemplo na Itália e Japão. (BARR et al.,1989).

No Brasil a infecção dos felinos pelo FIV foi detectada em 1993, mas a distribuição mundial do FIV indica que o vírus existe quase certamente muitos antes de 1968 e portanto trata-se de um vírus recém reconhecido (em vez de recém evoluído) que é endêmico na população felina geral. (COELHO,F.M; et al.,1999).

Uma das condições que esta fortemente associada são por feridas por mordeduras que consiste no modo mais freqüente de transmissão do vírus,gatos adultos e machos com acesso livre a ambientes externos constitui assim um fator de risco para os animais domésticos ou que se encontram em abrigos. As taxas de soroprevalência em machos são mais do que em fêmeas, isso pode ser explicado pelo comportamento.

Segundo dados epidemiológicos indicam que os felinos infectados na primeira fase da doença transmitem com mais facilidade o vírus do que os felinos que estão na fase terminal da doença, também a transmissão de mãe para filhos pode ocorrer no útero, ou ainda durante o parto.(RECHER JR et al 1993).

Uma pesquisa de gatos exóticos (Barr et al.,1989) evidenciou infecções por FIV em varias populações de zoológico, incluindo leopardo-das-neves, leões, tigres e onças pitadas. O FIV foi dividido em cinco subtipos ( A e E) com base em diferenças em seus genes de proteínas de envelope, sendo essa divisão sustentada por análise do genes que codificam outras proteínas virais(CARPENTER et al.,1998; KUROSAWA et al., 1999) e, em certa extensão, por neutralização cruzada viral (INOSHIMA et al ,. 1998) embora alguns antisoros sejam, em geral, cruzamentos reativos(HOHDATSU et al ,.1997). Os subtipos A,B e C são encontrados em mais de um continente, mas apenas o subtipo A é relatado no Reino Unido até hoje. São relatados vírus recombinantes gerados das sequencias gênicas de envelope dos subtipos A/B,B/D, e A/C (BACHAMANN et al ,.1997). O subtipo B do FIV parece ser um grupo viral mais antigo e é possivelmente mais adaptado ao hospedeiro (menos patogênico) que o subtipo A do FIV.

Tem sido realizada pesquisas sorológicas em vários países para determinar a prevalência da infecção por FIV em varias populações felinas, e a taxa de infecção mundialmente estimada é de 85.529 gatos testados, com prevalência maior na Ásia e Europa. Parâmetros que influenciam são: idade, sexo, raça e hábitos de perambulação.(DANIEL,A.G.T;HAIPEK; 2006) 

Courchamp et al.(1997) mostraram um modelo que determina a dinâmica do FIV em uma população de hospedeiros única. As análises de estabilidade evidenciam que quando introduzido em uma população, o FIV se alastra e é mantido. Além disso, a introdução do vírus na população produz um estado de equilíbrio para indivíduos com ou sem a doença, e o vírus nunca some da população. 

TRANSMISSÃO 

O vírus FIV pode facilmente ser transmitido por inoculação intravenosa, subcutânea ou intraperitonial. Os animais mais
suscetíveis são os machos não castrados com livre acesso às ruas (Little et al., 2009). O seu comportamento agressivo quase sempre como resultado de brigas por território, principalmente em casos de mordidas, facilitam o contato com o vírus, o qual é excretado pela saliva de animais doentes (Yamamoto et al., 1988, 1989; Brown et al., 1993; Little et al., 2009). Segundo (Yamamoto et al., 1989), demonstrou-se que ocorria transmissão com melhor eficiência quando a pele de um gato não infectado era perfurada pelos dentes caninos de umgato infectado.

Sabe-se que a inoculação subcutânea é bem sucedida mesmo em gatos com altos níveis de anticorpos maternos. 

Os primeiros estudos com FIV não confirmaram a transmissão vertical. Contudo O’Neil et al (1996) indicaram a existência de casos de transmissão uterina, durante o parto e por meio da amamentação, das mães portadoras de infecção crônica a seus descendentes. 

Não foi comprovada a existência de anticorpos específicos contra FIV em humanos com contado estreito com gatos, demonstrando que o vírus não infecta humanos. Porém, pessoas com alterações imunológicas devem evitar o contato com gatos FIV positivos, pois existe a possibilidade de que estes, sob imunossupressão, excretem agentes de doenças oportunistas como a toxoplasmose e a criptosporidiose para humanos (Greene, 1995).

SINAIS CLÍNICOS

Os sinais clínicos da FIV, podem ser causados pela infecção do vírus ou em consequência da síndrome da imunodeficiência. Na maioria das vezes os sinais clínicos surgem de infecções oportunistas ou infecções secundárias, ficando assim difícil dizer que são causados pela FIV, porém quando os gatos apresentarem histórico de enfermidade crônica, vários sinais clínicos, alguns mais graves e sem explicação e não respondem ao tratamento conforme esperado, suspeita-se de infecção por FIV (HARBOUR et al.,2006).

Na fase primária, essa que ocorre logo após o animal se infectar com o vírus os sinais clínicos observados nos gatos são linfadenopatia generalizada e pirexia, porém ás vezes passa despercebido pelo dono. Pode ocorrer em alguns casos, infecções oportunistas como por exemplo, piodermatites essa resultado da neutropenia e leucopenia, que frequentemente acorre nessa fase (HARBOUR et al.,2006). 

Outros sinais observados são alterações neurológicas específicas, como anisocoria, retardamento de reflexo de endireitamento e retardamento do reflexo pupilar a luz, alterações acentuadas nos padrões de sono. Animais acometidos pelo vírus passam 50% mais atentos que gatos não infectados (HARBOUR et al.,2006). 

Depois de passarem por essa fase inicial, acredita-se que os gatos passam por um intervalo sem apresentar sinais clínicos, todavia é nessa pausa que os gatos desenvolvem deterioração progressiva na função imunológica. Os achados mais comuns são doenças da cavidade oral, trato respiratório e gastrointestinal (HARBOUR et al.,2006). 

Alguns sinais clínicos mais comuns da FIV: depressão, apatia, emaciação, ausência de apetite, perda de peso, alopecia, diarreia crônica, demodicose, uveíte, conjuntivite, entre outros. E outros relatos como: vômito, otite externa, cistite, nefropatia (HARBOUR et al.,2006).

PATOLOGIA 

FASE AGUDA 

A fase aguda da infecção por FIV pode durar de 10 a 40 semanas, e o achado patológico característico desta fase é a linfadenopatia generalizada periférica (Yamamoto et al., 1988). Microscopicamente, tem um aumento da zona cortical do linfonodo, como resultado de uma hiperplasia folicular.

Ocorre também eritrofagocitose disseminada nos seios medulares da região medular dos linfonodos. Outras lesões encontradas são a expansão de tecido linfoide nos pulmões e no intestino e a expansão do compartimento de linfócitos B da polpa branca esplênica.

Outro órgão-alvo é o timo, e é o local de replicação viral durante o estágio agudo do FIV. As lesões no timo se desenvolvem cerca de 4 semanas após a infecção e incluem timite, involução cortical prematura e hiperplasia medular de linfócitos B com formação no centro germinativo e distorção epitelial. Se a função do timo está comprometida, consequentemente irá contribuir para a incapacidade dos gatos infetados por FIV de repor a reserva de linfócitos T periféricos (Woo et al., 1997).

Fase Assintomática

Durante este estágio, os linfonodos podem exibir hiperplasia ou involução, e ainda alguns linfonodos podem apresentar ambas as lesões. Os cérebros de gatos apresentam uma pequena redução na densidade neuronal no córtex frontal, no córtex parietal e no corpo estriado.

Outras lesões visualizadas neste estágio são astrogliose difusa leve, nódulos microgliais ocasionais e acúmulo de células-satélites ao redor de neurônios selecionados. Neste estágio não há perda significativa de neurônios grandes.

 Fase de Imunodeficiência 

As alterações que ocorre neste estágio do FIV se relaciona diretamente com os sinais clínicos apresentados, e pela ampla variação dos problemas clínicos, os achados patológicos são variáveis e patognomônico.

As lesões microscópicas são mais consistentes, tendo lesões inflamatórias em vários tecidos e órgãos, juntamente com anormalidades nos linfonodos. Nos exames histológicos de pulmão de gatos infectados mostra alveolite, infiltração linfoplasmocitária parenquimatosa e miomatose.

Os linfonodos em gatos que estão na fase terminal do FIV, mostram destruição da arquitetura linfonodal. Nesta fase, observa-se antígeno viral em histiócitos e macrófagos do seio. No intestino delgado e no colón, há focos de inflamação crônica e, em alguns casos ocorre ulceração de mucosa nesses locais. Também tem sido observado que há irregularidade e dilatação das criptas no intestino delgado.

  FASE IMUNODEFICIÊNCIA

As alterações que ocorre neste estágio do FIV se relaciona diretamente com os sinais clínicos apresentados, e pela ampla variação dos problemas clínicos, os achados patológicos são variáveis e patognomônico.

As lesões microscópicas são mais consistentes, tendo lesões inflamatórias em vários tecidos e órgãos, juntamente com anormalidades nos linfonodos. Nos exames histológicos de pulmão de gatos infectados mostra alveolite, infiltração linfoplasmocitária parenquimatosa e miomatose.

Os linfonodos em gatos que estão na fase terminal do FIV, mostram destruição da arquitetura linfonodal. Nesta fase, observa-se antígeno viral em histiócitos e macrófagos do seio. No intestino delgado e no colón, há focos de inflamação crônica e, em alguns casos ocorre ulceração de mucosa nesses locais. Também tem sido observado que há irregularidade e dilatação das criptas no intestino delgado.

Em gatos infectados por FIV com sinais neurológicos leves, verifica-se que há infiltração mononuclear perivascular do cérebro. Em outros gatos, que podem não apresentar sinais neurológicos, apresentaram meningoencefalite que envolve infiltração linfócito-plasmocitária. Em média, se perde metade dos neurônios grandes no córtex. Em pesquisas realizadas, normalmente não há indicações de lesões por patógenos oportunistas.

Anormalidades renais também são comumente encontradas, caracterizados por alargamento mesangial com glomeruloesclerose segmentar a difusa e ainda presença de IgM e C3 e depósitos escassos de IgG no mesângio. Também há lesões tubulointersticiais.
Alguns dados epidemiológicos e experimentais sugerem que o FIV pode ter papel na linfomagênese. O papel do FIV na linfomagênese é indireto e se relaciona com o potencial para transformação maligna durante ativação policlonal de linfócitos B.

PATOGENIA 

O principal alvo da infecção pelo vírus da imunodeficiência felina é constituído pelos linfócitos TCD4 ativados,que desenvolvem um papel importante na resposta imune e na resposta humoral, o FIV diferencialmente do HIV, não utiliza o CD4 como receptor. O CD 134 é receptor primário, um membro da família dos receptores dos fatores da necrose tumoral, que é altamente expresso nas células TCD4. O FIV infecta também os linfócitos TCD8, macrófagos, linfócitos B e as células microgliais.(BACH et al,.1994) 

E ainda recentemente foi relatada a infecção de células T, a infecção torna-se latente quando as células apresentam o provirus integrado no DNA celular, as células com infecção latente representam reservatórios. Observa-se uma síndrome similar à do HIV, incluindo febre e linfoadenopatia generalizada. Apesar da resposta imune dos hospedeiros infectados pelo vírus,na maioria das vezes não há depuração da infecção resultando na persistência viral. O pico da carga viral ocorre entre oito a doze semanas após o inicio da infecção e diminui no inicio da fase assintomática, nessa fase pode ser detectada uma progressiva deficiência qualitativa e quantitativa do sistema imune, podendo acometer o sistema nervoso central, os pulmões, timo, tonsilas, linfonodos mesentéricos são os mais precoces de localização viral. O curso da doença é variável pois depende das condições ambientais, como infecções oportunistas, dependendo também da idade,da carga viral, das cepas envolvidas e das condições clínicas do felino no momento da infecção.(Reche Jr et al,.2002)

O período em que a doença esta assintomática pode evoluir para um estágio que é caracterizado por uma variedade de distúrbios que será associado à síndrome da imunodeficiência que pode resultar na morte dos animais sem apresentar sinais clínicos visíveis.E é nessa fase em que há um taxa de carga viral e considerável diminuição dos linfócitos TCD4.(Flynn et al ,. 1999)

E sobre as infecções naturais, não se conhece a eficácia do colostro. Em experimentos, os filhotes apresentaram proteção contra cepas laboratorialmente adaptadas após receberem anticorpos de animais infectados pelo FIV, mas isso não pode ser testado para desafios com cepas virulentas de campo,então experimentalmente demonstra que a infecção pode ser exacerbada pela transferência de anticorpos obtidos dos felinos vacinados,o que indica a existência de um sutil equilíbrio entre neutralização viral e exacerbação da resposta imune. Os felinos infectados pelo FIV permanecem persistentemente infectados, apesar da grande produção de anticorpos e da resposta imune contra o vírus. As células TCD8 são especificas contra o FIV e podem ser detectadas no sangue do hospedeiro após uma semana de infecção. Os anticorpos contra o FIV, incluindo também neutralizantes, são encontrados no plasma quando esta altas taxas de carga viral no sangue.(BENDINELLI et al,.1995)

 DIAGNÓSTICO

Como suspeitar que o gato está infectado? o que vai chamar a atenção são sintomas de baixa imunidade. Animal que apresenta infecções frequentes, ou recorrentes, doenças incomuns, perda de peso, febre de origem desconhecida, são prováveis soropositivos. Pode também apresentar anemia e alguns tipos de tumor.

O diagnóstico é feito através de exame de sangue para confirmar a presença de anticorpos na corrente sanguínea. Atualmente no Brasil só temos disponível o teste ELISA. É muito o importante frisar que uma vez soropositivo, o gato torna-se importante fonte de infecção para outros gatos, sendo ideal testar todos os animais da casa e manter os soropositivos isolados. Outras medidas de controle são castrar o animal e evitar que ele tenha acesso a rua, além de rigorosos cuidados e visitas ao veterinário.

A eutanásia é indicada também mas somente quando a doença já está em estado terminal.

 TRATAMENTO

O tratamento muitas vezes decorre do alivio da sintomatologia. No caso de gengivite crônica pode-se usar antiinflamatorios esteroidais ou imunossupressores, porém os mesmos apresentam bastante efeitos colaterais. A intervenção deve ser feita o antes possível para que o tratamento seja efetivo, dependendo do caso a antibioticoterapia possa ser necessária (TEIXEIRA et al, 2010, 55p.). Alterações no sangue são comuns no caso de fiv, principalmente anemia e neutropenia. O uso de griseofulvina não deve ser usado pois tem efeito supressivo sobre a medula. 

Antivirais 

O uso de antivirais e controverso pois apresenta toxicidade porem em infecções concomitantes apresentam boa eficácia, o uso pode reduzir a carga viral. Atualmente na Europa e Japão está sendo usado um interferon-omega felino que produz anticorpos contra a Fiv porem estudos demonstraram aumento na expectativa de vida dos felinos.

Vacina contra o FIV 

O vírus da imunodeficiência felina TEIXEIRA (2010, 56p.) “contém vários subtipos o que dificulta o desenvolvimento de uma vacina especifica que seja abrangente e controle a doença.” Porém alguns estudos demonstraram eficiência contra alguns subtipos, no entanto se mostrou não eficaz contra um subtipo intitulado (FIV Glasgow – 8 -subtipo A, embora tenha ótima proteção contra o tipo B. Porem a eficácia não e totalmente comprovada. No Brasil não há vacina comercialmente disponível.

CONTROLE

A única medida de controle hoje, disponível para FIV, estão restringidas a detalhes de tratamento.

TRATAMENTO DE GATO NÃO INFECTADOS 

É importante evitar contato com gatos selvagens e não domesticados. Para diminuir o risco de infecção, a melhor solução é manter o gato dentro de casa durante a noite, que é quando ocorre mais brigas, tendo uma maior chance de

infecção. Outra opção é a castração, que evita que os gatos fiquem perambulando, e também diminui a incidência de brigas.

 TRATAMENTO DE GATOS INFECTADOS  

A maior forma de transmissão do FIV, é por arranhaduras e a saliva, então se o gato apresenta um baixo nível de agressividade, não tem necessidade de realizar a eutanásia. Este procedimento é indicado quando o animal está extremamente debilitado.

É aconselhável evitar condições em que possa ocorrer infecções secundárias, levando o gato imunossuprimido há um estado mais grave.

Num ambiente em que, tem um gato FIV positivo e outro FIV negativo, a decisão é do tutor, se irá manter os gatos juntos ou não, pois o mesmo deve avaliar se o relacionamento dos gatos, não gerará brigas, podendo tornar o gato FIV negativo, positivo.

ACONSELHAMENTO PARA COLÔNIAS DE REPRODUÇÃO 

Para diminuir o risco de introdução do FIV em colônias de reprodução é aconselhável realizar testes regularmente de todos os gatos reprodutores e de novos gatos antes de introduzi-los no ambiente. Se for identificado um gato FIV positivo, o recomendável é: parar de acasalá-lo, separa-lo dos outros gatos e ainda realizar testes nos demais. Todos os gatos de refazer o teste em 3 a 6 meses, e se for FIV negativo novamente, pode voltar a acasalá-los.

Por mais que o FIV não é transmitido sexualmente, é aconselhável não usar gatos FIV positivo como reprodutores.

ACONSELHAMENTO PARA CENTROS DE RESGATE DE GATOS E ORGANIZAÇÕES   

É provável que restrições financeiras dificultem a rotina relacionada ao FIV em todos os gatos. É aconselhável deixar os testes para gatos agressivos ou com sinais clínicos. Se algum gato for FIV positivo, é sugerido a eutanásia, já que por questões financeiras, será difícil manter o tratamento e os testes para os outros gatos do local.

Conclusão

Com a realização desse trabalho, concluímos que, com o passar dos anos, o vírus da FIV já está se disseminando para vários lugares, vários países, prevalecendo mais em machos do que em fêmeas. Sua  transmissão acontece especialmente por arranhaduras e saliva. 

O FIV é comparado com uma síndrome similar em humanos, o HIV, sendo considerado seu modelo animal, adequado para estudos de patogenia e desenvolvimento de drogas anti-retrovirais.

feito

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