APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA PARA A MELHORA DO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO DO SUPRIMENTO DE VACINAS.

UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA PARA A MELHORA DO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO DO SUPRIMENTO DE VACINAS.

BRUNA FERREIRA DEMEIS

Bruna Vendramel Galhiardi

Henrique Everton Pereira Medeiros

Maria Luiza da Costa Macedo

Mayara Lopes Faccioli

Orientador::
Prof. Ms. João Carlos Correa

Resumo

Atualmente observa-se uma complexabilidade da estrutura de distribuição de vacinas no Brasil devido a quantidade de stakeholders envolvidos neste processo logístico. Devido a isso destaca-se a real necessidade de integração e digitalização destas informações.
Com isso será demonstrado neste trabalho de conclusão de curso soluções tecnológicas de rastreabilidade e blockchain onde a primeiro se aborda a questão da integração dos sistemas visando reduzir fraudes, desvios e localizar os itens em caso de roubo já a segunda abordagem é responsável por garantir a segurança da carga visando manter as informações sobre armazenamento, transporte e temperaturas corretas das vacinas.
Por fim, destaca-se a necessidade de se obter um sistema logístico eficiente passando pelos seguintes níveis: planejamento da demanda, compra de vacinas, panejamento e controle do estoque, armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte tudo de forma robotizada e integrada para que não ocorra desvios na rota.

Palavras-chave: Vacina, Stakeholders, cadeia de suprimentos, conceito lean, Blockchain, rastrealbilidade, supply chain, tecnólogia, logistica.

Introdução

As vacinas são responsáveis por proteger os organismos de doenças infecciosas e prevenir a disseminação entre a população (PONTE, 2003).

O Brasil tem mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo o País, que aplicam, por ano, 300 milhões de imunobiológicos.

Esta quantidade coloca o País na posição de que mais oferece vacinas pela rede pública de saúde. O processo de produção é referência internacional, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2017 de acordo com a página do Ministério da Saúde.

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Mesmo sendo referência no mundo todo o processo de imunização no Brasil apresenta desafios bastante complexos que se iniciam desde a fabricação e se estendem até a distribuição para aplicação da população, tendo em vista fatores como demanda, perspectivas do stakeholders, componentes de incerteza e critérios para medir performance (Fonseca,2016).

Todo esse processo burocrático da cadeia de suprimentos de vacina pode ser minimizado através da integração dos sistemas e rastreabilidade que vem sendo utilizados nos atuais processos de logisticas de grandes empresas.

O uso de tecnologias aplicadas, como o blockchain permitem que informações confidenciais e sensíveis sejam tocadas de forma segura sem a violação da legislação local ou da privacidade de um paciente no caso de necessidade da criação de um prontuário ou carteira de vacinação eletrônica que será possível após esse processo de rastreabilidade da carga de vacina, ou seja, será possivel saber o destino final desta carga seja ela aplicada ao paciente ou armazenada nas UBS’s.

Em caso do destino final ser uma pessoa física somente criar um bloco para integrar esse sistema e assim associar o código de barras de uma ampola de vacina ao paciente já que a plataforma poderia adaptar e regular o conteúdo minimizando ainda mais as fraudes e desvios. Neste caso o blockchain seria utilizado como uma base de dados pura e o restante da estrutura funciona como “filtro” para determinar a informação que pode ser acessada de acordo com a legislação vigente.

O processo de logistica das vacinas abordado neste trabalho consiste em sugerir soluções tecnológicas como o Blockchain na rastreabilidade afim de evitar roubos, desvios e controlar as informações de estoque através do fornecedor podendo enviar novas remessas evitando assim uma possivel ruptura em campanhas de vacinação. Isso irá fazer com que os materiais necessários estejam disponíveis no tempo, quantidade e especificações corretas além de minizar os custos uma vez que os novos envios baseados nas medias de demanda das UBS’s e clinicas.

OBJETIVOS

OBJETIVOS GERAIS 

Melhorar o processo logístico de distribuição de vacinas diminuindo a burocracia através da integração do sistema e rastreabilidade da carga fazendo com que sejam minimizadas as fraudes e desvios. Além de controlar as informações de estoque.

 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS  

Aplicar a tecnologia Blockchain para rastrear a carga de vacinas fazendo com que as informações sejam tocadas de forma segura sem a violação da legislação local. Melhorando assim a burocracia do processo de logística, onde o controle operacional seria informatizado evitando uma atual burocracia no transporte. 

Metologia 

Entende-se por método o caminho para chegar a um fim ou pelo qual se atinge um objetivo (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 55).

É um procedimento de investigação e controle que se adapta para o desenvolvimento rápido e eficiente de uma atividade qualquer. Não se executa sem a ação de algumas técnicas e procedimentos norteadores da ação (Bastos, Leller, 2000 pág 84).

Baseado na definição acima pode-se dizer metologia deste trabalho é baseada no método de estudo de caso.

 “O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados.” (GIL, 2008, p.58).

Neste trabalho será abordado o estudo de caso Explicativo “além de registrar, analisar e interpretar os fenômenos estudados, procura identificar seus fatores determinantes ou seja, suas causas “ (ANDRADE, 2007, p.114).

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Produção das vacinas

Conforme explica Montesanti (2016), as vacinas são produzidas por laboratórios nacionais e internacionais ou por institutos especializados ligados ao poder público, como o Instituto Butantã (Governo do Estado de São Paulo) ou a Bio-Manguinhos (governo federal).

Seu processo de fabricação é extremamente complexo, podendo durar entre 9 e 22 meses, cerca de 70% dessa duração pode ser somente com processos de controle e garantia da qualidade (Lemmens et al.,2016). O orgão responsável por regulamentar a produção de vacinas é a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Os requisitos mínimos para se obter um registro autorizando a produção e a distribuição das vacinas são estipulados pela resolução (RDC) n55, de 2015, e exigem a realização de uma série de etapas. Essas contemplam:

• Fase exploratória ou laboratorial, onde se analisam as moléculas para se definir a melhor composição de vacina;

• Fase pré-clínica, onde são realizados teste em animais de modo a comprovar os dados advindos de experimentação in vitro;

• Fase clínica, composto por quatro subfases com o objetivo de analisar e demonstrar a segurança do produto e eficácia, além de monitorar os resultados.

 Uma vez concluídas todas as fases, cabe ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), por delegação da Anvisa, a realização de avaliações e liberação dos lotes de vacinas (Brasil,2001).

 – Demanda e aquisição de vacinas  

O governo federal é responsável por definir o número de doses a serem compradas e enviadas para cada estado utilizando como parâmetro o tamanho do público – alvo, a situação epidemiológica local e os estoques federais e estaduais. Dessa forma, fica a cargo dos estados notificar previamente o governo federal sobre suas demandas. Montesanti (2016).

Baseado nesse planejamento de demanda, a compra das vacinas é realizada pelo Ministério da Saúde junto aos fabricantes nacionais e internacionais, sendo a entrega realizada no Centro de armazenamento e distribuição de Imunológico (CADI) localizado em diferentes cidades. O CADI armazena, controla e distribui para os PADI’s (centros regionais), todos os imunológicos do município de São Paulo, de acordo com as diretrizes do Ministério de Saúde (MS). As vacinas das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), hospitais e outros estabelecimentos de saúde são abastecidos pelo CADI, que também será o instrumento de capacitação sobre a rede de frio para os profissionais de saúde municipal. O prédio do CADI conta com câmaras frias de temperatura positiva e negativa, pré câmaras, sala de preparo do material, além de profissionais como enfermeiros e auxiliares de enfermagem vinculados ao Centro de Controle de Doenças (CCD) da Coordenação de Vigilância de Saúde (Covisa), essa estrutura é amparada pela Instrução Normativa da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a qual define cada esfera de governo (federal, estadual e municipal) é responsável pela gestão dos processos de recebimento, manuseio, armazenagem, controle de estoque e distribuição dos imunológicos, quando esses estiverem sob sua responsabilidade.

 – Tipos de Embalagens dos Imunobiológicos

Os tipos de embalagens utilizadas com maior frequência para acondicionamento dos imunobiológicos são as primárias, secundárias e terciárias (Figura 1). Em alguns casos, os fabricantes utilizam também embalagens externas adicionais para acondicionamento de grandes volumes. Segundo previsto no vocabulário de formas farmacêuticas, as vias de administração e as embalagens de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2011, que legitima e dá transparência à Consulta Pública nº 81, de 29 de agosto de 2007, da Anvisa adota-se:

• Embalagem: invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento removível, ou não, destinado a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, os medicamentos.

• Material da embalagem: substância utilizada na produção de um componente da embalagem (ex.: vidro, plástico, alumínio entre outros.).

• Embalagem primária: recipiente destinado ao acondicionamento e ao envase de medicamentos, que mantém contato direto com estes.

• Embalagem secundária: acondicionamento que está em contato com a embalagem primária e que constitui um envoltório ou qualquer outra forma de proteção, removível ou não, podendo conter uma ou mais embalagens primárias.

• Embalagem terciária: recipiente destinado a conter uma ou várias embalagens secundárias.

Esquemático Embalagens
Esquemático EmbalagensPNI

A Figura 2 exemplifica embalagens que acondicionam os imunobiológicos armazenados na Rede de Frio. Neste contexto, a embalagem primária é representada por bisnaga, frasco e/ou ampola destinado ao acondicionamento do imunobiológico. A embalagem primária está em contato direto com o produto, agrupada em uma embalagem secundária, que reúne um quantitativo e forma o conjunto de embalagens que, por sua vez, constituirá uma única embalagem, a embalagem terciária. Importante destacar a necessidade da resistência atribuída à embalagem terciária na garantia da qualidade do insumo transportado, já que esta deverá promover a proteção suficiente às embalagens secundárias, evitando que esta última entre em contato com a umidade proveniente da bobina reutilizável usada no transporte destes insumos. 

Embalagem de Imunobiológico
Embalagem de ImunobiológicoPNI

Igualmente importante conhecer sobre as formas e tipos de embalagens de proteção dos imunobiológicos para as atividades desenvolvidas na Rede de Frio, uma vez que impactam nas etapas de logística e nos planos de dimensionamento para o armazenamento, distribuição e transporte desses produtos, além de influenciarem na manutenção da integridade dos insumos e quantidades de bobinas reutilizáveis necessárias à manutenção da temperatura indicada ao transporte. No processo geral da Rede de Frio, a embalagem é um dos fatores determinantes, seja na quantificação, preservação ou proteção dos produtos. Orienta-se que as vacinas apresentadas em seringa preenchida e em unidose sejam conservadas na embalagem secundária e as vacinas em frasco multidose, somente sejam retiradas da embalagem primária no momento de sua utilização. Não é permitido o acondicionamento de doses aspiradas de frasco multidose em seringas.

Transporte de Imunobiológico e Conservação

O transporte de imunobiológicos do PNI é realizado por diferentes vias: aérea, terrestre, ou aquática, a depender da origem/destino, volume a ser transportado e facilidade da via em relação aos locais. Neste fluxo, são de fundamental importância o controle da temperatura e outros aspectos que possam comprometer as características de origem do produto, conforme previsto no art. 61 da Lei no 6.360/1976, que dispõe sobre a vigilância a que ficam sujeitos os medicamentos:

[…] os produtos que exijam condições especiais de armazenamento e guarda, os veículos utilizados no seu transporte deverão ser dotados de equipamento que possibilite acondicionamento e conservação capazes de assegurar as condições de pureza, segurança e eficácia do produto.(32)


Neste sentido, os imunobiológicos, dada a relevância da temperatura para conservação de suas características ideais, o controle da temperatura é fator fundamental, da mesma forma o equipamento utilizado, o acondicionamento, a logística e o monitoramento ao longo do percurso.(32) Outro fator que deve ser levado em consideração nos trajetos percorridos é o choque mecânico ou os impactos durante o transporte, principalmente no transporte rodoviário.

Os choques mecânicos ou impactos podem causar microfissuras, expondo o produto transportado a vazamentos, ou mesmo a perda completa. Ao ocorrer microfissuras na embalagem primária, o imunobiológico está sujeito à contaminação microbiológica. Muitas vezes quando não percebidas essas anomalias nas embalagens, estes produtos podem ser inadvertidamente disponibilizados ao uso, colocando em risco a saúde do usuário. Assim, orienta-se atenção e rigor na organização das caixas para o transporte, bem como na capacitação dos profissionais envolvidos nas suas diversas etapas.

Transporte: Laboratório Produtor para Instância Nacional 

O transporte dos imunobiológicos produzidos em outros países é feito exclusivamente por via aérea até o terminal alfandegário do Rio de Janeiro/RJ, de onde são transferidos para a Cenadi (Instância Nacional) por via terrestre, em veículo frigorífico.

Os transportes realizados a partir de laboratórios nacionais acontecem por via terrestre ou aérea (Figura 3). Ao longo de todo o trajeto são utilizados dispositivos de monitoramento eletrônico de temperatura, geralmente, data loggers, os quais permitem a programação e geração de gráficos das temperaturas alcançadas. Esses produtos, recebidos a partir do laboratório produtor, são acondicionados à temperatura adequada de acordo com o imunobiológico (-25ºC a -15ºC ou entre +2ºC e +8ºC).

Na chegada do produto à Instância Nacional, é realizada a avaliação das remessas por meio de um protocolo (Anexo B – Formulário de Detalhamento de Carga) que considera a conferência dos produtos, a análise dos registros de temperatura de momento e de percurso, do veículo e da carga, a documentação da carga, responsável pelo transporte, entre outros itens de qualificação do recebimento.

Transporte: Instância Nacional para Estadual 

O transporte realizado a partir da instância nacional para as estaduais ocorrem por via aérea, à exceção do Rio de Janeiro que realiza por via terrestre. Considerando a sensibilidade térmica dos imunobiológicos, o clima tropical e a extensão territorial do País, são utilizadas caixas térmicas específicas para o transporte nesta instância, nos diversos percursos e/ou com sucessivas escalas/conexões. (Figura 4)

Transporte: Cenadi para instância Estadual
Transporte: Cenadi para instância Estadual PNI

O tempo médio de entrega da Cenadi às centrais estaduais dependerá da região, respectivo acesso e disponibilidade da malha aérea. Neste sentido, a Cenadi busca constantemente atualizar-se das diversidades relativas aos percursos de destinação das cargas de imunobiológicos (origem – destino), de forma que prevenções necessárias à manutenção das temperaturas ideais de conservação sejam garantidas, utilizando-se os recursos mais apropriados a cada situação específica, tais como trocas periódicas das bobinas reutilizáveis. Os imunobiológicos transportados são separados por tipo, de acordo com a temperatura de conservação, devendo dispor de monitoramento de temperatura ao longo do percurso. Manual de Rede de Frio 39 Independente da via utilizada para o transporte dos imunobiológicos, este é acompanhado por formulários-padrões, para possibilitar o controle do processo de movimentação de estoque da carga entre as instâncias. Entre os formulários utilizados no transporte dos imunobiológicos do PNI, têm-se:

• Nota de Fornecimento – consta a descrição da carga, é um documento administrativo que detalha o produto, produtor, quantidade em frascos e doses, contempla a data de validade, apresentação, lote e custo unitário e total de cada produto. (ANEXO A)

• Formulário: Detalhamento de Carga – contempla as informações específicas da carga, por caixa (número, conteúdo, lote e quantidade), objetivando facilitar a conferência e um eventual rastreamento de volumes. Neste formulário, constam dados sobre temperatura do imunobiológico no momento da saída, data e hora da embalagem, número de volumes, número de bobinas utilizadas e assinatura do responsável. (ANEXO B)

• Formulário: Comprovante de Recebimento – é um documento técnico-administrativo, no qual constam data e hora de chegada, número da nota de fornecimento, quantidade de volumes, temperatura no momento da chegada, observação e assinatura do responsável pela Rede de Frio e do coordenador estadual de imunizações. Após conferência física, este formulário obrigatoriamente deve ser devolvido à Cenadi no prazo máximo de 48 horas. (ANEXO C) Na origem, no ato de liberação das caixas contendo imunobiológicos para o transporte, uma amostra aleatória é selecionada e submetida à verificação da temperatura do momento, o dado é coletado e registrado no Formulário de Detalhamento de Carga, com as informações referentes à identificação unívoca das caixas, devidamente lacradas com fita adesiva com a logomarca da Cenadi para o transporte. A caixa deve estar lacrada e a identificação deve conter: endereço de destino, nome e telefone do responsável pelo recebimento (para contato em caso de emergência), data e hora da embalagem e prazo para entrega.

Todos os formulários: Detalhamento de Carga, Nota de Fornecimento e Comprovante de Recebimento acompanham os imunobiológicos, evitando trocas inadvertidas na identificação ou no registro das informações, falhas no monitoramento das temperaturas ideais de conservação, ou mesmo o comprometimento das características de origem dos imunobiológicos e consequente utilização destes insumos com risco agregado à sua potência imunogênica.

Recomenda-se incorporar toda a documentação referente aos produtos em envelope plástico dentro de uma das caixas térmicas com as devidas identificações, mantendo cópia de toda essa documentação com o transportador.

Transporte: Instância Estadual para Regional/Municipal 

O transporte é realizado, essencialmente, por via terrestre com circunstâncias especiais em veículo frigorífico, também se utiliza a via aquática ou aérea. Os imunobiológicos são, igualmente, acondicionados em caixas térmicas e separados em função de suas respectivas temperaturas ideais de conservação.

As vacinas acondicionadas para transporte em temperatura negativa, organizadas em caixas independentes com bobinas reutilizáveis congeladas, uma vez resfriadas (entre +2ºC e +8ºC), não devem ser recongeladas. Os imunobiológicos que não podem ser submetidos à temperatura negativa são agrupados para acondicionamento em caixas térmicas com bobinas reutilizáveis, devidamente ambientadas. Em quaisquer transportes de imunobiológico, é fundamental o monitoramento contínuo da temperatura por meio de instrumentos de medição adequados.

No recebimento pela instância regional, os imunobiológicos que foram acondicionados e transportados em temperatura negativa (-25ºC a -15ºC) podem permanecer conservados desta forma. Para os estados que não têm instância regional e distribuem os imunobiológicos diretamente as Secretarias de Vigilância em Saúde/MS dos municípios, recomenda-se que, após o recebimento, estes sejam mantidos em temperatura positiva (entre +2ºC e +8ºC). E Adotar todos os procedimentos supramencionados, incluindo as documentações de identificação da carga para o transporte seguro dos imunobiológicos, dentro das condições ideais à manutenção da potência imunogênica deles.

A partir da instância estadual, recomenda-se que o transporte dos imunobiológicos conte com o acompanhamento de um técnico capacitado do programa de imunizações da instância fornecedora ou da solicitante, que detenha informações das características dos produtos transportados, de seu respectivo acondicionamento, das temperaturas ideais de conservação, dos procedimentos de monitoramento, controle e registro de temperatura, bem como a notificação de intercorrências.

Transporte: Instância Regional/Municipal para Local 

O transporte dos imunobiológicos entre estas instâncias é feito somente à temperatura positiva. São utilizadas caixas térmicas, com bobinas reutilizáveis ambientadas, visando assegurar a temperatura de conservação dos imunobiológicos, sendo necessário o monitoramento contínuo da temperatura no interior das caixas durante todo o processo de transporte da carga.

A caixa é transportada lacrada e identificada com o endereço de destino, nome e telefone do responsável pelo recebimento (para contato em caso de emergência), data e hora da embalagem e prazo para entrega. Essas são medidas importantes para rastreabilidade da carga transportada. Recomenda-se o uso de veículo frigorífico e nos percursos mais longos, orienta-se levar caixa térmica exclusivamente com bobinas reutilizáveis congeladas para efetuar a troca durante o trajeto, quando necessário.

Na impossibilidade da utilização de veículos frigoríficos, é indispensável o uso de veículo climatizado, posicionando as caixas térmicas distantes de fontes de calor e protegidas da incidência de luz solar direta. Estacionar o veículo à sombra e, sempre que possível e manter a climatização interna.

Quando o transporte for realizado por via aquática e dependendo do percurso, recomenda-se que o barco esteja equipado com energia (gerador) para manter o equipamento de refrigeração com bobinas reutilizáveis congeladas, favorecendo a substituição destas, quando necessário, assegurando a manutenção da temperatura de conservação recomendada. O monitoramento deverá acontecer durante todo o trajeto.

Distribuição dos IMUNOBIOLÓGICOS

Os soros e vacinas utilizados no programa de imunização, são adquiridos de laboratórios rios internacionais e laboratórios oficiais nacionais. O país de origem dos produtos importados depende do resultado do processo licitatário de compra, que acontece anualmente. Em 2006, as compras foram realizadas de produtores da Itália, França, Sul da África, Bélgica, Estados Unidos, Canada, Coréia, Cuba e Índia.

Os imunobiológicos produzidos internamente são oriundos de 7 (sete) laboratórios nacionais localizados nas regiões Sul e Sudeste do país e, portanto próximos do DC, que se localiza no Rio de Janeiro. A (Tabela 1) enumera os principais laboratórios oficiais que fornecem produtos para o programa de imunização.

Laboratórios nacionais oficiais produtores de Imunobiológicos para o Programa Nacional de Imuniza em 2006.
Laboratórios nacionais oficiais produtores de Imunobiológicos para o Programa Nacional de Imuniza em 2006.Brasil 2006

O volume anual de produtos deslocados na rede de suprimento entre os anos de 2003 e 2006 foi, em média, 224,75 milhões doses de imunobiológicos conforme apresentada na gráfico abaixo.

Número de doses adquiridos pelo Ministério da Saúde para o Programa Nacional de Imunização
Número de doses adquiridos pelo Ministério da Saúde para o Programa Nacional de ImunizaçãoMinistério da Saúde Brasil (2006)

A rede de distribuição de imunobiológicos do programa de imunização no Brasil é formada pelas seguintes redes (ou subsistemas):

• Rede de distribuição federal (RDF): compreende a estrutura de distribuição a partir do DC até os DE’s

• Rede de distribuição o estadual (RDE): corresponde distribuição, o na área territorial de cada estado incluindo os seguimentos dos DE até os DR e deste aos municípios;

• Rede de distribuição municipal (RDM): abrange a distribuição local, ou seja, entre os municípios e as salas de vacinação.

O DC está localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os DE estão situados necessariamente em cada capital das unidades federativas, com exceção do próprio RJ, e formam um conjunto de 26 pontos de estocagem (incluindo um depósito distrital – DD).

Quantidade relativa de depositos regionais da rede de frio do PNI por região geográfica
 Quantidade relativa de depositos regionais da rede de frio do PNI  por região geográficaIBGE (2007)

É possível verificar no gráfico da (figura 5) a existência de um maior número de depósitos nas regiões nordeste e sudeste que pode ser explicada pelo fatos destas regiões possuírem a maior parte da população brasileira. De acordo com o IBGE (2007), 42,3% da população do país localiza-se na região Sudeste e, 28%, na região nordeste. 

Distribuição da população nas regiões brasileiras
Distribuição da população nas regiões brasileiras IBGE (2007)

 – Conceitos Lean na Logística 

A fabricação enxuta (lean), para Figueiredo (2006), passou a ser conhecida como fabricação “just-in-time”, e sua adoção por inúmeras empresas em todo o mundo, obedecia a uma série de requisitos, dentre os quais podem ser mencionados a mudança da produção empurrada para uma produção mais exigente, o desenvolvimento de fornecedores e a eliminação de atividades que não agregam valor, a delegação de poder aos empregados para que propusessem idéias que conduzissem melhorias nos produtos e nos processos e o envolvimento dos clientes no desenvolvimento de produtos.

Em seu trabalho sobre uma nova aplicação do lean na logística, foi mostrado como este conceito pode ser aplicado em uma operação logística terceirizada. O trabalho teve inicio com uma introdução ao Sistema Toyota de Produção desenvolvido pela Toyota Motor Corporation, com o objetivo de fornecer a melhor qualidade, o menor custo e o lead time mais curto de entrega dos produtos, tendo como foco a eliminação do desperdício, sendo mais eficaz e eficiente do que o tradicional sistema de produção em massa. O termo de produção lean surgiu para indicar que a abordagem era radicalmente diferente, tendo como principal meta criar valor nos processos, buscando reduzir ou mesmo eliminar os desperdícios daqueles processos que não agregam valor.

Figueiredo (2006) mostra como uma repercussão econômica mais visível na adoção do conceito lean, gera uma redução de estoques, através de entregas mais frequentes, menores lotes de compra e/ou de fabricação, surgindo no âmbito da logística a premissa do “ressuprimento enxuto”, expressão que erradamente muitos passaram a substituir por “logística enxuta”.

Desta forma, assim como as empresas adotaram práticas com o objetivo de eliminar ineficiências em seus processos de produção, seria o momento, agora, de pensar em iniciativas que proporcionem a melhoria continua nos processos para atacar os desperdícios da cadeia de suprimentos, definindo algumas ações para que a logística enxuta consiga alcançar seu objetivo de buscar continuamente soluções que tornem mais eficiente as cadeias de suprimentos das organizações, dentre essas ações estão:

• agilidade

• sincronização

• análise de processos

Com o objetivo de identificar onde se perde tempo e onde se acumulam estoques, a colaboração com fornecedores e clientes para o planejamento da demanda, investimentos em tecnologia de informação para monitorar veículos, controlar estoques e dispor de indicadores para medir desempenhos e poder antecipar ações corretivas no ramo.

Para Figueiredo(2006), a palavra-chave para análise do desperdício de tempo, é processo. É preciso mapear todas as atividades que precisam ser realizadas para que as operações ocorram no menor tempo possível, considerando o fato de oferecer o que o cliente quer, exatamente onde ele quer, agregando continuamente soluções para reduzir tempo e aborrecimento, além de facilitar a identificação de pontos de desperdícios tanto dos consumidores, quanto dos fornecedores. Alguns desperdícios clássicos são: movimentação, espera, estoque e transporte associados a logística, a administração dos estoques, da movimentação de materiais e do processamento das informações.

Por fim, se enfatiza a importância da parceria baseada na relação ganha-ganha, como princípio da relação entre fornecedores e clientes na logística enxuta, tendo as partes envolvidas que trabalharem juntas para eliminar problemas que acarretam prejuízos.

Tecnologia na Indústria

O mercado de inteligência artificial tem crescido satisfatoriamente e não há sinais de desaceleração nos próximos cincos anos. Devemos nos preparar para uma possível acomodação deste Mercado, no futuro, porém a previsão é de que esse mercado movimente US$36,8 bilhões até 2025, hoje o mesmo mercado movimenta 643,7 milhões de dólares por ano.

Um dos conceitos mais falados atualmente referente a tecnologia é a Industria 4.0 que é um termo usado para se referir à quarta revolução industrial, que leva a automação dos processos de fabricação a um novo nível, introduzindo tecnologias de produção em massa customizadas e flexíveis.

Isso significa que as máquinas operam de forma independente ou cooperam com profissionais (seres humanos) na criação de um campo de produção orientado. Ou seja, a máquina transforma-se em uma entidade independente, capaz de coletar dados, analisá-los e direcioná-los. Isso torna possível a introdução da auto-otimização, autocognição e autocustomização na indústria, com os fabricantes se comunicando com computadores em vez de operá-los.

A expressão “Indústria 4.0” foi introduzida publicamente pela primeira vez em 2011, por um grupo de representantes alemães de diferentes áreas (como negócios, política entre outros.) sob uma perspectiva de melhoria da competitividade alemã na indústria de manufatura.

O governo federal do país adotou a ideia em sua Estratégia de Alta Tecnologia — com um planejamento até 2020. Posteriormente, foi formado um Grupo de Trabalho para assessorar ainda mais a implementação da Indústria 4.0.

Em 2013, eles desenvolveram e publicaram o primeiro conjunto de recomendações. Sua visão implicava em sistemas de máquinas inteligentes, sistemas de armazenamento e instalações de produção capazes de trocar informações de maneira autônoma acionando ações e controlando umas às outras de forma independente. Isso possibilitaria melhorias fundamentais nos processos industriais envolvidos na fabricação, engenharia, uso de material, cadeia de suprimentos e gerenciamento do ciclo de produção. No geral, a indústria 4.0 é constituida por nove pilares:

• Internet das coisas: A conectividade de dispositivos inteligentes que permitem a coleta e a troca de dados.

• Integração de Sistemas: Uma colaboração mais coesa entre empresas, permitindo redes de integração de dados horizontais e verticais, fornecendo cadeias de valor verdadeiramente automatizadas.

• Simulação: Junção de entidades físicas e virtuais para modelar, projetar, simular, monitorar e proteger processos físicos em um ambiente virtual.

• Realidade Aumentada: Tecnologia que cria imagens sobrepondo-as ao ambiente real do usuário, dando uma visão híbrida interativa.

• Manufatura Aditiva: Dados do projeto digital usados para criar um objeto tridimensional no qual camadas de material são formadas sob o controle de um computador.

• Big data: Grandes conjuntos de dados que podem ser armazenados e analisados pelo sistema para criação de estratégias e planejamentos ou mesmo resoluções de problemas.

• Cloud Computing: Software de servidor remoto e serviços de hardware usados para armazenar, gerenciar, processar e visualizar dados, em vez de um servidor local.

• Sistema Autônomo: Um objeto/processo que pode obter informações sobre o seu ambiente, adaptar e tomar decisões sem a necessidade de intervenção humana.

• Segurança cibernética: Proteção de sistemas de computador contra roubos ou danos ao hardware, software ou informações e pela interrupção dos serviços fornecidos.

Os impactos da Indústria 4.0 na logística

O surgimento da Indústria 4.0 promoveu novos desafios no domínio da logística, exigindo mudanças tecnológicas e de conceitos, tais como:

• Alta necessidade de transparência (visibilidade da cadeia de suprimentos);

• Controle de integridade nas cadeias de suprimentos (produtos certos, no momento certo, local, condição de quantidade e com o custo certo);

• A contratação de profissionais com direcionamento e maior aceitação à inovação.

Essas evoluções introduziram o conceito de Logística 4.0. Em outras palavras, na onda da indústria, a logística também necessitou de uma transformação digital dentro do setor. Porém, diferentemente do que muitos acreditam, não basta apenas a implementação de diferentes ferramentas para uma boa adaptação à era tecnológica: é preciso uma mudança de filosofia, conceito e valores.

Implantação da LOGÍSTICA 4.0 para solução do problema

Atualmente existem soluções de automatização robótica de processos, onde é possível criar robôs de software para automatizar qualquer processo de negócios com configurações definidas para executar tarefas atribuídas e controladas pelo usuário. Com isso se diminuem a burocratização dos processos, ou seja, é possível robotizar toda a parte documental no transporte de vacinas são eles:

• Nota de fornecimento;

• Formulário de Detalhamento de carga (onde constam as informações como data e hora da embalagem, temperatura da saída, número de volumes, assinatura do responsável);

• Formulário comprovante de recebimento de imunológicos (constando a temperatura de chegada, data, hora, quantidade de volumes e assinatura do responsável pelo recebimento;

Pois todos esses documentos seriam gerados de maneira informatiza ou que reduziria os custos operacionais e as taxas de erros pois não há necessidade de alterar qualquer um de seus sistemas empresariais ou aplicativos subjacentes e tão pouco alterar qualquer parte dos processos de negócios existentes. A automatização de processos impacta diretamente no aumento do nível de controle e na redução do fator tempo, tendo em vista que funções antes executadas manualmente são substituídas pelo uso da tecnologia, assegurando vantagens significativas

Resolvendo a parte burocrática do processo, o próximo passo será a implantação de um sistema de segurança e rastreamento da carga.

A solução apresentada para este controle logístico visa utilizar o blockchain que é uma aba da inteligência artificial mais conhecido para transações financeiras para fazer uma movimentação segura de estoque o que promoverá maior segurança no mercado.

 De acordo com Manav Gupta o Blockchain é um sistema compartilhado e imutável que facilita o processo de registro em transações e rastreamento de ativos em uma rede comercial. Um ativo pode ser tangível (uma casa, um carro, dinheiro, terra) ou intangível (propriedade intelectual, patentes, direitos autorais, marca). Virtualmente, qualquer coisa de valor pode ser rastreada e negociada em uma rede blockchain, reduzindo riscos e cortando custos para todos os envolvidos.

A tecnologia é caracterizada por ser: imutável, já que mantém histórico das transações e as que foram realizadas no passado não podem ser alteradas; transparente, já que todas as etapas são visíveis para todos os envolvidos que têm acesso ao banco de dados; robusta, afinal, caso algum nó seja retirado, o funcionamento não é comprometido; e sem intermediação, já que não há um agente central responsável pelo controle. (Blockchain for dummies – IBM Edition).

Portanto, todo o processo de automação, inovação e aperfeiçoamento dentro da cadeia logística, com a utilização de novas tecnologias, é conhecido como Logística 4.0. Sua principal função é aliar diferentes sistemas, que falam diferentes linguagens, mas que ainda não se tornaram padrões no mercado.

Benefícios da Logística 4.0

A Logística 4.0 é responsável por:

• Reduzir os custos com transporte, com a diminuição da perda de ativos;

• Aumentar a segurança do sistema;

• Desburocratizar processos, tornando o mercado muito mais competitivo;

• Integrar e compartilhar informações chaves sobre os recursos e elementos do Supply Chain, através de plataformas abertas, gerando e disseminando conhecimento.

Todo esse processo ocorre por uma interface de gêmeos digitais. Aprimorando assim os processos contínuos e não abrangendo somente a fabricação de produtos, mas também a indústria, mercadoria, modais de transporte e infraestrutura.

Com o gerenciamento dos recursos utilizados na Logística 4.0, ocorridos dentro da Cloud Computing, é possível alcançar mais eficiência no uso de equipamentos e insumos, na mão de obra e nos processos de negócios. Resultando assim em uma maior produtividade e eficiência.

Os processos de logística devem aumentar consideravelmente os níveis de eficiência operacional e mudar radicalmente seus padrões de comportamento. Isso através da integração de sistemas “físico-digital”, conectando em tempo real as diversas cargas que são deslocadas, rastreadas e acondicionadas todos os dias.

Cadeia de suprimentos na LOGÍSTICA

A cadeia de suprimentos na logística começou a se desenvolver na década de 80 (século XX). Iniciou-se como um processo estratégico que envolvia aspectos como fornecimento de matéria-prima, produtos de manufatura, distribuição para revendedores e clientes.

A logística inclui:

• Transporte de entrada;

• Armazenagem;

• Transporte de saída;

• Execução;

• Logística reversa.

A cadeia de suprimentos que, como já vimos, é muito mais abrangente, envolve:

• Compras/aquisição;

• Planejamento de fornecimento;

• Planejamento de demanda;

• ERP;

• Gestão de estoque;

• Aprimoramento contínuo;

• Fabricação;

• Logística.

A cadeia de suprimentos na logística envolve, portanto, operações desenvolvidas de forma mais específica, voltadas somente para a etapa logística (transporte, armazenagem, execução e logística reversa). De maneira mais simples, poderíamos dizer que essa cadeia envolve o gerenciamento dos produtos até quando eles alcançam o mercado.

Gerir essa cadeia envolve administração do fluxo de bens, das finanças, dos serviços e das informações que compõem uma cadeia integrada com membros diversos.

Também conhecida como Supply Chain Management (SCM), a gestão das cadeias de suprimentos na logística integra todos os elementos responsáveis por esse processo, usando um conjunto de técnicas que permitem a excelência dos serviços e das operações fundamentais (transporte, armazenagem, custos).

A finalidade deste gerenciamento é ajudar a diminuir gastos. Mas não somente a reduzir, pois a boa gestão de uma cadeia de suprimentos oferece condições para que os clientes se sintam mais satisfeitos com os resultados.

As empresas modernas costumam colocar o cliente como o foco de suas operações, ou seja, agradar o cliente é, no final das contas, o objetivo mais importante para elas. É preciso entregar o produto que o cliente deseja no prazo almejado e pelo preço mais satisfatório possível.

Relação LOGÍSTICA e Cadeia de Suprimentos

Estes dois conceitos (logística e cadeia de suprimentos) geralmente se confundem. Há motivos para esta identificação de um com o outro, pois se tratam de conjuntos de atividades que estão conectadas e são dependentes entre si. No entanto, explicaremos suas diferenças.

A cadeia de suprimentos responsabiliza-se pelos métodos e sistemas operacionais que estão ligados ao produto de forma direta ou indireta. Como exemplo, são citados atividades de compras, depósitos, inventários e assim por diante, envolvendo desde a produção até a avaliação do nível de satisfação do cliente.

A logística, por outro lado, é uma das etapas que compõem a cadeia de suprimentos. Ela preocupa-se com o deslocamento do produto desde a empresa até o cliente, sempre priorizando os prazos de entrega.

Na verdade, a logística existe desde a Antiguidade, mas da forma como a conhecemos hoje, originou-se nos tempos de Napoleão Bonaparte. Durante as guerras napoleônicas, existia a necessidade de movimentar bens militares e suprimentos em grande quantidade.

Evoluindo ao longo dos anos, a logística passou a cuidar da dinâmica dos produtos desde a empresa até o consumidor final.

Aplicação do Blockchain na Logística

O uso de blockchain na logística visa melhorar a negociação entre as empresas, por exemplo, já que envolve total transparência e autonomia nas transações. Conferindo, assim, maior segurança e confiabilidade para todas as partes. Também pode ser usado para desburocratizar as negociações, uma vez que dispensa intermediários.

Em casos específicos, como o compartilhamento de caminhões entre empresas, existe a possibilidade de saber todos os detalhes do transporte e variáveis envolvidas. Com isso, o acordo poderá ser realizado de uma maneira mais confiável e justa. Com o controle das cargas, é possível rastrear caminhões onde estiverem e monitorar a segurança dos produtos e dos funcionários. Assim, gerentes podem controlar a integridade das mercadorias e serem notificados sobre situações circunstanciais envolvendo os caminhões, como acidentes e roubos. Dispondo de feedbacks dos sistemas em tempo real, os gestores podem se preparar melhor e tomar decisões mais rapidamente.

IMPORTÂNCIA do Blockchain na Indústria

Blockchain oferece maior transparência nos processos, o que facilita o monitoramento, e agilidade nas operações. Com isso, as indústrias podem se tornar mais lucrativas e eficientes, reduzindo custos.

Isso gera um aumento de credibilidade, já que será garantida a qualidade dos produtos e as entregas poderão ser feitas nos prazos corretos. Para evitar o “efeito dominó”, em que atrasos só geram prejuízos maiores em todos os setores, essa tecnologia é fundamental!

Além disso, a ideia de validação descentralizada oferece um grande suporte e maior confiabilidade à internet das coisas. Permitindo mais inteligência nos processos operacionais das indústrias com uma série de objetos conectados à rede.

Como o Blockchain vai ajudar na gestão de controle de sistemas de controle de saúde governamentais?

Quando um determinado ativo se encontra presente em diversas bases de dados em diversas organizações, o Blockchain é a ferramenta ideal para realizar o armazenamento e controle do processo de forma 100% correta.

A definição de sistemas baseadas em Blockchain começa com os seguintes conceitos:

• Ativo – informações que serão compartilhadas entre as organizações (ex: Prontuário Eletrônico ou Lote de Medicamento)

• Participantes – todas as entidades que podem ler ou escrever dentro da rede distribuída. (ex: Secretaria de Saúde ou Laboratório Privado)

• Contratos Inteligentes – regras relativas ao processo para poder manipular os ativos do Blockchain (ex: um paciente só pode receber uma dose de medicamento se estiver dentro do prazo de validade).

• Consenso – hierarquia de escrita de leitura das informações. (ex: apenas o Laboratório pode criar lotes de medicamentos)

Tecnologias em Blockchain trazem características de imutabilidade, auditabilidade e escalabilidade que se encaixam perfeitamente para processos de gestão de saúde, nos quais as informações se encontram de forma distribuída.

Desenvolvimento

Descrição da Empresa – IBM (International Business Machines Corporation).

Histórico

A IBM (International Business Machines) é uma empresa americana voltada para área de informática. A IBM fábrica e vende hardware e software, oferece serviços de infraestruturas, serviços de hospedageme serviços de consultoria nas áreas que vão de computadores de grande porte até a nanotecnologia.

O compromisso com o futuro contribuindo para a resolução de desafios da sociedade nas áreas de educação, saúde e comunidades resilientes, aplicando tecnologia, compartilhando conhecimento e promovendo inovação é o principal objetivo da IBM. A empresa atua em parceria com a comunidade, incentivado e ampliando o valor das ações sociais realizadas pelos funcionários que dedicam tempo e habilidades para a construção de uma sociedade melhor.

 A IBM é uma empresa de tecnologia da informação fundada em 1896. Inicialmente fabricava cartões perfurados e também produziu rifles durante a Segunda Guerra Mundial. Sua sigla significa International Business Machines. Na década de 1960 desenvolveu o primeiro mainframe, o IBM System/360, na época com 8 MB de memória e 256 KB de armazenamento. Em meados de 1980 produziu o primeiro computador pessoal sob a sigla PC, custando mais de US$ 1.500. Posteriormente foi a responsável pela fabricação do Cell (processador do PlayStation 3) e do supercomputador Roadrunner. Hoje foca no mercado corporativo.

Na IBM, o trabalho é mais do que somente um cargo, é uma vocação para desenvolver, projetar, programar. Não se trata apenas de fazer algo melhor, mas de tentar algo que nunca pensou-se ser possível. Estar a frente nesta nova era da tecnologia e superar os maiores desafios do mundo. buscando estudantes que queiram iniciar sua vida profissional em uma empresa que tem em seu DNA, inovação. Os estagiários são acompanhados, treinados e desenvolvidos durante um período de até 2 anos, possibilitando assim que novos horizontes se abram e que oportunidades de efetivação e continuidade de carreira aconteçam naturalmente.

A IBM não tem preferencia por nenhuma universidade para o programa de estágio. Porém possui parceria com universidades brasileiras para oferecer a disciplina de computação cognitiva para alguns cursos das faculdades: Mackenzie, Insper e ESPM área de ensino esta associada a integração de sistemas ao comportamento humano. O objetivo é ter computadores e pessoas pensando de maneira uniforme para resolver as necessidades.

– Descrição das atividades, produtos e serviços da empresa

A IBM fábrica e vende hardware e software, oferece serviços de infraestruturas, serviços de hospedagem e serviços de consultoria nas áreas que vão de computadores de grande porte até a nanotecnologia.

• Serviços de Cloud;

• Serviços de consultoria de tecnologia;

• Serviços de rede;

• Serviços de aplicativos;

• Soluções de financiamento;

• Conhecimento de Mercado.

– Fornecedores e clientes

 – Fornecedores:

Eaton;

• Willians Group ltd;

• Fornecedor de unidade de resfriamento Vette Corporation;

• Forcedor de peças diversas.

Principais Clientes:

Instituições financeiras: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa econômica, Santander;

• Laboratórios Fleury;

• Arena Corinthians;

• Embratel;

• CPFL;

• Sabesp;

• Pinacoteca do Estado de São Paulo;

• Dataprev;

• Prodesp;

• Procergs;

• Sodexo;


– Organograma  

Orgonograma de Canais
Orgonograma de Canais Empresa IBM

Organograma de Departamento de Operações e Processos
Organograma de Departamento de Operações e ProcessosEmpresa IBM

 – Descrição do Problema 

– Complexabilidade na cadeia de logística de Vacinas 

Observa-se que atualmente existe uma complexibilidade na cadeia de suprimentos de vacinas no Brasil devido aos stakholders em todos os níveis federal, estadual e municipal. Ou seja as vacinas percorrem um processo longo e burocrático de controle até chegar nas UBS‘s todo este controle atualmente é de modo operacional com banco de dados centralizados e específicos para cada processo e sua fiscalização acontece de forma humana através de um profissional da saúde onde a possibilidade de erro nesta inspeção é imensamente maior.  

Processo de logística antes da implantação do Bockchain
Processo de logística antes da implantação do BockchainCriação do grupo com os dados apresentados

– Fragilidade da atividade de análise técnica 

A auditoria do CGU (controladoria Geral da União), avaliou como o SVS (Secretária de Vigilância em Saúde), solicitou ao gestor que apresentasse cópia da documentação utilizada para efetuação das distribuições mensais no ano de 2014, especialmente da autorização da SVS do quantitativo a ser distribuído pela Cenadi aos Distribuidores Estaduais (avaliação técnica, segundo o Manual de Rede de Frio, 2013). Essas informações foram disponibilizadas de forma consolidada através de planilhas eletrônicas no rio de janeiro a setembro de 2014.

Da analise dessas informações, foi evidenciado que, em 10.087 (98,83%) das oportunidades a SVS distribuiu menos do que o demandado pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Apesar disso, também foram identificados 119 (1,17%) casos de distribuição de imunobiológicos em quantidade maior aquela solicitada por determinada Secretaria Estadual.

Ainda considerando a forma e conteúdo das informações disponibilizadas, foi evidenciado que o pedido de Secretarias de Saúde, a avaliação técnica e a autorização da distribuição de imunobiológicos, por parte da SVS, não estavam materializadas em sistema informatizado próprio que permitia registro dos cálculos e justificativas dessas atividades, mas que foram realizadas por meio de utilização de planilhas eletrônicas, o que representou uma fragilidade na execução da atividade de distribuição.

– Roubos, Extravios e Perdas 

Além dos problemas referentes a burocracia na parte de logística deste material existe também o alto índice de roubos e extravios de vacinas onde não há possibilidade de rastreabilidade para localização da carga e muito menos controle efetivo do estoque minimizando os furtos.

Alto custo das fraudes nos desvios de medicamentos – De acordo com a reportagem do G1 de 2018 todo ano milhões de reais em medicamentos são desviados das redes pública e privada.

Desvio de medicamento
Desvio de medicamento Reportagem G1

Houve um escândalo na China sobre as vacinas adulteradas. Um dos fabricantes de medicamentos, a Changchun Changsheng Biotechnology estaria vendendo vacinas inseguras ou adulteradas. Rapidamente as mídias sociais trataram de excluir as informações da internet para não danificar a imagem do laboratório. Porém como os dados estavam armazenados seguramente no blockchain não foi possível excluir toda a informação. 

Escândalo de vacinas
Escândalo de vacinasG1- Globo.com

Ocorreu recentemente no Rio de Janeiro o roubo de de quase 15 mil frascos de vacina da gripe ou seja quase 60 mil doses, a carga estava avaliada em R$ 1,5 milhão. 

Roubo de vacina no Rio de Janeiro
Roubo de vacina no Rio de JaneiroGlobo.com

Furto de vacinas em Aparecida de Goiânia
Furto de vacinas em Aparecida de Goiânia G1 Globo.com

Desvio de vacinas em Juazeiro
Desvio de vacinas em Juazeiro Diário do Nordeste

Prefeito de São Sebastião desvia vacinas de gripe
Prefeito de São Sebastião desvia vacinas de gripeRio Grande do Sul

Além dos casos apresentados de furtos temos também os problemas de transporte indevidos, ou seja, onde não há um controle efetivo da embalagem e temperatura que não são rastreados e acompanhados durante a logística deste material. 

Anvisa recusa lote de vacinas
Anvisa recusa lote de vacinas Pfarma.com.br

Temperatura compromete lote de vacinas
Temperatura compromete lote de vacinas R7.com

De acordo com a auditoria realizada pelo CGU em 2014 constatou-se uma ocorrência de perdas físicas e técnicas de imunológicos em percentuais superiores aos de referências da Organização Mundial da Saúde. Esta análise foi realizada em dois níveis determinados almoxarifados e salas de vacinação, apenas em aspectos quantitativo. Inicialmente detectou-se perdas físicas de imunobiológicos que ocorreram no CENADI (primeiro nível). De acordo com o parecer por meio de Oficio no 4.467/2014/GAB/SVS/MS, de 16/12/2014 verifica-se que as perdas são basicamente justificadas por alterações na demanda ou necessidade nos anos posteriores de aquisição. Outro ponto de grande fragilidade são por expiração do prazo de validade o que leva a crer que estão sendo fabricadas uma quantidade elevada de vacinas.

Conclusão

Gráfico 1: Número de doses adquiridos pelo Ministério da Saúde para o Programa Nacional de Imunização Fonte: Ministério da Saúde Brasil (2006) (pág

Gráfico 2 – Quantidade relativa de depósitos regionais da rede de frio do PNI por região geográfica Fonte: IBGE (2007) (pág.

Gráfico 2.1 – Distribuição da população nas regiões brasileiras Fonte: IBGE (2007) (pág

Gráfico 3 – Quadro de doses distribuidas e perdidas Fonte Auditoria CGU de 2014 (pág

Gráfico 4 – Taxa de desperdício de Vacinas, método OMS Fonte Auditoria CGU de 2014 (pág

Gráfico 5 – Valor de Perda Física por Responsável em 2013 Fonte SIES (Sistema de Insumos Estratégicos em Saúde 2014) (pág

Gráfico 6 – Valor de Perda Física por Responsável em 2014 Fonte SIES (Sistema de Insumos Estratégicos em Saúde 2014) (pág

Tabela 1: Laboratórios nacionais oficiais produtores de Imunobiológicos para o Programa Nacional de Imuniza em 2006. Fonte: Brasil (2006) (pág

Referências

DMITRUKHilda Beatriz (Org.). Cadernos metodológicos: diretrizes da metodologia científica. 5. ed. Chapecó: Argos, 2001. 123 p.

Mettzer. O melhor editor para trabalhos acadêmicos já feito no mundo. Mettzer. Florianópolis, 2016. Disponível em: http://www.mettzer.com/. Acesso em: 21 Ago. 2016.

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