DIAGNÓSTICO HISTÓRICO CULTURAL / TÉCNICO CIENTÍFICO

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

DIAGNÓSTICO HISTÓRICO CULTURAL / TÉCNICO CIENTÍFICO

ARTHUR PERANOVICH

bruno picchi

luana boregio

joão victor cunha

Introdução

Espera-se que neste trabalho, o leitor possa entender como foi feita a formação histórica e cultural do bairro da Vila Olímpia, onde os temas são: a caracterização dos recursos/atrativos histórico-culturais; manifestações folclóricas, profanas e religiosas; gastronomia típica, artesanato, feiras e mercados.

Embora não haja muitas informações precisas sobre a formação do bairro, é possível compreender que o bairro passou por diversas transições desde seus primeiros moradores. Conforme foi observado em relatos de antigos moradores, a Vila Olímpia passou de zona rural para zona urbana com a ajuda de incentivos da prefeitura e de investidores, tornando-se aos poucos, o bairro que é hoje.

Atualmente, a Vila Olímpia pode ser considerada um bairro nobre da cidade, mantêm uma área residencial tranquila e segura para quem vive, além de contar com inúmeros entretenimentos como bares, casas noturnas, restaurantes e shoppings, conta também com diversos empreendimentos de empresas nacionais e multinacionais de sucesso e ascensão.

A metodologia utilizada neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica e pesquisa no bairro, a qual ajudou-nos a construir ideias concretas sobre o tema abordado. Sendo assim espera-se que com esse trabalho se possa fazer um verdadeiro retrato da história e da formação do bairro da Vila Olímpia. 

Vila Olímpia
Vila Olímpia (p. 1)


2.1 ATRATIVOS E RECURSOS HISTÓRICO CULTURAIS


2.1.1 FORMAÇÃO HISTÓRICA E CULTURAL


O bairro teve origem no início do século XX e era formado por chácaras na parte alta (próximo à Av. Sto. Amaro e Av. dos Bandeirantes) e terrenos alagados na parte baixa (próximo à Av. Nações Unidas e Av. Pres. Juscelino Kubitschek). Na década de 30, algumas dessas chácaras foram loteadas e, além de campo de futebol, surgiram as primeiras construções, residências, galpões/armazéns e etc. 

Naquele tempo, as ruas eram identificadas por números e, em 1937 quando a entidade “Casa do Ator” – que abrigava artistas aposentados (chegou a abrigar 80 artistas) – construiu sua sede no nº 275, passou a ter o nome “Rua Casa do Ator”. A Vila Olímpia continuou a progredir com residências, pequenos prédios, comércio e indústrias nas partes altas e baixas. Em 1973, a Faculdade de Comunicação Social Anhembi mudou da Rua Humaitá (região próxima à Av. Brigadeiro Luís Antônio, próximo do Centro), para a Rua Casa do Ator e, hoje, com mais de 8 unidades espalhadas pelas Ruas “Quatá”, “Casa do Ator” e “Cardoso de Melo”, tornou-se uma Universidade (BAIRROVILAOLÍMPIA, 2004).

Na parte baixa, indústrias de médio e grande porte se utilizavam das grandes áreas e tentavam se defender das constantes enchentes, edificando suas fábricas e depósitos com pisos elevados em um ou dois metros acima do solo. Como exemplo, podemos citar: a Gelatto, a extinta Phebo (vendida para a Procter & Gamble), Curt Laboratórios e muitas outras, isto tudo acontecia nos anos 70 e início dos anos 80.

De calma e silenciosa, passou a ouvir os “bate estacas” por todos os lados, da constante construção de prédios comerciais que não para de ser construídos, gerando empregos para mais de 30 mil pessoas, e trânsito para mais de 70 mil pessoas que se utilizam da Vila Olímpia, isso somente na parte baixa. Desde então, mais de 190 prédios de pequeno, médio e grande porte foram construídos ou reformados em tempo recorde, podendo abrigar mais de 70.000 pessoas e gerar uma circulação de mais de 120.000 pessoas nas áreas comerciais, residenciais e culturais.

Notando este desenvolvimento, empresas mistas como a Telesp/Telefônica, investiram de maneira massiva na região, procurando dar recursos com tecnologia de pontas, atendendo às necessidades para a construção dos famosos “prédios inteligentes” (fibra ótica). A fibra ótica e os prédios inteligentes atraíram entre os anos 1999 à 2002, diversas empresas de internet. Posteriormente, muitas dessas empresas se mudaram ou fecharam, dando lugar para novas empresas de ramos diversificados. Indústrias que ocupavam grandes áreas deixaram de existir para se tornarem grandes casas de shows e eventos, como o Tom Brasil e a Via Funchal, isso em 1998, pois hoje em dia estão sendo ameaçados por mega empreendimentos e principalmente pela falta de estacionamento, que estão se tornando escassos na Vila Olímpia, também em virtude de novos empreendimentos que estão sendo construídos em seus lugares (BAIRROVILAOLÍMPIA, 2004).

Desde então, o bairro passou por um boom imobiliário, que valorizou os imóveis que já haviam ali e impulsionou novos investimentos e construções. A Vila Olímpia tem uma excelente localização, o bairro está cercado por amplas vias de acesso, como a Brigadeiro Faria Lima, a Santo Amaro, a Marginal Pinheiros e a Avenida dos Bandeirantes, na qual se encontra bem próximo ao Aeroporto de Congonhas.

Rua Nova Cidade, 1966
Rua Nova Cidade, 1966Veja SP

Há presença de grandes empresas instaladas na Vila Olímpia, como o Facebook, Google, Yahoo! – empresas de tecnologia e consideradas uma das melhores empresas para se trabalhar Unilever, Kimberly Clark, Motorola, Intel, Microsoft, além de canais de televisão como a Fox Channel e Discovery Communications.

A região tem sua grande popularidade por conta da vida noturna, com bares e casas noturnas para diversos gostos, por isso, o bairro é considerado uma das principais áreas de entretenimento dos paulistanos.

Também está localizado no bairro o E-Tower, um dos edifícios de maior destaque da capital paulista, sendo o 5º mais alto da cidade e o 12º mais alto do Brasil. Além de contar com diversos restaurantes, shoppings e duas importantes universidades de São Paulo, a Universidade Anhembi Morumbi, e o Isper (Instituto de Ensino e Pesquisa). 

2.1.2 CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS/ATRATIVOS HISTÓRICO CULTURAIS 


A Vila Olímpia é um bairro da cidade de São Paulo – capital do Estado de São Paulo – localizado no distrito do Itaim Bibi. Conhecido como Vale do Silício brasileiro, por conta das empresas high tech instaladas, o bairro só conseguiu se valorizar na metade do século, graças as obras das marginais e as inaugurações de importantes vias de acesso ao bairro. Contudo, apenas a partir da década de 1990 que a Vila Olímpia realmente passou a integrar a galeria de bairros nobres da cidade.  


2.1.3 GASTRONOMIA TÍPICA, ARTESANATO, FEIRAS E MERCADOS


Embora o bairro não tenho uma gastronomia típica propriamente dita, há milhares de opções de restaurantes, muitos deles bem renomados no estado de São Paulo, como o Ruella – que é um restaurante francês temático, o Empório Ravioli – que possui cardápio italiano com influência forte da região de Toscana, o Portucho – restaurante argentino, o Praça São Lourenço – que conta com cozinha contemporânea internacional chique, o Rancho Português – restaurante português, o Mexicanissimo – restaurante tradicional mexicano, além de churrascarias e restaurantes japoneses

Muitos consideram a Vila Olímpia como um bairro feito apenas de prédios e bares, mas, como é possível observar, também um local de gastronomia exemplar na região, não sendo de uma singularidade só, muito pelo contrário, em todos os arredores da região existem os mais diversos tipos de gastronomia. Na Av. Juscelino Kubitschek, onde pode-se encontrar o restaurante mexicano Yacatán, o Brasserie Victória, restaurante árabe, a franquia Wendy’s de fast food norte americano, etc… Isso tudo em apenas uma avenida do bairro. A variedade é surpreendente, garantindo que a região não só seja um lugar para usuários interessados em uma boa vida boêmia, mas sim, para aqueles que querem curtir com toda a família.

O renomado Eataly também está no bairro, e São Paulo foi escolhida como a primeira cidade da América Latina para receber uma loja, pois é em São Paulo onde vive o maior número de Italianos fora da Itália. Conta com uma variedade de mais de 7.000 produtos italianos, 13 praças de alimentação, e uma área destinada a workshops e eventos.

Para aqueles que buscam algo mais cultural, a Vila Olímpia também possui feiras no decorrer da semana. Todas em datas diferentes para cada uma poder ter a atenção do público sem a necessidade de concorrerem entre si. As feiras livres tem espaço para todos os gostos. Chamam a atenção especialmente pela simpatia das pessoas que circulam por ali, pelos vendedores que sabem atender e conversar.

Ao todo, são três feiras:

* Rua Helion Polvora – Aos domingos

* Rua Dr. Fadlo Haidar – As quintas-feiras

* Rua Professor Bahia de Abreu e Baluarte – As sextas-feiras

No quesito mercados e supermercados, a Vila Olímpia continua não só sendo uma potência em quantidade, mas também em qualidade. Aqui temos algumas referências:

Mercados:

* Mercado Tentação e Frios – Especializada em frios (R. Ponta Delgada, 47)

* Frumello Café – Especializada em cafés e doces (R. Prof Bahia Abreu, 661)

* Fazenda Mercearia Frios e Lacticínios – Especialiada em frios e produtos lácteos (R. Ramos Batista, 284)

* Eataly – Especializada em produtos italianos (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489)


Supermercados:

* Emporium SP (Av. Cotovia, 159)

* Dia % (Av. Santo Amaro, 2310)

* Extra (R. João Cachoeira, 899)

* Pão de Açucar (R. Clodomiro Amazonas, 955)

* Compre Bem (R. Clodomiro Amazonas, 1308)

Mexicaníssimo
Mexicaníssimohttp://www.mexicanissimo.com.br/unidades

Eataly
Eatalyhttp://caseienaoseidemaisnada.blogspot.com

2.1.4 MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS, PROFANAS E RELIGIOSAS


A Vila Olímpia não é grande palco para manifestações de qualquer tipo. Assim como grande parte dos bairros de São Paulo, o bairro não possui uma religião predominante, o que se observa é uma grande variedade de religiões, e uma grande variedade de templos religiosos.

Assim como a maior parte da cidade, a maioria dos templos são de origem cristã. Possui templos de Igreja Evangélica, Igreja Católica, Batista, Comunidade Shalom, que se trata de uma sinagoga judaica com um crescimento sustentado, agregando mais de 400 famílias, única em São Paulo. A Shalom segue a linha Masorti (conservativa) e se destaca por ser uma das congregações que mais cresceu nos últimos anos, tanto em números de associados quanto em diversidade de atividades e programas.

Curiosamente também se encontra a Igreja Católica Chinesa, que é uma sociedade civil religiosa fundada em 5 de dezembro de 1961, com sede e foro na capital de São Paulo, que tem por finalidade formar uma família sacerdotal, moral e espiritualmente elevada, promover a constituição de um patrimônio comum destinado ao amparo dos membros necessitados, e de maneira geral auxiliar e promover obras sacerdotais, apostólicas e de assistência social e ainda auxiliar os sacerdotes necessitados, sendo indeterminado o seu prazo de duração.

No bairro da Vila Olímpia, acontecem diversas feiras de arte de pequeno porte, apesar da maioria das feiras serem gastronômicas, é possível encontrar pequenas manifestações profanas na região.

* Igreja Batista (Rua Aleixo García, 86)

* Igreja Evangélica (Av. Dr. Cardoso de Melo, 835)

* Igreja Católica (Rua Casa do Ator, 450)

* Igreja Católica Chinesa (R. Santa Justina, 290 – Vila Olimpia)

* Comunidade Shalom (Rua Fiandeiras, 295)

2.1.5 REALIZAÇÕES TÉCNICAS E CIENTÍFICAS CONTEMPORÂNEAS


O bairro da Vila Olímpia se encontra em constante evolução no quesito construção. Por se tratar de um bairro quase que inteiramente comercial, a arquitetura pode ser considerada moderna. Houveram grandes mudanças desde o boom imobiliário nos anos 90, quando o bairro passou de residencial para comercial. Ainda é possível encontrar sobrados com arquitetura antiga, mas a maioria das casas antigas deram espaço a grandes construções de prédios, alguns residenciais, outros comerciais.

Em decorrência da ausência de conteúdos sobre os temas, foram realizadas entrevistas com moradores da Vila Olímpia pelo grupo, elevando questões sobre turismo, transporte e facilidades do bairro. De acordo com as respostas dos entrevistados, é possível observar que eles acreditam que a Vila Olímpia é um bairro totalmente voltado para o comércio, deixando o turismo em si de lado.

O bairro é tão comercial, que os moradores dizem sentir falta de comércios funcionando 24 horas, que abrem aos domingos e ainda de elementos que geralmente “vendinhas” e horti-frutis. Quando ao transporte público, se mostraram satisfeitos, já que existem inúmeras opções de ônibus com corredores, o que facilita na hora de se descolar para outros lugares.

Para que haja turismo, deve haver planejamento e definição de objetivos a serem alcançados. A esse respeito, Braga (2007, p. 8) declara:

Planejamento turístico é o processo de avaliação do núcleo receptor (comunidade, oferta turística e demanda real) da demanda potencial e de destinos turísticos concorrentes, com o intuito de ordenar ações de gestão pública direcionados ao desenvolvimento sustentável e, consequentemente, fornecer direcionamento à gestão privada para que ela estruture empreendimentos turísticos lucrativos com base na responsabilidade socioambiental. 

As fontes foram insuficientes e o material não foi útil para auxiliar na pesquisa para colocarmos dados precisos sobre a arquitetura do bairro. Mesmo os moradores não percebendo, o bairro da Vila Olímpia atrai diversos turistas. Possui diversos bares e restaurantes famosos na cidade, onde passam pessoas de todos os mais distintos lugares. Com isso, o bairro acaba se tornando um atrativo turístico segmentado para as pessoas com interesses gastronômicos e com pessoas que buscam lazer e fazem a Vila Olímpia como ponto de encontro com seus amigos.

Bar Seo Gomes
Bar Seo Gomes ()


2.1.6 Identificação dos impactos turísticos e medidas mitigadoras


Com base nas informações anteriores, é possível avaliar que o potencial da Vila Olímpia é muito forte, porém ainda tem muito a desenvolver no que se diz respeito ao turismo. É uma região que ganhou muita fama e vem crescendo rapidamente, porém ainda não pode se comparar como um símbolo da cidade, como é o caso da Av. Paulista. Mas afinal, o que torna a Paulista tão diferente da Vila Olímpia? Mesmo a sendo apenas uma avenida, ela concentra muitos valores e uma estrutura bem singular, podendo as vezes até ser considerada um bairro. Ambas as regiões são semelhantes em vários quesitos, como variedade gastronómica, enormes centros comerciais, status e estruturas singulares. Os diferenciais apesar de poucos são o que fazem um se destacar mais que o outro. Qualidades como a proximidade com o centro da cidade, que facilita o acesso de qualquer região da cidade. A Vila Olímpia se localiza na zona Sul o que já gera uma certa dificuldade para se ter acesso. Outro diferencial é a cobertura completa da avenida por transportes públicos como metros e ónibus e uma imensa quantidade de táxis. Na Vila Olímpia, o acesso a ónibus é de fato muito fácil e a demanda é enorme, porém o transporte por metro é inexistente e a Estação Vila Olímpia de trem não fica em uma localidade que o acesso aos ónibus é muito mais escasso, levando a um efeito anular o outro e causar certos transtornos aos usuários de tal transporte. 

Avenida Faria Lima
Avenida Faria Lima ()

Mas o elemento que se destaca mais, apesar de estranha, seria a altitude que a Av. Paulista se encontra, levando ao turista a crer estar no ponto mais alto da cidade, dando um toque de importância e superioridade se comparado aos arredores. Sendo assim, não é de surpreender que haja uma vasta quantia de eventos como celebração de ano novo, corridas, centro para movimentos populares, etc.. Fazendo a Av. Paulista carregar muito mais que recursos tangíveis, ela alcançou um patamar de recurso intangível de tamanha força, que transformou uma avenida literalmente em um monumento para todos os paulistas.

 No caso da Vila Olímpia, ela é de fato chamativa por suas estruturas, mas não há um marco que identifique-a na cidade ou um destaque. Por exemplo, você sabe que está chegando na Av. Paulista quando verifica que precisa subir muito para chegar até lá e quando se atinge o topo, você já sabe onde está, a Vila Olímpia não possui essa característica. Outro fator que complica sua divulgação, é sua posição como um pedaço do Itaim Bibi, que a coloca como um foco secundário na visão daqueles que usufruem da região.

 Levando essas informações em conta, o turista certamente irá se aventurar com muita diversão e afazeres ao passar pela Vila Olímpia, porém na sua memória, será apenas uma parte de uma grande área. Podemos dizer então que o maior deficit da Vila Olímpia, é seu potencial intangível, sendo lembrado por sua estrutura, porém não como algo memorável pela falta de representação para o morador da cidade de São Paulo.



2.1.7 Identificação de Políticas Públicas


De acordo com a visão da Secretaria do Meio Ambiente – SEMA: políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. As políticas públicas correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.

A Associação Colméia, uma organização sem fins lucrativos constituída por moradores, usuários e empresários da Vila Olímpia tem como objetivo propor e implantar um projeto de requalificação urbana para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e de todos que transitam pelo bairro. Possuem três planos de ação: “Urbanístico, segurança patrimonial e coleta seletiva”.

De acordo com a Associação Colméia:

O ponto de partida foi pensar numa solução conjunta para os diversos problemas existentes no bairro. Além de servir como passagem para veículos com outros destinos, apresenta calçadas estreitas e irregulares, longos quarteirões sem passagens intermediárias, paisagismo inexpressivo, ausência de mobiliário urbano, postes com fiação elétrica e de sinal excessivos, questões de segurança, lixo, enchentes etc. Desenvolvemos projetos e estamos os implantando, com a parceria público-privada e participação da comunidade.

A Associação Colméia tem parcerias com a prefeitura para a construção e reestruturação de praças, como a Praça Gemayel e Praça Raul Cortez, obras com melhorias nas ruas e calçadas, novas pavimentações e melhorias no sistema de tubulação e drenagem. A seguir, é possível observar a construção da Praça Gemayel: 

Construção Praça Gemayel
Construção Praça Gemayel ()

A Vila Olímpia está em constante avanço em certas áreas, porém ainda não possui uma forma de estrutura geral, ele varia de acordo com a proximidade a Av. Juscelino Kubitschek, um exemplo, é a estrutura na proximidade com a Av. Santo Amaro, onde se encontra uma vasta diversidade de estruturas, de bares humildades até prédios comerciais enormes. Essa diferença se dá pela distância do centro Vila Olímpia e os arredores, uma característica não tão incomum em várias regiões.

Porém, com o intuito de aprimorar e tentar unificar a Vila Olímpia como um todo e assim ampliando suas características tangíveis e intangíveis, a prefeitura junto ao estado e alguns membros da iniciativa privada estão de olho em um projeto de enorme escala que irá revitalizar essa área que não se encaixa no perfil do bairro. A ideia da reforma torna como ideia transformar a Av. Santo Amaro do começo da Av. Juscelino Kubitschek até o Viaduto Santo Amaro (Av. Dos Bandeirantes) em uma estrutura baseada na Av. Paulista e Av. Brigadeiro Faria Lima. Realizando procedimentos como fiação subterrânea, refazer o asfalto, ampliar as ciclo faixas, trazer mais atributos naturais como árvores e flores para tirar o tom muito cinza da área, remover toda a pichação, etc…

Com tal projeto finalizado, as chances de se criar um novo cartão postal para o bairro é imenso, sendo que se for levado em conta que para ter acesso a Vila Olímpia é preciso descer a Av. Brigadeiro Luis Antônio. Logo irá se deparar com um novo ambiente, levando o turista a criar a impressão de estar realmente entrando em uma área de destaque e de muitas atrações. Com isso, é esperado que o bairro ganhe uma valorização ainda maior e que possa se tornar um novo foco turístico para os paulistas. O projeto ainda não tem data para ser entregue, porém já podemos ver como novos prédios estão aparecendo nos arredores inclusive, não muito depois da informação desse projeto ser divulgado, houve o surgimento de um hotel de grande porte na avenida, algo que realmente estava em falta. Se levarmos isso em conta, acreditamos que o projeto não esteja tão longe de entrar em ação, no momento, nos resta esperar e verificar como com esse projeto, a avenida junto ao bairro irá se moldar de agora em diante.

Em consequência da região não possuir turismo propriamente dito, não foi encontrado medidas mitigadores, por esse motivo, o grupo não encontrou dados suficientes sobre o assunto, mesmo sendo pesquisado em diversos sites e artigos, não houve elementos suficientes para a realização da pesquisa. 

        


  3 CURIOSIDADES


Antigamente, as ruas da Vila Olímpia não tinham nomes, eram identificadas por números. Após alguns anos, em decorrência das histórias aconteciam, os números começaram a ser modificados por nomes, muitas vezes em homenagem à pessoas que foram importantes na época. Segue alguns exemplos:

Casa do Ator — A rua era conhecida assim pelos moradores, por haver ali uma casa que abrigava atores aposentados

Clodomiro Amazonas (1884-1953) — Foi um paisagista e ilustrador

Doutor Cardoso de Mello (1883-1965) — José Joaquim Cardoso de Mello Neto foi prefeito de São Paulo (em 1930) e governador do estado (1937-1938)

Fiandeiras – O termo significa “mulheres que fazem fios” — profissão comum numa região que tinha muitas tecelagens

Hélio Pellegrino (1925-1988) — Psicanalista e escritor, fazia parte, com o romancista Fernando Sabino, o contista Otto Lara Resende e o cronista Paulo Mendes Campos, do chamado grupo “Os quatro mineiros”

João Cachoeira — Funcionário da família Couto de Magalhães que em 1896 comprou o terreno onde cresceu o bairro. A data de nascimento é desconhecida e o sobrenome Cachoeira era provavelmente um apelido: João gostava de beber cachaça

Olimpíadas — É uma homenagem à competição esportiva, sem relação específica com o bairro. Estava no banco de palavras da prefeitura e foi usada para rebatizar a antiga Rua Coronel Luís Pinto

Raja Gabaglia — O professor de geografia Fernando Antônio Raja Gabaglia (1895-1954) e seu irmão, João Capistrano, ajudaram a criar o IBGE

Ribeirão Claro — Não, não é referência aos frequentes alagamentos que essa rua sofria. Antiga Rua 7, foi rebatizada em 1954 com o nome de uma cidade paranaense retirado do banco de palavras da prefeitura. 

3.1 OPINIÃO LOCAL

Moradoras recordam época da Chácara Itaim e do matagal Vila Olímpia Por Joyce Ribeiro Dezembro 13, 2004

A região dos bairros Itaim Bibi e Vila Olímpia, hoje repleta de edifícios, bares e estabelecimentos comerciais, já foi uma tranquila área de chacaras povoadas por imigrantes e descendentes de italianos e portugueses.

Sarah Realti, 75 anos, que há 38 anos reside no mesmo local da Vila Olímpia, relembra com saudades do tempo em que chegou à rua Ministro Jesuíno Cardoso: “Aqui era tão tranquilo. À noite, dava até para ouvir o som de sapos e grilos”.

Sandra Regina Santo Ambrósio, 49 anos, pertence à família italiana Tronchin, que chegou há 80 anos à Vila Olímpia para trabalhar como caseiros de uma família abastada, os Pansardi, afirma: “A história da minha família se confunde com a da região”.

O Itaim, chamado antigamente de Chácara Itaim, nasceu na Avenida Santo Amaro, onde hoje é a confluência da Av. Pres. Juscelino Kubitschek com a Av. Antônio Joaquim de Moura Andrade. Neste local ficavam as chácaras dos pioneiros italianos, que sobreviviam do plantio de verduras e legumes para o abastecimento local, do cultivo de flores e da criação de animais. Sandra lembra de senhoras portuguesas, com trajes pretos, segurando flores e vendendo-as nas ruas. Já a Vila Olímpia era um charco, um verdadeiro matagal de terra preta, o que dificultava as construções. Com ruas de terra batida, os meios de transporte utilizados eram as carroças e as charretes. Dona Sarah recorda de uma espécie de ônibus, chamado jardineira, que descia toda a Rua Augusta em direção à Vila Olímpia: “Quando menina, eu vinha para as chácaras pegar mexerica, goiaba e jabuticaba”.

A igreja Santa Tereza de Jesus, a mais antiga do bairro, está presente na história de boa parte dos moradores, seja nos batismos seja nos casamentos. Há cerca de 20 anos, ela realiza a tradicional Festa dos Povos num fim de semana do mês de outubro. Não havia áreas específicas de lazer na região. Havia um projeto do que seria chamado “Nosso Clube do Itaim”, mas que não se concretizou. Os homens costumavam frequentar o Clube da Bocha, ainda hoje muito tradicional no bairro. Restava portanto aos moradores fazer piqueniques e visitar o Parque do Ibirapuera. A pesca no Rio Pinheiros era uma outra forma de diversão: “Acredite, já comi peixes deste rio”, afirma dona Sarah. O Córrego do Sapateiro, em épocas de chuvas fortes, inundava as casas, para desespero das famílias, e os alunos do colégio Costa Manso sofriam para atravessá-lo. A canalização do córrego modificou a Av Dr. Eduardo de Souza Aranha, onde hoje é Av. Pres. Juscelino Kubitschek.

O bairro sempre contou com escolas estaduais de primeira qualidade, como o Colégio Martim Francisco, Aristides de Castro e o Costa Manso. “Os estudantes precisavam fazer um vestibulinho para conseguir uma vaga”, conta Sandra. Havia ainda, na Av. Juscelino Kubitschek, a Escola Estadual de Formação de Professores Ceciliano José Ennes, hoje localizada na rua Cojuba.

Na esquina da rua Joaquim Floriano com a Bandeira Paulista ficava a fábrica da Kopenhagen, responsável por dar ao bairro do Itaim o cheiro adocicado de seus chocolates. Anos antes, este local havia sido um ranking de patinação. A mãe de Sandra lhe contou que, cerca de setenta anos atrás, havia festas de carnaval com desfiles de charretes nestas ruas. As compras eram feitas nas quitandas e armazéns,

onde as famílias tinham cadernetas e só pagavam as despesas no fim do mês. Todas quartas e sábados, a feira livre, que ocupava a rua Tabapuã inteira, era visitada por moradores à procura de galinhas vivas e de alimentos frescos. A família Strano, tradicional no bairro do Itaim, tinha uma barraca de verduras. Hoje, a feira está confinada no Parque do Povo.

Os estabelecimentos comerciais, conhecidos pelos nomes de seus proprietários, estavam localizados na rua Joaquim Floriano e atendiam às necessidades da população local. Havia a loja de tecidos do Seu Abraão e a do Seu Moisés, a loja de calçados do Seu José, o bazar de material escolar do Betinho, a padaria Alasca, famosa por seus pães, e Desirée Armarinhos, ainda existente. O Mappin ficava no local onde hoje é o Hipermercado Extra.

Na década de 60, a Caixa Econômica Federal financiou casas padronizadas na região, criando pequenas vilas. Mas a feição de bairro residencial começou a mudar já na década de 70, quando a rua João Cachoeira passou a ser o que tinha sido a Rua Augusta nos anos 60, isto é, uma área de intenso comércio. A primeira grande loja foi a Franita. Até então o comércio localizava-se na Av. Santo Amaro, onde ficavam os cines Vila Rica, Del Rey e Graúna.

Na década de 90, a região sofreu uma grande transformação com o prolongamento da Av. Brigadeiro Faria Lima, responsável por dividir o bairro ao meio. Dona Sarah lembra emocionada da desapropriação de uma antiga vila de moradores da rua Cassiano Ricardo em 1993/94: “Lutamos muito para que o bairro se mantivesse tranquilo como quando cheguei aqui”. Hoje, com sua casa rodeada de bares e danceterias que desrespeitam impunemente a lei do silêncio, viu sua saúde seriamente afetada, e c ompleta: “Estou muito triste: vou deixar o bairro em que criei meus filhos em nome da minha saúde”.

 ANÁLISE SWOT

ANÁLISE SWOT
ANÁLISE SWOT Os autores (2017)

Conclusão

O grupo concluí que a Vila Olímpia é um bairro muito promissor e com um potencial em muitos aspectos, porém, foi observado que seu potencial turístico é um dos fatores que estão em falta. Seu foco comercial e vida noturna são realmente algo a se aproveitar, porém não é algo que possa ser de proveito constante para quem visita. Sem sombra de dúvidas, a maior falta se faz no aspecto cultural, algo que realmente se torna a “marca registrada” do local que permite que ele tenha uma identidade própria. O grupo acredita que o bairro ainda irá se tornar cada vez mais importante e requisitado, mas precisará se mostrar para que o turista se sinta interessado para tornar a experiência dele única. 

Com as pesquisas realizadas, foi possível observar que o bairro não possuí foco turístico, seus moradores o consideram totalmente comercial, encontrando algumas dificuldades de encontrar lugares abertos aos domingos, sendo domingo o único dia sem grande movimento pela região, já que nos outros dias da semana, o bairro não para por conta das empresas presentes.

O grupo acredita que há divulgação, diversidade de eventos e espaço para atividades culturais abertas ao público, serão os principais fatores para tornar este bairro um futuro símbolo para todos os paulistas e quem sabe, para horizontes ainda maiores. 

feito

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