DFC – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

Universidade Unigranrio

Contabilidade Empresarial

Administração

DFC – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

FERNANDO MAINENTI

Matricula:2037885

Introdução

O  Iremos abordar o que é um demonstrativo de fluxo de caixa, é uma ferramenta essencial para uma boa análise da viabilidade financeira de uma companhia, também podemos dizer que DFC é uma demonstração contábil obrigatória para muitas empresas, que evidencia as atividades operacionais, de financiamento e de investimento ocorridos no período, para auxiliar na tomada de decisões da empresa, e substituiu a Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), apresentando vantagens e desvantagens no que diz respeito ao seu uso, bem como a (DOAR) devido o debate existente quanto à substituição desta pela (DFC), que resultou na aprovação da Lei nº 11.638, de 28.12.2007, reformulando a Lei nº 6.404, de 15 de Dezembro de 1976, no qual encontrava-se em discussão nos órgãos competentes. fluxo de caixa é o instrumento que demonstrar as operações financeiras que são realizadas pela empresa, o que possibilita melhores analises e decisões quando à aplicação dos recursos financeiros que a empresa dispões. A Demonstração das Origens e Aplicações (DOAR) é definida como a demonstração contábil destinada a evidenciar, num determinado período, as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido (CCL) da entidade, foi aprovado pelo Conselho Federal da Contabilidade (CFC) por meio da Resolução CFC nº 686, de 14 de dezembro de 1990. A DFC, pelo método indireto evidencia os ajustes ao lucro líquido, proveniente da Demonstração de Resultado do Exercício, semelhante a DOAR.

Examinando  conjunto a DOAR e DFC as demais demonstrações permite uma maior abrangência nas conclusões e conhecimento sobre a empresa, em relação á análise isolada de qualquer uma delas, levando a um melhor entendimento que as mesmas se complementam no sentido de oferta o apoio ao processo deliberação nas empresas.

O que é demostração de fluxo de caixa (DFC)

DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa, A demonstração dos fluxos de caixa é a demonstração que evidencia a variação das contas caixa e equivalentes de caixa da companhia. 

A demonstração deve ser apresentada pelo menos uma vez por ano, junto aos outros relatórios contábeis presentes no balanço da empresa. Sua obrigatoriedade tem relação com o fato de que, por meio de análises e auditorias, é possível entender mais não apenas sobre a saúde financeira da empresa, mas também buscar erros e possíveis fraudes contábeis.

No aspecto gerencial, entre as finalidades da elaboração da DFC está a de obter um controle maior sobre o planejamento financeiro da companhia. 

A demonstração dos fluxos de caixa tornou-se obrigatória, no Brasil, a partir de 2008.

Conforme a Lei 6404/76: ().

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Portanto, a demonstração dos fluxos de caixa é obrigatória para a companhia aberta e para a companhia fechada com patrimônio líquido superior a 2 milhões. 

(Brasil) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6404consol.htm#art176iv


Não há como fazer a gestão financeira de uma empresa sem fazer um fluxo de caixa eficiente. O controle das finanças da companhia só pode ser feito quando há um gerenciamento correto do dinheiro que entra e sai, para isso teremos que analisar os tipos de fluxo de caixa.



Tipos de Fluxo de Caixa 

 Analisando os tipos fluxo de caixa para podemos entender melhor o DFC,  muitas empresas ligadas à indústria ou ao varejo não sabem determinar custos de produção ou precificar, por exemplo. Com esse alerta em mente, iremos examinar os tipos mais importantes de fluxo de caixa.

Fluxo de Caixa Direto (FCD)

É o mais utilizado, tanto na análise de movimentos realizados como a realizar. Ele é o fluxo de caixa que permite mais rapidamente verificar problemas de caixa e necessidades de redução de despesas, financiamento bancário ou/ antecipação de receitas.

Deve apresentar, no mínimo, os seguintes itens:

  • Recebimento de clientes 
  • Juros, lucros e dividendos recebidos
  • Pagamentos a fornecedores e empregados
  • Juros pagos
  • Imposto de renda pago
  • Outros recebimentos e pagamentos.           

Este método também é conhecido como a abordagem das contas T (T Account Approuach), e consiste em classificar os recebimentos e pagamentos utilizando as partidas dobradas e tem como vantagem permitir a geração de informações com base em critérios técnicos livres de qualquer interferência da legislação fiscal. Neste método começa-se a explicação dos caixas gerados pelas operações da empresa pelo recebimento das vendas.

Fluxo de caixa indireto (FCI)

Baseia-se no lucro e no prejuízo encontrados na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), com ênfase no aspecto fiscal, fazendo ajustes na DRE.

Apresenta o fluxo de caixa líquido oriundo da: 

Movimentação líquida das contas que influenciam nos fluxos de caixa das atividades operacionais, tais como estoques, contas a receber e contas a pagar.

Movimentação líquida das contas que influenciam nos fluxos de caixa das atividades de investimentos e de financiamentos.   

Como bem destaca o Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, o método indireto, principalmente pela sua parte inicial (lucro líquido ajustado), é semelhante a DOAR, contudo, apesar de seguir a mesma linha, comenta que no método indireto parte-se do lucro líquido para, após os ajustes necessários chegar-se ao valor das disponibilidades produzidas no período pelas operações registradas na DRE, contudo no que se refere a semelhança com a DOAR, o autor destaca que as comparações se estendem apenas as contas circulantes.

Fluxo de caixa projetado (FCP)

Conforme o nome já indica, o fluxo de caixa projetado tem como principal objetivo antever receitas e despesas futuras, de forma que você possa manter o orçamento da empresa preparado para arcar com as despesas e possa gerenciar adequadamente todos os prazos das contas a pagar e a receber.

Avaliar o fluxo de caixa projetado é essencial para não ser pego de surpresa e para enxergar com mais clareza a situação futura de suas finanças.

Essa ferramenta representa um artifício essencial para antecipar falhas ou situações de risco que tornem sua empresa vulnerável a imprevistos, além de permitir que você identifique a necessidade de realizar investimentos.

No curto prazo, o fluxo de caixa projetado tem como objetivo identificar quando a empresa tem dinheiro sobrando no caixa, e quando está faltando recursos. O fluxo de caixa projetado pode ajudar você a escolher as melhores datas para pagar fornecedores e outros vencimentos, por exemplo. 

No longo prazo, pode ajudá-lo a:

planejar as atividades financeiras da empresa;

analisar a liquidez do negócio;

controlar a situação financeira da empresa;

gerenciar o capital de giro de forma mais precisa.

Fluxo de Caixa Descontado (Fdc)

Ele é basicamente, um cálculo que determina o valor de uma empresa, sendo utilizado na captação de investidores, no processo de compra e venda de uma companhia ou em caso de fusões, para avaliar o retorno do capital investido.

temos como exemplos determinadas operações:

Analise de todos os contratos trabalhista e impostos.

Contrato de locações de ponto.

Analise de obrigações trabalhista e previdenciárias e impostos. 

O método do Fluxo de Caixa Descontado é uma técnica de orçamento de capital (como Payback e Taxa Interna de Retorno) e é utilizado para determinar o valor presente de uma empresa, ativo ou projeto com base no dinheiro que pode gerar no futuro. O FCD parte do pressuposto de que o investimento gera fluxo de caixa durante um determinado período.

Observe que o método considera duas importantes variáveis - risco e retorno. Isso significa que a análise de Fluxo de Caixa Descontado utiliza projeções de fluxo de caixa e descontos para chegar a uma estimativa de valor presente. Essa estimativa é, então, utilizada para avaliar o potencial de investimento, quais os riscos e as possibilidades de ROI. Caso o valor obtido da análise de FCD for maior do que o custo atual do investimento, o controller pode dar o sinal verde, pois a oportunidade pode ser boa.

Conclusão

O presente trabalho Corroborou na importância do Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), quando o assunto é referente ao controle de caixa de uma empresa, a evidência da DFC permite que as empresas tenham a ciência da saúde financeira e principalmente em um mundo corporativo assim podendo ter um conceito exato nas tomadas de decisões.

Também apresentamos os principais pontos da DFC que são os tipos de fluxo de caixa relacionados como: direto, indireto, projetado e descontado, que uma empresa deve ter alinhado no setor contábil.

Referências

. Disponível em: https://www.arranjosexpress.com.br/fluxo-de-caixa-o-que-e-e-quais-sao-os-principais-tipos/. Acesso em: 3 dez. 2020.

. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fKrx7oiTQ_8. Acesso em: 3 dez. 2020.

. youtube, 3 dez. 2020. youtube. Disponível em: https://youtu.be/JwRrGQ-dnbc. Acesso em: 3 dez. 2020.

Brasil. Presidente da Republica. Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6404consol.htm#art176iv. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6404consol.htm#art176iv. Acesso em: 3 dez. 2020.

Fortes Tecnologia. Gestão financeira. Fortes Tecnologia. 12/03/2020. Disponível em: https://blog.fortestecnologia.com.br/gestao-financeira/o-que-e-fluxo-de-caixa-seus-tipos/. Acesso em: 3 dez. 2020.

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