APS

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

APS

MARCELA MOTTA

APS 01 - GRUPO 11
JULIA SANCHIS SPIANDROIM - RA 21553081
JULIA NAKAGAWA MESTIERI LEMOS - RA 21566235
MARCELA SILVA MOTTA - RA 21571121
MURILO DE SA REIS - 21501157 

CIRIA CRISTINA ARAÚJO TENORIO - RA 



Na primeira pesquisa da nossa APS, escolhemos o mercado brasileiro de frango, o qual apresentou um grande excedente de oferta nesse ano de 2021, comparado com 2020. A demanda do frango tem uma relação direta com a demanda de seus concorrentes, portanto, se ocorre uma supervalorização do produto A (carne bovina), os consumidores tendem a consumir mais o produto B (frango) , aumentando sua demanda. Todavia, esta relação direta não altera o fato de que o consumo de ambas as proteínas diminuiu neste ano com relação a 2020, sendo assim, foram uns mais prejudicados que outros. O tabela abaixo mostra com dados numéricos as informações citadas acima.

Tabela 1 — Consumo de Carnes
Consumo de CarnesEmbrapa e Departamento de Estatística/ UNB com dados da CONAB

A queda da demanda do frango e esse excesso de oferta que acabou acontecendo em 2021 ocasionou em uma necessidade na mudança de valores do frango. Com estoque acumulado, teve de haver uma queda no preço das peças com o objetivo de assim, aumentar a demanda e encontrar um equilíbrio entre a quantidade ofertada e demandada. Porém, o mercado se encontra com pouco espaço para reajustes, visto que o custo da produção do alimento e o custo da nutrição animal estão pressionando a margem de atividade da indústria. Com isso, estes diminuem os preços mesmo que minimamente, enquanto ainda cabe ao orçamento. É apertado, porém o mercado permanece positivo pois sabem que em dado momento, a demanda tende a crescer. Enquanto as proteínas concorrentes continuam em um patamar muito elevado, a descapitalização do consumidor médio faz com que os consumidores optem pela compra de proteínas mais acessíveis, aumentando a demanda do frango, como já explicado anteriormente.

No atacado de São Paulo, devido aos acontecimentos, os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 6,00, o quilo da coxa baixou de R$ 5,80 para R$ 5,70 e o quilo da asa de R$ 9,80 para R$ 9,30. Na distribuição, o quilo do peito baixou de R$ 6,20 para R$ 6,15, o quilo da coxa caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90 e quilo da asa de R$ 10,00 para R$ 9,50.

Com base nestes dados, construímos dois gráficos: um para os valores do frango no atacado e o outro com os valores de distribuição do mesmo.

Gráfico 1
Gráfico 1O autor (2021)

Gráfico 2
Gráfico 2O autor (2021)

Logo, podemos fazer uma análise e supor qual seria um valor ideal para o equilíbrio. Usaremos números meramente ilustrativos apenas para nos dar uma perspectiva. Vamos usar então o peito de frango, que em sua distribuição, baixou apenas R$ 0,05. Como já citado no começo, o mercado se encontra com pouco espaço para reajustes devido ao valor de produção das peças. Porém, se eles precisam aumentar sua demanda, por mais apertado que fique para eles abaixar esse valor, vale a pena, tendo em vista que é melhor ter um lucro menor do que manter o valor original e acabar tendo uma grande quantidade de estoque que poderá vir a estragar futuramente. Logo, o cenário ideal para eles seria vender o peito de frango a R$ 7,50, daria uma boa margem de lucro se a demanda continuasse boa, porém como já sabemos, eles estão justamente tentando aumentar a demanda atual, logo, mantendo a R$ 7,50 eles vendem 3000. O ideal para aumentar suas vendas e dar um "boom" na demanda, seria baixar o valor drasticamente para R$ 5,00, no qual eles venderiam em torno de 9000. Porém, esse valor não é cabível perante ao gasto que eles têm no produto antes deste chegar aos mercados. Então, terão que encontrar um valor onde seja possível para eles de venda e onde agrade os compradores do mercado também. Esse equilíbrio pode ser encontrado entre esses dois valores, onde um oferece-os excesso de oferta, e outro, excesso de demanda.

Segue gráfico com valores ilustrativos mostrando a demanda:

Gráfico 3 — Gráfico de demanda
Gráfico de demandaO autor (2021)

Agora, sabendo (ilustramente) que R$ 6,00 seria o valor de equilíbrio, podemos analisar com relação à oferta e demanda como ficaria com o preço à R$ 7,50 (excesso de oferta) e R$ 5,00 (excesso de demanda).

Segue gráfico de oferta e demanda:

EXCESSO DE OFERTA

Gráfico 4 — Excesso de oferta
Excesso de ofertaO autor (2021)

(em R$ 7,50, se produz 9000 e se demanda 3000, tendo um excesso de oferta de 3000)

EXCESSO DE DEMANDA

Gráfico 5 — Excesso de demanda
Excesso de demandaO autor (2021)

(em R$ 5,00, se produz 3000 e se demanda 9000, tendo um excesso de demanda de 3000)

Outro exemplo pesquisado pelo grupo para a APS foi o do Etanol. Podemos classificar que o equilíbrio de mercado ocorre quando há paridade entre oferta e demanda, quando a quantidade de produtos fornecidos pelo mercado é correspondente a procura dos consumidores pelo mesmo.

2021 está sendo marcado por uma situação extremamente desagradável para os brasileiros: a disparada nos preços dos combustíveis. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro de gasolina subiu 14,6% de janeiro a março, enquanto o de etanol encareceu 21,1%. O aumento no preço dos combustíveis se enquadra em uma das consequências da pandemia, que fez com que os preços sofressem o sexto aumento de valores no ano. O decreto de pandemia feito pela OMS e as medidas de distanciamento social sendo postas em prática, foram fatores que levaram a um declínio no consumo de combustível para transporte e indústria. A demanda reduzida leva a preços mais baixos e estoques de produtos reduzidos.

De acordo com do Boletim de Monitoramento Covid-19, do Ministério de Minas e Energia, mesmo com consumo de gasolina sofrendo queda de 4,1% em 2021 em relação a 2020, o de etanol subiu 6,1%, o que reafirma a teoria de que o distanciamento social colaborou para a o aumento na busca de combustível mais barato e substituto imediato da gasolina.

O aumento no preço do etanol também é possível ser relacionado com a cotação do dólar, procura pelo álcool gel, entressafra da cana-de-açúcar etc. Com a demanda crescente e a oferta em queda, o resultado é subida dos preços.

Gráfico 6 — O aumento do Etanol
O aumento do EtanolCEPEA / Feito pelo autor

 Nota 1: Sem frete, sem ICMS e sem PIS/Cofins.

Nota 2: Desde o dia 15/01/2021, a alíquota do ICMS (que era de 12%) passou a ser de 13,3%.

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