DOENÇA DE CHAGAS

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL SUBSECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO REGIONAL DE ENSINO DE PLANALTINA CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - ESCOLA TÉCNICA DE PLANALTINA

DOENÇA DE CHAGAS

TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS

DOENÇA DE CHAGAS

JANAÍNA DOS SANTOS SARAIVA

Orientador: Alessandra Afonso Silva

Problema da Pesquisa

Como diagnosticar, prevenir e tratar a doença de Chagas?

Introdução

De acordo com cavalcante et al., 2016, ao falar de doença de Chagas estamos nós referindo a um protozoário que possui flagelo chamado  tripanossoma cruzi, este protozoário causa uma infecção no indivíduo, essa infecção se apresenta em fases distintas, a fase aguda traz consigo alguns sintomas tais como febre, astenia, inapetência e cefaléia, outras manifestações como alterações neurológicas e cardíacas também são comuns.

 A fase crônica ao contrário da fase aguda, é assintomática, e muitas vezes os sintomas demoram anos para surgir, mas apesar disso pode causar complicações nos sistemas digestório e cardiovascular. (cavalcante et al., 2016).

Segundo fernandes et al., 2015, a doença de Chagas conhecida também como tripanossomíase Americana utiliza-se de um vetor para fazer o transporte e o fornecimento de meio propício ao protozoário chamado tripanossoma cruzi, este vetor é o mosquito que infecta o indivíduo após a picada onde ele libera as suas fezes parasitadas. 

Ao longo dos anos a doença de Chagas recebeu o título de doença negligenciada, por ser uma doença tropical que tem seu público alvo localizado em países emergentes, onde as pessoas sofrem com falta de saneamento básico, informação e diagnósticos além de ser uma doença com alto custo econômico aos cofres públicos. (fernandes et al.).

Objetivos

objetivo geral: 

Elencar as principais soluções para reduzir os dados de morbimortalidade por doença de Chagas.

Objetivos específicos:

  • Descrever a epidemiologia da doença.
  • Apresentar as ações existentes de combate à doença de Chagas. 
  • Demonstrar o impacto socioeconômico e psicológico que a doença de Chagas causa nos brasileiros e no país.

justificativa

Apesar de haver dados revelando que houve uma diminuição significativa nos casos de doenças de Chagas no Brasil, (fernandes et al.) ainda há necessidade de fazer estudos a respeito da tripanossomíase Americana, pois ainda não se sabe a veracidade dessas informações, uma vez que estes números possam estar revelando a escassez de pesquisas e o desinteresse das autoridades governamentais .

fundamentação teórica

A doença de Chagas descoberta há 111 anos atrás pelo médico sanitarista Carlos Chagas, o primeiro médico e único que descreveu o ciclo completo de uma doença infecciosa. Segundo  GARCIA e DUARTE (2016) a doença de Chagas era denominada como algo que enfraquecia o coração dos homens e que os levava progressivamente para a sua morte. O controle de Transmissão vetorial foi estabelecido a partir da década de 1950. Embora a sua estrutura como o programa de abrangência nacional tenha tomado forma apenas no ano de 1975, nesta época estima-se que haviam cerca de 6 milhões de infectados com a doença de Chagas. Houve uma grande redução no número de casos desde então, a partir de 1980 até os anos 2000 foram identificados 4,6 milhões de infectados, um número alto porém, que correspondeu à um grande avanço no controle epidemiológico da doença. O Brasil conseguiu eliminar a Transmissão da doença de Chagas pelo seu principal vetor, e por este feito recebeu da organização Pan-Americana de saúde um certificado Internacional em reconhecimento. Porém vale lembrar que não existe apenas uma forma de contágio pela doença, podemos citar a Transmissão vertical passada de mãe para bebe, em transfusões de sangue, transplantes de órgão, acidentes laboratoriais, por via oral durante o consumo de alimentos contaminados com protozoários e claro que não se pode descartar a possibilidade do retorno do vetor T.infestans. Os autores  GARCIA e DUARTE (2016) destacam a importância de haver controle vetorial de forma integrada aos diversos meios de Transmissão como em transfusões de sangue onde deve haver a hemovigilância, o acompanhamento das características biológicas e ecológicas do vetor na vigilância entomológica e na vigilância de eventos epidêmicos. A atenção primária tem um papel importante na realização destas ações. O consenso brasileiro em doenças de Chagas (2015) é um documento que traz importantes recomendações para a padronização dos processos de diagnóstico, tratamento, prevenção e controle da doença de Chagas no Brasil (GARCIADUARTE, 2016).

O principal tratamento farmacológico para a doença de Chagas é um medicamento chamado benznidazol ele possui baixa eficácia e a alta toxicidade. Benznidazol é um fármaco lançado nos anos 1970, ele apresenta ação principalmente na fase aguda da doença, que é quando os sintomas são perceptíveis. Sua dose recomendada para adultos é de 5 às 7 mg/kg ao dia fracionada em duas doses por um período de dois meses. Segundo  Ribeiro (2017) existem problemas quanto à disponibilidade do medicamento e seu longo período de administração, além de tudo a forma farmacêutica existente não pode ser administrada em crianças e idosos. Esta forma é apresentada em comprimidos de 100mg. O autor reforça a necessidade de maiores estudos e investimento para o desenvolvimento de uma nova forma farmacêutica (Ribeiro, 2017).

Os exames para a detecção da doença de Chagas possuem finalidades distintas para cada fase da doença na fase aguda os exames servem para detectar o parasito, enquanto na fase crônica o objetivo é comprovar a presença da infecção por meio do aparecimento de anticorpos específicos. Existem um enorme grupo de drogas sendo estudadas para o tratamento da doença de Chagas, porém a maioria delas ainda sem grandes avanços significativos. A doença de Chagas está presente em 21 países, porém estudos revelam que a demanda por pesquisas relacionadas a ela é muito menor que outras doenças tropicais como a malária e a leishmaniose, mesmo sendo uma doença com alto nível de infectados por ano chegando a marca dos 7 milhões ao ano, e responsável por várias mortes que ultrapassam os 12 mil óbitos. No Brasil, o alto custo econômico para tratar a doença de Chagas, que inclusive já é considerada a enfermidade com o maior custo aos cofres públicos é extremamente alto, fato que justifica a falta de interesse das autoridades. Um estudo realizado no ano de 2014, revelou uma maior prevalência da doença de Chagas em mulheres com mais de 60 anos, que residem nas regiões nordeste e sudeste, que vivem em áreas mistas, na cidade e no campo (fernandes et al.).

Segundo as premissas do SUS que estabelecem valores e princípios fundamentais como universalidade, equidade, integralidade, participação e controle social, o tratamento às famílias atingidas pela doença deve findar-se em ações que reabilite física e psicologicamente a pessoa acometida, cuidados com a prevalência de novos casos e diagnóstico precoce do indivíduo com suspeita, portanto a doença de Chagas necessita de mais atenção e ser incluída na agenda de prioridades para garantir que o SUS cumpra com o seu papel na garantia de tratamento e insumos necessários. A Organização Mundial da Saúde recomenda a realização de testes sorológicos em mulheres provenientes de regiões endêmicas ou delas procedentes, com ênfase na gestantes ou aquelas que receberam hemotransfusão em áreas endêmicas ou nascidas nessas áreas. Os tratamentos parasitológicos contra T.cruzi é contra indicado no período gestacional, apesar da exposição ao fármaco não trazer riscos a gravidez, o tratamento deve iniciar-se apenas após a gestação. Para gestantes portadoras de cardiopatia chagásica devem ser classificadas como gravidez de alto risco (dias et al., 2016).

metodologia

Para a realização deste trabalho utilizarei o método de pesquisa bibliográfica, retirando de artigos experimentais de Fontes seguras como, Scielo e Google acadêmico, dados de estudos recentes aceitos pela legislação vigente, sobre assuntos referentes a doença de Chagas.

Referências

cavalcanteAndressa Silva et al. DOENÇA DE CHAGAS E SUAS COMPLICAÇÕES: UMA REVISÃO DE LITERATURA. In: xiii semana de enfermagem: a centralidade da enfermagem nas dimensões do cuidar. 2016. Anais eletrônicos [...] Quixadá, 2016.

diasJoão Carlos Pinto et al. ASPECTOS GERAIS DA EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA DE CHAGAS, COM ESPECIAL ATENÇÃO AO BRASIL. In: II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas. 2015. 25. ed, Brasilia: Epidemiologia nos Serviços de Saúde, 2016. 7-86 p.

fernandesAnna Luísa Barbosa et al. INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS NO BRASIL. In: 15° mostra de saúde XI EVENTO CIENTIFICO, 15. 2015. Tópico Temático [...] Anápolis. 6 p.

GARCIALeila Posenato; DUARTEElisete. A contribuição do Consenso brasileiro em doença de Chagas no contexto epidemiológico nacional. Epidemiologia nos Serviços de Saúde,, Brasilia, v. 25, p. 5-6, 2016.

RibeiroVanessa Aparecida Oliveira. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS E SUAS PERSPECTIVAS. BRASÍLIA - DF, v. 1, f. 59, 2017. 33 p. Trabalho de Conclusão de Curso (CURSO DE FARMÁCIA) - Universidade de Brasília – Unb.

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