COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL:  DESENVOLVIMENTO DE UM PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA EMPRESAS PÚBLICAS, PRIVADAS E ONGS.

UNIVERSIDADE PAULISTA

COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DESENVOLVIMENTO DE UM PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA EMPRESAS PÚBLICAS, PRIVADAS E ONGS.

AMANDA DUTRA – N920EB7

LORYENNE REIS – N819GAD

MARCELLA FREITAS – N828CH8

RAFAELA BENEZ– N758FG3

RAÍSSA BORGES – C85BBI8

NATHALIA PASCOAL

Introdução

A assessoria de imprensa, tal conhecemos hoje, teve seu surgimento datado em 1906, pelo jornalista e relações-públicas Ivy Lee (DUARTE, Jorge. 2003). O primeiro ministério a adotar um departamento especializado em folhetins informativos, divulgação de informações para imprensa e atividades com fins de informar o público foi o Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento (MAPA). A agricultura é um dos principais pilares que sustentam a economia brasileira, sendo responsável por 23% do PIB e 43% das importações anuais (PIRES, Regina. 2017). Assim sendo, neste trabalho iremos apresentar a organização da estrutura de comunicação do Ministério da Agricultura, expondo suas responsabilidades, méritos, eventuais deficiências internas e externas e como seus profissionais na Assessoria lidam com a tarefa de produzir informações em nível regional, nacional e internacional.

Objetivos gerais

A atividade de assessoria de imprensa é uma das áreas que mais emprega jornalistas em Brasília. Dessa forma, o grupo tem como objetivo falar sobre a atividade de assessoria de imprensa, retratando quais são os papéis do jornalista na assessoria, características que ele deve ter para lidar com a responsabilidade de ser um intermediário entre o público e a informação representando empresas, ONG’s e o próprio governo, como é o caso da assessoria entrevistada do ministério da Agricultura.

Objetivos específicos

  • Apresentar, de maneira simples, porém clara, quais são as funções de um assessor que atua no âmbito governamental;
  • Quais são as atividades exercidas por um jornalista que trabalha em assessoria; 
  • Explicar a organização do ministério da Agricultura; 
  • Detectar e solucionar os problemas quanto ao plano de comunicação do Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento.

JUSTIFICATIVAS

Escolheu-se a Assessoria do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), pois no texto Assessoria de Imprensa no Brasil, de Jorge Duarte, citou como uma das primeiras assessorias do país. Despertando o interesse do grupo de aprofundamento sobre o assunto.

     O MAPA é a principal fonte de renda do Brasil, e por meio disso a comunicação precisa ser eficaz, para ter bons resultados. O propósito do grupo, seria conhecer como funciona e como é organizado essa assessoria dentro do Ministério, e se atentar às dificuldades que os profissionais de lá enfrentam. E com isso elaborar um plano de comunicação com as informações que adquirir, com soluções aos problemas que encontrar.

Relatório da visita

No dia 20 de março de 2017, às 11 da manhã, o grupo composto por todos os seis membros realizou uma visita à Assessoria de comunicação do Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento (Mapa). Lá fomos recebidos pela Assessora que coordena a Assessoria do Mapa, Maria Regina Pires.

Para conseguir contato com a Assessora não houve muita burocracia, no entanto na data em que estava marcada a primeira visita à Assessoria (17/03), veio à tona a polêmica operação Carne fraca da Polícia Federal. Dessa forma, por ser o ministério responsável por prestar contas à população do que estava acontecendo, nossa entrevista foi reagendada para a segunda-feira (20/03).

As notícias sobre a operação da Polícia Federal ainda estavam muito recentes e por essa razão nosso tempo no espaço foi breve, porém suficiente para que nos fosse fornecido todas as informações para fazer nosso trabalho sem nenhuma deficiência.

Assim que chegamos, fomos para a sala de reuniões onde entrevistamos a assessora Maria Regina para nos esclarecer como é organizada a assessoria e quais as responsabilidades de cada membro. Logo em seguida, o jornalista especializado em rádio, Antônio Sérgio Santos, nos informou a importância do rádio para informação de agricultores e fazendeiros que moram em lugares distantes e não têm acesso à internet e televisão. E a publicitária Paola Coimbra, que comanda quase todas as campanhas internas e externas do ministério explicou como funciona o plano anual de comunicação, seus pontos positivos e negativos, qual o peso de responsabilidade que a publicidade tem e todas as dificuldades enfrentadas em um governo que tem cortado cada vez mais a verba de pilares importantes da comunicação.

História e importância do ministério 

Em sua história, o Brasil sempre foi conhecido mundialmente por ser um dos maiores exportadores de café, cana, ferro e petróleo. Falar sobre agricultura num país onde a atividade de exportação esteve sempre tão presente é de suma importância. Em razão disso, a assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura foi a primeira a surgir quando a atividade dava seus primeiros passos, ainda no século XX.

Segundo Maria Regina, o papel do assessor no envio de informações para a imprensa e posteriormente para o público, é uma atividade que deve ter um cuidado redobrado. Porque o assessor quando trabalha para o governo, aquilo que se divulga é entendido pelos cidadãos como um anúncio do próprio governo, uma informação oficial. Assim sendo, o cuidado na apuração e divulgação é bem maior. Maria ainda nos informou que quando uma informação é passada ao público equivocadamente e ajustes são necessários, o processo é ainda mais delicado.

Por se tratar de um ministério de suma importância, que lida com toda a questão da alimentação desde o seu cultivo, criação, até chegar à mesa do brasileiro, muitas informações técnicas são divulgadas no site oficial do Mapa. Um dos papéis do assessor é fazer com que essas informações tão particulares de cada âmbito consiga ser entendida e discutida entre aqueles que a informação tanto importa: os agricultores, pecuaristas e fazendeiros. Os posts da página oficial do Mapa alcançam apenas àqueles que possuem acesso à internet, o que não é a realidade desses profissionais. Em sua maioria, que vivem em pequenas cidades, o único meio que consegue alcançá-los é o rádio e esse tem papel importantíssimo na formação de opinião destes interioranos.

Organização da Assessoria do Ministério da Agricultura 

Atualmente a formação da Assessoria do Ministério da Agricultura conta com dezenove membros. Dentre estes, em sua entrevista, Maria Regina Pires, ressaltou a função de nove, além da própria, que é a coordenadora geral da assessoria. Seu papel lá é cuidar do dia a dia da assessoria, do que tem maior relevância para se colocar no site, nas redes sociais e quando preciso se envolve no processo de produção de conteúdo também.

O chefe de assessoria é Ronaldo Clay, ele é responsável pelas reuniões diretas com ministros e afins. Ivanedna Lima é a assessora do ministro e no momento em questão estava viajando como mesmo para uma reunião em outro estado. Paola Coimbra coordena a parte de publicidade e propaganda da Assessoria. Ela possui uma pequena equipe que a auxilia nas demandas, quando é necessário um pessoal maior o trabalho é dividido com agências publicitárias. Adriana Alves comanda as redes sócias, produzindo conteúdo pensado para o público que acompanha as novidades na web. Antônio Pastor toma conta da rádio, Juliana Gasperrini é a secretária que auxilia no agendamento de compromissos e prazos e João Rodrigues coordena o departamento de edição das matérias, releases, textos e folhetins.

Plano de comunicação – Ministério da Agricultura

A publicitária Paola Coimbra, coordenadora geral da parte de publicidade e propaganda da Assessoria do Mapa, explicou-nos como é feito e como funciona o plano de comunicação.

Anualmente é divulgado pelo governo o plano de comunicação. Alguns eventos que costumam ocorrer durante o ano são de praxe e outros ocorrem durante os acontecimentos anuais.

O primeiro grande evento pelo qual a Assessoria do mapa é encarregada, especificamente a parte de publicidade, é a campanha de vacinação contra a febre aftosa. A Febre aftosa é uma doença que é dada em bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos; é transmitida através da baba do animal. A primeira grande tarefa é informar esses pecuaristas sobre data e importância da vacinação, pois em caso de infecção o gado tem que ser abatido e incinerado, além do pecuarista perder o direito de transporte dos animais.

Graças a essas campanhas de vacinação, o Brasil está livre de casos da doença há mais de 20 anos. Porém, para manter-se assim a campanha não será suspensa. Em estados como Santa Catarina, por ter baixo índice de gado, não é nem mesmo avisado, pois nunca houve casos da doença no estado. É esperado, por causa desses bons resultados, que no próximo ano o Brasil ganhe um prêmio de certificação e destaque por esse mérito.

O segundo outro evento é o Plano Safra. O plano Safra é um crédito destinado a agricultores, pecuaristas e fazendeiros de pequeno, médio e grande porte, para se investir em safra. O papel das campanhas publicitárias nesse caso é totalmente informativa, para que os beneficiados saibam quando o crédito estará disponível, qual será a taxa de juros, em qual banco estará, etc.

Paola nos informou que a verba destinada à publicidade no Ministério da Agricultura é um dos menores: 15 milhões. E o pouco investimento não os tem atrapalhado até o momento, mas tem sido limitante. Outro fator que tem sido impasse na produção de conteúdo é a burocracia até que a notícia, campanha ou informativo chegue ao público destinado. Antes que o conteúdo circule pelo público, tudo que é feito pela parte publicitária precisa ser aprovado pela Secretaria de comunicação da presidência (Secom). E algo que muitas vezes precisa ser divulgado de imediato pela relevância do que se é tratado, demora semanas.

A publicitária nos explicou ainda que o site do Mapa por seu conteúdo muito rebuscado não é tão acessado, e assim como o jornalista Antônio Sérgio nos contou o conteúdo divulgado deve ser o mais simplificado e objetivo possível. O público destinado é tanto àqueles que não possuem nada de escolaridade até os grandes empresários, dessa forma quanto mais objetivo melhor.

Além das campanhas de praxe, quando há grande especulação acerca de um vírus, por exemplo, é responsabilidade dos publicitários fazerem a campanha alertando a população. Dependendo do grau e da relevância do assunto em questão, se a demanda for maior do que o pessoal disponível são contratadas agências de publicidade para auxílio do trabalho. Essas agências são normalmente as mesmas em todas as vezes que é necessário contratá-las e deve-se tomar o cuidado de sempre: fazer com o conteúdo seja meramente informativo, nada de campanhas mercadológicas.

Rádio do ministério

Formado em jornalismo com especialização em radialismo, Antônio Sérgio Pastor trabalhou na antiga rádio TUPI por 5 anos, atuando atualmente no ministério da Agricultura desde Outubro de 2016.

Em conversa com grupo, Antônio Pastor contou-nos que seu papel dentro do Ministério é alimentar o site onde tem espaço para os áudios, fazer entrevistas, apurar as notícias, diagramar e editar o conteúdo produzido. As matérias e informações da rádio do Ministério abastece outras rádios como a EBC, que é parceira da rádio do Mapa, e em torno de outras 6 mil pelo Brasil e mundo.

Disse-nos também de como é importante para quem pretende seguir carreira no rádio, os cuidados com a saúde vocal, e de como é fundamental um acompanhamento com um profissional em fonoaudiologia para aprender técnicas como entonação correta de voz, impor a voz e a postura.

Trabalhar com rádio é uma questão de paixão, segundo Sérgio. Ele, que é apaixonado por rádio desde os 12 anos de idade, sempre teve o sonho de trabalhar na área. Contou-nos que fazer rádio vai além de simplesmente gravar um texto, é questão de dialogar com ouvinte, passar emoção na hora de transmitir a notícia e ter ciência de que estar lidando com todo tipo de público, desde o produtor rural no interior analfabeto até o consumidor das grandes cidades com alto grau de escolaridade.

Deixou claro também sobre a importância que a rádio exerce nesse meio rural. Nossa realidade na cidade não é compatível com a falta de recursos básicos, como energia, que muitas pessoas que moram em cidades no interior enfrentam. Internet e televisão, apesar de serem comuns, não chegam a esses lugares. Dessa forma, o rádio é o grande responsável por informar o público que não tem acesso a outros meios de comunicação. Ele tem papel primordial em informar, alertar a população, levar decisões que foram tomadas por deputados ou ministros que possuem relevância no âmbito em que se encontram.

Como mencionado anteriormente pela Maria Regina e Paola Coimbra, além de tudo o papel do jornalista que desenvolve conteúdo para um público tão particular, como é o caso dos agricultores, é simplificar o conteúdo que muitas vezes é técnico demais, fazer com que todos os públicos sejam capazes de entender o que é informado.

ESTUDO DE CASO - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) possui uma das assessorias mais antigas do Brasil. Tendo como público-alvo os fazendeiros, agricultores, pecuaristas, empresários, entre outros envolvidos no ramo. Suas prioridades envolvem, por exemplo, as vacinas contra a febre aftosa, questões sanitárias, e campanhas para que tudo o que é produzido no campo seja confiável, incluindo as inspeções feitas para garantir a segurança e qualidade dos alimentos e animais que são para consumo.

A estrutura do ministério é composta por vários sistemas de produção, que auxiliam em todos os meios que é necessário para o melhor resultado de ações realizadas pelo Ministério, resolver problemas, e etc. Por exemplo, a secretaria de política agrícola, sistema de relações internacionais do agronegócio, sistema de defesa agropecuária, e também o sistema de assessoria de comunicação e eventos (ONLINE. acesso 18/04/2017).

Esse sistema de assessoria em especial, é responsável por passar todas as informações necessárias para o público, segundo afirmações da assessora do Ministério, Maria Regina Pires. Mas, tais informações, para que sejam publicadas, ou respondidas, é necessário ter absoluta certeza do assunto, e da confirmação. A atenção precisa ser redobrada, pois está representada ali a própria voz do governo. E quando algo sai errado, a credibilidade das informações oficiosas também são comprometidas.

Os outros ministérios da esplanada possuem empresas terceirizadas que apoiam o sistema de comunicação, mas no ministério da agricultura, possui essa carência, pois precisa-se colocar em dia as licitações para que seja contratado então, uma ou mais empresas que facilitem os serviços feitos. (PIRES, Maria. 2017).

Quando acontece algo que interfere em todos os critérios de aprovação e qualidade do ministério, são os profissionais de comunicação, bem como os assessores, que precisam dar satisfações cabíveis à população, e à imprensa, transformando o transtorno em calmaria com total transparência.

De acordo com o site do ministério da agricultura, o MAPA tem uma visão do futuro em ser uma instituição moderna e ágil, que ofereça o fortalecimento dos produtores rurais e a qualidade dos produtos fornecidos nos próximos anos.

ANÁLISE SWOT

Swot
  Oportunidades  Ameaças
Transição de governo.Transição de Governo.
Campanhas das ações realizadas pela instituição.Notícias que podem denegrir a imagem do Ministério.
Boa reputação.Verba baixa.
Os autores (2017)

Swot
  Pontos Fortes  Pontos Fracos
Assessoria de imprensa bem organizada.Carece de mais mão de obra.
Estabelece relação com a comunidade agrária do país através do rádio.Pouca relação com o público alvo.
Campanhas bem sucedidas.Redes Sociais pouco acessadas.
Primeiro ministério com uma assessoria de imprensa.Conteúdo do portal online pouco acessível devido à linguagem técnica.
Os autores (2017)

Plano de Comunicação desenvolvido pelo grupo

Objetivo 

Melhorar a comunicação entre ministério e todos os segmentos da população, tratando-se de um órgão público deve haver equilíbrio entre conhecimento específico e técnico e conteúdo de fácil e entendimento.

Também é um dos objetivos mostrar a necessidade do aumento de verba destinada ao MAPA, pois mesmo sendo um dos ministérios mais importantes, devido a atual configuração econômica do país, ainda é um dos ministérios com menor verba.

Salientamos a necessidade de maior investimento não apenas em campanhas, mas em publicidade e divulgação de atividades e informações necessárias a população.

Com esse tipo de ação a relação entre o ministério e o público estaria mais estreita evitando problemas de comunicação, diminuindo ruídos e ajudando a população a entender o ministério, suas ações e campanhas.

Público-alvo 

O Brasil é um país agrícola e tem sua base econômica mediante a produção agrícola e pecuária. Liderou por muitos anos os hanks de maior exportador de carne bovina, maior produtor de café entre outros (PIRES, Regina. 2017).

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento têm por missão em sua comunicação atingir os mais diversos públicos, desde o consumidor que compra diariamente seus alimentos, sendo responsável pelo giro de produção até o produtor que é responsável por produzir e colher e fazer com que esses suplementos cheguem até os consumidores. Tendo que atingir desde o técnico em produção alimentícia até quem compra e produz. A informação tem que chegar a todas as regiões de sul a sudeste, de norte a nordeste.

Sua maior dificuldade é de falar com os produtores e consumidores onde a informação é mais escassa, no interior. Por isso foi criada então a Rádio do Ministério, no intuito de chegar até essa população, podendo então estar realizando as campanhas e divulgando as informações que acontecem todos os dias. 

Recursos necessários 

Um dos recursos que precisa com urgência de revisão é o pessoal, por mais que organizada a assessoria esteja no momento são poucas as pessoas para a demanda de trabalho sobrecarregando a área.

Uma solução aceitável seria a contratação de estagiários de nível superior a partir do 4° semestre em comunicação social ou áreas afins, pois já existe alguma experiência e a verba gasta com treinamentos seria menor, ou pedir o histórico escolar para avaliar a adaptação de conhecimentos do candidato à vaga.

A escolha de estagiários é interessante, pois se pode moldar a forma de trabalho do estudante para adaptá-lo melhor ao meio da assessoria.

Canais de comunicação 

O Ministério da Agricultura conta com alguns canais de comunicação para trocar informação com seus públicos, no entanto, essa relação se mostra distante em sua maioria, pois grande parte de seu público alvo constitui a comunidade rural e de baixa renda, que reside no interior do país.

A comunicação com essa parcela da sociedade que por muitas vezes não dispõe do mesmo acesso à mídia e informação através de aparelhos televisivos, jornais e internet, se faz quase que estritamente através do rádio. Matérias, campanhas e anúncios alcançam os ouvintes por meio da transmissão de mais de 6 mil rádios ao redor do país que compartilham o conteúdo criado pelos jornalistas do MAPA.

O Ministério conta também com um portal online onde publica matérias, disponibiliza informações de interesse público e procura sanar dúvidas frequentes de seus públicos alvos, além de oferecer a rádio online. No entanto, o site apresenta linguagem técnica e pouco acessível para a população que já não possui conhecimento prévio sobre o assunto.

O resultado disso é afastamento entre o público alvo e o Ministério, já que existe muito ruído na comunicação. Uma solução imediata seria criar um espaço dentro do próprio portal para alocar esse conteúdo destinado a esse público mais segmentado. Fazendo assim uma divisão em núcleos: o que o público geral pode ler, entender e assim se informar, e o conteúdo para técnicos e empresários do ramo da agricultura e pecuária.

Referencial Teórico

Segundo os professores Sindinéia Gomes Freitas (ECA-USP) e Fábio França (Umesp), a Comunicação Organizacional deve ser responsável pela gestão dos relacionamentos com os públicos da organização de uma maneira eficaz, que gere resultado.

 Para Andréia Athaydes (Ulbra) para prever estratégias de relacionamento é preciso haver um estudo para entender os públicas, para ai então a Comunicação Organizacional montar um elo entre empresa e seu públicos.

 A Comunicação Organizacional hoje ultrapassa a própria Comunicação, tendo interfaces com campos como a Administração, a Antropologia, as Ciências Sociais, a Economia, a Psicologia, as Ciências Exatas e até as Ciências Biológicas. Significa que a Comunicação Organizacional, para se efetivar e acontecer plenamente , deve levar em conta todos esses conhecimentos e todas as práticas, com a finalidade de melhorar os relacionamentos entre as organizações e seus públicos (NASSAR, Paulo. 2009).

 Para Manoel Carlos Chaparro, o jornalismo tornou-se espaço público para socialização do discursos particulares, para os confrontos da atualidade em todos os campos de atividade humana.

 Manuel Carlos Chaparro em Cem Anos de Assessoria de Imprensa diz que, a questão das relações entre as organizações e a imprensa não é nova. Como tema e problema, vem de quase um século.

 É porque noticiar se tornou a mais eficaz forma de agir no mundo e com ele interagir, as relações com a imprensa passaram a construir preocupação prioritária na estratégia das instituições, tanto as empresariais quanto as governamentais, para as interações com a sociedade à qual se ligam, hoje, mais por teias comunicativas ou ações de materialidade objetiva (CAPARRO, Manuel. Pág. 33).

Segundo Jorge Duarte, a atividade de Assessoria de Imprensa pode ser conceituada como a gestão do relacionamento e dos fluxos de informação entre fontes de informação e imprensa.

A migração de jornalistas para áreas diferentes fora das redações se deu pela ação competente em assessorias de imprensa iniciada na década de 1980. Em 1993 o Sindicato dos Jornalistas já calculava que pelo menos 25 mil jornalista atuava em assessorias por todo o Brasil. (San’t Anna, 1993, p. 2).

 Para Jorge Duarte, a valorização da capacidade profissional do jornalista para a atuação no relacionamento com a imprensa e na comunicação institucional é recente, sustentado no interesse das organizações e pessoas divulgarem informações e opiniões para o público por meio da imprensa.

conclusão

Neste trabalho abordamos o assunto sobre assessoria de imprensa.Quais são suas atividades no órgão, características que deve ter para lidar com responsabilidade, por ser um intermediário entre a impresa e o público.

Abordamos também as funções de um assessor que abita no âmbito governamental.

Escolhemos o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

É um órgão que pelo texto Assessoria de Imprensa foi citado que foi uma das primeiras assessorias do país.E concluímos que o devido órgão ,seria algo bastante proveitoso a se conhecer e pesquisa sobre.

Cumprimos os objetivos que tinha proposto de visitarmos o órgão escolhido, entrevistado os responsáveis pela assessoria de comunicação e pesquisar mais sobre a instituição.

Este trabalho foi importante para nosso conhecimento deste tema proposto, por que nos permitiu a conhecer melhor como funciona o dia- a- dia da assessoria e o que ela é responsável para órgão e para o público.Nos permitiu também em desenvolver a competência de entrevistar e conhecer o mundo jornalístico.

Bibliografia

  • ONLINE--(http://www.agricultura.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/institucional) (acesso, 18/04/2017 às 13h);
  • PIRES, Regina. Assessora entrevistada em visita ao Ministério da agricultura;
  • DUARTE, Jorge. Assessoria e relacionamento com a mídia: Teoria e prática. Ed. 4/2011. São Paulo: Atlas, 2002.
  • Entendendo os conceitos da comunicação organizacional. Ano: 6. Edição especial Organicom 2009.
  • CAPARRO, Manuel Carlos. Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: Teoria e prática. Capítulo 1. Ed. 4/2011. São Paulo: Atlas, 2002.

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