DESENVOLVIMENTO PROJECTUAL DE UM BICICLETÁRIO NA UNIVERSIDADE.

UNIVERSIDADE CEUMA

DESIGN BACHARELADO

DESENVOLVIMENTO PROJECTUAL DE UM BICICLETÁRIO NA UNIVERSIDADE.

LAIS RAFAELE SILVA AZEVEDO

Orientador: Alexsandro Pereira Soares

Resumo

Palavras-chave:

Abstract

Keywords:

Introdução

A vida diária da população brasileira está se tornando cada vez mais problemática, o tempo cada vez mais corrido se torna dificultoso a pratica de atividade física diária. Sob essas circunstância, o bem estar é um fator importante que precisa ser analisado, onde melhora tanto a qualidade de vida, quanto na redução de doenças físicas e mentais.

Cresce cada vez mais usuários de bicicletas em todo o país, por sua praticidade e agilidade, tonou-se uma alternativa promissora para o transporte de pessoas, ajudando na sustentabilidade ambiental. O Brasil tem mais bicicletas que carros, respectivamente 50 milhões contra 41 milhões, cerca de 7% das viagens são feitas de bicicletas, é possível o alcance de 40%. Trata-se de um estudo qualitativo com o objetivo de compreender os seguintes fatores que podem orientar o futuro e a sustentabilidade de rede de bicicletas e politica de transporte sustentável. Levando em consideração o local apropriado para o transito de bicicletas e o modo de armazenamento em locais adequados.

Segundo os dados de Jones e Azevedo (2013) da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP) mostra que 38% do total de viagens em 2009, os ciclistas representam 3% e as motocicletas representam 3%. IPEA (2011), pesquisa baseada na percepção da população, mostra que em 13% das viagens nacionais das quais as bicicletas respondem por 7% para as bicicletas e 12,6% para viagens a pé. Dados do ATP 2012 (ANTP, 2014) mostram que uma cidade com 60.000 habitantes, 4% das viagens é feitas por bicicletas (1% do aumento em quatro anos) e 36% das viagens são caminhadas (redução de 2%).

A quantidade de bicicletas montadas no Brasil em 2007 era de 11.5 milhões, dos quais 5,5 milhões eram produtos nacionais (Brasil, 2007). Abraciclo em 2012 foi de 4.169 milhões de bicicletas, das quais 327.590 foram importadas e 3.131 foram exportadas.

Como aumento das bicicletas, surge o problema de como armazená-las em grande quantidade, seja em espaços privado ou público. Quando o espaço é largo ou a quantidade de bicicletas é menor, o armazenamento se torna mais pratico, onde o risco de danos é menor, porém, em espaços pequenos é necessário o uso de criatividade e métodos de problematização para encontrar solução de um espaço amplo para conter riscos de danos nas bicicletas.

Um dos principais problemas encontrados pelos ciclistas é o armazenamento das bicicletas nas universidades, onde costumam priorizar a organização do espaço disponível para carros e motos, onde o espaço deixado para o estacionamento de bicicletas se torna pequeno e que muitas das vezes não consegue comportar o grande fluxo de bicicletas, fazendo com que aqueles que fazem o uso passem a procurar outro meio de locomoção.

Este projeto é baseado e faz referência e base à universidade, onde foi encontradas maneiras de aproveitamento do espaço para à construção de um armazenamento para as bicicletas de forma que não cause nenhum dano e tenha todo um preparo adequado para receber os ciclistas e fazer com que o número de usuários da bicicleta possa crescer através deste projeto.

 OBJETIVOS

2.1. Objetivo Geral:

Desenvolver um projeto de um bicicletário dentro da Universidade Ceuma, ele deverá ser capaz de abrigar todas as bicicletas existentes, onde terá proteção segura para pertences e bicicletas.

2.2. Objetivos Específicos:

• Realizar pesquisas bibliográficas de metodologias na área do design.

• Iniciar pesquisas sobre materiais utilizados para o suporte de estacionamento.

• Elaborar pesquisas bibliográficas sobre as normas de segurança.

• Executar levantamento arquitetônico na instituição.

JUSTIFICATIVA

Ao optar por uma bicicleta como meio de transporte a pessoa terá que está em consenso com as diversas dificuldades existentes, independente do local onde a pessoa habita desde a zona rural à urbana. Competir por espaços com carros, motos e veículos de grande porte para transitar de um lugar para outro é uma de suas dificuldades, apesar de toda essa acessibilidade ainda há uma grande dificuldade de chegar ao seu destino, a uma grande problematização para o "estacionamento" de bicicletas. A disponibilidade de bicicletário para ciclistas é extremamente precária, independente do ambiente público que o ciclista frequenta.

O campo universitário é um exemplo das falta de disponibilidade de bicicletário, um exemplo um tanto falho diante do público que o frequenta. O desenvolvimento de um local amplo e com bom aproveitamento de espaço para o armazenamento de bicicletas torna-se necessário hoje em dia, pois a quantidade de pessoas optando por um meio de transporte que possibilita uma vida saudável vem aumentando cada dia.

 Este trabalho irá dispor de uma solução para esse problema dentro do Campus Universitário Ceuma, onde terá uma bicicletário para armazenar as bicicletas dentro da instituição, uma área com total segurança e conforto para todos que irão utiliza-la.

UNIVERSIDADE CEUMA

O Grupo Ceuma, atualmente, é formado por seis instituições de ensino superior implantadas em capitais e em cidades do interior das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, quatro instituições de ensino têm consolidada sua excelência acadêmica com a oferta de mestrados e doutorados alinhados às diretrizes curriculares do MEC e que em contam com corpo de professores de larga experiência profissional e acadêmica, inclusive em pesquisa científica.

Desde 1990, esse modelo de implantação avança no investimento de mais e mais qualidade na estrutura física e nos recursos didáticos, mais objetividade nos planos pedagógicos dos cursos e nos resultados que credenciam a formação de milhares de profissionais que ajudam a transformar a realidade brasileira.

A Universidade Ceuma, teve começo em 2 de Março de 1990, onde o Presidente da República José Sarney assinou o decreto habilitando o inicio de funcionamento dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Letras e Pedagogia. Sendo a primeira universidade particular do Maranhão, era situada no colégio MENG, no centro de São Luís.

O primeiro vestibular teve 3 mil 424 candidatos concorrendo à 400 vagas. Dois anos depois, teve seu primeiro prédio próprio situado no Renascença, em Janeiro de 1993, o Curso de Direito foi autorizado e, em 17 de dezembro do mesmo ano, o Ceuma formou suas primeiras turmas.

Em 2012, a instituição era mantida pela iniciativa privada e tinha uma trajetória de 24 anos no desenvolvimento educacional do Maranhão, elogiada pela Comissão Nacional de Educação (CNE / MEC), que fez da Uniceuma a primeira universidade privada do Maranhão. Com o novo credenciamento, a Uniceuma passou a se chamar Universidade Ceuma e poderá dar continuidade ao seu programa de ensino para expandir a oferta de ensino superior principalmente no Maranhão.

Hoje, a Universidade Ceuma é uma instituição sólida. Atualmente, esse número impressiona: mais de 17 mil alunos estão distribuídos em mais de 33 cursos oferecidos em diversos campi dentro e fora do estado. Mais de 33 cursos profissionalizantes, três cursos de mestrado e dois doutorados. Mais de 25.000 profissionais capacitados têm contribuído para o desenvolvimento do país, inserindo profissionais qualificados e éticos no mercado de trabalho. Atualmente, seu quadro de funcionários é formado por cerca de 1.000 profissionais.

Universidade Ceuma São Luís, engloba a descentralização física de seis campi em cidades distantes entre si abre a perspectiva para que futuros profissionais optem por uma formação qualificada e, ao mesmo tempo, engajada em sua realidade local. Imperatriz, em especial, tem a vocação para direcionar o crescimento econômico do eixo sul do Maranhão e se prepara para despontar, também, como vetor de desenvolvimento social. O curso de Medicina da Universidade Ceuma, implantado no campus Imperatriz, faz parte da estratégia de aglutinar qualidade de ensino e estrutura, valorização humana e compromisso social.

Ao longo de nossa história existiram diversos marcos que contribuíram para a construção do que somos hoje. Conheça alguns dos eventos que tiveram destaque em quase três décadas de existência.

Esquema 1 — LINHA DO TEMPO DO GRUPO EDUCACIONAL CEUMA
LINHA DO TEMPO DO GRUPO EDUCACIONAL CEUMAAdaptado pela autora UNIVERSIDADE CEUMA

A universidade Ceuma, hoje com 31 anos de experiência e história, possui mais de 20 mil alunos, contando com cerca de 842 professores onde estão divididos em 59 cursos. É relevante ter um bicicletário dentro da instituição onde possa suportar uma grande quantidade de alunos e funcionários que precisam de um transporte alternativo, tento que se deslocar de um lugar para o outro, muitos à procura de uma rota de fuga dos congestionamentos da cidade e por encontrar isso no ciclismo, assim, evitando atrasos e exaustão do dia a dia.

A instituição deve considerar a motivação para o uso da bicicleta como um projeto institucional e, como qualquer projeto, deve identificar necessidades, traçar metas, definir metas a serem alcançadas e planejar ações a se executar. Portanto, recomendamos que dois cursos principais de ação sejam tomados como parte de um plano institucional para incentivar o uso da bicicleta: estabelecer ou melhorar a infraestrutura e programar políticas institucionais.

DESIGN / DESIGN DE PRODUTO

O conceito de design muitas das vezes cauda uma confusão por nem sempre é claro o que o termo significa. Segundo o dicionário Aurélio, design passa a ter diversos conceitos, como: visam à criação de objetos, ambientes, obras gráficas etc. que sejam ao mesmo tempo funcionais estéticas e estejam em conformidade com as demandas da produção industrial.

Existem incontáveis tendências do design, até mesmo descrições refletem ricamente o uso do próprio termo “design”. Segundo o "Oxford Dictionary" foi no ano de 1588 que, pela primeira vez o termo "Design" foi mencionado e descrito como: Um plano desenvolvido pelo homem ou um esquema que possa ser realizado.

Siegfried Giedeon descreveu (primeiro em 1948; mas veja também em 1987) como no século 20 se introduziu o designer industrial. “Ele formava a carcaça, cuidava do desaparecimento dos mecanismos visíveis e dava a tudo formas aerodinâmicas como de um trem ou automóvel".

Mais tarde Holger Van Den Boom (professor de design, alemão), em 1994 fala que “A palavra design se origina do latim. O verbo “designare” é traduzido literalmente como determinar, mas significa mais ou menos: demonstrar de cima. O que é determinado está fixo. Design transforma o vago em determinado por meio da diferenciação progressiva. Design (designatio) é compreendido de forma geral e abstrata. Determinação por meio da apresentação. A ciência do design corresponde à ciência da determinação”.

O termo Design Industrial é atribuído a Mart Stam que o utilizou pela primeira vez em 1948 (Hirdina, 1988). Stam entendia por projetista industrial qualquer um que se dedicasse na área industrial, sendo no campo, na indústria ou sociedade a procura de novos materiais. Especialmente a ex República democrática Alemã, tem o significado do termo “design” como objeto de intenso debate de longo prazo. Ser compreendido lá o design faz parte da política social, econômica e cultural. Nesse caso Horst Oelke (1978) chamou atenção para que a configuração formal não se ativesse somente aos aspectos sensoriais e perceptivos dos objetos. O designer deveria se voltar também os meios de satisfazer as necessidades da vida social ou individual.

Uma abrangente e por isto mesmo muito útil descrição foi elaborada pelo Internacional Design Center de Berlim em 1979 por ocasião de uma de suas exposições:

• Bom design não se limita a uma técnica de empacotamento. Ele precisa expressar as particularidades de cada produto por meio de uma configuração própria.

• Ele deve tornar visível a função do produto, seu manejo, para ensejar uma clara leitura do usuário.

• O design deve tornar transparente o estado mais atual do desenvolvimento da técnica

• Não deve se ater apenas ao produto em si, mas deve responder a questões do meio ambiente da economia de energia, da reutilização de duração e de ergonomia.

• Design deve fazer da relação do homem e do objeto o ponto de partida da configuração, especialmente nos aspectos da medicina do trabalho e da percepção.

Segundo Johnatan Pil, “O design descreve o processo de seleção de formas, materiais e cores para estabelecer a forma de alguma coisa a ser feita. O objeto pode ser uma cidade ou vila, um prédio, um veículo, uma ferramenta ou qualquer outro objeto, um livro, uma propaganda ou um cenário. O design é a atividade que forma uma parte importante da realidade conforme a experimentamos”.

O design inclui a concepção do produto como forma de solucionar problemas técnicos, ergonômicos, sociais, de mercado e de produção. Projetar produtos é pensado para atender às necessidades dos humanos, e a forma de expressão dos designers é a forma, ou seja, a forma de transmitir ou compor informações. Possui 2 qualificações. O primeiro design de produto envolve os aspectos tridimensionais do produto, interação visual e tátil, uso e funções de operação, e inclui atividades relacionadas ao desenvolvimento de produtos industriais no campo de bens de capital. A segunda é a programação visual, que é utilizada para os aspectos bidimensionais dos produtos, ou seja, a interação entre visão e percepção, e visa desenvolver elementos de informação visual em mídia impressa, digital e eletrônica. Hiratsuka (1996)

 Podemos deduzir que o design é uma ideia, um projeto ou um plano para a solução de um problema determinado. O design consistiria então na corporificação desta ideia para, com ajuda dos meios correspondentes, permitir a sua transmissão aos outros. Já que nossa linguagem não é suficiente para tal, a confecção de croqui, projetos, amostras, modelos constitui o meio de tomar visualmente perceptível a solução de um problema. Assim, o conceito de design compreende a concretização de uma ideia em forma de projetos ou modelos, mediante a construção e configuração resultando em um produto industrial passível de produção em série.

BLAICH (1997) afirma que, primeiro, a ergonomia é uma parte integral do design e seus processos, uma vez que sempre há um usuário envolvido com um objeto.

Segundo, a maioria dos produtos, principalmente os mais complexos, possuem atributos críticos para a atualização bem sucedida dos seus usuários. Estes atributos devem ser identificados sistematicamente, medidos em termos de requisitos de desempenho humana e, quando possível, os resultados destas avaliações devem ser incorporados ao design (projeto) de um produto. Ergonomia possui a capacidade para fazer isso, ou seja, aumenta o nível de confiabilidade nas decisões de design voltadas para a acomodação das características do usuário.

As contribuições podem ser feitas em todos os estágios, que raramente são discretos e apresentam-se como séries complexam de retroações interativas, como: conceituação do produto (análise das funções entre usuário e o produto, em termos de capacidades e limitações do indivíduo e seus objetivos gerais e específicos), especificação do produto (assegura que as exigências, ou requerimentos, do usuário serão incorporados ao produto) e avaliação do produto (protótipos ou produtos finalizados avaliados segundo os critérios humanos de melhor desempenho).

Kenji Ekuan diz que: O Design é um processo de transformação das ideias das pessoas em forma... Transformar o invisível no visível... É o processo da criação humana das novas realidades.

O design estaria então realizando o processo configurativo. As rases deste processo de dominam design, tanto em nível parcial, como na totalidade do processo. A confusão cresce ao ampliarmos ainda mais o conceito e considerarmos que o design também é a produção de um produto ou sistema de produto que satisfazem às exigências do meio ambiente humano.

Aqui podemos afirmar que o design é apenas um conceito geral que respondem por um processo mais amplo. Ele começa pelo desenvolvimento de uma ideia, pode concretizar-se em uma fase de projeto e sua finalidade seria a resolução dos problemas que resultam das necessidades humanas.

DESIGN DE PRODUTO

Quando a maioria das pessoas pensa sobre o design do produto, elas pensam em uns produtos orientados para o mercado produzido por fabricantes direto para o consumidor. Desde a revolução industrial, o paradigma do design recebe pouca atenção.

Podemos definir um produto como um conjunto de requisitos que são gerados e disponíveis para os clientes comprarem, a fim de atender uma ou mais demandas de mercado que agregam valor e geram receitas para os consumidores. Armstrong e Kotler (2007, p. 200).

O desenvolvimento de produtos não é uma tarefa fácil, e um planejamento cuidadoso é necessários para evirar atrasos e custos causados por retrabalhos e desperdício. Quando mais planejado esse desenvolvimento, mais assertivo é o projeto.

Ao pesquisar o mercado, você percebe que apenas lançar novos produtos na linha de produtos atuais já tem competitividade suficiente. A vantagem competitiva descoberta é incorporar um ou mais serviços ao produto, aumentando assim o valor do produto. Os produtos físicos são mais fáceis de “copiar”, mas os serviços prestados aos clientes são únicos para cada empresa e apresentam-se como uma vantagem competitiva.

Quais etapas devem ser planejadas para a concepção deste novo conceito? É possível agregar valor a novos produtos por meio desse atendimento personalizado? Quais são as vantagens e desvantagens de incluir este serviço? Além do conceito e da importância do processo de desenvolvimento de produto, é preciso absorver os tópicos relacionados a conceito de produto, integração entre produtos e serviços e benefícios.

O produto pode ter diferentes níveis. Segundo Kotler e Keller (2006), pode-se destacar primeira a localização central encontrada no núcleo, que é a primeira razão pela qual os consumidores a obtêm ao analisar os benefícios descobertos e determinados pelo posicionamento do produto.

Alguns produtos são produzidos a partir de necessidades inéditas dos consumidores. Nesse caso, pela falta de histórico anterior, o risco e a incerteza do sucesso do produto aumentarão muito. Outros foram criados para melhorar o modelo anterior, adicionando a nova versão é mais valiosa. Podemos agregar valor inovando e melhorando produtos ou serviços para tornar as compras mais atraentes em relação aos concorrentes, criando assim uma vantagem competitiva para os concorrentes a empresa.

Muitas empresas investem muita energia em marketing, desenvolvimento de produtos e fabricação. No entanto, deve-se observar que esse valor pode ser visto como o resultado de benefícios reais (funcionalidade, usabilidade, atratividade, etc.), portanto, os clientes tendem a ver o produto como um todo. Pacote de bem-estar.

Portanto, as empresas que possuem departamentos de desenvolvimento de produtos que se concentram apenas ou principalmente em determinados aspectos da criação de valor (por exemplo, qualidade técnica, custo, fabricação ou estética) enfrentam o risco de subotimização do produto. Nesse caso, podemos nos concentrar nos aspectos ergonômicos e ambientais aos qual o consumidor está cada vez mais atento no processo de decisão de compra.

O conceito de ergonomia, de acordo com o dicionário Aurélio, é a pesquisa científica sobre a relação homem-máquina, visando interagir com segurança e eficiência ideais, e aperfeiçoar o desenho das condições de trabalho humano por meio da tecnologia e métodos industriais.

Portanto, a maneira como as pessoas interagem com o produto deve ser realizado como pesquisas, porque afeta a segurança e a qualidade do produto. À medida que a definição de ergonomia se torna cada vez mais ampla, podemos continuar a realizar dois caminhos únicos propostos por Trott (2012): (1) Ergonomia Produtos desenvolvidos por engenheiros de design de produto; (2 e a ergonomia do local de trabalho na linha de montagem é responsabilidade do engenheiro de projeto do processo.

Para CHAPANIS (1962), ergonomia é o nome do ramo da tecnologia moderna que estuda o projeto de máquinas, operações e ambientes de trabalho adequados às capacidades e limitações humanas. Portanto, a ergonomia foca no desenvolvimento de máquinas humanas e no desenvolvimento de tarefas para operar essas máquinas, a fim de buscar maior eficiência, qualidade e satisfação para seus operadores.

CHAPANIS (1962) também destacou que a presença de especialistas em ergonomia no ambiente de trabalho da pesquisa é uma das formas mais diretas de solucionar problemas ergonômicos. Durante a visita, o ambiente e as tarefas do trabalhador foram observados, proporcionando aos observadores uma maneira de ver como melhorar as condições de trabalho. Ao analisar o local de trabalho, o pesquisador pode obter uma descrição precisa do método utilizado para realizar a tarefa. Este é o ponto de partida para qualquer pesquisa de ergonomia e aponta áreas para melhorias.

A definição de ergodesign está baseada no site GRANDJEAN apud do Grupo de Tecnologia ABERGO: ERGODESIGN e disponibilidade de produtos, informação e interação homem-computador (2005) A ergonomia é uma ciência que estuda o comportamento humano e as reações relacionadas ao seu trabalho. Computador operacional e ambiente de estação de trabalho. A pesquisa em ergonomia visa adaptar o trabalho ou a máquina à capacidade humana de facilitar o trabalho e garantir a facilidade de uso da máquina.

Portanto, se a aplicação de princípios ergonômicos for implementada no processo de design, o resultado deve ser um produto atraente e amigável. Máquinas, equipamentos, estações de trabalho e ambientes de trabalho que integram ergonomia e design podem melhorar a qualidade de vida e melhorar o conforto e o desempenho dos produtos.

As características humanas devem ser consideradas no processo de desenvolvimento do produto para buscar um maior conforto na utilização, nomeadamente o produto é compatível com o usuário. Em relação à segurança, é esperada seção o usuário não se machuca durante o uso e o produto é resistente use (a menos que seja projetado para ser destruído com o uso).

Amaral et al. (2006) apresentam alguns itens que podemos considerar com relação à ergonomia no desenvolvimento do projeto de produto:

• O produto deve ser adequado ao conhecimento e às características físicas do usuário, evitando esportes radicais e complexos durante o uso.

 • Em termos de quantidade, as atividades necessárias para operar o produto devem ser promovidas e reduzidas. Torne os controles do produto claros e fáceis de entender e usar, e forneça informações operacionais.

• Pode ocorrer erro humano durante o manuseio do produto. Portanto, é importante estabelecer uma barreira de segurança para evitar operações errôneas que possam colocar em perigo os usuários ou produtos, e sempre informar o modo de operação que está sendo utilizado.

Barbosa Filho (2009) destacou que além das questões físicas e cognitivas necessárias para a utilização do produto, deve-se considerar também o chamado bom design, ou seja, o produto é gratuito a chance de estar errado ou ser maltratado, isso pode causa danos ao usuário. Portanto, em termos de ergonomia no processo de design de produto, vamos nos concentrar nos itens de interação entre as pessoas e produtos.

BICICLETA / BICICLETÁRIO

O código Brasileiro de Transito nos seus artigos 58 e 59 definem diversas possibilidades Art.58. Nas vias urbanas e rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via com preferência sobre os veículos automotores.

" Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrario ao fluxo dos veículos automotores desde que dotado o trecho com ciclofaixas

 O artigo 59 coloca:

 Art.59. Desde que seja autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição pela via, será permitida a circulação de bicicletas no passeio. Bem como o artigo 68 no seu parágrafo primeiro coloca

Art. 68 § 1º O ciclista desmontado, empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres. Sem falarmos ainda no artigo 201

Art. 201. Deixar de guardar uma distancia mínima de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta Infração – média

Devido à crise do petróleo e às mudanças de comportamento que as pessoas passaram a se interessar mais pela aparência, a bicicleta surgiu no Brasil no final do século XIX (início da década de 1970). Com o desenvolvimento do corpo, o primeiro lote de medidas apoiadas pelo governo foi proposto para considerar a bicicleta como meio de transporte" (BRASIL).

Em 1975, a Secretaria de Planejamento do Estado de São Paulo lançou a campanha de ciclismo. Por fim, foi concluído o estudo dos municípios de Araçatuba e Indaiatuba. Em 1976, o GEIPOT publicou o "Manual de Planejamento de Bicicletas" (Política de Bicicletas), que se tornou o principal texto sobre o assunto no Brasil, com foco em cruzamentos, trechos lineares, estacionamentos e processos de planejamento.

No Brasil, a situação real do uso da bicicleta como meio de transporte é muito diferente na distribuição geográfica e possui características diferentes de acordo como porte da cidade. Embora de acordo com as estatísticas do IBGE, as pequenas cidades tenham uma população de 100.000 habitantes, mas ainda respondem por 94,43% do total das cidades brasileiras, mas apenas 43,5% da população do país vive no Brasil.

Á medida que o tamanho da cidade diminui o número de viagens por meio de transporte ativo (especialmente a pé e de bicicleta) aumenta. Em cidades pequenas, a taxa de participação de bicicletas entre os meios de transporte aumentou para mais de dois dígitos e, em média, menos de 4% dos brasileiros viajam de bicicleta (ANTP 2016).

Questões de mobilidade urbana, poluição em grandes centros urbanos e iniciativas para consumir energia e combustível de forma mais sustentável não são critérios novos para ninguém. Não só hoje, essas questões estão se tornando cada vez mais importantes, principalmente devido ao crescimento populacional e ao crescimento acelerado do número de carros e motocicletas nas ruas.

Com o aumento dos veículos automotores nas ruas, as bicicletas vêm conquistando cada vez mais espaço. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografias e Estatísticas (IBGE), eles já são a maioria dos brasileiros, com mais de 20 milhões de carros (70 milhões de bicicletas contra 50 milhões de carros).

A ONG Transporte Ativo conduziu uma pesquisa em cooperação com a Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana no segundo semestre de 2015. A pesquisa coletou dados de 10 cidades no Brasil (Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Manaus) mais de 5.000 ciclistas, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, El Salvador, São Paulo. Dos 5.012 ciclistas entrevistados, 28% relataram que andavam de bicicleta todos os duas, enquanto 31% disseram que andavam de bicicleta pelo menos 5 vezes por semana. Entre os principais motivos, o fato de as bicicletas serem rápidas e práticas é o que mais se destaca, com 43% dos votos. Os problemas de saúde continuam em 24% e a economia no bolso conquista apenas 20% dos ciclistas.

Embora as bicicletas tenham alta adesão como meio de transporte, o principal obstáculo enfrentado por quem opta por esse estilo de vida é conquistar o respeito dos motoristas, que receberam cerca de 35% dos votos. Ao contrário do senso comum, a falta de ciclovias e a infraestrutura precária não são as primeiras, seguindo por 27% dos votos dos ciclistas participantes da pesquisa.

Para um bom bicicletário ele deve ser situado em um local próximo da entrada, sendo deste modo é possível ser visível para todos aqueles que fazem o uso da bicicleta como transporte. O local deve ser bem sinalizado, seguindo as normas com placas ou cartazes para uma melhor identificação do local. O espaço deve ter uma estrutura para receber todos os modelos de bicicletas, um local seguro e prático, onde possa acomodar uma grande demanda de bicicletas, sem correr o risco de danos.

Ao colocar o bicicletário em local aberto, algumas recomendações de segurança devem ser seguidas, pois a calçada na lateral da passagem deve ser plana (máximo 5%), e mesmo formas semelhantes de drenagem de águas pluviais devem ser tomadas medidas para evitar desgaste e rasgo da bicicleta.

Fique atento ao número de ciclistas que frequentam este local, pelo menos 20% a mais do que a demanda. É conveniente instalar o suporte para bicicletas em uma posição que suporte o suporte de extensão para estimular o crescimento de pessoas que usam bicicletas.

O suporte para bicicletas consiste em um conjunto de suportes. Os suportes podem ser soldados em uma única peça, ou podem ser componentes independentes e fixos entre si. O suporte deve ser fixado de forma que não possa ser furtado junto com a bicicleta, portanto, não é recomendado o uso de pinças antimotim para fixar o suporte "Wave" da porta-bicicletas. Isso limita a capacidade real do bicicletário a duas bicicletas, independentemente da capacidade potencial ou indicada. As bicicletas estacionadas perpendicularmente ao bicicletário "em forma de onda" (especificado pelo fabricante) não são apoiadas em nenhum dos lugares e têm maior probabilidade de tombar quando deixadas no bicicletário.

Geralmente, se o guiador e o selim estiverem invertidos, a altura diferente do guiador e do selim permitirá que duas bicicletas sejam estacionadas lado a lado. Se a distância de instalação da estrutura de suporte for muito próxima, é difícil conectar duas bicicletas à mesma estrutura de suporte. Se for muito inconveniente e demorado espremer a bicicleta no estacionamento e trancá-la, o ciclista procurará outra vaga ou usará cada estrutura de suporte para uma bicicleta, reduzindo assim em 50% a vaga estimada.

Isso limita a capacidade real do bicicletário a duas bicicletas, independentemente da capacidade potencial ou indicada. As bicicletas estacionadas perpendicularmente ao bicicletário "em forma de onda" (especificado pelo fabricante) não são apoiadas em nenhum dos lugares e têm maior probabilidade de tombar quando deixadas no bicicletário. A capacidade de publicidade da porta-bicicletas "das ondas" é geralmente muito maior do que a capacidade real.

A área de suporte para bicicletas ou "área de estacionamento de bicicletas" é uma área na quais vários conjuntos de suportes são instalados, e os suportes são separados por canais. Em áreas de tráfego intenso, muitos usuários estacionam ou descarregam bicicletas ao mesmo tempo. Por exemplo, em escolas ou fábricas, a largura mínima de corredor recomendada é de 180 cm.

Da mesma forma, 180 cm de espaço devem ser reservados para cada fila de bicicletas estacionadas. As bicicletas convencionais têm um tamanho ligeiramente inferior a 180 cm e podem ser facilmente acomodadas neste espaço. Certos tipos de porta-bicicletas permitem que sejam instalados mais próximos da parede. Mesmo que o ciclista fique exposto ao sol, a água da chuva durante a pedalada cobrirá a área do bicicletário, o que torna mais confortável para o ciclista estacionar, travar a bicicleta, carregar e descarregar.

Hoje, pode-se dizer que a importância da bicicleta aumentou aos olhos dos urbanistas e dos planejadores de transporte, mas está longe de ser possível. Ao analisar o trabalho publicado pelo GEIPOT no "Projeto Bicicleta: Diagnóstico Nacional" (2001) constatamos que, ainda está longe o dia da comemoração dos mil quilômetros de ciclovias implantadas no Brasil, vale lembrar que cidades como o Rio de Janeiro, independentemente de ser uma grande cidade, Programaram um programa que forneceu mais de 100 quilômetros de serviços de ciclovias para a cidade, e já existem dezenas de cidades Implante nessa direção.

 Vestuário

 Em alguns casos, a natureza da infraestrutura, a distância entre a origem e o destino e as condições climáticas prevalecentes podem dificultar a circulação e a manutenção das roupas em condições adequadas ao longo da jornada de trabalho. Portanto, a falta de vestiários é um dos principais motivos pelos quais muitas pessoas não utilizam a bicicleta como meio de transporte. Se a sua empresa pode fornecer vestiários e chuveiros, isso será uma grande motivação para quem deseja começar a pedalar. Isso também mostrará que a empresa ou organização está levando as bicicletas a sério.

O vestiário deve ser seguro, preferencialmente apoiado em portas, chuveiros, armários, toalheiros, pisos antiderrapantes e bancadas. Deve estar localizado em uma área bem iluminada e o mais próximo possível do estacionamento. Recomenda-se tomar banho pelo menos uma vez a cada 10 bicicletas. Ao permitir que os pertences pessoais sejam colocados na banheira, é igualmente importante fornecer um armário de banheiro. É melhor mantê-los bem ventilados, seguros e trancados.

A IMPORTÂNCIA DO BICICLETÁRIO NA UNIVERSSIDADE

A cada dia, influências externas negativas relacionadas ao transporte tornam-se cada vez mais óbvias, como engarrafamentos, acidentes, tempo de viagem, Os motoristas e o impacto da poluição atmosférica e sonora no meio ambiente. Segue-se, principalmente pelo amplo uso de carros particulares. Frota de obviamente, não há expansão da rede de estradas. Como solução para este problema um método de transporte alternativo é apresentado. Dentre elas, destacam-se as bicicletas, um modelo que traz muitos benefícios para a sociedade: ocupa menos espaço na estrada, reduzir a qualidade ambiental, tornar a circulação da cidade mais agradável e trazer benefícios para a cidade fisicamente e psicologicamente.

Na situação atual, o incentivo ao uso da bicicleta desempenha um papel importante, pois é o principal canal de atração de novos usuários para o uso desse modelo. Diante disso, o estudo buscou determinar o grau de importância do incentivo ao uso da bicicleta nas universidades brasileiras e registrar a importância. Ações realizadas no banco de dados para difundir diferentes experiências. Várias pessoas escolheram a bicicleta como meio de transporte por diversos motivos, como por exemplo: Pela sua importância como gerador de viagens, e pelo grande número de viagens a esses centros todos os dias, o fluxo de tráfego do entorno torna-se um problema; a comunidade universitária encontra-se em uma faixa etária com autonomia e responsabilidade de adotar a bicicleta como meio meios de transporte; E carregar com o passar do tempo, o tempo do aluno geralmente dificulta o exercício físico. Andar de bicicleta resolve esse problema.

O ciclismo é uma atividade divertida, o que prova que até recentemente ainda era considerado uma atividade lúdica, esportiva ou de lazer para as crianças. Por exemplo, No Brasil, para quem não pode comprar um carro ou pelo menos uma motocicleta, andar de bicicleta é considerado um subtransporte. Muitas pessoas têm limitações e retrocessos e ainda defendem essa ideia, mas também aumenta o número de pessoas de todas as classes sociais, que decidem deixar o carro na garagem, mesmo que participem das atividades diárias apenas uma vez por semana.

As estatísticas globais mostram que apenas 60% a 85% dos adultos não praticam atividade física suficiente para melhorar sua saúde. Um estilo de vida sedentário aumentará todas as causas para risco futuros, como doenças cardiovasculares, obesidade, ansiedade, entre outros. Como hábito de sempre estar atrasado e sem tempo suficiente, acabam por tornar a prática mais dificultosa.

 Estudos realizados por Xavier, Giustina e Carminatti (2000) constataram em suas pesquisas que, ao fazer atividade física ao ar livre (como ciclismo), torna-se mais agradável devido à maior velocidade em relação à caminhada e corrida, e à torna menor temperatura corporal durante o exercício físico, tornando-se mais agradável. Além de ter mais contato com a natureza e diversificando a paisagem, também ajuda a diminuir as pressões e tensões do dia a dia.

Andar de bicicleta acaba por incentivar as pessoas ao seu redor, rapidamente deu início a um círculo virtuoso. A cidade e os moradores foram os que mais se beneficiaram, e até ajudaram aqueles que criticavam ferozmente o espaço usado para carros no passado, se beneficiavam muito.

Além disso, estudo realizado por Muradás (2008) estudou 50 atletas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul, onde responderam que o principal motivo para a prática do ciclismo é o contato com a natureza. Como um dos fatores mais relevante desta pesquisa. Essa pesquisa mostra que, a rápida locomoção e por se livrar dos trânsitos das grandes cidades, acaba por melhorar à qualidade de vida, tanto daqueles que usam para o lazer, quanto como meio de transporte para escolas, universidades ou trabalho.

A pesquisa realizada por Samulski e Noce (2000) tem como objetivo analisar as concepções de saúde de alunos, professores e funcionários da comunidade da UFMG e verificar a importância dos motivos para a prática regular de exercícios físicos, cujos resultados mostram que foram pesquisados 574 respondentes. Os indivíduos consideram “o prazer da prática de exercícios físicos” como o fator decisivo para a prática regular de exercícios físico como o principal motivo, o que mostra que a motivação intrínseca tem grande impacto na persistência de exercício. Além disso, concluiu-se que, assim como neste estudo, motivos como saúde, qualidade de vida e prazer costumam estar relacionados à amostra.

No dia 18 de Dezembro de 2014, no Palácio de La Ravardiere, em São Luís do Maranhão, foi criada a lei de nº 5911 de 18/12/2014, onde institui a obrigatoriedade da instalação de Bicicletários (BRASIL, 2015) em estacionamentos públicos e privados no âmbito do Município de São Luís, e dá outras providências.

Art. 1º Torna obrigatória a instalação de Bicicletários em estacionamentos públicos, de fluxos de pessoas, no âmbito do Município de São Luís.

Ao instalar o bicicletário no ambiente universitário, haverá um incentivo inconsciente aos funcionários e alunos para que optem pela bicicleta, pois a mesma estará em um local seguro e protegido próximo aos estacionamentos e portas de entrada da universidade. Dará mais liberdade para o usuário onde estará livre de trânsitos e terá mais contato com o ar livre, sendo assim a qualidade de vida ficará melhor consequentemente o rendimento de alunos e funcionários também será melhor.

MATERIAIS

Segundo as recomendações do “GUIA DE BOAS PRÁTICAS PARA A INSTALAÇÃO DE ESTACIONAMENTO ADEQUADO DE BICICLETAS: PARA CICLOS E BICICLETÁRIO” deve ser enfatizado que existem dois conceitos sobre as vagas de estacionamento disponíveis para as bicicletas. Em momentos diferentes e em contextos diferentes, dependendo de variáveis, por exemplo, as quantidades de espaço disponível, a quantidade de investimento, usam de curto ou longo prazo e outros usos.

  • Paraciclos: Espalhados por toda a cidade ou pontos estratégicos, geralmente utilizados para o uso rápido ou moderado. Na hora de decidir a escolha final, a distancia do destino, lugares de estacionamento prático e área de estacionamentos são mais importantes.

Imagem 1 — Paracilos
ParacilosParaciclo para suporte de bicicleta

  • Bicicletários: Geralmente é de médio e longo prazo, o bicicletário pode haver diferentes tipos de acesso e controle. Eles normalmente estão fechados ou sendo monitorado.

Imagem 2 — Bicicletário Coberto.
Bicicletário Coberto. Jornal... (2015)

 O piso deve ser preferencialmente plano, sem saliências ou cavidade, pode diferir em 5% na direção e se um obstáculo for adicionado, a direção longitudinal do passeio será (paredes, meio-fio, etc.) para evitar que as bicicletas se movam. Se não houver teto, o piso do bicicletário deve ser irregular (máximo de 5%), equipado com canais ou outras medidas de descarga da água da chuva e barreiras.

Imagem 3 — Declividade aceitável no pavimento do estacionamento.
Declividade aceitável no pavimento do estacionamento.Guia... (2017)

Especificações dos paraciclos

O paraciclo é a estrutura individual para fixar e trancar as bicicletas, impedindo que elas tombem. Quando as bicicletas são apoiadas nos dois pontos da estrutura e colocadas às duas rodas no pavimento, permitindo que as bicicletas sejam bem trancadas com cadeados no quatro ou rodas da bicicleta.

O paraciclo deve ser chumbado (preferencialmente) ou parafusado no pavimento (não se recomenda parafusado quando instalados em vias públicas e em locais considerados inseguros). O paraciclo deve ser fabricado em tubo de aço galvanizado ou aço inoxidável, de preferência com 2 mm ou mais de espessura da parede.

O paraciclo deve ter as seguintes dimensões: altura de 75 cm; comprimento entre 75 e 100 cm; diâmetro da barra de, no mínimo, 5 cm (em locais seguros, como interiores de condomínio, pode-se adotar diâmetro menor). Devem-se evitar cantos ou arestas agudas, preferindo-se formas arredondadas. Se confeccionado com material oxidável, o paraciclo deve ser pintado ou revestido com material antioxidante. Seguindo as normas, aumenta a durabilidade do produto. É necessária e recomendável a iluminação noturna do estacionamento, para dar conforto e segurança a quem acessá-lo no período da noite.

Então veremos aqui dois tipos de paraciclos mais utilizados:

• Paraciclo em “U”.

Imagem 4 — Paraciclos em "U" investido
Paraciclos em "U" investidoParking Solutions

Tubo de aço carbono de 2”. Medidas 90x60cm. Pintura eletrostática em diferentes cores. Parafusado ou concretado.

• Paraciclo Circular Haste..

Imagem 5 — Paraciclo Circular Haste.
Paraciclo Circular Haste.Paraciclo Circular Haste. Parking Solutions

Tubo de aço carbono de 2” e 1 1/2″. Medidas 90x47cm. Pintura eletrostática em diferentes cores. Parafusado ou concretado.

A distância mínima recomendada entre os paraciclos, se paralelos, é de 90 cm (0,90 m) de forma a evitar choque ou embarcamentos entre as bicicletas e consequentes danos às mesmas; A distância mínima visa permitir a acomodação da bicicleta e o acesso à mesma para fixação do cadeado; quando não houver condições, se aceita até 75 cm (0,75) de distância entre os paraciclos; Espaçamentos menores dificultam estacionar duas bicicletas em cada paraciclo (uma de cada lado), tornando o estacionamento subutilizado;

No caso de estacionamentos com alas ou fileiras de paraciclos, caso não seja possível o acesso das bicicletas por ambos os lados do paraciclo, é necessário corredor com largura de 180 cm livre entre as bicicletas estacionadas, visando à circulação e manobra das bicicletas; A dimensão do bicicletário e dos corredores leva em consideração a necessidade de espaço para manobra e desembarque da e do ciclista e para carga e descarga da bicicleta.

É importante pesquisar as necessidades necessárias para atender ao número de ciclistas que frequentam o local, isso indica que o espaço de instalação é 20% maior que a demanda existente. É muito conveniente instale o espaço de estacionamento (suporte para bicicletas) em uma posição suportável sua expansão, pois o número de ciclistas pode aumentar.

Tabela 1 — MATERIAIS MAIS UTILIZADOS
PRODUTOS LOCAISMATERIAIS
Pisos.Chão do estacionamento.Cimento, asfalto, cerâmica antiderrapante.
Tintas.Sinalização no chão.Tintas acrílicas estireno ou à base de resina metacrílica.
Placas.Sinalização do estacionamento.Alumínio.
Paraciclos.Suporte para bicicleta.Alumínio, aço galvanizado, Tubo de aço carbono.
CoberturaProteção Policarbonato translúcido.
Guia... (2017, p. 11)

METODOLOGIA

A metodologia de Bruno Munari divide-se em varias etapas, cada uma é responsável por uma parte do desenvolvimento de uma solução para o projeto. Munari apresenta 12 etapas para que se chegue a uma solução. Segundo o conceito elaborado, devem ser tidos em consideração todos os componentes, desde a definição do problema até a sua resolução. Ele resume o método de projeto de forma bastante simples e pratica através do esquema.

Esquema 2 — ESQUEMA DE BRUNO MUNARI
ESQUEMA DE BRUNO MUNARIAdaptado pela Autora. Munari (2008)

Na sua discursão, Munari considera “O problema não se resolve por si só; no entanto, contém já todos os elementos para a sua solução, é necessário conhecê-los e utilizá-los no projecto de solução.” (Munari, 1981, p. 41) Sendo o Designer o responsável em descobrir a saída para a solução do problema encontrado.

Na definição do problema, Munari descreve “Muitos designers pensam que os problemas formam suficientemente definidos pelos seus clientes. Mas isso é largamente insuficiente.” (Munari, 1981, p. 42). Para que se encontre uma solução infalível, é preciso fazer uma analise do mesmo, sendo assim, deve-se definir cada um dos fatos do problema. Seguindo sua metodologia, Bruno Munari apresenta os componentes do problema, onde este passo analisa o problema em vários outros problemas, onde ele sita que “Um problema singular de design é um conjunto de muitos subproblemas.” (Archer cit. in Munari, 1981, p. 39). Devemos dividir o problema em varias partes para assim ter um melhor resultado.

O próximo passo descrito é a coleta de dados, onde recolhe todos os dados necessários para o estudo desses componentes, ou seja, ir à busca de produtos que já existem no mercado relacionado com será desenvolvido, para assim ser usado como base para desenvolvimentos futuros. Análise de dados vem se encaixando juntamente com a coleta de dados, essa análise pode gerar sugestões do que não se deve fazer no projeto, e pode orientar sobre outras possibilidades, materiais, devem-se analisar os valores técnicos do produto. Para o produto ser bem aceito pelo público alvo, ele tem que ter um diferencial no design, ou será só mais um produto no mercado.

A criatividade é a etapa de número 6, onde nela se devem pegar todas as informações já obtidas através das fases anteriores, nesse momento à ideia é substituída pela criatividade, que vem considerando toda possibilidade para chegar a uma resolução, tendo em vista todas as exceções que encontra.

Os materiais e tecnologias vêm ser uma coleta de todas as informações, agora baseado a tipos de materiais e tecnologias disponíveis para serem utilizadas no momento. No fundo estimar as inúmeras possibilidades, no seu contexto de realização. Vem ser uma etapa de estrema importância.

A experimentação vem logo depois das coletas de dados sobre os materiais e técnicas, a criatividade dirige experimentações dos materiais e dos instrumentos para obter ainda outros dados que permitam estabelecer relações uteis ao projeto. Com este processo percebe o proceder do produto realizado, podendo ainda regredir no processo para modificar o produto.

Das experiências resultam as amostras, conclusões e informações que iram levar à construção de modelos que serão utilizados para demostrar as possibilidades tanto do material quando as técnicas que serão aplicadas no produto.

Quase chegando ao termino das etapas, podendo perceber falhas os mudanças durante o processo, tendo a facilidade de modificação retornando todas as etapas anteriores. Tendo em vista que esta metodologia é um estudo geral de como ficará o produto a ser desenvolvido, onde todo método e experimentação são de estudos. O problema, por mais complicado que seja, possui em si todos os métodos para a solução do mesmo.

Na verificação podemos observar as falhas, caso possam existir, e se corrigem na mesma hora. Podendo haver chance de conter outros modelos e nessa etapa da verificação será decidido por qual modelo utilizar após averiguar todo o funcionamento de cada um. Esta análise de mercado serve para analisar o modo como o produto do processo é recebido e utilizado por parte do consumidor, nesse caso será à controversa ou a permanência ou não de determinada tecnologia.

Vamos entrar na parte do desenho de construção, onde ao escolher o modelo desenvolvido após todas as analises observadas e dados coletas, o resultado em uma determinada proposta adequada ao problema definido anteriormente. O desenho construtivo vem ser a solução final para o desenvolvimento do projeto, nele pode ser ver todos os detalhes e tecnologias usadas pelo designer no desenvolvimento final, onde cada detalhe sobre a fabricação já estar definida pronto para o produto final.

Para Munari, o designer “tem de possuir um método que lhe permita a realização do seu projecto com o material correcto, as técnicas certas e na forma correspondente à função (incluindo a função psicológica).” (Munari, 1968, p. 364). Baseando-se no método cartesiano, Munari apresenta os caminhos em que o design deve seguir para ter com sucesso a solução final.

As etapas que o autor descreve são apena guias para o designer. Podendo, alterá-los de acordo com as suas necessidades, com o objetivo de resolver o problema que lhe é dado.

TIPOS DE BICICLETÁRIOS

TIPOS DE BICICLETÁRIOS

Imagem 6 — Oasis Model ESTADO DA ARTE DESIGN
Oasis Model ESTADO DA ARTE DESIGNIndustries

  • RECURSOS

 Aborda estacionamento específico para bicicletas .

Armazenamento de bicicletas econômico .

  •  Construído com materiais padrão.

 Feito com aço de bitola pesada .

 Abrigos para bicicletas pré-fabricados .

 Design modular.

  • COBERTURA

 Policarbonato translúcido multiparede, estilo sarrafo  .

Costura vertical de metal curvada.

  • QUADRO, ARMAÇÃO

 Aço de bitola pesada .

Âncora - montada na superfície .

 Aço - Sistema Tnemec de 3 camadas, incluindo acabamento em tinta epóxi de 2 partes com base de primer de zinco ou acabamento galvanizado.

 

Imagem 7 — BICICLETÁRIO
BICICLETÁRIO: EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A │ Diretoria de Planejamento e Projetos – DP │ Divisão de Inovação e Tecnologia para Mobilidade Urbana – DPI. (2019)

CRONOGRAMA DO PROJETO

Tabela 2 — CRONOGRAMA DE PROJETO
 JANFEV MAR  ABR MAI JUNJUL AGO 
Escolha do Tema   X     
Orientador   X     
Escolha Bibliográfica   X X X   
Determinação dos Objetivos   X    
Escolha de Fonte e Formas de Coletas de dados   X XX X  
Coletas de Dados   X X   
Análise e interpretação dos dados   X X   
Revisão Bibliográfica   X X X X  
Redação do TCC ou Relatório Final   X X X X  
Entrega do Relatório      X  
Adaptado pelo autor

Referências

: EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A │ Diretoria de Planejamento e Projetos – DP │ Divisão de Inovação e Tecnologia para Mobilidade Urbana – DPI.. MANUAL DE REGRAS E BOAS PRÁTICAS PARA IMPLANTAÇÃO DE PARACICLOS, BICICLETÁRIOS, ESTAÇÕES E VAGAS DEDICADAS NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS. MUNICÍPIO DE CAMPINAS, 2019. 50 p. Disponível em: http://www.emdec.com.br/eficiente/repositorio/ARQUIVOS%20OTTC/21350.pdf. Acesso em: 21 abr. 2021.

BermúdezCamila Grillo de. MEU POTE: DESIGN DE PRODUTO COMO ELEMENTO FACILITADOR DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Rio Grande do Sul, 2015. 137 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2015. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/141073. Acesso em: 7 abr. 2021.

BRASIL. LEI n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Diário Oficial da União. BRASILIA. Disponível em: https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/91797/codigo-de-transito-brasileiro-lei-9503-97#art-58. Acesso em: 21 abr. 2021.

BRASIL. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LUÍS. Projeto de Lei n. 5911, de 18 de dezembro de 2014. Diário Oficial. SÃO LUÍS, 06 de janeiro de 2015. Disponível em: https://www.normasbrasil.com.br/norma/lei-5911-2014-sao-luis_280052.html. Acesso em: 21 abr. 2021.

Guia de boas práticas para instalação de estacionamentos de bicicletas: paraciclos e bicicletários., Balneario Camboriu, SC, Brasil, v. 1, ABRIL 2017. 30 p. Disponível em: https://uniaodeciclistas.org.br/biblioteca/guia-de-boas-praticas-para-instalacao-de-estacionamento-de-bicicletas/. Acesso em: 21 abr. 2021.

IndustriesDuo-Gard. Oasis Model ESTADO DA ARTE DESIGN. Koppernick Rd. Canton MI, 24 abr. 2021. Instagram: @industriesduogard. Koppernick Rd. Canton MI. Disponível em: https://www.duo-gard.com/product/oasis-model/. Acesso em: 19 abr. 2021.

Jornal Local. São Paulo, Maio, 2015. 1 p. Política. Disponível em: http://jornalocal.com.br/site/politica/lei-que-obriga-criacao-de-bicicletarios-nos-shoppings-hipermercados-e-no-aeroporto-e-sancionada/. Acesso em: 21 abr. 2021.

Mettzer. O melhor editor para trabalhos acadêmicos já feito no mundo. Mettzer. Florianópolis, 2016. Disponível em: http://www.mettzer.com/. Acesso em: 21 ago. 2016.

MunariBruno. Das coisas nascem coisas. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008. 392 p.

Parking SolutionsBikelink. Paraciclo em "U" investido. São Carlos, SP, 24 abr. 2021. Instagram: @bikelink_. São Carlos, SP. Disponível em: https://bikelink.com.br/. Acesso em: 24 abr. 2021.

Revista dos Transportes Públicos - ANTP, São Paulo, SP, 2003. 146 p. Disponível em: http://files.antp.org.br/2016/4/5/revista-completa-100.pdf. Acesso em: 5 abr. 2021.

SilvaTaiane Gouveia Alves Lopes. Palavras Mágicas: fotografia e cordel.. https://attena.ufpe.br/handle/123456789/33323. Pernambuco, 2017. 87 p. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33323/1/SILVA%2C%20Taiane%20Gouveia%20Alves%20Lopes.pdf. Acesso em: 10 abr. 2021.

UNIVERSIDADE CEUMA. Nossa história. GRUPO CEUMA. SÃO LUÍS. Disponível em: https://www.extranet.ceuma.br/novoportal/universidade/grupo-ceuma. Acesso em: 20 abr. 2021.

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