PSICOLOGIA EDUCAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA

Sua universidade

PSICOLOGIA EDUCAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA

Débora Fontes Palmeira de Cerqueira UNIVERSITÉ LIVRE DES SCIENCIAS DE L'HOME DE PARIS

Orientador: Ariosvaldo Vieira Silva ARIOSVALDO VIEIRA SILVA

Resumo

Neste trabalho, analisamos a formação da Educação Indígena junto a Psicologia e qualidade de vida, atravessada pelos marcadores gênero, família, etnias e míticos na ancestralidade e seus desdobramentos para a construção e consolidação do conhecimento científico da Educação uma ligação com a Psicologia. Para tanto, buscamos interrogar como as/os discentes do curso de Psicologia da Educação da instituição trabalhada manejam as concepções de gênero, família e etnias, mítico na ancestralidade/laicidade; investigar o desdobramento das concepções de gênero, família, no curso de Psicologia da educação e realizar uma contribuição teórico-política para a Psicologia educacional. Utilizamos a pesquisa de natureza qualitativa e interventiva, por meio da análise documental do Projeto Pedagógico e o currículo vigente do curso de Psicologia educacional da universidade ULSHP e oficinas com um grupo de discentes. Nas oficinas ainda buscamos assegurar os objetivos a partir de uma entrevista semiestruturada contendo questões norteadoras, caso estas não houvessem sido trabalhadas ao final de cada encontro. O conteúdo produzido foi submetido à Análise Descritiva das Práticas Discursivas e Não-discursivas. Compreendemos que o curso de Psicologia Educacional possui lacunas e potencialidades referentes às temáticas de gênero família, etnias e míticos na ancestralidade. Refere uma dimensão de posicionamentos políticos-pedagógicos que deixam abertura para falta de apropriação teórica que embase a prática profissional ante a multiplicidade humana, bem como se faz espaço de criticidade com possibilidade de construção de conhecimento desses conteúdos. Objetivamos que o processo da pesquisa e seus resultados possam estar imbricados com a ampliação das discussões e produção de conhecimento acerca da diversidade humana, no que tange ao gênero, família, etnias e míticos na ancestralidade e considerando ainda as multiplicidades religiosas. E ainda que este produto se dirija a um repensar as fissuras do curso, de modo a aprimorar a formação no compromisso da psicologia educacional com as questões sócio cultural nas tradições e cultura afro-brasileira e indígena.

Palavras-chave: gênero, família, etnias,míticos, ancestralidade

Abstract

Dans ce travail, nous analysons la formation de l'éducation autochtone avec la psychologie et la qualité de vie, traversées par les marqueurs genre, famille, ethnies et mythes dans l'ascendance et ses conséquences pour la construction et la consolidation des connaissances scientifiques de l'éducation, un lien avec la psychologie. Pour ce faire, nous cherchons à nous interroger sur la manière dont les étudiants du cours de psychopédagogie de l'établissement étudié gèrent les notions de genre, de famille et d'ethnicité, mythiques dans l'ascendance / laïcité; étudier le déroulement des conceptions du genre, de la famille, dans le cours de psychologie de l'éducation et apporter une contribution théorico-politique à la psychologie de l'éducation. Nous utilisons la recherche qualitative et interventionnelle, à travers l'analyse documentaire du projet pédagogique et le programme actuel du cours de psychopédagogie à l'Université ULSHP et des ateliers avec un groupe d'étudiants. Dans les ateliers, nous cherchons toujours à garantir les objectifs à partir d'un entretien semi-structuré contenant des questions d'orientation, si elles n'avaient pas été élaborées à la fin de chaque réunion. Le contenu produit a été soumis à l'analyse descriptive des pratiques discursives et non discursives. Nous comprenons que le cours de psychopédagogie présente des lacunes et des potentialités concernant les thèmes du sexe de la famille, des ethnies et des mythes dans l'ascendance. Il renvoie à une dimension de positions politico-pédagogiques qui laissent une ouverture au manque d'appropriation théorique qui sous-tend la pratique professionnelle face à la multiplicité humaine, ainsi qu'à un espace de critique avec la possibilité de construire la connaissance de ces contenus. Nous visons à ce que le processus de recherche et ses résultats puissent être entrelacés avec l'expansion des discussions et la production de connaissances sur la diversité humaine, en ce qui concerne le sexe, la famille, les ethnies et les mythes dans l'ascendance et en tenant également compte des multiplicités religieuses. Et même si ce produit vise à repenser les fissures du cours, afin d'améliorer la formation à l'engagement de la psychopédagogie sur les enjeux socioculturels des traditions et de la culture afro-brésiliennes et autochtones

Keywords: sexe, famille, ethnies, mythes, ascendance

Introdução Aprender com o Índio; Educar-se. 

Quando aldeia é a escola e ele é Professor. 

Um olhar a Natureza do ser.

     O presente estudo trata do desenvolvimento da linguagem indígena e sua natureza bem como a fauna e flora existente em cada um de nós, que pôde ser escrita graças ao acúmulo das experiências e muita pesquisa junto aos irmãos das tribos Kariri-Xocó, Kiriri e Fulni-ô.

    Passando pelas várias fases da construção de uma etnografia, revelando irmãos receptíveis bons amigos acolhedores, com força de vontade que acompanham a elaboração dos resultados da vivência de campo. Seu objetivo é examinar, respeitar a educação indígena como um todo e poder constatar como o índio passa pelos mesmos conflitos cognitivos e desenvolvem esquemas de interpretação educacional semelhante àqueles desenvolvidos dentro e fora da tribo, considerando normas durante a percepção da aldeia como escola da vida percebendo o professor indígena que mostra e ensina toda sua essência aos irmãos da aldeia e aos que chegam e são fraternalmente adotados. Este estudo revisa os princípios teóricos da eficiência educacional e discute a uso da linguagem indígena em relação direta com o desenvolvimento das tribos, mesmo que a grande maioria tenha que permanecer anônima, neste trabalho muito resumido.

      Da língua não oculta e simplificada com sabedoria de ser, esta natureza do saber cristalina de resgatar a cultura em relação direta com o desenvolvimento cognitivo dos índios do nordeste brasileiro. 

     Eles escrevem-se na abordagem sócio construtivista e se inspira no trabalho de Wakay Cícero Pontes Cruz, idéia e vivência com proteção dos saberes e lutando fortemente pelo resgate defesa e preservação do meio ambiente.  

    A pesquisa foi realizada diretamente com a Águia Dourada (Organização Multicultural Indígena do Nordeste) e Reserva Indígena Thá-Fene, localizado na Quingoma em Lauro de Freitas - Bahia, dados e informações, na sua maioria, da organização a cultura social, com leis de preservação, defesa e conquistas nas aldeias de amigos e irmãos das tribos do Nordeste.    A Entrevista do tipo *Progetiano foi realizada com o objetivo de investigar os conhecimentos desses jovens lutadores relativos à interpretação da Bilíngüe, livre com costumes e crenças uma educação diferenciada. Os resultados permitem concluir que esses jovens indígenas que lutam pôr um ideal educacional, Estimulando a postura transformadora de toda a comunidade indígena educativa para, de fato, inovar a prática escolar; contextualizando-a com enfatize o essencial: conceitos e conteúdos estruturantes, com significado relevante, de acordo com a demanda em questão que é a natureza do saber; desta forma orientando e interagindo com todos os envolvidos no processo de aprendizagem no sentido de desenvolver o potencial do protagonista que o aprendiz, ajudando-o a aprender a pensar e a estabelecer relações entre os diversos conteúdos trabalhados, reforçando sempre a parceria entre a aldeia a escola e toda família indígena.

  Desenvolvendo assim processos cognitivos semelhantes desenvolvidos pôr outras tribos de outras regiões. Durante a aquisição da linguagem escrita, entrevistas o desenvolvimento desses processos dependem do grau de entendimento e vivência de meus irmãos índios e o tipo de conhecimento em questões.

  No final desta obra, encontra-se a palavra de abertura da Jornada Pedagógica de 1999 realizadas em fevereiro de 1991, em Lauro de Freitas na Águia Dourada e Reserva Thá-fene- Bahia - Brasil. Com objetivo de expor novos caminhos a serem seguidos em diferentes âmbitos da Educação diferenciada, como incentivo a novos estudos e investigação que levam ao crescimento das tribos indígenas.

  Estes resultados apóiam a hipótese que sobre os aspectos estruturais a gêneses operatórios das tribos são semelhantes àqueles moradores das cidades com normas e regras.

    Mostrando a realidade da natureza e vivências verdadeiras com entusiasmo e determinação fizeram com que todos XE PYA-PE NDE PORA.

                                                 ( vocês todos moram no meu coração).

                                                           Débora Fontes



Desenvolvimento

Um encontro de dois irmãos a artista plástica, Psicopedagoga pós-graduada em antropologia cultural educacional, Débora Fontes com o Índio Presidente de uma Organização Multicultural do Nordeste, cantor, artista, Wakay Cícero Pontes da Cruz, na Cidade de Lauro de Freitas, Bahia.

      Interessada em conhecer seu passado que tanto lhe vinha em sonhos de infância com povos indígenas e empenhada em ajudar a descobrir os novos paradigmas da educação, Débora não podia imaginar que iria mergulhar em seu próprio passado e ficaria em seu presente propriamente recompensada tornando-se cada vez mais enfeitiçada por esse desafio. Buscando uma educação transformadora a qual estamos comprometidos e entendendo o aluno índio como sujeito portador de cultura e identidade próprias, respeitando, considerando em todas as praticas pedagógica e fazendo deste estudo à tentativa de suprir uma realidade didática, e mostrando de maneira clara aos povos do mundo inteiro o desenvolvimento das discussões bastante complexas e principalmente com relação aos assuntos de parentesco. É orgulhoso entender as nossas raízes culturais e, sendo o cidadão indígena capaz de compreender a cidadania como participação social e política, bem como se posicionar de maneira crítica, responsável e construtiva, valorizando ainda mais a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, diferenças de classes, crenças, etnia ou características individuais e sociais, mostrando o transformador de ambiente que identifica seus elementos e as interações, encontradas, as situações e tornando-se uma motivação, que elevam a elaboração do esquema conceitual, ser que contribui diretamente para melhoria do meio ambiente, uma visão de mundo e da natureza, uma verdadeira relação de vida e experiência. Obrigada a enfrentar três provas, o tempo, a família e a verdade, Débora Fontes, orientada por Wakay, índio Fulni-ô, nos leva por momentos cruciais do universo transformista que há dentro de cada um de nós, diz respeito à reflexão de como agir, perante os outros os valores de igualdade e solidariedade, a moral intelectual esse grandioso universo de luz e trevas, alegrias e tristezas, saúde e dor, harmonia e conflitos, saudades e encontros um universo diferente do nosso onde vivem guerreiros, pajés sonhadores totalmente livres, conscientes e de total lucidez, com o olhar voltado a Psicopedagogia, achava-se que a psicopedagogia significava o conhecimento e o estudo do sujeito individual e ao mesmo tempo em que a sociedade acredita na educação como conhecimento da comunidade também com construção, revelação e saberes.

    A maneira do sujeito aprender é revolucionário aceitando-o como ele é, aprendendo de verdade seus valores, sua cultura, sua tradição e sem perder o contato com a educação tradicional das escolas “não índio”. Significando uma modificação no sistema educacional muito grande e respeitando assim as diferenças culturais com a saúde em sentido mais amplo, tendo a ver, com resistência corporal, força anímica, e clareza espiritual com a maior preocupação da pedagogia: todas as atitudes pedagógicas devem impulsionar e dar suporte ao desenvolvimento salutar, corporal, anímico e espiritual do ser humano, poderá chamar de psicopedagogia preventiva, cumprindo a importante função de socializar os conhecimentos disponíveis, promovendo o desenvolvimento cognitivo e a construção de normas de conduta inseridas num mais amplo projeto sociais, procurando afastar, contrabalançar a necessidade de repressão. Assim, a escola, como mediadora no processo de socialização, vem a ser produto da sociedade em que o indivíduo vive e participa. Nela, o professor não apenas ensina, mas também aprende. Aprende conteúdos, aprende a ensinar, a dialogar e liderar; aprende a ser cada vez mais um cidadão do mundo, coerente com sua época e seu papel de ensinante, que é também aprendente. Agindo assim, a maioria das questões poderão ser tratadas de forma preventiva, antes que se tornem verdadeiros problemas.

     Iniciando estudos aceitando o sujeito como ele é, fazendo consultoria, transformando em laboratório de pesquisa pedagogia baseada na Ciência Espiritual Antroposófica. O e ser humano com a sua sabedoria mostrando que são três aspectos o corpo a alma e espírito, Visando favorecer a apropriação do conhecimento pelo ser humano, ao longo de sua evolução.

    Trabalhando com a sociedade indígena respeitando a forma de aprendizagem, extrapolando os conhecimentos e confirmando que a aprendizagem não está restrita à escola, ela acontece com toda certeza no sujeito, aprendendo com o convívio com a natureza, a comunidade e a sua cultura. Uma ação jamais poderá ser isolada, sim, ser de forma integrada à ação da equipe escolar, indígena ou não, buscando, em conjunto, vivenciando na aldeia uma escola diferenciada, não só como espaço de aprendizagem de conteúdos educacionais, mas de convívio, de cultura, de valores, de pesquisa e experimentação, que possibilitem a flexibilização de atividades que envolva os alunos e professores bem como a família.

        Utilizando a situação específica de incorporação de novas dinâmicas em sala de aula e fora dela em áreas livres, contemplando a interdisciplinaridade, juntamente com outros profissionais da escola, o psicopedagogo estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos, a utilização da linha de trabalho a seguir um ensino compatíveis com as mais recentes concepções a respeito desse processo. Procura envolver toda a equipe, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de produção do conhecimento


Conclusão

Cristaliza ainda, e sempre será na maneira de agir e pensar no educar no ser fiel. Esta fidelidade que busco conhecer.

      Ao longo dos textos e dos programas que compõe o projeto indígena diferenciado “trataremos de diferentes temas, relativo à educação indígena, discutindo pontos de vista sobre como é possível compreender e desenvolver escolar vigoroso e criativo com adolescente e adulto entre onze a quarenta e oito anos de idade. Alguns professores são responsáveis pelo pensamento educacional e pedagógico que é a matriz deste projeto. Gostaríamos de conhecer um pouco melhor o pensamento dos professores e aprendizes indígenas, que são significativos e também representantes culturais de nossa época desta forma, ampliar os horizontes e o seu conhecimento, avançado um pouco mais em sua formação educacional e profissional. O educador tem uma infinidade do saber, ele é um processo infinitamente inesgotável.

     Podendo, encontrar novas alternativas em meio ao conhecimento educacional.

     A prova é estabelecer uma verdade, demonstrando, testemunhando toda uma jornada de luta desafios e conquistas. Experimentando o sabor de vencer com a educação e valorizar um povo reconhecido culturalmente e ao mesmo tempo desprezado. Concretizar, discutir, lutar, defender, preservar, valorizando o seu ponto de vista.

      Refletir qual o sentido para nós?! Andando sempre em busca contínua de compreensão verdadeira.

 Pesquisando cientificamente e relatando nossas descobertas.

   Ampliando e possibilitando, todos aqueles que naturalmente fazem parte do processo.

   Nós, Lymbo, Wakay e eu, faremos sempre pesquisas para serem desenvolvidos, eu com a vida e a sala de aula também com professores indígenas como Lymbo, nesta incansável necessidade de aprender, Wakay com as vidas, sem livros, com a sabedoria trazida da herança dos ancestrais, sem professores especializados, com mestres indígenas, com a sabedoria da natureza, abordando uma única questão a ‘EDUCAÇÃO E O MEIO AMBIENTE’. Que amplia em vários aspectos. Por este motivo esse livro não é só meu, e, sim. Nosso!

Visão de educação para Wakay

  “A educação era naturalmente passada de pai para filho”. A educação social dentro de nossa tribo em termos de desenvolvimento econômico, ainda não tem condições de obter informações correta das grandes cidades. Em forma de educação cultural, temos desenvolvimentos fluídos por uma obediência à natureza em si, nossos segredos sociais são totalmente guardados. O nosso objetivo é aprender, mas, também ensinar tudo sobre o respeito à natureza e da preservação.

   A forma de troca depois no período colonial e tempo de “Cabral”, não trouxe bens, mas, sim, uma influência de hábitos consumidos sem sucesso angustiando e castrando os valores culturais.

                   O que podemos fazer?

    “Precisamos ter consciência de existência indígena, não importa o passado, as mágoas, as dores. O que importa, é o que somos hoje, nós indígenas conservamos a nossa essência, mesmo estando miscigenado. Não temos culpa se fomos devastados ou influenciados, porém posso comprovar, que nos dias de hoje, do jeito que se encontra algumas tribos ainda é preciso saber o que é cultural e social, assim podemos nos integrar uns aos outros sem ter tantas teorias da evolução humana”.


Referências

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Ayon Dall’lgna Rodrigue. O artigo definidos e os numerais na língua Kiriri, vocabulário : Português -Kiriri e Kiriri- Português. Museu Paranaense, Vol. II – 1942,pg 179-212 (Kipeá) . Kipeá. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2020.

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Corrêa de AzevedoGil M.ª . língua Kiriri: descrição do dialeto Kipeá, dissertação de mestrado, : Universidade de Brasília, 1965. Universidade de Brasília, 1965.

MeaderRoberto E. Meader (Org.). Índios do Nordeste: levantamento sobre os remanescentes .

PilettiNelson . Psicologia e educação.

SahlinsMaeshall,. Sociedade tribais: Ancestralidade. . Rio de Janeiro, Zahar, 1970.

WeilPierre . Organização e Tecnologia: Para o Terceiro Milênio. RIO DE JANEIRO: Editora Rosa dos Ventos.

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