FAKE NEWS

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MEDIO SANTA ISABEL

FAKE NEWS

AMANDA DA LUZ MOREIRAESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MEDIO SANTA ISABEL

EVELIM GOMES

GUILHERME ALVES

LARISSA BURQUE

TAIANE LUIZ

VITORIA BAPTISTA

WANDERLEY JUNIOR

Orientador(a):
ALEXANDRA

Resumo

Alinhado a produção de fatos reais nas redações está o crescimento do Fake News. Esse tipo de conteúdo prejudica o trabalho jornalístico e coloca o repórter em um dilema: ser veloz e acreditar nas informações que chegam nas redações ou perder a oportunidade do furo e investir um tempo maior para checar os materiais. O presente artigo tem por objetivo discutir como o Fake News afeta as redações jornalísticas, como afeta a vida das pessoas e como o jornalista deve se posicionar para produzir um conteúdo ético, de qualidade e de credibilidade.

Palavras-chave: Mettzer. Formatação. Trabalho acadêmico.

Introdução

A presença de Fake News no dia a dia do jornalismo só vem crescendo nos 4 últimos anos. As redações estão enxutas e exigindo mais dos jornalistas. A exigência pela rapidez na produção e publicação das matérias jornalísticas faz com que muitos profissionais apurem de uma forma indesejável, se tornando reféns das informações que chegam nas redações. Até onde a notícia falsa pode interferir no cotidiano do cidadão e das redações jornalísticas? Vale lembrar que “Um jornalista responsável não produz notícias falsas, nem notícias exageradas ou notícias corrompidas”. De onde vem e como nascem essas notícias falsas? Ao confiar nessas informações, o jornalista põe em risco a própria credibilidade.

  News significa “notícia”. O significado de fake News é, portanto, “notícia falsa”. Há, é claro, outras opções de tradução, tais como “notícia mentirosa”, “mentira (publicada na imprensa e/ou nas redes sociais)”, “invenção”, “falácia”, “calúnia” etc. Em português, já existe há bastante tempo. Entretanto, ganhou popularidade após ser usada repetidamente pelo então candidato Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, e foi, inclusive, considerada a palavra do ano em 2017 pelo dicionário Collins

Fatos e não fatos

No jornalismo com o avanço tecnológico e a exigência por um jornalismo mais ágil, as notícias passaram a ter um processo de checagem e apuração muito rápido. Kunczik (2001) diz que por causa desse limite de tempo, muitas notícias são publicadas sem que se tenha uma confirmação de todas as informações do fato, deste modo, os jornalistas ficam reféns dos dados que chegam nas redações. Por causa dessa busca em dar o furo, muitos meios de comunicação acabam publicando notícias que não são fatos reais, deixando de lado os princípios da profissão. SILVA (2017) destaca que o jornalista não pode se apressar na publicação, mas deve buscar checar as informações para levar ao cidadão um conteúdo de qualidade, diferencial do jornalismo.

Para Tuchman apud Kunczik (2001) os perigos que os jornalistas e os meios de comunicação correm ao publicar uma informação incorreta são inúmeros. Quando ousam trabalhar sem uma devida checagem sofrem consequências que podem ser irreversíveis.

Esses perigos, que incluem o risco de um processo por difamação, perda de anúncio, queixas por parte do público e críticas internas. Assim, os fatos a serem publicados como reportagens tinha que ser verificados tanto quanto possível. Verificar nesse sentido, significa fazer mais investigações.

No dia 20 de dezembro de 2016, uma notícia falsa circulou de que o Ministro de Defesa de Israel prometeu um ataque nuclear caso Paquistão enviasse tropas à Síria . A notícia foi publicada pelo site awdnews.com com o título “Ministro da Defesa de 7 Israel: Se o Paquistão enviar tropas terrestres à Síria sob qualquer pretexto, nós vamos destruir seu país com um ataque nuclear”. O Ministro de Defesa do Paquistão respondeu pelo twitter a notícia dizendo: “Ministro de Israel presumiu que o Paquistão tem participação no conflito da Síria contra o Estado Islâmico, esquecendo que o Paquistão também é um Estado nuclear”. Após ter ciência da notícia, o Ministro de Israel usou o twitter para dizer que a informação era falsa. “A afirmação atribuída ao ex-ministro da Defesa Yaalon sobre o Paquistão nunca foi dita”, relatou o Ministro de Israel ao Paquistanês. Ou seja, por pouco uma notícia falsa corrobora para um ataque nuclear.

Lealdade do jornalista com o cidadão

O jornalista tem o papel com a sociedade. Cada vez mais é importante aproximar o jornalismo do cidadão, assim como, o cidadão do jornalismo. De acordo com Kovach e Rosenstiel, a ideia de que o jornalista serve primeiro ao cidadão está enraizado na profissão. Muitos jornalistas veem no cidadão o motivo de estar todos os dias nas ruas em busca da verdade

Detectar notícias falsas: Atividade jornalística 

Antes de ser comprovada falsa, a notícia é compartilhada e muitas pessoal consomem o fato como verdadeiro. Cabe ao jornalista detectar notícias falsas para que não haja uma maior divulgação na sociedade. Grande parte da divulgação acontece nas redes sociais – lugar que há um maior investimento para reprodução deste conteúdo.

Rech diz que a investigação para confirmar as informações deve começar pelas fontes que a notícia apresenta. O autor ainda destaca o diferencial dos profissionais da área. “Com a sofisticação dos processos de seleção de informação e avaliação de fontes, a reputação será o grande divisor de águas entre o curandeiro da notícia e profissionais de jornalismo de alto nível”. Kieky e Robertson apresentaram um artigo que mostra como detectar notícias falsas . ● Considere a fonte – Pesquise sobre o site que está publicando a notícia. Saiba as missões e valores dele.

● Considere o autor – Faça uma breve pesquisa sobre o autor. A credibilidade é o diferencial do jornalista. Procure saber sobre ele. Talvez ele nem exista.

● Verifique a data – Em alguns casos matérias verdadeiras são compartilhadas anos depois de publicadas. Essas notícias podem causar uma desordem. Verifique a data e qual contexto a notícia se enquadra.

● Consulte especialista – Procure pessoas que dominam um assunto e por isso são especialistas. O olhar cuidadoso de um especialista pode evitar a reprodução de informações falsas.

 ● Fontes de apoio – Busque bases de informações para saber se a notícia é confiável. Pesquise para saber se mais alguém fala sobre o tema.

● Considere os seus princípios – As ideologias e princípios não devem ser levados em conta. Não é porque você é contra que aquela informação é falsa.

● Verifique se é piada – Existem alguns site que aproveitam um tema ou assunto para fazer piadas. Ex.: Sensacionalista

● Leia mais – Não se convença apenas com aquela notícia, procure nos meios tradicionais de aquela informação é real.

Como foi destacado, a checagem não acontece apenas na pré-produção. A atividade de apuração pode acontecer também após a publicação das notícias. Mais uma vez entra em questão a ética, como um bom profissional, o jornalista que observa informações errôneas na notícia deve informar sobre a errata e acertar a notícia já produzida, tendo como base os tópicos citados.

Considerações Finais

O jornalismo correto cumpre um papel importante na sociedade por checar as informações e servir de mediador entre o cidadão e os acontecimentos do cotidiano. Mas a preocupação com a velocidade em produzir um conteúdo mais ágil pode acabar com essa credibilidade. Cabe aos profissionais das redações estarem atentos e buscarem verificar, apurar com profundidade para que não se envolvam com os fatos não reais que “aparecem” como informação para este profissional. Baseados na ética e na responsabilidade jornalística o profissional que está todos os dias nas redações deve buscar, sempre, trazer uma informação verificada e apurada para o leitor. Os meios de comunicação tradicionais ainda são os lugares que o indivíduo busca para saber de fato o que está acontecendo no mundo. Se o jornalista executar todo aprendizado e os procedimentos indicados por autores da área ele vai realizar um trabalho pautado na lealdade e na responsabilidade. Para proceder dessa forma, o profissional deve ser consciente, ético, duvidar de todas informações que chegam até ele e ser leal aquilo que está publicando ou investigando, sempre indo a fonte – aqui como origem do fato.

Como diz Schudson “O jornalismo produz um primeiro rascunho da história, não a última palavra sobre o acontecimento”.

Referências

feito

Use agora o Mettzer em todos
os seus trabalhos acadêmicos

Economize 40% do seu tempo de produção científica