CASAS ECOLÓGICAS – MATERIAIS E SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

METROCAMP – FACULDADE METROPOLITANA DE CAMPINAS

Engenharia Civil

CASAS ECOLÓGICAS - MATERIAIS E SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

FELIPE SINOTI de lucca

JOAQUIM MARIAnNO RENNó BRUSAMOLIn

Resumo

A sustentabilidade na construção civil vem crescendo no mercado, tanto no
Brasil, como no mundo, devido a grande geração de resíduos sólidos que os meios
convencionais produzem e pelo consumo de matérias-primas originadas dos meios
naturais. Por esse fato, cada vez mais pesquisa-se sobre o uso de construções limpas.
Nesse trabalho, apresentam-se métodos que visam reduzir os impactos
ambientais, entrelaçando estética e custos para adequá-los, os quais serão comparados
aos métodos convencionais. Utiliza-se um estudo de caso como método para a
realização do trabalho, e também, pesquisas orçamentárias, para que os materiais
possam ser comparados levando em consideração o custo.
A única forma para que as pessoas adotem a construção limpa é através do
conhecimento dos seus benefícios, portanto, o assunto foi abordado mostrando materiais
de baixos custos, baixo impacto ambiental e com aproveitamento de água e luz solar,
por exemplo. Observa-se que o custo para a instalação dos métodos sustentáveis podem
ser revertidos à longo prazo, alguns materiais tem valores um pouco mais caros, porem
possibilitam maior bem-estar para os moradores da casa. Ainda, existem métodos
sustentáveis com preços combatíveis.
Através das pesquisas, juntamente com o estudo de caso, concluiu-se que os
métodos construtivos sustentáveis podem ser aplicados em todas as etapas de uma obra
e proporcionam melhor qualidade de vida aos moradores, assim como vantagens ao
meio ambiente, com menor geração de resíduos. Por fim, ainda pode-se afirmar que são
acessíveis economicamente.

Palavras-chave: Sustentabilidade, construção civil, sustentável, método.

Abstract

Sustainability in civil construction has been growing in the market, not so much
Brazil, as in the world, due to the large generation of solid waste that the
production and consumption of raw materials
natural. For this fact, more and more research on the use of clean constructions.
In this work, some methods that aim to reduce the impacts of
environmental, interweaving aesthetics and cost to adequate, which are compared
to conventional methods. A case study is used as the method for the
work, as well as budget debates, so that materials
to be compared taking into account the cost.
A unique way for people like people to adopt clean construction and
knowledge of its benefits, therefore, the subject is approached showing materials
low cost, low environmental impact and with use of water and sunlight,
for example. It is noted that the cost of installing sustainable
be reversed in the long term, some materials and values ​​a little more expensive, but
provide greater well-being for the residents of the house. Furthermore, methods of exchange
with affordable prices.
Through the research, along with the case study, it was concluded that the
sustainable construction methods can be applied in all stages of a project
and provide a better quality of life for the residents, as well as advantages to the
environment, with lower generation of waste. Finally, it can still be said that
accessible.

Key words: Sustainability, civil construction, sustainable method.

Introdução

A construção civil é historicamente uma área de muita importância para a população; com ela é possível atender às necessidades básicas e imediatas dos seres humanos. De acordo com a Discussão Rio20 (2012), esse tema vem sendo discutido desde a década de 80, a partir do Relatório de Brundtland (1987), que é um documento intitulado Nosso Futuro Comum. Nesse documento, o desenvolvimento sustentável é tido como: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. A partir daí, se tem tido maior procura sobre a questão da sustentabilidade e o que fazer para alcançá-la.

O homem em si pode ser caracterizado como sendo diferente de outros seres por várias qualidades, dentre as quais a capacidade de evoluir suas técnicas por meio de uma análise profunda do seu processo de desenvolvimento. Por esse processo se pode suprir a necessidade de um crescimento rápido e qualificado juntamente com as limitações físicas do nosso planeta. Paralelamente ao crescimento acelerado da população mundial ocorrem grandes impactos ambientais.

O meio civil destaca-se pela geração de resíduos, sendo a maior fonte geradora e a que mais consome matéria-prima dos meios naturais. Diante dos impactos ambientais causados pela poluição que o meio causa, torna-se urgente a procura por construções limpas. Essas estatísticas são alarmantes e estão se tornando uma grande barreira para o futuro da sociedade. (Rede de gestão de sustentabilidade 2015)

No trabalho em questão, analisam-se soluções construtivas sustentáveis que visam diminuir os prejuízos ambientais que se apresentam à população. Aprecia-se que o uso de materiais que agridam menos o meio ambiente é viável. Com isso,  pretende-se demonstrar em uma residência unifamiliar que a implantação de métodos sustentáveis são acessíveis e possíveis.

Por se tratar de uma análise construtiva de uma residência unifamiliar, procurou-se ir a campo e pesquisar métodos bibliográficos para angariar recursos para o trabalho, dividindo-o em tópicos construtivos sustentáveis que procuram agredir menos o planeta.

OBJETIVO

O objetivo do presente trabalho é abordar os conceitos de soluções sustentáveis para residências familiares utilizando de telhas ecológicas, telhas transparentes, aproveitamento de água da chuva, aquecimento solar, pintura ecológica, telhado verde, madeira de demolição e o uso de escoras metálicas.

Apresentando assim os resultados quanto a comparação da construção utilizando os métodos convencionais comparando com os métodos apresentados, expondo seus custos e diferenças na execução. 

soluções sustentáveis 

origem

"O primeiro uso do termo é de 1987, presente no relatório Brundtland feito pela ONU. Esse documento norteou as discussões sobre um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais preocupado com questões ambientais." (Meneghi, 2012).

A partir de então, o conceito de sustentabilidade foi sendo cada vez mais aplicado em todas as áreas da construção civil desde construções industriais até mesmo em pequenas residências.

  

definição

A construção sustentável tem como base construir desde casas até edifícios, harmonizando a construção com o meio ambiente. E como objetivo visa a amenizar os impactos durante a sua construção, assim como na fase pós obra, utilizando o máximo possível de materiais que não agridam ou sejam menos agressivos ao meio ambiente, e aproveitando os bens naturais disponíveis ao redor da construção.

São adotados na construção sustentável alguns princípios para minimizar o impacto ambiental, tais como:

• Telhas ecológicas

• Telhas transparentes

• Aproveitamento da água da chuva

• Aquecimento solar

• Pintura ecológica

• Bloco cerâmico ecológico

• Telhado verde

• Uso de madeira de demolição

• Uso de escoras metálicas

Os materiais usados na construção, reforma e manutenção de uma edificação, também causam um impacto ambiental, assim como a energia usada para o funcionamento de equipamentos, a quantidade de água usada durante a construção e na vida útil da edificação, bem como na implantação, onde há movimento de terra, pessoas se deslocando com automóveis e contaminação e poluição da água usada na construção.

Se pensa por onde começar na sustentabilidade, para isso existem os 5 "R" da sustentabilidade que servem como um guia para a sustentabilidade.

1 Repensar

Quando se compra algo avalie a necessidade da compra, se não esta sendo comprada somente por impulso, ou se não já possui algo que possa ser reaproveitado. Avalie os danos que esse produto causou ao meio ambiente antes de chegar as prateleiras.

2 Recusar 

Recuse produtos que venham em embalagens que agridem o meio ambiente, como plástico, sempre opte por embalagens recicláveis, como vidro, metal ou biodegradáveis. Recuse produtos que venham de empresas que não tem um compromisso com o meio ambiente.

3 Reduzir 

Reduza os custos, luzes acessas sem necessidade, água gasta de forma descontrolada, produtos baratos e de baixa durabilidade só geram mais e mais lixo, prefira produtos de qualidade que tenham uma durabilidade alta. Reduza o lixo, utilizando menos embalagens.

4 Reutilizar 

Doe itens que já não servem para sua família, mas pode ser útil para outras pessoas. Concerte itens que estiverem quebrados, como eletrodomésticos e móveis antigos. 

5 Reciclar 

Separe o lixo, e faça a coleta seletiva, seja em casa ou em condomínio, os resíduos reciclados se transformam em outros produtos, economizando recursos naturais. 

MÉTODOS CONSTRUTIVOS E MATERIAIS 

Telhas Ecológicas

Atualmente, devido à tentativa de amenizar os danos que a construção civil aplica no meio em que vivemos, procura-se a conciliação do aproveitamento dos resíduos da população, ou seja, o lixo, com a necessidade de se ter materiais com bom rendimento estético e funcional para a construção civil. Dentre esses materiais, as telhas ecológicas são destaque. Segundo um pesquisador americano da Lawrence Berkley National Laboratory  (Feijó) , cerca de 25% da superfície de uma cidade são constituídas por telhados. Por esse motivo é tão importante a análise do tipo de telhado que será colocado em uma construção.

Conforme (Telhas..., 2014), as telhas ecológicas são fabricadas a partir do aproveitamento de materiais reciclados, fibras naturais e produtos brutos como asfalto e resina.

Sobre as telhas que são fabricadas com fibras naturais, (figura 1), vale destacar seu maior peso em relação às telhas fabricadas de materiais reciclados, sua maior flexibilidade e a necessidade de se ter uma instalação mais consistente por causa do seu peso. 

Telhado Ecológico
Telhado EcológicoTem Sustentável (2017)

Suas fibras são encontradas na própria natureza, como fibras de eucalipto,  coco, bananeira e também do pinho. As fibras passam por um processo de desidratação, ou seja, há a retirada de toda a sua umidade; posteriormente, passa por um processo químico, ao final do qual essas fibras estão prontas para a confecção das telhas. Esse tipo de telha tem um custo médio de material de R$ 26,00 o metro quadrado (m²), obedecendo a todas as normas vigentes para esse tipo de produto (Leroy Merlin, 2017).

A respeito das telhas de materiais reciclados, conforme (figura 2), que são mais leves (6,5kg o metro quadrado), tem-se maior facilidade para o trabalho de instalação, dispensando assim uma grande preparação para a colocação das mesmas (sustentação) (Telhas..., 2014).

Exemplo de telha ecológica
Exemplo de telha ecológicaRede de gestão de sustentabilidade (2017)

Trata-se de um material com aproveitamento de resíduos como plástico e alumínio. Sua composição é de 25% e 75% respectivamente. O custo para esse tipo de telha, em média, é R$ 23,00 o metro quadrado (m²) (Leroy Merlin, 2017).

As telhas confeccionadas com papel reciclado, asfalto e resina consistem em reaproveitar o papel, o pó de asfalto junto ao reaproveitamento de resinas, vide (figura 3) e (figura 4).

Telha reciclada
Telha recicladaTem Sustentável (2017)

Estas, diante das propriedades químicas constituídas na sua fabricação e também nos próprios materiais, aplicam-se na proteção de raios UV (ultravioleta), prolongando assim sua tonalidade por muito tempo, sem que esta se desgaste (escamação). Na ocorrência de chuvas fortes e granizo, esse produto se comporta de maneira sólida, apresentando os melhores resultados dentre os citados neste trabalho anteriormente. Seu preço também é o mais acessível, tendo um custo médio de material de R$18,00 o metro quadrado (m²) (Leroy Merlin, 2017).

Telha de papel reciclado
Telha de papel recicladoTem Sustentável (2017)

Aquecimento Solar

Impulsionado pela crise do petróleo na década de 70, começou a surgir em território brasileiro o sistema de aquecimento solar residencial, (figura 5), (figura 7). Acompanhando a inovação, vieram inúmeros percalços para que esse processo se desenvolvesse e alcançasse um crescimento satisfatório. Falta de um mercado profissional era a principal causa. Na década de 80, começaram os investimentos na área para que se conseguisse o aquecimento da água por via solar, e junto vieram as normas brasileiras impostas; desde então começou a profissionalização do setor e um consequente desenvolvimento. Na época, o sistema era caro, precário, como todo processo em crescimento. Houve a necessidade de apuração da tecnologia com o tempo, da profissionalização, e principalmente da acessibilidade econômica no setor, que consequentemente se popularizou. 

Painel Solar
Painel SolarPortal Solar (2017)

De modo simplificado, o sistema consiste em placas solares e um reservatório de água. Essas placas absorvem o calor do sol e, por meio de sua tubulação de cobre, passam esse calor para a água que é armazenada no boiler (figura 6).

O boiler consiste num reservatório térmico em forma de cilindro que pode ser de inox, de polipropileno ou de cobre.

Boiler
BoilerPortal Solar (2017)

As placas absorvem o calor solar, os raios atravessam o vidro frontal e irão esquentar as aletas que podem ser de cobre ou de alumínio, e pintadas com uma tinta especial escura para maior captação do calor solar. Das aletas, o calor cruza para as serpentinas de cobre. No interior das serpentinas, a água esquenta e vai para o reservatório (boiler). Este é preparado para abastecer a residência.

Esquema de aquecimento solar
Esquema de aquecimento solarPortal Solar (2017)

Devido ao clima brasileiro, o aquecimento solar se torna algo interessante no que diz respeito ao uso de chuveiro elétrico. Poucos dias no ano se torna necessária essa alternativa, tendo em vista que faz sol na maior parte do ano.

Em termos financeiros, tem-se comprovado que o retorno do investimento (pay back) em uma residência uni familiar de 4 pessoas se faz imediato com abatimento médio de 45% na conta de energia. O retorno total, em média, se faz em quatro anos, mas isso depende de alguns fatores, como o uso que se faz da água, e se há fatores extras que aumentam a conta elétrica. (Placas..., 2015) São exemplos: piscina aquecida, banheiras, entre outros.

Aproveitamento de água da chuva

Na ultima década, no nosso país, temos ouvido cada vez mais das pessoas mais velhas que o tempo não é mais o mesmo de antigamente, há falta de chuvas, outrora em abundância, chegam a dizer “o tempo anda louco!”. Essa pequena análise reflete em parte o que se tem hoje em dia, escassez de água em época de grandes chuvas, abundância de água em época de pouca chuva. Diante da mudança que vem acontecendo, as pessoas procuram se adaptar ao meio, procurando formas de não sofrer as árduas consequências.

O sistema de aproveitamento de água de chuva (figura 8) se fortalece quando se trata dos quesitos aproveitamento e economia. Vale notar o que acontece na maioria das residências, ou seja, a água da chuva passa pelos telhados e pelos quintais e é escoada rua afora, gerando o desperdício

Onde esse sistema é aplicado, a água da chuva fica armazenada numa cisterna. Se houver utilização em grande escala, haverá a diminuição do indice de enchentes.

Para que se tenha esse sistema, é necessário que haja pontos de capitação espalhados pela residência, como calhas e ralos em lugares específicos (onde não haja risco de contaminação química por produtos de limpeza, vazamento de óleo de carro, entre outros), estes com tela para que não haja acumulo de folhas e galhos. O sistema consiste em filtro, freio d’água, filtro flutuante, multissifão e kit de interligação.

Sistema de aproveitamento de água da chuva
Sistema de aproveitamento de água da chuvaAcqualimp (2017)

De acordo com (Como..., 2017) o dimensionamento acontece por uma análise de área de telhado, capacidade de trabalhabilidade do filtro e índice pluviométrico do lugar em questão. Após a análise, aplica-se a fórmula (V=AxYxI.P.), onde: 

V = volume em metros cúbicos mensal.

A = área de telhado.

Y = eficiência do filtro, normalmente adotada em 81%.

I.P. = índice pluviométrico mensal.

O consumo desta água é limitado se comparada à água potável. Pode-se usá-la para descargas em vasos sanitários e mictórios, lavagem de pátios, carros e ferramentas, reabastecimento de piscina e irrigação de áreas verdes

O projeto deve contemplar a ligação dos pontos de captação, sua passagem pelo filtro, na sequência para a cisterna (figura 9).

Esse sistema consiste num investimento pequeno com relação ao retorno alcançado a curto prazo. De acordo com fabricantes de cisternas de polietileno, o retorno é alcançado no prazo de 1 a 2 anos, dependendo do consumo da residência.

Caixa d'água com sistema de reuso
Caixa d'água com sistema de reusoAcqualimp (2017)

Telhas Transparentes

As telhas transparentes (figura 10) estão sendo cada dia mais utilizadas por arquitetos em seus projetos, e escolhidas pelas pessoas para iluminar áreas escuras da casa. As telhas transparentes podem ser feitas tanto de Policarbonato como de Polipropileno, ambos materiais plásticos que permitem a passagem da luz. O que difere uma da outra é exatamente a passagem da luz; a de Polipropileno permite a passagem de até 70% da luz , já a de Policarbonato permite até 85% (Telha...).

As telhas apresentam uma grande resistência e flexibilidade. Comparadas ao vidro, as telhas transparentes chegam a ser até 200 vezes mais resistentes que o vidro convencional e até 250 vezes mais resistente que o vidro temperado. Esse material também é resistente às temperaturas, podendo chegar de -50° até 135°Celsius.

Telha transparente
Telha transparenteDiego Telhados (2017)

Outra grande vantagem das telhas, tanto de polipropileno quanto de carbonato, é em relação à economia. São mais baratas que as telhas convencionais e geram grandes descontos na conta de luz, uma vez que não haverá necessidade do uso da eletricidade nos ambientes iluminados pelas telhas.

A instalação das telhas é bem simples e a maioria dos profissionais da área consegue instalar sem grandes dificuldades, pois não exige nenhuma ferramenta específica.

Para garantir a durabilidade e a funcionalidade das telhas translucidas (figura 11) é necessário mantê-las limpas, para que a sujeira não impeça a passagem dos raios solares, prejudicando assim a iluminação e afetando o funcionamento das mesmas. A limpeza deve ser feita com água e com a ajuda de produtos neutros e não corrosivos. A manutenção varia de 6 meses a 1 ano, de acordo com a região de instalação. Em grandes centros urbanos a manutenção é mais constante devido à poluição e poeira no ar (Telha...).

Telha Transparente
Telha TransparenteDiego Telhados (2017)

Pintura Ecológica

O uso de tintas ecológicas no Brasil ainda não é muito difundido devido ao seu custo que chega a ser de 20% a mais que as tintas convencionais. Mas se a pessoa deseja ter uma casa que agrida menos o meio ambiente, esse tipo de tinta é essencial, não só para o meio ambiente como também para os moradores da casa.

Uma pintura com tinta convencional resulta na liberação de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), presentes principalmente nas tintas à base de solventes (Painel...).

. Os COVs são responsáveis pela sensação de sufocamento que muitas pessoas sentem após uma demão de tinta. Eles também são responsáveis pela poluição atmosférica e afetam a qualidade do ar nos ambientes onde são aplicadas (Painel...).

As tintas ecológicas não contêm solventes; elas são feitas à base de água, ou solventes naturais, o que influencia na qualidade do ar do ambiente onde são aplicadas, e não influenciam na poluição do meio ambiente e não oferecem riscos a pessoas alérgicas.

A coloração das tintas ecológicas é obtida através da diversidade do solo, sendo algumas feitas com terra. Há também a opção de pigmentos vegetais, como urucum, jenipapo, açafrão, entre outros (figura 12).

Pigmento de tinta ecológica
Pigmento de tinta ecológicaJardim do Mundo (2017)

As tintas ecológicas (Figura 13) não diferem das tintas normais em relação à funcionalidade na cobertura e aderência nas superfícies. Contam com diversos tipos de acabamentos e texturas, além de ter menos odor que as tintas convencionais. Elas também permitem que a parede respire, pois, como são feitas à base de água, permitem o controle de umidade do ambiente.

Tinta verde
Tinta verdeSustentArq (2017)

Madeira de demolição

Com o mercado cada vez mais preocupado com as questões ambientais, a madeira de demolição se encaixa por ser a reciclagem de uma peça de madeira, transformada em uma peça de decoração ou utilizada da maneira como está. Considerada pelos arquitetos a tendência do momento (Figura 14), as madeiras de demolição vêm ganhando espaço na decoração de alto padrão. Devido ao seu elevado custo ela se torna um bem de consumo de luxo, que pode ser usado tanto na decoração quanto na estrutura de projetos residenciais e corporativos. 

Mesa em madeira de demolição
Mesa em madeira de demoliçãoEstilo Nobre (2017)

As madeiras de demolição, ao contrário das madeiras normais, não necessitam do Documento de Origem Florestal, portanto deve-se manter o cuidado de procurar um fornecedor sério. A maioria das madeiras de demolições são provenientes de antigas casas e galpões, que utilizavam esses materiais, considerados de primeira, como parte da estrutura, o que não se utiliza mais hoje em dia (Madeiras...).

A madeira de demolição necessita de cuidados especiais. Por se tratar de peças mais antigas, elas necessitam de maior cuidado. O essencial é protegê-las da umidade, e para isso é necessário a aplicação de ceras ou vernizes impermeabilizantes que variam de acordo com a necessidade e a aplicação da madeira. Os vernizes podem dar efeitos brilhantes, foscos ou até mesmo naturais.

Escora Metálica

A escora é uma especie de estrutura temporária utilizada para suportar cargas permanentes e não permanentes . São utilizadas para apoiar ou segurar uma estrutura até que ela consiga resistência suficiente para se suportar. 

As escoras metálicas (figura 15) são compostas de diversas peças que, juntas, podem executar diversos tipos de apoio tanto de vigas quanto de pilares. 

Escoras Metálicas
Escoras MetálicasGrupo Orgel (2017)

Comparada com a escora de madeira, ela possui diversas vantagens, como o simples manuseio, e a não necessidade de mão de obra especializada, sendo de simples instalação. Normalmente as empresas especializadas neste segmento fornecem projetos para cada tipo de obra, com as quantidades exatas de cada peça a ser utilizada, assim como um manual de montagem das mesmas. 

As escoras metálicas são recicláveis até o fim de sua vida útil, ao contrário das escoras de madeira que normalmente são feitas com madeira sem certificação e de obtenção duvidosa. As escoras metálicas quase não têm resíduos em sua fabricação, ao contrario das escoras de madeira, que deixam um vasto resíduo. 

As escoras metálicas são mais resistentes e podem atender a todo tipo de carga; por outro lado, as escoras de madeira (figura 16) possuem uma limitação, dependendo do tamanho da tora usada. As escoras metálicas são produzidas seguindo todas as normas de segurança da NR-18 e NBR-15 (Significado...).

Escora Metálica x Madeira
Escora Metálica x MadeiraAcervo pessoal (2017)

Bloco cerâmico ecológico

Os blocos cerâmicos ecológicos (figura 17) são normalmente chamados de tijolo de solo-cimento, pois são feitos utilizando proporções desses dois materiais com água. Ele se intitula como ecológico por não necessitar de nenhum processo de queima em sua fabricação, evitando assim a liberação de Dióxido de Carbono (CO2) (Moraes et al., 2014).

Em alguns casos os blocos cerâmicos podem servir como blocos estruturais, não necessitando de pilares e vigas na construção. 

Tijolos Ecológicos
Tijolos EcológicosMix Máquinas (2017)

Os blocos ecológicos podem ser utilizados sem necessidade de acabamento por terem as faces lisas (figura 18), necessitando somente da aplicação de um verniz impermeabilizante . 

Outra vantagem é a na hora de passar as prumadas de elétrica e hidráulica. Devido aos furos largos nos blocos, não é necessário quebrar os blocos para que as prumadas sejam passadas. 

Assim como não há necessidade de quebrar o bloco para passar as prumadas, também não à necessidade de quebrar o bloco para se utilizar meio bloco, pois a maioria das empresas que produzem o bloco já trabalham com meio bloco. 

Há também uma economia quando se utiliza somente o tijolo ecológico no quesito cimento, ferro e madeira. O uso deses materiais se torna dispensável devido às propriedades do bloco, que pode ser até 6 vezes mais resistente (Moraes et al., 2014).

Casa de bloco ecológico
Casa de bloco ecológicoMix Maquinas (2017)

Telhado verde

Telhado verde, jardim suspenso ou cobertura verde é um método usado desde a antiguidade. São famosos os Jardins Suspensos da Babilônia (figura 19), por exemplo.

Jardins da Babilônia
Jardins da BabilôniaProuty, Richard (2015)

Com a crescente preocupação mundial sobre a alta das temperaturas, a utilização em larga escala de telhados verdes (figura 20) diminui em um ou dois graus Celsius a temperatura nos grandes centros (FERREIRA et al.2007).  

Telhado Verde - Copenhague
Telhado Verde - CopenhagueEcoDesenvolvimento (2015)

Sobre o interior dos ambientes, a temperatura diminui em 15 graus Celsius, obtendo assim um maior conforto térmico (Ferreira et al., 2007).

Objetivamente, consiste em uma cobertura vegetal sobre o imóvel em questão, onde se busca um bom visual atrelado a confortos térmico e acústico no ambiente interno.

Para que aconteça a instalação do sistema (figura 21), a estrutura deve estar preparada para uma carga de 400 a 750 kg/m². Deve-se verificar qual tipo de cobertura se tem no local, laje ou telhado. Caso seja laje, a mesma deve ser impermeabilizada. Caso seja telhado, necessita da retirada das telhas e aplicação dos compensados com o mesmo intuito da impermeabilização. O telhado pouco inclinado ou laje recebe um solo de 15 a 30 centímetros. Entre o solo e a laje há cinco camadas diferentes de materiais. São eles: filtro, dreno, membrana de proteção mecânica, membrana antirraiz e o impermeabilizante. É importante a escolha da vegetação, gramas ou plantas baixas que não necessitam de poda e água constantemente (Ferreira et al., 2007).

Camadas do telhado verde
Camadas do telhado verdeuGreen (2016)

Estudo de caso

Residência uni-familiar

Para realizar o estudo de caso foi escolhida uma residência uni-familiar na cidade de Valinhos, São Paulo. Na Figura 22, pode-se constatar o projeto arquitetônico da residência.

Planta Baixa
Planta BaixaArquivo pessoal (2012)

A residência conta com um terreno de 810 m² e 167m² construidos, localizado na rua José Bonifácio 145, Valinhos - São Paulo. 

O projeto da fachada da casa pode ser visto na figura abaixo.

Projeto de fachada da casa
Projeto de fachada da casaAcervo pessoal (2013)

Fachada da casa pronta
Fachada da casa prontaAcervo pessoal (2017)

Nas Figuras 25 e 26, pode-se observar o fundo da casa, comparando projeto com o executado.

Fundo da casa projetado
Fundo da casa projetadoAcervo pessoal (2013)

Fundo da casa executado
Fundo da casa executadoAcervo pessoal (2017)

Construção da casa

Alvenaria

Na construção da residência foi utilizado apenas blocos cerâmicos comuns como se vê na Figura 27.

Alvenaria
AlvenariaArquivo pessoal (2013)

De acordo com o responsável da obra, o Engenheiro Reinaldo Dalla Justina, a casa tem aproximadamente 207 m² de paredes e os blocos cerâmicos tiveram um custo de aproximadamente R$18.350,00.

Se utilizado o bloco ecológico na mesma metragem apresentada de 207 m² de paredes, segundo a (Tijolo Eco , 2017), o custo seria de R$14.652,13.

Caso se optasse pela utilização de tijolo ecológico, a economia de material seria no valor de aproximadamente 20%  

Comparativo Blocos
Bloco cerâmicoBloco ecológicoDiferença de valor (%)
R$18.350,00R$14.652,1320
Os autores (2017)

 Escoramento

O escoramento da foi feito considerando apenas um terço da laje total devido a não necessidade de escorar toda a estrutura ao mesmo tempo. Com isso a laje de 167m² foi divida em 3 módulos de 56 m², cada um executado individualmente e em momentos destintos. A Figura 28 abaixo representa o escoramento da área da garagem. 

Laje escorada
Laje escoradaAcervo Pessoal (2013)

 Segundo o responsável pela obra, o Engenheiro Reinaldo Dalla Justina, foi gasto em madeira, com finalidade de escoramento, o valor de aproximadamente R$2.960,00 para se escorar 56 m², esse material foi reutilizado nos outros dois terços restantes das lajes que ainda seriam executadas.

Nota-se na figura abaixo os resíduos provenientes do uso e manuseio das escoras de madeira. 

Resíduos de madeira
Resíduos de madeiraArquivo pessoal (2013)

Segundo informações fornecidas pelo Grupo Orgel (2017), o custo de um kit de escoras metálicas para a metragem de 56 m² seria de aproximadamente R$2.950,00. 

Tendo uma diferença de somente R$10,00 no custo de uma para outra. Porém o custo com caçambas, pregos, e mão de obra especializada em madeira, fariam o custo do uso da madeira ser mais elevado. Logo a utilização de escoras metálicas é muito mais vantajosa.

Comparativo de escoras
Escora de madeiraEscora MetálicaDiferença de valor (%)
R$2.960,00R$2.950,000,33
Os autores (2017)

Energia Solar

No caso estudado não foi instalado energia solar. Para a instalação de energia solar foi estabelecido um consumo médio mensal de 150 kWh.

De acordo com a Portal Solar(2017), seria necessário para atender a demanda de eletricidade da residencia, o sistema gerador de energia solar fotovoltaica de 1,19 kWp. Necessitaria de um total de 5 placas fotovoltaicas de 260 Watts e ocuparia um espaço de aproximadamente 9,5 m² tendo um custo dode R$10.115,00. 

Na Figura 30 podemos ver todas as características do material que seria instalado.

Informações do painel solar
Informações do painel solarPortal Solar (2017)

Utilizando o fator de preço da Companhia Paulista de Força e Luz (2017), foi utilizado o valor de R$0,36 por kWh, e uma inflação energética de 8% ao ano.

Retorno de energia
AnoTaxa de energiaEconomizado no AnoValor Acumulado 
0,36R$ 648,00R$ 9.467,00Gerado por ano: 1800 kWh
 20,39R$ 699,84R$ 8.767,16  
 30,42R$ 755,83R$ 8.011,33  
 40,45R$ 816,29R$ 7.195,04  
 50,49R$ 881,60R$ 6.313,44  
 60,53R$ 952,12R$ 5.361,32  
 70,57R$ 1.028,29R$ 4.333,02  
 80,62R$ 1.110,56R$ 3.222,47  
 90,67R$ 1.199,40R$ 2.023,06  
100,72R$ 1.295,35R$ 727,71  
110,78R$ 1.398,98-R$ 671,28  
120,84R$ 1.510,90-R$ 2.182,18  
Os autores (2017)

De acordo com os estudos realizados tem-se que em 11 anos o sistema já não vai estar gerando custo e sim economia. Na Figura 31 podemos ver uma gráfico indicando os valores descritos. 

Tempo de retorno
Tempo de retornoOs autores (2017)

Na Figura 31, podemos ver um exemplo de um painel solar com 5 placas de 260 W como o necessário na residência estudada.

Painel solar fotovoltáico
Painel solar fotovoltáicoPortal Solar (2017)

Pintura 

Para pintura foi considerada a área de 427 m² referente a pintura externa e interna das paredes e teto da residência, considerando apenas as áreas aptas a serem pintadas, excluindo do calculo as áreas frias como banheiros, cozinha e área de serviço. 

De acordo com (Tintas Suvinil), para a metragem de 427 m² utiliza-se um total de 62 litros de tinta com a aplicação de duas demãos de tinta. Para pintar a área seriam necessários 5 latas de tinta de 12,5 litros cada. 

O custo da tinta Tinta látex Maxx Rendimento na cor Branca, custa R$249,90 cada lata com 12,5 litros, tendo assim um total de R$1.249,50.

Para as tintas ecológicas foi consultada a empresa (Tintas Solum), de acordo com a SOLUM, o valor do balde de 18 litros da linha Revestimento, sai por R$350,00 reais. Logo seria utilizado 4 baldes de tinta SOLUM que corresponde a um valor total de R$1.400,00 ,para também uma aplicação de 2 demãos. 

A mão de obra empregada é a mesma, não é necessário de acordo com a SOLUM uma mão de obra especializada para aplicar a tinta, logo os valores não se alterariam. Na foto abaixo pode se ver alguns empreendimentos que utilizaram as tintas SOLUM em seu acabamento.

Comparativo tintas
Tinta convencionalTinta EcológicaDiferença de valor (%)
R$1.249,50R$1.400,0010,75
Os autores (2017)

Empreendimentos com tinta ecológica
Empreendimentos com tinta ecológicaTintas Solum (2017)

Aproveitamento de água da chuva

A residência não conta com um sistema de aproveitamento de água da chuva, com isso foi consultado sistema de cisterna vertical, como mostrado na figura abaixo.

Cisterna vertical
Cisterna verticalEcycle (2015)

Esse sistema produzido pela Tecnotri (2017), . É um sistema de cisterna externa modular, ou seja, mais de uma peça pode ser facilmente acoplada. 

O sistema é de fácil instalação não sendo necessário mão de obra especializada e podendo ser realizada por qualquer pessoa, conforme explicado na ficha técnica do produto.

Para a residência em estudo é necessário duas unidades de 1.000 litros, devido à grande área verde, plantas e horta.

Fundos da casa
Fundos da casaAcervo pessoal (2017)

Junto com a cisterna foi escolhido o modelo com Smart Filtro, um sistema de filtragem com 4 filtros de tratamento. Além disso foram escolhidos filtro anti-folhas, decanter, filtro fino e filtro clorador. Além do filtro a cisterna conta também saídas para mangueira, e torneiras, como pode se observar na figura abaixo.

Esquema cisterna Tecnotri
Esquema cisterna TecnotriTecnotri (2015)

O kit com a cisterna e o Smart Filtro de 1000 litros custa R$1.345,00 cada, tendo um total de R$2.740,00

De acordo com a fabricante (Tecnotri, 2017), o rendimento das cisternas dependem muito da época do ano, tamanho de telhado e região, devido á necessidade da chuva para seu funcionamento, assim como também depende do uso da água na residência. 

METODOLOGIA

Para a realização da monografia do trabalho de conclusão de curso, de materiais e soluções sustentáveis.

Primeiramente as soluções e materiais que se caracterizam como sustentáveis, com suas especificações, características e variações de acordo com informações de manuais dos fabricantes de cada item, além de normas técnicas e pesquisas. 

Após a explicação dos materiais e soluções sustentáveis , um estudo de caso foi executado, analisando uma residência unifamiliar em sua construção, verificando onde os materiais e soluções apresentadas poderiam ser implementados, verificando seu custo de compra e instalação, e fazendo assim um comparativo entre o custo do método executado na construção, e soluções apresentadas neste trabalho, além de indicar a instalação de sistemas que a longo prazo ajudariam a reduzir os custos de manutenção da residência.

Conclusão

Por meio do estudo realizado com base na análise de algumas referências bibliográficas junto com uma visita técnica a uma residência unifamiliar.

Notou-se que a aplicação dos métodos apresentados na residência referida, é viável, devido a pouca diferença no custo do material, e também devido aos benefícios que uma construção sustentável traz para a população. 

Porem nem todos os métodos são imediatamente viáveis, o sistema de energia solar exige um investimento elevado, assim como o seu tempo de retorno foi provado ser alto, porem após esse retorno o custo de energia é praticamente nulo.  

Após o término deste trabalho, afirma-se que o estudo realizado com base na análise de algumas referências bibliográficas apresentou fundamento teórico para a execução de um gerenciamento sustentável de um projeto construtivo. Desse modo, a meta deste estudo foi alcançado e respaldado.

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