ANÁLISE ERGONÔMICA DO POSTO DE TRABALHO DO SERVIDOR PÚBLICO – UM ESTUDO DE CASO NO DEPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO PREDIAL DA UFSC

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

ANÁLISE ERGONÔMICA DO POSTO DE TRABALHO DO SERVIDOR PÚBLICO – UM ESTUDO DE CASO NO DEPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO PREDIAL DA UFSC

NATÁLIA MATTOS DA SILVA

Resumo

O propósito deste estudo foi o de analisar o posto de trabalho de um servidor público do setor de manutenção elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina utilizando ferramentas de análise ergonômica para elaboração da AET – Análise Ergonômica do Trabalho. Foram realizadas visitas in loco com o objetivo de realizar observações, entrevistas com os servidores e aplicação do questionário NASA-TLX e Pontos de Verificação Ergonômica disponibilizados pela Fundacentro. Após aplicação do questionário NASA-TLX obteve-se como carga geral de trabalho o valor de 68,33, resultado da média ponderada das demandas avaliadas (mental, física, temporal, performance, nível de esforço e nível de frustração). Com base na carga geral de trabalho, houve predomínio para a exigência mental (33%), nível de esforço (23%) e demanda física (20%), sendo estes seguidos por fatores de menor influência como o fator de demanda temporal (13%) e performance (7%), não sendo identificados níveis de frustração. Os pontos de verificação ergonômica relacionados a organização do trabalho demonstraram que em sua maioria são necessárias intervenções com diferentes graus de complexidade. Por fim, a elaboração deste trabalho permitiu a identificação dos pontos de melhoria necessários para diminuição da sobrecarga de trabalho dos servidores e promoção da saúde e segurança no ambiente laboral.

Palavras-chave: Servidor público, ergonomia, análise ergonômica do trabalho, carga de trabalho.

Abstract

The purpose of this study was to analyze the work of a public servant of the building maintenance sector of the Federal University of Santa Catarina using ergonomic analysis tools to elaborate the AET – Ergonomic Work Analysis. On-site visits were carried out in order to make observations, interviews with the servers and application of the NASA-TLX questionnaire and Ergonomic Verification Points provided by Fundacentro. After applying the NASA-TLX questionnaire, the overall workload was 68.33, resulting from the weighted average of the assessed demands (mental, physical, temporal, performance, effort level and frustration level). Based on the general workload, there was a predominance of mental demand (33%), effort level (23%) and physical demand (20%), followed by factors of less influence such as the temporal demand factor (13 %), performance (7%), and no frustration levels were identified. The ergonomic checkpoints related to work organization showed that most interventions with different degrees of complexity are needed. Finally, the elaboration of this work allowed the identification of the improvement points needed to reduce the workload of the employees and promote health and safety in the work environment

Keywords: Public agent, ergonomics, ergonomic work analysis, work load.

Introdução

Acompanhando as grandes transformações que o trabalho vem sofrendo tem-se a preocupação com o trabalhador, principalmente com o seu bem-estar no ambiente laboral.

Independentemente do setor de atuação, as necessidades de adequações são cada vez maiores e, a ergonomia se evidencia por sua multidisciplinaridade, como um conjunto capaz de atender a estas demandas.

A ABERGO – Associação Brasileira de Ergonomia – define a ergonomia como disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema (ABERGO,2019). 

As condições de trabalho incluem aspectos relacionados às atividades desenvolvidas, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais, bem como à própria organização do trabalho (GUÉRIN et al., 2001). Nesse contexto, cabe aos ergonomistas contribuírem para o planejamento, projeto e avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo que sejam compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas (ABERGO, 2019).

Dentre os processos de intervenção ergonômica pode-se destacar a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), que tem como principal característica o método de análise do trabalho feito em campo, ou seja, baseada nas atividades realizadas pelos trabalhadores nas situações de trabalho, podendo ser definida como um método de análise do trabalho baseado na observação da atividade tal qual está acontecendo no momento da análise e cujo objetivo maior é melhorar a situação de trabalho (FERREIRA, 2015).

Em complementação, é por meio da AET que se torna possível entender a ergonomia de um sistema. É possível avaliar aspectos como a duração da jornada de trabalho, a função, o ciclo da tarefa, o número de movimentos executados, as pausas, as posturas inadequadas, o esforço muscular e o ritmo para execução da tarefa, assim como equipamentos e ferramentas utilizados e as condições ambientais (iluminação, conforto térmico e acústico) (SHIDA e BENTO, 2012).

A AET pode ser aplicada nos mais diversos segmentos, e deve contemplar os fatores físicos, cognitivos e organizacionais observados. Destaca-se neste estudo o setor de serviços públicos, mais especificamente o setor de obras, manutenção e ambiente.

Os trabalhadores do serviço público dependem de legislação trabalhista específica, seja na instância municipal, estadual ou federal e, apesar de todo aparato de legislações, os servidores públicos ainda carecem de legislação específica, com uma política de promoção de saúde, segurança no trabalho e assistência à saúde claramente definida. Esta deficiência de política pública para o servidor público gera afastamentos, adoecimentos e até incapacidades laborativas (temporárias ou definitivas).

Além dos ônus causados diretamente aos trabalhadores, a ausência de políticas claras faz com que a implantação de medidas ergonômicas se torne falha, pois estas ficam à espera de regulamentações.

Dessa forma, o objetivo desta análise é avaliar sob o aspecto ergonômico, os pontos críticos das atividades e suas possíveis consequências no ambiente de trabalho de um servidor público, de modo a contribuir para a redução dos índices de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e de absenteísmo.

Fundamentação teórica

Ferramentas de análise ergonômica   

O desenvolvimento de roteiros para execução da análise ergonômica se iniciou na década de 70, e alguns destes roteiros se converteram em modelos e serviram de base para outras propostas metodológicas (LAPERUTA et. al., 2018). De acordo com a mesma autora, a avaliação ergonômica do trabalho é realizada através de métodos/ferramentas e normas, que consideram um grupo de condições de trabalho e um foco específico. 

São conhecidos diversos instrumentos para análise ergonômica do trabalho, principalmente no que se refere aos riscos posturais, que podem ser classificados como checklists, ferramentas semiquantitativas ou ferramentas qualitativas (LIGEIRO, 2010).

Cada uma das classificações é definida por LIGEIRO (2010):

● Checklists compreendem em respostas a um conjunto de perguntas e os dados são interpretados como riscos em uma escala;

● Ferramentas semiquantitativas são baseadas em observações direta e indireta, os dados são selecionados com base em perguntas e convertidos em escalas numéricas ou diagramas;

● As ferramentas quantitativas propõem equações para levantamento de cargas, o limite de ações técnicas recomendadas ou o índice de exposição dos membros.

NASA-TLX (Task Load Index) 

CAVALCANTI (2016) define o método NASA-TLX como uma ferramenta para mensurar a carga de trabalho, que de forma subjetiva obtém através da percepção pessoal do entrevistado uma pontuação geral da carga de trabalho. Esta pontuação é baseada na mensuração de alguns componentes relacionados ao trabalho.

Na tabela 1 são apresentados os seis fatores utilizados no NASA-TLX para definição de um valor multidimensional da carga de trabalho.

Componentes da carga de trabalho e suas definições

Componentes da carga de trabalhoDefinição
Demanda mentalAtividade mental requerida para realização do trabalho
Demanda físicaAtividade física requerida para realização do trabalho
Demanda temporalPressão imposta na realização do trabalho, ou seja, pressão para que se utilize o menor tempo possível em uma tarefa e/ou se faça mais tarefas no menor tempo

Esforço (físico e mental)
O quanto que se deve trabalhar, tanto no aspecto físico como mental, para se atingir um nível desejado de desempenho
PerformanceNível de satisfação com o desempenho pessoal na realização do trabalho
Nível de frustraçãoFatores que inibem a realização do trabalho (por exemplo, insegurança, irritação, falta de estímulo, estresse, contrariedades, etc.) ou influenciam na realização do trabalho

adaptado de Cavalcanti, 2016.

De acordo com MOREIRA e JÚNIOR (2018), o NASA-TLX não mensura apenas a carga mental, mas, também, a carga de tarefa como um todo, sendo que levam em consideração vários fatores de impacto no trabalho, inclusive carga física.

Servidor público e a gestão de saúde e segurança

Os servidores públicos da União são contratados através da Lei 8.112 que dispõe sobre Regime Jurídico da relação de trabalho na administração pública, no qual estão inseridos os servidores técnico-administrativos em educação das instituições federais de ensino superior (CAVALCANTI, 2016).

A gestão de saúde e segurança no setor público é pouco citada, porém, tem extrema importância assim como para os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Levando em conta que as normas de segurança da Secretaria do Trabalho são aplicáveis aos trabalhadores regidos pela CLT, a falta de embasamento jurídico proporcionado é um dos fatores que dificultam a adoção de medidas preventivas junto aos trabalhadores do setor público (SANTOS, 2018).

Até a Constituição de 1988 para os servidores públicos não havia nenhum tipo de regulação e instrumentos de proteção à saúde. As primeiras medidas surgiram a partir do RJU e são normas específicas de regulação, restritas às licenças médicas e aposentadorias especiais (MARTINS et. al., 2017). Ainda de acordo com a autora, em 1993 é criado o Grupo Executivo Interministerial em Saúde do Trabalhador (GEISAT), com o objetivo de construir uma proposta para normalizar, regular e monitorar as relações de trabalho e saúde dos trabalhadores, incluindo os servidores públicos.

Buscando a regularização da atenção à saúde do servidor público, em 2009 foi publicado o Decreto 6.833 que instituiu o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Público Federal (SIASS) (CAVALCANTI, 2016). O SIASS é definido por MARTINS et. al. (2017) como a expressão do poder dos trabalhadores de ter saúde e tomar em suas mãos o controle de suas próprias vidas, saúde e trabalho.

No ano de 2010, o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão publicou a portaria normativa nº3 estabelecendo a Norma Operacional de Saúde ao Servidor (NOSS) com o objetivo de definir as diretrizes para implementação das ações de vigilância aos ambientes e processos de trabalho e promoção da saúde do servidor (CAVALCANTI, 2016).

O autor afirma ainda que, apesar da ausência de norma ou regulamentação referente ao servidor público federal fazer referência sobre ergonomia, há definições como prevenção e promoção de saúde do servidor, condições de trabalho, organização do trabalho, processo de trabalho, riscos do trabalho, transversalidade, atuação de equipes multidisciplinares, o que demonstra a importância que a Administração Pública Federal passou a ter com o ambiente organizacional.

Pontos de verificação ergonômica

A primeira versão da obra foi lançada em 2001 pelo International Labour Office (Genebra) e no Brasil, foi traduzida e distribuída pela Fundacentro.

A obra reúne pontos a serem verificados na manipulação e armazenagem de materiais, design de postos de trabalho, organização do trabalho e outros. Atualmente está em sua segunda edição, lançada no ano de 2018, reúne 132 (cento e trinta e duas) intervenções ergonômicas com a finalidade de promover efeitos positivos no ambiente laboral e aumento da produtividade.

Além dos textos explicativos para as intervenções propostas, a publicação também disponibiliza imagens que facilitam o entendimento do aplicador. As intervenções propostas estão pautadas na aplicação de forma simplificada e flexível.

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os procedimentos metodológicos utilizados neste estudo, uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) no posto de trabalho de um servidor público do setor de manutenção elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) seguem o modelo proposto por Iida (2005) com base em Guérin et al. (2001), o qual contempla as etapas de (1) análise da demanda, (2) análise da tarefa, (3) análise das atividades, (4) diagnóstico e (5) recomendações ergonômicas, apresentadas na Figura 1.

Análise Ergonômica do Trabalho
Análise Ergonômica do TrabalhoAdaptado de Iida (2005) com base em Guérin et al. (2001)

Por meio de uma abordagem qualitativa, foi realizado estudo de caso do posto de trabalho de um servidor público responsável pelo setor de manutenção elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo Neves (1996), a pesquisa qualitativa costuma ser direcionada, não busca enumerar ou medir eventos, e não enumera instrumental estatístico para análise de dados; seu foco parte da obtenção de dados descritivos mediante contato direto e interativo do pesquisador com o objeto de estudo.

Dessa forma, os procedimentos utilizados segmentaram-se, conforme figura 2, nas seguintes etapas: (1) fundamentação teórica; (2) caracterização da empresa e quadro de funcionários, (3) coleta de dados por meio de observações no local, fotografias, entrevistas com o servidor e seu gestor, (4) definição da demanda, tarefa e atividade (5) aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas com o servidor, (6) análise dos dados para elaboração do diagnóstico e das recomendações finais.

Etapas de análise
Etapas de análiseO autor (2020)

 Caracterização do local de estudo  

A Secretaria de Obras, Manutenção e Ambiente (SEOMA) é um órgão da administração central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tem como finalidade o planejamento do espaço físico e ambiental, o controle de padrão, qualidade, elaboração de projetos e execução de obras no campus da universidade.

O Departamento de Manutenção Predial e Infraestrutura (DMPI), local definido para este estudo, é um dos departamentos integrantes da SEOMA, conforme Figura 3 e 4, e está localizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rua João Pio Duarte Silva, nº 57 – Bairro Córrego Grande, em Florianópolis – estado de Santa Catarina, CEP: 88037-001.

O DMPI oferece serviços de manutenção à universidade, e é dividido em quatro áreas: hidráulica, elétrica, mecânica e predial. O setor escolhido para este estudo foi o setor de manutenção elétrica.

Estrutura da Secretaria de Obras, Manutenção e Ambiente (SEOMA)
Estrutura da Secretaria de Obras, Manutenção e Ambiente (SEOMA)Departamento de Manutenção Predial e Infraestrutura (DMPI)

Localização do Departamento de Manutenção Predial e de Infraestrutura (DMPI)
Localização do Departamento de Manutenção Predial e de Infraestrutura (DMPI)O autor (2020)

Quadro de servidores  

Os servidores públicos da União são contratados através da Lei 8.112, a qual institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União no qual estão inseridos os Servidores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior.

O quadro de Servidores Técnico-Administrativos em Educação do setor de Manutenção Elétrica (ELE), conforme Tabela 2, é composto por (8) pessoas, dos quais (2) são Engenheiros/Área, (3) são Eletricistas, (2) são Técnicos em eletrotécnica e (1) é Auxiliar, sendo todos homens.

Quadro de servidores


 
Setor

 
Cargo/Função
MasculinoFeminino
 Engenheiro/ Área
 Eletricista 
Manutenção Elétrica (ELE)Técnico em eletrotécnica  2 
 Auxiliar  1 
 Total  8 

Departamento de Manutenção Predial e Infraestrutura (DMPI)

Para este estudo de caso, o posto de trabalho analisado refere-se ao cargo de Engenheiro/Área. O servidor do setor produtivo de manutenção elétrica é do sexo masculino, possui nível técnico em eletrotécnica e nível superior (mestrado) em Engenharia elétrica, idade de 31 anos, tempo de trabalho na instituição de 4 anos e 6 meses. A jornada de trabalho é de 6 horas diárias, com intervalo de 15 min, de segunda a sexta-feira.

Análise Ergonômica do Trabalho (AET)  

Na primeira etapa do estudo foi realizada uma pesquisa na bibliografia com o propósito de entendimento do contexto e ferramentas utilizadas em estudos de AET.

Na segunda etapa da análise ergonômica, procurou-se caracterizar o local de estudo, bem como levantar o número de servidores produtivos do setor, identificando assim suas funções.

Posteriormente, foi realizada a etapa de coleta de dados por meio de observações no local de trabalho, fotografias e entrevistas semiestruturadas com o servidor escolhido para a análise e seu gestor.

Após coleta de dados, seguiu-se para a etapa de análises da demanda, tarefa e atividade.

Na análise da demanda procurou-se conhecer o sistema de serviço e funcionamento do setor dentro da instituição, meios de comunicação, divisão das tarefas e compreensão da lógica da organização do trabalho a fim de identificar os problemas ligados à estrutura e justificar a necessidade de uma ação ergonômica.

Terminada a identificação da demanda, analisou-se a tarefa. A análise da tarefa requer o entendimento do conjunto de objetivos prescritos que os trabalhadores devem cumprir. Corresponde ao planejamento do trabalho a ser executado, do que é solicitado ao trabalhador para a execução da sua atividade.

A etapa seguinte foi a análise da atividade, na qual descreve-se o trabalho e comportamento real do trabalhador durante a execução da sua atividade. Conforme lida (2005), a atividade é influenciada por fatores internos e externos ao trabalhador; os internos são caracterizados pela sua formação, experiência, idade, sexo, disposição, motivação, vigilância, sono e fadiga. Enquanto que os externos, referem-se às condições em que a atividade é executada, o conteúdo do trabalho (objetivos, regras e normas), a organização (constituição de equipes, horários, turnos) e meios técnicos utilizados (máquinas, equipamentos, arranjo e dimensionamento do posto de trabalho).

Para o diagnóstico e recomendações ergonômicas, foram aplicados o questionário NASA- TLX , e Pontos de Verificação Ergonômica elaborados pela International Labour Office em colaboração com a International Ergonomics Association, traduzidos pela FUNDACENTRO (2018) . Ambos são ferramentas que contribuem com a análise ergonômica e facilitam a busca de ações a serem tomadas pela instituição analisada.

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ANALISE DOS RESULTADOS

ANÁLISE DA DEMANDA 

O Departamento de Manutenção Predial (DMPI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem como principal função supervisionar, direcionar e coordenar os serviços de manutenção predial e de infraestrutura. O DMPI é a ligação entre o Departamento e as outras instâncias da UFSC, atuando no direcionamento dos trabalhos de acordo com a missão, a visão e os valores da Universidade.

A análise da demanda foi definida pelo relato de problemas identificados pelo servidor do setor de manutenção elétrica durante entrevista, resposta ao questionário semiestruturado, observações in loco, levantamentos fotográficos e aplicação do questionário (NASA – TLX) e pontos ergonômicos de verificação.

O departamento de manutenção elétrica, conforme levantado, é um dos que setores que recebe grande quantidade de chamados pelo sistema interno de formalização de demandas, o sistema Solar, por meio de SPA (Solicitação de Processo Administrativo).

Dentre as principais dificuldades relatadas, verificou-se que o sistema de registro é uma adaptação de um sistema jurídico, sendo utilizado o mesmo sistema para toda a Universidade. O Setor de Manutenção não possui um sistema próprio de gestão capaz de receber e direcionar as demandas aos respectivos responsáveis. Como é um sistema no qual as demandas são registradas online em campo escrito de livre preenchimento, há dificuldades de interpretação das solicitações, o que gera retrabalho, visto que o servidor precisa entrar em contato com o solicitante diversas vezes para entender o problema.

Além das demandas internas, utilizando o sistema Solar, ainda é possível que a comunidade e estudantes relatem problemas em áreas externas da universidade relacionadas a iluminação e sistemas elétricos. No site do departamento há um campo para preenchimento de solicitação de usuários sem acesso ao sistema SPA. Em média são recebidas 4 mil solicitações anuais, inclusive aos finais de semana.

Recebida a solicitação pelo sistema, é necessário que haja o atendimento. A grande extensão do campus foi outro problema identificado, pois requer longos deslocamentos, os quais são realizados a pé e muitas vezes carregando ferramentas e equipamentos pesados de trabalho.

Todos os fatores relatados contribuem para o recebimento de reclamações relacionadas a demora dos serviços. Não há indicadores de produtividade ou qualidade, bem como registros de controle dos serviços realizados fora do horário de trabalho.

A respeito do ambiente, conforme medição in loco, verificou-se excesso de iluminação no posto de trabalho do servidor, visto que o mesmo possui sensibilidade à luz devido a um problema ocular.

Com o levantamento das condições de trabalho foi possível identificar as áreas da ergonomia (física, cognitiva e organizacional) que devem exigir atenção para possíveis intervenções buscando melhorias.

Análise da tarefa

A análise da tarefa refere-se ao trabalho prescrito do trabalhador, ou seja, aquilo que ele deve realizar de acordo com a sua função diante de condições ambientais, técnicas e organizacionais necessárias para esta realização.

O profissional designado como engenheiro área deste estudo de caso possui formação em Engenharia elétrica. Do quadro de engenheiros da Universidade, todos recebem essa mesma nomenclatura ao ingressarem no serviço por meio de concurso público, sendo posteriormente destinados aos setores de suas respectivas especialidades.

Na tabela 3 encontra-se a descrição sumária do cargo, e na Tabela 4 as tarefas prescritas inerentes ao cargo.

Descrição do cargo

Descrição sumária do cargo
Desenvolver projetos de engenharia; executar obras; planejar, coordenar a operação e a manutenção, orçar, e avaliar a contratação de serviços; dos mesmos; controlar a qualidade dos suprimentos e serviços comprados e executados; elaborar normas e documentação técnica. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

O autor (2020)

Tarefas prescritas

Descrição de atividades típicas do cargo
● Supervisionar, coordenar e dar orientação técnica; elaborar estudos,

planejamentos, projetos e especificações em geral de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transporte, exploração de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária.

● Realizar estudos de viabilidade técnico-econômica; prestar assistência, assessoria e consultoria.

● Realizar vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.

● Desempenhar atividades de análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica.

● Elaborar orçamentos.

● Realizar atividades de padronização, mensuração, e controle de qualidade.

● Executar e fiscalizar obras e serviços técnicos; conduzir equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.

● Elaborar projetos, assessorando e supervisionando a sua realização.

● Orientar e controlar processo de produção ou serviço de manutenção.

● Projetar produtos; instalações e sistemas.

● Pesquisar e elaborar processos.

● Estudar e estabelecer métodos de utilização eficaz e econômica de materiais e equipamentos, bem como de gerenciamento de pessoal.

● Utilizar recursos de informática.

● Executar outras tarefas de mesma natureza e nível de complexidade associadas ao ambiente organizacional.


A autora adaptado de DMPI (2020)

Análise da atividade 

Apontamentos gerais

A etapa de análise da atividade é a etapa na qual se descreve o comportamento real do trabalhador. Nela observa-se a cronologia das operações, e como é a lógica para realizá-las. Esta etapa ajuda a compreender as razões da diferença entre a tarefa e a atividade e é um dos pontos chaves da metodologia ergonômica.

Fluxograma de atendimento de serviço de manutenção elétrica 

Conforme relato do servidor, as atividades desenvolvidas no setor de manutenção são divididas em tarefas internas e em campo. Das atividades internas, estas se resumem a utilização do computador para elaboração e avaliação de desenhos, textos, planilhas e a utilização do sistema Solar, responsável pelo registro das demandas recebidas pelo Departamento.

O recebimento das solicitações pelo sistema Solar, bem como a sequência de procedimentos a serem realizados seguem a sequência do fluxograma apresentado na Figura 5.

Fluxograma de etapas de atendimento da demanda
Fluxograma de etapas de atendimento da demandaA autora adaptado de DMPI (2020)

Solicitação de serviço  

Conforme fluxograma da figura 5, primeiramente o solicitante (servidores, estudantes ou comunidade em geral) gera a demanda online, a qual é encaminhada via Sistema Solar aos responsáveis pelo centro de ensino ou unidade (diretores de centros de ensino, diretores de departamento, diretores administrativos, coordenadores, administradores de edifícios e demais servidores). Nesse momento, há um campo para livre preenchimento, onde a solicitação de manutenção elétrica é descrita.

Foi elaborado pelo setor técnico um memorando destinado aos servidores com orientações sobre o preenchimento da solicitação, nele requer-se o detalhamento do serviço, nome do responsável que acompanhará a equipe de manutenção e códigos das edificações cadastradas no Sistema Integrado de Espaço Físico (SIEF) da Universidade. Recebida a solicitação, esta é destinada à SEOMA e posteriormente encaminhada ao setor de manutenção elétrica.

Recebimento da solicitação e direcionamento às filas de espera 

Nessa etapa, o servidor recebe o pedido e verifica se é ou não uma solicitação de manutenção. Se sim, a mesma é direcionada à uma das Filas de Esperas (FTT ou FTU). Muitas vezes são solicitadas instalações elétricas e readequações, as quais não se enquadram no pedido de manutenção, sendo então conduzidas a Fila de Espera de serviços elétricos (FEE).

Na prática esse é o momento onde o servidor recebe uma grande carga de trabalho, diariamente são recebidas em média cerca de 10 solicitações, totalizando em uma semana aproximadamente 40 a 50 pedidos de serviço.

Identificação da urgência do atendimento 

A etapa de identificação da urgência do atendimento é realizada simultaneamente ao recebimento da solicitação e priorizada tecnicamente a critério do servidor, sendo muitas vezes uma decisão complexa de ser feita em vista da quantidade de solicitações recebidas. Além disso, nem sempre os serviços têm solução simples, o que gera uma grande demanda mental na resolução de problemas.

Deslocamento até os centros ou unidades para atendimento e organização do posto de trabalho 

De modo geral as tarefas são pouco rotineiras, principalmente quando se trata das atividades em campo, atividades que compõem cerca de 50% da carga de trabalho. Estas envolvem o deslocamento dentro do campus, subir em telhados, forros e afins, acompanhamento e operação de atividades em subestações, dentre outras. Os procedimentos para deslocamento e realização dos serviços requerem autorização e envio de motorista autorizado, fator que colabora para a demora no atendimento.

Com o propósito de prestar atendimento de forma rápida, o servidor se destina até o local a pé, criando uma rota de atendimento dentro do campus. Dessa forma o deslocamento torna-se difícil pois é necessário levar ferramentas e equipamentos pesados para resolver os problemas elétricos. De modo a agilizar o acesso aos equipamentos antes de sair a campo, os equipamentos encontram-se próximos ao posto de trabalho do servidor, dificultando a sua mobilidade, como é possível ver nas Figuras 6 e 7.

Posto de trabalho
Posto de trabalhoO autor (2020)

Equipamentos
EquipamentosO autor (2020)

Fiscalização e controle de qualidade 

A fiscalização dos serviços em andamento da empresa terceirizada e equipe do quadro da Universidade é também uma atividade realizada pelo servidor. A gestão de fiscalização e qualidade é realizada com o auxílio de planilhas e fichas de controle escritas, sendo os procedimentos arquivados ao final do processo.

Portanto, ao analisar as atividades reais executadas, verificaram-se presentes os fatores ergonômicos cognitivos (demanda mental para atendimento de solicitações de serviços elétricos e resolução de problemas), físicos (deslocamentos com materiais e equipamentos pesados) e organizacionais (gerenciamento de processos, recursos e de pessoal, cultura organizacional, meios de comunicação, gestão de fiscalização e qualidade).

Questionário NASA-TLX 

Com o objetivo de avaliar a percepção do trabalhador quanto a sua carga de trabalho, foi aplicado o Questionário NASA- TLX.

No questionário são consideradas seis subescalas subjetivas que influenciam na carga de trabalho. Sendo que três delas estão relacionadas às demandas impostas ao trabalhador: demanda mental, demanda física e demanda temporal; enquanto as outras três dimensões referem-se à interação entre o trabalhador e a tarefa: performance, esforço e nível de frustração.

O cálculo da carga de trabalho é realizado em duas etapas, as quais consistem na definição de pesos e taxas. Na primeira, é apresentada uma combinação simples em pares, onde os 6 elementos (subescalas) são tomados dois a dois, totalizando 15 combinações. Dentre os pares, o trabalhador escolhe um fator que acredita ter maior grau de relevância na sua carga de trabalho. Para compor a análise dos resultados, são contabilizadas quantas vezes cada componente da carga de trabalho foi assinalado e isso caracteriza o seu peso. Cada subescala pode receber o valor de 0 a 5 pontos.

Na segunda etapa, para identificar a intensidade de cada demanda, é apresentado ao trabalhador uma linha de 12cm dividida em 20 intervalos, sendo a cada um, atribuído o valor de 5 pontos, totalizando 100 pontos em toda a linha. O trabalhador deve marcar na linha de régua qual a posição que ele considera de acordo com a carga sofrida na atividade que desempenha. Considerando da esquerda para a direita a contagem de 0 (Pouco) a 100 (Muito).

O cálculo da carga de trabalho de cada pessoa é computado multiplicando a taxa pelo peso, em cada fator de demanda. Por fim, o somatório de pesos x taxas é dividido por 15 (soma dos pesos) e tem-se o valor da carga de trabalho geral, conforme Quadro 1.

Cálculo da carga geral de trabalho

SubescalaPeso (P)Taxa (T)(PesoxTaxa)
Demanda mental585 425
Demanda física370 210
Demanda temporal2 50 100
Performance1 50 50
Esforço4 60 240
Nível de Frustração0 15 0
  Carga geral de trabalho =⅀ (PxT)/15 68,33

O autor (2020)

A figura 8 representa as seis subescalas com seus percentuais de carga de trabalho.

Subescalas e percentual de carga de trabalho
Subescalas e percentual de carga de trabalhoO autor (2020)

A exigência mental e o nível de esforço mostraram-se elevados em relação aos demais fatores, seguidos da demanda física, temporal, performance e nível de frustração. Com base na carga geral de trabalho, houve predomínio para a exigência mental (33%), nível de esforço (23%), demanda física (20%), demanda temporal (13%), performance de (7%) e não foi identificado nível de frustração.

Pontos de verificação ergonômica  

Os pontos de verificação ergonômica foram aplicados com base no resultado do questionário NASA-TLX , observações in loco e entrevista com o servidor. Optou-se por aplicar os pontos de verificação ergonômica relacionados a organização do trabalho, conforme Tabela 5, pois é o fator que tem potencial de influenciar diretamente na redução de demais problemas ergonômicos.

Pontos de verificação ergonômica relacionados a organização do trabalho

Pontos de verificação ergonômica
Deve ser realizada alguma ação?
  
Organização do trabalho
Sim

Não

Prioritário
1-Resolução de problemas do trabalho envolve os trabalhadores em grupo.   x
2-Consulta aos trabalhadores sobre
como melhorar a organização do trabalho.
   x
3-Envolver os trabalhadores no
design melhorado dos seus próprios postos de trabalho.
 x  
4-Consultar os trabalhadores sobre
as mudanças a serem feitas no serviço e sobre as melhorias necessárias para
tornar o trabalho mais seguro, fácil e eficiente.
 x  
5-Informar e premiar os
trabalhadores sobre os resultados de seu trabalho.
 x  
6- Dar treinamento aos
trabalhadores para que assumam responsabilidades e fornecer-lhes os meios
para que tragam melhorias nas suas tarefas.
 x  
7- Dar treinamento aos
trabalhadores para operação segura e eficiente.
 x  
8-Fornecer treinamento atualizado
para os trabalhadores que utilizam sistemas de computador.
 x  
9-Propiciar ocasiões para fácil
comunicação e apoio mútuo no local de trabalho.
 x  
10-Levar em consideração as
habilidades dos trabalhadores e suas preferências na hora de designar as
pessoas para trabalhos e oferecer-lhes oportunidades para aprender novas
habilidades.
 x  
11-Formar grupos de trabalho, de
modo que em cada um deles o trabalho realizado seja coletivo e os resultados
sejam de responsabilidade de todos.
 x  
12-Melhorar os trabalhos difíceis e
monótonos, a fim de incrementar a produtividade.
 x  
13-Combinar as tarefas para fazer
que o trabalho seja mais interessante e variado.
 x  
14-Atribuir a responsabilidade para
arrumação e limpeza diária.
 x  
15-Proporcionar pausas curtas e
frequentes durante o trabalho de precisão contínua ou no computador para
aumentar a produtividade e reduzir a fadiga.
 x  
16-Propiciar oportunidades de
exercícios físicos para os trabalhadores
 x  
17-Atribuir carga de trabalho
adequada, facilitar o trabalho em equipe e oferecer a formação adequada para
os trabalhadores jovens.
 x  
18-Envolver gerentes e
trabalhadores na realização da avaliação de riscos relacionados à ergonomia
como parte dos sistemas de gerenciamento de saúde e segurança.
 x  
19-Aprender de que maneira melhorar
seu local de trabalho a partir de bons exemplos na própria instituição ou em
outras.
   x

O autor (2020)

Diagnóstico e recomendações 

Na tabela 6 está listado o diagnóstico e respectivas recomendações.

Pontos de verificação ergonômica relacionados a organização do trabalho


Diagnóstico

Recomendações

Grau de complexidade
            Demanda mental para atendimento de solicitações de
serviços elétricos e resolução de problemas
1)Proporcionar pausas durante o
trabalho de precisão contínua ou no computador, por exemplo, alternando
atividades ou pausas fora do ambiente de trabalho                                            2)Incentivar distribuição de
tarefas e trabalho em equipe            3) Realizar pesquisas de saúde
mental e sobrecarga laboral (Síndrome de Burnout)
 
 
 
 
 
Fácil
 
 
 
 
 
 
Deslocamentos com materiais e equipamentos pesados
 
 
 
 
 
 
 
 
1)Fornecer transporte dentro do
campus de forma segura, e sem a necessidade de motorista da universidade
(Patinete, bicicleta)
2)Propiciar oportunidades de
exercícios físicos para os trabalhadores                                                                         3) Buscar a substituição de
equipamentos pesados por mais leves                                                                                      4) Realizar planejamento das
atividades de modo a otimizar e facilitar as necessidades de deslocamentos e
alternar atividades em campo e em escritório
 
 
 
 
 
 
Mediano
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gerenciamento de
processos, recursos e de pessoal, cultura organizacional, meios de
comunicação, gestão de fiscalização e qualidade
1)Organizar e manter ordenados os
postos de trabalho de forma a excluir o excesso de papéis e documentos, além
da manutenção dos ambientes com circulações livres e em condições adequadas
de uso, por exemplo, com a disponibilização de prateleiras ou armários para a
guarda dos equipamentos que não são usados diariamente e incentivo à equipe
para manter a ordem do ambiente                                  2) Compra de software específico
para gestão de manutenção, possibilitando melhor registro e atendimento das
demandas        3) Criação de indicadores de
produtividade e qualidade, o qual pode ser facilitado com o uso de software
específico para manutenção                                                           4)Mudanças na cultura
organizacional da instituição de modo a agilizar processos, fiscalizar  serviços de maneira eficiente e diminuir
burocracias                                                               5) Disponibilizar aos prestadores
de serviço meios de prestação de contas quanto aos serviços realizados em
meio digital, agilizando o processo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mediano a Difícil

O autor (2020)

Conclusão

O estudo de caso no setor de manutenção predial da UFSC possibilitou a identificação da presença de fatores que podem predispor os servidores a afastamentos e doenças ocupacionais dadas as sobrecargas de trabalho. A avaliação por meio da aplicação do questionário NASA-TLX, pontos de verificação ergonômica, entrevista e observações in loco indicaram a necessidade de se realizar investigações no processo de trabalho e implementar melhorias.

Este trabalho priorizou a descrição dos aspectos cognitivos e organizacionais do trabalho e pode-se afirmar que atingiu seu objetivo de detectar os principais problemas e propor o desenvolvimento de melhorias no processo de gestão.

Em vista disso, propõe-se para estudos futuros uma nova aplicação do questionário NASA- TLX, pontos de verificação ergonômica, entre outras ferramentas ergonômicas aplicáveis, tanto no setor estudado novamente, como também nos demais setores de manutenção da universidade (predial, hidráulica e sistemas mecânicos).

Seria interessante realizar este estudo com uma população maior.

Após as intervenções ergonômicas propostas, será possível verificar se ocorreram mudanças de cunho ergonômico e de segurança e saúde do trabalhador.

Referências

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