ANTI-VACINA

CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE

ANTI-VACINA

¹A. S. Ribeiro, D. Cabral, E. C. P. da Silva e F. Silva CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE

Orientador(a):
²ORIENTADORA: PROFESSORA JANAYNA DO ROCIO LUVIZOTTO

Resumo

Resumo: A proposta deste trabalho é com base no método teórico-científico da Análise de Discurso (A.D.) produzir gestos de interpretação sobre o Movimento Antivacina a partir do acontecimento histórico da Revolta da Vacina de 1904. O intuito é observar através das regularidades, as reminiscências e reverberações de um fato antigo sobre o recente, identificando não só o que do passado permanece, mas, também, o que do presente se desloca e se ressinifica.
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Palavras-chave: Antivacina, movimento, revolta.

Introdução

Em 1904 eclodiu  no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina. A revolta, que durou poucos dias, se iniciou pela recusa da população carioca em receber a vacina contra a febre amarela. A campanha de vacinação, comandada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, foi mal explicada ao povo e agentes de saúde entravam nas casas e cortiços sem autorização para vacinar a população à força, abrindo espaço para boatos, inverdades e desinformação [1].

Não vacinar seus filhos pode trazer riscos para ele e para o restante da população. A erradicação de doenças passa pela imunização coletiva integral. Uma pessoa não protegida pode ser infectada e contagiar outras, inclusive alguns que tenham recebido a vacina, já que nenhuma imunização tem eficácia de 100% [1].

No Brasil, o pensamento contra o uso de imunizações vem ganhando espaço entre as classes mais altas, mas ainda têm difusão reduzida. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2012 revelou que 76% das famílias mais ricas vacinam seus filhos enquanto essa taxa sobe para 81% entre os mais pobres. O movimento antivacina, no entanto, merece atenção também no Brasil, onde muitas campanhas de vacinação têm obtido resultados abaixo do esperado nos últimos anos [1].
Vacinas são considerados o principal avanço da medicina. Por meio de campanhas globais de imunização, doenças como poliomielite (paralisia infantil), rubéola e sarampo estão próximas de serem erradicadas em todo o planeta. Além disso, pesquisadores dedicam anos de trabalho para tentar desenvolver vacinas contra doenças infecciosas como a dengue e malária, que afetam e matam milhares de pessoas todos os anos [2].

Quando uma parte da população deixa de ser vacinada, criam-se grupos de pessoas suscetíveis, que possibilitam a circulação dos vírus. Quando eles circulam no meio de outros, não afetam apenas aqueles que escolheram deixar de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico. Se uma criança de 5 anos não for vacinada, pode contrair uma doença e passar um bebê de 6 meses, que ainda não tomou todas as doses necessárias [2].

Não vacinar seus filhos pode trazer riscos para ele e para o restante da população. A erradicação de doenças passa pela imunização coletiva integral. Uma pessoa não protegida pode ser infectada e contagiar outras, inclusive alguns que tenham recebido a vacina, já que nenhuma imunização tem eficácia de 100%. Segundo a OMS e outros órgãos internacionais de saúde, o movimento antivacina, que ganha cada vez mais adeptos na Europa e Estados Unidos, coloca em risco a erradicação de doenças e ameaça fazer com que doenças já consideradas superadas ressurjam nestes países [1].

O objetivo do nosso estudo de revisão é levantar os problemas envolvidos com as pessoas que são adeptas ao movimento antivacina e questionar quais riscos eles oferecem para o restante da população.

Desenvolvimento

MATERIAIS E MÉTODOS

Este trabalho é um estudo de revisão bibliográfica. Foram utilizados dez artigos do Google acadêmico e Scielo, dos quais nos baseamos em mais da metade do trabalho. Separamos o material para estudo individual, seguindo com resumo e sínteses para ter mais conhecimento sobre o conteúdo. Por último, reunimos os resultados de seis artigos e debatemos em grupo toda a montagem e corpo do artigo.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Vacinas são considerados o principal avanço da medicina. Por meio de campanhas globais de imunização, doenças como poliomielite (paralisia infantil), rubéola e sarampo estão próximas de serem erradicadas em todo o planeta. Além disso, pesquisadores dedicam anos de trabalho para tentar desenvolver vacinas contra doenças infecciosas como a dengue e malária, que afetam e matam milhares de pessoas todos os anos.

Alvos de muitos testes antes de serem liberadas para comercialização, as vacinas não apresentam riscos para a população. No mais, as vacinas mais modernas à disposição hoje são feitas a partir de pequenas partes dos agentes causadores da doença, o que impede que ela, como muitos dizem, seja capaz de desencadear a doença ao qual a vacina pretende combater [1]

Mais de 100 anos depois da Revolta da Vacina, a recusa em se vacinar atualmente é um fenômeno de membros das classes sociais mais ricas e têm causas bastante diferentes. O primeiro impulso do movimento antivacina ocorreu em 1998, após a publicação de estudo do pesquisador britânico Andrew Wakefield relacionando a vacina tríplice viral (contra caxumba, sarampo e rubéola) com o autismo. Anos depois, foi comprovado que o cientista havia falsificado boa parte do material utilizando para defender sua tese, mas muitos textos pela Internet ainda insistem em utilizar seu trabalho como prova dos perigos da vacinação entre as crianças.

Além dessa correlação indevida entre vacinação e autismo, os antivacinas também afirmam, sempre baseadas em publicações científicas obscuras, que as vacinas são meios utilizados pelos governos para implantar chips de monitoramento na população ou mesmo promover esterilizações em massa. Em muitos casos, as teorias também apontam interesses escusos da indústria farmacêutica na criação e utilização de vacinas [1].

Baseados em artigos científicos com pouco embasamento teórico – muito deles falsos, como visto anteriormente – e textos apócrifos divulgados na Internet, o movimento antivacina se concentra em países ricos da Europa e nos Estados Unidos. Um estudo internacional mostrou que, por conta de suas ações, algumas cidades do estado da Califórnia apresentam taxas de vacinação similares a de países africanos como o Sudão do Sul.

No Brasil, o pensamento contra o uso de imunizações vem ganhando espaço entre as classes mais altas, mas ainda têm difusão reduzida. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2012 revelou que 76% das famílias mais ricas vacinam seus filhos enquanto essa taxa sobe para 81% entre os mais pobres. O movimento antivacina, no entanto, merece atenção também no Brasil, onde muitas campanhas de vacinação têm obtido resultados abaixo do esperado nos últimos anos [1].

Além de pais que se recusam a vacinar os filhos, há também àqueles que não possuem informação ou interesse. Os postos de saúde funcionam em horário comercial, quando a maioria trabalha. Mas nas campanhas, as vacinas são oferecidas nos finais de semana, facilitando o acesso [2].

Percebemos os problemas que o movimento antivacina pode trazer para a população. Uma pessoa que opta por não cumprir a tabela de vacinação além de estar se colocando em risco, está colocando toda a população também. Muitas pessoas levam para o lado antigo religioso e outras com medo da reação que as vacinas podem ocorrer no corpo. Este é um problema que vem desde 1904 e ainda existe nos dias atuais.

Com os problemas levantados nesta pesquisa, percebemos o quão importante é a divulgação de campanhas vacinais.

Campanhas que expliquem a importância de se imunizar contra as doenças e explicar para a população como funciona essa vacina no corpo, para que as pessoas não se assustem caso venha ocorrer alguma reação no corpo. Observamos que falta a ação do governo na conscientização da população.

Fake News sobre vacinas ameaçam o combate de doenças

Saúde com Ciência debate os tipos, como agem no organismo e a produção de vacina na UFMG além de desmitificar mitos sobre a imunização

As vacinas são uma importante forma de prevenção contra as doenças. Não apenas protegem o indivíduo imunizado, mas toda a população, sendo capaz de erradicar diferentes enfermidades. O seu processo de produção é complexo e passa por diversas etapas que garantem a segurança e eficácia, mas o compartilhamento massivo de notícias falsas tem trazido dúvidas e desconfianças à população sobre essa imunização. A desmitificação dessas informações, assim como a explicação do processo de produção e os tipos de vacinas são temas do Saúde com Ciência desta Semana.

O “movimento antivacina” é reconhecido como um dos dez maiores riscos à saúde global pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A expansão desse grupo ameaça o combate de algumas doenças, como o sarampo e a poliomielite que já haviam sido erradicadas no Brasil, através do Calendário Nacional de Vacinação, mas estão voltando com a queda na porcentagem de imunizados no país.

A vacina está entre as medidas mais eficazes de prevenção a doenças, estimulando o corpo a produzir respostas imunológicas que protegem contra vários tipos de microorganismos. Desde a criação da primeira vacina, em 1776, pelo britânico Edward Jenner, milhares de vidas foram salvas em todo o mundo. No entanto, nos últimos anos um movimento contrário a vacinas vem colocando em risco esse legado.

O movimento ‘antivacina’ presta um enorme desserviço à sociedade, na medida em que muitas pessoas estão deixando de se vacinar globalmente. Devido a isso, doenças consideradas controladas ou até mesmo erradicadas estão ressurgindo. O Dia Nacional da Vacinação, celebrado em (17) de outubro, vem alertar a população do Brasil para os riscos de não manter o cartão de vacinação em dia.

“Vejo o movimento antivacina como um problema muito grave, gerado a partir da desinformação de parte da população. Isso deve ser combatido de forma veemente pela imprensa e pela sociedade. As vacinas, de maneira geral, foram um dos maiores avanços da humanidade. Doenças que matavam muito foram erradicadas e outras controladas graças às vacinas”, afirma o infectologista e consultor médico do Sabin, Marcelo Cordeiro.

Ele ressalta que vacinar é uma das formas mais efetivas e de menor custo para se reduzir a mortalidade, lembrando que é por meio das vacinas que as mortes de 2,5 milhões de crianças podem ser prevenidas todos os anos no planeta. “A decisão de não se vacinar coloca em risco o progresso no combate às epidemias evitáveis por imunização”, destaca.

De marola a onda

O movimento antivacina ganhou asas após a publicação, em 1998, na revista científica The Lancet, de um texto que relacionava a vacina tríplice viral a casos de autismo em crianças. Por ironia, o texto foi assinado por um compatriota do criador da vacina, o também britânico Andrew Wakefield. Em 2010, descobriu-se que ele forjou os dados da pesquisa, mas o ‘estudo’ já tinha virado ‘bandeira’ contra a imunização. Com a popularização da internet, nos últimos anos, a situação só piorou e o que começou com uma marola virou onda de fake news sobre o assunto, confundindo cada vez mais o público leigo.

A relutância de algumas pessoas em se vacinar ou vacinar seus filhos é considerada pela comunidade científica preocupante. A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o movimento ‘antivacina’ em seu relatório como um dos dez maiores riscos à saúde global a serem combatidos em 2019.

Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), nos últimos dois anos, a meta do Brasil de ter 95% da população vacinada não foi alcançada. A cobertura vacinal contra poliomielite, por exemplo, era de 96,5% em 2012. Já em 2018, caiu quase 10%. Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas destinadas a crianças menores de dois anos vêm registrando quedas desde 2011.

“Essa redução ocorre porque parte da população acredita que não terá problemas de saúde se optar por não se vacinar. Mas o pai ou a mãe que não leva seu filho para tomar vacinas desde cedo comete um grave erro, pois está assumindo o risco de algo acontecer com a criança. Se há alguma dúvida sobre a segurança ou eficácia da vacina, a pessoa deve procurar um profissional de saúde”, orienta o médico Marcelo Cordeiro.

Impensável há pouco tempo acreditar que vivenciaríamos um retrocesso em etapas já vencidas e consolidadas na área da saúde pública. Por um lado, podemos mencionar o movimento antivacinação, considerado uma verdadeira ameaça à espécie humana, que reúne grupos que conspiram sob teorias sem qualquer comprovação científica, estimulando a prática da não-imunização. Um verdadeiro crime, nas palavras do médico oncologista Drauzio Varella, ao qual a própria humanidade nos submete.

Por outro lado, temos acompanhado, ao longo deste ano, recém-nascidos deixando a maternidade sem receber a famosa BCG, a primeira vacina do calendário infantil, ofertada pelo próprio hospital logo após o nascimento, que previne a tuberculose. Situação esta à qual estamos sendo submetidos por problemas na distribuição, segundo alega o Governo Federal.

O Ministério da Saúde é o responsável pelo abastecimento das vacinas junto aos estados da Federação. Posteriormente, de posse das doses, os estados redistribuem aos municípios. O fato é que o desabastecimento de imunizações básicas do calendário vacinal num momento como o atual, em que existe um grande esforço da comunidade médica visando o convencimento dos pais de que vacinar é imprescindível, enfraquece o discurso.

Lembro-me do zelo e preocupação da minha mãe quando o assunto era carteira de vacinação. Ela sempre estava em dia. Quando iniciavam as campanhas? Lá estava ela, sempre atenta às convocações da população. Não havia hesitação. Não havia contestação. Não era uma escolha pessoal, mas uma obrigação.

O movimento antivacinação nasceu a partir de um estudo fraudado publicado pelo médico britânico Andrew Wakefield, relacionando a vacina tríplice viral MMR, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba, com o autismo. Depois de propagada e difundida a inverdade, o médico foi processado e julgado por fraude, conspiração e teve a licença cassada. A revista, de credibilidade no meio científico, se retratou, porém, o estrago já estava feito.

O reflexo dessa desinformação pode ser sentido no mundo todo. Este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacinação em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global, porque “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação”.

Esse assunto é muito sério e precisamos falar sobre ele. Muitas famílias que se juntam ao movimento relatam utilizar as redes sociais como fonte da informação. A tecnologia é aliada e deve ser usada a serviço do bem comum. É preciso ter responsabilidade na interpretação, na conferência das fontes, no compartilhamento, nas curtidas e comentários em redes sociais sobre notícias falsas e infundadas.

A vacinação é a maior conquista da humanidade no último século. Por meio dela, nos mantivemos distantes de doenças infectocontagiosas que em outrora dizimaram populações. Dúvidas sempre existirão, e os especialistas da área estarão sempre de plantão para esclarecê-las. A disseminação de fake news sobre o assunto é alarmante, e os resultados já começam a aparecer. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal vem caindo no país. As estatísticas das oito vacinas obrigatórias até o primeiro ano de vida variavam de 74% a 89%, em 2018. A OMS preconiza que sejam de 90 a 95%.

Recentemente, o Brasil perdeu, também, o certificado de erradicação do sarampo pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e deve concentrar ações para a retomada do status. Na Baixada Santista, os cuidados devem ser redobrados em função do Porto de Santos, uma porta de entrada para o progresso, mas também de doenças. Isto significa que os cuidados devem ser redobrados.

O importante é cada um seguir fazendo a sua parte, essencialmente o Governo Federal, no que compete à distribuição das vacinas básicas do calendário, responsabilidade que lhe compete. É inconcebível que essa situação se perpetue. Temos acompanhado a angústia de alguns pais em busca da BCG, da pentavalente, entre outras, nos postos de saúde em todo o estado.

Diante disso, no primeiro semestre deste ano, solicitamos informações junto à Secretaria Estadual de Saúde para acompanhar o andamento dos estoques, solicitando dados sobre os municípios atingidos com o desabastecimento de vacinas nos postos de saúde e os tipos de vacinas não disponibilizadas.

A demora na normalização do abastecimento oferece muitos riscos à saúde das crianças e de suas famílias. O assunto é prioridade zero. A falta de vacina é tão nociva quanto à defesa do movimento antivacinação. Sem vacinas, não há profilaxia.

Conclusão

A base da conclusão deste trabalho é a metodologia científica sobre a vacinação que trouxe para o Brasil em 1904, para imunização de doenças contagiosas, como febre amarela, sarampo, que teve objetivo de curar a população.

A vacinação foi implantada no Rio de janeiro para a população carente aonde ouve boatos sobre a vacina que desencadeou uma revolta na população. Essa se chamou a revoltada vacina que gerou conflitos. O ilustre Osvaldo Cruz sanitarista, só queria proteger a população das doenças que estavam matando, homens e mulheres e principalmente crianças.

Concluímos que ainda, nos dias atuais, existe pessoas que ainda se influenciam com os acontecimentos passados e não percebem que a medicina está cada mais avançada com o passar dos anos.

Abstract

Abstract: The purpose of this paper is based on the theoretical-scientific method of Discourse Analysis (AD) to produce gestures of interpretation about the Anti-Vaccine Movement from the historical event of the Vaccine Revolt of 1904. The aim is to observe through regularities, reminiscences and reverberations of an old fact about the recent, identifying not only what remains of the past but also what shifts and resignifies from the present.

Keywords: Antivacine, movement, revolt.

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