DOENÇA RENAL CRÔNICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

DOENÇA RENAL CRÔNICA

DUANE DE MELO DA SILVA

Orientador:
Dr. Marcos José Machado

Introdução

Os rins são órgãos importantes para o funcionamento adequado do corpo humano.A Doença Renal Crônica (DRC) é uma lesão renal que acontece de forma lenta e silenciosa e muitas vezes acaba perdendo a função dos rins. Essa perca funcional é devido ao comprometimento estrutural e atrofia dos néfrons, uma vez lesionada, o rim não retorna ao seu funcionamento normal (JUNIOR, 2004).

A relação de pessoas com doença renal vem crescendo de modo significativo, com mais de 750 milhões de indivíduos acometidos ao redor do mundo. A doença renal crônica (DRC), é um  grande problema de saúde pública, atinge, 13 % da população adulta no mundo e, no Brasil, estima-se que de 11 a 22 milhões de pessoas sejam acometidos. Uma pesquisa realizada em 2016 mostrou uma estimativa de 122.825 pacientes em tratamento dialítico no Brasil (Xavier et al., 2020).

 Infelizmente, a DRC  não é diagnosticada corretamente e muitas vezes tratada
inadequadamente, resultando na perda de oportunidade para a  prevenção primária, secundária e terciária, em parte devido à falta de conhecimento da definição e classificação dos estágios da doença, bem como a não utilização de testes simples para o diagnóstico e avaliação funcional da doença.(BastosBregmanKirsztajn, 2009).

A National Kidney Foundation (NKF), é uma importante organização de saúde voluntária nos Estados Unidos. Em
documento Kidney Disease Outcomes Quality Initiative (K/DOQI), definiu a DRC com os seguintes critérios:

• Lesão presente por um período igual ou superior
a 3 meses, definida por anormalidades estruturais ou funcionais do rim, com ou sem diminuição do Ritmo de Filtração Glomedular (RFG), manifestada por anormalidades patológicas ou marcadores de lesão renal, incluindo alterações sanguíneas ou urinárias, ou nos exames de imagem.

• RFG <60 mL/min/1,73 m² por um período de 3 meses, com ou sem lesão renal. 

Baseado nesta definição,K/DOQI fez a seguinte classificação para a DRC (tabela 1):

Tabela 1 — Estadiamento da DRC
Estadiamento da DRCBastos, Bregman e Kirsztajn (2009)

 Esse sistema de classificação da DRC é válido, porque padroniza a terminologia, impedindo dessa forma a dúvida e a sobreposição dos termos que estão atualmente em uso. Isso então, facilita a comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no cuidado aos pacientes (BastosKirsztajn, 2011).

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil as principais causas de DRC, dos pacientes dialíticos são Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus e  Glomerulonefrites (Martins, 2017).

No Brasil, estima-se que em uma população com média de 200 milhões de habitantes, 11 a 22 milhões de pessoas adultas possuem algum problema renal. (SARMENTO et al.).

No website do DATASUS é possível ter acesso a  informações relacionadas à saúde, disponíveis no
Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/ SUS) e no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).

Frente a isso, se propôs, com o presente estudo, identificar a prevalência e os fatores associados à doença renal crônica em indivíduos internados da Grande Florianópolis.

JUSTIFICATIVA

Em 1988, foi fundado o Sistema Único de Saúde (SUS), é o único acesso a saúde totalmente gratuito para toda a população brasileira ou que reside no Brasil.

Possui uma importante função no atendimento de pacientes com DRC, pois no momento atual, continua responsável por 90% dos tratamentos de pacientes em TRS ( dialise e transplante renal), último estágio evolutivo da doença (ALCALDEKIRSZTAJN, 2017).

O Departamento de Informatica do SUS, em 2011 criou o DATASUS, com objetivo de facilitar a informação para a democratização da saúde e o aperfeiçoamento de gestão, sendo essencial também para a descentralização das atividades de saúde e possibilitar o controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis (ALCALDEKIRSZTAJN, 2017).

No website do DATASUS (www2.datasus.gov.br) é possível ter acesso a informações relacionadas à saúde, disponíveis no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/ SUS) e no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).

OBJETIVOS

Caracterizar o perfil epidemiológico dos indivíduos internados com DRC na Grande Florianópolis. 

OBJETIVO ESPECÍFICOS

–  Verificar as frequências de internações dos indivíduos com DRC na Grande Florianópolis no período de 2000 a 2019.

– Caracterizar as frequências de internações dos indivíduos com DRC na Grande Florianópolis de acordo com sexo.

–  Caracterizar as  frequências de internações dos indivíduos com DRC na Grande Florianópolis de acordo com a faixa etária.

– Identificar as principais causas dos indivíduos internados com DRC na Grande Florianópolis
.

MATERial E MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo exploratório com dados secundários obtidos a partir da plataforma DATASUS (www.datasus.saude.gov.br), disponibilizados pelo Sistema da Informação de Saúde (TABNET) do Ministério da Saúde.

Os dados adquiridos pelo  TABNET/DATASUS foram colocados em um banco de dados, com uso do software
Microsoft® Excel® versão 2007, programa também usado para a análise dos dados e apresentação e elaboração das tabelas. 

Como o estudo foi utilizado banco de dados de controle público, não houve obrigação da submeter o estudo ao Comitê de Ética em Pesquisa.

CRONOGRAMA

Referências

ALCALDEPaulo; KIRSZTAJNGIANNA. Gastos do Sistema Único de Saúde brasileiro com doença renal crônica. SCIELO. SAO PAULO, 2017. 8 p. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/jbn/v40n2/pt_2175-8239-jbn-3918.pdf. Acesso em: 25 nov. 2020.

BastosMarcus; BregmanRachel ; KirsztajnGianna. Doença Renal Crônica: Frequente e Grave, mas também prevenível e Tratável. Scielo. São Paulo, 2009. 6 p. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n2/a28v56n2.pdf. Acesso em: 16 nov. 2020.

BastosMarcus; KirsztajnGianna. Doença renal crônica: importância do diagnóstico precoce, encaminhamento imediato e abordagem interdisciplinar estruturada para melhora do desfecho em pacientes ainda não submetidos à diálise. Scielo. São Paulo, 2011. 16 p. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-28002011000100013&script=sci_abstract&tlng=es. Acesso em: 17 nov. 2020.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade. DIRETRIZES n. 37. Diário Oficial. BRASILIA-DF, 01 de janeiro de 2014.

JesusNadaby. Qualidade de vida de indivíduos com doença renal crônica em tratamento dialítico. SciElo. Minas Gerais, Brasil, 2018. 11 p. Disponível em: www.scielo.br/pdf/jbn/v41n3/pt_2175-8239-jbn-2018-0152. Acesso em: 7 out. 2020.

JUNIORJoão . Doença Renal Crônica: Definição, Epidemiologia e Classificação. Brazilian Journal of Nephrology (Jornal Brasileiro de Nefrologia). 3 p. Disponível em: https://bjnephrology.org/article/doenca-renal-cronica-definicao-epidemiologia-e-classificacao/. Acesso em: 28 nov. 2020.

JUNIORJoão . Doença Renal Crônica: Definição, Epidemiologia e Classificação. Brazilian Journal of Nephrology (Jornal Brasileiro de Nefrologia). SÃO PAULO, 2004. 3 p. Disponível em: https://bjnephrology.org/article/doenca-renal-cronica-definicao-epidemiologia-e-classificacao/. Acesso em: 26 nov. 2020.

MarinhoAna Wanda; GalvãoTaís; SilvaMarcus. Prevalência de doença renal crônica autorreferida em adultos na Região Metropolitana de Manaus: estudo transversal de base populacional, 2015. Scielo. Manaus, 2019. 9 p. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ress/v29n1/2237-9622-ress-29-01-e2019122.pdf. Acesso em: 22 out. 2020.

MartinsRodrigo. Perfil Clínico e Epidemiológico da Doença Renal Crônica: revisão interogativa. São Luís, 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Enfermagem)Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2017.

SARMENTOLaura et al. Prevalência das causas primárias de doença renal crônica terminal (DRCT) validadas clinicamente em uma capital do Nordeste brasileiro. SCIELO. 1 Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE. 6 p. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-28002018000200130&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 28 nov. 2020.

XavierBrunno et al. Sentidos e significados conservador nas pessoas com doença renal crônica. Dialnet. a Universidade Federal Fluminense,, 2020. 11 p. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7564940. Acesso em: 16 nov. 2020.

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