CAFÉ E ÓLEO DE COCO NO EMAGRECIMENTO

Colégio Estadual Irineu José Ferreira

CAFÉ E ÓLEO DE COCO NO EMAGRECIMENTO

Luana Honório n°: 13

Joyce Barroso n°: 10

Rayanne Corrêa n°: 18

Sara Camargo n°: 20

Resumo

“O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.”

Arthur Schopenhauer

Keywords:

Introdução

Atualmente, tudo que promete emagrecimento, melhor desempenho nas atividades físicas, ou, simplesmente, uma “forcinha” para a pessoa seguir uma alimentação e hábitos de vida mais saudáveis ganha destaque.

Isso tudo, por um lado, é positivo – já que a atenção à saúde acaba ficando sempre em evidência –; mas, por outro lado, tem gerado certos “modismos” – o que pode acabar mais “desinformando” do que informando as pessoas, e até criando certo “terrorismo nutricional” e em torno da saúde de uma forma geral.

Neste contexto, uma bebida à base de café e óleo de coco, tem chamado a atenção, conquistando “muitos adeptos” (especialmente aqueles que praticam atividade física com regularidade), ao mesmo tempo em que causando muitas dúvidas.

Você também já se perguntou “por que tomar café com óleo de coco”?! Quais benefícios essa mistura oferece? Quem deve e quem não deve consumir?

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PROPRIEDADES DO CAFÉ

O café ajuda a emagrecer e tem efeito antioxidante. O consumo moderado do café proporciona uma série de benefícios para a saúde. A bebida tem um efeito termogênico e por isso ajuda na perda de peso. Ela também tem ação estimulante e auxilia a diminuir dores de cabeça.

Esta bebida previne algumas doenças neurodegenerativas, como Doença de Parkinson e Alzheimer, e diabetes tipo 2¹. O café ainda proporciona benefícios para o sistema respiratório e está associado a um menor risco de desenvolver câncer.


NUTRIENTES DE CAFÉ

O café se destaca pelas boas quantidades de cafeína. Esta substância é da família da Metilxantina² e é importante porque tem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central e está associada à melhora no estado de alerta, na capacidade de aprendizado e resistência ao esforço físico.

A cafeína também contribui para a perda de peso pela ação direta na quebra da gordura pelo estímulo na enzima Lipase, que contribui para a quebra da gordura em estoque, lançando-a na corrente sanguínea para ser oxidada, ou seja, queimada.

Esta bebida possui outras substâncias benéficas como os ácidos clorogênicos que são responsáveis por grande parte da atividade antioxidante do café. Essa ação irá inibir inflamações e reduzir o risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias prolongadas.

BENEFÍCIOS COMPROVADOS DO CAFÉ

Efeito estimulante: O principal componente do café é a cafeína. Esta substância quando consumida em doses baixas a moderadas tem ação estimulante. Assim, o sono diminui e a energia aumenta.

Melhora a concentração: Devido ao efeito estimulante da cafeína, o café irá proporcionar melhora na concentração e consequentemente na capacidade de aprendizado.

Melhora o desempenho nos exercícios: Devido à ação estimulante da cafeína, o café irá ajudar as pessoas a terem mais pique para praticar exercícios. A bebida irá estimular a ação dos músculos durante exercícios prolongados, que passam a utilizar a gordura como fonte de energia em vez de açúcares encontrados nos carboidratos.

O alimento também irá reduzir a sensação de fadiga, melhorando o rendimento físico. Consequentemente ocorre o aumento da força muscular, possibilitando maior grau de carga e repetições de execução do exercício após a ingestão de cafeína.

Bom para os músculos: A cafeína irá poupar a glicose do músculo esquelético, quanto maior a quantidade de glicose no músculo mais longe ele fica da fadiga e ainda aumenta e facilita a entrada da quantidade de cálcio dentro do músculo.

Ajuda a emagrecer: Diversos estudos apontam que o consumo de café contribui para a perda de peso. Isto ocorre porque a cafeína presente na bebida faz com que ela tenha uma ação termogênica, aumentando o gasto calórico. Além disso, a substância também contribui para a queima de gordura.

 DESEMPENHO FÍSICO 

Protege o sistema respiratório: Diversos estudos, entre eles um realizado pelo Cochrane Database Review em 2010, apontam que o café tem um efeito broncodilatador³ e por isso é bom para quem tem e para prevenir a asma.

Previne o Parkinson: Estudos apontam que o café tem sido eficaz na prevenção do Parkinson. Em um deles, homens que consumiam pelo menos 3 a 4 xícaras de café por dia apresentavam um risco cinco vezes menor de desenvolver Parkinson, do que os não consumidores. Num outro estudo prospectivo, homens que consumiam diariamente a quantidade de cafeína correspondente a uma xícara de café possuíam um risco 50% menor de desenvolver a doença, não tendo sido encontrada qualquer associação em relação ao consumo de descafeinado. Por isso, acredita-se que é a cafeína que ajuda a prevenir o Parkinson.

Diminui o risco de depressão: Diversas pesquisas demonstraram uma associação inversa entre o consumo de café e o risco de suicídio. Ainda não se sabe exatamente a razão deste benefício. É conhecido que doses moderadas de cafeína interferem positivamente no humor. Além disso, o ácido acético, presente em boas quantidades no café, apresenta efeito antidepressivo quando administrado em animais.

Previne câncer: O café em quantidades moderadas ajuda na prevenção do câncer. Isto porque ele possui ação antioxidante e irá combater os radicais livres que favorecem o aparecimento de tumores.

Diminui o risco de morte: Um estudo feito com mais de 400 mil homens e mulheres americanos e publicado na revista científica New England Journal of Medicine concluiu que o consumo moderado de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total. Os tomadores de café apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.

Previne o blefaroespasmo(espasmo da pálpebra): Pessoas que consomem o café de forma moderada estão sujeitas a desenvolver menos espasmos involuntários nos olhos, blefaroespasmo primário. Pesquisas apontam que o consumo do café também é benéfico para quem já sofre com a doença, pois ele irá atrasar o seu desenvolvimento.

Previne a morte por cirrose: Uma pesquisa feita pela Universidade Nacional de Singapura com 63 mil pessoas observou que beber duas ou mais xícaras de café por dia pode reduzir o risco de morte por cirrose.

ÓLEO DE COCO  

O coco é formado por ácidos graxos de cadeia média, significa que ele não acumula no nosso corpo. Ele é, portanto termogênico, ou seja, auxilia o corpo a queimar calorias (gera calor), aumentando, portanto o metabolismo.

O óleo de coco é essencialmente composto por gorduras boas, em maior parte pela saturada (87% do total). Essas gorduras são triglicerídeos de cadeia média (TCM), e não de cadeia longa, como normalmente encontramos nos alimentos. A vantagem é que esses triglicerídeos são muito melhor absorvidos pelo corpo, principalmente no fígado, sendo logo convertidos em energia e não se acumulando em forma de gordura no corpo.

Pesquisas científicas demonstram que o ácido láurico presente no óleo de coco possui a capacidade de aumentar o sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância chamada interleucina 2, que faz a medula óssea fabricar mais células brancas de defesa. Além disso, os óleos láuricos agem como antiinflamatórios pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias.

Quando o ácido láurico chega aos nossos intestinos ele é quebrado pela enzima lípase e se transforma em monolaurina. A monolaurina é absorvida pelos intestinos e vai ao sangue. Esta substância, cujo precursor é o ácido láurico, destrói a membrana de lipídios que envolvem os vírus bem como torna inativas bactérias, leveduras e fungos. A ação atribuída a monolaurina é a de que ela solubiliza os lipídios contidos no envoltório dos vírus, causando a sua destruição. Há assim uma potencial atividade antiviral e antibacteriana desta substância contra vírus perigosos.

De fácil absorção, os óleos láuricos não necessitam de enzimas para sua digestão e metabolismo. No fígado, rapidamente se transformam em energia, gerando calor e queimando calorias, o que leva à perda de peso. De fato, por este efeito, o uso destes óleos têm se tornado famoso internacionalmente em dietas de emagrecimento, pois são o único tipo de gordura que ao ser metabolizada pelo corpo, não é estocada na forma de tecido gorduroso.

Algumas observações levaram à descoberta que óleos láuricos estimulam a função da glândula tireóide. O bom funcionamento desta glândula, faz com que o mal colesterol (LDL) produza hormônios que reduzem a velocidade de envelhecimento do corpo como o DHEA, pregnenolona e a progesterona. Estes hormônios reduzem sintomas associados à menopausa e tensão pré-menstrual na mulher, problemas cardiovasculares, obesidade, entre outras doenças.

Pode ser usado tanto em receitas salgadas como doces. “Ele pode substituir os óleos vegetais, ser usado para cozinhar feijão, arroz, peixes, temperar saladas. Também pode ser misturado no suco, iogurte, salada de frutas e até ser adicionado a shakes”, aconselha a nutricionista. A quantidade recomendada é de duas a quatro colheres de sopa de óleo de coco por dia.

TIPOS DE ÓLEOS

Existem dois tipos desse alimento funcional: o refinado e o extravirgem.  

Refinado: Um óleo de coco refinado é sem sabor e inodoro Normalmente. Pelo fato de ter sido refinado, ele suporta temperaturas de cozimento mais altas antes começar a “queimar”. Óleos de coco refinados poderiam ser excelentes para cozinhar alimentos em que você precisa de uma gordura mais limpa, maleável sem aquele sabor de coco. Porém os óleos de coco refinados não oferecem os mesmos benefícios para saúde de um virgem, completamente cru.

Extravirgem: Extraído a partir do coco fresco, mesmo que seja utilizado um processo de secagem rápida para que o óleo possa ser extraído mecanicamente. Como esse processo é rápido e executado em ambiente controlado, o óleo resultantes é livre de contaminantes e portanto não precisa ser alvejado e desodorizado.

BENEFÍCIOS À SAÚDE

Menor acúmulo de gordura no corpo: Como passa rapidamente pelo fígado devido à sua menor cadeia de moléculas, o óleo de coco não é estocado em forma de gordura no corpo.

Queima extra de calorias: A rápida digestão da gordura do coco estimula o metabolismo e faz emagrecer. É como se você aumentasse o fogo interno que queima as calorias dos alimentos, transformando-as em energia.

Redução de medidas na cintura: Está provado que o consumo de óleo de coco favorece a eliminação da gordura que fica depositada na barriga. Os motivos exatos ainda são desconhecidos pela ciência, mas acredita-se que o óleo atue diretamente em alguns hormônios ligados ao acúmulo dessas reservas no abdômen.

Controle da fome: Se, de um lado, o óleo de coco aumenta a queima calórica, de outro, ele ajuda a diminuir a sensação de fome. A possível justificativa para isso é que o líquido deve agir aumentando o nível dos hormônios responsáveis pela saciedade.

Possui ação antioxidante: Colabora na diminuição da produção de radicais livres. Isto se deve principalmente à ação direta da vitamina E, presente na gordura de coco extra virgem.

Reduz o mau colesterol (LDL) e aumenta o bom (HDL): Contribuindo assim na prevenção e tratamento das doenças cerebrais e cardiovasculares.

Melhora o sistema imunológico: agindo na prevenção e no combate aos vermes, bactérias e fungos, restabelece a energia roubada por estes agentes. Consequentemente melhora a absorção dos nutrientes, aumentando todas as defesas do organismo. A gordura de coco apresenta a maior concentração de ácido láurico, dentre todas as gorduras vegetais.

Regula a função intestinal: Tanto nos casos de prisão de ventre ou mesmo nas diarréias, os componentes da gordura de coco agem normalizando as funções intestinais. Ao mesmo tempo o ácido láurico, através da monolaurina, ajuda a eliminar as bactérias patogênicas (inimigas), protegendo e favorecendo o crescimento da “flora amiga”.

DIETA LOW CARB 

A dieta low carb propõe reduzir a quantidade de carboidratos ingeridos. A orientação em uma alimentação convencional é que 50 a 55% do que é ingerido no dia seja carboidrato. Já nos métodos low carb, o macronutriente pode compor entre 45% a 5% do que é consumido em um dia. É importante ressaltar que a redução extrema de carboidratos, algo abaixo de 40%, até proporciona o emagrecimento, porém ele não será saudável e pode ter uma série de consequências graves para a saúde. Os carboidratos incluem alimentos como arroz, macarrão, pão e batata.

Além disso, este método defende que seja priorizado o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, aqueles cuja glicose (açúcar) é absorvida em uma velocidade mais lenta e por isso não há picos de glicose e nem de insulina no organismo. São exemplos de alimentos de baixo IG a batata doce e o arroz integral.

O consumo de alimentos integrais que são ricos em fibras também é estimulado neste método para emagrecer. Conversamos com especialistas para entender quais são os prós e os contras dessa dieta.

COMO A DIETA AJUDA A EMAGRECER 

Este método contribui para o emagrecimento saudável ao sugerir que a alimentação priorize os carboidratos de baixo índice glicêmico. Isto porque quando um carboidrato é ingerido ele tem a glicose que será utilizada pela célula para obter energia.

Caso haja excesso de glicose, ela é estocada em forma de gordura e se for utilizada antes da próxima refeição não há ganho de peso. Para que o organismo consiga queimar a gordura estocada é preciso liberar um hormônio chamado glucagon que irá retirar essa energia estocada. Quando a dieta é rica em alimentos com alto índice glicêmico, ocorrem muitos picos de insulina e às vezes eles estão tão altos que o glucagon nunca é liberado. Sem o glucagon a gordura que está estocada não é queimada e não há perda de peso.

Assim, quando a dieta prioriza a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico há uma alteração menor da insulina e consequentemente ocorre a produção de glucagon. Quando há a presença de fibras e proteínas a liberação do hormônio também é mais eficaz.

Quando a dieta low carb propõe uma redução pequena de carboidratos, algo até 40% do que é ingerido no dia, ela também ajuda a emagrecer. Não só o carboidrato, mas a proteína e principalmente a gordura devem ser controlados. Com uma redução de 10% e com a melhora na qualidade do que será consumido, a pessoa conseguirá não só um bom resultado, mas também uma reeducação de hábitos.

BENEFÍCIOS DA DIETA  

Previne diabetes: Como este regime propõe ingerir apenas carboidratos com índice glicêmico baixo ou moderado, ele pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2. Isto porque ao ingerir carboidratos de índice glicêmico alto, ocorre um aumento do nível de glicose no sangue e consequentemente o de insulina. Quanto mais insulina no organismo, mais ele se torna resistente a ela e é necessária maiores quantidades deste hormônio para transportar a mesma quantia de glicose, aumentando o risco do quadro de resistência à insulina que pode evoluir para o diabetes tipo 2.

Proporciona saciedade: As melhores fontes de carboidratos são aquelas que também possuem fibras, como o pão e o arroz integral. A substância prolonga o tempo que o alimento fica no estômago e quando chega no intestino diminui a velocidade de absorção de glicose e assim não há picos de insulina. Desta forma as fibras proporcionam saciedade

Auxilia na perda de peso: Os carboidratos podem ser aliados na perda de peso quando consumidos de forma correta. É importante optar pelas versões com índice glicêmico baixo ou moderado, pois, como já foi mencionado, elas contribuem para a queima do estoque de gordura do corpo.

ALIMENTOS MAIS INDICADOS NA DIETA LOW CARB 

Verduras e legumes

Não são todas as verduras e legumes que são low carb. Sendo que as principais que se caracterizam pela baixa quantidade de carboidratos são: abobrinha, brócolis, couve-flor, acelga, cogumelos, aipo, tomate cereja, couve, agrião, pimentão, aspargos, abobrinha, berinjela, espinafre, pepino, cebola, chuchu, vagem, rúcula, escarola, alho-poró, aipo e alface.

Abóbora e batata doce podem parecer low carb, mas não são. Isto porque apesar de contar com um baixo índice glicêmico, ou seja, os açúcares entram aos poucos no organismo, eles têm alta carga glicêmica, ou seja, muitos carboidratos.

Frutas

Nem todas as frutas são low carb, isto porque elas contam com frutose, uma fonte de carboidrato. Certas frutas podem conter grande quantidade de frutose. Em alguns casos, a forma de consumo das frutas pode reduzir a velocidade com que essa fonte de carboidrato irá entrar no organismo. Para melhorar isso, elas devem ser sempre consumidas com uma fonte de fibras, uma semente como a chia, por exemplo, ou as que podem ser consumidas com o bagaço como a mexerica ou laranja. As principais frutas low carb são: abacate, morango, pêssego, melão e coco.

Proteínas

Os alimentos ricos em proteínas como carnes, peixes, ovos, leite e derivados, soja e quinoa, também são low carb. As proteínas são nutrientes importantes ao organismo, uma vez que fornecem ao nosso corpo aminoácidos, estes são importantes para funções estruturais, motoras e metabólicas, e são componentes essenciais dos músculos e da formação de colágeno. Além disso, as proteínas auxiliam na produção de hormônios, enzimas e na regulação das funções imunológicas (células imunes). Os alimentos mais ricos em proteínas e que apresentam todos os aminoácidos essenciais são os de origem animal como peixes, aves, carne bovina, ovos e laticínios. Devemos dar preferência às proteínas mais magras como peixes e aves sem pele, carnes magras como patinho, filé mignon, alcatra, leites desnatados e queijos brancos.

FONTES DE GORDURAS

Muitos alimentos ricos em gorduras também possuem pouca quantidade de carboidratos. Contudo, somente alguns deles são opções saudáveis de low carbs. Azeite, oleaginosas e abacate são gorduras consideradas mais saudáveis, tratam-se das gorduras insaturadas. Estudos mostram que o consumo destes alimentos é benéfico para a prevenção de doenças cardiovasculares e derrames. Esse tipo de gordura poderia aumentar os níveis de HDL e diminuir o LDL colesterol, diminuindo risco de infartos ou aterosclerose.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS NA DIETA 

Proteínas

Proteínas como bacon, linguiças, presuntos e carnes com pele (sobrecoxa) ou gorduras aparentes como cupim e picanha devem ser evitadas. Isto porque elas possuem alta concentração de gorduras saturadas.

Fontes de gorduras

As gorduras que devem ser evitadas são as saturadas, presentes em grandes quantidades nas carnes vermelhas. Devemos evitar gorduras trans presentes em alimentos industrializados como biscoitos, salgadinhos, entre outros. Muitas vezes os alimentos vêm com a descrição de zero gordura trans. Porém, possuem nos ingredientes óleo de palma e gordura hidrogenada, consideradas trans. Esse tipo de gordura aumenta o risco de sobrepeso/obesidade e doenças crônicas como cardiovasculares.

ALIMENTOS QUE PARECEM LOW CARB, MAS NÃO SÃO 

Os pães e as massas integrais podem passar a falsa ideia de que são low carb, mas eles não são. Apesar de apresentarem baixo índice glicêmico por conter mais fibras, fazendo com que a digestão do carboidrato seja mais lenta, as massas ou pães integrais são fonte de carboidratos, não sendo considerados low carb. Os cereais como o arroz integral, grão de bico, feijão, lentilhas, entre outros, também não são considerados low carb. Apesar de apresentarem baixo índice glicêmico (digestão lenta) todos esses cereais apresentam quantidade muito grande de carboidratos, não sendo considerados low carb

RISCOS DO MÉTODO 

Dietas que sugerem uma redução extrema de carboidratos podem provocar uma série de problemas para a saúde. A restrição e ingestão baixa de carboidratos podem gerar diminuição no metabolismo basal o que dificulta uma perda de peso futura, fazendo o corpo usar como combustível a fonte secundária que são os aminoácidos provenientes principalmente dos músculos. Por isso, nessas dietas boa parte do peso perdido não é gordura, mas sim músculo e água.

Outros sintomas da falta de carboidratos são: dor de cabeça, sono excessivo durante o dia ou falta de sono a noite, letargia, déficit de atenção, oscilações de humor, prisão de ventre, cansaço e falta de disposição.

Uma consequência da falta de carboidratos é o excesso do consumo de proteínas e isto é muito arriscado para a saúde. Estudos recentes relacionam grandes quantidades de proteínas ao aumento do risco de câncer, diabetes e osteoporose. Os rins também são prejudicados com o excesso do macronutriente.

A DIETA PREJUDICA A SAÚDE?

Isto vai depender do quanto de carboidratos será cortado. Você pode mudar a proporção por um tempo determinado. A orientação convencional é ingerir em um dia entre dia 50 a 55% de carboidratos, 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas. É possível por um curto período, entre um e três meses, diminuir os carboidratos para 40% e as proteínas não devem ultrapassar 20%. A redução de carboidratos abaixo de 40% é prejudicial para a saúde, especialmente devido ao excesso de proteínas que passa a ser ingerido.

CAFÉ COM ÓLEO DE COCO

A fórmula turbinada foi criada por Dave Asprey, um investidor em tecnologia do Vale do Silício, nos Estados Unidos, depois de 15 anos de pesquisa. Batizada de “bulletproof coffee”, a bebida testada por ele leva também um pouquinho de manteiga. A ideia era descobrir um produto simples que pudesse fazer uma pessoa se tornar boa em tudo. O tal blend se mostrou eficaz na melhoria de níveis de atenção e energia, assim como na redução de peso. E o empresário garante ter conseguido elevar seu QI em 20 pontos após o consumo.

De acordo com Dave, a ingestão regular funciona quase como uma adaptação. A ideia é estimular o organismo a usar óleo e proteína como fontes de saciedade. E o poder de emagrecimento estaria concentrado na cetose, processo em que o corpo usa gordura em vez de glicose para produzir energia. A mistura logo ganhou o mundo e desembarcou recentemente no Brasil de maneira adaptada e como poderoso aliado de quem pratica atividades físicas com frequência.

QUANDO TOMAR 

Ingerir a bebida em jejum, antes da atividade física. É melhor em jejum porque não terá outro substrato que fornecerá energia. Não terá um carboidrato, como um pão ou outro alimento. Com isso, o corpo vai buscar energia nas gorduras da bebida, do óleo de coco.

A mistura vai dar mais disposição e, com isso, ajudar a melhorar o desempenho durante os exercícios, fazendo com que mais calorias sejam queimadas e mais gordura seja liquidada.

O oléo também contribui com uma sensação de saciedade por mais tempo, já que é um alimento de lenta digestão.

Inari (Nutricionista, especialista em Obesidade e Emagrecimento pela UNIFESP) lembra que os efeitos da cafeína como uma substância estimulante e termogênica são bem claros na literatura. “O café, bebida rica em cafeína, promove um maior gasto de energia quando digerido e metabolizado, por isso é chamado de termogênico. Além disso, a cafeína age no sistema nervoso central, atuando como estimulante, deixa o cérebro mais ‘ligado’, aumentando a sensação de energia, foco e concentração. Devido a esses efeitos, é recomendado o consumo de café, ou cafeína, na hora que antecede o treino”, diz.

A adição do óleo de coco na bebida, explica Inari, é uma prática recomendada aos adeptos das dietas paleolítica e cetogênica, onde existe a redução ou exclusão do consumo de alimentos fontes de carboidratos. “Os carboidratos são nutrientes essenciais para a formação de energia de forma rápida e fácil para o organismo. Na sua digestão e metabolização, ocorre a formação de glicose, nutriente essencial para suprir a necessidade energética das células, sendo fundamental para o funcionamento de órgãos importantes como o cérebro. Na sua ausência, o metabolismo precisa utilizar outros nutrientes para obter essa energia por outras vias metabólicas, por isso a inclusão do óleo de coco nessa situação”, esclarece a nutricionista.

O óleo de coco extravirgem possui na sua composição uma predominância dos lipídios (gordura) de cadeia média, com maior facilidade de digestão, absorção e produção de energia mais rapidamente, quando comparado às gorduras com moléculas maiores, como o caso da gordura saturada. “Logo, o seu uso pode ser indicado antes do treino, momento em que o corpo precisa ter energia disponível para um bom rendimento”, destaca Inari.

“Combinando a facilidade de obter energia e saciedade a partir do óleo de coco, com os efeitos termogênicos e estimulantes da cafeína, o café com óleo de coco pode ser uma estratégia para o pré-treino, principalmente quando o indivíduo estiver seguindo alguma dieta de restrição de carboidratos”, ressalta a especialista.

CAFÉ E ÓLEO DE COCO NO EMAGRECIMENTO

Seu poder de emagrecimento estaria na cetose, que acontece quando o organismo começa a usar gordura (no caso, a manteiga e o óleo), para produzir energia, em vez, de usar glicose, como normalmente faz.

Mas não se pode afirmar isso. “O que promove o emagrecimento é o conjunto da redução da ingestão de energia (caloria) e inflamação em conjunto com o aumento do gasto energético. O déficit calórico é fundamental para que ocorra o emagrecimento. Ainda não existem evidências científicas fortes na literatura que comprovem o efeito benéfico do óleo de coco no emagrecimento”, diz Inari.

“Um estudo conduzido por um grupo de pesquisadores no Alagoas estudou 40 mulheres entre 20 e 40 anos, divididas em dois grupos. Um grupo recebeu óleo de coco e, outro, recebeu óleo de soja – de forma aleatória por 12 semanas, além de orientação dietética e prescrição de dieta hipocalórica por nutricionista e orientação para prática de atividade física. Como resultado, a suplementação de óleo de coco não alterou o perfil lipídico e a perda de peso foi idêntica nos dois grupos. No entanto, os autores verificaram redução de circunferência abdominal no grupo com óleo de coco em relação ao óleo de soja (-1,4cm vs 0,6cm). Porém, os pesquisadores concluíram que é necessário acompanhar por um tempo maior, para confirmar a ausência do efeito colateral no perfil lipídico e realizar um estudo com uma amostra mais ampla, para obter uma evidência mais forte para essa associação”, comenta a nutricionista.

Quanto ao uso do óleo de coco com o café, ainda não existem estudos científicos com forte evidência publicados na literatura que comprovem essa associação. “Sendo assim, não podemos afirmar que tomar o café com o óleo de coco ajuda a emagrecer”, ressalta Inari.

POR QUE TOMAR CAFÉ COM ÓLEO DE COCO TURBINA O EXERCÍCIO 

De acordo com Georgia Magri, nutricionista esportiva e clínica funcional, é potente, mas há ressalvas. “O óleo de coco tem uma propriedade importante para a atividade física que é fornecer energia de forma rápida e ainda preservar a massa magra. A mistura desse ingrediente com o café é interessante porque a cafeína tem estímulo de termogênese, então a mistura acelera o metabolismo.”, explica.

O óleo de coco é a principal fonte alimentar natural de triglicérides de cadeia media (TCM). “Nenhum outro alimento tem uma quantidade igual a do óleo de coco.”, afirma Isabela Pimentel, nutricionista especialista em distúrbios metabólicos e risco cardiovascular.

RESSALVAS 

O ‘problema’, segundo Isabela, é que grande parte da gordura do óleo de coco é de ácido láurico, que tem um metabolismo duplo – parte dele se comporta como TCM e a outra como um triglicérides de cadeia longa (TCL). “Então, quem está dentro do peso, faz atividade física e não tem colesterol alto, se beneficia porque ele fornece bastante energia de forma rápida. Mas como o ácido láurico não é totalmente oxidado no fígado e por isso pode aumentar o colesterol sanguíneo, pessoas que são sedentárias, fora do peso ou com colesterol alto, não devem usar.”, diz a nutricionista.

Para Georgia, a mistura também pode ser prejudicial para pessoas com gastrite ou hipoglicemia e é importante lembrar que o óleo de coco deve entrar na dieta sempre como um substituto a algum item já existente na alimentação. Caso contrário, ele pode ter um efeito oposto e até engodar, afinal, como praticamente tudo, ele também tem calorias. São nove calorias por grama. O que significa que uma colher de sobremesa – quantidade geralmente adicionada ao café – chega a 90 calorias.


Conclusão

Que nada em excesso é saudável, já sabemos. E no caso dos alimentos citados, segundo a nutróloga Andreia Guarnieri, a combinação pode predispor à diarreia por ter sobrecarga de gordura saturada. Além disso, abusar pode favorecer problemas cardiovasculares. “As pessoas que quiserem usar alimentos ou suplementos termogênicos devem procurar um médico”, afirma.

Como na maioria dos casos, quando o assunto é dieta a chave da questão está em um conjunto de escolhas acertadas para alcançar a tão desejada boa forma. “Não existe milagre. Nenhum alimento é emagrecedor, as pessoas precisam entender isso”, reforça a nutricionista Alessandra Luglio. No caso do pré-treino, o café com óleo de coco, Alessandra lembra que é importante valorizar o carboidrato. “Depende do objetivo e período de treino –manhã, tarde ou noite–, mas frutas, tubérculos e aveia, por exemplo, sempre são aconselhados. Durante a atividade física, os músculos vão utilizar esse tipo de alimento para ter energia”

“Se seu objetivo é diminuir a porcentagem de gordura corporal e você vai fazer um exercício em ritmo leve, beba apenas esse café turbinado e parta para o exercício, agora, se sua meta é melhorar a performance na corrida e a atividade vai ser intensa, inclua na refeição uma fonte de carboidrato, para garantir um aporte de energia ainda maior e mais rápido”, aconselha Alan, nutricionista da Estima Nutrição, em São Paulo. O ideal é que o café com óleo de coco seja consumido de 20 a 40 minutos antes dos exercícios..

Referências

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STUPPIELLOBrunaCafé ajuda a emagrecer e tem efeito antioxidante. minhavida. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17491-cafe-ajuda-a-emagrecer-e-tem-efeito-antioxidante>. Acesso em: 8 Mar. 2017.

VidaleGiulia Por que tomar café com óleo de coco turbina o exercício. Veja. 2017. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/saude/por-que-tomar-cafe-com-oleo-de-coco-turbina-o-exercicio/>. Acesso em: 10 Mai. 2017.

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