ASSISTENTES SOCIAIS NO COMBATE AO RACISMO.

UNIVERSIDADE SANTO AMARO

ASSISTENTES SOCIAIS NO COMBATE AO RACISMO.

LUCIANA ANTUNES DE CASTROUNIVERSIDADE SANTO AMARO

1 ASSISTENTES SOCIAIS NO COMBATE AO RACISMO.

Antes de abordar o tema proposto fiz uma autoanálise em seguida fui pesquisar a fundo, porque acredito que o racismo vai muito além do que escutamos, lemos ou aprendemos ao longo da vida, romantizar uma situação ou amenizar um ato de racismo é no meu ponto de vista naturalizar o que todos desde antes da escravidão sofreram com a questão, e silenciar todo um trabalho árduo de luta contra o racismo seja apontado como indício para explicar as desigualdades raciais, o racismo apresentado na sociedade brasileira tem a sua particularidade ele é velado ou sutil, ou seja, cada vez mais escondido e camuflado. Tal fato tem a sua base no mito da democracia racial brasileira, no qual afirma-se a todo o momento que não existe racismo, que negros e brancos vivem em perfeita harmonia e que não existe desigualdades entre negros e brancos.

Pensando na realidade apresentada o/a assistente social frente a uma situação de racismo o/a profissional tem por obrigação denunciar de forma direta todo e qualquer ato de racismo.

O código de Ética diz:

ART. 8º :

Denunciar falhas nos regulamentos, normas e programas da instituição em que trabalha, quando os mesmos estiverem ferindo os princípios e diretrizes deste Código, mobilizando, inclusive, o Conselho Regional, caso se faça necessário;

ART. 10º :

Ser solidário/a com outros/as profissionais, sem, todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos contidos neste Código;

ART. 13º :

 Denunciar, no exercício da Profissão, às entidades de organização da categoria, às autoridades e aos órgãos competentes, casos de violação da Lei e dos Direitos Humanos, quanto a: corrupção, maus tratos, torturas, ausência de condições mínimas de sobrevivência, discriminação, preconceito, abuso de autoridade individual e institucional, qualquer forma de agressão ou falta de respeito à integridade física, social e mental do/a cidadão/cidadã.

 O Código de Ética Profissional do/a Assistente Social, aprovado em 1993, é o primeiro código profissional do Serviço Social que introduz a questão da não discriminação como um de seus princípios fundamentais. Isso remete a uma reflexão acerca da importância atribuída à ética e aos direitos humanos no interior do projeto ético-político a partir dos anos 1990, fortalecendo as bases para o desenvolvimento de um debate sobre a questão étnico/racial no cotidiano do assistente social

Há que se ressaltar que passados 133 anos da abolição da escravatura, o “legado” da marginalização da população negra permanece naturalizado. Se defendemos que as relações sociais são datadas e historicamente construídas, faz-se urgente resignação da trajetória histórica da população negra no interior da sociedade brasileira, não deixando as perversidades perpetradas contra esse grupo e a consequente as desigualdade racial e social.

 Por fim, não é mais tolerável na atualidade a falta de compromisso profissional coletivo em relação à questão racial, seja porque há um amplo debate na sociedade sobre a promoção da igualdade racial – ainda que historicamente os grupos dominantes continuem tentando desqualificar a luta coletiva -, seja porque o projeto ético-político profissional do Serviço Social, explicitado no Código de Ética de 1993, reconhece a liberdade como valor ético central, propõe a defesa intransigente dos direitos humanos, o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito e a não discriminação como princípios éticos fundamentais.

É preciso destacar a campanha do conselho federal de serviço social (CFESS) em conjunto com os conselhos regionais de serviço social (CRESS), “ASSISTENTES SOCIAIS NO COMBATE AO RACISMO” essa importante campanha tem como objetivo não só o combate ao racismo mas a valorização e o incentivo a população negra, mostrando o quão importante é denunciar qualquer ato de racismo e intensificar o diálogo com toda a categoria de assistentes sociais e usuários do serviço social, a campanha conta com ações regionais.

Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.

                                                                                             Martin Luther King

 Aluna : Luciana Antunes de Castro

RA : 3988813

REFERÊNCIAS

ASSISTENTES SOCIAIS NO COMBATE AO RACISMO. 2018. Disponível em: http://servicosocialcontraracismo.com.br/. Acesso em: 10 Mar. 2020.

CFESS MANIFESTA. CFESS conselho federal de serviço social. Disponível em: http://www.cfess.org.br. Acesso em: 10 Mar. 2020.

CÓDIGO de ética do/a Assistente Social. 1993. lei8.662/93 Regulamentação da profissão. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em: 10 Mar. 2020.

O QUE É PRECONCEITO: Série Assistente Social no Combate ao Preconceito – . caderno1. ed. http://www.cfess.org.br/visualizar/livros, v. 1. Disponível em: . Acesso em: 10 Mar. 2020.

RACISMO: Série Assistente Social no Combate ao Preconceito. caderno 3. ed. Disponível em: http://www.cfess.org.br/visualizar/livrosracismo. Acesso em: 10 Mar. 2020.

Referências

Assistentes Sociais no combate ao racismo. 2018. Disponível em: http://servicosocialcontraracismo.com.br/. Acesso em: 10 Mar. 2020.

CFESS MANIFESTA. CFESS conselho federal de serviço social. Disponível em: http://www.cfess.org.br. Acesso em: 10 Mar. 2020.

código de ética do/a Assistente Social. 1993. lei8.662/93 Regulamentação da profissão. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf. Acesso em: 10 Mar. 2020.

O que é preconceito: Série Assistente Social no Combate ao Preconceito – . caderno1. ed. http://www.cfess.org.br/visualizar/livros, v. 1. Disponível em: . Acesso em: 10 Mar. 2020.

Racismo: Série Assistente Social no Combate ao Preconceito. caderno 3. ed. Disponível em: http://www.cfess.org.br/visualizar/livrosracismo. Acesso em: 10 Mar. 2020.

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