COMO A FALTA DE SENTIDO AFETA A VIDA DOS JOVENS NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU

COMO A FALTA DE SENTIDO AFETA A VIDA DOS JOVENS NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA

Giovanna Martelozzo Artero – 81815638Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Giovanna da Silva Sartori - 81814410Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Laura Mayumi Viana Sato – 818123860Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Luisa Karam Vicentin - 818229751Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Stephanie Dias Santinho - 81817098Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Rafaella França - 818129790Graduanda em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu, SP - Brasil

Resumo

O presente artigo relata como a ausência de sentido pode influenciar diretamente as pessoas, em especial os jovens, na sociedade-pós moderna, e como a logoterapia, fundada por Viktor Frankl pode auxiliar no entendimento das questões que surgem e são ligadas ao sofrimento existencial. O objetivo deste trabalho é compreender melhor os desdobramentos, sinais e sintomas que a ausência de sentido e o “vácuo existencial” acarreta na vida dos jovens pós-modernos, bem como algumas características dessa época por meio de uma revisão literária. Explora-se incialmente as origens da logoterapia e logo após os conceitos de Visão de Homem, Sentido da Existência, Modernidade Líquida, Vontade de Sentido, Frustração e Vácuo Existencial na tentativa de obter uma visão ampla relacionando a teoria com os sintomas da época enfrentados pelos jovens, como em suas relações amorosas, casos de depressão, ansiedade, tédio existencial e ideação suicida. Por fim, é refletido qual o papel do logoterapeuta nessas situações e quais contribuições podem ser ofertadas pela logoterapia e análise existencial.

Palavras-chave: Logoterapia. Vácuo Existencial. Sociedade Pós-Moderna. Jovens.

introdução

“A Logoterapia e a Análise Existencial fundadas pelo psiquiatra Viktor Frankl tem seu caráter teórico - prático pensado a partir de uma linha existencial-humanista, que busca entender o homem em todas as suas dimensões, e principalmente sua existência, bem como o sentido dela. Em suas obras, Frankl aborda temas como o sentido da vida, a liberdade e responsabilidade que temos perante nossa existência, e a plenitude de sentido. Na logoterapia a motivação primária do homem é exatamente essa, realizar, atuar, cumprir: encontrar um sentido, e quando essa vontade de sentido é frustrada, o vazio existencial se apresenta e pode acarretar comportamentos autodestrutivos. Esse sentimento é cada vez mais comum na sociedade pós-moderna, com a globalização, a busca incessante pelo consumo derivada do capitalismo, a rapidez com que as coisas acontecem e são passadas às pessoas por meio da mídia e internet, o culto ao individualismo e a procura cega e constante pela felicidade, prazer e poder. Podemos dizer que a sociedade nos dias atuais é marcada pelo efêmero, e com a superficialidade das relações humanas, o resultado são pessoas carentes e muitas vezes frustradas existencialmente. Os jovens são um ótimo “termômetro” para identificarmos as patologias do espírito na vida moderna, e sobre os comportamentos dos jovens, Frankl observou e caracterizou três sintomas da época: depressão, adicção e agressão, todos decorrentes da ausência de sentido. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão de literatura com o intuito de compreender melhor os desdobramentos, sinais e sintomas que essa falta de sentido acarreta na vida dos jovens. Veremos que problemas como ideação suicida, uso de drogas, depressão, ansiedade, entre outras coisas, podem ser analisadas e entendidas com a perspectiva da logoterapia e, ao termos uma melhor compreensão sobre tais temas, é possível pensar em maneiras de promover o bem estar e a saúde mental entre os jovens, intervenções e práticas visando a profilaxia relacionadas aos problemas que forem encontrados e entender como pode ser oferecida uma ajuda aos que sofrem com a frustração existencial a buscarem e encontrarem o sentido de suas vidas.”

viktor frankl, logoterapia e análise existencial

Viktor Frankl nasceu de uma família judaica em Viena no ano de 1905, fez faculdade de medicina na Universidade de Viena e logo começou a estudar sobre a depressão e o suicídio. Finalizou seu doutorado em 1930 e iniciou seu trabalho em um hospital psiquiátrico, ajudando a prevenir os casos de suicídio feminino.

Em 1942 Frankl e sua família foram enviados a um campo de concentração por conta do crescimento do antissemitismo, e foi lá que ele reparou que aqueles que tinham um propósito de vida conseguiam lidar e aguentar condições extremas por diversos motivos e motivações, e então começou a escrever e estudar mais a fundo sobre tudo o que ele viveu, sentiu e percebeu, e assim surgiu a logoterapia propriamente dita. Frankl também não deixou de fora a religiosidade e a fé, o que foi um fator muito importante no desenvolvimento de suas obras e de seu próprio caráter, para o autor, ao se afastar da religiosidade, aumentou o vazio existencial, e Deus é o sentido último da existência humana.

Suas maiores influências na logoterapia foram filósofos existenciais e Santo Tomás de Aquino. Frankl tinha grande interesse pela psicanálise, por Freud e pelo Alfred Adler, porém muitas de suas ideias eram convergentes.

Em 1997 ele veio a falecer, com seus 92 anos, deixando 3 de suas obras mais importantes e famosas: Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração; A busca do homem pelo significado final; Recordações: uma autobiografia.

A logoterapia possui uma linha existencial humanista, onde busca entender o sofrimento do ser humano e o sentido da vida. Através da logoterapia, os sofrimentos podem ser refletidos e superados a partir do momento que o indivíduo entende sua existência. O sofrimento tem um sentido para Frankl, e através da análise existencial tanto o sofrimento, como a necessidade, o destino e a morte, fazem parte da vida e não há como evitar, porém, há como suportar e aprender a lidar com esses conceitos.

O indivíduo é um ser livre, capaz de tomar consciência da liberdade e ser responsável pelos seus atos, e quando o sentido da vida não está presente, pode ocasionar em um vazio existencial (perda de sentido). Outros conceitos importantes são: a frustração existencial, que ocorre quando sua vontade de sentido é frustrada; as neuroses noogênicas, que são os conflitos existenciais de cunho espiritual; a transitoriedade da vida, onde é revelada a finitude do ser humano e sua dificuldade de aceitar esse fato.

Segundo Frankl, nada proporciona melhor capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão a cumprir na vida. Portanto, ao buscar pelo sentido da vida e ter pelo que viver, você definitivamente encontrará sua verdadeira existência.

sociedade pós moderna

A pós-modernidade, ou sociedade pós-moderna é um conceito que abarca um conjunto de mudanças nas estruturas sociais, políticas/econômicas e culturais e, mais além, em aspectos psicológicos e até mesmo biológicos, tendo surgido a partir dos anos 80 e perdurando até os dias atuais. Deixemos de lado a Primeira Etapa da pós-modernidade, que teve seu início no pós-guerra, e a sua quebra com os antigos modelos de pensamento até então defendidos pelos iluministas que buscavam uma “sociedade perfeita”, com concepções e valores verdadeiros, inquestionáveis e únicos. O que antes era uma sociedade de produtores, se tornou uma sociedade de consumidores. O avanço e domínio do sistema capitalista e a globalização são as principais características da Segunda Etapa da Pós-modernidade e, não podemos deixar de ressaltar as descobertas e avanços no campo da tecnologia e da comunicação, bem como o surgimento e protagonismo da internet no dia-a-dia das pessoas.

Dada a introdução ao conceito, pode-se falar sobre algumas características marcantes que vêm sendo observadas e discutidas por diversos autores há um tempo, com destaque aos sociólogos. A busca incessante pelo consumo, derivada e incentivada pelo capitalismo; a rapidez com que as coisas acontecem e/ou são passadas às pessoas por meio da mídia e internet; a sensação de ausência de barreiras; o instantâneo; o culto ao individualismo; o narcisismo presente na massa; a procura cega e constante pela felicidade, prazer e poder aliada à valorização do “aqui e agora”; a banalização e ausência de valores; a hiper-realidade, alimentada ainda mais com o auxílio da tecnologia e pelo uso crescente de ambientes online; a subjetividade, fragmentação e pluralidade das coisas e das culturas. Podemos dizer que a sociedade nos dias atuais é marcada pelo efêmero, pelo fugaz e pelo descartável, inclusive nas relações humanas, o que as torna muitas vezes superficiais.

Nos tempos pós-modernos somos induzidos ao consumismo e a intenção é a satisfação do homem. Cria-se uma necessidade e mais tarde vende-se uma solução para satisfazê-la, mas como veremos mais à frente, “há uma necessidade que não pode ser satisfeita desse modo, a vontade de sentido, sendo esta a mais humana e na qual, continuamente permanece frustrada” (Frankl, 2012).

Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês tem em seu repertório um vasto trabalho em que estuda, explora e apresenta sua visão a respeito da vida na pós-modernidade. É ele quem nos introduz ao conceito de “Modernidade Líquida”, onde as relações humanas de todos os tipos, inclusive na política, por exemplo, perdem estabilidade e consistência. É fluído.

A passagem da fase "sólida" da modernidade para a "líquida" - ou seja, para uma condição em que as organizações sociais (estruturas que limitam as escolhas individuais, instituições que asseguram a repetição de rotinas, padrões de comportamento aceitável) não podem mais manter sua forma por muito tempo (nem se espera que o façam), pois se decompõem e se dissolvem mais rápido que o tempo que leva para moldá-las e, uma vez reorganizadas, para que se estabeleçam (Bauman, 2007/2007, p. 7).

sentido da vida - visão de homem

A busca de sentido é a principal força motivadora para o ser humano na logoterapia, como consequência da conquista de alvos que possuem um valor/sentido atribuído, o prazer, conforto e a felicidade podem decorrer a partir da consecução destes. Frankl aborda a responsabilidade do ser ao mesmo tempo em que afirma que somos livres para ser. Somos livres para escolher a forma como agimos em frente a cada situação que nos é exposta, mas essa liberdade é limitada pois não somos livres das circunstâncias biológicas, sociológicas ou psicológicas.

A logoterapia é constituída por 3 pilares: o primeiro deles é a liberdade da vontade, no qual o ser humano é livre para assumir escolhas e sentir a vontade do querer. O segundo é a vontade de sentido, pois a falta de um sentido na necessidade suprida é capaz de gerar um vazio existencial, o que diverge das ideias de Sigmund Freud e Alfred Adler, no que se diz respeito a vontade de prazer e vontade de poder/reconhecimento, pois a felicidade vem como consequência a partir de um sentido realizado. "Se não existir algum sentido para seu viver, uma pessoa tende a tirar-se a vida e está pronta para fazê-lo mesmo que todas as suas necessidades sob qualquer aspecto estejam satisfeitas" (Frankl, 2005, p. 14). Por último: o sentido da vida, que é o que abordaremos neste trecho do artigo.

Nietzsche acreditava que: "Quem tem por que viver, suporta quase qualquer como", e Frankl reafirma isso em sua teoria ao falar sobre a importância de se ter sentido nos objetivos. Cada indivíduo precisa descobrir o seu próprio sentido de existência a partir das condições e dos fenômenos que a vida apresenta, e responder a eles. A resposta é o ato de responsabilizar-se pelas ações, reconhecimento do ser responsável.

Na axologia da logoterapia estudam-se valores auto transcendentes que fazem a vida ter sentido, estas três categorias de valores (de vivência, criativo e de atitude) são as trilhas para se encontrar o sentido da vida (Frankl, 1989, 2005).

O valor vivencial (de vivência) é o valor no qual é necessário viver o momento em que o momento acontece experimentando algo ou encontrando alguém, sejam amigos, parentes, na troca de experiências, contato com a cultura, natureza e presenciando o presente que é a vida (Frankl, 1989).

Valor criativo é o segundo valor no qual pode-se encontrar sentido na vida através da criação de algo ou inovação de ideias, como tarefas e trabalhos trazendo algum valor a se acrescentar no mundo mediante a sua personalidade (Frankl, 1989).

O terceiro são os valores atitudinais, marcado pelas atitudes e decisões que tomamos diante dos fenômenos que nos são apresentados, já que existem situações que não podemos controlar contudo existe o poder de mudar a si mesmo e a forma como agimos perante elas, pois o homem é responsável por suas ações e escolhas podendo encontrar sentido por meio das adversidades (Frankl, 1989).

Frankl apresenta a tríade trágica como o sofrimento no qual é possível encontrar sentido, ela é composta pelos momentos de dor (sofrimentos, reclamações), de culpa e morte com o fato de que um dia ela pode acabar, o que atribui um sentido de valor e significado. "Mesmo se a pessoa não puder mudar a situação que causa seu sofrimento, pode escolher sua atitude" (Frankl, 1989, p. 170).

vontade de sentido, frustração e vácuo existencial

Um dos conceitos mais importantes para o desenvolvimento e compreensão do tema deste artigo é a Vontade de Sentido. Frankl nos apresenta em sua obra a ideia de que o ser humano se encontra em uma busca contínua por um sentido em sua existência e, ainda segundo ele, tal procura é um "interesse primário do ser humano" (Frankl, 2005, p. 23), ou seja, a motivação primária de sua vida, a força motriz. Cada pessoa é exclusivamente responsável pela “descoberta” ou realização de seu próprio sentido. É algo único, pois varia de pessoa para pessoa, além de não ser algo estático, pois pode variar também a cada dia.

Buscar um sentido é estar aberto ao mundo. O que o homem cumpre, realiza e encontra ao longo de sua existência pode ser considerado o sentido da vida, levando em consideração que a vontade de sentido é "o esforço mais básico do homem na direção de encontrar e realizar sentidos e propósitos" (Frankl, 2011, p. 50). Ao encontrar o sentido o indivíduo experiência a felicidade, bem-estar, prazer, enfim, a satisfação. 

Em contrapartida, quando a vontade de sentido é frustrada, emerge no ser uma sensação de vazio interior, a falta de sentido se instala, dando origem ao que Frankl intitulou de vácuo existencial (Frankl, 2011, 2012), ou ainda vazio existencial (Frankl, 2005, 2008) e frustração existencial (Frankl, 2011), todos sinônimos.

Quando o sujeito deixa de tomar as rédeas e as decisões de sua própria vida, como por exemplo quando toma como seu o sentido de vida e valores de outras pessoas e não faz suas próprias escolhas, significa que a vontade de sentido está sendo frustrada. Essa frustração é o que pode levar o indivíduo ao vácuo existencial, que consiste na ausência de sentido da vida (Frankl, 2008). Outras maneiras de frustrar o indivíduo é reduzindo o mesmo a um único aspecto ou quando não há a autotranscendência –outro conceito muito explorado pela logoterapia-. “As principais manifestações da frustração existencial apresentam-se por meio do tédio – perda de interesse – e pela indiferença – falta de iniciativa para melhorar ou modificar algo no mundo” (FRANKL, 2003).

sintomas da época nos jovens

Frankl (2007) diz que a população jovem é uma das principais afetadas pela síndrome da neurose de massa, originada pela falta de sentido. Vale ressaltar que o vácuo existencial não é uma doença. Não é preciso estar doente, portar alguma patologia para ser acometido com o vazio interior. Uma pessoa que se encontra em uma boa situação de vida no âmbito profissional, amoroso, financeiro e qualquer outro aspecto que seja utilizado como comparativo para uma vida feliz, ainda sim pode se sentir frustrado existencialmente. Porém, não é improvável que ela acabe por gerar um adoecimento psicofísico, denominado de neurose noogênica. É uma "neurose originada a partir da dimensão noética" (Dourado et al., 2010, p. 29). Em suma, "embora não seja causado por nada patológico, este sentimento [de vazio existencial] bem pode causar uma reação patológica; em outras palavras, é potencialmente patogênico" (Frankl, 2008, p. 164). Segundo Frankl (2008), cada época tem sua própria neurose. A neurose da pós-modernidade é justamente essa, uma neurose de massa, coletiva, gerada pelo vácuo existencial e que se manifesta principalmente por meio da seguinte tríade: depressão, dependência química e agressão.

A frase “Assevera que o homem acaba por empenhar-se em querer fazer o que os outros fazem e o resultado é o conformismo e a massificação, típicos da sociedade atual” (FRANKL, 2003), nos mostra como as pessoas estão sempre tentando se espelhar nas outras ao buscar pelo sentido de suas vidas, tentando fugir do sentimento angustiante de vazio, buscando preencher as lacunas enquanto seguem os outros, mesmo que em alguma parte do seu ser estejam cientes de que isso não vai ser o suficiente. É necessário mais, em especial para os jovens, eles são seres atualmente muito perdidos e tendem a se refugiar no chamado lazer centrífugo, ou seja, na fuga de si mesmo, a fuga pelo confronto de seu vazio interior. Eles constantemente tentam se encaixar para não se sentirem deslocados, fazendo até coisas que desaprovam para tentar suprir as buscas que vão estar constantemente ativas para encontrar algum sentido em suas vidas.

  • O jovem e a dependência química

Ao longo dos anos, o comportamento do jovem vêm se modificando, sendo cada vez mais comum estes usarem drogas lícitas e/ou ilícitas e o álcool. Apesar da lei que proíbe jovens com menos de 18 anos a beber, inúmeros mercados, adegas, festas, clubes e buffets não fiscalizam quem está comprando e, por isso, é cada vez mais fácil comprar bebidas alcoólicas mesmo sendo muito novo.

Dentre os pontos negativos do uso do álcool está a dependência química na fase adulta, comprometimento na memória, violência sexual, aumento do número de acidentes automobilísticos e retardo de movimentos.

Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é que o jovem se sente mais “corajoso” quando está alcoolizado, passando a querer cada vez mais ficar nesse estado, evidenciando uma outra forma de dependência.

 Em relação aos fatores que dão o primeiro passo para a relação jovem e bebida, é possível destacar a defasagem escolar, ausência de figura paterna, brigas, separações, agressões familiares, falta de suporte, incapacidade dos pais de controlarem comportamentos indisciplinares dos filhos e fatores orgânicos (depressão, transtornos de humor, ansiedade, déficit de atenção, hiperatividade, etc).

Assim, há várias maneiras do jovem começar a ser um dependente químico, podendo ser por influência genética, psicológica, familiares, socioeconômica e culturais, exigindo então, diversas formas de intervenção para este problema, de acordo com a especificidade de cada um.

Para Viktor Frankl (1946/2008) a dependência química é um dos disfarces do vazio existencial, por isso, como o próprio Frankl coloca, o álcool assume a função de fator da felicidade, pois aparece como uma causa, e não como uma finalidade do prazer. Portanto, o abuso de álcool retrata uma forma falseada de se obter satisfação pessoal, pois este consumo não é a causa primária da satisfação e da esperada felicidade, mas consequência da inexistência de outros meios de obtenção da realização pessoal.

  • O jovem e a ideação suicida

Entende-se por “ideação suicida” o ato de alimentar pensamentos e ideias diante da própria morte. Assim, ao idealizar a morte, a pessoa esquematiza os passos e planeja a melhor forma para que isso se concretize. Infelizmente, a parcela de jovens com esse pensamento vem aumentando, sendo ligado com transtornos de humor, depressão e traumas ao longo da vida.

Dentre os sintomas, está a desesperança, perda de prazer, alterações no sono, depressão, ansiedade grave, solidão, entre outros. A adolescência é um período marcado por diversas modificações biológicas, psicológicas e sociais, sendo na maioria das vezes, acompanhadas de conflitos e angústias. Às vezes, quando expostos às intensas e prolongadas situações de sofrimento, de desorganização, os adolescentes podem desenvolver patologias e tornar-se mais vulneráveis ao suicídio (Teixeira & Luís, 1997). Assim, diante de um jovem que pensa, faz ameaças, tenta ou consuma o ato suicida, observa-se um colapso nos seus mecanismos adaptativos, os quais visam aliviar o sofrimento (Borges & Werlang, 2002).

Além disso, o jovem do século XXI está exposto a diversas séries e filmes que podem facilitar seu objetivo, já que mostram como os passos são realizados e s este estiver vulnerável, pode se identificar com a situação e acabar tirando sua própria vida. Em paralelo, a internet também tem uma grande influência sobre os jovens, comprometendo sua saúde emocional dentro das redes sociais.

Outro ponto é a baixa expectativa de futuro, na qual o jovem não consegue se enxergar como adulto, devido ao baixo rendimento escolar, conflitos familiares e até mesmo sua orientação sexual, que por medo de não ser aceito pelos pais, se reprimem, causando diversos problemas em sua saúde mental.

Para Frankl (1992, p.41) “também o suicida acredita num sentido, seja ele, viver, sobreviver ou até mesmo da morte”. Admite que diante desse “pesado ônus existencial, o pensamento logoterápico não constitui uma solução direta”, contudo conclui o autor: “[...] se pretendermos, o paciente e eu, retornar à vida, imprescindível se faz encontrarmos, antes de tudo, um sentido para viver” (FRANKL, 1992, p.50).

Por isso, o conceito “sentido de vida”, ou melhor, a falta dele, está diretamente ligado ao suicídio por um outro termo: o vazio existencial. Frankl (2005) acredita que grande parte dos problemas enfrentados pelos jovens hoje está associado a esse vazio que impede a vontade de sentido, explicando que o homem se sente perdido nas próprias vontades e ações devido à perda dos valores e da tradição. Assim, vive-se em uma sociedade onde pessoas imitam pessoas, deixando de lado o que é único e particular de cada um.

No caso dos comportamentos agressivos, a logoterapia ajuda a entender que o próprio paciente é responsável por sua raiva, portanto responsável também pela forma que ela se manifesta. Sobre isso, Frankl (2008, p.65) vai dizer: “Os impulsos agressivos nunca existem por si numa pessoa, mas sempre como alguma coisa diante da qual ela deve tomar posição”.

  • O jovem e a depressão

O aumento do número de pessoas com depressão no mundo atual é muito preocupante, visto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que nas próximas décadas estará entre as três primeiras causas de afastamento do trabalho, a primeira por transtorno mental.

Ela se caracteriza por ser um estado superior a 2 semanas na qual o indivíduo perde o prazer de fazer atividades cotidianas, humor deprimido, extrema tristeza, insônia, falta de apetite, diminuição da energia, sentimentos de culpa, entre outros. Isso afeta diretamente a qualidade de vida do sujeito, que precisa de cuidados psicológicos como forma de tratamento, podendo assim, reduzir ou até mesmo extinguir seus sintomas.

Segundo especialistas, é comum o primeiro aparecimento da depressão em pessoas com idade entre 15 e 19 anos, sendo que, nas últimas décadas, houve um grande aumento no número de casos de depressão com início na adolescência e na infância. Isso mostra que o jovem está se sentindo cada vez mais infeliz e tendo que lidar com diversos problemas emocionais.

As novas relações sociais do adolescente, seja com os pais e com o grupo de amigos, podem ser uma forte fonte de ansiedade, confusão e sentir que ninguém o entende, também podendo desencadear a angústia de estar só e de ser incapaz de decidir sobre seu futuro. Dessa forma, podem adotar comportamentos agressivos e destrutivos, manifestando sua depressão através de uma série de atos antissociais, distúrbios de conduta, comportamentos hostis e agressivos.

Para Viktor Frankl, o ser humano é capaz de encontrar sua própria dignidade e força de espírito através de sua dimensão noética (identidade mais profunda do ser humano). Assim, a logoterapia pode auxiliar o jovem a achar essa dimensão noética, encontrando um novo caminho e sentido para viver e dando força para enriquecer as experiências de vida, fornecendo estabilidade e coesão para os mesmos.

  • O jovem e a ansiedade

Outro problema muito comumente encontrado nos jovens é a ansiedade. Esta se caracteriza por desencadear episódios de tensão, nervosismo, medo, falta de ar, tremores, suor excessivo, dor de cabeça, desmaio, etc. Podem ser causados pela vivência em ambientes estressantes, ser vítima de bullying, separação dos pais e tudo mais que envolver uma grande exaustão emocional do sujeito.

Diante do século XXI, novas tecnologias foram criadas e com a facilidade proporcionada por ela, deixou o mundo mais instantâneo. Desse modo, acostumaram-se com a tecnologia e com imediatismo, não sabendo lidar com as possibilidades e a demora. Além disso, com a internet, há um aumento da improdutividade e impedição do desligamento mental dela, que, por sua vez, prejudica o sono e aumenta ainda mais a ansiedade.

  Frankl considera que a frustração da vontade de sentido pode causar a ansiedade, emergindo vontades de poder e prazer de forma acentuada que frustram cada vez mais a realização de sentido. Mas, a logoterapia acessa os recursos saudáveis do paciente, incentivando-o à noodinâmica “tensão entre o ser e o vir a ser, o que a pessoa realizou e o que ainda deve realizar em sua existência” (AQUINO et al., 2015, p. 51). Assim, para Frankl, o “eu (espiritual) que decide” ou essencial “vontade de sentido” pode criar uma liberdade de decisão responsável, geradora de “sentidos”.

  • O jovem e o amor/sexualidade

 Durante as décadas, o significado de “amor” e “sexo” vêm sofrendo mudanças, na qual o processo de ressignificação do sexo representa a liberação da sexualidade, que busca desenfreadamente a satisfação e a realização pessoal. As pessoas começaram a estabelecer relacionamentos afetivos marcados pela falta de compromisso com o outro, que definiu modalidade até então desconhecida: o ficar.

Atualmente, jovens terem relações sem compromisso é cada vez mais normal, podendo ficar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo sem que esta possa cobrar algo. Esse comportamento transformou o amor em uma coisa difícil de ser alcançada, já que essas relações se tornaram tão comuns que não há tempo suficiente para que o amor possa aparecer, indo logo para a próxima pessoa sem criar sentimentos pela última.

Frankl (1994) contemplava o amor como um encontro entre um eu e um tu, sendo esse um elemento essencial ou uma das vias para a realização do sentido na vida. Nesse marco, ele distingue a sexualidade, a eroticidade e o amor, estabelecendo entre tais modalidades uma hierarquia crescente em termos de humanização.

O amor poderia ser direcionado tanto para a dimensão corpórea proporcionando o prazer, como para à dimensão psíquica garantindo a alegria, mas apenas aquele que caracteriza a dimensão noética é capaz de assegurar que a pessoa amada seja percebida como insubstituível, promotora de felicidade plena.

Assim, estima-se que o estágio último de desenvolvimento sexual psíquico se daria quando o desejo sexual estivesse dirigido exclusivamente ao ser amado, tornando-se um meio, e não um fim em si mesmo (Frankl, 1989). Portanto, concebe a relação sexual como uma expressão, e não como um fim; quando o sexo for intencionado para a obtenção de prazer puro, o ser humano se depara com o desprazer ou o vazio existencial. Isso pode ser algo que se apreciaria em relações momentâneas, como as vivenciadas em práticas de ficar .

o papel do terapeuta e da logoterapia

 A busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano. O sentido da vida distingue-se de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O importante não é o sentido da vida de um modo geral, mas sim, o sentido específico da vida de uma pessoa em um dado momento. De acordo com Frankl, o homem não deveria procurar um sentido abstrato da vida, cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida, cada pessoa precisa executar uma tarefa concreta. Sendo assim, o homem não pode ser substituído e nem a vida pode ser repetida.

Em seu livro Frankl explica que cada tarefa é única, porque cada situação na vida representa um desafio para a pessoa com uma oportunidade de resolver o problema, podendo inventar a questão pelo sentido da vida. O homem não deveria perguntar qual o sentido da vida e sim reconhecer que ela está sendo questionada. Cada ser humano é questionado pela vida.

As técnicas que Viktor Frankl utilizava na logoterapia serviram de base para procedimentos criados posteriormente. Até hoje elas moldam novos métodos e testes, sendo assim, relevantes para uma melhor aplicação e estudo de processos. As técnicas mais utilizadas são:

  • Derreflexão: é indicada para quem possui problemas de insônia ou de cunho sexual, bem como ansiedade. Com uma auto-observação exagerada, acabamos por intensificar algumas percepções e reações prejudiciais a nós mesmos. É uma tentativa de distrair a atenção do paciente, deslocando-a do foco de seu sintoma para algo mais importante no contexto de sua vida futura. Ela rompe o círculo retroalimentado formado pela busca exagerada de conseguir o prazer que desencadeia uma atenção exagerada no mesmo sentido.
  • Intenção Paradoxal: É uma técnica voltada para quem tem transtornos compulsivos e ansiedade, bem como síndromes vegetativas. Propõe ao paciente que alimente o seu sintoma, fantasiando da maneira mais dramática possível e até fazendo deboche, apresentando uma crise nunca vista por outra pessoa. Assim o paciente não consegue seguir as orientações terapêuticas e acaba transgredindo as regras para a sua cura, superando suas obsessões e ansiedades, quebrando o círculo que aumenta os sintomas. É uma espécie de psicohomeopatia, o remédio é o próprio sintoma.
  • Diálogo Socrático: Os paciente são conduzidos a observar suas atitudes irreais e sem prudência, construindo uma perspectiva mais saudável para alcançar uma vida completa. As expectativas podem comprometer o alcance para chegar ao sentido completo da vida, porque podem facilmente alienar os pacientes, acentuando distúrbios neuróticos ou fazendo destes consequências de atitudes mal tomadas. A conversação utilizada traz a possibilidade de realizar o sentido adequado à vida, permitindo que o paciente entre em contato com sua mais pura humanidade, seu estrato noético, resgatando seu potencial no sentido de atingir a direção que pretenda dar à sua existência. Essa é a essência substancial da logoterapia, que afasta o cliente de seus sintomas, fortalece-o para criar e assumir novas posturas diante de sua existência, denúncia o fato de que ele está superando suas queixas, e permite que o ato terapêutico promova o reencontro do sentido de vida daquele paciente.
  • Apelação: Usa a porção sadia do paciente que sempre existiu, pois, um mal psíquico nunca nos atinge por completo. É um recurso técnico em que reavivamos as emoções e sentimentos do paciente em estado de transtorno psíquico, resgatando a sua capacidade de sentir, sua humanidade oculta pela mal-estar, seu estrato noético, o mais elevado de todos da personalidade.
  • Técnica de ganhos e perdas: Esta técnica faz com que o terapeuta junto com o paciente, examinem situações que exigem decisões de grande porte fazendo um balanço de livro-caixa existencial, em termos de perdas e ganhos, promovendo ao paciente condições de tomadas de decisões conscientes quanto às possíveis consequências.

Tais técnicas devem ser escolhidas da melhor maneira para cada situação e indivíduo, e utilizadas no momento e da maneira correta, pois quando colocadas em prática desta forma, poderá ser observado mudanças na atitude e comportamento, além de um revigoramento das forças do sujeito. A relação terapêutica visa sobretudo mudanças no individuo com o objetivo de auto distanciamento, auto transcendência e encontro do sentido.  

Fazer da experiência humana uma missão a ser cumprida, uma tarefa pessoal a ser realizada é essencial para evitar o vácuo existencial. É papel do terapeuta fazer com que o sujeito esteja ativamente consciente em relação as oportunidades únicas de realização de sentido que aparecem durante a vida. 

Uma pessoa conectada com seus valores passa a encontrar sentido em tudo o que faz e passa a atuar no mundo de maneira mais responsável, consciente, leve e feliz. A logoterapia visa ajudar o ser humano a descobrir “para quê” ele vive por meio da dominação do sentimento de falta de sentido pela execução de processos de descoberta do mesmo.

considerações finais

Após a realização deste trabalho, foi possível apreender com mais propriedade sobre o tema “vazio existencial” relacionado com o jovem na sociedade atual, sob a ótica da abordagem da Logoterapia, de Viktor Frankl. Durante todo o artigo, foi abordado diversos problemas do cotidiano que interferem na vida dos jovens, como a depressão, a ideação suicida, uso de drogas, ansiedade, entre outros. Assim, é de extrema importância a propagação dos métodos de prevenção, para que os itens citados anteriormente não evoluam e se tornem cada vez mais problemáticos.

  A Análise Existencial de Viktor Frankl nos ajudou a entender como alguém pode deixar de sofrer quando este entende o sentido de sua existência. Todos inevitavelmente passarão por momentos difíceis, mas todos também são livres para decidir o quanto irão sofrer, ou seja, podemos controlar e suportar o que estamos passando, ter um objetivo que ajude a seguir em frente. Caso contrário, o vazio existencial se instala pela falta de sentido em nossas próprias vidas. 

  Os objetivos apresentados no início deste artigo, tanto o geral como o específico, foram esclarecidos. Foi possível sanar as dúvidas iniciais frente ao tema, juntamente com as características da nossa época, aprofundando as pesquisas na era pós- moderna. Além disso, o vazio existencial foi entendido sob o olhar da logoterapia, na qual a promoção da saúde mental do jovem foi levada em consideração.

Referências

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