EXAME FÍSICO PALPATORIO EM ENFERMAGEM

UNIVERSIDADE ANHANGUERA DE SÃO PAULO – UNIAN-SP

EXAME FÍSICO PALPATORIO EM ENFERMAGEM

Wellington de lima pacheco 2450133857

Jennifer Furtado dos santos 2449177858

Vinicius Rodrigues de lima 2470255345

Givanilda Ferreira 2431914319

Edivania da Silva Lima 2440118503

Luali Prado Reis Figueiredo 6653367807

everton Venezia 2458213912

Adriana Oliveira da paz 0087611763

Resumo

O exame físico pode ser realizado também por outros profissionais da área da saúde, também com o objetivo de evidenciar sinais e sintomas que possam levar a um diagnóstico.

É importante ressaltarmos que muitos profissionais confundem o exame físico de enfermagem com exame clínico, que é a junção de exame físico e anamnese, com a verificação das informações clínicas do paciente, com auxílio da entrevista ou ainda pela avaliação direta por meio de técnicas específicas.

O exame físico de enfermagem é realizado após a anamnese, que é aquela entrevista básica com o paciente e utilizamos equipamentos como:

– estetoscópio;

– esfigmomanômetro;

– termômetro.

O objetivo do exame físico de enfermagem é avaliar um órgão ou sistema na busca de alterações anatômicas ou funcionais resultantes da patologia que o paciente apresenta.Em contrapartida, pode ser utilizado também para comprovar o bom funcionamento dos órgãos e sistemas.

O exame físico de enfermagem divide em quatro etapas:

– inspeção;

– ausculta;

– palpação;

– percussão.

Um exame físico bem realizado pelo enfermeiro é uma arma importante na qualidade da assistência de enfermagem prestada.

Palavras-chave:

EXAME FÍSICO ESPECÍFICO

Compreende o exame dos diferentes sistemas e aparelhos: cabeça e couro cabeludo, face, pescoço, tórax, mamas, sistemas respiratório, cardiovascular, gastrintestinal, geniturinário, neuromuscular, além de dados de interesse para a enfermagem.

Execução de exame fisico

Para executar o exame físico é necessário colocar o paciente em alguma posição para ser avaliado:

1.1 TÉCNICAS PROPEDÊUTICAS :

INSPEÇÃO: Exige a utilização do sentido da visão. Deve ser inspecionado a presença de dismorfias, distúrbios no desenvolvimento, lesões cutâneas e presença de cateteres e tubos ou outros dispositivos.O ambiente deve estar iluminado e para inspeção de cavidades deve ser utilizado uma lanterna pequena.

É fundamental desnudar o paciente apenas no seguimento a ser inspecionado.O examinador deve estar atento para região de maior queixa.

Existem duas maneiras para fazer a inspeção:

: Inspeção frontal é como se designa a técnica de olhar frente a frente a região a ser examinada

Inspeção tangencial é pesquisar movimentos mínimos na superfície corporal, como por exemplo pulsações, abaulamentos, ondulações.

PALPAÇÃO

É uma técnica que permite a obtenção do dado através do tato e da pressão.

A inspeção e a palpação são procedimentos que cursam juntos.

A palpação permite a identificação de modificações de textura, espessura, consistência, sensibilidade, volume e dureza.

Permite também a percepção de frêmito, elasticidade e edema.

Para realização da técnica é necessário:

Para realização da técnica é necessário:

Estar com as mãos lavadas com água e sabão a cada exame,

Aquecer as mãos, esfregando uma contra a outra,

Ter as unhas cortadas e tratadas,

EXAME DA CABEÇA (inspeção).

Tamanho do crânio: normocefalia, arredondada e simétrica (alteração: macrocefalia, microcefalia). 

Forma do crânio: mesocéfalo, dolicéfalo, braquicéfalo (alteração: fronte “olímpica”). 

Posição e movimento: desvio (torcicolo – inclinação lateral) e alteração do movimento (tiques, paralisia). 

Superfície e couro cabeludo (inspeção e palpação). 

Saliências (tumores, hematomas), depressões (afundamentos), cicatrizes, lesões e pontos dolorosos. 

Higiene do couro cabeludo e cabelos (presença de caspas, piolhos e lêndeas). 

Cabelos (implantação, distribuição, quantidade, cor textura, brilho e queda). 

Observar alterações como: hirsutismo (aumento anormal da pilificação em todo o corpo), hipertricose, alopecia e calvície. 

Face.

Fácies: decorrentes de características raciais, componentes PSICOLÓGICOS ou alterações organometabólicas. Tipos: normal ou atípica, típica ou patológica (renal, mongolóide, hipertireoidismo, acromegálica).

Expressão fisionômica ou mímica estado de humor (tristeza, desânimo, dor, alegria). 

Simétrica ou normal, assimétrica (tumefações ou depressão unilateral, paralisias). 


Pele
: alterações da cor, cicatrizes, lesões cutâneas (acne, mancha, cloasma). 


 Olhos (inspeção e palpação)

Aspecto: simétricos, límpidos e brilhantes; pálpebras com oclusão completa; conjuntiva palpebral rósea e bulbar transparente; esclerótica branca e limpa; pupilas isocóricas, redondas e reativas à luz.

Alterações: exoftalmias, enoftalmia (afundamento do globo ocular dentro da órbita, causado por desnutrição e desidratação), desvios (estrabismo), movimentos involuntários (nistagmo), ptose (queda) palpebral; ectopia, entropia, midriase (dilatação excessiva da pupila, característica da morte), miose, anisiocoria (pupilas desiguais). 

Acuidade visual: redução ou perda da visão (uni ou bilateral), correção parcial ou total com lentes de contato ou óculos. 

Observar sintomas gerais: dor ocular e cefaléia, sensações de corpo estranho, queimação ou ardência, lacrimejamento, sensação de olho seco, hiperemia, secreções, edema palpebral, blefarite (inflamação aguda ou crônica da borda da palpebral), alteração na cor da esclerótica e da conjuntiva, diplopia (visão dupla), fotofobia e escotomas (mancha escura móvel que encobre parte do campo visual). 

 Ouvidos (inspeção).

Posição, tamanho e simetria das orehas.

Acuidade auditiva; perda parcial ou total (uni ou bilateral), uso de aparelho auditivo. 

Observar sintomas gerais: dor, prurido, zumbido, secreções, edema, hiperemia, sangramento, lesões. 


Nariz e cavidades paranasais (inspeção e palpação).

Simetria, coloração da mucosa, deformidades, desvio de septo.

Observar sintomas gerais; dor, espirros, obstrução nasal (uni ou bilateral), secreção epistaxe, edema, inflamação lesões pólipos, alteração no olfato (hipo/hiperostomia, anastomia (ausência de olfato), cacosmia). 

Palpação dos seios paranasais nas áreas frontal e maxilar da face. 


 Boca e garganta (inspeção e palpação).

Lábios: cor, textura, hidratação e contorno;

Mucosa oral: cor, umidade, integridade. 

Gengivas e língua: cor, textura, tamanho e posição. 

Dentes: coloração, número e estado dos dentes, alinhamento da arcada dentária, uso de prótese. 

Garganta: tamanho das amigdalas, presença de exudato ou secreções e nódulos. 

Observar sintomas gerais: mucosas descoradas hipercoradas, cianóticas ou ictéricas; dor e desconforto oral (odontalgia, glossalgia, disfagia, trismo, dor de garganta), lesões (úlceras, escoriações, cistos, placa branca), estomatite, edema, hiperemia, sangramento gengival, gengivite, descamação, diminuição ou falta de salivação, língua saburrosa, halitose e cáries. 


Pescoço (inspeção, PALPAÇÃO E AUSCULTA).

Forma e voluma: cilíndrica de contorno regular variando conforme biótipo.

Posição: mediana, rigidez (torcicolo), ou flacidez muscular. 

Mobilidade: ativa e passiva (flexão, extensão, rotação e lateralidade); alterações: rigidez, flacidez. 

Ingurgitamento das jugulares: turgência e batimentos arteriais e venosos. 

Pele: coloração, sinais flogosisticos (edema, calor, rubor e dor). 

Glândulas salivares e gânglios linfáticos (occipitais, auriculares posteriores, paratidianos, submentonianos, submaxilares, cervicais superficiais e profundos) – localização, tamanho/volume, consistência, mobilidade, sensibilidade. 

Traquéia: posição, forma e desvio da linha média. 

Tireóide: volume (normal ou aumentado), consistência (normal, firme, endurecida, pétrea), mobilidade (normal ou imóvel), superfície (lisa, nodular, irregular), sensibilidade (dolorosa ou indolor), temperatura da pele (normal ou quente). 


EXAME DO TÓRAX

Inspeção estática: estudo do arcabouço torácico (pontos, linhas e regiões anatômicas, forma do tórax). 

Inspeção dinâmica: estudo dos movimentos torácicos 

– Forma do tórax: atípica ou normal, típico ou patológico (enfizematoso (ou tonel)), em quilha (ou peito de pombo), pectus excavatum (ou sapateiro), chato, em sino, escoliótico (ou cifoescoliótico). 

– Deformações da caixa torácica: abaulamentos e retrações. 

– Alterações da pele: coloração, manchas, cicatrizes e lesões. 

2.1. Exame das mamas.

Época: 1ª SEMANA após a menstruação, e na menopausa no início de cada mês.

Posições: ortostática (paciente em pé) 1. braços laterais ao corpo, 2. braços acima da cabeça, decúbito dorsal (paciente deitada) braços sobre a cabeça. 

Inspeção: estática e dinâmica; observar volume (simetria/assimetria), diminuição, aumento, formato, pele (cicatrizes, sinais de inflamação), mamilos e auréolas (desvios, retração, inversão, ulceração) secreção mamaria (espontânea ou induzida). 

Palpação: sentido horário no quadrante superior – mamas – região supra-clavicular e axilar, observar a presença de massas, nódulos (local, tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade).

BAÇO

incline-se sobre o paciente e coloque a mão esquerda atrás da caixa costal esquerda. Coloque a superfície palmar da mão direita de forma que as pontas digitais estejam dirigidas para a margem costal esquerda no QSE. A mão direita deve ficar suficientemente afastada da reborda costal para não deixar passar despercebido em fígado aumentado e para permitir a mobilidade da mão direita.

Peça ao paciente para realizar uma expiração profunda e tente perceber a borda do baço. 

Esse procedimento pode ser repetido com o paciente deitado do lado direito, pois a gravidade pode trazer o baço para diante, até uma posição palpável.

RIM

A seguir palpe os rins esquerdo e direito.

Coloque a mão esquerda debaixo das costas do paciente, entre a caixa torácica e a crista ilíaca.

Apóie o paciente enquanto palpa o abdome com a superfície palmar direita dos dedos dirigidos para o lado esquerdo do corpo.

Palpe tentando aproximar o máximo possível a mão direita da esquerda, ligeiramente abaixo do nível do umbigo, à direita e à esquerda.

Quando perceber o rim descreva seu tamanho, formato e qualquer hipersensibilidade.

EXAME FÍSICO DA GENITÁLIA MASCULINA 

Esta parte do exame, especialmente para hérnias (protusão de uma porção do intestino através de uma abertura abdominal), deve ser realizada com o paciente de pé.

Cubra o tórax e o abdome do paciente. 

Exponha a virilha e a genitália.

  4.1
Inspeção

 Inspecione a distribuição dos pêlos pubianos e a pele do pênis. 

Retraia ou facão paciente retrair o prepúcio, quando presente (detectar fimose). 

Observe a glande peniana e o meato uretral. Note qualquer ulceração, massa ou cicatriz. 

Observe a localização do meato uretral e a existência de secreção. 

Observe a pele do escroto para úlceras, massas, vermelhidão ou inchação. Observe o tamanho, o contorno e a simetria. Levante o escroto para inspecionar a superfície posterior. 

Inspecione as áreas inguinais e a virilha para proeminências (sem e com o paciente fazendo força para baixo, como se estivesse evacuando).

4.2. Palpação 

Palpe qualquer lesão, nódulo ou massa, observando hipersensibilidade, contorno, tamanho e endurecimento. Palpe o corpo do pênis em busca de qualquer endurecimento (dureza em relação aos tecidos circulantes). 

Palpe cada testículo e epidídimo separadamente entre o polegar e os dois primeiros dedos, observando tamanho, formato, consistência, hipersensibilidade incomum (a pressão sobre o testículo geralmente produz dor). 

Palpe também o cordão espermático, incluindo o canal espermático, incluindo o canal deferente dentro do cordão, desde o testículo até o canal inguinal. Observe qualquer nódulo ou hipersensibilidade. 

Palpe em busca de hérnias inguinais, usando a mão esquerda para examinar o lado esquerdo do paciente e a mão direita para o lado direito do paciente. 

Introduza o dedo indicador direito lateralmente, invadindo o saco escrotal até o anel inguinal externo. 

Se o anel externo é suficientemente grande, introduza o dedo ao longo do canal inguinal no sentido do anel interno e peça ao paciente para fazer força para baixo, observando se alguma massa toca o dedo. 

Palpe também a parte anterior da coxa para uma massa herniana no canal femural, é impalpável, porém constitui uma abertura potencial na face anterior da coxa, por dentro da artéria femural e abaixo do ligamento inguinal. 

 EXAME FÍSICO DA GENITÁLIA FEMININA

Inspeção e palpação

Comece investigando a história menstrual, inicio de menopausa, história obstétrica, práticas contraceptivas, história de problemas geniturinários, dispareunia, sangramentos durante ou após as relações sexuais e uso de medicamentos à base de hormônios. 

Faça inspeção da distribuição dos pêlos pubianos. 

Inspecione os grandes lábios, o monte pubiano e o períneo (tecido entre o ânus e a abertura vaginal). 

Com a mão enluvada, separe os grandes lábios e inspecione o clitóris, meato uretral e abertura vaginal. Observe a cor da pele, ulcerações, nódulos inguinais ou labiais, secreção ou inchação, prolápso uterino. 

Observe a área das glândulas de Skene e a de Bartholin. Se houver qualquer história de inchação dessas últimas, palpe as glândulas colocando o dedo indicador na vagina, na extremidade posterior de abertura, e o polegar para fora da porção posterior da vagina. Palpe entre o dedo e o polegar em busca de nódulos, hipersensibilidade ou inchação. Repita de cada lado da abertura vaginal posterior.


 SISTEMA NEUROMUSCULAR (inspeção, palpação e percussão)

Sistema musculoesquelético:

Extremidades e articulações (inspeção, palpação e movimentação): com o paciente em pé, sentado e deitado. Inspeção da marcha e da postura; atentar para escoliose, cifose, pé torto, cavo ou plano. 

Palpação das estruturas osteo-articulares e musculares: forma, volume, posição, presença de sinais de inflamação, rigidez, crepitação, estalidos e alterações das massas musculares. 

Movimentação das articulações: avaliar amplitude de movimentos, e detectar os anormais ou limitados (total, parcial, mínimo, moderado ou intenso). 

Observar: queixas de dor, rigidez pós-repouso, fraqueza muscular, dificuldade para andar, tendência a quedas, febre, anorexia e perda de peso. Avaliar a capacidade do paciente para realizar atividades diárias, como: alimentar-se, banhar-se, vestir-se, locomover-se, usar o banheiro, etc.

Conclusão

A Anatomia Palpatória reveste-se de uma importância crucial para todos os profissionais ligados à área da Saúde, para que estes possam aprofundar os seus conhecimentos na localização de estruturas de superfície.

Com a evolução da tecnologia e criação de novos meios complementares de diagnóstico, foi-se perdendo o contacto físico das mãos com o corpo dos pacientes e por conseguinte a capacidade de, através da percepção táctil, avaliar e tratar muitas situações do foro músculo-esquelético.

Assim, sendo, um profissional de Saúde que tenha um bom conhecimento na área da Anatomia Palpatória terá a vantagem de poder avaliar melhor uma situação no imediato e estabelecer com mais facilidade um plano de tratamento adequado.

feito

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