CASO CLÍNICO

CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSIS GURGACZ

Fisioterapia

CASO CLÍNICO

patrícia cenedese

thalita schultz

vanessa paula de paiva

rosângela cruz

Resumo

Palavras-chave: Fisioterapia Cardiorrespiratória; AVC; Pneumonia Nosocomial; Pneumonia adquirida na comunidade;

Introdução

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Desenvolvimento

J. S.,de 60 anos de idade, sexo masculino, tabagista, portador de diabete, hipertensão arterial sistólica, e ácido úrico. Em uso medicamentoso de Valsartano, Carvedilol 25 mg, Furosemida 40 mg, AAS, Alopurinol 300 mg e Glifagem 500 mg, foi admitido no Hospital São Lucas devido a dispnéia e hipossaturação (86%), com queixa de tosse há dois dias, hemiplégico a direita devido ao AVC ocorrido há 20 dias.

Foi diagnosticado inicialmente com pneumonia, ou seja, uma doença caracterizada por infecção das vias aéreas inferiores que gera um processo inflamatório, comprometendo os alvéolos, bronquíolos e espaço intersticial. A infecção geralmente decorre da aspiração de secreções infectadas das vias aéreas superiores, que na grande maioria é causada por uma invasão nos tratos respiratórios por agentes infecciosos como bactérias, vírus, fungos, parasitos e outros microrganismos, embora ela seja causada na maioria das vezes por bactéria. Ela pode ser classificada em aguda e crônica, e sua manifestação clínica em atípica ou típica, dependendo do seu agente infeccioso.

Após o agente infeccioso atingir os pulmões ele se instala e se multiplica, liberando as toxinas que são prejudiciais causando a inflamação nos bronquíolos respiratórios e alvéolos. A multiplicação acontece, pois, a inflamação tem como reação á liberação de um exsudato inflamatório. Esse exsudato se espalha rapidamente para os alvéolos vizinhos, causando um acúmulo em todo lobo.

Existem vários tipos de causas da pneumonia, mas a principal é por bactérias e a principal bactéria que acomete as pneumonias comunitárias é a pneumocócica, uma bactéria gram positiva que não produz toxina, ela acomete o organismo em indivíduos com defesas locais ou sistemas comprometidos. A sua proliferação pode acontecer de duas formas: primeira, por via brônquica/endógeno aspirativa onde o germe se coloniza na nasofaringe e é aspirada para dentro dos pulmões chegando até os alvéolos. A segunda forma é através da via hematogênica, que acontece a partir de focos cutâneos ou de outros tecidos á distância. Uma segunda bactéria pode provocar a doença é a Klebsiellapneumoniae. Tem também a bactéria Mycoplasmapneumoniae sua contaminação se dá pela via inalatória, o germe lesa os cílios quando entra nos brônquios, se tem a incidência da pneumonia entra outras tantas bactérias. Tem também a contaminação por vírus, sendo o vírus da herpes simples, varicela-zóster, parainfluenza, retrovírus e entre tantos outros

O acidente vascular cerebral (AVC), provoca grandes alterações no sistema imunitário do paciente, a resposta isquêmica inicial ativa uma atividade inflamatória excessiva que, por sua vez, contribui para uma lesão secundária a pneumonia, e a ITU são as principais infecções que ocorrem em doentes depois de um AVC, podendo afetar até 95% dos casos. Sendo a pneumonia bacteriana a principal causa de morte com uma incidência de até 57% 5. Admite-se que a supressão do sistema imunitário é um dos fatores de risco das infecções, além de outros fatores que contribuem para a alta incidência da pneumonia pós-AVC, como: diminuição dos reflexos bulbares, alterações de consciência, disfagia e a subsequente aspiração.

Materiais e Métodos

Para o tratamento de pneumonia nosocomial ou adquirida na comunidade, podemos utilizar várias técnicas respiratórias e de remoção de secreções sendo elas explicadas detalhadamente a seguir.

Drenagem postural: usada para desobstrução brônquica em direção as regiões mais centrais da árvore brônquica, utilizando-se a ação da gravidade para expectorar secreções juntamente com a tosse ou manobras de expiração forçada. A posição se dá de acordo com a radiografia do tórax do paciente e do acometimento da região.

Respiron – Incentivador respiratório a fluxo: é um aparelho usado para estimular a realização de uma inspiração profunda e reexpansão pulmonar, melhorando a capacidade ventilatória e permitindo a mobilizações das secreções.

PEEP – ventilação á pressão positiva no final da expiração: é usada para aumentar a ventilação alveolar, eliminar gás carbônico, melhorar as trocas gasosas, auxiliar a remoção de secreções durante infecção de vias aéreas. A expiração contra resistência temporariamente aumenta a capacidade residual funcional e o volume corrente e em combinação com TEF é utilizada para mobilizar e eliminar secreções, melhorar a manutenção da função pulmonar e melhora da função física.

Tapotagem torácica: mais comumente realizada, a tapotagem é uma manobra de higiene brônquica para a remoção de secreções. Realizada com um ritmo de percussões com as mãos em formato de conchas sobre a zona acometida pelas secreções.

Vibrocompressão torácica: vibração em conjunto com drenagem postural e percussão na região dos arcos costais, sendo realizada nos momentos de expiração de modo constante, lento e médio. A vibrocompressão tem por benefício o deslocamento de secreções pulmonares por meio das vias aéreas de maior calibre e levando até as vias aéreas para ser expulsado o liquido presente por meio da tosse ou aspiração.

Cinesioterapia respiratória: é bastante utilizada com exercícios respiratórios passivos, ativos ou ativo-assistidos para a reabilitação de toda a capacidade funcional por meio da ventilação pulmonar, expansão pulmonar, exercícios diafragmáticos e exercícios intercostais. Seus objetivos primeiramente se dá por melhorar as condições funcionais do aparelho respiratório e prevenir, corrigir e impedir deformações torácicas, ajuda na transferência do paciente que encontra-se no leito tanto para a cadeira como para treino do ortostatismo e posteriormente a deambulação para a realização das atividades de vida diária e independência nos afazeres.

O posicionamento do paciente no leito configura-se uma prevenção de complicações do imobilismo além de ajudar no transporte de oxigênio, aumento nos volumes pulmonares.

Referências

bethlemNewton. Pneumologia. . ed. São Paulo: Atheneu, 2002.

Brasil. Fisioterapia na Pneumonia em Pacientes Adultos – Unidade de Reabilitação. Uberaba, Minas Gerais: Universidade Federal do Triângulo Mineiro , 2018. 28p. Disponível em: <http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/0/Fisio+na+pneumonia+1.pdf/3db485a6-0ed6-488c-bdd9-e5d24189d1a7>. Acesso em: 28 mai. 2019.

carvalhoMercedes. Fisioterapia Respiratória: Fundamentos e Contribuições. . ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1900. 355 p.

DavesPatricia M. Recomeçando Outra Vez: Reabilitação Precoce Após Lesão Cerebral Traumática ou Outra Lesão Cerebral Severa. . ed. São Paulo: Manole, 1997. 475 p.

ParmarKarishma Nalisha . A Imunidade pós-AVC: da Inflamação à Infecção: Trabalho Final de Mestrado Integrado em Medicina. Lisboa, 2015/2016. 17 p. Disponível em: <http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/28958/1/KarishmaNParmar.pdf>. Acesso em: 28 mai. 2019.

sarmentoGeorge Jerre Vieira. Recursos em Fisioterapia Cardiorrespiratória. . ed. São Paulo: Manole, 2012.

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