ANALISE PARA INSERÇÃO DA COLETA SELETIVA NO BAIRRO NOVA MOSSORÓ, MOSSORÓ/RN

CENTRO DE PROFISSIONALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO TECNICA - CPET CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE

ANALISE PARA INSERÇÃO DA COLETA SELETIVA NO BAIRRO NOVA MOSSORÓ, MOSSORÓ/RN

JÚLIA RÉLENE DE FREITAS RODRIGUES

Resumo

A cidade de Mossoró possui uma coleta de resíduos sólidos onde basicamente todo o resíduo doméstico municipal vai para o aterro sanitário; em paralelo, existem duas cooperativas de reciclagem oficiais, a ACREVI (Associação Comunitária Reciclando para a Vida) e a ASCAMAREM (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Mossoró) que trabalham em conjunto ao município. O bairro Nova Mossoró, possui a aproximados 10 anos, estando em constante expansão civil. Nesse aspecto, diversos resíduos são gerados e em grande parte, resíduos domiciliares que poderiam ser reaproveitados e usufruídos de melhor forma pelas associações catadoras de Resíduos Sólidos da cidade. Esse trabalho tem como objetivo geral analisar a viabilidade socioeconômica e ambiental de inserir a coleta seletiva no bairro nova Mossoró. Ao longo do trabalho foi discutido sobre o consumismo e a geração de resíduos sólido; um pouco sobre o histórico da coleta seletiva; a caracterização da viabilidade socioeconômica e ambiental e sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico de Mossoró/RN. No tocante aos procedimentos metodológicos, foi feita a caracterização da área de estudos, além de ter sido necessário o levantamento de informações através de pesquisas bibliográficas, atrelado as informações mais pontuais obtidas em blogs da cidade ou diretamente com moradores e associação. Para isso, foram realizadas entrevistas direcionadas com as associações de coleta seletiva e com a associação do bairro, durante os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2021. Os resultados encontrados podem ser descritos como uma falta de comunicação entre associação do bairro e associações de reciclagem, pois não há um diálogo entre as partes, o que dificulta a realização do processo. Atrelado a isso, a ausência de políticas públicas, projetos e ou qualquer outra ação no bairro pelo viés governamental, no sentido da prefeitura, impossibilitando ainda mais uma perspectiva futura de coleta formal no bairro. Pensando em alguma solução, esse ensaio pretendeu trabalhar diretamente com catadores informais que vez ou out eram vistos no bairro, entretanto, durante a realização da pesquisa esses não foram vistos para poder mostrar a proposta. No mais, a ausência de contribuição pública, seja por parte da prefeitura como da própria associação do bairro, desestimulam qualquer uma das associações a vir até o bairro realizar a coleta, por mais viável que o bairro possa ser. Espera-se que a visão do catador passe a ser como um parceiro ideal para o exercício de parte de sua responsabilidade social e ambiental, pois resíduos sempre serão gerados e quanto mais separados, reutilizados e reciclados, mais benefícios para todos os envolvidos.

Palavras-chave: resíduo sólido; catadores; sujeitos invisíveis; meio ambiente.

Abstract

The city of Mossoró has a solid waste collection where basically all municipal household waste goes to the landfill; in parallel, there are two official recycling cooperatives, ACREVI (Recycling for Life Community Association) and ASCAMAREM (Mossoró Recyclable Material Collectors Association) that work together with the municipality. The Nova Mossoró neighborhood has been around for 10 years and is in constant civil expansion. In this aspect, several wastes are generated and, in large part, household waste that could be reused and used in a better way by the solid waste collection associations in the city. This work has as general objective to analyze the socioeconomic and environmental viability of inserting the selective collection in the neighborhood Nova Mossoró. Throughout the work, consumerism and solid waste generation were discussed; a little about the history of selective collection; the characterization of socio-economic and environmental feasibility and on the Municipal Basic Sanitation Plan of Mossoró/RN. With regard to methodological procedures, the characterization of the study area was carried out, in addition to the need to gather information through bibliographic research, linked to more specific information obtained from blogs in the city or directly from residents and the association. For this purpose, targeted interviews were conducted with selective collection associations and with the neighborhood association, during the months of January, February and March 2021. The results found can be described as a lack of communication between the neighborhood association and recycling associations, as there is no dialogue between the parties, which makes it difficult to carry out the process. Linked to this, the absence of public policies, projects and or any other action in the neighborhood by the government bias, towards the city hall, making it even more impossible to have a future perspective of formal collection in the neighborhood. Thinking of some solution, this essay intended to work directly with informal pickers who were seen in the neighborhood, however, during the research, they were not seen in order to show the proposal. Furthermore, the absence of public contribution, either from the city hall or from the neighborhood association itself, discourages any of the associations from coming to the neighborhood to carry out the collection, no matter how viable the neighborhood may be. It is expected that the collector's vision becomes an ideal partner to exercise part of their social and environmental responsibility, as waste will always be generated and the more separated, reused and recycled, the more benefits for everyone involved.

Keywords: solid waste; collectors; invisible subjects; environment.

Introdução

O processo de urbanização traz consigo uma série de consequências e impactos perceptíveis, além dos benefícios. Atrelado a isso, cresce substancialmente os passivos ambientais, onde nesse trabalho será focado a problemática da geração, coleta e destinação do lixo. A destinação final dos resíduos sólidos (RS) representa riscos à saúde pública e ao ambiente, sendo necessárias medidas para seu gerenciamento os quais devem ser muito bem elaborados e estruturados, pensados por uma equipe multidisciplinar desde engenheiros ambientais, gestão ambiental, administradores, economistas, profissionais da área ambiental, entre outros.

 De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Lei 12.305/10, Resíduo Sólido é caracterizado por ser materiais ou substancias descartados oriundos da atividades humanas em sociedade, onde a destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. Em complemento, na lei também é tratado sobre Coleta Seletiva (CS), a qual é descrita como uma coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição;

 No Brasil, conforme Souza (2018), são gerados cerca de 79 milhões de toneladas de resíduos por ano. Apesar disso, há um contingente considerável de que muitas pessoas não são atendidas pelos serviços de coleta regular. De acordo com a WWF apud Brasil (2019), o Brasil é o quarto país que mais produz lixo no mundo, sendo 11.355.220 toneladas e apenas 1,28% de reciclagem. Ficando atrás dos Estados Unidos (1º lugar), da China (2º) e da Índia (3º). Além disso, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem tratamento e, em muitos casos, em lixões a céu aberto. Aproximadamente 7,7 milhões de toneladas de lixo são destinados a aterros sanitários.

Somente a poluição por plástico é responsável por gerar mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) indica que os diretamente afetados são os setores pesqueiro, de comércio marítimo e turismo, isto porque nos últimos anos foi verificado um aumento de 200% de partículas plásticas nos oceanos. É de longe uma prática insustentável que deve ser revista com urgência, pois o desperdício é demasiadamente alto, acarretando danos diretos na saúde dos animais, seres humanos, ao meio ambiente de forma geral e afetando também a economia, tanto no viés de atividades (turismo, pesca, etc) como nos gastos em saúde pública por consumo de animais contaminados e águas poluídas.

Nesse sentido, uma forte aliada na busca por amenizar a problemática seria a coleta seletiva, a qual é tida como um instrumento de gestão ambiental que deve ser implementado visando a recuperação de material reciclável para fins de reciclagem. A cidade de Mossoró possui uma coleta que basicamente todo o resíduo doméstico da cidade vai para o aterro sanitário, em paralelo, existem duas cooperativas de reciclagem oficiais, a ACREVI (Associação Comunitária Reciclando para a Vida) e a ASCAMAREM (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Mossoró) que contribuem para amenizar a quantidade de resíduo seria descartado.

 Por residir no bairro a aproximados 5 anos, é visto que a coleta de resíduos do bairro, fornecida pela Prefeitura Municipal, funciona de forma efetiva três vezes por semana. O bairro é constituído em grande parte por residências, empreendimentos de pequeno porte, sendo esses alimentícios (espetinhos, lanchonetes, açaiterias, pizzarias, etc), mercantis, oficinas e depósitos de materiais de construção; dessa forma, a maioria dos resíduos gerados no bairro tem possibilidade de reaproveitamento e outros processamentos que as associações fazem com os resíduos.

 O bairro Nova Mossoró, já possui aproximados 10 anos de existência, estando em constante expansão civil. Nesse aspecto diversos resíduos são gerados e em grande parte, resíduos domiciliares que poderiam ser reaproveitados e usufruídos de melhor forma pelas associações catadoras de Resíduos Sólidos da cidade. Nesse sentido, a problemática que norteia esse ensaio é: seria viável a implantação da coleta seletiva no Nova Mossoró?. Para contribuir na discussão, a hipótese está baseada em que a quantidade de resíduos podem gerar uma renda econômica para as associações de reciclagem da cidade.

Esse trabalho tem como objetivo geral para nortear-se analisar a viabilidade socioeconômica e ambiental de inserir a coleta seletiva no bairro nova Mossoró. E para complementar, como objetivos específicos são elencados: Levantar dados que comprovem a viabilização da coleta seletiva no bairro e conversar com a Associação do bairro sobre os projetos existentes e também trabalhar juntamente com as Associações de reciclagem de Mossoró para a implantação do projeto.

REFERENCIAL TEÓRICO 

2.1 CONSUMISMO E A GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

As necessidades humanas vem alterando com o decorrer do tempo, acarretando consigo uma série de impactos e consequências. Dentro dessa questão, vem o aumento da geração dos RS, os quais alteram-se nos quesitos materiais, na duração para se decompor e também na forma de serem depostos. A forma de destinar os RS não é uma forma única para todo o globo, cada país vê a melhor forma para lidar com a problemática. Alguns incineram, depositam em lixões, jogam no mar, outros investem pesado nos aterros sanitários, etc. No Brasil, depois da PNRS de 2010, é pensado em que todos os estados passem a destinar seus resíduos para aterros, associações de reciclagem e adjacentes.

Quando se tem a dimensão de que cada brasileiro gera em torno de 383 kgs de resíduo por ano (COMIDA INVISIVEL, 2019) é esperado que esse alto índice tenha uma correta destinação, ou pelo menos a maior parte. Porém os estudos mostram que ainda precisamos avançar muito para alcançar esse índice. Em 2012, das 64 milhões de toneladas de resíduos gerados, cerca de 24 milhões seguiram para destinações inadequadas, como lixões ou queimados, um número considerável diga-se de passagem. A região Nordeste apresentou o maior número, cerca de 65% da quantidade de resíduo, a uma destinação inadequada. Outro dado importante a ser comentado é que a maioria dos resíduos gerados na coleta seletiva urbana são resíduos orgânicos, esse índice pode chegar ao 60%. (CEMPRE, 2008; BARBOSA, 2013).

Em cenário estadual, em Barbosa (2013), é verificado que no Rio Grande do Norte a geração era de 2.795 lixo coletado (t/dia), desses 2.432 tinham uma destinação adequada. A geração por habitante era de 0,967 kg/dia. A quantidade de resíduo gerado em si é um problema, porém mais preocupante é a destinação que esse RS leva. Atualmente é um monopólio que se tem para gerenciar o lixo. Empresas competem cada vez mais por isso, pois sabem que sua gestão tem um retorno financeiro significativo e recebem uma boa atenção popular. Quando bem gerido, o resíduo passa de lixo a luxo. Gera lucro, gera um retorno de material a máquina, gera melhores condições de vida para mais pessoas.

Dentre os princípios da sustentabilidade, entram os 5 R’s em questão: reduzir, repensar, recusar, reciclar, reutilizar. No tocante a redução, fala-se em analisar os itens que compramos, visando sua durabilidade, origem, etc. Já fazendo linha com o R de repensar, esse refere-se a questionar se realmente é necessário adquirir aquele item, se o descarte de resíduo está sendo adequado, se teria como melhorar esse processo e afins. O eixo de recusar vem alinhado com o de repensar, pois quando repensam-se as necessidades pode-se automaticamente adquirir o habito de recusar por não ver relevância e ou importância no que iria ser adquirido. Ao falar em reciclar, é pensado em uma forma de diminuir o uso de recursos naturais, como agua, energia matérias primas, quando é gerado um outro produto com os materiais já existentes no meio. E quando trata sobre a reciclagem, é quando há a utilização de um mesmo item, sem que seja necessário uma alteração drástica nele (GUIMARÃES, 2020 SUSTENTABILIDADE, 2020).

2.2. HISTORICO DA COLETA SELETIVA

A coleta seletiva surgiu decorrente da necessidade em diminuir a quantidade de resíduos, pois os lixões estavam cada vez mais evidentes como problemas a saúde, ambiente e economia pública, então estavam sendo verificadas estratégias para amenizar essa problemática. O apogeu da coleta seletiva no Brasil, de forma documentada e sistemática, teve início em abril de 1985 no bairro de São Francisco, em Niterói (RJ). Um trabalho desenvolvido pelo professor Emilio Eigenheer que, em 1981 e 82, estudou na Alemanha, onde se interessou pela gestão local de resíduos sólidos, e de volta ao Brasil mobilizou os vizinhos para a separação do lixo doméstico. Era um trabalho totalmente doméstico, com participação da comunidade e somente anos depois que a prefeitura de Niterói demonstrou interesse e passou a ceder pelo menos o caminhão para a coleta desse material (CEMPRE, 2008).

Na busca para uma alternativa mais sustentável na questão dos resíduos, a coleta seletiva mostra-se como um ponto de partida. Nesta fase o que era lixo se transforma em matéria-prima, em novo insumo para a indústria, sendo re-introduzida no ciclo produtivo. De acordo com o CEMPRE (2008) nos últimos 5 anos, a evolução da coleta seletiva no Brasil tem sido mais intensa. Para isso, o poder público vem se tornando mais presente devido a pressão popular em cobrar uma postura proativa de seus governantes. Em 1994, 81 municípios faziam a coleta seletiva em escala significativa. Em 2004 este número avançou para 237 e em 2006 alcançou 327 (CEMPRE, 2008).

A coleta seletiva, conforme os especialistas, é caracterizada por ser uma alternativa importante para melhoria da qualidade ambiental, para a redução de perdas no aproveitamento de produtos e o aumento da vida útil de aterros sanitários, assim como importante mecanismo para promover uma mudança nos hábitos da população. Por isso, é imensurável o valor da educação ambiental para o sucesso de qualquer programa de coleta seletiva, onde essa deve estar presente de forma espontânea em qualquer forma de comunicação social, sejam as escolas, associações de bairros, etc, desde que atinja ao público em geral (FARRAH, BARBOSA, 2001; GRIPPI, 2001).

A questão social é uma das que mais ganha força a cada dia, principalmente pelas novas oportunidades de trabalho e renda oferecidas a uma parte da população, infelizmente excluída do mercado de trabalho face a grande desigualdade ainda existente no país. Os catadores de materiais recicláveis passaram a ter um papel fundamental na sociedade. É na coleta de materiais recicláveis que encontram fonte regular de renda que lhes permite uma vida digna; no município de Mossoró possuem duas Associações, a ACREVI e ASCAMAREM. Para atingir uma qualidade digna no trabalho desenvolvido pelos catadores, é necessário que haja organização em cooperativas, tornando-os legítimos empreendedores.


2.3. CARACTERIZAÇÃO DA VIABILIDADE SOCIOECONOMICA E AMBIENTAL 

Na gestão dos RS existem custos de coleta, separação, reciclagem e destinação final, sendo esse um dever do município, que por meios legais e estratégicos, é o responsável pela destinação correta desses; concomitante o sucesso da quantidade e qualidade dos materiais recicláveis disponibilizados depende integralmente do envolvimento da sociedades e das políticas públicas vigentes. Em Calderoni (2003) é discutido que o que esta em jogo não é saber-se quanto a reciclagem custa, mas quanto ela custa a mais que a coleta e disposição final normalmente praticadas.

Para realizar uma caracterização de viabilidade socioeconômica e ambiental, torna-se imprescindível falar sobre os aspectos econômicos, cuja expressão, à primeira vista, poderia levantar questões a respeito das relações entre economia e Meio Ambiente, conduzindo o gestor ambiental ao tratamento ecológico-econômico dos recursos naturais. (PHILIPPI JR et al., 1999, p. 40). Apesar disso, colcoar valores em bens, serviços e atividades ambientais, é visto por muitos estudiosos, como algo muit utopico, visto que a valoração é muito subjetiva. 

Entretanto, a não mensuração dessas variantes seria ignorar o pensamento capitalista predominante na sociedade atual. Para isso, além da utilização direta, os possíveis impactos negativos e outras ocorrencis que podem a vir decorrentes das atividades são estipuladas e estimuladas por meio de multas, medidas econômicas coerctivas e punitivas, restrições e imposições de cotas, necessidade de licenças como através de incentivos econômicos tais como subsídios e incentivos financeiros a projetos e produtos que acarretem níveis aceitáveis de perturbações ambientais (MOURA, 2002).

Os ganhos proporcionados pela reciclagem do lixo decorrem do fato de que é mais econômica a produção a partir da reciclagem do que a partir de matérias- primas virgens. Isso se dá porque a produção a partir da reciclagem utiliza menos energia, matéria prima. Recursos hídricos reduzem custos de controle ambiental e também de disposição final de lixo (CALDERONI, 2003, p.29). Para Lima (2001) o sistema de coleta seletiva possui vantagens e desvantagens e o poder público antes de adotá-la deve ponderar e realizar em estudo sócio- econômico com um bom estudo técnico-social.

Para muitos administradores municipais e gestores de organizações industriais, o ganho obtido com a valorização dos resíduos parece muito menor do que o que realmente seria possível, pelo simples fato de não considerarem os custos que seriam evitados caso o resíduo fosse de alguma forma reaproveitado (reciclado), em vez de simplesmente descartado (COSTA, 2004). Dentre estes custos evitados podemos destacar o custo de operacionalização do aterro, custos ambientais de poluição de rios, córregos , além do consumo de recursos naturais.

As informações necessárias para análise e compreensão do gestor público podem ser obtidas no sistema de informações do órgão responsável pela fiscalização da coleta: percentuais de resíduos coletados de forma seletiva (que pode ser inclusive calculado para cada um dos materiais segregados), percentual de rejeitos, quantidade de resíduos recuperada por catador na coleta, quantidade de resíduos retirados por catador nos galpões, produtividade dos veículos de coleta, velocidade da coleta, custos de coleta por tonelada e por catador, custo de triagem por tonelada e por catador, consumo de energia por tonelada triada, e outros (MMA, 2010, p. 56).

2.3.1. Viabilidade Econômica

A viabilidade econômica de maneira geral é entendida em um sentido macroeconômico. Consiste na verificação da existência ou não de uma diferença positiva entre ganhos econômicos e os custos econômicos do processo de coleta (seletiva ou não) e reciclagem sob o ponto de vista do conjunto da sociedade (cumpre também distinguir os ganhos econômicos tangíveis dos intangíveis. Ganhos econômicos intangíveis advêm de fatores como saúde pública, qualidade ambiental e outros (CALDERONI, 2003, p.81). Em cenário geral, a coleta seletiva tem-se mostrado economicamente viável quando são captados materiais mais interessantes para o comércio, como aluminio, aço, vidro, plásticos e papel (GONÇALVEZ, 2014).

Dessa forma, é possível dizer que é imprescindivel a parceria entre meio ambiete e economia, pois por mais que seja uma atividade que venha a trazer lucros, o principal viés deve ser guiado pelos benefícios para a sociedade e meio ambiente como um todo. CEMPRE (1997) define outros aspectos que poderão ser considerados na relação custo/beneficio de uma política de reciclagem, tais como os sociais. Um exemplo é a criação de empregos com a implantação de programas de reciclagem. Para Vilhena (1999), o investimento em coleta seletiva proporciona uma série de vantagens relacionadas aos chamados custos ambientais. Entre elas aumento da vida util de aterros sanitários, diminuição de gastos gerais com limpeza publica, entre outros. 

Para Lima (2001) a ausência de uma forma ou modelo de cobrança dos serviços de limpeza urbana tecnicamente viável, socialmente justa, legalmente aceita e ambientalmente sustentável, tem sido um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da qualidade dos serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos. Vilhena (1999) discute que para o sucesso na implantação da coleta seletiva, deve levar em conta uma série de aspectos técnicos e econômicos. Entre as barreiras técnicas a serem transpostas destacam-se:

- Necessidade de veículos coletores especiais;

- Espaço físico para armazenamento dos materiais em separado;

- Maior frequência (dias) de coleta;

- Capacidade de escoamento (venda) de todos os materiais;

- Necessidade de uma campanha educativa mais detalhada.

Entretanto esses investimentos muitas vezes são vistos como custos e com retorno muito longo e ou inexistente; todavia, para CEMPRE (2008) são apresentadas algumas ações que podem reduzir o custo da coleta seletiva, tais como:

- Aprimorar sua divulgação: quanto mais constante a divulgação, mais material será separado pela comunidade;

- Organizar catadores, que podem fazer uma triagem a um custo mais baixo do que a Prefeitura;

- Cooperativa é uma forma de gerar mais renda para essa faixa da população;

- Promover iniciativas espontâneas, pois a Prefeitura não precisa fazer tudo. Associações de bairro, grupos ecológicos, entidades religiosas e instituições podem organizar iniciativas de coleta e educação ambiental;

- Fazer estoques, quando possível, para épocas de altas de preço;

- Usar a melhor tecnologia e a mais apropriada ao tamanho da cidade e ao volume de lixo a ser separado e coletado.

2.4. PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE MOSSORÓ/RN

Este tópico irá abordar um pouco sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico de Mossoró (PMSBM), redigido em 2019, o qual possui 6 programas obstinados pelo município, onde será focado no Programa 6 - Resíduo Zero. Subdividido pela empresa tercerizada responsável pelo projeto em: 6.1: Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos; 6.2: Gerenciamento dos Resíduos Sólidos; 6.3: Coleta Seletiva Compartilhada; 6.4: Ampliação e Melhorias dos Serviços de Limpeza Urbana; 6.5: Destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. 

O valor definido para o Programa de Serviços Publicos e de utilidade publica, cuja subfunção é a de seviços urbanos e ação como a Gestão dos Serviços de Limpeza Urbana Pública em 2020 está estimada em finalizar o ano em 25.075.595,00 (PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORO, 2018). Sendo esse valor um dos mais altos entre os projetos de viés do saneamento no tocante a gestão e manejo dos resíduos sólidos, ficando para trás somente da Manutenção do Aterro Sanitário estimada em 617.400,00 e da expansão do Saneamento Básico Urbano, estimado em 12.674.000,00. Em cenário municipal é inquestionável a viabilidade existente com a coleta seletiva, pois existe uma consideravel amenização na quantidade de lixo coletado, consecutivamente do resíduo disponibilizado no aterro, causando assim uma maior durabilidade e tempo de vida deste. Para Gonçalvez (2014), os municípios que tiveram programas como esses promoverão:

- Redução de custos com a disposição final do lixo (aterros sanitários ou incineradores);

- Aumento da vida útil de aterros sanitários ;

- Diminuição de gastos com remediação de áreas degradadas pelo mal acondicionamento do lixo (ex. lixões clandestinos);

- Educação/conscientização ambiental da população;

- Diminuição de gastos gerais com limpeza pública, considerando-se que a conscientização ambiental traduz-se em necessidade menor de intervenção do Estado;

- Melhoria das condições ambientais e de saúde pública do município.

Percebe-se, portanto, que há previsão orçamentária para gestão, expansão e manutenção dos serviços saneamento básico no período de 2018-2021. Em complemento a disucssão, em CEMPRE (1997) é discuto que: 

Na implantação de um sistema de coleta seletiva por parte da Prefeitura há de se considerar, contudo, os gastos operacionais que serão somados aos serviços de limpeza urbana. Novos roteiros de coleta deverão ser estabelecidos para os recicláveis e, com isso, equipamentos, mão de obra e combustível para os veículos coletores criarão novos gastos para o órgão executor. A descentralização de postos de recebimento e triagem de recicláveis em muito ajudará a Prefeitura na redução de gastos com transporte. (CEMPRE, 1997, p. 21).

Assim, para evidenciar aos gestores a viabilidade econômica de um programa de coleta seletiva, é imprescindível a necessidade de apresentar as diferentes abordagens e englobar os mais diversos itens que podem gerar valor e consequentemente economia aos entes governamentais, principalmente aos municípios, quer seja direta ou indiretamente, tangíveis ou intangíveis.

Voltando ao PMSBM, o primeiro viés denominado ‘gestão integrada de resíduos sólidos” contempla um conjunto de ações de cunho legal e institucional para tornar o município apto para as ações futuras. Tem um caráter imediatista, para ser realizado de 1 a 3 anos. Por ser algo possível de ser realizado pela própria equipe já existente na prefeitura, não foi atribuído nenhum custo. O segundo projeto trata do “Gerenciamento dos Resíduos Sólidos” onde envolve um conjunto de ações que buscam melhorias no sistema operacional de limpeza urbana, desde as etapas de coleta à destinação final ambientalmente adequada. O terceiro envolve a “Coleta Seletiva Compartilhada” cujo objetivo principal é de ambiental a coleta no munícipio, acarretando os vários benefícios a listados acima. 

O quarto projeto vem trabalhar sobre a “Ampliação e Melhorias dos Serviços de Limpeza Urbana”, buscando expandir a cobertura e regularidade dos serviços de estética da parte urbana. Para ampliar a cobertura e qualidade desses serviços, é proposto o quinto projeto, intitulado de “destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos”, cujo objetivo é adotar outras formas de destinação para os resíduos sólidos, como a reutilização, reciclagem, compostagem e outras formas admitidas pelos órgãos competentes. Deve-se mencionar que o Programa Lixo Zero como um todo tem um tempo indefinido, pois acredita-se na necessidade de ser um projeto permanente, não somente coexistindo com ações temporárias. A seguir, será possível ler sobre o tópico de procedimentos metodológicos o qual esse trabalho será moldado. 








 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

3.1. CARACTERIZAÇÃO DA AREA DE ESTUDO

 A cidade de Mossoró está situada no interior do estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Oeste Potiguar, na região Nordeste do Brasil. Fica entre as capitais Natal-RN (278 km) e Fortaleza-CE (245 km), o que acomete um fluxo mais constante e considerável, tornando assim a cidade uma das maiores e mais atrativas do Estado para se viver, pela dimensão e oportunidades. É o maior município em extensão do estado com área territorial de 2.099,360Km². Segundo município mais populoso do Rio Grande do Norte (RN) com uma população estimada em 300.618 habitantes segundo o IBGE (2020). Focando no bairro que é o objeto de estudo, o bairro Nova Mossoró é recente e periférico, ficando após o distrito industrial, a cerca de 10 km do centro da cidade. Tem uma população de aproximados 5.000 habitantes e consequentemente algumas atividades econômicas e utilizações do território. Abaixo mostra-se o mapa de localização do bairro:

Figura 1: Mapa de localização do bairro Nova Mossoró

Fonte: Elaboração própria, 2020.

O bairro é constituído em grande parte por residências, empreendimentos de pequeno porte, sendo esses alimentícios (espetinhos, lanchonetes, açaiterias, pizzarias, entre outros), mercantis, oficinas e depósitos de materiais de construção; dessa forma, a maioria dos resíduos gerados no bairro tem possibilidade de reaproveitamento e outros processamentos que as associações fazem com os resíduos. Além de uma possibilidade de compostagem com os resíduos orgânicos oriundos das empresas ligadas a alimentos, trabalho esse não realizado pelas associações de coleta seletiva.

3.2. METODOLOGIA

 Para realização do projeto foi necessário fazer o levantamento de informações através de pesquisas bibliográficas, em sites oficiais como o google scholar, periódicos da capes, teses, dissertações e outras bases, como revistas de prestigio. Entretanto, as informações mais pontuais referentes ao bairro só foram possíveis em blogs da cidade ou diretamente com moradores e associação, pois não foi realizado/publicado nenhum estudo formal mencionando a área de estudo.

 As informações referentes a viabilidade socioeconômica e ambiental foram captadas pelas leituras para dar uma base nas informações, mas principalmente através das entrevistas semi estruturadas realizadas com as Associações de Coleta Seletiva (ACS), a Associação do Bairro Nova Mossoró (ABNM) e não menos importante, com a Secretaria de Serviços Urbanos (SSU), é que esses dados foram possíveis de serem analisados. Devido a nova onda do COVID 19 em novembro de 2020, foi escolhido que essas entrevistas fossem online, para não haver contato direto. As questões eram enviadas e os entrevistados tinham liberdade de responder de forma digitada, por áudio e ou vídeo.

 A estrutura das entrevistas se deu da seguinte forma: para a ABNM foram elencadas 15 questões, subjetivas, onde o entrevistado teria a liberdade de discutir além do que foi questionado se assim preferisse. Perguntas direcionadas sobre a percepção das coletas, tanto a seletiva como a convencional e também sobre os planos, estratégias e ações (anexo 1). Já as questões para as ACS foram elencadas 17 questões, que buscaram trabalhar também sobre a percepção, planos, estratégias e ações, acrescentando questões sobre os valores dos materiais cuja finalidade seria ver sobre a viabilidade econômica (anexo 2). E para SSU, foram designadas 13 questões contendo um mix de questões que estavam nos questionários anteriores, mas principalmente focando em questionar quais os planos, projetos e perspectivas futuras para o bairro no tocante a coleta seletiva.

 Além disso, pretendeu-se falar diretamente com catadores ambulantes que algumas vezes passam pelo bairro, relatado por moradores e até o presidente da associação do bairro, para questionar com eles se eles teriam interesse em formalizar a coleta que outrora fazem e acabam deixando os moradores chateados, por rasgar as sacolas e deixar o lixo espalhado pelas calçadas. Então pensou-se em conversar com eles para formalizar uma coleta seletiva, em dias distintos da coleta convencional que rege o bairro.



RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. PERCEPÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE COLETA SELETIVA

Como já dito anteriormente, em Mossoró possuem somente duas associações formais de coleta seletiva; entretanto elas não são únicas. Existem muitos catadores “informais” que não sentem interesse em estar em um grupo, por diversas razões, desde o receio financeiro em dividir os lucros, como não acreditam na solidariedade pregada nas associações e outros motivos. Para tanto, nessa pesquisa foram captados dados para com essas associações, a ACREVI e a ASCAMAREM.

Na ACREVI quem respondeu foi a senhora Josefa Avelin da Cunha a Fundadora/ presidente da associação a 20 anos. Já da ASCAMAREM foi o senhor Ronalo Nunes da Silva, também fundador/presidente da Associação. As primeiras questões foram sobre a percepção da coleta, cuja finalidade seria ver qual a base de conhecimento que existia sobre a coleta no bairro Nova Mossoró. As respostas serão separadas por A1 que corresponderá a ACREVI e A2 que corresponderá a ASCAMAREM.

A questão 1 buscou saber como funciona a coleta de maneira geral no bairro Nova Mossoró:

A1: só existe a coleta normal. A coleta seletiva não funciona no bairro, uma vez que ela não existe pois a associação do bairro não se posicionou quanto a solicitação da ACREVI. Não é eficiente porque não tem o trabalho com a população, porque não tem trabalhos de conscientização e educação ambiental.

A2: Existe a coleta convencional da prefeitura, a coleta seletiva funcionou por um período, mas parou por inviabilidade.

 A questão 2, questionava sobre a eficiência e caso essa não fosse eficiente, qual sugestão poderia ser dado para melhorar esse cenário:

A1: deu a sugestão de ser implantado calendário da coleta seletiva, onde esse tivesse divulgação em todo canto, além de não menos importante, que fosse obrigatório ter coleta seletiva em todos os bairros.

A2: Disse não ser eficiente, uma vez que esta parada. Para poder melhorar, o mesmo deu a sugestão de fazer o trabalho de divulgação, conscientizar as pessoas e recomeçar.

 A questão 3, buscou saber sobre as principais diferenças entre a coleta convencional e a coleta realizada pela associação:

A1: de maneira geral, a coleta seletiva só pega o material reciclável, que possa ser comercializado depois.

A2: nossa coleta recolhe o material que agrediria o meio ambiente e gera emprego e renda. O mesmo ainda ressalta que a convencional é enterrada causando prejuízo aos lençóis freáticos.

 A quarta questão foi sobre qual seria a melhor forma de ensinar a população sobre o que seja material reciclado:

A1: a melhor forma de ensinar a população é mostrar na prática, através de palestras, campanhas e mais eficiente ainda o boca a boca.

A2: divulgando conhecimento através das redes sociais, televisão e o famoso boca a boca.

 A questão 5 questionou se já foi realizada alguma ação no bairro Nova Mossoró:

A1: não foi realizado nenhuma coleta/ação no bairro nova Mossoró. Não por falta de interesse, pois a associação foi atrás mas não foi bem recebida.

A2: Antigamente, a associação fazia a coleta seletiva no bairro. Pra isso, já divulgamos através do carro de som. No período em que foi feita, a população colaborou com a coleta. Só paramos porque na época houve redução de caminhões e o bairro ficou desassistido, isso já fazem mais de 5 anos.

 A questão 6 questionou quais as principais dificuldades em se coletar nesses bairros mais distantes:

A1: não é visto nenhuma dificuldade com a distante, o problema é programar bem o dia para ir. Se a ida seria a cada 8 dias, a cada 15 dias, etc. O único entrave está sendo na negociação com a associação do próprio bairro.

A2: As principais dificuldades são o tempo, consumo de combustível, a falta de cooperação das autoridades rodoviárias que querem sempre multar os caminhões pois os catadores vão em cima.

 Da sétima à nona questão foi questionado sobre os valores dos materiais recicláveis. Essas questões foram sobre quais os principais materiais coletados, quais eram mais valiosos, quais os melhores bairros para se captar e se teria como comparar o Nova Mossoró com algum bairro que já é feita a coleta regularmente.

A1: Os principais materiais são alumínio, plástico, papel. Todos são viável pois são vendidos. Os melhores bairros de coleta são coab, urick grafic, planalto. Não tem como mencionar um valor ao Nova Mossoró pois é tudo incerto, desde a quantidade de resíduos ao que sejam esses resíduos.

A2: A maior parte dos materiais coletados nesses bairros são papel, papelão, vidro, metal, material eletrônico. Os melhores economicamente falando são papelão e metais. O bairro nova Mossoró tem um grande potencial para coleta mas não tem como comparar pelo fato da coleta estar parada a muito tempo e não ter como ter noção.

 A partir da décima questão são questionados sobre os planos, estratégias e ações. A décima questão é como a associação do bairro poderia contribuir, a décima primeira como a prefeitura poderia contribuir e como a própria associação de coleta poderia contribuir:

A1: quanto a associação do bairro, primeiro de tudo, abrir margem para comunicação com a associação, pois nem isso eles fizeram. Quanto a prefeitura poderia contribuir com a divulgação em massa, palestras e até medidas mais graves, como multas e outras punições para quem não respeitassem as coletas. E a associação pode contribuir com articulação da associação indo até o bairro, fazendo trabalhos de educação e conscientização para o bairro.

A2: Nossa associação pode contribuir com o nosso trabalho, palestras de conscientização e orientação, juntamente com o incentivo da associação do bairro. A prefeitura já contribui, mas poderia melhorar, aumentando o número de caminhões, melhorar a qualidade de EPIs.

 A questão 13 buscou saber quais os principais impactos na vida dos catadores caso eles encontrassem os resíduos já separados:

A1: o impacto na vida dos catadores seria enorme, pois apesar de ser algo já solicitado, ainda vem muito resíduo sujo, perfurante, etc. Seria uma coisa muito boa se tirasse a responsabilidade do catador de fazer tudo.

A2: Seria muito bom, pois facilitaria na mão de obra, economizando tempo e sucessivamente dinheiro.

 A décima quarta questão é se existem projetos que incluam os catadores nesses bairros distantes, incluindo o nova Mossoró:

A1: Não existe nenhum projeto em andamento para esses bairros mais periféricos pois havia, mas no período de eleição eles foram deixados de lado e como a gestão atual não estará mais no poder não se sabe ainda.

A2: existiam projetos, mas a gestão passada da prefeitura não deixou seguir em frente. Agora é aguardar o que essa nova gestão pode fazer.

 A pergunta 15 foi caso houvesse intercalação da coleta dos catadores com a coleta pública, acha que a população do bairro participaria ou haveria residência:

A1: ela acha que a população não resistiria, pois é algo que beneficia a todos.

A2: a população participaria sim, pois com as devidas palestras ela entenderia o benefício.

 Na decima sexta pergunta foi verificado sobre quais as melhores estratégias para os catadores sensibilizarem a população para participar da coleta no dia predestinados deles:

A1: a melhor forma é o catador mostrar sua realidade, pois a realidade dele não é vista com importância. A sociedade deve ver o catador não só como alguém pegando algo para receber dinheiro, mas como alguém que ajuda o meio ambiente.

A2: nós acreditamos e usamos sempre a comunicação boca a boca

 E a última questão, foi questionado se já foi conversado com a associação e ou prefeitura sobre ceder um espaço passível para os catadores armazenarem sua coleta ou a própria população colocar os resíduos recicláveis nos dias que não fossem de coleta:

A1: não assim especificamente, mas outros projetos estavam sendo conversados. Mas o problema da lei é que um sai e o outro não da continuidade no trabalho da gestão passada.

A2: não vê muita viabilidade, mas aguarda os próximos projetos da nova gestão.

No decorrer da entrevista foi visto que essas associações enfrentam diversos problemas. Esses podem ser caracterizados pela ausência da educação e sensibilização ambiental das pessoas, uma vez que na coleta, mesmo na parte separada da coleta seletiva, eles ainda encontram muitos materiais indevidos (restos de comida, seringas, papel higiênico, vidros, lâmpadas, vidros de medicamentos e outros. etc), uma grande parte do material coletado ainda vem misturado com esse tipo de material. É de suma importância o trabalho com a população, pois é mais comum do que se imaginava a inclusão de materiais perigosos dentro da coleta seletiva, que não só contaminam o material a ser reciclado como podem ocasionar inúmeras doenças aos catadores.

4.2. PERCEPÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DO BAIRRO NOVA MOSSORÓ

No bairro Nova Mossoró a Associação se faz presente a pelo menos 8 anos diretamente. É composta por uma equipe multidisciplinar, composta por donas de casa, empresários, servidores públicos e outros. Além disso, é importante ressaltar que são pessoas que trabalham de forma voluntária em prol do bairro, onde nenhum cargo, nem mesmo o presidente, recebem remuneração. A pesquisa em questão foi enviada ao Presidente da ABNM, Miguel Deyvson Miranda Araruna, que está no cargo desde a fundação da associação.

Quando questionado como funciona a coleta no bairro, ele respondeu que a coleta é gerida pela Prefeitura Municipal de Mossoró, mais precisamente pela Secretária Executiva de Serviços Urbanos, a qual vem regularmente nos dias de Terça, Quinta e Sábados. A coleta tem atendido de forma satisfatória a necessidade do bairro, pois é muito correta em seus dias de coleta, com as rotas traçadas no bairro e na capacidade de armazenamento dos caminhões de resíduo que vem até o bairro. Houveram poucas ocasiões que a coleta não foi possível, como durante uma leve greve devido aos atrasos salariais, mas logo a situação foi normalizada.

Quando questionado sobre o conhecimento acerca dos catadores, o mesmo respondeu que eles são vítimas da desigualdade social. É um trabalho honesto, duro e que precisa de muitas melhorias. Sobre o material depositado no lixo, ele diz que uma grande parte é passível de ser reutilizado e reaproveitado, o mesmo deu o número de 90%, porém pela falta de destinação, as pessoas não sabem o que nem como fazer e acabam depositando tudo na coleta comum. Com o material reaproveitável ele informa que separa para facilitar na coleta, apesar de não haver coleta seletiva no bairro.

 No tocante a catadores que residam dentro do bairro ele desconhece, mas já houve reclamação dos moradores, os quais informam que alguns catadores rasgam as sacolas, fazendo com que o lixo se espalhe. A associação poderia construir no intuito de orientação aos moradores dos dias e materiais a serem separadores, porém caberia ao poder público dar mais condições e apoio para essa classe trabalhadora. Porém não existem nenhum projeto que incluam esses atores sociais. Sobre as questões 13 a diante, sobre a intercalação da coleta dos catadores com a coleta publica, possíveis resistências e quais as melhores estratégias que os catadores poderiam usar pra sensibilizar a população, o mesmo não respondeu. E sobre um provável espaço no bairro para esses catadores, o mesmo informou que não há espaço adequado no bairro, para acondicionar resíduos.


4.3. PERSPECTIVAS FUTURAS

Nesse último tópico de discussões pretendeu-se trazer a visão da prefeitura, através da Secretaria de Serviços Urbanos. Além do mais, seria nesse tópico que estariam os resultados referentes ao questionamento com os catadores, como pré-estabelecido na metodologia. Entretanto, esses não foram possíveis. Infelizmente, não houve nenhum retorno por parte da secretaria, mesmo com agendamentos de visitas ao responsável e diversos e-mails encaminhados, como também durante o período da pesquisa, entre Setembro de 2020 à Março de 2021, não foram vistos os catadores que frequentemente passavam pelo bairro, para assim seguir com o planejado.

Foi pensado em trabalhar diretamente com eles pois por vivência própria e relatos de moradores do bairro, existem catadores informais que fazem coletas no bairro. Por diversos motivos os mesmos não desejam fazer partes de associações, mas quando a coleta desses materiais reaproveitáveis e recicláveis é feita de maneira incorreta, acarreta uma imagem negativa ao movimento. É comum se ouvir, onde até mesmo na entrevista o presidente da ABNM informou, que há um incomodo quando os catadores rasgam sacolas e espalham os resíduos. Pensando neles, atores sociais mais invisíveis ainda, foi pensado em sugerir uma proposta para que, como não existe coleta seletiva no bairro Nova Mossoró, nem perspectiva, esses catadores que já são comuns no bairro, poderiam se responsabilizar por isso.

Exemplificando, como a coleta convencional passa nos dias de terça, quinta e sábado, essa coleta pelos catadores informais poderia ser realizada nos dias de segunda e quarta. Para isso seria necessário um comunicado prévio aos moradores, para que práticas de separar os materiais recicláveis fossem feitos, além de exemplificar e distinguir quais materiais seriam esses, pois nem todos tem essa noção. Para esse comunicado foi pensado em panfletos que os próprios catadores poderiam distribuir nas caixas de correios das residências e até poderiam dialogar com os residentes sobre a importância da coleta, a necessidade e as dificuldades que eles enfrentam e ressaltar sobre os materiais recicláveis e dias que se dariam a coleta. Entretanto, como dito anteriormente, não foi possível realizar o contato pela não visualização desses atores sociais.

CONCLUSÃO

A partir do desenvolvimento do presente trabalho, foi possível concluir que a comunicação entre associativas, órgãos públicos e até a própria comunidade é um dos pilares indispensáveis para o sucesso de um programa de coleta seletiva. Além disso, as análises socioambientais e econômicas para determinar o benefício dessa. Cabe ressaltar a importância da coleta seletiva, a qual é uma eficiente ferramenta da gestão de resíduos sólidos. Logo, mediante sua implementação é possível verificar mudanças significativas no contexto socioambiental e econômico da qual está inserida.

No decorrer das entrevistas foi possível analisar que as associações de coleta seletiva enfrentam diversos problemas. Esses podem ser caracterizados pela ausência da educação e sensibilização ambiental das pessoas, uma vez que na coleta, mesmo na parte separada da coleta seletiva, eles ainda encontram muitos materiais indevidos (restos de comida, seringas, papel higiênico, vidros, lâmpadas, vidros de medicamentos e outros), uma grande parte do material coletado ainda vem misturado com esse tipo de material. É de suma importância o trabalho com a população, pois é mais comum do que se imaginava a inclusão de materiais perigosos dentro da coleta seletiva, que não só contaminam o material a ser reciclado como podem ocasionar inúmeras doenças aos catadores.

Além disso, a ausência de contribuição pública, seja por parte da prefeitura como da própria associação do bairro, desestimulam qualquer uma das associações a vir até o bairro realizar a coleta, por mais viável que o bairro possa ser. Espera-se que a visão do catador passe a ser como um parceiro ideal para o exercício de parte de sua responsabilidade social e ambiental, pois resíduos sempre serão gerados e quanto mais separados, reutilizados e reciclados, mais benefícios para todos os envolvidos.

Dessa forma, é refletida a necessidade de atores sociais, geralmente excluídos da sociedade por N’s motivos, como o baixo grau de escolaridade, nascerem de famílias mais carentes, injustiçados pela sociedade, entre outros, participarem ativamente e receberem os requisitos de vida mínimos pra se viver, numa busca por empregos dignos e em boas condições sanitárias, retorno financeiro satisfatório e um reconhecimento social pelo trabalho prestado. Isso pode ser consequência direta da coleta seletiva quando bem implementada.

Referências

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ANEXO A — QUESTIONÁRIO PARA ASSOCIAÇÃO DO BAIRRO

Dados do entrevistado

Nome:

Função/cargo:

Questões sobre a percepção da coleta

1) Como funciona a coleta no bairro?

2) Você considera a coleta eficiente? Porque?

2.1) Caso não, qual sugestão você daria para melhorar essa coleta?

3) Você conhece o trabalho dos catadores? Se sim, o que acha deles?

4) Você acredita que todo o material depositado no lixo é realmente lixo ou seria passível de ser reaproveitado?

5) O que você faz com o material reaproveitável?

6) Existem catadores que residam dentro do bairro?

 6.1) Se sim, você tem conhecimento se eles possuem parcerias dentro do bairro?

7) Já houve alguma reclamação dos moradores para com os catadores?

 7.1) Se sim, quais motivos?

 7.2) Qual a melhor forma de sanar/resolver essa problemática?

Questões sobre planos, estratégias e ações

8) Como a associação poderia contribuir com os catadores?

9) Como a prefeitura poderia contribuir com os catadores?

10) Como os catadores poderiam contribuir com uma coleta eficiente no bairro?

11) Você visualiza algum impacto na vida dos catadores caso eles encontrassem os resíduos já separados?

12) Existem projetos que incluam esses atores?

13) Caso houvesse intercalação da coleta dos catadores com a coleta pública, acha que a população do bairro participaria ou haveria residência?

 13.1) Caso houvesse resistência, quais seriam os principais motivos?

14) Quais as melhores estratégias para os catadores sensibilizarem a população para participar da coleta no dia deles?

15) A associação e ou prefeitura teria um espaço passível de ser cedido para os catadores armazenarem sua coleta ou a própria população colocar os resíduos recicláveis nos dias que não fossem de coleta?

ANEXO B - QUESTIONÁRIO PARA ASSOCIAÇÃO DE COLETA SELETIVA

Dados do entrevistado

Nome:


Função/cargo:

Questões sobre a percepção da coleta

1) Você sabe como funciona a coleta de resíduos no bairro Nova Mossoró?

2) Você considera a coleta eficiente? Porque?

2.1) Caso não, qual sugestão você daria para melhorar essa coleta?

3) Quais as principais diferenças entre a coleta convencional e a coleta que vocês realizam?

4) Qual a melhor forma de ensinar a população sobre o que seja material reciclado?

5) Vocês já realizaram alguma ação no bairro Nova Mossoró?

5.1) Se sim, qual foi a reação da população?

5.2) Porque não continuaram a coletar lá?

6) Quais as principais dificuldades em se coletar nesses bairros mais distantes?

Questões sobre valores dos materiais recicláveis

7) Quais os principais materiais que são coletados nesses bairros?

8) Quais os mais viáveis?

9) Teria como comparar o bairro com outro bairro que vocês já coletam regularmente?

9.1) Se sim, qual valor seria possível de ser obtido em um bairro como o Nova Mossoró por mês?

Questões sobre planos, estratégias e ações

10) Como a associação poderia contribuir?

11) Como a prefeitura poderia contribuir?

12) Qual a contribuição que vocês poderiam dar para Como os catadores uma coleta sustentável no bairro?

13) Quais os principais impactos na vida dos catadores caso eles encontrassem os resíduos já separados?

14) Existem projetos que incluam os catadores nesses bairros distantes, incluindo o nova Mossoró?

15) Caso houvesse intercalação da coleta dos catadores com a coleta pública, acha que a população do bairro participaria ou haveria residência?

 15.1) Caso houvesse resistência, quais seriam os principais motivos?

16) Quais as melhores estratégias para os catadores sensibilizarem a população para participar da coleta no dia deles?

17) Já foi conversado com a associação e ou prefeitura sobre ceder um espaço passível para os catadores armazenarem sua coleta ou a própria população colocar os resíduos recicláveis nos dias que não fossem de coleta?

ANEXO C - QUESTIONÁRIO PARA SECRETARIA DE SERVIÇOS URBANOS

Dados do entrevistado

Nome:

Função/cargo:

Questões sobre a percepção da coleta

1) Como funciona a coleta de resíduos no bairro Nova Mossoró?

2) A coleta é considera eficiente? Porque?

2.1) Caso não, qual sugestão você daria para melhorar essa coleta?

3) A coleta seletiva é viável no Nova Mossoró? Justifique a resposta.

4) Quais principais motivos levaram as Associações de reciclagem a não trabalharem no bairro?

5) É possível informar se existem catadores ‘clandestinos’ que residam dentro do bairro?

 5.1) Se sim, você tem conhecimento se eles possuem parcerias (comércios, lanchonetes, entre outros) dentro do bairro?

5.2) Já houve alguma reclamação dos moradores para com os catadores?

  5.2.2) Se sim, quais motivos?

6) Qual a melhor forma de sanar/resolver essa problemática para com os catadores informais?

Questões sobre planos, estratégias e ações

7) Como a prefeitura poderia contribuir com os catadores?

8) Existem projetos em andamento? Se sim, podem ser comentados?

9) A associação do bairro poderia contribuir com os catadores?

10) Como os catadores poderiam contribuir com uma coleta eficiente no bairro?

11) Caso houvesse intercalação da coleta dos catadores com a coleta pública, acha que a população do bairro participaria ou haveria residência?

 11.1) Caso houvesse resistência, quais seriam os principais motivos?

12) Quais as melhores estratégias para os catadores sensibilizarem a população para participar da coleta no dia deles?

13) A associação e ou prefeitura teria um espaço passível de ser cedido para os catadores armazenarem sua coleta ou a própria população colocar os resíduos recicláveis nos dias que não fossem de coleta?





































































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