FAKE NEWS

UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO

FAKE NEWS

Guilherme Netto da Silva 002201701286

jAQUELINE qUIRINO DA COSTA 002201701239

Kaue Vicente Cardoso 002201701691

Marcelo Ferrari 002201700626

Matheus Perez Soares 002201700328

Introdução

Diante do grande avanço tecnológico, a disseminação de informações por meio das grandes mídias vem evoluindo e atingindo grande parte da população, contudo, a vulnerabilidade de falsas referências torna as fake news cada vez mais presentes no mercado. Essa adversidade muitas vezes devido à falta de análise das informações, é compartilhada pela massa, ocasionando assim grandes danos aos demais envolvidos.

Diante da absorção de informações, é composto no trabalho suas definições e estruturas e como são integradas na sociedade.

Definição

A expressão “Fake News” é utilizada para expressar a inversão de informações (publicada na imprensa e/ou nas redes sociais)”, sua tradução significa “Notícia Falsa” entre outras traduções como “notícia mentirosa”, etc.

Em novembro de 2016 essa expressão se generalizou pelo mundo inteiro, mês em que ocorreu a eleição presidencial norte-americana. Onde notícias nos EUA eram divulgadas com títulos comuns e sem caráter pejorativo mas em seu conteúdo havia informações de difamação e também mentiras sobre a carreira e vida de candidatos à presidência.

Porém esse tema é conhecido desde o final do século 18 onde a palavra “Fake” ainda não existia, mas os anglófonos utilizavam o termo “false news” para descrever o que hoje é chamado de Fake News”




Características

As principais características das fake news são que elas seguem um formato pré estabelecido, além disso a grande maioria não possui data do acontecimento, dessa forma até mesmo notícias antigas voltam a circular como se fossem recentes. As fontes de tais boatos também se mostram duvidosas, já que são encontradas em blogs que as copiam e muitas vezes utilizam nomes de pessoas, empresas, e até cargos de renome, órgãos de relevância e entidades públicas para ganhar mais confiança e força em suas divulgações.

Em sua maioria são sensacionalistas e conspiratórias, pois fazem parecer que grandes mídias como a televisão e outros veículos de comunicação estão encobrindo as notícias, e que quem tem acesso à elas se torna importante ou esperto por divulgá-las.

Por fim, as fake news necessitam de ibope, precisam viralizar e se espalhar rapidamente para gerar cada vez mais lucros e alcançar seus objetivos.

COMO IDENTIFICÁ-LAS

1. Nunca compartilhar antes de ler

 É muito comum atualmente compartilhar notícias levando em conta apenas sua imagem ou título, sem análises mais profundas, o que é um problema, já que muitas páginas utilizam trechos fora de contexto com o intuito de causar polemica e lucrar com visualizações! Devemos sempre estar atentos às fontes, escrita, datas e demais informações que demonstrem a veracidade das notícias, evitando dessa forma espalhar “fake News” que prejudicam tanto a carreira quanto a vida dos envolvidos.

2. Faça uma pesquisa (de preferência no Google)

 Uma das melhores formas de desmascarar boatos e descobrir a verdade é pesquisando, o Google assim como diversos outros sites facilita a busca das notícias e a confirmação da veracidade ou a falta dela. Devemos relembrar que se tratando de notícias duvidosas de fontes incertas o melhor a fazer é não compartilhar.

3. Pesquisar a reputação do veículo

 É sempre importante se atentar à página que divulgou a notícia, assim podemos evitar confusões quanto a realidade do que foi postado! Saber diferenciar páginas de humor e páginas jornalísticas é o primeiro passo! Depois é necessário confirmar se o veículo é realmente autêntico

4. Checar se a data de publicação é mesmo recente

 Compartilhar fatos antigos como notícias recentes é uma técnica bastante utilizada para espalhar boatos, apesar disso estar atento às datas do acontecimento e das publicações originais basta para evitar este tipo de engano

5. Usar o bom senso e, se possível, consultar as fontes oficiais

 Devemos evitar dar credibilidade à notícias improváveis e fantasiosas, como declarações pessoais, doações e acontecimentos científicos ou políticos. Além disso sempre devemos consultar fontes oficiais e originárias das notícias, evitando espalhar mentiras e colaborando com a criação de uma internet segura e confiável.

 Além disso, sempre que possível, é interessante consultar fontes oficiais, como uma provável decisão judicial que tenha gerado aquela notícia, ou verificar se o suposto projeto de lei do qual a publicação fala realmente existe. Esses passos ajudam a criar uma Internet mais segura, com mais diálogo e livre de mentiras.

Exemplos

No Brasil, não é difícil receber fake news no Feed de Notícias do Facebook ou em mensagens de grupos no WhatsApp, onde são usadas, até mesmo, para espalhar vírus e aplicar golpes em usuários do aplicativo. As notícias falsas, no entanto, vão além de brincadeiras inocentes na Internet e têm feito vítimas reais.

 Em 2014, por exemplo, Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte no município do Guarujá, em São Paulo, após uma página do Facebook confundi-la com uma sequestradora de crianças. Já em 2016, o Jornal Extra, do Rio, revelou a história do serralheiro Carlos Luiz Batista, que precisou se esconder após sua foto circular em uma corrente falsa de WhatsApp na qual era acusado de estupro.

 Nos últimos três meses da campanha à presidência dos EUA, as notícias falsas a respeito da eleição geraram 8,7 milhões de reações, compartilhamentos e comentários no Facebook – quase 1,5 milhão a mais do que as verdadeiras. O Buzzfeed News chegou a um resultado semelhante no Brasil: as dez notícias falsas mais populares sobre a Operação Lava Jato têm maior engajamento do que as dez verdadeiras mais populares. Metade das fakes vinham das mesmas páginas: Brasil Verde e Amarelo e Click Política.

 Em fevereiro de 2017, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem sobre páginas que estão faturando com informações falsas nas Redes Sociais. As manchetes alarmistas rendem cliques, que por sua vez atraem anúncios. Segundo analistas do mercado publicitário, essas propagandas podem gerar até R$ 150 mil por mês.

Estudo de caso

“CNH é cancelada automaticamente após 30 dias vencida!”?

 Um dos casos de notícias com as quais devemos ter cuidado que circulam pelas redes sociais é bem antiga, repassada desde o início da década. Ela ‘informa’ que o Senado aprovou uma lei que cancela automaticamente a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cujo prazo de validade tenha ultrapassado 30 dias de vencimento da mesma.

 Neste caso o motorista teria de fazer todo o processo de habilitação novamente como se fosse requerer a primeira habilitação, isto é, realizar as provas teóricas e práticas e exames médicos e psicológicos.

 Neste caso, o leitor deve atentar-se, primeiramente, à manchete da “notícia”, que prega, além da “informação”, a palavra “COMPARTILHE”, tentando fazer com que o leitor não se atente ao conteúdo da reportagem em questão e já repasse a fake news à diante.

 Outro ponto que chama a atenção é o veículo pelo qual a reportagem é veiculada. O sítio da notícia é o “Central G20”. Trata-se, portanto, de portal desconhecido e cuja reputação não é possível verificar, nem mesmo numa pesquisa do mesmo no buscador “Google”.

 Verificando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), nota-se que este prevê no seu artigo 162 que dirigir com a CNH vencida há mais de um mês é considerada infração gravíssima, passível de multa, recolhimento da carteira e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado, e não de cancelamento da Carteira Nacional de Habilitação, como prega a “notícia”.

 O que vence, porém, é o exame de aptidão física e mental, o qual pode ser renovado mesmo depois de 30 dias de vencida a CNH.

 Indo além e checando os projetos em tramitação no Senado que tratam deste assunto, percebe-se que não há nenhum cujo tema seja a perda da CNH após o período citado. Aliás, o projeto de lei 155/2017 citado na falsa notícia não está relacionado à carteira de habilitação, mas sim à garantia da presença de tradutores e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em repartições públicas.

 Este é um caso que mostra a necessidade de atentar-se aos casos de desinformação que são compartilhados diariamente em nossas redes sociais, visto que ele pode gerar transtornos àqueles que possuem a Carteira Nacional de Habilitação em situação semelhante ou que se assemelhe à noticiada. A busca pela informação correta é simples e rapidamente desmente o conteúdo da fake news em questão.

O QUE TEM SIDO FEITO PARA COMBATÊ-LAS

A situação é tão preocupante que as próprias redes sociais têm tomado providências para barrar as fake news. Somente em 2017, o Facebook realizou diversas ações, como alterar o algoritmo para que publicações suspeitas sejam automaticamente enviadas para checagem e impedir que certas páginas alterem a miniatura de links publicados. Além disso, o site criou um botão de contexto junto às postagens para ajudar o usuário a conhecer a reputação do veículo noticioso e entender melhor os desdobramentos de determinada notícia.

 Já o WhatsApp, este ano, começou a testar um recurso que avisa ao usuário que o conteúdo que ele está prestes a repassar já foi divulgado inúmeras vezes e pode se tratar de um boato. Além disso, o Google anunciou que irá bloquear um de seus tipos de publicidade automática em sites ou canais do YouTube que fizerem esse tipo de “jornalismo”. E também irá minimizar as chances de esses sites ou canais serem encontrados pela busca.

Conclusão

Com a facilidade atual na comunicação, podemos nos atualizar em instantes, e é nessa comodidade que está o perigo, como vimos neste trabalho, não podemos confiar cegamente no que vemos e lemos na internet, estamos a todo momento sendo bombardeados por notícias sensacionalistas onde uma massa guiada por um ponto de vista manipulado pode ser uma arma a favor ou contra um ideal, além de movimentar um mercado que se aproveita desses clicks que a disseminação de mentiras atrai. Entretanto fica claro que combater toda essa desinformação não é dificil, basta apenas analisarmos e nos aprofundamos um pouco nas fontes e na reputação do veículo que transmite a informação, informação esta que também pode ser consultadas em outras fontes, usando também do bom senso.

Referências

SUPER INTERESSANTE. O que são Fake News? Como indentificá-las?. Disponível em:

<https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-sao-fake-news-como-identifica-las/> Acesso em: 15 de agosto de 2018.

TECHTUDO. O que são Fake News? Veja dicas para identificar boatos na Internet. Disponível em: <https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/01/o-que-sao-fake-news-veja-dicas-para-identificar-boatos-na-internet.ghtml> Acesso em: 15 de agosto de 2018.

FALLON, Claire. De onde vem o termo “fake news”? Da década de 1890, ao que tudo indica. Disponível em: <https://www.huffpostbrasil.com/2017/04/05/de-onde-vem-o-termo-fake-news-da-decada-de-1890-ao-que-tudo_a_22027223/>. Acesso em: 17 ago. 2018.

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