EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS

FACULDADE DOM ALBERTO

EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS

LUCELIA da silva negrini

Introdução

A inovação tecnológica está presente no cotidiano de alunos e professores, proporcionando o uso de modernos recursos didático na escola, e com isso promovendo melhorias no processo de ensino e aprendizagem. O avanço das tecnologias de informação possibilitou a criação de ferramentas que podem ser utilizadas pelos professores em sala de aula, o que permite maior disponibilidade de informação e recursos para o educando, tornando o processo educativo mais dinâmico, eficiente e inovador. Nesse sentido, o uso das ferramentas tecnológicas na educação deve ser vista sob a visão de uma nova metodologia de ensino, possibilitando a interação digital dos educandos com os conteúdos, isto é, o aluno passa a interagir com diversas ferramentas que o possibilitam a utilizar o seus esquemas mentais a partir do uso racional e mediado da informação.

Desenvolvimento

EDUCAÇÃO E O USO DE NOVAS TECNOLOGIAS

Em pleno século XXI estamos vivendo mergulhados em tecnologia no nosso dia a dia como o nosso conhecido e inseparável celular e também outros aparelhos como as smart tvs ,lâmpadas com sensores para acenderem automaticamente , e uma infinidades de produtos eletrodomésticos com tecnologias de alta qualidade. Mas como tudo se vem se modificando a educação também vai ter que se modernizar.

  Segundo Gabriele Silva as novas tecnologias na educação são uma importante ferramenta para dinamizar o processo de ensino-aprendizagem. Se aplicada de modo responsável e criativo, a tecnologia pode apresentar diferentes benefícios para os alunos e até mesmo para a equipe de educadores. Com a popularização dos aparatos tecnológicos, é comum que as novas gerações tenham esses equipamentos inseridos em seu dia a dia, e a escola não deve estar alheia a essas influências. (E+B Educação | Gabriele Silva.https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/os-beneficios-das-novas-tecnologias-na educacao )

No entanto, o professor não deve entender as novas tecnologias de ensino apenas como recurso didático inovador, o que tornaria as novas ferramentas uma metodologia antiga de ensino, pois utilizar com tais ferramentas a mesma metodologia tradicional de ensino significa retroceder, didáticamente, aos avanços da modernidade.

É necessário actualizar-se constantemente sobre os recursos que estão disponíveis, processos que podem ser aperfeiçoados e novas formas de realizar uma mesma tarefa ou atividade. Todos esses pontos têm potencial para serem desenvolvidos por intermédio das novas tecnologias, mantendo o foco, é claro, no enriquecimento das práticas pedagógicas.( https://sae.digital/novas-tecnologias-na-educacao-tendencias/)

Importante ressaltar que a tecnologia não substitui o papel dos professores na educação, sendo fundamental que os educadores saibam conduzir a utilização dessas novas mídias e softwares. Um aparelho de última geração não garante o aprendizado do estudante, o que torna essencial a figura do professor (a) que esteja preparado para este processo. Quando o equilíbrio é encontrado, o uso de equipamentos, softwares e mídias contribuem para o desenvolvimento cognitivo dos alunos e auxiliam os professores a despertar a curiosidade dos estudantes.

Essa nova escola requer não só um novo conceito pedagógico, mas principalmente que os professores assumam uma nova responsabilidade e um papel central como intermediadores do processo de aquisição e elaboração do conhecimento (Ripper, 1996, p. 63).

Nesse sentido o professor deve reconhecer a sua importância como mediador no uso das ferramentas tecnológicas para poder passar para os alunos como utilizar essas ferramentas da maneira correta para retirar o máximo aproveitamento daquilo que se esta utilizando no momento.

Assim há uma necessidade de o professor rever suas práticas pedagógicas (Fonseca; Magina, 2017) e, como mediador da aprendizagem (Parzianello; Maman, 2010), ter domínio teórico e utilizar metodologias adequadas a um processo de ensino-aprendizagem interativo, contextualizado e significativo (Seegger; Canes; Garcia, 2012).

Quando se fala em recursos tecnológicos, pensa-se logo na televisão, no telefone e, principalmente, no computador. Mas em se tratando de educação qualquer meio de comunicação que completa a ação do professor é uma ferramenta tecnológica na busca da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Exemplos disso são: o quadro negro e o giz, umas das ferramentas mais antigas e mais usadas na sala de aula. (DAMASCENO, 2010, p. 2).

Como podemos ver muitas escolas hoje em dia já não utilizam o quadro negro e o giz tradicional sendo substituídos pelo quadro digital usado em muitas escolas modernas.

Com essa tecnologia o professor pode utilizar a plataforma como se estivesse operando o computador de sua casa ou do campus e sem o incomodo do pó do giz que além de causar alergias suja também os objeto e pessoas que estão por perto. E essa é uma das inúmeras tecnologias que podem ser usadas na escola.

Além disso, a tecnologia pode trazer perigo não só para os alunos como toda e qualquer pessoa que a utiliza inadequadamente como a invasão da privacidade dos alunos e até a sua exposição na internet, desencadeando problemas como o cyberbullying ou o acesso aos conteúdos impróprios. Por isso é tão importante que o uso da tecnologia pelos estudantes seja monitorado e acompanhado por um professor a fim de evitar tais transtornos.

O maior temor de alguns responsáveis é o de que a tecnologia substitua os professores. A educação requer interação humana para estimular a criatividade, a imaginação, a criticidade e a colaboração dos estudantes em trabalhos coletivos. Portanto, eles temem que as crianças tornem-se padronizadas e mecanizadas. Mas lembramos que a tecnologia é apenas uma ferramenta de auxílio ao professor. Ele é o mediador entre o ensino e a aprendizagem e é quem estimulará o aluno a procurar o conhecimento por si mesmo.

       Outro pensamento por parte das escolas é o de que a tecnologia está ligada ao entretenimento pessoal e, portanto, promove um certo descanso e afeta o rendimento da aprendizagem. Isso acontece somente se a tecnologia for utilizada sem algum fundamento educativo. De fato, não adianta utilizar uma tecnologia apenas por utilizá-la, é necessário que haja um planejamento e um objetivo pedagógico por trás. E, claro, cabe ao educador usar estes recursos ao seu favor para tornar a aula motivadora e manter o foco. E deve haver um equilíbrio entre as tecnologias e as brincadeiras ao ar livre, a interação com os colegas e com a natureza, o manuseio de um livro e as atividades físicas continuam sendo importantes para o aprendizado e para as relações das crianças. Portanto, o ideal é que haja um equilíbrio entre a tecnologia e a diversão. Um exemplo concreto disso são os Torneios de Robótica, que, além de serem muito divertidos para a garotada, estimulam o seu aprendizado, o raciocínio lógico e o trabalho em grupo a partir do envolvimento com a tecnologia.

    Mas a internet, sem sombra de dúvida, contém um número assustador de informações incorretas, textos mal escritos, reportagens tendenciosas e outras mídias que podem acabar prejudicando os alunos com senso crítico em desenvolvimento.

Entretanto, é inegável que, em meio a tudo isso, há também uma infinidade de fontes interessantíssimas, que podem contribuir para enriquecer as pesquisas dos estudantes e apresentar-lhes pontos de vista únicos e completos.

Antes de condenar as pesquisas on-line, portanto, é muito produtivo que o professor procure conhecer os sites mais confiáveis para repassá-los aos alunos, ajudando-os a reconhecer, sozinhos, os sinais de que um texto é importante e verdadeiro, e como agora já existem bibliotecas digitais , o professor deverá informar quais endereços eletrônicos para os alunos estarem utilizando e realizando as suas pesquisas.

A tecnologia também pode ser usada para a avaliação do aluno mesmo que não substituam por completo outros tipos de avaliação — visto que a variedade nos métodos avaliativos é, aliás, o mais recomendado para cobrir os diferentes perfis de aprendizado —, as provas digitais podem ser corrigidas por computador e ainda fornecem automaticamente dados sobre o desempenho dos estudantes para análise e comparação pelos gestores. Além de diversificar o tipo de avaliação oferecido pela escola, deixar que os alunos usem a tecnologia para mostrar o que aprenderam ajuda a enriquecer sua experiência e aumenta sua segurança e entusiasmo com os estudos.

  Utilizar as ferramentas digitais como aliadas no processo educativo é requisito para as escolas que desejam se destacar pela inovação e atualização com as mais modernas tendências pedagógicas. Ainda assim, para que a tecnologia não se torne um fim em si mesmo, é preciso estudar as melhores formas de empregá-la a fim de trazer benefícios para professores e alunos, aumentando a motivação de ambos em sala de aula.




REFERÊNCIAS:

PARZIANELLO, J. K.; MAMAN, D. Tecnologias na sala de aula: o professor como mediador. In: II Simpósio Nacional de Educação; XXI Semana de Pedagogia. Infância, sociedade e Educação, p. 1-15. Anais... Cascavel-PR, 2010.

SEEGGER, V.; CANES, S. E.; GARCIA, C. A. X. Estratégias tecnológicas na prática pedagógica. Monografias Ambientais, v. 8, nº 8, p. 1.887-1.899, 2012.

PEIXOTO, Gilmara Teixeira Barcelos et al. Tecnologias Digitais na educação: Pesquisas e práticas pedágogicas. In: TECNOLOGIAS Digitais na educação: Pesquisas e práticas pedágogicas. 23 ed. ed. Campos de Goyatacazes,RJ: Essentia Editora, 2015. ISBN 978-85-99968-49-9. Disponível em: http://blog.brasilacademico.com/. Acesso em: 28 jun. 2021.

MIRANDA, Jean Carlos et al. Uso de novas tecnologias no ensino. In: MIRANDA, Jean Carlos. Tecnologias Digitais na educação. Pagina da web. [S. l.], 2017. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/. Acesso em: 28 jun. 2021.

FERREIRA, Gabriella Rossetti et al. Educação e Tecnologias: Experiências,: Desafios e Perpectivas 2. In: EDUCAÇÃO e Tecnologias: Experiências,: Desafios e Perpectivas 2. Belo Horizonte ,MG: Atena Editora, 2019. v. 2, ISBN 978-85-7247-275-3. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/. Acesso em: 28 jun. 2021.

DAMASCENO, Rogério J. A. et al. A RESISTÊNCIA DO PROFESSOR DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS. In: LIMA, Jeane de Oliveira; ANDRADE, Maria Nascimento. A RESISTÊNCIA DO PROFESSOR DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS. Pagina da web. Itapicuru-Ba: Brasil escola, 2021. Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/. Acesso em: 28 jun. 2021.


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