ARQUITETURA E URBANISMO

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

ARQUITETURA E URBANISMO

KIM DAVID – 20582630

GUILHERME MARTINS – 20522360

JOSÉ LUIZ – 20848439

MIRELLA CAETANO – 20547371

TAUANY SILVA CUSTODIO – 20370455

TALITHA CASSETTARI – 20511825

TURMA: V7B

Resumo

Dentre a pulsante rotina urbana que diariamente afeta o cotidiano, a arte insere-se na condicionante reestruturação da paisagem, do macro ao micro, quando presença marcante de um momento real. Contradizendo parâmetros, a arte concretiza o ideal, promove o imaginário. Em característica físicas, a princípio, realidade e fantasia são excludentes por conceito. No ideário conflitante entre ambas, a arte unifica elementos opostos, fazendo da utopia, realidade.
Ao promover o devaneio, a arte como manifestação, instala-se em um ambiente apresentando a este, características próprias, seja para bens animados ou inanimados, como vertentes materiais e imateriais. Gera a curiosidade, a dúvida, o interesse no desconhecido. Manifesta-se de modo completo, quando aplicada. Aprimora-se de modo concreto, quando praticada. Realiza-se de modo íntegro, quando sentida.
Provida do latim ars, entende-se como técnica ou habilidade humana onde manifestações apresentam-se de ordem estética, sendo transpassada de forma comunicativa, objetiva e subjetivamente, em momento impessoal.
Tendo visto que arte em seu conceito, propicia condições apropriadas ao estímulo intelectual, arte pode ser gerada sem responsabilidades com intermediários. Na prestante realização de seu projeto, muitas vezes adequa-se à outras vertentes, consideradas como qualidades relevantes ao conceito de arte, sendo consideradas como belas artes, estas: arquitetura, pintura, escultura, música, dança e teatro, literatura e cinema.
Em momento praticado, onde a técnica e habilidade unem-se para um mesmo ideal, a arte compõe a arquitetura. Esta, praticada sob condições próprias de concepção, utiliza-se da arte como um dos fundamentos de sua composição, mas não como o principal fator para sua execução. Neste caso, temos a contraposição de conceito amplo artístico, onde essa, por não necessitar de responsabilidades, com outrem, não deve ditar unicamente a modalidade de arquitetura, valendo-se da responsabilidade para sua execução, mantendo o equilíbrio da arte com a técnica – pura, física, material.
Como tema e abordagem interessantes para indagações propícias ao contexto sociocultural, espacial e histórico, aplicam-se as variáveis, conflitantes e convergências máximas às questões, estudos efetivam de modo direto e objetivo os polos idealizados da arte em cenário urbano, como manifestações e suas respectivas repercussões.
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Palavras-chave: arte, cidade, urbano, manifestações, desenvolvimento

 Introdução – As Primeiras Manifestações Artísticas no Mundo: 

  A História da Arquitetura é uma subdivisão da História da Arte, responsável pela disciplina da evolução histórica da arquitetura: seus começos, ideias e práticas. Compondo o conhecimento histórico, essa matéria domina as limitações da história enquanto ciência.

Na maioria dos casos, as eras analisadas pela História da Arquitetura correm paralelas aos da História da Arte, apesar de que existam momentos em que as estéticas se sobreponham ou se percam. Uma estética que é considerada vanguarda na arte, pode ainda não ter descoberto seu perfil na arquitetura. Durante a Pré-História aparecem os primeiros monumentos e o Homem começa a domar a arte de trabalhar a pedra.

 O abrigo, como sendo a construção dominante na Pré-História, será o artifício principal da disposição espacial. A presença dessas construções é tão intensa que marcará a cultura de diferentes ideias de sociedades. Vários nomes da Arquitetura surgem em diversos andamentos da história. A maneira como as pessoas lidavam com a modificação de seu lugar, era bastante influenciada pelo seu credo, fundamentando o culto ao divino e ao supernatural.

Conforme os tempos passavam, surge uma necessidade em se progredir as técnicas das obras de engenharia.

  Entrando numa área puramente estética – sem desmerecer sua importância para o descobrimento do Homem em si – a História da Arte começa no período paleolítico, subdivido em Inferior (2000000 a 40000 a.C.) e Superior (40000 a 10000 a.C.). Considerada a arte mais antiga da humanidade, desenvolvida pelos povos primitivos durante o paleolítico superior, as primeiras amostras artísticas da humanidade foram encontradas por meio de escavações arqueológicas realizadas a partir do século XX, especialmente na Ásia, África e Europa. Além das pinturas, objetos decorados e esculturas de formas humanas também eram produzidos.

as cidades e a arte:

cidades na antiguidade:

Após esse período, a população dessas cidades começou a crescer, principalmente nas que eram banhadas por grandes rios, destaque para as cidades que se formaram em torno de rios, como no caso da Babilonia, entre os rios Tigres e Eufrades, em que por volta de 2500 a.C. conseguiu formar uma cidades com 50 mil pessoas (Ur) e 80 mil pessoas (Babilônia) e a cidade de Nippur, iniciou-se a construção de galerias de esgoto, a primeira da história. Outra grande cidade que surgiu a partir de vales fluviais, foi no delta do Nilo, o Egito, durante as primeiras dinastias (a partir d período de 2700 a.C.), construíram-se importantes complexos funerários para os faraós, daí o surgimento das pirâmides. Os hieróglifos (escrita figurativa) encontravam-se então em seu despertar. Além de outras manifestações artísticas, como escultura e peças de cerâmicas foram desenvolvidas, cidades cercadas de construções que ligavam a arte com divindades, tendo contato com a cultura grega e por fim a cultura Romana.

Na Grécia antiga foi quando a cidade se tornou algo mais social, o viver em polis, nas cidade-estado, onde o modo de vida era urbano, base da nossa civilização ocidental. Construções onde se visava a preservação de artes e obras nos templos, além de reunião entre pessoas e pensamentos. Daí surgiram muitos pensadores e inspirações que até hoje nos influencia
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Existiu um estilo Romano nas Artes?

 O motivo mais óbvio é a ampla admiração que os romanos nutriam pela arte grega de todos os jeitos e períodos. Além de importar centenas de originais de épocas anteriores, também fabricavam suas próprias criações, claramente fundamentadas em fontes gregas. Mas, além da temática diferente, o fato é que, a arte criada e influenciada pelos romanos se difere muito da arte grega, apresentando qualidades positivas e diferentes. Assim, não se deve avaliar a arte romana a partir dos padrões da grega.

O Império Romano foi uma sociedade extraordinariamente aberta e cosmopolita, que absorveu os traços regionais num modelo homogêneo e diversificado. A arte romana deve ser buscada nesse exemplo complexo, não num modelo consistente.

Subdividida em: Arquitetura, Escultura e Pintura.

florença: o berço da arte em 1500:

No período que antecedente à família Médici, as frequentes relações com a leitura da antiguidade grega e romana acenderam um espírito original e a cidade se tornou o centro. O homem começou a se considerar o núcleo do universo, sendo assim suas principais culturas é assentado no plano principal, um período de ouro para a cultura na Europa.

Citando como principal exemplo, Filippo Brunelleschi foi um nome muito importante, inventando uma enorme quantidade de obras arquitetônicas e do urbanismo florentino, graças ao mesmo, Florença ficou conhecida como “a cidade do Renascimento”.

Vários outros artistas participaram da vida artística de Florença, ajudando a construir a imagem da cidade renascentista de Donatello, Masaccio, Filippo Lippi, Ghirlandaio Domenico, Sandro Botticelli, Fra Angelico, Michelozzo, Giuliano da Sangallo e Bento Majano e etc.

revolução industrial: arte x produção

Após a mudanças nos processos de produção oriundos das revoluções industriais (em 1760 a primeira e por volta de 1820 a segunda), onde os métodos passaram de manual para serem feitos por máquinas. A fabricação e produção de novos materiais deu um progresso com velocidades nunca antes visto na história da humanidade, principalmente por ser o berço da ciência moderna. A produção de vidro e ferro, melhor eficiência no uso da energia a vapor, tudo contribuiu para as cidades crescerem de forma descomunal, a população do campo começou a migrar para as cidades buscando emprego nas grande fábricas, que começaram a ficar abarrotadas de pessoas, as ruas ficaram estreitas e a higiene precária, sem planejamento urbano algum. Muito por conta destas condições de vida e de capacidade, as expressões de arte foram muito características. Como a construção do Palácio de Cristal no fim do século XIX.

Contemporaneidade: Intervenções Urbanas

Os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaço público, é denominada de Intervenção urbana, que foi ganhando força com o decorrer dos tempos, sendo gerada por várias vertentes que estabelecem marcos espaciais a intervenção, partindo de pequenas inserções no contexto urbano, até grandes instalações artísticas. Está intervenção é uma intensa energia comunitária, onde surgiu nos anos de chumbo (ditatura). Os artistas buscam uma religação com espaços degradados ou abandonados na cidade, onde foi esquecido na construção de novos centros, são artes que demonstram e criticam temas na atualidade. Com o propósito de abrir na paisagem pequenas trilhas que permitam escoar o monótono do contexto urbano diário.

Intervenção urbana não é somente a arte de se expressar em cores e murais, mas são voltados para uma experiência estética e cultural que procura produzir novas maneiras de perceber o cenário urbano, proporcionando uma ligação e relação afetiva com a cidade, sendo uma reflexão do contexto urbano. É um conceito que pode ser preexistente, através de música, dança, grafites, cartazes, cenas de teatro ao ar livre e elementos plásticos, todos com o objetivo de modificar o significado e expectativas do senso comum sobre a determinado assunto. Estas manifestações urbanas também podem ter outros alvos, como a marginalização da arte, problemas sociais, ambientais entre outros.

No Brasil, o início da intervenção urbana surge no final da década de 70, principalmente no território paulistano, onde os artistas buscavam uma forma de expressão artística que fossem diferenciadas das exposições das galerias e museus, pois acreditavam que a arte exposta em museus a trancafiavam e deixava a limitada a uma determinada classe social, durante a ditadura, as intervenções urbanas era uma opção de realizar diversas formas de protestos artísticos.

O Grafite é considerado uma da manifestação artística e cultural mais conhecida, que tem uma das suas principais funções é de humanizar e colorir a cidade, algo totalmente diferentemente da pichação, que não costuma ser compreendida como arte, por não veicular uma arte, mas palavras de protestos, provocações, manifestação social, entre outros.

Por ser um movimento e conceito ainda novo para os brasileiros, muitos acabam preferir o cinza frio e sem graça dos muros e paredes, afastando às cores vibrantes e alegres do grafite, algo que acaba não afastando seu caráter artístico, até porque a arte não precisa de aprovação de todos para ser uma arte! Desta razão, devemos ter um lugar garantido na cidade para o grafite.

A cidade é feita e é para todos, sendo assim, ninguém pode se apropriar dela na medida de seus interesses próprios. A cidade deve ser constituída e gerida de uma forma e conceito, propiciando a convivência harmônica entre todos os mais diversos movimentos e conflitos, o que significa, de uma vez ou outra, atenuar nos temas artísticos, proporcionando variedade cultural a todos os estilos e temas.

Dentre o grafite e as demais manifestações, devemos ter sempre um permanente diálogo entre as diversas culturas e a sociedade, tendo assim uma política que proteja o direito de todos e a paisagem urbana, no mesmo tempo abraçando as diversas artes, podendo valorizar o trabalho de todos. Deixando acessível para todos os artistas, que a criam, e a todos os cidadãos que vão poder vivenciar de uma cidade mais inclusiva e culturalmente rica. Podemos concluir que a arte urbana vem em forma de protesto, por outro lado, existe a arte urbana que apenas visa estimular a criatividade e a consciência artística na sociedade.

 Dentre os artistas de intervenções urbanas, temos o “Viajou sem Passaporte” que foi um grupo de pesquisa em criatividade fundado em 1978. Realizaram intervenções em peças de teatro, que causaram forte reação a classe teatral e na imprensa por suas provocações e ironias, desde então se dedicaram a criação de intervenções urbanas.

 Outro artista de forme nome na intervenção urbana na atualidade é Eduardo Kobra, onde começou sua carreira como pichador artístico, depois se tornou grafiteiro, sendo hoje considerado um muralista. Seu trabalho é espalhado por todo o mundo e um dos seus projetos mais conhecidos foi o projeto Muro das Memórias, em São Paulo, 2005, onde retratou cenas antigas da cidade paulistana.

Eduardo KobraEduardo KobraKobra ()

Exemplo de Intervenção UrbanaExemplo de Intervenção UrbanaMovimento ()

Exemplo de Intervenção Urbana 2Exemplo de Intervenção Urbana 2Movimento ()

Conclusão

Ao abordarmos o tema como elemento prestante para a qualidade e melhoria visual, conceitual e inerente da cidade, manifestações ocorrem como intermeio físico para propagação das ideias que ocultam-se em meio à uma única realidade, sendo necessária sua propagação, efetivando a arte com primazia, no contexto geral.

 As repercussões geradas promovem questões dúbias ao que diz respeito do elemento urbe, onde muitas vezes expressões e manifestações são aceitas com total facilidade, onde outras provém de dificuldades para sua aceitação, por contradições de ideias, ou por ser estridente demais, em todo seu conteúdo.

 Numa visão geral, nosso grupo ressalta manifestações artísticas como ações positivas para a cidade, em seu contexto completo, uma vez que promove a participação social de maneira efetiva, para modificação do espaço urbano.

 Como elementos adjacentes ao tema escolhido, estudos e ensino do patrimônio histórico e ambiental de áreas urbanas podem ser considerados, uma vez que elementos públicos, de consideração histórico-cultural, tornam-se elementos de manifestação por parte da população, que por não terem uma voz ativa frente à questões governamentais, muitas vezes por indiferença por parte do governo à parcela da população, esses elementos são intervencionados por movimentos artísticos contra essa questão governamental, a princípio sendo condizentes como forma de comunicação protestante, mas que geram uma atitude negativa presente à relação do espaço público, por parte da sociedade.

 Dinâmica, materialidade e tecnologias do espaço arquitetônico também é um tema relevante às questões de manifestações artísticas, uma vez que complementa o tema aderindo conteúdo extra ao que será apresentado, atribuindo conceitos de dinâmicas interessantes em meio ao espaço público, contribuindo para estudos em questão de materiais e de tecnologias que devem e podem ser utilizadas para execução e produção de expressões artísticas.

 Quanto à temas como mobilidade, interatividade e acessibilidade; Qualidade ambiental: pessoas, arquitetura e cidade; Ensino de projeto: reflexão, criação e colaboração, podem ser utilizados, porém numa vertente em menor aplicação, frente às outras duas apresentadas. Apresentam potencial de confluências de ideias, e podem ser utilizados como conteúdo aditivo para próximas indagações e pensamentos pertinentes às manifestações artísticas e suas respectivas repercussões frente à cidade.

 A arte ativa sentimentos do cidadão de pertencer à cidade. Garante e promove a adaptação visual a elementos, a exemplo dos arquitetônicos, realizados fisicamente, onde geram marcas físicas que perduram durante um tempo, de maneira perene e inerte. Como repercussão, ao gerar a dúvida, promove um sentimento importante para ser humano, para o pensamento coeso e capaz de aprimorar ideias e concebê-las, de modo a argumentar e se questionar a respeito de suas funções. Uma vez, que forçado a se questionar, o ser humano torna-se capaz de atribuir sua identidade, o homo sapiens sapiens, aquele que sabe e evolui sua percepção por perceber o ambiente ao seu redor, e que pode atribuir seus ideais e características ao meio físico em que se insere. Portanto, ao estabelecer suas perspectivas à respectivo contexto, a arte gera a identidade e expressão humana em sua condição primária: o ser.

feito

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